terça-feira, 18 de maio de 2010

DC Comics comemora 75 anos com livro

A DC Comics anunciou nesta segunda-feira o lançamento de 75 Years of DC Comics: The Art of Modern Mythmaking, um livro comemorativo de seus 75 anos. A publicação sairá em parceria com a editora de livros Taschen, e será escrita por Paul Levitz.

Embora nem todos os detalhes da publicação estejam confirmados, sabe-se que ela terá mais de 650 páginas e mais de 1500 imagens, entre capas, páginas clássicas, fotos e outros materiais.

Ainda haverá uma linha do tempo da editora, e a biografia de seus mais proeminentes heróis, vilões, roteiristas e desenhistas. Não há data de lançamento confirmada até o momento.

A DC Comics é atualmente uma das maiores editoras de quadrinhos nos EUA, conhecida por ser a casa de famosos super-heróis como Batman, Superman, Mulher-Maravilha, Liga da Justiça, entre outros. Junto com sua linha adulta, Vertigo e a linha Wildstorm, entre outras, oferece diversidade para todas as idades. A DC produz mais de oitenta títulos por mês e cerca de mil por ano. Também é uma das mais antigas empresas do ramo, com setenta e cinco anos de publicação contínua. Hoje em dia ela é um ramo da DC Entertainment, uma empresa maior que explora os personagens da DC em diversas mídias.

FONTE: HQ MANIACS

Coleção Clássicos da Literatura Disney chega às bancas


Segundo o site especializado em quadrinhos. Universo HQ, a Editora Abril lança, no dia 20 de maio, a coleção Clássicos da Literatura Disney.

A coleção celebra os 60 anos da primeira revista lançada pela editora: O Pato Donald. Ao todo são 20 volumes semanais, com preço de R$ 9,95 cada, que trazem histórias em quadrinhos já publicadas e aventuras inéditas dos personagens inspiradas em grandes obras da literatura mundial.

O primeiro volume, Os Três Mosqueteiros, traz como brinde uma réplica de O Pato Donald #1.

Confira a coleção completa:

1) Os Três Mosqueteiros

2) A Ilha do Tesouro

3) O Grande Teatro de Shakespeare

4) Os Cavaleiros da Távola Redonda

5) A Ilíada e a Odisséia

6) As Viagens de Marco Polo

7) Guilherme Tell

8) O Mágico de OZ

9) Guerra e Paz

10) Cruzadas

11) Dom Quixote

12) 20.000 Léguas Submarinas

13) A Divina Comédia

14) A Guerra dos Mundos

15) Viagem ao Centro da Terra

16) O Anel dos Nibelungos

17) O Conde de Monte Cristo

18) Os Miseráveis

19) As Viagens de Gulliver

20) Lendas do Futebol

FONTE: UNIVERSO HQ

Abertas inscrições para o 27º Salão Internacional de Humor do Piauí


Estão abertas as inscrições para o 27º Salão Internacional de Humor do Piauí, que chega a esta edição com o título de maior em participação popular no mundo. Democrático, o Salão do Piauí é o mais amplo evento a céu aberto dessa natureza e conta com mais de 200 mil visitações por evento.

O tema do Salão deste ano é “Trânsito e Sociedade: Os desafios do século XXI”. Questão fundamental em toda grande cidade da atualidade, o trânsito e as ações da sociedade perante essa matéria tem consequências importantes na vida de todo o planeta.

A exposição dos selecionados se realizará em vários locais a céu aberto de Teresina, a saber: Clube dos Diários, Theatro 4 de Setembro, Praça Pedro II, Central de Artesanato, Av. Antonino Freire, Praça da Liberdade, Praça São Benedito, Adro da Igreja São Benedito e Avenida Frei Serafim, no período de 14 a 20 de junho de 2010.

Veja a seguir o regulamento do Salão:

1. Os trabalhos poderão ser apresentados na modalidades cartum (tema Transito e Sociedade), no formato padrão de 30x40 cm, digitalizados em 300dpi, modo cor RGB, formato JPG – qualidade média – obedecendo ao limite de 1,5 MB, enviado pela Internet, para o seguinte endereço:
fundacaodohumor@hotmail.com

2. Cada concorrente poderá inscrever até 03 (três) cartuns sobre o Transito;

3. O vencedor receberá um prêmio de R$ 10.000,00 (dez mil reais);

4. Os desenhos deverão ser enviadas até 31 de maio de 2010, e estar em poder dos organizadores até o dia 03 de junho de 2010;

5. Os trabalhos premiados farão parte do acervo da Fundação Nacional do Humor;

6. A Fundação Nacional do Humor se reserva ao direito de publicar os desenhos para fins de divulgação e utilizá-los em projetos educacionais desenvolvidos pela entidade em escolas públicas.

FONTE: BIGORNA

Seminário Quadrinhos, Mercado e Negócios em São Paulo

Clique na imagem para ampliar!

O seminário Quadrinhos, Mercado e Negócios faz parte de uma série de eventos que o governo de Minas Gerais está realizando em São Paulo. Ele será apresentado nos próximos dias 24 e 25 de maio no Espaço Minas Gerais (Rua Minas Gerais, 246, Higienópolis, São Paulo/SP).

No dia 24, o tema será Do projeto independente ao projeto de mercado, com as novas possibilidades de edição e distribuição, além da migração de projetos independentes para o mercado. A mesa será composta por Fabiano Barroso (Graffiti), Duke (BH Humor) e Claudio Martini (Zarabatana). A coordenação será de Paulo Ramos (Blog dos Quadrinhos).

No dia 25, o tema será Quadrinho e Multimídia, discutindo os quadrinhos como parte do mercado multimídia e como vitrine criativa de negócios diversos. A mesa será composta por Cristiano Seixas (Casa dos Quadrinhos), Douglas Reis (Devir) e Rogério Vilela (Fábrica de Quadrinhos). A coordenação será de Afonso Andrade (FIQ).

Informações pelo telefone 0XX-31-3277-4631.

FONTE: UNIVERSO HQ

segunda-feira, 17 de maio de 2010

Evento de HQs na UnP


A Associação Brasileira de Arte Sequencial República dos Quadrinhos em parceria com a Escola de Comunicação e Artes da UnP, convidam o público natalense a comparecer na UnP da Nacimento de Castro, no período de 26 a 28 de Maio, e prestigiarem a exposição Mitos e Herois: Releituras Contemporâneas com uma variada programação ligada à Arte Sequencial.

A exposição é aberta ao público e conta com artes de 28 artistas de 9 estados brasileiros, contando inclusive com um expositor residente no Japão. Cada artista apresenta seu modo de ver os mitos e herois através de Cartuns, Caricaturas, Ilustrações, Tiras, Charges e Histórias em Quadrinhos, apresentando uma rica variedade de estilos artísticos.

Dentro da programação estão atividades como palestras, debates, exibição de filmes e apresentações culturais envolvendo Teatro e Música distribuídos no turno matutino, vespertino e noturno.

A exposição conta com a participação dos mestres Moacy Cirne, grande estudioso de Hqs, que participará de uma mesa redonda sobre Mitos e Heróis, e Poti, primeiro artista gráfico com publicações em jornais no RN, que estará presente para uma homenagem da República dos Quadrinhos.

No último dia do evento, será feita a premiação da República dos Quadrinhos aos melhores do ano, que se destacaram pelo seu trabalho com Arte Sequencial, nas categorias: Divulgação, Evento e Publicação.

A programação ocorrerá em três ambientes diferentes:

-Centro de Convivência: Onde ocorrerá a exposição com ambientação sonora de trilhas de animações, séries e fimes (orientais e ocidentais). Na parte inferior do Centro de Convivência haverá venda de quadrinhos, camisas e afins com a GHQ, Red Bug e o quadrinhista Lula Borges.

-Sala 17: Onde à tarde serão exibidos filmes ligando a 7° e a 9° Arte.

-Auditório: Onde durante as manhãs e noites, ocorrerão os debates, palestras e apresentações culturais.

FONTE: GHQ

Conheça o trabalho de Rodrigo Rosa


O cartunista gaúcho Rodrigo Rosa não para! O artista ilustra um livro bacana atrás do outro. Depois de quadrinizar "Memórias de um sargento de milícias" e "O Cortiço", em parceria com o roteirista Ivan Jaf, para a editora Ática, Rosa também ilustrou o livro Pé de Pilão, do mestre Mário Quintana, que contou ainda com o trabalho de Marta Castilhos e Camila Kieling no design gráfico e de Manuela Eichner na finalização das ilustrações.

Uma novidade interessante no livro de Quintana é que, além da maneira tradicional, ele foi lançado numa versão em braile, com direito a um áudio-livro (um CD com o livro narrado por dubladores). Uma iniciativa muito louvável para alcançar o público deficiente visual.

Para conhecer estes e outros projetos que Rosa anda desenvolvendo, visite seu blog dele aqui.

FONTE: BIGORNA

Evento em São Paulo para fãs de cosplay

O Cosplaycon foi criado em 2005 para ser o primeiro evento do Brasil dedicado aos cosplayers, pessoas que praticam cosplay, modalidade na qual os fãs se fantasiam como seus personagens favoritos e fazem representações teatrais.

Neste ano, o evento será realizado como um "aquecimento" para o Anime Frieds 2010, que ocorrerá no mês de julho.

No Cosplaycon ocorrem seletivas para o Yamato Cosplay CUP (YCC) nas categorias Dupla, Grupo e Individual; além de apresentações especiais, o chamado Teatro Cosplay, e concursos paralelos.

Os visitantes vão conferir outras atrações, como campeonatos de videogames, atividades culturais, animekê, estandes de vendas e exibições de vídeos.

O Cosplaycon será realizado nos dias 22 e 23 de maio, das 11h às 19h, no Colégio Santa Amália (Avenida Jabaquara, 1673, São Paulo/SP).

Para outras informações, visite o site oficial do evento.

FONTE: UNIVERSO HQ

sábado, 15 de maio de 2010

Exposição mostra raízes judaicas da história em quadrinhos

A caminho do Museu Judaico, os visitantes se deparam com uma escultura com o título Até os super-heróis têm dias ruins. O Super-Homem parece ter aterrissado de ponta-cabeça no chão. Ele pode ter ido parar numa rua de Berlim, mas de onde vem o Super-Homem? É uma pergunta que a exposição dentro do museu, em cartaz até 8 de agosto de 2010, tenta responder.

Em parceria com o Museu de Arte e História do Judaísmo, em Paris, e o Museu Histórico Judaico, em Amsterdã, a mostra Helden, Freaks und Superrabbis (Heróis, freaks e super-rabinos) vai buscar as raízes das histórias em quadrinhos, e demonstra como a indústria foi construída a partir do amadurecimento de filhos de imigrantes judeus vindos da Europa Oriental.

A história começa nos anos 1890, com perfis psicológicos de pioneiros como Rudolph Dirks, criador dos Sobrinhos do Capitão (The Katzenjammer Kids, no original) e, por acaso, um dos primeiros a utilizar os balões de diálogos (speech bubble), Harry Herschfield. Ele começou em 1910 desenhando o personagem Abie, o agente, para o New York Evening Journal.

Após passear por mais de 100 anos da história do HQ, a exibição conclui com uma seleção de artistas que atualmente trabalham em Israel. "A tese da mostra não é que os quadrinhos sejam uma especialidade judaica. Ela aborda, antes, o porquê de tantos judeus se tornarem artistas de quadrinhos, e quais assuntos os preocupavam", diz a curadora Anne Helene Hoog.

Super-Homem é judeu

Para quem não estava ciente que um sem número de personagens foram criados por judeus – do Homem Aranha aos X-Men e o Quarteto Fantástico –, os curadores certamente conseguem passar essa mensagem adiante. A exposição evidencia claramente que a história dos desenhistas de quadrinhos judeus é nada menos do que a própria história dos quadrinhos.

Em muitos casos, as origens judaicas dos personagens das tirinhas mais antigas são muito aparentes. Um exemplo óbvio é o caso de Milt Gross que, nos anos de 1920, escreveu histórias para o diário New York World num inglês com influência iídiche, e que frequentemente retrabalhou contos famosos, como o de Aladim e Lâmpada Maravilhosa em Nize ferry-tail from Elledin witt de wanderful lemp.

Mas foi por volta da década de 1930 que a era dos super-heróis teve sua aurora. Os escritores até podiam ser judeus – embora com nomes americanizados, como Robert Kahn/Bob Kane, o inventor do Batman – mas nada havia de declaradamente judeu nesses personagens. No entanto, como mostra a exposição, o inimigo eram geralmente os nazistas.

"Eu gostaria de dar um soco 100% não-ariano no seu queixo", diz uma tirinha de 1940 "Como Super-Homem terminaria uma guerra", em que o Homem de Aço segura Hitler pelo pescoço.

Depois de outro episódio naquele mesmo ano, em que o super-herói destrói parte da chamada "Linha Siegfried", entre a Alemanha Ocidental e a França, o ministro da propaganda nazista, Joseph Goebbels proclamou: "Superman ist ein Jude" (Super-homem é um judeu), e sumariamente baniu das bancas de jornal os quadrinhos de Siegel e Shuster.

Fantasias de assimilação


Um grande número de especialistas afirma, já há alguns anos, que o núcleo da personalidade do Super-Homem é, de fato, a de um imigrante. Originalmente, ele é uma criança que veio do espaço: seus pais o colocaram numa nave pouco antes da destruição do planeta Krypton, e ele viajou milhões de anos-luz até a Terra, como único sobrevivente.

Outros se perguntam o que os super-heróis fazem, se não for praticar o preceito judaico de tikunn olam – "consertar o mundo", em hebraico.

Apesar de a exposição mais "mostrar" do que "falar", Anne Helene Hoog faz coro à teoria, dizendo que super-heróis eram frequentemente tratados como "forasteiros" que, com um profundo patriotismo de imigrante, batalhavam para salvar o país de adoção das ameaças estrangeiras.

"O Super-Homem não veio de Krypton, foi do planeta Minsk ou Lodz ou Vilna ou Varsóvia", escreveu um outro popular cartunista americano, Jules Feiffer, em 1996, num artigo para o The New York Times Magazine com o título "A teoria Minsk de Krypton".

"O Super-Homem foi a fantasia assimilacionista por definição", sugere Feiffer


Imaginário do Velho Testamento

E enquanto que o Incrível Hulk, criado pelo antigo presidente da Marvel, Stan Lee – cujos pais eram imigrantes judeus nascidos na Romênia –, apresenta similaridades óbvias com a antiga lenda judaica do Golem, a possibilidade de o Super-Homem ser visto como uma encarnação de Moisés pode surpreender a alguns.

"Como Moisés, Super-Homem foi descoberto como criança aparentemente abandonada e criado pelas pessoas que o encontraram", disse a diretora de programação do Museu Judaico, Cilly Kugelmann. Outros especialistas destacam que, assim como Super-Homem tinha o pseudônimo Clark Kent, Moisés também tinha identidade dupla: um príncipe egípcio e o libertador do povo judaico.

Mas foi somente bem depois da Segunda Guerra que os artistas de quadrinhos se tornaram menos indiretos e passaram a abordar frontalmente os temas judaicos.

Acompanhando o movimento de contracultura da década de 60, ganhou impulso o subversivo "comix", escrito e publicado por feministas como Trina Roberts e Aline Kominsky-Crumb. Elas mostravam, deliberadamente, a vida e a experiência judaicas. O mesmo se aplica às tirinhas declaradamente autobiográficas de Diane Noomin, com títulos alusivos como Life in the Bagel Belt with DiDi Glitz ou Meet Marvin Mensch.

Enquanto isso, na revista Mad, lançada em 1952 por Harvey Kurtzman, escritores sarcásticos e cartunistas como Al Jaffee, Will Elder e Mort Drucker alcançaram que a publicação se tornasse sinônimo de uma sensibilidade urbana judaica.

Outro herdeiro do movimento underground dos quadrinhos dos anos 60 e 70 foi Art Spiegelman, que estabeleceu novos parâmetros com RAW, uma antologia editada em parceria com Francoise Mouly, de 1980 a 1991. Um dos trabalhos mais notáveis publicados em RAW foi a série "Maus", do próprio Spiegelman, ganhadora do Prêmio Pulitzer. Ela conta a história do pai do artista, judeu sobrevivente do Holocausto nascido na Polônia, os sentimentos de culpa e ódio de Art contra si próprio, à medida que ia crescendo, e como sua biografia afeta seu presente.

Tradição


Quem visitar a exposição no Museu Judaico provavelmente jamais mais lerá o HQ da mesma maneira.

No livro Disguised as Clark Kent: Jews, Comics and the Creation of the Superhero, publicado em 2008, o autor Danny Fingeroth cita Will Eisner, criador do personagem The Spirit.

"Havia judeus nos meios (de quadrinhos) porque era uma porcaria de meio... um meio fácil de se entrar", escreveu Eisner. "Então... você tinha um meio considerado como lixo, a que ninguém realmente queria pertencer... e um grupo de pessoas que... trouxe consigo seus 2 mil anos de história de narrativa... O único meio de eles comunicarem a técnica da sobrevivência uns aos outros era contando histórias."

Autora: Jane Paulick (np)
Revisão: Augusto Valente

FONTE: DW-WORLD

Redescobrindo HQs e afins


Por Mariana Lima Pereira
Minha lembrança mais remota com histórias em quadrinhos vem das leituras quase diárias que meu pai fazia quando dava o café da manhã antes de me levar para a escola. Nessa época, eu estava aprendendo a ler e sempre era advertida para o uso correto da língua portuguesa - falada e escrita - ao contrário do que diziam alguns personagens nos seus balõezinhos. Eram histórias mais infantis, como não poderia deixar de ser. Algo como Turma da Mônica ou os quadrinhos da Disney.

A questão é que, desde que eu cresci o suficiente para ser chamada de adulta, parei de ler gibis e afins. Fico me perguntado qual foi o motivo desse abandono, pois não são só coisa de criança. Ignorância, preconceito, rotina agitada? Não sei ao certo. Citei três causas que, aparentemente, soam coerentes. Ignorância por simplesmente não ter a curiosidade (o que, para mim, é desalentador). Preconceito por acreditar que quem lê HQs e afins é nerd, e rotina agitada, porque, bem, é sempre a melhor desculpa.

No começo de abril, eu comecei a trabalhar na Biblioteca de São Paulo - aquela nova, onde antes ficava o temido Carandiru - e redescobri um monte de coisas que já tiveram vez na minha vida e me fizeram ser quem eu sou hoje. Tipo as histórias em quadrinhos. Vai parecer jabá, mas pouco importa, porque eu acredito que o projeto é digno de propagação: todos os sábados, às 14h30, a BSP tem sido ocupada por alguns dos mais importantes artistas gráficos brasileiros. Eles foram convidados por um grupo de curadores para contar suas histórias de vida, sejam profissionais, sejam pessoais para quem estiver interessado em ouvir.

Já passaram pelo auditório da Biblioteca os artistas Zélio, Rodolfo Zalla, JAL, Sonia Luyten (que é pesquisadora do assunto, principalmente de mangás) e, até o final do ano, muitos outros vão marcar presença. Tenho participado, ao lado de outro jornalista, de cada uma das edições e colaborado para a transcrição do áudio dos depoimentos, que serão transformados em cadernos cujo objetivo é preservar a memória das artes gráficas no nosso país. Sábados da Memória das Artes Gráficas é o nome desse projeto. Mais informações podem ser obtidas no site e no blog da biblioteca.

Outra sugestão para quem, assim como eu, está interessado em redescobrir o universo gráfico que engloba desde cartuns até mangás, é visitar a Gibiteca Henfil, que funciona no Centro Cultural São Paulo. Lá é possível pesquisar álbuns, fanzines, livros e periódicos que tratam do assunto. A Gibiteca funciona de terça a sexta, das 10h às 20h e aos sábados, domingos e feriados, das 10h às 17h. Mais informações pelo telefone (11) 3397-4090 begin_of_the_skype_highlighting (11) 3397-4090 end_of_the_skype_highlighting e pelo e-mail do local.


FONTE: GUIA DA SEMANA

sexta-feira, 14 de maio de 2010

Novo concurso cultural no Papo de Quadrinho


O site especializado em HQ e cultura pop "Papo de Quadrinho", do jornalista Jota Silvestre, e a Novatec Editora vão premiar dois leitores com um exemplar cada da nova série Guia Mangá, que desvenda várias disciplinas da ciência por meio das histórias em quadrinhos.

Para concorrer, é só seguir o perfil da Novatec Editora no Twitter (clique aqui) e responder a pergunta “Por que aprender ciências nos quadrinhos é mais divertido?”. Os autores das respostas mais criativas receberão em suas casas um exemplar de um dos títulos da série, a escolher. Veja o regulamento completo aqui.

FONTE: BIGORMA

Aula na redação


Um grupo de 37 alunos do Colégio Nossa Senhora Aparecida, de Nova Prata, teve uma aula diferente nesta semana. Para conhecer um pouco mais sobre histórias em quadrinhos, eles visitaram a redação do Pioneiro e conversaram com o ilustrador Fredy Varela. Ele trabalha no Pioneiro há três anos e conta que os alunos pediram que fizesse vários desenhos, inclusive do Mickey.

- Sorteamos dois alunos pelo número da chamada e eu fiz a caricatura deles. Foi muito divertido - conta Fredy.

A professora Franciele Fiori conta que como eles farão um trabalho sobre a tecnologia nas histórias em quadrinhos, surgiu a ideia de visitar o jornal para que aprendessem um pouco sobre o assunto. Os estudantes estão no 4º e 5º anos e têm entre 9 e 10 anos de idade. Eles estavam acompanhados também das professoras Maristela Dall’Agnol e Tatiana Schineider.

FONTE: BASTIDORES DA REDAÇÃO

Virada Cultural na HQMIX


A HQMix Livraria organizou uma série de eventos para acompanhar a virada cultural que acontecerá neste fim de semana na cidade de São Paulo. Veja a seguir a programação completa:

1 - Independence Day
Sábado e domingo
Começa as 16:00 do sábado e termina as 20:00 do domingo. Evento para promover pequenos editores de quadrinhos independentes. Mais de 20 barracas com venda e autógrafos dos autores.
local:
Calçada da HQMix livraria
praça Roosevelt nº 142
Centro - São Paulo - SP
TEL (11) 3258 7740 begin_of_the_skype_highlighting (11) 3258 7740 end_of_the_skype_highlighting

2 - Pintura e exposição de Toy Art
Sábado e domingo
Começa as 16:00 do sábado e termina as 20:00 do domingo. Diversos artistas serão convidados para customizar um Toy Art desenvolvido pelo artista Alexandre Santos para o evento. As peças terminadas ficarão expostas na HQ MIX, e serão sorteadas entre os participantes ao final do evento.
local:
Calçada da HQMix livraria
praça Roosevelt nº 142
Centro - São Paulo - SP
TEL (11) 3258 7740 begin_of_the_skype_highlighting (11) 3258 7740 end_of_the_skype_highlighting

3 - Jam Session de HQ
Sábado e domingo
Começa as 16:00 do sábado e termina as 20:00 do domingo. Montagem de uma grande HQ ao vivo, continuação do projeto iniciado pela HQMix Livraria na Virada Cultural de 2008 e que já rodou o Brasil. Além da exposição das 350 páginas da HQ que começaram a ser realizadas há mais de dois anos, novas páginas serão acrescentadas: cada uma por um artista, com seu traço e estilo particular e desenhada ao vivo.
local:
Vitrini da Dança – Galeria Olido
AV: São João, 473

4 - Dimensão Nerd
Sábado e domingo
Começa as 16:00 do sábado e termina as 20:00 do domingo. Grande encontro do cenário multi-facetado de infinitas dimensões e tendencias do universo nerd. Uma vez o mundo dominado, é hora de festejar.
local:
praça Roosevelt
Centro - São Paulo – SP

Programação:

19hs Chegada da Parada Cosplay
21hs Chegada da Parada Estelar
23hs Chegada da Parada Mágica e Medieval
01hs Chegada da Parada dos Monstros

Praça Pentagonal
18hs Animação do Palco Cosplay
00hs Banda Olam Ein Sof às 18h30 e 14h
19hs Mesas de Rpg e Jogos de Tabuleiro
00hs Apresentação Livre Medieval às 20h e 13h
21h45 Ecos do Silêncio – Instituto Lohan
22hs Batalha de Sabres de Luz – Equipe Blades
00hs Live Action de Vampiro: a Máscara
09hs Apresentação Grupo Hednir
10hs Apresentação Conselho Steampunk
00hs Teatro Cosplay às 11h e 15h
00hs Apresentação Livre Cosplay às 21h e 12h
16hs Banda Agente Smith
17hs Banda Gaijin

Vão da Praça Roosevelt
18hs Abertura dos Stands Temáticos
22hs Início das Atividades dos Fã-Clubes
22h30 Maratona Sci-Fi na Virada
23hs Grupo Conselho Branco
00hs Desfile de Fantasias
04hs Batalha de Sabres de Luz – Equipe Blades
00hs Apresentação Grupo Hednir à 1h, 5h e 9h
07hs Mesas de Rpg e Jogos de Tabuleiro
10hs Apresentação de Jornada nas Estrelas
11hs Desfile Star Wars
13hs Batalha Campal Geral de Eva

Estacionamento
18hs Mesas de Rpg e Jogos de Tabuleiro
18hs Abertura das Exposições 24H – Estudio Melies - Estúdio Hard Replics - Mythos Editora -

Devir Livraria - Editora JBC
18hs Abertura da Arena de Games
23hs Discotecagem Sci-Fi, Cartoon e Anime
08hs Exibição de Filmes Medievais

5 - Sábados da Memória das Artes Gráficas
Com o renomado artista:
Laerte
Mediação: Marcelo Alencar
Um projeto inédito de resgate da memória dos artistas gráficos brasileiros. Todo sábado no auditório da Biblioteca de São Paulo, um renomado artista gráfico prestará um depoimento sobre sua vida, sua obra e sua técnica para o público presente. Este depoimento será gravado e transcrito, gerando cadernos biográficos que serão vendidos a preço de custo na Biblioteca, e disponível ao público em geral. Esta homenagem não para por aí, após a sessão de depoimento o homenageado deixará a marca de sua mão em uma lajota de concreto, que será aplicada num totem da fama dentro da Biblioteca. Em pouco tempo o Brasil terá um abrangente histórico dessa importante arte, que pouco foi preservada. Seus protagonistas serão os artistas e todos aqueles que de alguma forma colaboraram pro crescimento dessa arte no Brasil.

Sábado as 14hs
Local:
Biblioteca de São Paulo
parque da juventude
AV. Cruzeiro do Sul, 2630 – Santana – São Paulo
tel.: (11) 2089-0800 begin_of_the_skype_highlighting (11) 2089-0800 end_of_the_skype_highlighting


Não deixe também de prestigiar:

6 - IED na Virada
Sábado e domingo
Começa as 17hs do sábado e termina as 17hs do domingo. Instituto Europeo di Design (IED), participa da Virada Cultural. Dez horas de Grafia, impressão e cultura para a cidade de São Paulo.
local:
IED – Instituto Europeo di Design
Rua Maranhão, 617

Programação:

24 horas: Oficina Design da Virada – Ozi e Celso Gitahy (durante toda a Virada) e
Oficina Ininterrupta de Stencil com os artistas stencialistas Ozi e Celso Gitahy.

17hs
Exposição Design da Virada – Alunos de 3º Ano de Dg
Exposição Design da Virada dos alunos de 3º ano de DG.

17hs
Exposição Alispiration – Alunos do 1º Ano de Dg
Exposição ALISPIRATION, pirações gráficas de Alice pelos alunos do 1º ano de DG.

11hs
Debate Ocupação Gráfica Urbana – Rodrigo Araújo do Bijari, Alexandre Orion e Jaime Prades
Debate Ocupação Gráfica Urbana com Rodrigo Araújo do Bijari, Alexandre Orion e Jaime Prades.

15hs
Mesa Redonda Ilustração – Angeli, Paulo Caruso e Guazzelli
Mesa redonda Ilustração com Angeli, Paulo Caruso e Guazzelli.

18hs
Instalação “O Peso das Coisas 2.0”
Instalação O Peso das Coisas 2.0 com projeção na fachada externa do IED.

18hs
Lançamento das Revistas – Tupigrafia e IEDITO (HQ)
Lançamento da revista HQ IEDITO, dos alunos de Kris Zullo de Ilustração, e da TUPIGRAFIA nº9.

19hs
Palestra Tupigrafia – Claudio Rocha e Tony de Marco

FONTE: BIGORNA

Artistas expõem Quadrofobia II na Casa da Juventude

Uma experiência inusitada acontecerá na sala multiuso do Centro de Articulação e Apoio da Juventude, bem mais conhecido como Casa da Juventude, mantida pelo governo do Estado. O espaço será transformado em galeria de arte para receber a segunda edição da exposição Quadrofobia, uma experimentação da Associação Cultural Ponto de Fuga, que traz como tema o terror.

"A proposta é ambientar a sala em penumbra e dar um ar de suspense para expor ao público desenhos em quadrinhos em preto e branco, feitos por seis artistas locais que criaram entre dois e três trabalhos em formato A3, contendo diversas temáticas sobre histórias de terror em quadrinhos, entre elas terá a arte regional que fala dos mitos e lendas da Amazônia", adianta Luiz Cláudio, publicitário e membro da associação. Ele será um dos expositores, além dos artistas Leandro Mellem, Marcelo Silva, Anderson Bezerra, Ismael Ralado e Faeli Chaves.

O público poderá visitar a exposição entre os dias 18 e 21 de maio, em horário comercial, com entrada franca. Durante todos esses dias, depois das 18h, acontecerão exibições de vídeos seguidas de bate-papo com os participantes a respeito das temáticas audiovisuais apresentadas. Na terça-feira (dia 18) será o vídeo "Quadrinhos de Terror no Brasil", quarta (dia 19) "O Estranho mundo do Zé do Caixão", quinta (dia 20) "Humor Negro nos Quadrinhos" e, para encerrar, na sexta (dia 21), haverá show com a banda Lapidação Poética, que levará para a Tenda da Juventude o pop rock inspirado nos períodos literários que vão desde o Renascimento ao Modernismo, com estilo pós-moderno, às 18h.

A primeira versão da exposição ocorreu há 16 anos no curso de comunicação da Universidade Federal do Pará ( UFPA). Agora, a meta é resgatar o papel da associação. "Trouxemos de volta a exposição com novidades. Essa será uma grande ocasião para resgatarmos as ações da associação e chamarmos atenção do público para conhecer nosso trabalho, que é voltado para outros projetos envolvendo variadas linguagens artísticas. Estamos abertos a novas adesões como a de colecionadores, pesquisadores, produtores culturais, entre outros que gostem da ideia e queiram direcioná-la para suas atividades ", ressalta Luiz.

Associação - A Associação Cultural Ponto de Fuga foi criada em 1991. Ponto de Fuga é uma regra no desenho e quer dizer o ponto de onde o desenho se origina. Ela é uma associação civil, de direito privado, sem fins lucrativos e econômicos. Entre vários objetivos se destacam a organização, difusão e estímulo aos grupos locais que trabalhem a linguagem das histórias em quadrinhos, e a promoção de ações que possibilitem o debate e a troca de experiências e a divulgação da produção de roteiros e fanzines combatendo o preconceito com a arte em quadrinhos e demonstrando o potencial da mesma no campo artístico e cultural.

Na fase de criação do Ponto de Fuga, a organização acontecia nas dependências da Fundação Curro Velho e Casa da Linguagem. Depois, a associação reunia-se e atuava como membro do Espaço Resistência Cultural, na Morada da Arte, no bairro da Campina, esta servindo de ponto de encontro por algum tempo. Hoje, o grupo ainda não dispõe de sede própria, mas conta com endereço provisório no Distrito de Icoaraci e realiza reuniões mensais. Contatos: 91 - 8844 0427 begin_of_the_skype_highlighting 91 - 8844 0427 end_of_the_skype_highlighting ou fanzineiro@hotmail.com.

Oficina - Paralelo à exposição Quadrofobia II, a Casa da Juventude realizará a oficina de desenho básico, das 8h às 12h, com 25 jovens já inscritos da Região Metropolitana de Belém. A oficina terá como instrutor Luiz Cláudio, que há 18 anos se voltou para a arte educação. "A oficina repassará noções de anatomia, proporção, luz e sombra que ajudarão as pessoas que têm ou não conhecimento em desenho a desenvolverem paisagens, ilustrações, quadrinhos e outras coisas mais. Ao final, produziremos um fanzine, revista artesanal em formato experimental, sobre temáticas livres elaboradas pelos participantes", explica o instrutor.

A iniciativa faz parte do projeto Oficina Cultural, que todos os meses oferece diversas ações gratuitas aos jovens. "O objetivo é propiciar aos jovens a experimentação dessas linguagens, proporcionando o autoconhecimento, a construção de identidade e a apropriação dos bens culturais", destaca a coordenadora geral da Casa da Juventude, a professora Nádia Brasil.

As principais técnicas de pintura utilizadas nos desenhos serão nankin (usada no desenho em preto e branco) a pincel, a caneta e a serigrafia, além de nankin com acrílica e mista - nankin e aquarela.

Serviço

Exposição Quadrofobia II, de 18 a 21 de maio, em horário comercial. Exibição de vídeos e bate-papo, às 18h. Entrada franca. A CASA da Juventude, que fica na Avenida Gentil Bittencourt, 694, ao lado do Centur. Mais informações: 91 - 3223 3437 begin_of_the_skype_highlighting 91 - 3223 3437 end_of_the_skype_highlighting.

Cleide Magalhães - Casa da Juventude

FONTE: AGENCIA PARÁ DE NOTÍCIAS

Quadrinhos promovem viagem no tempo e no espaco


“Se enxerguei longe foi porque me apoiei nos ombros de gigantes”
(Isaac Newton)

Desde a antiguidade o homem busca descobrir as complexas engrenagens dos movimentos celestes para criar novas ferramentas que possibilitem entender um pouco mais do universo ou mesmo da natureza da Terra. Se o homem não tivesse observado uma noite estrelada, por exemplo, jamais poderia ter se aventurado pelos mares com segurança. Foi a Mecânica Celeste quem inspirou o surgimento do cálculo diferencial e integral, de Newton, utilizado hoje em meios tão diversos quanto a Medicina, Engenharia e Economia.

Não é toa que 2009 foi considerado o ano Internacional da Astronomia. Essa ciência se torna hoje um dos principais palcos para a aventura humana deste novo milênio. Foi pensando nisso, que o pesquisador Annibal Hetem Junior, doutor em Astrofísica pela Universidade de São Paulo, resolveu promover o aprendizado de conceitos básicos da Astronomia, da Física e História da Ciência de uma forma estimulante e diferente: fazendo uma história em quadrinhos.

Sobre os ombros de gigantes

O resultado foi a criação do álbum “Ombros de Gigantes - História da Astronomia em Quadrinhos”, publicado em parceria com o Conselho Nacional de Desenvolvimento Científico e Tecnológico (CNPq/MCT) e o Instituto de Astronomia, Geofísica e Ciências Atmosféricas da Universidade de São Paulo (USP). O álbum é direcionado a estudantes do Ensino Médio e busca despertar no jovem brasileiro a vocação para a carreira científica ou mesmo estimular o espírito crítico.

“O ensino da astronomia é fundamental para a formação de um espírito científico ao mesmo tempo crítico e criativo. A astronomia foi uma das primeiras ciências básicas a ser estruturada através do pensamento humano e seus mistérios e maravilhas levaram a humanidade a dar os primeiros passos no sentido da racionalidade e métodos científicos”, afirma o criador da obra, Annibal Hetem.

O assunto é instigante e desperta a curiosidade tanto das crianças quanto dos adultos. Para popularizar essa ciência entre os brasileiros a primeira edição do álbum foi distribuída em várias escolas federais de todo país e estão disponíveis para a consulta de estudantes como material paradidático. “Enviamos gratuitamente exemplares às escolas que participam da Olimpíada Brasileira de Astronomia, onde já existe uma cultura de estudos do assunto“, diz o autor.

Para apresentar algumas idéias da astronomia na antiga Grécia, o livro inicia com uma discussão entre os filósofos Aristarco, Arquimedes e Erastóstenes, e ainda passa para as idéias de Claudio Ptolomeu, considerado o último grande astrônomo de Alexandria. Em seguida são apresentadas algumas passagens das vidas de três astrônomos importantíssimos: Johannes Kepler, Galileu Galilei e Isaac Newton. Nos últimos capítulos são relatados alguns momentos importantes da Astronomia no Brasil e seus projetos atuais.

Segundo Hetem, a forma de historia em quadrinhos foi escolhida por ser uma linguagem fácil e estimulante para o jovem. “O formato nos permite um certo grau de liberdade, pois é uma composição de texto e imagem, podendo até induzir uma noção de movimento. Por outro lado, ainda é uma publicação, ou seja, um livro que pode ser manuseado, ir para frente e para trás nas páginas”, explica o pesquisador.

Como o principal foco são os jovens, todos os temas teóricos abordados na obra são explicados de forma simples e as imagens ajudam bastante na compreensão. Ao final de cada capítulo há uma atividade prática, como verificar as leis de Kepler ou construir uma luneta semelhante à de Galileu, para que o leitor experimente o papel de um cientista.

Trabalho de Equipe

Quem acha que a publicação tem um visual chato ou carregado está muito enganado. Os desenhos ficaram a cargo do desenhista alagoano Marlon Tenório, bastante premiado em salões de humor. O trabalho levou quase nove meses para ser concluído.

O professor e sua equipe trabalham atualmente junto a algumas editoras para buscar uma segunda edição, mais numerosa e com um processo de distribuição mais abrangente. Divulgar a ciência em forma de quadrinhos foi tão empolgante que Hetem já tem outros projetos em mente. “Alguns títulos já estão em estudo, como ‘As Mulheres da Astronomia’ e ‘A Relatividade em Quadrinhos’. Esperamos poder ter estes livros em breve. Quanto mais jovens puderem ler esses quadrinhos, melhor. Afinal, não se sabe onde se encontram as mentes brilhantes que tanto precisamos; sabemos somente que elas estão por aí, à espera de um motivo para brilhar”, finaliza.

FONTE: ABN

quinta-feira, 13 de maio de 2010

Fundação Padre Anchieta usa HQs em seus cadernos de ensino

Quem tem filhos de até 13, 14 anos ou convive com crianças que cursam o ensino fundamental sabe que os materiais didáticos, vez ou outra, utilizam trechos de histórias em quadrinhos para ensinar determinado assunto - o que mostra o quanto a arte sequencial pode ser utilizada como ferramenta educacional.

A Fundação Padre Anchieta, em sua linha de cadernos de apoio e aprendizagem para 2010, dedicou grande espaço para a chamada nona arte.

No volume 1 do caderno de Língua Portuguesa para o 7º ano, por exemplo, são mais de 110 páginas para ensinar a matéria fazendo uso das histórias em quadrinhos.

São abordados temas como narrativa, análise de textos e imagens, história de personagens, onomatopeias, significado de termos como gibi e mangá, adaptações de clássicos da literatura, criação de fanzines e muito mais. Tudo tendo os quadrinhos como pano de fundo.

No livro há menções a personagens como Calvin, Tintim, Hulk, Superman, Mônica, Homem-Grilo, Yellow Kid; a obras como O Alienista dos gêmeos Fábio Moon e Gabriel Bá, O Tico-Tico e Kiki, de Adão Iturrusgarai; e até a resenhas do Universo HQ e de outros sites.

Os cadernos de apoio e aprendizagem da Fundação Padre Anchieta, nas disciplinas Língua Portuguesa e Matemática, são distribuídos aos alunos e professores das escolas de ensino fundamental da rede municipal de São Paulo, por meio da Secretaria Municipal de Educação.

Complementam os materiais vídeos que foram produzidos para serem exibidos em sala de aula, de forma a tornar o aprendizado mais lúdico e atraente.

FONTE: UNIVERSO HQ

Curso de desenho com Moacir Torres


O quadrinhista Moacir Torres, criador da Turma do Gabi, comunica que estão abertas as matrículas para seu curso de desenho. O curso aborda criação de personagens, roteiros, desenvolvimento de Histórias em Quadrinhos, desenho e arte final, enfim, um curso completo, elaborado e ministrado por um dos mais dinâmicos e atuantes quadrinhistas do Brasil.

As aulas acorrem no Casarão Cultural Pau Preto, na cidade de Indaiatuba-SP. Mais informações pelos fones : begin_of_the_skype_highlighting (19) 3875-8383 end_of_the_skype_highlighting ou begin_of_the_skype_highlighting (19)3834-6319 end_of_the_skype_highlighting. Para conhecer mais a obra de Moacir Torres, visite seu site oficial aqui. www.estudioemt.com.br (19) 3875-8383(19)3834-6319

FONTES: MOACIR TORRES E BIGORNA

Álbum O pavão misterioso traz cordel em quadrinhos


Não são apenas as grandes obras da literatura brasileira e mundial que merecem ser adaptadas para os quadrinhos. E isso acontece há tempos, como prova o álbum O pavão misterioso - Cordel em quadrinhos (formato 21 x 28 cm, 48 páginas, R$ 25,00, mais as despesas de correio), publicado em parceria pelas editoras Luzeiro, de São Paulo, e Tupynanquim, de Fortaleza.

Trata-se de uma republicação de uma edição lançada originalmente na década de 1960, na qual o desenhista Sérgio Lima levou para os quadrinhos o texto escrito no início dos anos 1920 por José Camelo, autor deste que talvez seja o maior clássico do cordel brasileiro.

Esse resgate aconteceu porque a Luzeiro herdou o acervo da extinta Editora Prelúdio, que, nos anos 1960, publicou uma coleção de cordéis adaptados para os quadrinhos. Quem descobriu a obra foi o pesquisador Marcus Haurélio Fernandes Farias.

O responsável pela nova paginação e pela adequação dos balões foi o editor e quadrinhista cearense Klévisson Viana, autor dos excelentes Lampião... Era o cavalo do tempo atrás da besta da vida e A moça que namorou com o bode.

Na história, o traço de Sérgio Lima dá vida ao intrépido Evangelista e sua amada Creusa, protagonistas da narrativa.

O pavão misterioso já foi adaptado para a televisão, a música e o teatro e, desde sua primeira publicação, o "folheto do Pavão" já vendeu aproximadamente 20 milhões de exemplares.

FONTE: UNIVERSO HQ

quarta-feira, 12 de maio de 2010

Sábados da Memória das Artes Gráficas: Laerte


O cartunista Laerte Coutinho e o artista homenageado desta semana no projeto "Sábados da Memória das Artes Gráficas".

Laerte gravara um depoimento sobre sua carreira e marcará sua mão numa lajota de cimento fresco, a exemplo da famosa "Calçada da Fama", nos EUA. Depois, tudo ficara guardado num acervo como uma espécie de "enciclopédia" dos artistas gráficos brasileiros.

O evento acontece dia 15 de maio, sábado, as 14 horas,na Biblioteca de São Paulo, localizada dentro do Parque da Juventude: Av. Cruzeiro do Sul, 2630 – Metro Carandiru – São Paulo-Tel.: begin_of_the_skype_highlighting (11) 2089-0800 end_of_the_skype_highlighting
Mais informações pelo site aqui.
(11) 2089-0800

FONTE: BIGORNA

terça-feira, 11 de maio de 2010

Novatec Editora lança o Guia Mangá de Biologia Molecular

Dando continuidade à coleção Guia Mangá, a Novatec Editora lançou seu sexto título, o Guia Mangá de Biologia Molecular. Rin e Ami mataram aulas de biologia molecular o semestre inteiro. O professor Moro decidiu dar um basta nesta situação e, como castigo, condenou as duas a passarem o verão estudando em sua ilha particular.

Mas uma lição especial está reservada para elas. Usando a máquina de realidade virtual do Dr. Moro para viajar pelo corpo humano, elas verão de perto o fascinante mundo da biologia molecular.

A edição apresenta tópicos como:

As organelas e proteínas dentro das células, e como elas oferecem suporte para as funções celulares;

Os processos de transcrição e tradução e o papel de seus genes na síntese de proteínas;

As partes que compõem nosso código genético, como nucleotídeos, códons, introns e exons;

Os processos de duplicação de DNA, mitose e citocinese;

Engenharia genética, como transdução e clonagem, e o papel da biologia molecular na medicina.

O livro tem 240 páginas e preço de R$ 39,00.

ORIGINALMENTE PUBLICADO NO UNIVERSO HQ

Baixinha, dentuça e... violenta

Acusada de exercer má influência sobre o público infantil, a “Turma da Mônica” apenas expõe conflitos que ocorrem na vida real

Waldomiro Vergueiro - Revista de História da Bilbioteca Nacional


Mônica, a menina dentuça mais famosa dos quadrinhos, descobre, ao acordar, que todas as demais pessoas do mundo estão com a pele azulada. Quando tenta entender o que aconteceu, é hostilizada pelas pessoas, até perceber que está em outra dimensão. Depois de várias peripécias, encontra uma maneira de voltar à sua própria realidade, onde tudo continua como antes. Esta é a história “Os Azuis”, de Mauricio de Sousa, publicada originalmente na década de 1970 e republicada no Almanaque da Mônica nº 15, de 1989.

Além de curiosa, a pequena narrativa se refere basicamente à questão da diferença, levanta questões como a discriminação, o racismo e a demasiada importância que se dá às aparências. “Os azuis” pode servir para se pensar a constituição étnica do povo brasileiro. Pode lembrar ainda a política do apartheid sul-africano, o antagonismo entre brancos e negros no sul dos Estados Unidos, as guerras entre tribos africanas e o colonialismo europeu. Nesses conflitos, o que era diferente era considerado inferior ou ruim. As guerras entre tribos africanas, por exemplo, foram muitas vezes baseadas em questões étnicas.

Considerando essa e outras tramas inventadas por Mauricio de Sousa, surpreende o fato de que haja críticas que consideram seus personagens deploráveis, com pouca complexidade e sem personalidade. No centro da polêmica está o argumento de que a Mônica usa a violência para solucionar os conflitos e, por isso, é uma má influência. Mas, afinal, que efeitos pode ter a leitura de quadrinhos? Uma personagem que tem a violência física como uma de suas marcas influencia os leitores apenas de modo negativo? Ou estes saberão contextualizar esse comportamento, valorizando outras mensagens, como a amizade e o respeito às diferenças? (...)

Leia a matéria completa na edição de Maio da Revista de História da Biblioteca Nacional.