quinta-feira, 17 de janeiro de 2019

Com história em quadrinhos e humor, professora conecta inglês e biologia


por Michele Maria Nasser Cavalheiro, publicado originalmente em 9 de janeiro de 2019 no PORVIR

O projeto interdisciplinar “Microbiology viral: um estudo narrativo de caso do Inglês por Biologia à Literatura” surgiu da ideia de integrar disciplinas, que à primeira vista não dialogam entre si – biologia, literatura e inglês –, extrapolando o limite físico da sala de aula e mostrando aos estudantes que o aprendizado integrado é produtivo, divertido e traz resultados surpreendentes.

Como professora de inglês, no Colégio Nossa Senhora Medianeira, em Curitiba (PR), procuro mostrar aos estudantes a importância da língua estrangeira não apenas no ambiente escolar, mas no desenvolvimento pessoal e profissional de cada um. Então, pensei que juntar disciplinas que normalmente não dialogavam em um projeto comum era desafiador e despertaria interesse dos adolescentes e os faria concluir que todo o conhecimento está interligado, basta saber observar. Que tal trabalhar o assunto microbiologia em inglês e literatura de forma no mínimo curiosa: produzindo charges em inglês e HQs (história em quadrinhos) sobre microbiologia com criticidade e humor?

O projeto é feito em duas etapas: primeiro a produção de charges em inglês sobre vírus/bactérias/fungos/algas e protozoários e, depois, a produção de uma história em quadrinhos. Autonomia sempre presente desde o início: os estudantes se dividiram em grupos, obrigatoriamente mesclando os dois níveis de inglês do colégio, e escolheram qual a tarefa assumiriam diante do grupo: coordenar a produção, ilustração, tradução/versão, etc.

Cada membro ficou responsável ao mesmo tempo pelo trabalho inteiro e por coordenar partes específicas, cobrando atuação e atuando de forma igual. A integração, a dinâmica, a cooperação entre os grupos funcionou de forma efetiva: os líderes natos conduziram os  trabalhos com competência, houve integração de opiniões e ideias e a produção final surgiu acordo com decisão do grupo, sem imposição individual.

Em uma atividade recente, os estudantes desenvolveram uma história em quadrinhos na qual tiveram que caracterizar personagens de acordo com um estudo de caso que escolherem. A biologia oferece conteúdo e casos para os estudantes escolherem e construírem a narrativa das personagens envolvidas. Podem usar o Inglês? Sim, of course! E as figuras de linguagem e etapas da narrativa têm força em inglês também. E onde entra a biologia? Bem, as personagens da história em quadrinhos desenvolvem a doença escolhida. Ou passam pela doença. Ou somente experimentam sintomas leves. Mas para a doença estar presente, precisamos do ambiente, das condições propícias, dos sintomas… o conhecimento está interligado!

Os estudantes produziram um material riquíssimo. Charges que criticam, de forma humorada e inteligente, situações cotidianas de nossa sociedade no contexto de microbiologia: dengue, poluição dos rios, produção de oxigênio por algas, infecções, combate às doenças, comparando situações políticas (macrocosmo) com movimentos microbiológicos (microcosmo), e por aí.

As charges e as histórias em quadrinhos mais significativas foram apresentadas na forma de banners em formato de Comic Book à comunidade durante o evento “Feira do Livro”, em agosto, no Colégio, e em novembro, durante o evento “Feira do Conhecimento”, além de receberem destaque em matéria específica no site e na página do Facebook. Incentivo para os estudantes que produziram e para os que virão, além de reconhecimento da importância do trabalho em equipe. E o prazer de ser professora e ver o conhecimento acontecendo, efetivamente.

quarta-feira, 16 de janeiro de 2019

Livro ilustrado “Lendas” apresenta releituras do folclore brasileiro

Arte de Ivan Reis
Um saci mais ameaçador do que a figura até simpática apresentada nos livros escolares estampa a capa do livro Lendas. Ao seu lado, outro mito folclórico do Brasil, o Curupira. Ambos são retratados com uma boa carga de terror pelo desenhista Ivan Reis, paulista que atualmente assina o traço de histórias em quadrinhos do Superman. 

Lendas é um projeto que nasceu para ser portfólio dos artistas de todo o país que integram o quadro de agenciados do estúdio virtual Chiaroscuro. Mas a iniciativa foi ganhando maior proporção até virar um volume com pretensão didática.

Com lançamento previsto para este mês de janeiro na plataforma da Amazon, ao valor estimado de R$ 90, Lendasvendeu 200 exemplares na Comic Con Experience (CCXP), grande evento voltado à cultura pop realizado em dezembro, em  São Paulo. Entre os fãs que pediam autógrafos aos 40 artistas presentes no estande de divulgação (ao todo, são 61 profissionais envolvidos), havia professores que garantiam que o livro ilustrado seria trabalhado em sala de aula para mostrar aos estudantes como a origem de cada figura folclórica conta um pedaço da história do Brasil.

Após seis meses de pesquisas em uma bibliografia que reúne de autores contemporâneos, como Januária Alves, a registros históricos, como a Carta de São Vicente 1560, escrita pelo jesuíta espanhol José de Anchieta (1534-1597), o projeto foi lançado para financiamento coletivo no site Catarse. Com a meta de arrecadar R$ 25 mil para a produção, encerrou as doações em novembro com 355% a mais do que o almejado. 

Leia o artigo completo clicando aqui!

domingo, 25 de novembro de 2018

RESENHA: ESTELLA VIC - 1922 E O MANIFESTO FUTURISTA


Retomando as postagens na Gibiteca Escolar Helena Fonseca estamos com a proposta de publicar regularmente pequenas resenhas de Histórias em Quadrinhos que possam ser utilizadas na sala da aula. Quadrinhos nacionais ou estrangeiros, de grandes e pequenas editoras e quadrinhos independentes.

A resenha de hoje é sobre HQ "Estella Vic - 1922 e o Manifesto Futurista". O quadrinho foi publicado pelo selo da Primal Studio, em 2018, a partir de uma campanha na Catarse, uma plataforma de financiamento coletivo para projetos criativos em atividade desde 2011. 

O roteiro é assinado por Marcelo Alves, linguista e gestor de projetos da Primal Studio, autor do  mangá nacional "Machado de  Assis: caçador de monstros" (2017).  A ilustração fica por conta de Mariana Queiroz, designer formada pela PUC-RJ.

Trata-se de um quadrinho de ficção ambientado no ano de 1922 e cuja trama, que envolve conspiração e crime, tem como protagonista uma jovem repórter, chamada Estella Vic. A narrativa é suave e gira em torno de da questão da modernidade e na inserção da mulher no mercado de trabalho.

Estella Vic busca pelo reconhecimento de seu trabalho como jornalista em uma sociedade onde as mulheres de classe média e alta devem se preocupar em conseguir um marido e demarcar sua posição na sociedade.  Neste sentido, a HQ pode ser usada para se questionar à questão da desigualdade entre homens e mulheres no mercado de trabalho e a luta das mulheres pelo direito ao reconhecimento da sua capacidade profissional. 

O próprio título do texto já rende um aula a parte, pois é uma referência à Semana da Arte Moderna. A trama se desenvolve em torno no a inauguração da Exposição de Arte Moderna, em São Paulo. Os principais arquitetos do movimento modernista, como Anita Malfati, Oswaldo de Andrade e Tarsila do Amaral. 

O Manifesto Futurista, escrito pelo poeta italiano Filippo Tommaso Marinetti, e publicado no jornal francês Le Figaro em 20 de fevereiro de 1909, é citado nas primeiras páginas da HQ. O Futurismo foi um dos primeiros movimento de renovação artística do século XX. Neste ponto, a HQ contribui com material para as aulas de História, Literatura e Artes, podendo ser utilizada para abortar o tema nestas disciplinas ou para a elaboração de atividades.

Nas aulas de história pode-se ainda trabalhar a questão do anacronismo, com a inserção do personagem, "Rui do Boné", jogador de sinuca nascido em 1940 e que, portanto, não poderia fazer parte de uma trama datada de 1922. Os professores da área de linguagens podem abordar este anacronismo a partir da ideia de licença poética, que é a liberdade de expressão do artista. No caso da do uso de personagens históricos em obras literárias, o autor tem liberdade de brincar com fatos e não precisa necessariamente respeitar uma cronologia. 

A obra é indicada para uso com alunos do Fundamental II, mas nada impede que o professor do Ensino Médio possa utilizá-la, também.

Apêndice - Manifesto Futurista

sábado, 24 de novembro de 2018

APLICATIVO DISPONIBILIZA PRIMEIRAS HQS BRASILEIRAS GRATUITAMENTE


Uma parceria entre o aplicativo Social Comics e o Senado Federal permite que você leia na íntegra e gratuitamente uma versão digital dos primeiros quarinhos do país. Nhô-Quim, O Tico-Tico e O Guarani são as primeiras obras disponibilizadas pela iniciativa, que visa popularizar o acesso a referências históricas do Brasil.

Publicada na revista Vida Fluminense em 30 de janeiro de 1869, Nhô-Quim é considerada a primeira história em quadrinhos brasileira e também uma das mais antigas do mundo. Na época, as histórias criadas pelo italiano Angelo Agostini eram divididas em capítulos nas páginas centrais da revista — e parte desse acervo foi recuperado para ser lido através do aplicativo.

No app, está disponível a obra Memórias d'O Tico-Tico - Juquinha, Giby e Miss Schocking, que reúne as primeiras experiências gráficas de J. Carlos, com texto e pesquisa de Athos Eichler Cardoso. As imagens foram restauradas por Josias Wanzeller da Silva.

Todos os materiais do Senado apresentam matérias especiais e conteúdos extras sobre a importância histórica de cada um deles.

Similar à Netflix, a Social Comics é um serviço de streaming de quadrinhos com mais de 5 mil obras em seu acervo e permite que o leitor crie contas gratuitas ou por assinatura. As primeiras HQs brasileiras estão disponíveis para todos os tipos de conta.

Adaptado do texto publicado originalmente na revista Galilieu, que pode ser lido na íntegra, clicando aqui!

As edições do Senado Federal podem ser acessadas gratuitamente (em pdf) ou compradas no site: https://livraria.senado.leg.br/index.php?route=common/home


domingo, 18 de novembro de 2018

QUADRINISTA LULI PENNA FALA DE SEU QUADRINHO NA RÁDIO FRANÇA INTERNACIONAL

SESC PARAÍBA LANÇA PROJETO DE LIVRO EM QUADRINHOS


O projeto intitulado Quatro Cantos de Um Todo é uma História em Quadrinhos que traz o relato de quatro pessoas beneficiárias do Sesc Paraíba. O lançamento da HQ acontece na próxima quinta-feira, 22 de novembro, às 19h, no Centro de Turismo e Lazer Sesc Cabo Branco.

de entrevistas realizadas com pessoas beneficiárias da instituição. A proposta também repassa o protagonismo das ações para as pessoas que fazem o Sesc acontecer, revelando a importância da participação de cada uma delas nas ações de cultura, saúde e assistência.

A produção, com arte e roteiro de Gabriela Güllich, foi elaborada como Projeto Final de Estágio da Quatro Cantos de um Todo une relato humanizado e narrativa ilustrada, buscando mostrar o poder da transformação de ações sociais na vida da população. As histórias foram elaboradas a partir graduanda em Jornalismo da UFPB que atua na área de Comunicação do Sesc Paraíba.

A HQ e o documentário Protagonizando Histórias, que também será exibido no dia do lançamento, de Sílvia Francine, da unidade Sesc Centro Campina Grande, foram selecionados pelo Departamento Nacional do Sesc para participar do III Seminário do Projeto Especial de Bolsa Estágio, realizado no Rio de Janeiro no início de novembro. 
Assessoria 

Você também pode enviar informações à redação do portal paraiba.com.br pelo whatsapp 83 98149 3906.

Texto publicado originalmente no Paraíba.com.br

EXPOSIÇÃO DO MIS CELEBRA HISTÓRIA DAS HQS NO MUNDO



As histórias em quadrinhos serão protagonistas na mais nova exposição do MIS (Museu da Imagem e do Som), localizado em São Paulo. A mostra, intitulada "Quadrinhos", numa exposição que começou na quarta-feira (14), véspera de feriado, e se estende até o dia 31 de março de 2019.

Ao todo, mais de 600 peças entre revistas, artes originais e itens raros dos diversos gêneros das HQs -- super-heróis, infantis, terror, aventura, romance, mangá e faroeste -- vão traçar a história da chamada 9ª arte no mundo e apresentar sua influência em outras mídias da cultura pop, como cinema, rádio, TV e games. Também teremos atividades paralelas, tanto para o público infantil quanto adulto, incluindo cursos, oficinas e bate-papo com artistas.

A realização é do MIS e terá curadoria de Ivan Freitas da Costa (sócio-fundador da CCXP), e projeto expográfico da Caselúdico, parceira do MIS em exposições passadas de sucesso, como O Mundo de Tim Burton, Silvio Santos Vem Aí! e Castelo Rá-Tim-Bum: A Exposição.

"Na exposição apresentamos um amplo panorama dos personagens, criadores e expressões dos quadrinhos no mundo todo de uma perspectiva brasileira, contada através de centenas de itens, a grande maioria deles jamais expostos no país", revelou Ivan Freitas da Costa, em comunicado oficial. Foram necessários 18 meses de pesquisa para alcançar o resultado final e artistas como Angeli, Laerte e Ziraldo cederam peças pessoais para a exposição.

Entre algumas das raridades que poderão ser vistas pelo público, estão a primeira aparição da Luluzinha, publicada na The Saturday Evening Post em 1935, a edição #1 de O Pato Donald e uma ilustração original de The Spirit, personagem mais famoso de Will Eisner.

Horário de funcionamento: Terças a sábados, das 10h às 20h (com permanência até as 22h); domingos e feriados, das 9h às 18h (com permanência até as 20h); Excepcionalmente na segunda-feira (19/05), véspera de feriado, o MIS estará aberto das 10h às 20h

Onde: Museu da Imagem e do Som – MIS; Avenida Europa, 158, Jardim Europa, São Paulo; Espaço Redondo, Espaço Expositivo do 1º andar e Espaço Expositivo do 2º andar;

Preço: R$ 14,00 (inteira) e R$ 7,00 (meia) na bilheteria local do MIS (disponível apenas para o dia da visita). Toda terças-feira, a entrada é gratuita. Menores de 5 anos não pagam; Ingressos antecipados podem ser adquiridos pelo site e app da Ingresso Rápido e saem pelo custo de R$ 30 (inteira) e R$ 15 (meia);
Para mais informações, acesse o site oficial do MIS.

Adaptado do texto de Victor Aliaga. Confira a publicação original, clicando aqui

sábado, 7 de julho de 2018

ESCOLAS PÚBLICAS RECEBERÃO REVISTAS SOBRE O FUNCIONAMENTO DA JUSTIÇA


Escolas públicas de todo o país receberão 400 mil revistas em quadrinhos a partir da próxima semana. Em uma parceira entre o Supremo Tribunal Federal (STF) e a Editora Maurício de Sousa, o objetivo é ensinar para crianças e adolescentes, de forma lúdica, o funcionamento do Poder Judiciário e do STF. A história também pode ser lida online.

A história, protagonizada pelos principais personagens de histórias em quadrinhos do Brasil – a Turma da Mônica -, vai abordar assuntos como cidadania e a Constituição Federal de 1988, assim como os direitos por ela garantidos a todos os cidadãos.

Luca, um dos personagens da história, é cadeirante e terá dificuldades para brincar por falta de acessibilidade em uma praça. Com isso, ocorre uma explicação sobre a estrutura do Poder Judiciário, sua atuação, e as ações que podem ser tomadas.

Atualmente, porém, não se sabe ainda quais escolas receberão as revistas. Isso porque a distribuição das histórias ficará sob a responsabilidade dos governos estaduais, que definirão os critérios para compartilhar os gibis. Além dos colégios, o Hospital da Criança de Brasília, presidentes de Tribunais de Justiça, servidores e estagiários do STF também terão acesso à revista.

O projeto social foi desenvolvido em uma parceria entre a secretaria de Documentação do STF e a Coordenação de Projetos Especiais da Mauricio de Sousa Produções. Em abril deste ano, outro material lúdico já havia sido desenvolvido no STF, servindo como inspiração para as revistas com a nova história. Ademais, o STF conta com um vídeo sobre o funcionamento do Poder Judiciário, que pode ser assistido abaixo.

Texto publicado originalmente no OPINIÃO & NOTÍCIA.

domingo, 8 de abril de 2018

NOSSA GIBITECA EM MAIS UM ANO DE FUNCIONAMENTO

Embora tenhamos retomado nossas postagens apenas final de março, a Gibiteca Helena Fonseca iniciou suas atividades depois do feriado do Carnaval. Agora, sob coordenação da turma do nono ano de 2018, ela sofreu algumas pequenas mudanças, realizadas pelos alunos que, por sinal, nunca estiveram tão dedicados em cuidar do nosso querido espaço de leitura.

Também começamos o ano com muitas doações, especialmente de revistas da Turma da Mônica, Mangas e de álbuns europeus. Agradecimentos a Luciana Azevedo e suas filhas, Júlio Cesar Rodrigues e a André Diniz pela generosidade. Confira as primeiras fotos da Gibiteca,  em 2018.







sexta-feira, 30 de março de 2018

I PRÊMIO LEBLANC


A escola de Comunicação da UFRJ (ECO/UFRJ) e a Universidade Veiga de Almeida (UVA) apresentam o I Prêmio LeBlanc de Arte sequencial, Animação e Literatura Fantástica. 

O Prêmio é resultado dos trabalhos que vêm sendo realizados na Semana Internacional de Quadrinhos (SIQ). Além das várias mesas de debate sobre quadrinhos e do encontro entre artistas nacionais e internacionais, a universidade este ano será o palco para a entrega do I Prêmio LeBlanc de Arte sequencial, Animação e Literatura Fantástica. A votação é livre.  O prêmio será entregue no dia 11 de maio, como evento de encerramento da SIQ 2018.

Serão premiados:
- O melhor livro nacional de literatura fantástica de 2017 (clique aqui para votar)
- A melhor animação brasileira de 2017 (clique aqui para votar)
- A melhor  história em quadrinhos de 2017(clique aqui para votar)

A votação online irá até 30/04/2018.

Sobre André LeBlanc
Haitiano educado nos Estados Unidos e residindo muito tempo no Brasil, André LeBlanc ilustrou quase toda a coleção completa de Monteiro Lobato publicada pela Brasiliense em 1947. Adaptou, também, clássicos brasileiros para os quadrinhos, entre eles "O Guarani" e "Menino de Engenho", para a Editora Brasil-América (EBAL). LeBlanc também foi autor de duas tiras diárias: "Intellectual Amos" e "Morena Flor", esta distribuída no Brasil, Argentina, Chile e Estados Unidos. Nos Estados Unidos foi assistente de desenhistas famosos como Sy Barry e Will Eisner, sem direito a crédito.

Informações retiradas e adaptadas do Guia dos Quadrinhos.

FANZINOTECA: TRABALHANDO DIVERSIDADE NA ESCOLA

Acervo de Fanzines da Fanzinoteca
Em 11 de outubro de 2017 foi inaugurada no Instituto Federal Fluminense, uma Fanzinoteca. O projeto reúne alunos e professores das mais diversas disciplinas e promove não apenas o desenvolvimento da criatividade mas, também, de habilidades relacionadas ao raciocínio lógico, escrita e interpretação. 

Assista um vídeo sobre o projeto.


Entre 25 e 27 de maio o IFF Macaé irá receber o IV Fórum Nacional de Pesquisadores em Arte Sequencial (FNPAS), encontro acadêmico da Associação de Pesquisadores em Arte Sequencial (ASPAS), cuja sede encontra-se na cidade de Leopoldina (MG).                                                                                                                                                                                                                                                                                                                     

sábado, 25 de novembro de 2017

MULHERES NA HISTÓRIA DA ÁFRICA EM QUADRINHOS


A série UNESCO Mulheres na História de África, produzida pela Divisão das sociedades de conhecimento Setor da comunicação e informação da UNESCO, foi realizada no quadro da plataforma intersetorial Prioridade África, com o apoio da Divisão para a igualdade de gênero. 

Esta iniciativa foi financiada pelo governo da República da Bulgária. Um dos livros é sobre a Rainha Njinga Mbandi e foi publicado em 2014 pela Organização das Nações Unidas para a Educação, Ciência e a Cultura (UNESCO). A versão em pdf da História em Quadrinhos ser obtida gratuitamente, clicando aqui!

Njinga Mbandi ficou famosa por ter combatido o tráfico de escravos pelos portugueses, na África. Há muitos sites na internet que contam as histórias desta rainha africana. 


quinta-feira, 21 de setembro de 2017

RECEBEMOS DOAÇÕES DE REVISTAS DA TURMA DA MÔNICA JOVEM

Alguns dos exemplares doados recentemente para a nossa Gibiteca.

Recebemos no mês de agosto duas grandes doações de revistas da Turma da Mônica Jovem. Uma doação foi feita por Gláucia Costa, professora de língua portuguesa e membro da Academia Leopoldinense de Letras e Artes de Leopoldina (ALLA). A outro pela pesquisadora Luciana Zambrone, de Vitória (ES), cuja dissertação de mestrado apresentada no ano de 2013 ao Programa de Pós-Graduação em Ciências Sociais do Centro de Ciências Humanas e Naturais da UFES teve como tema a construção social da adolescência nos quadrinhos da Turma da Mônica Jovem (clique aqui para baixar a dissertação). 

Foram um total de 118 revistas que estão sendo disputadíssimas pelos nossos alunos. Só na primeira semana em que foram disponibilizadas as TODAS as revistas foram emprestadas, sendo até difícil conseguirmos uma foto do acervo atual, dada a circulação que o material tem tido nas últimas três semanas. Atualmente as revistas da Turma da Mônica Jovem são as mais procuradas na Gibiteca, tanto por meninos quanto por meninas.

terça-feira, 19 de setembro de 2017

ALUNOS DA EDUCAÇÃO INFANTIL VISITAM A GIBITECA

Semana passada os alunos do primeiro período da professora Adriana Medeiros de Souza Pacheco levou seus alunos para conhecerem e desenvolverem atividades na Gibiteca.

É importante lembrar que o uso dos quadrinhos na educação infantil é importante para o processo de alfabetização. Além de estimular a criatividade, a leitura de imagens ajuda a desenvolver a habilidade de relacionar texto e imagem facilitando o êxito do professor(a) no processo de alfabetização.

Uma alfabetização através de quadrinhos começa na educação infantil e deve perpassar todos os anos do Ensino Fundamental, visto que os quadrinhos, nos anos mais avançados poderão ser usados, também, como importante recurso didático e avaliativo nas mais variadas disciplinas escolares. 

Confira as fotos!





domingo, 17 de setembro de 2017

BIOGRAFIA EM QUADRINHOS: CAROLINA MARIA DE JESUS

Durante o mês de agosto os alunos da EJA da Escola Municipal Judith Lintz trabalharam com um projeto multidisciplinar cujo objetivo era desenvolver a autoestima. O projeto girou em torno da obra literária de Carolina Maria de Jesus, a escritora e poetiza negra, semianalfabeta, que nos anos de 1960 surpreendeu o mundo com sua obra sensível e de profundo cunho social.

Carolina nasceu em Sacramento (MG), em 14 de março se 1914, Faleceu em 13 de Fevereiro de 1977, aos 62 anos. Mudou-se para São Paulo em 1947, em busca de melhores condições de vida. Tornou-se moradora de favela e lá criou seus três filhos, sozinha. Carolina Maria de Jesus foi empregada doméstica, catadora de materiais recicláveis e pode ser considerada uma escritora autodidata. Praticamente tudo que aprendeu foi lendo jornais e livros que encontrava no lixo. 

Em sua obra ela nos apresenta da dura realidade de uma mulher pobre, negra e excluída. Dos livros que encontrava no lixo e lia veio o suporte que ela encontrou para vencer a fome, o preconceito e o machismo que constantemente a vitimavam. Seu livro mais conhecido é Quarto de despejo – Diário de uma Favelada, que no ano de seu lançamento, vendeu mais de 100 mil exemplares vendidos e já vou traduzido para pelo menos 13 idiomas. 

Sua vida tornou-se uma História em Quadrinhos pelas mãos Sirlene Barbosa e João Pinheiro, publicada pela Editora Veneta (clique aqui para saber mais sobre a publicação).

Leia uma das poesias de Carolina Maria de Jesus:

MUITAS FUGIAM AO ME VER

Muitas fugiam ao me ver
Pensando que eu não percebia
Outras pediam pra ler
Os versos que eu escrevia

Era papel que eu catava
Para custear o meu viver
E no lixo eu encontrava livros para ler
Quantas coisas eu quiz fazer
Fui tolhida pelo preconceito
Se eu extinguir quero renascer
Num país que predomina o preto

Adeus! Adeus, eu vou morrer!
E deixo esses versos ao meu país
Se é que temos o direito de renascer
Quero um lugar, onde o preto é feliz.


Assinta, também, um vídeo sobre a biografia em quadrinhos de Carolina Maria de Jesus: 

quinta-feira, 3 de agosto de 2017

CARTILHAS TRATAM DO BULLYING NA ESCOLA


O Programa de Acesso à Justiça e Solução de Conflitos (RECAJ UFMG), produziu duas cartilhas orientando ao combate do Bullying, uma delas totalmente em quadrinhos, que estão sendo distribuídas em escolas.

Elas esclarecem o que é bullying e fornecem informações de como a escola, os professores e a família podem ajudar a combatê-lo. Foram oferecidos cursos virtuais e presenciais sobre o tema para professores e especialistas de Minas Gerais.

sábado, 22 de julho de 2017

RECEBEMOS DOAÇÕES!

Recebemos esta semana uma grande doação de revistas em quadrinhos da Turma da Mônica, feita por Luciana Azevedo, professora da Universidade Federal de Alfenas (UNIFAL). Ela incentiva as filhas a lerem quadrinhos e, também, a doar seus quadrinhos para gibitecas. 

Faça como ela, doe revistas para nós! Pode ter certeza que elas estarão contribuindo para a formação de novos leitores!

quinta-feira, 20 de julho de 2017

REFORMANDO REVISTAS EM QUADRINHOS

Na última semana de aulas antes do recesso escolar os alunos do nono e do oitavo ano ajudaram a restaurar algumas revistas em quadrinhos da nossa gibiteca que estavam sem capa ou com as capas soltas e/ou rasgadas. Como resultado recuperamos cerca de 60 revistas. 

Veja com ficaram as revistas que estavam em pior estado.


É bom frisar que temos uma perda mínima do nosso acervo, anualmente, e tudo o que podemos recuperar, recuperamos. Os próprios alunos indicam as revistas que estão em pior estado e que precisam ser reparadas.

Além de reparar revistas os alunos ainda ajudaram na reorganização da gibiteca que, em agostos, vai estar pronta para atender aos estudantes e professores já no seu primeiro dia de aula.

sábado, 24 de junho de 2017

MÔNICA JOVEM: VOCÊ TEM ALGUM GIBI QUE POSSA DOAR?


Na Gibiteca Helena Fonseca a Turma da Mônica Jovem é o título mais procurado pelos alunos. Temos aproximadamente 26 exemplares que estão já com seus dias quase contados, de tão desgastados. 

A revista é um grande sucesso. Alguns aluno(a)s até começaram a comprar e colecionar, mas a maioria não tem condições. Além disso, estamos na periferia da cidade e a única banca fica no centro, o que torna mais difícil ainda ter acesso ao material. 

Por isso, estamos pedindo por doações. A Gibiteca não tem recursos para comprar revistas, por isso temos que contar com doações dos nossos parceiros. Se você tem e puder doar, nossos alunos e alunas agradecem muito!