quinta-feira, 23 de fevereiro de 2017

MÊS DE MAIO EM LEOPOLDINA: MÊS DOS QUADRINHOS

O mês de maio tornou-se o mês dos quadrinhos para a pequena cidade de Leopoldina (MG). Em maio de 2007 foi inaugurada uma Gibiteca em uma escola pública, da periferia da cidade. Muita gente achou que seria um modismo passageiro, mas lá se foram 10 anos. 

Há exatamente 10 anos também tivemos o nosso I Seminário Sobre Quadrinhos, Leitura e Educação, no dia 18 de maio, para professores. Foram mais 300 participantes. Desde então os quadrinhos se tornaram a pauta de debates escolares na cidade e tivemos até a criação de outras gibitecas escolares.
O mês de maio tornou-se, também, o mês dos encontros da Associação de Pesquisadores em Arte Sequencial, criada e sediada em Leopoldina a partir dos vários encontros que se seguiram ao I Seminário Sobre Quadrinhos e Ensino e da realização do I Fórum Nacional de Pesquisadores em Arte Sequencial, em 2012.
Pesquisadores de várias regiões do Brasil passaram a se reunir em Leopoldina a cada dois anos, para apresentem os avanços que vem sendo realizados no ensino e em diversas áreas de pesquisa acadêmica a partir do uso dos quadrinhos como fonte.

Este ano, maio vai ser um mês mais do que especial. Teremos a Semana da Gibiteca (mais informações em breve), em comemoração aos 10 anos da Gibiteca Escolar e, quase em seguida, entre os dias 25 e 27, o III Entre Aspas, encontro dos pesquisadores da Associação de Pesquisadores em Arte Sequencial. 

Quem sabe, no futuro, Leopoldina não virá a se tornar o capital dos quadrinho no Brasil?

terça-feira, 21 de fevereiro de 2017

ESCOLHENDO UM NOME PARA A GIBITECA

Uma das primeiras inciativas que tomaremos nas comemorações dos 10 anos da Gibiteca é justamento nomeá-la. 

Pois é, não temos um nome para nossa Gibiteca Escolar. Passaram-se 10 anos e não paramos para pensar em qual pioneiro dos quadrinhos brasileiros homenagear. Mas nunca é tarde! 

Montamos uma enquete no blog da Gibiteca. Nossos leitores podem votar em até três nomes. Ao final da enquete, os três mais votados irão para um "segundo turno", onde um deles será escolhido para ser homenageado, pelos anos do 9º ano, turma de 2017. O nome do homenageado será relado no dia 11 de maio, aniversário da Gibiteca, durante uma cerimônia onde será inaugurada uma placa comemorativa dos 10 anos.

A enquete vai até dia 21 de março! Participe e nos ajude-nos a escolher o nome da nossa Gibiteca!

sábado, 18 de fevereiro de 2017

QUANDO UMA CIDADE ABRAÇA OS QUADRINHOS

Cidade de Angoulême preparada para receber visitantes para o 44º Festival de Histórias em Quadrinhos.
Entre 26 e 29 de janeiro a pequena comuna de Angoulême, na França, direcionou toda a sua atenção para o Festival Internacional de Quadrinhos, que este ano esteve em sua 44ª edição. A cidade de Angoulême, com suas catedrais góticas e muralhas medievais, abraçou há mais de quarenta anos a nona arte, não apenas no sentido festivo, mas também financeiro e educacional. 

Sua Escola de Quadrinhos (École Européenne Supérieure de l'Image), seus museus destinados aos quadrinhos e o Festival Internacional que ocorre todos os anos tornaram a cidade famosa em todo o mundo. E uma fama merecida. Os turistas, autores e jornalistas são calorosamente recebidos em meio ao inverno europeu. E a comuna lucra com isso: as HQs trazem turistas, incentivam o comércio e aumentam as vendas. É um bom negócio para todos.

École Européenne Supérieure de l'Image - Escola Superior de Quadrinhos e Imagem.
Em Angoulême a comunidade é desde cedo incentivada a ler através dos quadrinhos. Nas ruas do centro histórico da cidade, eles também se tornaram parte da história. Bustos de autores famosos como Hergé dividem espaço com estátuas de personagens históricos e com prédios que remontam à Baixa Idade Média. É simplesmente encantador.

Mais encantador ainda é observar a participação dos jovens e das crianças, que em excussões escolares lotam as exposições durante o festival. Exposições guiadas onde cada quadro merece atenção especial. Museus abrem as portas para os quadrinhos, que dividem espaço com relíquias do neolítico ou do Império Romano. No Museu da Resistência, dedicado aos franceses que não aceitaram passivamente a invasão nazista durante a II Guerra Mundial, eles estão lá para o deleite dos visitantes.
 
Os ônibus que circulam durante o Festival são customizados com temas referentes a HQs.
Não raro é possível ver um grupo de adolescentes, sentados na calçada, lendo uma revista em quadrinhos.  Leitores sendo formados de forma prazerosa, para quem o ato da leitura é tão natural quando respirar. Esta é a verdadeira educação pelos quadrinhos, que aproxima a leitor do texto e da imagem, onde a narrativa de fatos fictícios estimula a imaginação e a criatividade e onde histórias reais podem ser contadas em páginas cheias de cores, ação e emoção.

Não temos uma Angoulême no Brasil, mas temos quadrinhos nas escolas. Ou podemos ter. A leitura dos quadrinhos pode ajudar a ultrapassar limites, a romper barreiras que impedem aprendizado dos jovens. Não apenas os jovens podem ser beneficiados. O ato de ler deve acompanhar-nos por toda a vida. Ele estimula e mente e nos torna mais capazes de compreender a realidade onde vivemos, pois mesmo a ficção bebe da fonte do real e é capaz de divertir e informar.


sexta-feira, 17 de fevereiro de 2017

DEZ ANOS DA GIBITECA ESCOLAR

A primeira postagem de 2017 é especial. A nossa Gibiteca está comemorando este ano 10 anos de funcionamento. De lá pra cá muitos jovens leitores de quadrinhos foram formados na nossa escola, assim como tantos outros aprenderam com os quadrinhos como melhor se expressarem em diversos conteúdos.

Inaugurada no dia 11 de maio de 2007, a Gibiteca escolar começou como um pequeno projeto, envolvendo alunos do ensino fundamental. Tínhamos uma salinha minúscula, móveis abandonados no depósito, que os alunos do nono ano limparam e até consertaram, e um acervo doado de 1200 revistas em quadrinhos. 

Em 2011 conquistamos um espaço mais amplo, as antigas estantes de ferro ainda permanecem, mas juntaram-se a elas outras, assim como mesas e cadeiras que são usadas para atividades dentro da gibiteca. Nosso acervo é de quase 10.000 revistas e já podemos, inclusive, repassar partes dele para outras gibitecas.

Nossa Escola é mais do que agradecida pelo reconhecimento de toda a comunidade escolar, que não apenas abraçou o projeto como é, certamente, a responsável pela sua continuidade. Por isso, a Escola Municipal Judith Lintz Guedes Machado, em parceria com os órgãos responsáveis pela a educação e a cultura de Leopoldina, irão promover uma série de eventos em comemoração aos 10 anos da nossa gibiteca.

Iniciaremos com uma série de postagens semanais destacando atividades desenvolvidas na última década. Em breve será lançada, também, a programação oficial das comemorações.

terça-feira, 27 de dezembro de 2016

Livro conta as aventuras de um balão de histórias em quadrinhos

Sabe os balões das histórias em quadrinhos? Eles mostram o que as pessoas estão pensando. Mas e quando não se passa nada na cabeça do personagem? Será que o balão também para de pensar? Não. Com certeza, não. Pelo menos na história de “O Vento de Oalab”, onde um balãozinho bem simpático mostra ter uma mente fervilhante de ideias. Vencedor do 11º prêmio Barco a Vapor Brasil, o livro infantil é do escritor carioca João Luiz Guimarães.
A trama conta que um desenhista de quadrinhos saiu para almoçar e deixou um balão vazio por dentro. O balão não gostou nada de ficar, assim, incompleto e começou a perceber que pensa um monte de coisas e pode ter vida própria. Inclusive, descobriu que também sabe criar. Até inventou para si mesmo o nome de Oalab.
Feliz por ter conquistado liberdade, ele dá início a uma divertida aventura. Usando da imaginação, Oalab se tornou nuvem, se deu conta das questões existenciais de uma gema de ovo, aprendeu bastante com a sombra de uma goiabeira, se deparou com o segredo ancestral do vento e mais uma porção de outras situações inusitadas.
E, no final... Ah, o final não se pode contar. Mas Oalab bem que gostaria de inspirar muitos e muitos pequeninos a deixar o pensamento nascer, crescer e se expressar e, quem sabe, ficar ainda mais solto do que o ar.

Texto postado originalmente no Hoje em Mídia

quinta-feira, 15 de dezembro de 2016

UM ANO DE MUITO TRABALHO NA GIBITECA ESCOLAR!

Turma do 9º ano que está se despedindo da escola - responsáveis pela Gibiteca em 2016. Eles estraram na escola no segundo ano de funcionamento da Gibiteca 
O ano de 2016, como não poderia deixar de ser, foi um ano de muito trabalho na Gibiteca. Um trabalho que talvez não apareça tanto. No blog fizemos um número menor de postagens, mas justamente porque na escola o ritmo foi intenso. Tivemos muitas visitas semanais na gibiteca, tanto para empréstimos quando para leitura.

Só foi possível manter tudo funcionando porque nossos incansáveis alunos do nono ano continuam firmes no propósito de manter nossa gibiteca organizada e ativa. Aliás, eles até já prepararam seus sucessores. Para 2017 queremos estar mais presentes aqui no blog e poder promover mais as atividades da nossa gibiteca. Afinal, ela completa 10 anos de existência em maio de 2017. 

Já temos uma pequena história para contar. Alguns dos nossos primeiros leitores já estão levando seus filhos para conhecer o local que eles ajudaram a montar. Temos várias gerações de leitores de quadrinhos que a partir dos 5 anos de idade já estão familiarizados com a leitura dos quadrinhos. 

Agradecemos a todos que nos acompanharam durante esta década de trabalho. O ano de 2017 será o ano dos quadrinhos na nossa escola e convidamos todos os nossos seguidores a comemorarem junto conosco.


domingo, 4 de dezembro de 2016

ESTUDANTES DO ENSINO MÉDIO ORGANIZARAM EXPOSIÇÃO SOBRE QUADRINHOS


Fã das histórias em quadrinhos, o estudante do ensino médio, Geovany da Paixão, de 18 anos, com mais cinco colegas de escola, organizou a I Exposição Literária Nerd. Um exposição sobre quadrinhos, games e música, que aconteceu no sábado, dia 03 de dezembro, na Biblioteca Municipal Francisco Meirelles, em Porto Velho. O objetivo é dos organizadores é de valorar e divulgar o conhecimento  e a leitura dos quadrinhos.

Saiba mais, clicando aqui!

sábado, 5 de novembro de 2016

Museu conta história de sobrenomes italianos por meio de HQs

Imagemd disponível em: http://museodelcognome.it/page/3/, acesso em 05 nov. 2016.
Por Lucas Rizzi 

O Museo del Cognome (Museu do Sobrenome), situado na cidadezinha de Padula, no sul da Itália, inventou uma maneira curiosa e divertida de contar a trajetória de famílias de origem italiana: histórias em quadrinhos.   

Batizado de "Fumetto Genealogico" ("Quadrinho Genealógico"), o projeto foi idealizado pelo fundador e diretor do museu, Michele Cartusciello, em parceria com o cartunista Emanuele Sabatino. O objetivo é aproximar o público das próprias origens e criar uma espécie de "álbum de recordações" baseado na pesquisa genealógica.   

A HQ "piloto" foi baseada na família do próprio Cartusciello e serve para mostrar o resultado final do trabalho aos interessados. "Eu fiz com dados da minha família, mas para mostrar como funciona", explica o diretor do museu.   

Para encomendar uma "revista", basta realizar o pedido e enviar sua árvore genealógica ao museu. Cartusciello fará uma pesquisa histórica a respeito do sobrenome e da evolução dos costumes ao longo dos anos para criar os desenhos. "Algumas páginas são fixas, como aquelas onde eu explico o que é o museu, onde fica", conta, "e uma parte é inventada, mas sempre com referências históricas".   

O projeto do "Fumetto Genealogico" será apresentado pelo diretor em quatro conferências no Brasil, sendo a primeira delas em São Paulo, neste sábado (5), no Circolo Italiano. O evento será promovido pela Associação Brasileira de História e Genealogia (Asbrap).   

As outras serão no Rio de Janeiro (09/11), realizada pelo Colégio Brasileiro de Genealogia (CBG); em Belo Horizonte (19/11), pelo Instituto Histórico e Geográfico de Minas Gerais (IHGMG); e em Porto Alegre (22/11), pelo Centro de Genealogia da capital gaúcha. Em suas palestras, o diretor também falará sobre turismo genealógico e pedidos de cidadania, temas bastante caros aos milhões de descendentes de italianos que residem no Brasil. O Museo del Cognome surgiu em 2012, quando Cartusciello decidiu fechar um restaurante para apostar na pesquisa genealógica. A atração fica aberta de terça a sábado, das 10h às 13h e das 16h às 19h, e seu site tem até versão em português.   

Já Padula é uma pequena cidade de 5,5 mil habitantes situada na província de Salerno, na região da Campânia, e fica a cerca de três horas de trem de Nápoles. (ANSA)

PUBLICADO NO UOL NOTÍCIAS

sexta-feira, 7 de outubro de 2016

LIVRO SOBRE QUADRINHOS GRATUITO PRA DOWNLOAD


Organizado pelos pesquisadores Iuri Andreas Reblinm Renato Ferreira Machadi e Gelson Weschenfelder, o livro Vamos falar sobre quadrinhos? Retratos teóricos a partir do Sul", é um livro gratuito publicado pela Editora ASPAS.

O livro é  fruto do  I Colóquio Regional Sul em Arte Sequencial, organizado pelo Grupo de Pesquisa Interdisciplinar em Arte Sequencial, Mídias e Cultura pop, criado em 2013, na Faculdades EST, em São Leopoldo (RS). O grupo tem por objetivo ser  um espaço de socialização de pesquisas, buscando um mapeamento das pesquisas e de pesquisadores e pesquisadoras da região sul, ultimando a articulação de um grupo contínuo de discussão, em sintonia com a proposta da ASPAS (Associação de Pesquisadores em Arte Sequencial).

Para fazer download do livro, clique aqui!


segunda-feira, 3 de outubro de 2016

VÍDEO FALA SOBRE A IMPORTÂNCIA DAS GIBITECAS

Duque de Caxias produzirá quadrinhos sobre o Centenário do Samba

João Carpalhau da Capa Comics quer transformar o município na capital dos quadrinhos / Foto: Rafael Duarte
Materializado pela música Pelo telefone, do cantor e compositor Donga, em 1916, o samba completa neste ano 100 anos. Para marcar esse importante momento cultural, Duque de Caxias lançará no final do ano uma história em quadrinhos retratando todas as fases do principal ritmo musical brasileiro. Para ensinar a arte e descobrir novos talentos, a Prefeitura, através da secretaria de Cultura e Turismo, com a Capa Comics e a escola de samba mirim Pimpolhos da Grande Rio firmaram parceria para estimular crianças e adolescentes. Para os interessados, a Pimpolhos abriu neste sábado (24/09), as inscrições para a oficina que será realizada na quadra da Grande Rio.

Um grande evento no pilotis da Biblioteca Municipal Leonel Brizola, na Praça do Pacificador, marcou o lançamento do projeto atraindo centenas de pessoas interessadas na oficina de histórias em quadrinhos que será realizada durante os meses de outubro e novembro e com o lançamento da revista sobre o Centenário do Samba. As aulas vão acontecer às segundas-feiras, das 14h às 16h, para jovens com idade até 16 anos. Quem não conseguiu se inscrever pode procurar a quadra da Grande Rio durante a semana, a partir das 14h.

O evento na Praça do Pacificador atraiu durante a tarde muita gente, como crianças e jovens interessados em se inscrever para oficina e apaixonados por histórias em quadrinhos. O público também assistiu a apresentação de capoeira com professores e alunos do Centro Cultural Arca Capoeira, do mestre Papagaio e pode participar de bate-papo “Quadrinho é coisa de criança” com quadrinistas da Capa Comics.

A Feira de Quadrinhos serviu para comemorar os três anos da Capa Comics. O evento contou com a participação de expositores, Cypher, gastronomia, entre outras atrações culturais.

Serviço:

Atividade: Inscrição para a oficina de quadrinhos
Local: Quadra da Escola de Samba Grande Rio
Endereço: Rua Almirante Barroso, 5 - Centro (próximo ao shopping center)
Horário: Segunda a sexta-feira, a partir das 14 horas

TEXTO ORIGINALMENTE PUBLICADO NO SITE BAIXADA FÁCIL

sábado, 24 de setembro de 2016

BAMSE: QUADRINHO SUECO COM POTENCIAL EDUCATIVO



Em muitos quadrinhos voltadas para o público infantil, podemos encontrar um potencial poderoso que pode ser explorado por educadores e pais. E há muitos exemplos disso em todo o mundo. Publicações destinadas ao público infantil, embora não tenha esta finalidade inicial, podem ser usadas para ensinar. Em países como França, Bélgica, Japão e Estados Unidos, por exemplo, este tipo de material é muito explorado.

Vamos trazer aqui um exemplo deste tipo de HQ produzida na Europa. Trata-se de uma série sueca, chamada Bamse. Bamse é uma série de animação criada na década em 1966 por Rune Andreasson, voltada para crianças. Fez tanto sucesso que ganhou sua própria revista em 1973. Foi publicado nos países nórdicos e circulou, também, na Bélgica, na Holanda e no Reino Unido.

Em 2013, ao completar 40 anos de criação, a série contava com cerca de 100.000 leitores. Ela é estrelada pelo ursinho Bamse, o urso mais forte do mundo, e narra as aventuras de vários animais engraçadinhos, como tartarugas, coelhos, patos e tantos outros. Bamse é quase um super-herói. Sua força descomunal vem do fato de ele comer dunderhonung (cuja tradução seria "mel trovão" ou “super mel”), fabricado pela sua avó, que usa nele pimenta e um ingrediente secreto, uma planta especial. Um detalhe: só ele pode beber a mistura, se outra pessoa o faz tem um efeito não muito agradável.


Bamse não é apenas o urso mais forte do mundo, mas é também é também o mais gentil. Ele acredita na redenção. Um dos ensinamentos da revista é que devemos ser bons com pessoas más, porque isso pode fazer a diferença.

Ele é, também, um urso de família: é casado e tem quatro filhos. Divide com os amigos, a esposa e os filhos parte das suas aventuras. Apesar da sua caracterização, de ser uma HQ estrelada por animais “fofinhos”, Bamse extrapola a aparência inocente de uma simples HQ para crianças.

Bamse possui um alto potencial pedagógico e estimula a curiosidade as crianças e, segundo seus críticos, tem um forte posicionamento moral com relação a temas complexos. Esta HQ utiliza da linguagem infantil para tratar de assuntos sérios como, por exemplo, o holocausto, além de trazer a tona elementos do folclore nórdico como trolls, goblins, bruxas, gigantes, e dragões. Foram incluídos ainda em suas histórias temas polêmicos como o racismo, igualdade de gênero e dependência química. 

Texto adaptado. Clique aqui para ler o original na íntegra.

SUGESTÃO DE LEITURA: BECO DO ROSÁRIO VOL 01


O Beco do Rosário é uma HQ independente lançada em 2015 pela quadrinista Ana Luisa Koehler. Formada em Arquitetura e Urbanismo, Ana Luiza acabou tornando-se uma das mais talentosas quadrinistas brasileiras da atualidade, trabalhando tanto no mercado brasileiro quanto no franco-belga. Beco do Rosário é uma HQ onde ele consegue reuniu duas paixões: história e arquitetura. A trama gira em torno da vida de pessoas comuns, que trabalham dia após dia pelo seu sustento e que habitam bairros populares de Porto Alegre.

Para compor esteticamente a obra, Ana Luiza fez um minucioso trabalho de reconstituição de antigos espaços urbanos da cidade, que desapareceram ou sofreram modificações com o tempo. De fato, o pano de fundo da trama é justamente a reforma urbana pela qual a cidade passa no início do século XX, a exemplo o que se fez com a cidade do Rio de Janeiro, na época capital do Brasil, durante a gestão do prefeito Pereira Passos.

Apesar de ser uma obra de ficção, o Beco do Rosário é um excelente material para se usar nas aulas de história, especialmente na construção de atividades. Usados alguns quadrinhos, por exemplo, eu pude compor uma questão sobre reformas urbanas no Brasil republicano, que usei em uma avaliação. A história faz referências a episódios da história como a I Guerra Mundial, que podem ser, também, aproveitadas e adaptadas em atividades. 

A leitura em si da obra já  é compensadora. O texto é fluido, a arte é belíssima.Beco do Rosário é um exemplo de como podemos ter um material nacional de boa qualidade. E não apenas qualidade gráfica e narrativa. Trata-se de um trabalho de pesquisa feito com minúcia, algo raro em outros quadrinhos publicados no Brasil.

O Beco do Rosário recebeu o Prêmio HQMIX de 2015 como melhor publicação independente.


Para saber mais sobre a obra, que caminha pra seu vol. 02,  e sua autora clique aqui!

sexta-feira, 9 de setembro de 2016

Projeto em quadrinhos denuncia o machismo do dia a dia na internet

Stefanie Cirne
O nome é divertido e a aparência é fofa, mas não se engane: Guta Garatuja não está para brincadeira. Ou melhor, está o suficiente para falar de machismo com alguma leveza e bom humor. Sem frescura nos traços e nos diálogos, as tirinhas da personagem ilustram de forma didática situações em que adesigualdade de gênero se manifesta no dia a dia.
Dos assédios no Carnaval à discriminação no trabalho, passando pela maternidade e pela divisão de tarefas domésticas, são muitos os temas que entram no radar da bonequinha – e que, em pouco menos de um ano, lhe renderam milhares de seguidores e até inimigos na internet.
Guta nasceu em outubro de 2015 pelas mãos da administradora Kaká Aguiar, 30 anos. Na época, a paulistana saiu frustrada de uma discussão sobre assédio com um amigo, cuja posição era machista e pouco aberta ao debate. Foi a partir daí que, em uma espécie de desabafo criativo, começou a desenhar e inventou sua personagem:
– Quando vi, eu já tinha sete tirinhas feitas e toda a minha raiva tinha passado – conta.
Logo ao compartilhar uma das artes no Facebook, Kaká foi procurada por amigas que se sentiram compreendidas pela história. Viu então o potencial do projeto para unir mulheres e denunciar problemas comuns a todas. A narrativa em quadrinhos ajudava a descontrair temas pesados, e os desenhos made in Paint – além de batizar a personagem – davam mais graça às tirinhas. Dribladas as limitações técnicas, Kaká continuou produzindo e, por incentivo dos fãs, resolveu criar a página de Guta no Facebook:
– Lembro de fazer uma tirinha comemorando 200 curtidas e, um mês depois, comemorar 15 mil curtidas na página – relata.
Hoje mais de 40 mil pessoas acompanham as histórias de Guta na rede social, e a boneca coleciona até tentativas de boicote. Criar um site oficial para a personagem (além de contas no Instagram e no Tumblr) foi o jeito de contornar os bloqueios da página, derrubada por usuários contrários ao conteúdo das tirinhas. Kaká explica que toda semana recebe críticas pelo Facebook, mas que elas se direcionam mais ao feminismo do que propriamente à sua ideia.
Leia o restante do texto, clicando aqui!

domingo, 4 de setembro de 2016

BRUXELAS, MUSEUS E FESTIVAL DE QUADRINHOS

Um dos mais de 50 murais pintados em prédios, em Bruxelas, em homenagem à HQs. Imagem disponível em:: http://zip.net/bytswZ
Bruxelas, na Bélgica, é uma das mais belas cidades da Europa e tem seus encantos em cada estação do ano. Muitos museus, arquitetura esmerada, chocolate e cerveja. Cidade que atrai muitos turistas do mundo todo. Bruxelas é também, a CAPITAL MUNDIAL DAS HISTÓRIAS EM QUADRINHOS. A cidade se orgulha tanto do título que não é difícil encontrar os mais famosos personagens dos quadrinhos franco-belga pintados nas fachadas dos prédios. 

A ideia surgiu em 1990, como uma forma de campanha publicitária e acabou se tornando uma atração turística e uma marca registrada da cidade. Só para se ter ideia são mais de 50 murais gigantescos, dedicados a diversos personagens.

A Bélgica é um dos maiores produtores mundiais de HQs, muitas delas conhecidas no mundo todo, como Tintim, Lucky Luke (que muita gente acha que é um personagem estadunidense) e os Smurfs. A indústria dos quadrinhos rende todos os anos bilhões no mundo todo. Populações e governos de países como Bélgica e Japão, por exemplo, levam muito a sério.

Os belgas dizem que não inventaram os quadrinhos, mas criaram o conceito de Nona Arte: na Bélgica as pessoas consideram os quadrinhos uma arte e dão a não diminuem seu status em relação a outras artes (literatura, artes plásticas) como estamos acostumados a ver no Brasil e  mesmo em outros países.
 
Moof - Imagem disponível: : http://zip.net/bytswZ.
E o que não falta na cidade são museus dedicados às HQs. Um deles é o Belgium Comic Strip Center, que recebe anualmente cerca de 200 mil visitantes, sendo a maioria estrangeiros.  Tem ainda a Galerie Champaka, que possui um acervo de quadrinhos e desenhos originais assinados por grandes artistas belgas; a Maison de la Bande Dessinée é um pequena galeria que possui um salão dedicado aos quadrinhos franco-belgas, além de pequenas exposições temporárias; o  Museum of Original Figure (MOOF) que possui estatuas e objetos cenográficos de alguns dos mais famosos personagens de quadrinhos europeus e, claro, o Musée Hergé, que fica na cidade de  Louvain-la-Neuve, que fica a 30 quilômetros de Bruxelas, e é um dos mais famosos espaços reservados aos quadrinhos do país e, provavelmente, da Europa.
 
Fête de La Bande Dessinée. Imagem disponível em: http://zip.net/bftrXL.
De 02 a 04 de setembro, aconteceu a Fête de la Bande Dessinée, um dos maiores festivais de quadrinhos do mundo, em Bruxelas. Como se trata de um festival internacional, a cada ano autores e obras estrangeiras possuem destaque (como acontece na Bienal Internacional do Livro, quando se homenageia um determinado país). Este ano deu se destaque para Quebec, província canadense que é uma referência nos quadrinhos.

Dá pra ver que as HQs são muito mais do que uma diversão para crianças e adultos. Elas podem ser o motor de uma economia local, elas podem ser um incentivo para o desenvolvimento da cultura e da preservação desta mesma cultura. Enfim, quadrinhos são coisa séria, não esqueçam disso!

Sites consultados:

VESSONI, Eduardo. Cidade em quadrinhos: o roteiro das HQs em Bruxelas. Disponível em:
http://zip.net/bntr9R, acesso em 04 set. 2016.


Capital mundial das histórias em quadrinhos, Bruxelas tem roteiro para fãs de HQs. Disponível em: http://zip.net/bytswZ, acesso em: 04 set. 2016. 

domingo, 28 de agosto de 2016

MULHERES SE DESTACAM COMO LEITORAS, AUTORAS E DESENHISTAS DE QUADRINHOS


Por:  Juliana Contaifer

As histórias em quadrinhos foram, por muito tempo, território masculino. Eram feitas por eles, para eles, como se mulher alguma tivesse interesse em ler aventuras de homens fortes e cheios de honra salvando o universo e mocinhas desamparadas dos mais variados problemas. Só que não são poucas as mulheres fãs de quadrinhos (muitas são autoras, inclusive). Em uma pesquisa do blog Papo de Quadrinho, especializado em HQs, descobriu-se que 31% dos leitores são do sexo feminino. A gigante Marvel apurou um número semelhante: 40%. Assim, as grandes editoras se dobraram às evidências e, finalmente, entenderam que precisavam criar identificação com esse público. E o primeiro passo foi oferecer personagens adequadas.

A sucessora do Homem de Ferro, por exemplo, é Riri, a IronHeart (Coração de Ferro), uma adolescente brilhante escolhida pelo próprio Tony Stark para tomar seu lugar. Já a cientista Jane Foster saiu do papel de namorada do Thor para se tornar, ela própria, a Deusa do Trovão, que, além de salvar o universo de milhões de ameaças, luta contra um câncer de mama. A nova Miss Marvel é Kamala Khan, uma adolescente muçulmana de origem paquistanesa.

Fora do cenário das grandes editoras, no mundo independente, as mulheres são ainda mais presentes. Seja em páginas da internet, blogs, no Facebook, seja em feiras dedicadas a fanzines e quadrinhos, as representações honestas de mulheres atuais, que não seguem padrões e lidam com dilemas e inseguranças, dão a tônica das heroínas contemporâneas. Em Brasília, são várias as meninas que se cansaram de procurar a própria voz nos quadrinhos disponíveis nas bancas e decidiram tomar o lápis e criar suas próprias aventuras.

Leia toda a matéria publicada no Correio Brasiliense, clicando aqui!


terça-feira, 5 de julho de 2016

OS QUADRINHOS, AS GIBITECAS E O ESTÍMULO À APRENDIZAGEM


O Colégio Imaculada Conceição em parceria com a Associação de Pesquisadores em Arte Sequencial estará oferecendo no dia 06 de julho de 2016, quarta-feira, a palestra “Os quadrinhos, as gibitecas e o estímulo à aprendizagem”, proferida pela professa Natania A Silva Nogueira. O Objetivo da palestra é apresentar as possibilidades de uso das Histórias em Quadrinhos na escola, da Educação Infantil ao Ensino Médio. Apresenta, também, os benefícios das gibitecas escolares assim como orientações para sua instalação e uso. O evento terá início às 16 horas e estará aberto a professores de outras instituições e para estudantes de graduação. Os participantes receberão certificação.

Sobre a palestrante:
Natania Nogueira é mestre em História do Brasil pela Universidade Salgado de Oliveira (UNIVERSO), tendo como orientadora a escritora e historiadora Mary Del Priore. Coordena o Projeto Gibiteca, na E. M. Judith Lintz Guedes Machado desde 2007, projeto reconhecido pelo MEC em 2008, com o Prêmio Professores do Brasil. É sócia fundadora da Associação de Pesquisadores em Arte Sequencial (ASPAS), membro da Academia Leopoldinense de Letras e Artes (ALLA), em Leopoldina, MG, e da Academia Lavrense de Letras (ALL), em Lavras, MG. Participou de livros sobre as temáticas História da Mulher, Quadrinhos e Educação e publicou livros sobre História de Leopoldina. É parecerista de duas revistas acadêmicas e contribuiu com artigos para a revista francesa Papiers Nickelés

sexta-feira, 27 de maio de 2016

9º Concurso Cultural da Turma do Gabi – Desenho


Continuam abertas as inscrições para o 9º Concurso Cultural da Turma do Gabi – Desenho. O prazo para participação vai até o dia 30 de agosto.

Olimpíadas foi o tema escolhido para a elaboração dos desenhos, neste ano. Podem participar do concurso crianças e jovens de todo o país, com idade entre 9 e 14 anos. Os participantes devem fazer um desenho em Papel  Ofício e enviar para:

9º Concurso Cultural da Turma do Gabi
 Rua Eliza Ghirotti, 332, Monte Verde, Cep: 13348-872, Indaiatuba, SP.

A premiação para os três melhores trabalhos será um tablet e as três menções receberão kits de revistas e livros da Turma do Gabi.

A iniciativa é do Estúdio EMT (Moacir Torres).

Confira o regulamento no site: www.turmadogabi.com.br.


Para obter mais informações, entre em contato: (19) 98157-3781

CÍRCULOS DE LEITURA

O projeto "Círculos de Leitura", organizado pela prof. Begma Tavares Barbosa, da Academia Leopoldinense de Letras e Artes, tem por objetivo motivar a formação de leitores literários na escola e pretende reunir professores interessados no tema, em práticas de leitura e troca de experiências nos encontros mensais.

Primeiro Encontro: 14 de junho, às 19:30, no Museu Espaço dos Anjos.

Vagas limitadas! Inscrições abertas até completar a turma.

Faça sua inscrição acessando o seguinte link: http://zip.net/bktj6G

“O Diário de Anne Frank” ganha versão em quadrinhos e “Complete Works”

Com lançamento simultâneo em vários países, chega às livrarias brasileiras em 2017, pela Record, “O Diário de Anne Frank em Quadrinhos”. Produzido em parceria com a Fundação Anne Frank, o livro terá ilustrações do ucraniano David Polonsky. “Uma iniciativa da Fundação Anne Frank, com quem a Record trabalha em parceria exclusiva desde 1976, quando Otto Frank assinou o contrato de edição em português da versão editada por ele das memórias da filha, “‘O Diário de Anne Frank em Quadrinhos’ é um acréscimo valioso ao nosso esforço conjunto de divulgação dessa emocionante história [...] A edição em quadrinhos vem atender à demanda por um formato e uma linguagem com maior apelo entre os mais jovens, funcionando como nova porta de entrada para se conhecer o texto de Anne Frank. É um projeto lindo e estamos orgulhosos por fazer parte do grupo de editoras em todo o mundo que vão publicá-lo simultaneamente em 2017″, comenta Renata Pettengil, editora executiva da Record..
Além da versão em quadrinhos, a Record anunciou também para 2017 a publicação de “Complete Works” de Anne Frank, com todas as versões do diário escrito pela menina alemã de origem judaica vítima do Holocausto. Traduzida diretamente do holandês também em parceria com a Fundação Letterenfonds, a obra reúne os textos originais e incompletos de Anne, inclusive as duas primeiras versões do diário – a que Anne Frank escreveu originalmente e a que editou depois de ouvir a notícia pelo rádio de que relatos pessoais seriam publicados em livro após o fim da guerra. As duas versões são inéditas no Brasil. Além disso, a editora também vai relançar a versão final do diário editada por seu pai, Otto Frank, e pela escritora Mirjam Pressler, que já publica, só que traduzida direto do holandês. O “Complete Works” inclui ainda pequenas histórias e cartas escritas por Anne, textos complementares de historiadores e de Mirjam Pressler, tabelas cronológicas, documentos e fotos. “Será uma edição para quem quer ter toda a história de Anne Frank em um só volume”, conta Renata Pettengil, editora executiva da Record.

FONTE: GLAMURAMA