sexta-feira, 14 de junho de 2013

Pesquisadora autografa livro sobre cinema e quadrinhos

A pesquisadora e professora Denise Azevedo Duarte Guimarães, da UTP (Universidade Tuiuti do Paraná), participa neste sábado, 15, de tarde de autógrafos de seu mais recente livro: “Histórias em Quadrinhos & Cinema: adaptações de Alan Moore e Frank Miller”. O evento está programado para as 14h, no Paço da Liberdade – Sesc Paraná (localizado na Praça Generoso Marques), em Curitiba.
O livro pode ser adquirido na livraria do Sesc da Liberdade, em Curitiba, ou encomendado diretamente pelo e-mail da autora (denise.guimarães@utp.br). Preço: R$ 45.
Recém-lançado, “Histórias em Quadrinhos & Cinema: adaptações de Alan Moore e Frank Miller” (2013) é o fruto de três anos de trabalho da autora. Com um doutorado em literatura, Denise resolveu, após uma carreira dedicada aos estudos entre literatura e cinema, se debruçar sobre a adaptação de quadrinhos para a Sétima Arte.
E tudo começou com seus filhos. “Tive meu interesse despertado pelas graphic novelscolecionadas por meus dois filhos adultos, um engenheiro e outro arquiteto. Percebi naqueles belos volumes impressos um potencial a ser explorado na área da Comunicação, tanto no âmbito da narrativa quanto da Semiótica e das propostas estéticas e visuais”, explica, em entrevista ao Diário. “Ao começar a prestar maior atenção ao diálogo dessas obras com suas respectivas adaptações para o cinema, eu descobri um vasto e rico território ainda não contemplado pela academia, no Brasil”, diz.
Professora aposentada da UFPR (Universidade Federal do Paraná) e atualmente lecionando no programa de doutorado da UTP, a autora analisou em seu livro as adaptações dos gibis de Frank Miller (“Sin City” e “300”) e de Alan Moore (“Watchmen” e “V de Vingança”) para o cinema em filmes que foram lançados nos últimos anos. É o que ela chama de “filme de quadrinhos”, um gênero ainda pouco estudado em livros.
“Abordar o universo dos gibis é algo desafiador e prazeroso, além de muito relevante na era da chamada convergência das mídias. Cito como exemplo o forte potencial expressivo da linguagem de Alan Moore, que fez com que “Watchmen” fosse a primeira história em quadrinhos a ganhar um prêmio literário: o Hugo”, explica, acrescentando que diálogo do cinema com outras artes é algo de grande relevância para o processo de evolução da Sétima Arte.
Ciclo de filmes
Nos dias 18, 19, 20 e 21 de junho, Denise Guimarães participará da mostra "HQs nas telas”, ciclo de filmes baseados em histórias em quadrinhos organizado pela Secretaria Estadual da Cultura e pelo Museu da Imagem e do Som, no auditório Brasílio Itiberê, das 19h30 às 22h. A autora vai proferir palestra e autografar seu livro.

PUBLICADO NO DIÁRIO DE GUARAPUAVA

quarta-feira, 5 de junho de 2013

Ela por Elas: exposição traz trabalhos de mulheres cartunistas

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Quadrinhos contam as histórias por trás das pinturas

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Para promover as Visitas Guiadas do MASP (Museu de Arte de São Paulo), a DM9DDB buscou contar as histórias por trás dos grandes quadros do acervo através de quadrinhos.
Mostrando os mestres Van Gogh,Renoir e Modigliani, cada narrativa procura reproduzir o traço do respectivo artista, como se tivesse sido tirada de seu sketchbook.
Muitos dos frames foram inspirados por pinturas e esboços que de fato existem. O texto também traz referências históricas, com citações reais dos autores e personagens das peças.
A ideia é convencer o público que o ato de admirar uma pintura na parede é apenas parte de uma experiência maior – no caso, proporcionada pelo serviço de Visitas Guiadas, que conta detalhadamente às histórias dos quadros e trajetórias dos artistas, contextualizando cada obra.
Segundo informações divulgadas pelo site Brainstorm9
PUBLICADO NO ZINE BRASIL

Desenhista José Aguiar lança história em quadrinhos


O desenhista curitibano José Aguiar lançou nesta terça-feira (4), às 19h, na Gibiteca de Curitiba, o livro de história em quadrinhos Folheteen – Direto ao Ponto. Na mesma noite, ele realiza uma palestra sobre o processo de criação do projeto e autografa a sua obra. Na quarta-feira (5), José Aguiar abre uma exposição reunindo originais, rascunhos e impressões dessa história em quadrinhos ambientada em Curitiba. O projeto foi viabilizado pelo edital do Mecenato Subsidiado (Lei Municipal de Incentivo à Cultura).

O personagem principal de Folheteen é a adolescente Malu, que vive em um estranho mundo habitado por irmãos chatos, pais separados, amigos tapados e subempregos, que mais atrapalham do que ajudam. Essa adolescente, que se sente sempre fora de contexto, busca a si mesma numa Curitiba imaginária, que poderia ser qualquer cidade do planeta. Este livro narra uma nova história sobre como pode ser dura ou adorável a vida de alguém que não sabe ir direto ao ponto.

A história com a personagem Malu foi vencedora do I Concurso Internacional de Quadrinhos do Senac-SP, prêmio que lhe rendeu a publicação do seu primeiro livro – Folheteen (Devir, 2007). Depois, José Aguiar publicou a coletânea Folheteen – Tiras pra todo lado (Quadrinhofilia, 2012), uma antologia das suas melhores tiras publicadas no jornal Gazeta do Povo. O livro Folheteen – Direto ao ponto é uma homenagem do autor aos 320 anos de Curitiba, onde seu livro é ambientado.O curitibano José Aguiar é arte-educador formado pela Faculdade de Artes do Paraná e quadrinista premiado, com obras publicadas no Brasil e exterior. 

Atualmente publica as tiras Folheteen e Nada Com Coisa Alguma no jornal Gazeta do Povo, no qual também é colunista. Seu último trabalho foi o livro Reisetagebuch – Uma Viagem Ilustrada pela Alemanha. José Aguiar é curador e cocriador de dois eventos de difusão da cultura das histórias em quadrinhos:  Gibicon – Convenção Internacional de Quadrinhos de Curitiba e Cena HQ, que realiza leituras dramáticas de HQs no Teatro da Caixa.
PUBLICADO NO BEM PARANÁ



domingo, 2 de junho de 2013

Dois lançamentos pela Marca de Fantasia abordam o mundo dos quadrinhos

Uma semana com muitas novidades nos quadrinhos. Entre Elas o Lançamento dos livros de Elydio do Santos Neto e Matheus Moura. Confira os releases!

Quadrinhos e Comunicação: entrevistas com autores e teóricos

A História em Quadrinhos no Brasil têm décadas de tradição como mercado e cultura de massa. Desde 1905 já se tinha a revista O Tico-Tico, dirigida à infância, com literatura e quadrinhos. Em 1929 surgiram os suplementos nos jornais, com a iniciativa pioneira de A Gazeta, seguida por Adolfo Aizen, em 1934, com o Suplemento Infantil. Bem antes disso, em 1869 nascia o personagem Nhô-Quim, por Angelo Agostini, marco fundador de nossos quadrinhos, em publicações como Vida FluminenseO Malho e Dom Quixote.
Apesar do mérito de sermos protagonistas dessa arte, surpreende os quadrinhos até há pouco tempo não serem levados a sério, sendo até mesmo perseguidos e menosprezados como um produto pueril para um público pouco respeitável. Por força da reação persistente dos autores nacionais – que são alijados dos grandes projetos editoriais –, os quadrinhos ganharam relevo, visibilidade e espaço no meio acadêmico, mudando de forma substancial a forma de apreciá-los.

Hoje os quadrinhos são política governamental, que recomenda sua leitura nas escolas e estimula a adaptação de obras literárias para essa linguagem. São também, e cada vez mais, objeto de estudo na Graduação e Pós-Graduação de cursos de Comunicação, Artes Visuais, Sociologia, Linguística, História e outros domínios do conhecimento. Os quadrinhos ganham requinte de edições sofisticadas e são equiparados aos livros, frequentando as bibliotecas e sendo expostos nas livrarias.

Esse percurso evolutivo conta com a participação efetiva de uma geração de autores independentes, oriunda dos fanzines e que foi à luta, produzindo suas auto-edições. Com o tempo, adentraram a academia como estudantes e em seguida como professores, levando à paixão à arte a necessidade de investigação sobre sua linguagem, seus gêneros, suas expressões artísticas, sua força comunicativa e política, por intermédio de grupos de estudos, dissertações, teses e publicações.

É este cenário que o jovem autor e pesquisador Matheus Moura nos apresenta em sua obra Quadrinhos e Comunicação: entrevistas com autores e teóricos. O próprio Matheus é um editor independente, tendo publicado as entrevistas deste livro em sua revista Camiño de Rato e no site Toka de Rato, em que traça uma panorâmica dos quadrinhos autorais e sua inserção na academia. Retrato desse novo tempo para a arte, Matheus recentemente tornou-se mestre em Artes Visuais pela Universidade Federal de Goiás com dissertação exatamente dirigida aos quadrinhos, orientada por um dos mais renomados doutores na área, Edgar Franco.

O livro conta não só com a experiência criativa e acadêmica de Edgar Franco, mas de outros expoentes da pesquisa sobre quadrinhos, como Amaro Braga, Natânia Nogueira, Paulo Ramos, Gazy Andraus, Waldomiro Vergueiro, Elydio dos Santos Neto e Henrique Magalhães. Embora as entrevistas tenham sido feitas em 2009, o quadro continua atual, com alguns complementos devidamente feitos aos textos. Sem dúvida, esta é uma obra incontornável para se entender a importância dos quadrinhos na atualidade e seu merecido reconhecimento (tanto acadêmico quanto mercadológico).

Os quadrinhos poético-filosóficos de Gazy Andraus:

25 anos de quadrinhos e fanzinato


Em meados da década de 1990 florescia no país uma produção de quadrinhos que em nada se enquadrava nos padrões do que era veiculado no mercado. De forma independente, circulando nos fanzines e autoedições, o que passou a ser chamado de quadrinhos poético-filosóficos era a expressão mais pessoal de jovens quadrinistas que ousavam experimentar usando os recursos da linguagem, propondo novas abordagens temáticas, estéticas e modo de criação.
Para aglutinar essa produção, foi criada a revista Tyli-Tyli, depois rebatizada Mandala, pela editora Marca de Fantasia, em 1995. De início, a revista se propôs a publicar os trabalhos de Flávio Calazans, Edgar Franco e Gazy Andraus, então os mais inventivos e prolíficos na área. Logo a revista tornou-se não só um registro da obra desses autores, mas promoveu o despertar de outros, que viram no “novo gênero” a oportunidade de expressão de suas visões de mundo e inquietações pessoais.

Tyli-Tyli/Mandala durou seis anos, com 13 edições, uma vida curta, porém intensa. Nela viu-se surgir inúmeras propostas visuais e textuais beirando as linguagens poética, fantástica, filosófica. São muitas as denominações desses quadrinhos extraordinários, em que cada autor encontra sua própria definição. A efervescência dessa produção era um reflexo da ânsia dos jovens por compreender e revelar as confusões e os paradoxos de um mundo num ritmo acelerado de transformação.

A própria revista viveu seu processo de autorreflexão, ao veicular vários artigos que buscavam discutir os conceitos e motivações para esse gênero de criação artística. A discussão extrapolou o espaço exíguo da publicação e chegou à academia, em trabalhos apresentados em congressos e publicados em livros.

Um dos que mais se interessam pelo estudo dos quadrinhos poético-filosóficos é o professor Doutor Elydio dos Santos Neto, que realizou seu pós-doutorado no Instituto de Artes da UNESP com a pesquisa “As Histórias em Quadrinhos poético-filosóficas no Brasil: contextualização histórica e estudo das interfaces educação, arte e comunicação”. Com base no trabalho dos autores referenciais do gênero – Calazans, Franco e Andraus –, e tomando a Tyli-Tyli/Mandala como uma de suas fontes, a pesquisa de Elydio demonstrou a importância e a densidade dessa produção, resgatando-a da “marginalidade” da autoedição à relevância de objeto de estudo acadêmico de alto nível.

Em 2012, no quadro da editora Marca de Fantasia, Elydio propôs a edição de seu vasto material de pesquisa, basicamente as entrevistas que fundamentaram seu pós-doutorado, numa série de livros reflexivos sobre os quadrinhos poético-filosóficos. Nesse ano, saiu o primeiro título, Os quadrinhos poético-filosóficos de Edgar Franco: textos, HQs e entrevistas, de autoria de Elydio. Outros pesquisadores também se interessaram pela série e lançou-se no mesmo ano o livro Edgar Franco e suas criaturas no Banquete de Platão, por Nadja Carvalho.

Agora é a obra de Gazy Andraus que ganha relevo na visão de Elydio dos Santos Neto. Gazy é um dos autores mais seminais dessa geração, radicalizando no processo intuitivo de criação. Sobre ele, é melhor acompanhar o profundo e brilhante trabalho de Elydio, que provoca e revira os conceitos engessados da academia.

Confira esses e outros lançamentos, clicando aqui!

terça-feira, 28 de maio de 2013

Maurício de Sousa conversa com público no lançamento da linha Turma da Mônica Toy


Apesar de não parecer, a personagem mais famosa de histórias em quadrinhos do Brasil, a Mônica, já completou 50 anos de carreira. Em um evento na loja de móveis Tok&Stok foi apresentada uma nova versão dela e da sua turminha: a Turma da Mônica Toy. Com novos traços e histórinhas sem fala (que podem ser conferidas noYouTube) este novo conceito carrega a essência do Toy Art para os amigos do Bairro do Limoeiro. Juntamente com a loja foi criada uma linha que inclui roupa de cama, canecas e objetos para casa. Mônica de Sousa (filha do Maurício de Sousa, que inspirou a Mônica dos quadrinhos), é a diretora comercial da Maurício de Sousa Produções e durante o evento revelou que há uma linha vintage ainda por vir.

Leia a reportagem completa, clicando aqui!

'Façam quadrinhos', diz autora de HQ que baseou filme vencedor de Cannes


A francesa Julie Maroh, autora da história em quadrinhos que inspirou o filme "La vie d'Adele", publicou, sem seu site oficial, uma mensagem sobre a Palma de Ouro concedida ao filme no festival de Cannes no domingo (26). Julie escreveu e desenhou em 2010 a HQ "Le bleu est une couleur chaude" (...).
"Obrigada a todos por suas mensagens de hoje. Eu não tenho palavras para descrever a magnitude do que passei por algumas horas. Eu sei que muitos estão à espera de um comentário meu sobre o filme. Eu já vi duas vezes. Vou comentar mais tarde (...).  Mas obrigada novamente. Façam história em quadrinhos, é legal", recomendou Julie.
Leia mais, clicando aqui!

Exposição apresenta atual produção de quadrinhos adultos no Brasil

Com a ideia de destacar as histórias em quadrinhos nacionais direcionadas ao público adulto, a mostra HQBR21 - O Quadrinho Brasileiro do Novo Século, no Sesc Belenzinho, apresenta um panorama histórico e estético desse cenário que se forma desde o início do anos 2000.
Formada por nomes conhecidos como Marcello Quintanillha e Lourenço Mutarelli, mas sem deixar de falar de trabalhos independentes, como os do coletivo Mundo Urbano (RS), a mostra fica em exibição até o dia 10 de agosto.
"A ideia era explicar o cenário contemporâneo da produção de quadrinhos adultos no País.". É assim que Paulo Ramos, professor do Departamento de Letras da Unifesp e curador da exibição, descreve a mostra. "É algo que ainda não havia sido feito numa exposição e é uma história praticamente desconhecida do grande público."
Para tanto, o professor - em parceria com Alcimar Mendes e Juliana Santos, do Núcleo da Imagem e da Palavra do Sesc Benlenzinho - realizou a mostra, que se encontra dividida em três segmentos: narrativas, independentes e webtirinhas.
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domingo, 26 de maio de 2013

Fanzine e o gênero jornalístico


Objetivos
- Conhecer o que são fanzines
- Produzir um fanzine em grupo

Conteúdos
- Produção de textos dissertativos e narrativos
- Gênero jornalístico

Anos
Ensino Médio

Tempo estimado

- Quatro a cinco aulas

Materiais necessários
- Cópias da reportagem "Alto punk, baixo punk" (Veja, 2322, 22 de maio de 2013) 
- Capas pré-selecionadas de jornais e revistas para análise e leitura
- Folhas de papel sulfite, canetas, lápis, revistas e jornais para recortar, cola, tinta e demais materiais necessários para a produção do fanzine

Introdução
Estimular os alunos a escrever nem sempre é tarefa fácil. Para superar o modelo de aula que, muitas vezes, oferece pouca contextualização com o cotidiano dos adolescentes, uma alternativa é a confecção de textos para produtos específicos, manipulados e distribuídos pelos próprios estudantes. Uma alternativa prática, eficiente e relativamente fácil de fazer são os fanzines. 

O fanzine surgiu como uma espécie de revista alternativa. Desde a década de 40 do século passado, vem sendo usado para a divulgação de ideias e informações relativas a grupos que, em geral, encontram pouco espaço na grande imprensa, como entusiastas de ficção científica, fãs de rock ou punks. O substantivo fanzine é um neologismo em língua inglesa, surgido a partir da junção das palavras "fanatic" (fã) e "magazine" (revista). Literalmente, significa uma "revista de fãs".

O movimento punk (década de 1970) fez largo uso dos fanzines para propagar sua ideologia. A reportagem "Alto punk, baixo punk" (Veja, 2322, 22 de maio de 2013), fala da influência do movimento na moda e no comportamento. Utilize a leitura como ponto de partida para incentivar a produção de fanzines por seus alunos. A proposta vai ajudar a turma a entender melhor como são feitos as revistas e os jornais e, de quebra, eles ainda serão os responsáveis pela produção e divulgação dos próprios textos.


Desenvolvimento 
1º etapa 
Inicie explicando o objetivo desta sequência didática: a produção de textos opinativos, dissertativos e narrativos no formato de um fanzine. 

Pergunte aos alunos se eles conhecem o que é um fanzine. Caso não saibam, conte um pouco da história desse tipo de publicação alternativa. Lembre que o termo tem origem inglesa e é formado da junção de duas palavras "fanatic" e "magazine". Fanzine, literalmente, significa uma revista de fãs. São publicações de indivíduos ou grupos pequenos interessados em um mesmo tema e que não encontram espaço na grande imprensa. É comum que sejam feitos com poucos recursos de produção e distribuição. Se desejar, procure exemplos na internet ou na biblioteca da escola ou do município, e apresente na sua aula. 

2º etapa 
Deixe clara a semelhança entre o fanzine e um jornal ou uma revista. Para isso, apresente textos jornalísticos pré-selecionados por você. Não se esqueça de levar tipos variados: artigos, entrevistas, editoriais, reportagens, carta dos leitores, notícias etc. 

Analise os exemplos com os alunos e mostre a estrutura dos veículos, o que caracteriza cada um deles e o que não pode faltar na versão que será criada pela turma. Lembre que, tal qual um jornal ou revista, os fanzines devem contar com um editorial, tipo de texto que pode ser trabalhado em sala de aula e que reflete a opinião da publicação, aborda genericamente os assuntos trabalhados ou comenta "os bastidores" da produção.

É fundamental que haja um índice dos títulos e seções. Também não pode faltar o expediente, um espaço, geralmente alojado em um box, com os dados da publicação e os nomes da equipe envolvida: autores dos textos, entrevistadores, ilustradores, cartunistas e professor orientador. 

Os textos podem ser ilustrados por cartuns, desenhos, quadrinhos, fotos ou bricolagens. Também é importante dedicar especial atenção à capa, o primeiro contato do leitor com a publicação. Faça com que a turma note como os veículos se preocupam com a mensagem que a imagem da capa transmite. 

Para complementar a reflexão, proponha uma atividade de leitura crítica. Exponha no quadro pelo menos duas ou três capas de jornais ou revistas. Evidencie alguns elementos básicos:

1) Cabeçalho: contém o nome, a data de publicação, o número da edição, o local, o horário do fechamento, o site, o nome do editor e dos fundadores, entre outros itens. O cabeçalho é uma "marca" com logotipo e letra diferenciada. É interessante comparar vários cabeçalhos para que os alunos percebam a importância da identificação de uma marca. 

2) Formato do jornal: tablóide ou "standart". O tablóide é um formato menor (cerca de 38cm x 30cm), utilizado por publicações populares. Já o "standart", por ser maior (entre 60cm x 38cm, ou 75cm x 60cm), aborda as notícias com mais profundidade, dá mais espaço à ilustrações e mais ênfase aos textos. Deixe claro que em ambos os formatos, o texto é publicado em colunas. Não há um único padrão de organização, geralmente, utiliza-se um numero menor de colunas na capa (cinco ou seis num standart) e um número maior no interior do jornal (seis ou sete). Explique que os textos são dispostos em colunas para facilitar a leitura. 

Para esta sequência didática, o formato sugerido, por sua praticidade na reprodução, é a utilização de folhas sulfite, no tamanho A4, dobradas ao meio, como se fosse uma revista em quadrinhos.

3) Manchete e notícias: a manchete é a chamada principal, geralmente em destaque, com letras maiores ou uma ilustração forte e representativa. Manchetes e notícias são acompanhadas de textos curtos e impressionantes, cujo objetivo é chamar a atenção dos possíveis leitores e atrair sua curiosidade. 

4) Textos: os textos que acompanham os títulos das manchetes e notícias são chamados lides. A palavra vem da expressão em inglês "lead", que significa "guia", "aquilo que vem à frente de" - e é essa exatamente a função do lide: ser um texto-guia, resumido, que contenha os principais elementos do texto principal da notícia a que se refere. Tradicionalmente, o lide responde às chamadas "questões básicas do jornalismo" (O que? Quem? Quando? Como? Onde? Por quê?), e sua função é a objetividade ao relatar o que aconteceu. Um bom lide aguça o leitor a ir até o final da reportagem. 

3º etapa 
Divida a turma em equipes. Cada equipe ficará responsável pela produção de um fanzine. Como atividade, distribua entre as equipes títulos de notícias (faça uma pré-seleção baseada nos assuntos publicados durante a semana) e peça que escrevam pequenos lides. Em seguida, todos devem compartilhar os textos produzidos. 

4º etapa 
Dê prosseguimento ao planejamento dos fanzines. Oriente cada equipe a escolher um tema que seja do interesse dos alunos. Lembre que as editorias são uma forma de organização do conteúdo por assuntos. Por exemplo: economia, esporte, turismo, tecnologia, cultura, informática, moda, política, notícias nacionais e internacionais etc. 

Cada fanzine deverá contar com pelo menos 4 textos diferentes e todos devem ter um editorial, que será a apresentação do trabalho. As publicações vão reunir textos dissertativos (na forma de editorial, artigo, correspondência, crítica, opinião, entrevista) ou narrativos (na forma de reportagem, crônica, memorial, ficção, roteiro). As ilustrações (cartum, charge, HQ, fotografia) são bem vindas e devem estar contextualizadas. 

É importante que as equipes definam o número de páginas, as editorias, os gêneros abordados e quem ficará responsável pela produção de cada texto. Lembre que o número de páginas deve sempre ser par. 

Finalize indicando como atividade a produção dos textos que irão compor o trabalho. Também peça que as equipes criem um nome para seus respectivos fanzines. 

5º etapa
Após as definições, reserve um tempo em sala de aula e também em casa para que os alunos escrevam os textos e produzam as capas. Avalie e devolva às equipes com sugestões e correções. Oriente a montagem dos fanzines e lembre que os trabalhos serão apresentados e distribuídos! 

6º etapa 
Nesta etapa, os alunos vão apresentar o que fizeram. Peça que os grupos expliquem à turma o passo a passo do trabalho e as escolhas feitas por eles. Cada equipe deverá disponibilizar, por meio de fotocópia (xerox), ao menos 5 exemplares do fanzine produzido, que serão distribuídas  aos colegas da própria classe ou à toda a escola. Você também pode organizar com seus alunos a exposição dos fanzines para toda a comunidade. 

Avaliação
É possível que a produção dos fanzines ofereça trabalhos muito criativos. Procure não fazer um "ranking" de melhores ou piores. Mas não deixe de avaliar se os alunos conseguiram abordar diferentes gêneros, se fizeram uso coerente e coeso da língua portuguesa e utilizaram recursos gráficos com eficiência e criatividade. Não tenha dúvidas de que esta atividade vai marcar positivamente as aulas, e quem sabe, poderá servir de estímulo para as outras disciplinas.



Professor de Literatura e Mestre em Educação pela Universidade Estadual de Ponta Grossa (UEPG)


Disponível na Veja na Sala de Aula

Para os fãs: nova animação dos Vingadores, que estreia este ano

Benjamin Peppe contra o lixo nas praias


Essa edição, escrita e ilustrada por Rafael Grasel, traz a história de Letícia e Benjamin contra o lixo, em que o protagonista se encontra com Letícia, personagem criada pelo próprio Rafael, para se divertirem na praia, e ambos passam a liderar seus grupos de amigos com o objetivo de tentar conscientizar as pessoas em relação ao lixo nas praias brasileiras.
Benjamin Peppe #5 pode ser adquirido pelos 
e-mails anjospaulo@zipmail.com.br ou benjaminpeppe@gmail.com 

Publicado no HQ Maniacs!

As histórias em quadrinhos de Benjamin PePpe estão, também, na Gibiteca, faça uma visita e confira.

1º ENTRE ASPAS: SALDO FINAL

Durante a semana, dos dias 22 a 24 de maio, tivemos em Leopoldina o 1º Entre ASPAS. O encontro, que reuniu pesquisadores do Rio Grande do Sul, Rio de Janeiro, Santa Catarina, São Paulo, Bahia, Minas Gerais, Goiás e Pernambuco, marca o início dos trabalhos da Associação de Pesquisadores de Arte Sequencial. 


O evento foi realizado, com apoio de vários parceiros locais e teve suas atividades desenvolvidas na Casa de leitura Lya Müller Botelho, também sede oficinal da ASPAS.


Foram palestras, oficinas, mesas-redondas, exibição de curtas de animação, dentre outras atividades, que contaram com a presença, também, da comunidade local, na forma de professores, estudantes e pessoas interessadas em sabe mais sobre quadrinhos, animação e cinema.


Com um saldo positivo, o Entre Aspas marca uma nova fase para a pesquisa no Brasil e terá como espaço privilegiado a cidade de Leopoldina. Em 2014, a ASPAS está realizando seu Fórum de Pesquisadores, na cidade de São Leopoldo, no Rio Grande do Sul, no mês de setembro. Uma iniciativa que começou em Leopoldina e, agora, ganha todo o Brasil.



No ano de 2015, será realizado o novo encontro, com novas propostas e novas oportunidades para que os pesquisadores das mais diversas áreas possam debater e expor suas  ideias a fim de ampliar ainda mais o leque de possibilidades de pesquisa nessa área, que vem ganhando grande importância.


Nossos agradecimentos a todos aqueles que nos prestigiaram e nos apoiaram nesses dias, tanto com sua presença quanto com sua confiança na seriedade do nosso trabalho.


O Planeta Diário: rodas de conversa sobre quadrinhos, super-heróis e teologia

É uma obra despretensiosa que reúne as principais entrevistas concedidas pelo prof. Dr. Iuri Andréas Reblin sobre quadrinhos e teologia a diferentes profissionais, entre jornalistas e intelectuais, com a intenção de aproximar o debate sobre a nona arte a distintos círculos e torná-lo acessível a pesquisadores e fãs da arte sequencial. Trata-se, pois, de uma obra disponibilizada gratuitamente para download e que conta com o belíssimo e generoso traço de Savio Roz, que ilustrou o livro, dando vivacidade e cor aos diálogos presentes. 

Simplesmente imperdível! Para quem quiser uma cópia impressa do E-book, ele está no PerSe a preço de custo, em duas opções: Miolo P&B (R$ 17,60) e Miolo Colorido (R$ 32,00). O e-book gratuito p ode ser baixado do site do ISSUU, clicando aqui!.

domingo, 19 de maio de 2013

Aplicativo Coelhadas da Mônica recria universo da personagem

Foi um acidente mas estamos todos bem. Um pouco machucados, mas nada grave.A Mauricio de Sousa Produções e a Insane Games recriam o universo da Turma da Mônica no aplicativo Coelhadas da Mônica. Por meio do game, o usuário assume a posição da personagem principal e corre atrás de outras figuras dos quadrinhos, como Cascão e Cebolinha. Para avançar de fase, é necessário acertá-los com o coelho azul Sansão controlando ângulo, velocidade e pontaria. O jogo está disponível na AppStore e no Google Play, em iOS e Android e, em breve, para Windows Phone. A iniciativa faz parte da estratégia da Maurício de Sousa Produções em aumentar sua atuação no meio digital. O app custa US$ 1,99.

PUBLICADO NO ZINE BRASIL

sexta-feira, 17 de maio de 2013

Turma do Xaxado combate a dengue



Exemplares da revista Turma do Xaxado, do cartunista Antônio Cedraz, estão sendo utilizados para conscientizar a população sobre os riscos e cuidados com o mosquito da dengue.
A partir de 16 de maio, exemplares da revista serão distribuídos nas escolas de Jacobina/BA para conscientizar os estudantes e famílias sobre os cuidados que se deve adotar em casa para evitar e combater a doença.

Documentário conta a criação, evolução e transposição das HQs para o cinema


Está disponível no YouTube o documentário HQs Doc. Criado por Felipe Ferreira, o curta-metragem de aproximadamente 19 minutos aborda o início dos quadrinhos, a explosão do fenômeno dos super-heróis nos Estados Unidos, a produção nacional, a entrada de artistas brasileiros no mercado norte-americano e a transposição desses personagens para o cinema.
O projeto surgiu para ser a monografia de Felipe, e agora foi disponibilizado na internet.
O vídeo conta com as participações dos escritores Carlos Patati, Flávio Braga e Arnaldo Branco.
PUBLICADO NO UNIVERSO HQ

quinta-feira, 16 de maio de 2013

PROGRAMAÇÃO FINAL (RESUMIDA) DO 1º ENTRE ASPAS


Lançamento de livro sobre teologia e quadrinhos em Leopoldina


O lançamento do livro é parte do 1º Entre ASPAS e aberto ao público. Nele o autor vai expôr as ideias centrais da obra. 

Leia o realease:

O livro Planeta Diário: rodas de conversa sobre quadrinhos, super-heróis e teologia é uma obra despretensiosa que reúne as principais entrevistas concedidas pelo prof. Dr. Iuri Andréas Reblin sobre quadrinhos e teologia a diferentes profissionais, entre jornalistas e intelectuais, com a intenção de aproximar o debate sobre a nona arte a distintos círculos e torná-lo acessível a pesquisadores e fãs da arte sequencial. Assim, o livro aborda perguntas como "Qual a relação entre teologia e super-heróis?"; "Como se dá a relação entre religião, quadrinhos e cultura?"; "Qual é o super-herói brasileiro criado nos Estados Unidos mais fiel ao contexto brasileiro?"; "É possível dizer que grande parte da indústria do entretenimento se apóia o trabalho de Stan Lee?"; "Qual é o futuro da pesquisa sobre quadrinhos no Brasil?" Trata-se, pois, de uma obra disponibilizada gratuitamente para download e que conta com o belíssimo e generoso traço de Savio Roz, que ilustrou o livro, dando vivacidade e cor aos diálogos presentes. Simplesmente imperdível!

O livro é um e-book. O link dele será divulgado no dia do lançamento