domingo, 28 de junho de 2015

Quadrinistas são destaques no FLI-BH


Os quadrinistas Fábio Moon e Gabriel Bá ministram, no Centro de Referência da Moda, a oficina “Narrativa gráfica ou o quadrinista que pensa”. O objetivo é ensinar que fazer quadrinhos vai além de desenhar. Fábio Moon acredita que “não precisa saber desenhar, precisa saber pensar visualmente a história. A oficina serve para isso, criar a história e como contar visualmente usando desenhos e palavras”. 

Para eles o festival possibilita o acontecimento de interação do público com autor, na descoberta de novos talentos e na estimulação de criar em grupo. Clique aqui e leia mais

Sobre o FLI-BH 

O 1º Festival Literário Internacional de Belo Horizonte – FLI-BH, realizado pela Prefeitura de Belo Horizonte em parceria com a Associação de Amigos do Centro de Cultura de Belo Horizonte, tem como objetivo contribuir para a valorização da literatura junto à população e aos visitantes de Belo Horizonte, para a formação de leitores literários, bem como conferir visibilidade a escritores, ilustradores e profissionais que se dedicam a essa linguagem.

O FLI-BH, culminância da ação bibliotecária desenvolvida durante todo o ano pela Fundação Municipal de Cultura, pretende, também, divulgar a produção literária da cidade ao lado das produções nacional e internacional, e promover o diálogo entre a literatura e outras linguagens artísticas.

Com a curadoria de Afonso Borges, Beatriz Hernanz e Leida Reis e com o tema Imagina o mundo, imagina a cidade, o FLI-BH trará à capital mineira escritores, ilustradores, críticos e especialistas de vários lugares do Brasil e do exterior, aproximando livros e leitores. A primeira edição do FLI-BH faz homenagem óbvia, mas indiscutível, ao escritor Carlos Drummond de Andrade, que levou Minas para além de suas montanhas.

sábado, 27 de junho de 2015

Conheça a maior gibiteca da América Latina: a Gibiteca Henfil

A Gibiteca Henfil possui mais de 10 mil títulos entre álbuns de quadrinhos, gibis, periódicos e livros sobre HQ. Sua programação diversificada, envolvendo oficinas, palestras, exposições, exibição de filmes e jogos, atrai fãs e profissionais da área.

O acervo contém álbuns, revistas e livros de HQ, de RPG, fanzines e recortes de periódicos, totalizando 10.446 títulos e 119.124 exemplares. Há publicações dos anos 50 e 60 das editoras Brasil América (EBAL), Adolfo Aizen, Rio Gráfica (RGE), Roberto Marinho, La Selva, Vecchi, Trieste/SP e outras. Este material está disponível apenas para pesquisa acadêmica. Está sendo proposta a digitalização da coleção, para facilitar o acesso e preservação.

Além dessas obras que podem ser consultadas por estudiosos, é possível encontrar quadrinhos cultuados como os do próprio Henfil. As histórias de seus personagens mais famosos - Graúna, Bode Orelana, o nordestino Zeferino e outros - eram publicadas na revista Fradim, que ele mesmo criou. A Gibiteca possui para consulta a coleção completa dos Fradins, os livros A volta do Fradim, Diretas já, Isto era, Henfil na China, Fradim de libertação, Como se faz humor político e exemplares do Pasquim, além de acervo para pesquisa sobre o Henfil, entre eles, um fanzine de autoria de José Eduardo Cimó, livros teóricos, recortes de jornais e folhetos.

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A gibiteca de Santos e a formação de novos talentos nos quadrinhnos

O vídeo mostra parte da oficina Noções Básicas de Desenho Anatômico de Heróis,  foi ministrada em fevereiro de 2014 pelo artista Rubens Silva, o RB Silva, que começou a atuar no mercado de quadrinhos em 2008, nos Estados Unidos. É uma iniciativa da Gibiteca de Santos para estimular jovens talentos a ingressarem no mundo dos quadrinhos

Vídeo dá dicas de como montar uma gibiteca na escola

sexta-feira, 26 de junho de 2015

Projeto educativo usa histórias em quadrinhos para destacar ética

Escolas de todo país já podem aderir ao programa "Um por Todos e Todos por Um".  O programa da Controladoria Geral da União (CGU) em parceria com o Instituto Maurício de Souza já envolveu 400 mil alunos, 13 mil professores e mil e 600 escolas.


De acordo com a secretária de Transparência e Prevenção a Corrupção da CGU, Patrícia Audy, este é um trabalho maravilhoso porque todo o material da Turma da Mônica pode ser utilizado pelas escolas públicas e particulares, sendo necessário apenas que a escola ou a prefeitura manifeste o interesse.

Segundo a secretária, o conteúdo foi pensado para trabalhar a ética, a cidadania e o comportamento contra a corrupção que as crianças precisam lidar e discutir em sala de aula. "Enfrentar e se conscientizar desde cedo da importância de uma postura cidadã", afirma. O público alvo do programa são todas as crianças de escolas públicas e particulares, do terceiro ou quarto ano do Ensino Fundamental.

Todo material está disponível na Controladoria Geral da União, para que as escolas e prefeituras utilizem gratuitamente. A secretária enfatiza que não se pode tratar de maneira sólida da prevenção e o enfrentamento à corrupção, sem pensar em trabalhar a cultura da ética e da cidadania nos jovens, inclusive com relação à cola, furar fila, não respeitar o próximo.


Saiba como participar, clicando aqui!

quarta-feira, 17 de junho de 2015

Livro Quadrinhos & Educação reúne pesquisadores nacionais e internacionais


Faculdade Guararapes acaba de publicar novo livro organizado pelo Prof. Dr. Thiago Modenesi, em conjunto com o Prof. Amaro Braga, sobre a temática dos quadrinhos associados à educação.
A obra Quadrinhos & Educação – Relatos de Experiências e Análises de Publicações é o primeiro volume de uma série que reunirá pesquisadores nacionais e internacionais. Uma segunda edição deve ser lançada no início do próximo semestre.
O livro reúne 12 artigos de pesquisadores de todo o Brasil, divididos em duas partes: relatos de experiências e análise de publicações, com seis artigos em cada e todos inéditos.
O lançamento oficial ocorrerá durante o II Encontro do Aspas – Associação de Pesquisadores em Arte Sequencial, no dia 28 de maio, na cidade de Leopoldina, Minas Gerais.
O segundo volume deve ser lançado em agosto, em outro evento acadêmico da área, o III Jornadas Internacionais de Histórias em Quadrinhos, que acontecerá na Universidade de São Paulo – USP, de 18 a 21 de maio.
O livro está disponível para venda na Faculdade Guararapes e também com os autores, pelo e-mail thiagomodenesi@hotmail.com – o preço é de R$ 35,00 com frete incluso.

Publicado no Universo HQ

PS: O livro tem relatos de experiência com gibitecas, inclusive com gibitecas de Leopoldina.

domingo, 31 de maio de 2015

RELATO DE EXPERIÊNCIA: CRIANDO UMA GIBITECA NA ESCOLA


Os alunos da Escola Conhecer (Leopoldina/MG), tiveram a iniciativa de criar sua própria gibiteca. Eles forma convidados a compartilhar sua experiência com pesquisadores de arte sequencial de todo o Brasil, que se reuniram pra o II Entre Aspas (evento realizado de 28 da 30 de maio). Assista o vídeo e conheça o trabalho dessas crianças.




Faça doações para a gibiteca dos alunos da Escola Conhecer. Entre em contato com a coordenadora pedagógica, Claudia Duque, pelo e-mail: claudia_duque11@hotmail.com 

sábado, 23 de maio de 2015

Guarujá inaugura primeira Gibiteca Municipal na próxima semana

A primeira Gibiteca Municipal de Guaujá, no litoral de São Paulo, será inaugurada na próxima quinta-feira (28), no Distrito de Vicente de Carvalho. O principal objetivo do novo espaço é incentivar e estimular o hábito da leitura, por meio dos quadrinhos.
A inauguração contará com o lançamento do livro “Emanuel entre Lobos – Essência Volume I”, de Charlie Rock. A programação também inclui a apresentação de um cartunista, de um artista plástico, um caricaturista e grupos musicais.
A Gibiteca vai funcionar na entrada da Biblioteca Geraldo Ferraz, que fica na Rua Ceará, s/nº, no bairro Vila Alice. O equipamento já conta com dois mil gibis em seu acervo. Segundo a prefeitura, desde o mês de março a população tem colaborado com doações.
Para levar as revistas para ler em casa, o munícipe precisa estar com os documentos e preencher um cadastro com os dados pessoais. A Gibiteca Municpal vai funcionar de segunda a sexta-feira, das 8h às 18h, e aos sábado, das 9h às 17h.
Retirado do G1

II ENTRE ASPAS OFERECE À COMUNIDADE OFICINA DE RPG E COSPLAY

O Entre ASPAS é um encontro realizado a cada dois anos em Leopoldina (MG), cidade sede da Associação de Pesquisadores em Arte Sequencial (ASPAS), composta por pesquisadores de várias regiões do Brasil e de outros países. Ele irá acontecer entre os dias 28 e 30 de maio, na Casa de Leitura Lya Müller Botelho.


O Entre ASPAS abrirá espaço para a comunidade a partir de atividades que serão realizadas no dia 30 de maio, das 08:30 às 11:30 da manhã. Dentre elas teremos uma oficina de RPG e o Cosplay Experience, especialmente direcionados ao público jovem. 

RPG é a abreviação do termo RolePlaying Game, que já foi traduzida de várias formas em nossa língua. Uma das mais populares é Jogo de Interpretação de Papéis. O RPG não é exatamente um jogo. Ele é uma brincadeira de contar histórias. consiste na união do conceito de teatro com as regras de um jogo, onde temos a interpretação de personagens ficcionais controlados pelo seu respectivo jogador. A oficina pretende apresentar o jogo de RPG, partindo de noções básicas, discutindo a prática e sua origem.

Ela é parte da programação especial do II Entre ASPAS aberta ao público externo, especialmente aos jovens que se interessam pela criação de universos ficcionais. 

O termo Cosplay, vem do japonês Kosupure é uma abreviação de costume roleplay. A tradução para o português se refere a fantasiar-se ou disfarça-se de um personagem. Os participantes e adeptos a esta modalidade, são chamados de cosplayers.  A ideia principal é interpretar o artista e se vestir como ele, imitando também a maneira de se comportar e seus trejeitos.

De certa forma o Cosplay é a homenagem de um fã a seu personagem favorito. O Cosplay Experience é um espaço aberto no II Entre ASPAS para os praticantes desta modalidade. Durante toda a manhã do dia 30 de maio adeptos do cospley estarão interagindo com os participantes do encontro e tirando dúvidas sobre a prática. O evento é aberto ao público externo.

Os interessados em participar da oficina podem se inscrever a partir das 08:30. A oficina terá início à 09:30, após a conferência do prof. Edgar Franco (UFG) “Processos criativos de universos ficcionais transmídia: teoria e prática”, que será aberta ao público. O evento de Cospely é aberto à participação do público, que pode ir fantasiado do seu personagem favorito e fazer parte da brincadeira.

domingo, 10 de maio de 2015

LEOPOLDINA E OS QUADRINHOS

O município de Leopoldina vem ganhando destaque em todo o país por conta das Histórias em Quadrinhos. É com orgulho que afirmamos que tudo começou com a nossa gibiteca, em 2007. Ganhamos prêmios, desenvolvemos e estimulamos atividades entre alunos e professores em oito anos de existência.

Dentre estas atividades, fizemos três Seminários voltados para professores da rede municipal  e o I Fórum de Pesquisadores em Arte Sequencial, em 2012. Este Fórum deu origem a uma associação de pesquisadores com membros pertencentes a várias instituições de pesquisa nacionais e internacionais, a ASPAS (Associação de Pesquisadores em Arte Sequencial), com sede em Leopoldina, que atualmente conta com 52 membros.

Este ano a ASPAS completa três anos de existência e realiza seu segundo encontro de associados em Leopoldina, entre os dias 28 e 30 de maio, o II Entre ASPAS. Durante o encontro será debatido o rumo das pesquisas em quadrinhos no Brasil, serão apresentados resultados de pesquisa e oferecidas oficinas e minicursos para os participantes e para a comunidade (mais informações pelo e-mail aspascontato@gmail.com). Serão lançados, ainda, livros, revistas e fanzines.


O uso dos quadrinhos tornou-se lugar comum nas salas de aula de várias escolas em Leopoldina. De 2007 pra cá tivemos notícias da criação de duas gibitecas e de atividades das mais variadas, utilizando quadrinhos, em escolas públicas e privadas do município. A municipalidade reconhece o valor dos quadrinhos no estímulo à leitura, tanto é que teremos nossa primeira gibiteca municipal inaugurada ainda este ano, no antigo prédio do Fórum, que está sendo reformado para se tornar um Centro Cultural, sob administração da Secretaria de Cultura. 


Pois é, e tudo começou com uma gibiteca, em uma escola municipal da periferia de Leopoldina. Isso prova que o investimento na educação pode ultrapassar as paredes das escolas, pode chegar aos mais diversos ambientes, pode dar os frutos mais variados. 

domingo, 29 de março de 2015

Gibis estimulam alunos de Cmei a tomar gosto pela leitura

Já foi o tempo em que as revistas em quadrinhos eram proibidas em sala de aula. Agora, os gibis ganharam significado pedagógico e são uma excelente opção para incentivar a leitura entre aqueles que estão entrando no mundo das letras. A começar pelos personagens que, por si só, são atraentes para a garotada.
 
Assim, os alunos e professores dos 49 Centros Municipais de Educação Infantil (Cmeis) comemoram a chegada das "Gibitecas Turma da Mônica", recentemente adquiridas pela Secretaria Municipal de Educação (Seme).

"As histórias em quadrinhos ou gibis são revistas que unem o texto à imagem, criando uma sequência de quadros que acompanham o desenvolvimento do texto. Podem ser utilizadas como um dos recursos para a aquisição da linguagem escrita e da leitura nas crianças atendidas na educação infantil, constituindo-se em vivências prazerosas no desenvolvimento curricular", disse a secretária municipal de Educação, Adriana Sperandio.

Aprender brincando
"Além de incentivar o hábito da leitura, a união da linguagem gráfica com a escrita ainda ajuda na assimilação de temas diversos, aumentando a capacidade de análise, interpretação e reflexão das crianças", argumentou a gerente de Educação Infantil da Seme, Ana Paula Holzmeister.

Entre os exemplos de aplicação, estão a análise de textos e ampliação do vocabulário. Com isso, o jovem leitor passa a se familiarizar com os momentos decisivos e personagens que marcaram a história do Brasil e, ainda, recebe informações sobre meio ambiente, mudanças de paisagens e clima.

Literarte
O Cmei Valdívia da Penha Antunes Rodrigues, que fica em Santos Dumont, possui o projeto de leitura "Literarte – Literatura e Arte em Toda Parte" e comemora a chegada da Gibiteca. "O formato favorece a interação e a autonomia entre as crianças, uma vez que elas têm livre acesso à estante", disse a diretora do Cmei, Patrícia Massaria Loureiro.

Ela completou: "O desafio é garantir às crianças uma aprendizagem significativa, realmente voltada para o desenvolvimento do pensamento crítico e criativo. O objetivo do nosso projeto é fazer com que a leitura seja fonte de descobertas, desperte emoções, estimule a criatividade e incentive a criticidade, com vistas à construção da identidade".

Gibiteca Turma da Mônica
A série "Saiba mais com a Turma da Mônica" nasceu da intenção de levar educação e cidadania ao ambiente escolar, por meio da leitura descontraída encontrada nas histórias em quadrinhos. A partir dessa proposta, o projeto pretende estimular o aprendizado e o conhecimento dos temas fundamentais, objetivando formação de qualidade e apropriação da informação com o auxílio da linguagem inovadora presente nas histórias em quadrinhos.

Publicado originalmente no Folha Vitória

domingo, 22 de março de 2015

Oficina na Casa de Leitura: Faz-zine: a elaboração de um fanzine interdisciplinar


No dia 28 de março, das 08:30 às 11:30, será realizada uma oficina de fanzines com Gazy Andraus, na Casa de Leitura Lya Müller Botelho. A oficina é gratuita. Serão oferecidas 20 vagas. As inscrições podem ser feitas no dia, das 08:00 às 08:30.

Podem participar professores e alunos de escolas da cidade, além de membros da comunidade. Os participantes deverão levar folhas de papel A4, lápis, caneta, lápis de cor, régua, tesoura e borracha. 

A oficina é promovida pela SECRETARIA DE CULTURA, em parceria com a GIBITECA ESCOLAR com o apoio da CASA DE LEITURA LYA MÜLLER BOTELHO e da ASSOCIAÇÃO DE PESQUISADORES EM ARTE SEQUENCIAL. 

Leia a ementa:
Os fanzines (revistas independentes paratópicas) são essenciais fontes plurívocas de informação imagética à educação, e como quaisquer outras artes que possuem linguagem própria em suas estruturas, são produzidas por autores que refletem suas condições idiossincráticas, abordando suas condições antropológicas, históricas, geográficas, sociológicas, inserções políticas etc. Assim, os participantes dessa oficina, poderão a partir de textos próprios e/ou desenhos, em quaisquer temáticas, criar material que pode ser diretamente trabalhado para resultar em um fanzine autoral ou em grupo. Poderão elaborar artigos, textos poéticos, crônicas, resenhas, contos, ilustrações desenhadas (ou por foto colagens), HQ, tiras, charges e/ou cartuns, além do que mais puderem criar, transformando tudo numa revista independente cujo formato livre pode ser o mais diversificado possível culminando num zine ou até num novo Artezine-objeto, como exercício criativo pleno de possibilidades interdisciplinares. 

Gazy Andraus é professor licenciado em educação Artística pela FAAP. Sua dissertação no Mestrado de Artes Visuais, do Instituto de Artes da UNESP (1999), abordou as HQ autorais de temática filosófica, traçando um paralelo entre suas mensagens intuídas com a Física Quântica. Já em seu doutorado realizado na área das ciências da Comunicação pela ECA – USP (2006) com a tese “As Histórias em Quadrinhos como informação imagética integrada ao ensino universitário” (e premiada como melhor tese de 2006 pelo HQMIX) desvendou a questão das imagens desenhadas nas HQ serem absorvidas pelo hemisfério cerebral direito (intuitivo e criativo) mais que pelo esquerdo (racional e linear), e por isso serem os quadrinhos (como as artes) preponderantes e necessários à educação do ser humano, para uma integração e desenvolvimento sistêmico da inteligência, e não estritamente racional como tem sido na educação tradicional.

domingo, 8 de março de 2015

Editora Nemo lança HQs com importantes temas da história

Doris Miranda
 
De uns anos para cá, o mercado editorial começou a perceber que a garotada rende muito mais quando os assuntos do currículo escolar são abordados de forma diferente da explanação formal em sala de aula. Foi quando começaram a surgir diversas histórias em quadrinhos contendo clássicos da literatura ou mesmo recortes históricos.

Bons exemplos são os lançamentos da editora Nemo: A Herança Africana no Brasil e Descobrindo um Novo Mundo, ambos voltados para o público em idade escolar. Escrito por Daniel Esteves, ganhador do Troféu HQ Mix 2006 (roteirista revelação), A Herança Africana no Brasil é super necessário para o aluno que ainda não ouve com a frequência devida discussões sobre negritude em sala de aula.

O livrinho, desenhado por Wanderson de Souza e colorido por Wagner de Souza,  resgata a história da escravidão e a presença de elementos africanos na nossa vida. E faz isso de forma dinâmica, trazendo para o cotidiano. A narrativa é guiada pelo ano e cidade em que a história se passa, sem ligar muito para a cronologia dos acontecimentos.

Castigos
O primeiro capítulo, por exemplo, se passa na Salvador dos dias de hoje, durante a conversa entre uma neta e sua avó, ialorixá num terreiro de candomblé da cidade. A menina, que vivencia outro credo em casa, não estranha as cerimônias do axé, mas indaga as diferenças no núcleo familiar: “Quem somos nós, vovó?”, pergunta a menina. “Somos o que trazemos com a gente”, responde.

A partir daí, a velha traz à tona a ancestralidade de seus antepassados, contando que o comércio de escravos já existia na África mas foi intensificado pelos portugueses, que espalharam mais de cinco milhões de negros na diáspora africana em cerca de 300 anos de escravidão nas Américas.

Nesse ponto, a história volta no tempo e o jovem leitor vê as atrocidades cometidas com os escravos no Brasil. A separação das famílias, o trajeto em condições áridas nos navios, a distribuição pelos engenhos  e os castigos.  Mas o livro não é só sofrimento, não, viu? Como o próprio título sugere, a ideia é mostrar o legado cultural que a diáspora africana fortaleceu nos locais onde se fixou.

No Brasil, por exemplo, teve a capoeira, o samba, as comidas de dendê, o candomblé... Com esse fio condutor, o jovem leitor vai conhecendo também a história de vários lugares no país.

Nos estados do Nordeste, a lida nos engenhos de cana; em Minas Gerais e na Chapada Diamantina (BA), surge o garimpo; o dia a dia nos quilombos espalhados por todo o território nacional e um pouquinho da história de Tia Ciata (1854-1924), baiana que promovia rodas
de samba no Rio de Janeiro, e até José do Patrocínio (1854-1905), ativista do movimento abolicionista.

Descobertas
Voltando bem mais no tempo, entre o fim da Idade Média e início da Moderna, a HQ Descobrindo um Mundo Novo, de Lillo Parra, Rogê Antônio e Akira Sanoki, leva o leitor ao período das grandes descobertas feitas pelos europeus na era da navegação em busca de rotas comerciais e, claro, territórios ‘sem dono’.

Época de ouro para quem tinha grandes frotas navais, como Inglaterra, Espanha e Portugal, que se espalharam mundo afora. Seguindo uma narrativa cronológica, os autores recontam a história através do noviço José  de Anchieta (1543-1597) e do menino Joaquim, aprendiz de marinheiro, que estão a caminho do Brasil, em 1553.

Quadrinho a quadrinho, o leitor vai percebendo que esse foi um período politicamente especial  para os países ibéricos, que conquistaram diversos territórios pelo mundo e ligaram o Ocidente ao Oriente.

Era um tempo de reis e comerciantes ávidos por riquezas, novos mercados, papas que empurravam o cristianismo com mão de ferro nos novos territórios para  evitar o avanço da cultura islâmica em seus domínios.

Matéria publicada originalmente no CORREIO

O brasileirinho que desenha exemplos

talentos que despertam muito cedo na vida e merecem ser incentivados. Miguel é um menino brasileiro de 7 anos de idade que tem o dom de desenhar e de transmitir, através dos desenhos, mensagens de beleza.

Admirado com a história de vida de homens e mulheres santos de todos os tempos e lugares do cristianismo, ele tem dedicado o seu talento a retransmitir o testemunho dessas almas que viveram para Deus! Incentivado e ajudado pelos pais, Miguel idealizou uma página no Facebook para publicar diariamente uma imagem representativa do santo do dia.

Leia mais e confira outras ilustrações, clicando aqui!

terça-feira, 3 de março de 2015

Inscrições abertas para curso de HQ

Estão abertas as inscrições para a nova turma do Curso de Histórias em Quadrinhos da Biblioteca Pública do Paraná, em Curitiba. Para garantir uma vaga, os interessados devem procurar a Seção Infantil da biblioteca até sexta-feira (6). Podem participar crianças de 7 a 13 anos e não é preciso ter experiência com desenho para participar. O endereço é Rua Cândido Lopes, 133, Centro.

A primeira aula está marcada para o próximo sábado (7). Serão dez encontros, sempre aos sábados, das 10h às 12h. O curso, gratuito, é ministrado pelo professor Marcelo Oliveira, do estúdio UCMComics.

Ao final do semestre, os alunos produzem uma nova edição da Boing!, revista em quadrinhos da Biblioteca Pública. Mais informações: (41) 3221-4980.

Retirado do Bem Pará

A HISTÓRIA DO BRASIL EM QUADRINHOS

Dom João Carioca

Artigo da coluna "Ala Jovem" no jornal Circuito Mato Grosso

Rosemar Coenga

abemos que as linguagens alternativas têm sido utilizadas como valiosos  recursos didáticos para a aprendizagem. Entre essas linguagens, as Histórias em Quadrinhos têm ganhado terreno entre os jovens leitores. As HQs têm oferecido diversas possibilidades de uso, apresentando os conteúdos históricos numa linguagem mais aprazível e próxima do universo cognitivo dos jovens.

Através da linguagem dos quadrinhos, o cartunista Spacca e a historiadora Lilia Moritz Schwarcz narram a aventura do casal real que atravessa o oceano e pela primeira vez governa um império a partir de sua colônia americana. O livro D. João Carioca: a corte portuguesa chega ao Brasil (2007) reconta essa história usando a linguagem dos quadrinhos, elaborada com base em extensa pesquisa não só documental e historiográfica como fielmente pautada na iconografia da época. A obra traz ainda uma bibliografia sobre o tema, uma cronologia que ajuda a entender os fatos no calor da hora e inclui uma galeria de esboços preliminares e estudos de personagens, cenários e vestimentas.

Num romance em quadrinhos sobre a guerra do Paraguai, André Toral relata Adeus, amigo brasileiro (2008) a história de quatro personagens que participaram do conflito: dois vaqueiros do interior da Bahia, um jornalista carioca e um paraguaio que estudava em Londres. Acompanhando suas vidas, o autor constrói um grande panorama sobre a época e o contexto da guerra que envolveu entre 1864 e 1870 os países que atualmente fazem parte do Mercosul.  Toral mostra de que maneira a guerra interferiu diretamente na vida das pessoas – na carreira, nos negócios, nas relações familiares, nos casos de amor, nas convicções políticas e ideológicas. Seguindo o fio de um enredo fictício, ele acompanha o cotidiano dos exércitos no "teatro de operações", mostrando o pequeno comércio que se forma no rastro do deslocamento das tropas, as trocas entre os soldados, as pequenas ambições, os preconceitos de lado a lado, a ausência de glamour, os privilégios, as demonstrações de bravura e covardia etc. Essas e muitas outras obras contribuem significativamente para aproximar o jovem da leitura.

Publicado no Circuito Mato Grosso