segunda-feira, 25 de maio de 2009

René Goscinny ganha exposição na Bélgica


René Goscinny, um dos criadores de Asterix, é tema de uma exposição na Fundação Raymond Leblanc, em Bruxelas, na Bélgica.A exposição Goscinny Au Journal Tintin (1955-1961) estreou em 1 de abril e ficará em cartaz até 25 de setembro.

Os trabalhos incluem parcerias com desenhistas como Uderzo, Attanasio, Breck, Craenhals, Franquin, Macherot, Maréchal, Bob de Moor, Tibet e Weinberg.Goscinny trabalhou com muitos personagens neste período, incluindo Modeste et Pompon, Spagheti, Chick Bill, Poussin e Puissif, Pantouffle, Strapontin Prudence, Petitpas e Oumpah-Pah.Além disso, a exposição também apresenta objetos relativos a alguns desenhos animados produzidos pela Belvision, dos quais Goscinny participou, como Asterix, o Gaulês; Asterix e Cleópatra; e Daisytown, com Lucky Luke.

Walt Disney: polêmica biografia do cineasta chega ao Brasil



O perfil romântico do criador do Pato Donald, Mickey Mouse e de outros personagens - alguns dos quais verdadeiramente saídos da mente criativa de vários autores - cai por terra no livro Walt Disney - O triunfo da imaginação americana (Novo Século, 944 páginas, R$ 89,90), lançado no final do mês passado.

Publicada originalmente nos Estados Unidos em 2006, a obra escrita pelo jornalista Neal Gabler traça a trajetória do cineasta desde a infância pobre, destacando fatos marcantes como a construção da Disneylândia, e derruba diversos mitos em torno da imagem icônica do artista falecido há mais de 40 anos.Foram necessários sete ano de pesquisas, cujas fontes mais seguras e disponíveis eram os próprios arquivos do gênio da animação.

Documentos, cartas e outros registros guardados nos estúdios e aos poucos liberados com total acesso permitiram a Gabler traçar uma imagem de Walt Disney que o grande público desconhecia.De patrão tirânico a figura pouco sociável, vítima de depressão depois da Segunda Guerra Mundial e desinteressado pelos quadrinhos - ele não sabia muito sobre as criações atribuídas a ele -, o artista era viciado em trabalho e direcionava todas as suas energias para os desenhos animados, aquilo que mais gerava dinheiro.

Segundo Gabler, a greve que os estúdios deflagraram em 1941 foi resultado de, dentre outros motivos, a condição desumana de trabalho que costumava fazer funcionários desmaiarem de fome por falta de tempo e dinheiro para comer. Em vez de parlamentar com os grevistas, Disney optou por se isolar em viagem à América Latina, coincidindo com a intenção do governo dos Estados Unidos de torná-lo embaixador do país na região.

O livro também desfila algumas curiosidades, muitas delas já conhecidas (como o nome com o qual o camundongo Mickey foi inicialmente batizado antes de estrear no cinema), outras nem tanto - como o fato de o corpo de Walt Disney não ter sido congelado, ao contrário do que muitos acreditam, mas cremado, e suas cinzas estarem em um cemitério da Califórnia; o fracasso de bilheteria de Pinóquio; e o Pateta na lista dos personagens que o artista detestava.

As realizações que o empreendedorismo pessoal e profissional de Walt Disney legou estão presentes na biografia, pontuando as passagens em que aquele convencionado lado mágico e encantador de sua história parece real."Acontece que Walt amava fantasiar sua vida (...) e adorava alimentar sua própria mitologia. A um ponto em que eu não me sentia confortável em usar a versão dele se não pudesse checá-la", disse Neal Gabler à jornalista Raquel Cozer, da Folha de S.Paulo.

Walt Disney - O triunfo da imaginação americana tem o mérito de, para o bem ou para o mal, humanizar um dos maiores inspiradores do mundo das artes. "É, de longe, a mais brilhante e específica biografia de Disney. Os detalhes familiares são reveladores", escreveu a Entertainment Weekly.


Garoto de 13 anos faz charges de “gente grande” em São Paulo


"Precisei de uma vida inteira para aprender a desenhar como as crianças”. A constatação do pintor espanhol Pablo Picasso no fim de sua carreira reflete o valor da criatividade infantil no processo artístico. Esta liberdade de pensamento, aliada a uma capacidade técnica nata, caracteriza a obra do jovem cartunista João Montanaro. Aos trezes anos, o garoto surpreende velhos desenhistas com suas tirinhas e mostra que é possível amadurecer profissionalmente, sem perder a naturalidade criativa da infância.

Nascido em 1996, João Montanaro realizou o sonho de muitos profissionais: transformou em ofício sua principal diversão. Apesar dos estudos e atividades cotidianas, ele tenta desenhar todos os dias e se diz muito feliz com o reconhecimento de seu trabalho. “É muito legal receber todos esses elogios”, conta o desenhista que ficou conhecido após divulgar suas tirinhas na internet. A maratona de entrevistas, convites e viagens que surgiram no último ano não parecem incomodar o jovem artista, que já teve suas charges publicadas na revista de

João começou a desenhar aos 6 anos. Influenciado por tirinhas de jornais, o garoto copiava personagens e exibia para a família. Aliás, foi na família que ele encontrou o suporte necessário para desenvolver seu trabalho. Ao perceber o talento do filho, o publicitário Mário Barbosa, passou a incentivar a atividade, comprando material para desenho. O garoto, que começou a pintar com canetas bic, hoje, utiliza nanquim e aquarela e classifica o pai como “maior fã e maior crítico” de seus trabalhos. Ele ainda assegurou que os irmãos – um gêmeo e um mais novo – servem de referência para verificar a qualidade das tirinhas. “Se eles esboçam um sorrisinho, sei que a piada é boa”, conta.
João diz que nunca gostou de usar programas de computador para desenhar e a ideia do blog só surgiu em 2008, quando percebeu que poderia expor sua arte para pessoas interessadas. “Meus amigos não curtem, acho que não entendem. Resolvi divulgar minhas tirinhas quando vi que era fácil fazer um blog”, explica o artista que sacaneia suas obras para publicar na internet.

Seu trabalho ainda surpreende pelos temas abordados. Críticas a líderes mundiais, como o presidente iraniano Mahmoud Ahmadinejad, peças cômicas, como a caricatura do psicanalista Sigmund Freud, fazem parte do repertório de João e revelam uma maturidade espantosa para um artista que acabou de completar treze anos de idade.

A maturidade de João Montanaro também se revela nas expectativas que tem em relação ao seu trabalho. Sem se deslumbrar com o sucesso precoce, João responde naturalmente quando indagado sobre o que vai ser quando crescer. “Eu vivo o dia de hoje. Acho que posso fazer muitas coisas que envolvam desenho, mas acho que ainda é cedo para responder”, diz dando uma aula de humildade para os mais afoitos.


O mundo do trabalho em quadrinhos

Inspirado nos mangás (histórias em quadrinhos japonesas) e autoproclamado o primeiro livro de negócios no Brasil neste formato, o livro As intrépidas aventuras de um jovem executivo narra a história de Johnny Bunko, um profissional que, apesar de ser contratado por uma grande empresa e seguir as principais regras de sucesso na carreira, não consegue mais progredir.Tudo muda quando ele descobre uma “gênia da lâmpada” – com traços de Cameron Diaz. Com ilustrações de Rob Ten Pas, vencedor de uma grande competição de mangás no Japão, a obra aproxima os jovens tanto de noções de carreira quanto de livros sobre o tema.
Fonte: Zero Hora

sábado, 23 de maio de 2009

Anime introduz Sistema Jurídico para Estudantes

O governo japonês encomendou uma animação de 22 minutos chamada Bokura no Saibanin Monogatari, para informar aos cidadãos algo muito importante: a reintrodução do sistema de julgamentos com júris na legislação japonesa. A partir de Julho, o Japão passará a ter pela primeira vez em seis décadas julgamentos com júri nos moldes que conhecemos nos ocidente – o que claramente pode gerar incertezas sociais. A idéia é tentar ganhar a adesão de um público mais jovem, por um motivo simples: muitos se opõem a idéia, porque não querem o fardo de decidir se alguém deve ir para a prisão ou ser executado. E isso vai ser colocado usando-se a forma dos animes de romance, com personagens adolescentes discutindo sobre a adoção de júris no Japão. Meio estranho – porque esse tipo de discussão costuma circular normalmente em grêmios estudantis de colégio nos termos em que conhecemos por aqui, não entre estudantes normais que estão mais ocupados falando de futebol, música e outros assuntos mais leves (e isso levando em conta que nossos grêmios tem um perfil bem diferente dos conselhos estudantis dos colégios japoneses). Mas há uma função informativa aqui a ser cumprida, então a gente releva. Pode funcionar.

Fonte: Maximun Cosmo

Mostra Chantal: tiras, quadrinhos e desenhos


A exposição reúne uma coletânea das tiras em quadrinhos da série "Juventude" publicadas no jornal "Estado de Minas", e também do período de publicação no "Diário da tarde". Estão expostos também ilustrações editoriais, trabalhos de design gráfico e cadernos de desenhos da autora e designer gráfica Chantal Herskovic.

Chantal é formada em Design Gráfico pela UEMG, possui especialização em Comunicação e hipermídia e é Mestre em Artes Visuais pela UFMG. É autora dos livros infanto-juvenis "Blog da Cacau: ninguém merece!" e "Ai, amigas! Ninguém merece!"

Dia 28, quinta-feira, às 14:00h haverá um Puxa-Prosa com a autora.

Período da exposição: 11 a 29 de maio de 2009
Local:
Biblioteca Pública Infantil e Juvenil de Belo Horizonte
Horário de funcionamento: 2 a 6 feira, das 9h às 17:30

Rua Carangola, 288 - térreo - Santo Antônio - http://us.mc356.mail.yahoo.com/mc/compose?to=bpijbh@pbh.gov.br - tel: 32778651

Cartunista Victor Klier quebra preconceitos com quadrinhos sobre deficientes físicos

Por Ana Luiza Moulatlet/Redação Portal IMPRENSA




Uma turminha diferente, disposta a quebrar preconceitos. Esta era a proposta do cartunista Victor Klier ao criar a "Turma da Febeca", cujas histórias em quadrinhos abordam diversas formas de deficiência, com o objetivo de esclarecer a população.

Geralmente as pessoas olham alguém com deficiência na rua e já fazem aquela cara de pena. Parece que por estarem numa cadeira de rodas, usando muletas, etc, não produzem ou pensam. Mas ao contrário, muitas vezes acabam conseguindo feitos extraordinários e boa posição nos estudos e no trabalho. Limitações todos temos, deficientes ou não. As vezes as limitações ficam expostas visualmente, por causa da cadeira de rodas, muletas ou próteses, mas é só isso. É mais ou menos como usar óculos", explica.

Entre os 15 personagens idealizados por ele, duas têm lesão medular, (a paraplégica Febeca e a tetraplégica Nenê), duas paralisia cerebral (a Mila e a Ana, com quadros diferentes de paralisia) a Tati é amputada, a Polin é anã, a Iara é cega, a Jana tem câncer, a Lara tem amiotrofia espinhal e a Lili tem síndrome de Down. Entre os meninos, o Cuca tem diabetes, o Beto é portador de HIV, o Fabinho é autista, o Lôlo é surdo e o Dudu tem TOC (Transtorno Obsessivo Compulsivo).

Segundo Klier, no início só existia uma personagem, a Fernanda, que integrava uma outra turminha de personagens e de um outro autor, onde ela ficava em segundo plano. Como o projeto inicial não deu certo, ele resolveu investir sozinho na ideia e começou a pesquisar mais sobre o assunto.

"Ao contrário do que muitos fariam, não pesquisei com fisioterapeutas, psicólogos, pedagogos ou outros profissionais da área de saúde. Procurei entrevistar pela Internet pessoas com deficiências e que tivessem o perfil da personagem, no caso meninas em idade escolar. Eu também queria aproveitar o nome da personagem que já havia criado, mas para não dar problemas com o projeto anterior juntei o nome que já tinha - e que era o mesmo de uma das meninas entrevistadas - com o nome de outra, chamada Rebeca. Da união dos nomes Fernanda e Rebeca, criei Febeca".

Para ele, o grande diferencial do seu trabalho foi entrevistar essas meninas pela Internet. "Elas me mostraram o caminho ideal a seguir, que era na contramão do chamado politicamente correto, que seria a tendência se entrevistasse profissionais de saúde ou de educação. Elas queriam se ver nos quadrinhos como qualquer adolescente normal, ou seja, levando broncas da professora, ficando de castigo, aprontando travessuras. Descobri que elas também brincavam com suas deficiências com muita naturalidade. A conclusão é que o problema não está nas palavras, mas nas nossas atitudes".

Victor Klier afirma que o fato de ter começado na profissão na equipe do Ziraldo, em 1990, foi um grande aprendizado. "A maior preocupação dele era não subestimar as crianças, como se elas fossem seres estúpidos, que é o que a maioria das pessoas faz. Com isso aprendi a escrever para crianças sem medo de não haver compreensão da parte delas, até porque se não entenderem estarão sendo estimuladas a pesquisar. Não pode dar resposta de bandeja, tem que fazer pensar", conclui.


Para manter viva a Turma da Febeca, o cartunista conta com o apoio e colaboração do Estúdio Megatério, da fotógrafa Kica de Castro, que também faz um trabalho de inclusão, de artistas como Oswaldo Montenegro, Paloma Duarte, Luiza Curvo e Sthefany Brito, além de Camila Mancini, "que tem paralisia cerebral e é uma das pessoas mais engajadas ao projeto".

"Ela nem completou 20 anos e já faz um ótimo trabalho de assessoria de imprensa e relações públicas. Formada em Jornalismo, para se ter uma idéia a própria Camila sequer assumia sua deficiência até as vésperas de completar 18 anos. Ela não admitia ter uma cadeira de rodas e só mudou sua postura (segundo ela mesmo) por causa deste projeto. Outras meninas também resolveram ousar mais depois da Febeca e viraram modelos, viajaram atrás de seus sonhos e mostram ao mundo que são pessoas normais. Limitação todos temos, deficientes ou não e isso não impede ninguém de vencer na vida e de ser feliz", diz Klier.


Fonte: Portal Impresa

sexta-feira, 22 de maio de 2009

Livro revela os segredos dos roteiros da Disney


A Panda Books acaba de lançar o livro Os Segredos dos Roteiros da Disney: Dicas e Técnicas para Levar Magia a Todos os seus Textos, escrito pelo americano Jason Surrell, roteirista e produtor da Walt Disney Imagineering.Na obra, Surrell, baseado em sua experiência, dá dicas de como escrever uma trama atraente, como alinhavar uma história, construir os personagens, como recriar textos clássicos e os demais aspectos que envolvem o processo de criação de um texto.

O processo criativo é dividido em três fases:

- Inspiração, o momento em que as ideias nascem e evoluem. O autor discute sobre o uso de contos de fadas, mitos e lendas e a técnica consagrada pelo tempo de contar uma velha história de uma nova maneira;

- Transpiração, o ato de escrever. Surrell ensina a desenvolver heróis que tenham credibilidade, a importância dos subenredos e dos personagens de apoio, os artifícios para aprofundar a trama e as reviravoltas que alinhavam a história;

- Clímax, o ato de reescrever. Trata da crítica ao próprio trabalho, mantendo a motivação e a inspiração nos altos e baixos da criatividade.Todos os capítulos são entremeados por citações do próprio Walt Disney e histórias pessoais da criativa comunidade Disney, que oferecem estímulo para o máximo desenvolvimento do potencial criativo do leitor.

Os Segredos dos Roteiros da Disney tem 228 páginas no formato 14 x 21 cm e custa R$ 35,90.
Fonte: HQ Maniacs

O óbvio: quadrinhos não são só para crianças


PAULO RAMOS e WALDOMIRO VERGUEIROPor trás dessa questão, parece estar um olhar ainda estreito sobre as histórias em quadrinhos, herdado das décadas de 1940 e 1950
REPORTAGEM DESTA Folha publicada na última terça-feira (dia19) revelou que uma obra em quadrinhos com palavrões e conotação sexual seria distribuída pelo governo paulista a alunos do terceiro ano do ensino fundamental. Em nota, a administração estadual reconheceu a falha e mandou recolher os 1.216 exemplares adquiridos. O governador José Serra prometeu punição aos responsáveis e instaurou uma sindicância.

Em entrevista ao telejornal "SPTV - 1ª Edição", da TV Globo, classificou o livro em quadrinhos como um "horror", obra de "muito mau gosto". É preciso olhar criticamente esse noticiário, pois corre o risco de haver generalizações e reprodução de discursos antigos a respeito das histórias em quadrinhos. É o caso da associação delas somente às crianças. A obra em pauta -"Dez na Área, Um na Banheira e Ninguém no Gol"- não é direcionada ao público infantil. O álbum foi pensado para o leitor adulto, como confirmam o organizador da publicação, o ilustrador Orlando Pedroso, e outros desenhistas do livro.

O governo de São Paulo acerta ao não distribuir a obra a estudantes de nove anos. Nessa idade, o aluno não está preparado para uma leitura nesses moldes. Seria um desserviço pedagógico. Mas parece estar por trás dessa questão um olhar ainda estreito sobre as histórias em quadrinhos, herdado das décadas de 1940 e 1950. Tal olhar ainda está presente também em parte da imprensa. Reportagem sobre o assunto, exibida na edição noturna do "SPTV", começava com a frase "as histórias são em quadrinhos, mas o conteúdo não tem nada de infantil". É um discurso que enxerga a linguagem como feita exclusivamente para crianças. É claro que o conteúdo não é infantil: a obra foi direcionada ao leitor adulto.

A falha, assumida pelo governo do Estado, foi direcioná-la ao ensino fundamental. Os quadrinhos, assim como a literatura, o teatro e o cinema, possuem uma diversidade de gêneros. Um deles é o infantil, do qual faz parte a Turma da Mônica, de Mauricio de Sousa. Mas há muitas outras produções, direcionadas a diferentes leitores. Inclusive aos adultos, como provam muitas livrarias e as tiras publicadas neste jornal.

O mesmo discurso tende a ver os quadrinhos de forma infantilizada ou não séria. Essa generalização evidencia desconhecimento sobre as histórias em quadrinhos e sua produção e afastou das escolas, por décadas, essa forma de leitura. Os primeiros passos para a inclusão "oficial" dos quadrinhos no ensino ocorreram no fim do século passado com a Lei de Diretrizes e Bases da Educação e, pouco depois, nos PCN (Parâmetros Curriculares Nacionais), ainda no governo Fernando Henrique Cardoso, quando o atual secretário estadual da Educação, Paulo Renato Souza, era ministro da Educação e do Desporto.

Os parâmetros traziam orientações para as práticas pedagógicas dos ensinos fundamental e médio. Outra medida que levou as obras em quadrinhos às escolas ocorreu na gestão do presidente Luiz Inácio Lula da Silva. A partir de 2006, publicações em quadrinhos foram incluídas na lista do PNBE (Programa Nacional Biblioteca da Escola), que distribui livros para escolas de todo o país. A prática foi repetida nos anos seguintes e também no edital deste ano. Em 2008, a pesquisa "Retratos da Leitura no Brasil", do Instituto Pró-Livro, revelou que as histórias em quadrinhos encontram forte eco entre os brasileiros.

É o gênero mais lido entre os homens e o sétimo mais listado pelas mulheres. Especificamente entre estudantes até a quarta série, os quadrinhos são o terceiro item mais mencionado (36%). São corretas as iniciativas de levar histórias em quadrinhos à sala de aula e ao roteiro de leitura dos estudantes. No entanto, há dois cuidados que deveriam ser óbvios, mas que o noticiário recente revelou que não são. O primeiro é haver uma seleção do material, de modo a separar as obras de melhor qualidade e destiná-las a seu público ideal.

"Dez na Área, Um na Banheira e Ninguém no Gol" tem qualidade. Mas não é destinada ao leitor juvenil. O segundo cuidado é o de não associar as histórias em quadrinhos somente ao público infantil. Do contrário, corre-se o risco de repetir a falha agora vista e de generalizar discursos adormecidos, que são despertados em situações-limite como essa.

PAULO RAMOS, 37, é jornalista e professor adjunto do curso de letras da Unifesp (Universidade Federal do Estado de São Paulo). É autor de "A Leitura dos Quadrinhos". WALDOMIRO VERGUEIRO, 52, é professor titular da Escola de Comunicações e Artes da USP e coordenador do Observatório das Histórias em Quadrinhos, da mesma universidade. É organizador do livro "Como Usar as Histórias em Quadrinhos na Sala de Aula".

Videogame é tema de série de HQs de Mauricio de Sousa


A série de histórias em quadrinhos Game na Real, de Mauricio de Sousa, acaba de ser lançada e será publicada, mensalmente na revista Turma da Mônica – Uma Aventura no Parque da Mônica.As histórias destacam temas relacionados à força dos quadrinhos, desenhos animados e games na formação das crianças e querem despertar o espírito crítico nesse público a respeito da sua relação, principalmente, com o universo dos videogames.

O argumento principal da série é “O que aconteceria se os personagens dos jogos eletrônicos se recusassem a ser manipulados e entrassem na vida real para cobrar seus direitos?” Nesta situação, a Turma da Mônica enfrenta uma “rebelião” desses personagens quando Cebolinha e Cascão jogam mais uma partida nos games. Muitos acreditam que as crianças estão abandonando o ato de leitura por gastarem suas horas com jogos eletrônicos – e em alguns casos podem estar certos.

Com a série Game na Real, Mauricio procura criar na criança um questionamento sobre os videogames, com uma linguagem que faz o leitor infantil avaliar se exagera ou não no tempo que destina aos jogos eletrônicos. As histórias “Games na Real” pretendem passar para as crianças, de forma suave, um questionamento do uso dos games e até que a compulsão pelo joguinho pode – e deve – ser controlada.

A humanização dos personagens tenta ser um movimento contrário à banalização da violência que muitos jogos promovem: mortes com muito sangue e violência.Nesse sentido, Games na Real é uma tentativa de desenvolver um sentimento crítico capaz de diferenciar o que é real do que é virtual e pretende instigar a imaginação das crianças para inovar e participar da criação de novos jogos.

Charge do Bira sobre as mancadas da secretaria de educação de São Paulo


Clique em cima para ampliar!


Fonte: http://chargesbira.blogspot.com/

quinta-feira, 21 de maio de 2009

Oficina de educação

Fui na oficina que minha amiga karina, desenvolve com crianças e professores, falando sobre educação, ciência e arte e adorei. A oficina foi em Cataguases (MG), na FIC. A sala estava cheia de alunas do curso de pedagogia e foi tão bom que não vi nem o tempo passar. Ela mostra como o ensino pode ser uma coisa gostosa e alegre. Ela faz a gente descobrir a alegria de ensina e as dinâmicas que desenvolve libertam a parte teatral do professor. Muito bom mesmo. Eu conhecia a proposta do trabalho, mas ainda não tinha participado da oficina. Tenho slides que ela apresentou do 1° SIEL, aqui em Leopoldina (MG), em março, sobre o tema, que seguem, abaixo.


Associação de Cartunistas defende livro distribuído por engano a alunos da 3ª série em SP


A Associação dos Cartunistas do Brasil (ACB) divulgou um comunicado nesta quarta-feira (20) defendendo o livro “Dez na área, um na banheira e nenhum no gol“, da Editora Via Lettera. A obra, que contém palavrões e quadrinhos com conotação sexual, provocou polêmica ao ser indicada para alunos de nove anos da terceira série do ensino fundamental pela Secretaria Estadual da Educação de São Paulo.

Segundo a ACB, o livro é premiado e traz desenhistas também premiados, inclusive fora do Brasil. As informações divulgadas pela imprensa, diz a associação, “podem depor contra um trabalho sério nas escolas de utilização de publicações de quadrinhos como ferramenta de incentivo à leitura e cultura nacional“.

“Fica evidente que houve um descuido de quem escolheu esse título para distribuição para o ensino básico, mas não se pode dizer que os artistas estão deturpando algo, como fica a impressão das matérias. Uma criança de nove anos assiste ao futebol com o pai, que não deve economizar em seu linguajar diante da emoção que o esporte exerce sobre seus torcedores“, explica a ACB.

A entidade continua defendendo a obra, alegando que “as transmissões de futebol não conseguem evitar o som dos palavrões cantarolados pelas torcidas. Portanto não é criação dos desenhistas a linguagem chula, mas simplesmente estão colocando o que todos vêem num jogo de futebol pelas transmissões livres de censura. Ao mesmo tempo, a forma como são colocadas as mulheres no futebol com as ‘Maria Chuteira’ ou ‘travestis’ que se relacionam com jogadores, nas reportagens, que não são também censuradas, só podem ter um reflexo nas histórias dos autores do livro“.

O que vemos é uma crucificação de um trabalho sério de artistas e da editora, muito bem conceituados e que podem ser sim distribuídos em universidades para o estudo do mundo do futebol e sua influência na cultura popular. “Apenas houve um equívoco na escolha pela faixa etária a que se destinava os livros”, afirma a nota.

Mafalda ganhará estátua em sua homenagem


Mafalda, a politizada e contestadora personagem criada nos anos 1960 pelo cartunista argentino Quino, ganhará em breve uma estátua em sua homenagem. A escultura ficará em exposição fixa no bairro de San Telmo, em Buenos Aires, na Argentina. O local é conhecido dos fãs das tiras de Mafalda, pois foi cenário de muitas de suas aventuras. Segundo a agência de notícias AFP, a estátua terá o tamanho natural de uma criança de seis a oito anos, idade que a criação de Quino tem no universo dos quadrinhos.


Esta postagem é especial para a Karina!

quarta-feira, 20 de maio de 2009

1890: Primeira revista em quadrinhos

Não existe um consenso sobre qual foi a primeira história em quadrinhos, mas muitos apontam o Yellow Kid. Independentemente deste debate, o texto é interessante e instrutivo, para quem não conhece a história das Histórias em Quadrinhos.



No dia 17 de maio de 1890, foi publicada em Londres pela primeira vez uma revista semanal com histórias desenhadas. Algumas fontes consideram o 17 de maio de 1890 como o dia de nascimento da história em quadrinhos.

Foi nessa data que Alfred Harmsworth, mais tarde Lord Northcliffe, um magnata da imprensa de então, lançou em Londres a Comic Cuts, primeira revista com histórias desenhadas. Ela continha mais textos que desenhos e seu conteúdo era satírico-humorístico. Apenas um mês mais tarde, a publicação já tinha atingido uma tiragem de 300 mil exemplares, muito maior do que a dos grandes jornais de então. Outras fontes apontam o norte-americano Richard Outcalt como o verdadeiro criador do gênero.

Ele sintetizou o que tinha sido feito até então e introduziu em suas histórias do Yellow Kid, publicadas regularmente a partir de 1897 no suplemento dominical colorido do New York Journal, um elemento novo: o balão com as falas. Há, no entanto, no Brasil um precursor que não deve ser deixado de lado numa crônica das HQ: o ítalo-brasileiro Angelo Agostini, que criou, já em 1869, para o jornal Vida Fluminense, As Aventuras de Nhô Quim.Origens se perdem no tempoNa verdade, as origens das HQ são mais remotas ainda. Já as culturas mais antigas, tais como a egípcia e a grega, narravam histórias através de seqüências de figuras desenhadas.. Na virada do século 20, os gibis viraram um fenômeno comercial e artístico nos Estados Unidos, pela sua forma fácil de comunicação.

Tanto histórias divertidas como dramas eram estampados nos quadrinhos. O interesse era tanto que não demorou para as empresas explorarem o tema através da comercialização de licenças, a venda de brinquedos com a imagem dos personagens, programas de rádio e filmes, já na primeira década de 1900. Em 1929, foi criado o marinheiro Popeye e, um ano mais tarde, o Mickey, seguindo-se o Pato Donald em 1938. A partir de 1933, começaram a ser publicadas as revistinhas de Walt Disney, exclusivamente com histórias em quadrinhos.Foi a época também do detetive Dick Tracy e do aventureiro do espaço Buck Rogers, e, depois, de Super-Homem e Batman. Durante a Segunda Guerra Mundial, foram criados vários super-heróis norte-americanos para ajudar na luta dos Estados Unidos contra a Alemanha e o Japão. Depois, a temática ampliou-se para a reprodução de clássicos, ficção científica, aventuras, romances, crimes e horror.

Devido à censura na década de 50, muitas editoras foram à falência, principalmente nos Estados Unidos. O renascimento aconteceu nos anos 60, com a criação de mais uma série de personagens conhecidos, como o Homem Aranha. Os nomes mais famosos da produção alemã são Fix e Foxi, de Rolf Kauka. Na Bélgica e na França, foram criados Tintin, Asterix, Lucky Luke, Spirou e Fantasio.


Japão lança concorrente no mercado de leitores eletrônicos

Flepia, da Fujitsu, tem tela de 8 polegadas sensível ao toque. Aparelho é alternativa ao Kindle, lançado pela Amazon nos Estados Unidos.


Funcionária da japonesa Fujitsu apresenta o Flepia, leitor eletrônico com tela de 8 polegadas sensível ao toque. O aparelho tem conectividade Bluetooth e WiFi, pesa 385 gramas e tem 1,25 centímentros de espessura. Ele permite ler livros e histórias em quadrinhos e é alternativa ao Kindle, comercializado pela Amazon nos Estados Unidos (Foto: Yoshikazu Tsuno/AFP)
Fonte: Globo.com

terça-feira, 19 de maio de 2009

Inscrições abertas para as oficinas da Bienal da Floresta


A Bienal da Floresta do Livro e da Leitura, realizada pelo Governo do Estado, que acontece de 29 de maio a 7 de junho também oferece oficinas em diversos ramos culturais. As inscrições irão de 20 a 26 de maio, na Biblioteca Pública Estadual, aberta durante a semana das 8 às 21 horas, sábados das 10 às 21 horas e domingos das 16 às 21. Ao todo, estão disponíveis 40 vagas para cada oficina. Conheça as oficinas:

Criação Literária – Ministrada por Raimundo Carrero. De 29 a 31 de maio, das 9 às 11 horas e das 15 às 17h, no auditório da Prefeitura Municipal de Rio Branco.

Editoração de Livros – Ministrada por Antonio Roberto Bertelli. Nos dia 1 e 2 de junho, das 9 às 11 horas, 15 às 17 horas e 19 às 21 horas, no auditório da Prefeitura Municipal de Rio Branco.

Produção e Difusão da Cultura: a utilização de espaços tradicionais e das novas mídias – Ministrada por Nelson Patriota. Nos dias 3 e 4 de junho, das 9 às 11 horas e das 15 às 17 horas, no auditório da Prefeitura Municipal de Rio Branco.

Literatura e Cinema – Ministrada por Fernando Monteiro. De 2 a 4 de junho, das 9 às 11 horas e das 15 às 17 horas, no Theatro Hélio Melo.

Literatura Infanto/Juvenil – Ministrada por Luiz Galdino. Nos dias 4 e 5 de junho, das 9 às 11 horas e das 15 às 17 horas, no Teatro de Arena do Sesc.

Histórias em Quadrinhos – Ministrada por Cláudio Oliveira. Nos dias 5 e 6 de junho, das 9 às 11 horas e das 15 às 17 horas, no auditório da Prefeitura Municipal de Rio Branco.

Além dessas oficinas, os professores da rede municipal e estadual de ensino, e os agentes envolvidos em projetos culturais e pedagógicos, também terão oficinas voltadas para Contação de Histórias e Ateliê de Histórias.
Fonte: Agencia AC

Grupo"Ciências Sociais em Quadrinhos"abre inscrições

Alunos do curso de Ciências Sociais convidam a comunidade acadêmica para participar do novo Grupo de Estudos “Ciências Sociais em Quadrinhos”, que terá início no dia 19, terça-feira. A iniciativa é do “Coletivo Sala Livre”, grupo de estudantes interessados em desenvolver atividades culturais que sejam complementares aos estudos desenvolvidos na Faculdade.

Os quadrinhos serão analisados tendo em vista algumas disciplinas, tais como: semiótica, antropologia visual, sociologia da linguagem e outras. Inicialmente, os organizadores propõem o seguinte plano de estudo:

- Uma breve história das Histórias em Quadrinhos (HQ’s);

- HQ's europeus (bande dessinée, fumetti, tebeos etc.);

- HQ's de Humor (Quino, Henfil, Laerte, B. Watterson etc.);

- Tirinhas;- Fanzines;- Comics e Graphic Novells;

- HQ's Nacionais;- Mangas e Doujins;

- HQ's Eróticos.

Os membros do Coletivo Sala Livre ressaltam que, por se tratar de um Grupo de Estudos, qualquer contribuição ao conteúdo programático será bem-vinda. As atividades começam na terça feira, dia 19, às 15h, no Bloco A. As inscrições permanecem abertas até o fim do mês e podem ser feitas na Xerox do mesmo bloco.

Contatos: Pelo telefone 8850-4401(falar com Michel Ribeiro) ou pelos endereços eletrônicos: michel.rms88@gmail.com ou leonardovitor86@gmail.com

Fonte: http://www.portal.ufpa.br/imprensa/noticia.php?cod=2937

Boom! Studios lança HQ sobre Edgar Allan Poe


editora Boom! Studios publica a partir deste mês uma HQ sobre Edgar Allan Poe, mas não baseada nos contos do autor, e sim nas aventuras detetivescas que o próprio teria vivido. Os roteiros de Poe ficarão a cargo de J. Barton Mitchell, com arte de Dean Kotz e capas variantes por Declan Shalvey e Jeffery Spokes.A série, em quatro edições, mostrará Poe em situações e em contato com personagens que podem ter influenciado a criação de suas principais obras. Na trama, o célebre escritor está no encalço de um assassino sobrenatural que assola as ruas de Baltimore.Edgar Allan Poe é considerado um dos grandes nomes da literatura de ficção científica e fantástica modernas. Algumas de suas obras, como Os Assassinatos da Rua Morgue, A Carta Roubada e O Mistério de Maria Roget, são reconhecidas como o marco inicial do gênero policial na literatura norte-americana.

ORIGINALMENTE PUBLICADO NO SITE HQ Maniacs

Gonçalo Jr. traça a vida de Flavio Colin


A editora Marca de Fantasia acaba de lançar o livro Vida Traçada: Um Perfil de Flavio Colin, no qual o jornalista Gonçalo Jr. analisa a vida e a obra do grande mestre dos quadrinhos brasileiros.O material contido no livro resulta de textos escritos por Gonçalo para duas edições que serviram de tributo a Flavio, organizadas em parceria com o editor Franco de Rosa para a Opera Graphica. As edições foram O Filho do Urso e Outras Histórias, publicada em 2002, e Mapinguari e Outras Histórias, de 2003. Franco encarregou-se da seleção das narrativas gráficas e Gonçalo dedicou-se à parte biográfica, para a qual colheu depoimentos de artistas e textos analíticos para a abertura de cada trabalho.Além do relato da obra do artista, notável por tratar de temas e personagens brasileiros, Gonçalo vai além e investiga a infância de Colin, revelando uma vida singular, marcada por uma tragédia familiar.O livro revela um artista de histórias repletas de brasilidade, dotadas de um traço estilizado e personalíssimo, incansável na busca da excelência, tanto no tocante ao roteiro quanto ao desenho. Gonçalo o compara a outro mestre dos quadrinhos nacionais, Julio Shimamoto: “Nesse sentido, Colin combina com Shimamoto no esforço de experimentar, ousar e desafiar a própria linguagem das HQs e estabelecer novos parâmetros e possibilidades. Para as novas gerações, um mestre de verdade não poderia deixar outra lição e outro legado”.Vida Traçada: Um Perfil de Flavio Colin tem 92 páginas e custa R$ 13,00. Para adquirir, visite o site da editora em http://www.marcadefantasia.com/.

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