segunda-feira, 8 de junho de 2009

Jarbas não quer voar: novo livro do autor de Mendelévio


O livro ilustrado infantil Jarbas não quer voar (28 páginas) é um lançamento da Clesi/Editora Aldrava.Por meio de uma pequena fábula contemporânea, o autor, João Marcos, apresenta questionamentos para os valores que realmente valem a pena na vida e na sociedade. E pergunta: Será que os valores defendidos pela sociedade são os que queremos para nossas vidas? E no caso das nossas crianças?

A história começa com uma afirmação. O leitor já sabe que Jarbas, o menino que tinha asas, não quer voar. Texto e imagens se juntam para apresentar os motivos que levaram o protagonista a tomar essa decisão, cabendo ao leitor concordar ou não com os motivos e refletir sobre eles.

O livro será lançado no dia 11 de junho em Ipatinga/MG, às 20h, no Teatro Usicultura (Shopping do Vale - Avenida Pedro Linhares, 3900) e no dia 15 de junho em Governador Valadares, às 19h, no Núcleo de Cultura da Univale (Edifício Pioneiros - Auditório C - Campus II). O autor, João Marcos, é quadrinhista, criador do Mendelévio e roteirista de HQs da Turma da Mônica.É possível entrar em contato com o autor pelo e-mail mendele@terra.com.br.

domingo, 7 de junho de 2009

Sobre crianças e bichos

Li a matéria e achei muito interessante. Não trata diretamente de quadrinhos, mas fala de imaginação e de crianças, então tem tudo a ver com o público que geralmente acessa oo blog.

O imaginário popular é alimentado por Edgar Rice Burroughs e seu personagem Lord Greystok que, perdido na floresta africana, foi criado por bando de macacos e virou Tarzan dos livros, histórias em quadrinhos e filmes de sucesso

Como você reagiria se, ao chegar à sua casa, a filha de cinco anos o recebesse arranhando a porta e grunhindo miados e latidos? Aberta a porta, ficasse dando pulinhos para festejar sua chegada e pedir seu colo? Levaria um baita susto, não é?

Foi o que aconteceu com as assistentes sociais da cidade de Chita (Sibéria) quando, ao atender denúncia recebida, foram visitar o apartamento onde vivia Natasha. À porta da malcheirosa habitação, sem luz, água ou calefação, um cartaz alertava “Cuidado, ela morde!”. Encontraram menina de 5 anos, suja, confinada a um quarto na companhia de cães e gatos. Embora ali também vivessem o pai e os avós paternos, ninguém cuidava nem com ela falava. Terceirizaram aos animais a instrução e educação da garotinha.

A siberiana não é caso único de “feral child” (criança criada por animais). Na história do Homo sapiens há muitos exemplos de gente criada entre bichos. São exceções biológicas; mostram a capacidade de adaptação do bicho-homem para sobreviver entre espécies completamente diversas da sua.

A referência mais antiga - verdade histórica e mitologia se entrecruzam - talvez seja a de Rômulo e Remo, fundadores de Roma (753 a.C.). Filhos do deus Marte e da vestal Reia Silvia, os gêmeos foram colocados num cesto e lançados no Rio Tibre. O pastor Faustolo os encontrou numa gruta, amamentados e cuidados por uma loba. A nutriz cuidadora dos gêmeos, na versão histórica, deve ter sido Aca Larência, mulher do pastor, apelidada Loba pelo furor lupino de seu apetite sexual. Para essa teoria colaboram o fato dos bordéis romanos serem chamados “lupanaria” e as prostitutas “lupas” (lobas). Em 2005, arqueólogos afirmam haver localizado a Gruta Lupercal sob o Palácio de Augusto, o que daria credibilidade à lenda.

Crianças perdidas durante conflagrações, acidentes ou abandonadas por serem portadoras de deficiência física ou mental foram adotadas por caprinos, ovinos, canídeos, primatas e até ursídeos.

Relato muito conhecido se encontra no Livro do Jângal de Rudyiard Kipling. Mowgli - inventado por Kipling, a partir de histórias sobre crianças extraviadas na Índia - perdeu-se no jângal e foi adotado por alcatéia de lobos. Inspirou filmes e desenhos animados de grande sucesso. Também serviu de inspiração ao nobre movimento dos lobinhos. Em 1916, a pedido de crianças menores que queriam fazer parte do Movimento Escoteiro, Baden-Powell criou o Ramo Lobinho, baseado na história de Mowgli. No grupo escoteiro, a seção que reúne as crianças que tem entre 7 e 10 anos recebe o nome de Alcatéia. Essas crianças tornam-se amigas, aprendem a viver em grupo, a serem responsáveis pelas suas próprias coisas.

Escotismo, fundado em 1907 por Lorde Robert S. S. Baden-Powell, é um movimento mundial, educacional, apartidário, sem fins lucrativos. A sua proposta é o desenvolvimento do jovem, por meio de um sistema de valores que prioriza a honra, o trabalho em equipe e a vida ao ar livre; procura fazer com que o jovem assuma seu próprio crescimento e se torne exemplo de fraternidade, lealdade, altruísmo, responsabilidade, respeito e disciplina.

Pouca gente ouviu falar de seres humanos adotados por macacos. Quatro casos foram registrados. O imaginário popular é alimentado por Edgar Rice Burroughs e seu personagem Lord Greystok que, perdido na floresta africana, foi criado por bando de macacos e virou Tarzan dos livros, histórias em quadrinhos e filmes de sucesso.

Além de Tarzan e Mowgli, o mais conhecido feral child talvez seja Victor de Arveyron (1798 - 1828) encontrado aos 12 anos de idade. A história de Victor inspirou François Truffaut a realizar o belo filme “O menino Selvagem” (1970). Amante declarado da infância, Truffaut encarna o professor Jean Marc Itard, empenhado em defender Victor do tratamento bestial que os acadêmicos da época lhe reservam. Itard ensina o garoto a se comunicar com o mundo e prova aos céticos as reações positivas dessa educação simbólica e sentimental para o desenvolvimento integral do garoto.

Parece que a pequena Natasha vai precisar que algum moderno Itard a ensine a falar e conviver com seus iguais. Talvez até inscrevê-la nos “lobinhos” para aprender as lições de cidadania negadas pelo seu pai e avós.

Edgard Steffen é médico pediatra (edgard.steffen@gmail.com)

Igualdade na prática


Bem longe do “bom selvagem”, índios são protagonistas de HQ de André ToralPara uma melhor leitura de “Os Brasileiros”, é bom ter em mente os índios heróicos do modernismo ou os coitadinhos do senso comum “bem intencionado”.

Assim, é mais fácil de concretizar dos planos do autor da HQ, o antropólogo André Toral: surpreender pelo contraste.São sete histórias, produzidas entre 1991 e 2008. O elemento unificador do material, esteticamente variado, é a temática do choque de civilizações, que envolve os povos indígenas brasileiros. Choque retratado em diversas manifestações, distantes umas das outras no tempo e no espaço.

As histórias contemplam desde os primeiros anos da “colonização” aos conflitos contemporâneos na Amazônia.O jogo da leituraÉ difícil escapar das artimanhas do autor. De fato, como leitura, “Os Brasileiros” chama a atenção pelo despontar de um elemento indígena que nos é pouco familiar. O leitor apressado pode pensar que o autor transporta para a mata o clima daquele gênero de filmes brasileiros que vem sendo chamado de “Favela Movie” (“Cidade de Deus”, “Tropa de Elite” etc).

Afinal, ali não estão os índios acuados pela devastação dos invasores, mas índios que reagem, valendo-se da violência, ou que negociam com este explorador, sendo, por vezes, cúmplices de seus crimes.Esta, contudo, é uma leitura preguiçosa da obra. Escrevendo ficção, André Toral caminha em direção ao método etnográfico.

Tanto quanto os brancos, os índios são retratados como homens, com seus próprios valores, costumes e práticas. Diferente de muitos estudos antropológicos, “Os Brasileiros” concretiza a intenção do autor que busca o estranhamento - e que, para tanto, coloca o leitor contra a parede, para não deixá-lo fugir.

A estratégia de Toral foi retratar a relação entre estas civilizações em momentos críticos, de conflito bélico - seja em meio a guerras, seja nos fazendo acompanhar bandeirantes traficantes de índios ou nos fazendo testemunhas dos crimes que se perpetram nas selvas amazônicas.Na dimensão da linguagem, “Os Brasileiros” é um trabalho heterogêneo: tempos de produção diferentes imprimiram marcas gráficas nas histórias.

Parte das histórias é colorida, outras feitas em lápis e nanquim. O traço é limpo e firme, construindo anatomias perfeitas. Destaque para o cuidado com o texto, uma das fragilidades do quadrinho nacional.

ENTREVISTA / ANDRÉ TORAL

Você fala em ficção, mas ao mesmo tempo as histórias tratam de temas bem reais. Qual a medida da ficção e da realidade nestas histórias?

É difícil responder. Mas vou falar da diferença entre o romancista e o historiador, que costumo fazer em minhas aulas. Tanto um como o outro têm que recortar a realidade, têm que modificá-la e se adequar à página. O limite do historiador é seu compromisso ético de reconstituir o que aconteceu. O romancista também faz história, mas não se limita ao real. Uso roteiro de ficção baseado na história, numa tentativa de encantar o leitor, fazendo com que ele estranhe a história, para que possa redescobrir o sentido do mundo com o qual já estava acostumado. Por trás disso, tem uma postura antropológica: o estranhamento, que consiste em fazer o ordinário aparecer como algo extraordinário.

Você acha possível pensar numa etnografia em HQ?

Tanto acho, como já fiz. Minha tese de doutorado é uma HQ sobre a Guerra do Paraguai, publicada pela Cia das Letras (“Adeus Chamigo Brasileiro”). É uma história ficcional sobre quatro personagens que existiram. Há uma frase de Aristóteles que gosto de usar e explica bem a idéia. Ele dizia que a poesia é mais completa que a história, porque a história se remete a tudo aquilo que aconteceu, enquanto a poesia o faz a tudo aquilo que poderia ter acontecido.

Qual a relação que você mantém com os povos indígenas?

Bem, trabalho como antropólogo profissional, dando consultorias. Trabalho com os índios Karajá e com povos Tapirapé . Tem uma coisa sobre a qual você não perguntou, mas de que eu gostaria de falar: uma das histórias de “Os Brasileiros” se passa no Nordeste, em Pernambuco.Uma das características do álbum, e que você reforça no posfácio, é uma visão do índio como protagonista. Ainda assim, boa parte das vezes a narrativa é contada do lado do branco. Porque? Acho difícil me pôr na pele de um índio. O que procuro resgatar não é a maneira como eles pensam, mas como agem. Seria algo muito complicado. Por isso me utilizo de um fio condutor, que costuma ser o homem branco.

Você já teve retorno de leitores indígenas?

Nunca tive. Gostaria muito de saber o que eles acham. Esta é uma frustração minha. Maior que esta é a de que muita gente fala, mas pouca gente lê meu trabalho com atenção. Falo em ler no sentido de estranhar a imagem. Pouca gente comenta a história em termos de uma história em quadrinhos. Não existe uma crítica de HQ no Brasil e sinto muita falta disto. É muito aquela coisa do “eu te elogio e você me elogia”. Tenho dois leitores que pegam no meu pé e os adorava por isso. Um deles era o (quadrinhista) Flávio Colin (1930 - 2002), que apontou coisas importantes no meu trabalho - para o bem e para o mal.


* André Toral: Antropólogo, historiador e quadrinhista

sábado, 6 de junho de 2009

Lançamento da biografia do Fantasma na Comix


Acontece hoje, dia 6 de junho, a partir das 15 horas, na Comix Book Shop, o lançamento do álbum Fantasma – A Biografia Oficial do Primeiro Herói Fantasiado dos Quadrinhos. O evento contará com a presença de Franco de Rosa, além de uma mini exposição organizada por Dédy Edson, um dos maiores colecionadores e especialistas sobre o herói no Brasil.

A obra, escrita pelo professor de Comunicação e pesquisador Marco Aurélio Lucchetti, e organizada pelo editor Franco de Rosa, registra as realizações das sete décadas de existência do ícone criado pelo escritor Lee Falk e pelo desenhista Ray Moore.

O álbum apresenta dezenas de depoimentos de gente do mundo dos quadrinhos, crônicas sobre o herói e duas raras entrevistas com dois autores brasileiros da “era da Rio Gráfica”, Valmir Amaral e Gutemberg Monteiro. Mais de mil imagens mostram a concepção e a evolução do universo do personagem, incluindo as gerações dos 20 Fantasmas do passado, as versões futuristas e de mídias diversas, como cinema, TV, jornais, revistas, além de uma ampla iconografia.

A biografia traz ainda um caderno colorido contendo 818 capas de revistas brasileiras, as publicações nacionais em que o personagem atuou, desde as pioneiras A Gazeta – Edição Infantil e O Correio Universal, passando por O Globo Juvenil, Gibi, Fantasma Magazine, minisséries da DC, Marvel. Um lançamento imperdível para fãs e colecionadores do Espírito-Que-Anda.A Comix Book Shop fica na Alameda Jaú, 1998, Cerqueira César, próxima à estação do Metrô Consolação, em São Paulo.

Fonte: HQ Maniacs

HQs e animações em exposição sobre os anos 1980


Thundercats, Tartarugas Ninja, Tio Patinhas (Ducktales) e mais personagens dos quadrinhos, animações, games e de outras mídias de entretenimento são as estrelas de uma exposição de pinturas e desenhos da Autumn Society, grupo de artistas dos Estados Unidos.A exposição, que correrá o país, estreia hoje, na Filadélfia.Para os interessados que moram em outros países, a dica é visitar o blog da AS e conferir algumas das obras cujos respectivos artistas emprestam sua visão pessoal sobre alguns dos ícones que marcaram a infância ou adolescência de muitos fãs.

Para quem é fã do Homem Aranha: As aventuras do pequeno Parker


Os fãs do Homem-Aranha e de tiras de humor em geral têm uma boa opção de diversão com a série As aventuras do pequeno Parker, criação do cartunista mineiro Vitor Cafaggi.As tiras, inspiradas no personagem da Marvel Comics, são publicadas diariamente no blog da série e mostram a infância de Peter Parker, alter ego do herói escalador de paredes nos quadrinhos da "Casa das Ideias".O blog apresenta ainda as aventuras cômicas da pequena Mary Jane.Clique aqui para conferir as duas séries, que também têm algumas tiras vertidas para o inglês.


Instituto Butantan lança gibi educativo


O Instituto Butantan, de São Paulo, lançou um projeto educativo cujo carro-chefe é uma revista em quadrinhos de 32 páginas, intitulada Expedição Butantan, com a finalidade de ensinar aos leitores sobre as cobras e seus venenos, informa o site UOL Crianças.

Protagonizada pelos garotos Paulo, Maneco, Bobi e Manu, a HQ integra um kit composto ainda por um DVD com episódios animados estrelados pelos mesmos personagens.O material está sendo distribuído gratuitamente para 36 mil escolas públicas do Brasil.

Nossa escola está fazendo sucesso na net!


Nossa escola foi citada em duas postagens, esta semana. Primeiro no blog do cartunista Bira Dantas (representado acima, na caricatura feita por Nei Lima), que foi o "designer" da nossa blusa - que aliás está fazendo o maior sucesso dentro e fora da escola. Clique aqui para ver o que ele escreveu.

Outra notícia sobre a nossa escola não tem muito a ver com gibi, mas nem por isto é menos relevante. Tivemos uma palestra para os alunos do 6º ano, feita pelo Monsenhor Antônio José Châmel, que contou sobre suas duas viagens ao Egito. O Leopoldinense colocou uma matéria sobre esta visita no seu site. Para ler e ver fotos é só clicar aqui. A matéria é intitulada Alunos do 6º Ano da E. M. Judith Lintz Guedes Machado têm palestra sobre O Egito.

quinta-feira, 4 de junho de 2009

Curso de HQ de Humor na Quanta (SP)


O roteirista de quadrinhos e editor da revista MAD, Raphael Fernandes, e o quadrinhista Davi Calil, ministrarão um Curso de Quadrinhos de Humor na conceituada escola Quanta Academia de Artes (Rua Dr. José de Queirós Aranha, 246 - Vila Mariana - São Paulo-SP). O curso de férias visa ensinar a garotada e os interessados em geral a fazer HQs de Humor.


O curso abordará noções de estilização e estrutura de desenho, enquadramentos, ângulos e paginações diversas. Para maiores informações sobre como se inscrever entre em contato direto com a Quanta! Os melhores trabalhos produzidos no curso poderão ser publicados na revista MAD. Saiba mais sobre outros cursos de férias da Quanta aqui.

ServiçoCurso de Quadrinhos de Humor na QuantaFaixa etária: a partir de 14 anosCarga horária: 15 horasDe 13 a 17 de JULHO - Segunda a sexta-feira, das 19h às 22hPreço: R$ 289,00

Fonte: Bigorna

2º evento Animevale no interior de São Paulo


Acontece nos dias 13 e 14 de junho o 2º Animevale do município de Jacareí, no Vale do Paraíba em São Paulo. O evento começa diariamente às 9 e termina às 20 horas.O ingresso custa R$ 26,00 (inteira). Entretetanto, no dia do evento, quem trouxer um quilo de alimento (exceto sal e açúcar) paga meia-entrada, apenas R$ 13,00. Nas compras antecipadas, o bilhete sai por R$ 10,00 mais o quilo de alimento não-perecível.

A primeira edição foi realizada em 2007, e dificuldades impediram a realização no ano passado. A edição deste ano contará com várias atividades, como concurso de cosplay, bate-papos com dubladores de animes, animekê, exibição de animes e uma balada com o DJ Ranieri, do Heaven´s Gate Project.O Animevale acontece na Faculdade Anhanguera – Unidade Jacareí (Rua Santa Catarina, 75, Vila Pinheiro). Para mais detalhes, basta visitar o site oficial, em http://www.animevale.com.br/.

quarta-feira, 3 de junho de 2009

NOSSA BLUSA DE UNIFORME

Finalmente, para alegria dos alunos, funcionários e minha (claro), nosso blusa personalizada, com uma ilustração lindíssima do cartunista BIRA DANTAS, ficou pronta. Vocês não fazem idéia da farra que foi na hora que eu entreguei - e olhe que nem todos receberam ainda. Seguem fotos com os melhores momentos.

Nossos agradecimentos especiais ao restaurante LINGUIÇA NO PÃO, nosso patrocinador.

Clique em cima da foto para ampliar!

Nova revista da Turma do Gabi, para julho.


A revista em quadrinhos nº 3 da “Turma do Gabi”, será lançada em Julho pela editora “Júpiter ll” do editor José Salles.

Essa nova edição terá a capa colorida e 24 páginas (PB) com HQS da turminha. Como nas revistas anteriores (editadas pela EMT), essa nova publicação da Editora Júpiter II também trará aventuras alegres, educativas e com muito humor dos personagens: Gabi, Geninha, Serginho Bacana, Lorenço, Vira-Lata Fred, palhaçinho Piruquinha e muitos outros já conhecidos do público infantil. A criação e os desenhos são de Moacir Torres e os textos são assinados pelo roteirista e desenhista Júlio Maga.

Maiores informações e reservas de exemplares: smeditora@yahoo.com.br, turmadogabi@bol.com.br

E os gibis contra-atacam


Os quadrinhos ganharam uma respeitabilidade inédita no país. Usadas como paradidáticos, as HQs já integram as listas de compras do governo, que abastecem as bibliotecas escolares. Já a 7ª Festa Literária Internacional de Paraty, de 1º a 5 de julho, e como a Flip outras no país anunciam mesas inteiras dedicadas ao tema.

Empresas como Oi preparam histórias disponibilizáveis por celular e internet. E o mercado editorial se aquece com lançamentos nacionais, editoras especializadas e obras de reflexão como A Leitura dos Quadrinhos, de Paulo Ramos, que discutem os limites e os rumos da linguagem do gênero. Não muito tempo atrás, usar HQs em aula seria quase sacrilégio, embora os Parâmetros Curriculares Nacionais já sinalizassem a inclusão delas nas práticas escolares.

Em 1997, o PNBE (Programa Nacional Biblioteca da Escola), do MEC, já podia adotar HQs em sua lista. Mas o gênero foi por dez anos ignorado pelo programa que distribui livros às bibliotecas da rede pública. Os quadrinhos viraram política de governo só em 2007, quando 14 obras entraram no PNBE. Desde então, o número cresce. Foram 16 em 2008 e, este ano, chegam a ser 23 dos 540 títulos que chegarão às escolas, de 5a a 8a séries.

- O que permitiu a entrada dos quadrinhos no programa foi o aporte de recursos e a convicção de que HQs são importante ferramenta para o desenvolvimento do gosto pela leitura. A linguagem provoca o aluno a ingressar com prazer no universo literário - diz Marcelo Soares, diretor de políticas de formação, materiais didáticos e tecnologias da Secretaria de Educação Básica do MEC.

Para o jornalista Paulo Ramos, doutor em Letras pela USP e autor de A Leitura dos Quadrinhos (Contexto), a iniciativa quebra tabus.

- Isso pôs obrigatoriamente os quadrinhos na pauta do professor. Não vale mais a pergunta se pode usar HQ na escola. Para o governo, deve. A questão, agora, é saber como usar essas obras de maneira criativa em práticas pedagógicas - diz Ramos.

Estímulo à leituraOs gibis já sofreram forte resistência no país, quando se encarava HQs como "coisa de criança" ou "arte menor". Vivencia-se agora, diz Ramos, um outro momento, propício a aceitar quadrinhos como arte.

Esse momento coincide com a maturidade do mercado. Enquanto nos Estados Unidos já se vendem mais obras em quadrinhos nas livrarias do que nos outros canais juntos (US$ 330 milhões de US$ 640 milhões totais, dados de 2007), o Brasil ocupa o 5o lugar no ranking mundial de quadrinhos, com faturamento de US$ 200 milhões anuais, atrás do Japão (US$ 2 bilhões), EUA (US$ 600 milhões), França (US$ 400 milhões) e Itália (US$ 300 milhões).

Segundo Ramos, os autores nacionais ainda encontram dificuldades para produzir e difundir seus trabalhos. A falta de indústria sustentável no setor afeta a experimentação de linguagem. O que se vê hoje, no entanto, é um cenário mais positivo no país. Editoras importantes como a Companhia das Letras passaram a investir em obras nacionais; outras se especializaram no gênero, como a Conrad. Esse material passou a ser oferecido em livrarias, conquistando um tipo de leitor mais maduro e propenso a ler material nacional em formato livro.

- Em linhas bem gerais, a trajetória do quadrinho nacional passa por esses momentos. Hoje, o movimento independente voltou com força, aliado à aposta das editoras em autores nacionais - explica Ramos.

Com a iniciativa do governo, cresce também a consciência de que a linguagem dos gibis tem ela mesma um papel no estímulo à leitura. O que aumenta a responsabilidade com a linguagem dos gibis. Estudo recente sobre o papel das HQs no desenvolvimento do hábito de ler veio do programa de doutorado da Escola de Comunicações e Artes da USP, em 2008. A pesquisa, de Valéria Bari, observou um grupo de leitores de quadrinhos que estudava em universidades. E concluiu que a leitura de criança os ajudou a criar gosto por livros e a migrar para outras formas de leitura, como jornais e livros.

Para a educadora Dinéia Hypolitto, com a inclusão das HQs no programa do governo, muitos professores que ainda tinham preconceito acabaram por mudar sua conduta.

- Além de despertar a criatividade e a imaginação, os quadrinhos contribuem para o desenvolvimento do hábito da leitura, pois conquistam os educandos não só pela estrutura gráfica, mas ao despertar o desejo de se desenhar personagens, o que colabora para a criatividade - afirma.

MudançasO custo e o fácil acesso são fatores históricos de popularização das HQs, embora hoje títulos como a versão gibi de O Alienista, de Machado de Assis, da lista do PNBE, tenham preços equivalentes aos do mercado livreiro. A adaptação de Gabriel Ba e Fábio Moon venceu o último Jabuti de melhor livro didático e paradidático do ensino fundamental ou médio.

- É mais fácil apresentar as informações aos poucos às crianças em livros com muitas ilustrações. Várias editoras estão entrando nesse mercado e criando trabalho para os quadrinistas - acredita Manoel de Souza, editor de Histórias em Quadrinhos.Para Waldomiro Vergueiro, co-ordenador do Núcleo de Pesquisa de Histórias em Quadrinhos da ECA-USP, a inclusão dos gibis nas escolas desafia os professores, que têm de definir formas de incorporar a linguagem a seus processos didáticos.

- Os quadrinhos têm a função de meio de comunicação e transmissão de mensagens dos mais diversos tipos; é uma linguagem com potencial para desenvolver temáticas das mais diversas e dos mais diferentes gêneros - diz o professor.

Linguagem A linguagem dos quadrinhos evoluiu. Além do desenvolvimento técnico, com o avanço da indústria gráfica (barateamento da reprodução; refinamento de tinta e papel, e da composição da página), há maior familiaridade do público com narrativas menos lineares, por causa de cinema e TV, e as inovações específicas dos grandes autores de gibis.

- O formato, a disposição na página, o movimento de leitura, tudo evoluiu, levando a uma produção mais primorosa em termos gráficos e estéticos - diz Vergueiro.

A boa e velha linguagem das HQs, no entanto, ainda é caracterizada por dois códigos que atuam em conjunto: o escrito e o gráfico. Parte da mensagem é passada pela imagem, parte pelo texto e pela junção das duas. Arte serial, composta por imagens fixas em sucessão, mas boa parte dos sentidos da narrativa são formados pela mente do leitor a partir de acontecimentos que não foram expressos graficamente - eles ocorrem no espaço entre os quadrinhos, também conhecido como calha ou sarjeta.

- O espaço entre um quadrinho e outro é preenchido pela imaginação do leitor. Assim, um quadro pode pular de uma ação à outra para o quadrinho seguinte e a mente do leitor se encarrega de imprimir o movimento. Nenhuma outra linguagem tem esta capacidade de interação com seus leitores - explica o quadrinista Jota Silvestre.

Além disso, a linguagem dos quadrinhos desenvolveu símbolos próprios, usados para expressar movimento (linhas cinéticas), sentimentos (metáforas visuais) e o som (onomatopeias), bem como convenções de fala e pensamento (em balões).

Internet e celular
O paulista Danilo Beyruth é um dos talentos do traço brasileiro que não deixa a dever a nenhum desenhista de quadrinhos de nível internacional. Viu seu personagem Necronauta, um condutor de almas para o além, ser escalado por um grande portal on-line. Enquanto produz as 18 páginas do projeto, prepara uma aventura com personagens do cangaço brasileiro. Danilo afirma que os quadrinhos oferecem, ao leitor, uma experiência intermediária e maior do que os livros e filmes.

- O texto pode carregar as nuances que teria num livro, mas entra em composição com a imagem, que não é fotográfica como a do cinema e, portanto, estimula a interpretação. A forma como o autor diagrama a página dá cadência à história e é o próprio leitor quem administra a velocidade de leitura, ao contrário de um filme, que tem duração fixa. O leitor tem tempo de parar e gastar o tempo de olhar a cena, apreciar o desenho - avalia ele.

Já a operadora de telefonia Oi criou um projeto de quadrinhos on-line e no celular, que já está em operação desde o ano passado (http://mundooi2.oi.com.br/quadrinhoshome), iniciado com a série A Corporação, também em versão para celulares, com recursos de som e dublagem.

Iniciativas do gênero têm influenciado a linguagem dos gibis de diferentes formas. Na produção, recursos tecnológicos aprimoram a criação. Há economia de custos e de distribuição (antes, autores produziam só no papel e circulavam seus produtos num raio limitado de alcance). A dificuldade, agora, é descobrir essas obras em meio a tantas páginas virtuais.

Os quadrinhos, no entanto, ainda não encontraram linguagem específica para a internet. O que se vê hoje são as mesmas páginas impressas apresentadas na tela do computador com poucos recursos de paginação. São recentes, pouco expressivas, as experiências com interatividade e hipertexto, por exemplo. Mas, qualquer que seja o futuro reservado aos quadrinhos, iniciativas como a reabilitação oficial das HQs já se candidatam a avanço sem precedentes para o gênero no país.

Como criar uma HQ
Há expedientes manjados na criação de histórias em quadrinhos, comuns a desenhistas e roteiristas de todo o mundo. Ter como ponto de partida uma boa ideia central ajuda a estabelecer, por exemplo, o argumento que resumirá a história. Também é aconselhável, para a elaboração do roteiro e de imagens realistas, um empenho na pesquisa de livros e sites de referência, de conteúdo, fotos e registros iconográficos.

Mas, na prática, fora as exceções industriais, em que o trabalho segue uma linha de produção muitas vezes taylorista, cada autor tende a ter um método próprio para a criação de uma história em quadrinhos e cada história se desenvolve de forma diferente.

- O que costuma acontecer comigo é ter uma idéia central e, a partir dela, começo pesquisar o assunto e desenvolvo um roteiro, o começo, o meio e o fim da história. A idéia é o coração da história - afirma Danilo Beyruth, autor de Necronauta. Para o editor Edson Rossato, um recurso para aguçar a curiosidade do leitor é mostrar uma ação ainda não explicada.

- Na HQ História do Brasil em Quadrinhos, por exemplo, colocamos na primeira página nossos três personagens principais fugindo. De que ou de quem o leitor só fica sabendo nas páginas seguintes - afirma Rossato, para quem o roteirista precisa prender a atenção do leitor logo nas primeiras páginas. Ele diz que só dessa forma ele ganhará a confiança desse leitor para terminar de contar sua história.

Primeiro gibi do camundongo Mickey vai a leilão


Um raro exemplar da primeira revista em quadrinhos do camundongo Mickey, publicada em 1931 pela editora norte-americana David McKay Co., será leiloado nos Estados Unidos, no próximo dia 5 de junho.O site de leilões ComicConnect oferecerá aos colecionadores a chance de adquirir um dos mais procurados itens históricos da Disney.

A edição compila tiras de jornais e mostra sequências em que Mickey tenta o suicídio de várias formas, seja atirando contra a cabeça ou pulando de uma ponte. As cenas causam surpresa nos atuais tempos em que o politicamente correto costuma pautar os quadrinhos infantis.O leilão será finalizado no dia 20 de junho. O lance inicial é de um dólar - mas engana-se quem pensa que o gibi será arrematado por menos de alguns milhares de dólares.

terça-feira, 2 de junho de 2009

10º Salão Internacional de Humor de Caratinga


As inscrições para o 10º Salão Internacional de Humor de Caratinga estão abertas e seguem até o dia 10 de setembro nas categorias Charge, Cartum e Caricatura (todas com tema livre) e Caricatura Temática: Agnaldo Timóteo. Os interessados podem inscrever até três trabalhos por categoria, desde que nenhum deles tenha vencido outro Salão. A premiação: três prêmios de 1º lugar no valor de R$ 3.000,00 por cada categoria; três prêmios de 2º lugar no valor de R$ 2.000,00 por cada categoria; três prêmios de 3º lugar no valor de R$ 1.000,00 por cada categoria; um prêmio de 1º Lugar Voto Popular no valor de R$ 1.000,00 entre as categorias; e um prêmio de 1º lugar na Categoria Temática no valor de R$ 2.000,00; todos eles receberão também o Troféu Pererê. O Salão será aberto no dia 21 de setembro na Casa Ziraldo Arte e Cultura em Caratinga (MG). O regulamento completo está disponível aqui.

O ATHENEU EM QUADRINHOS

Após ilustrar as adaptações para Quadrinhos dos livros Memórias de um Sargento de Milícias (roteiro de Índigo) e Dom Quixote (roteiro dele mesmo), Bira Dantas começou a trabalhar na adaptação do romance O Ateneu, de Raul Pompéia, publicado pela primeira vez em 1888. O roteiro é de Ronaldo Antonelli e a HQ será publica pela Escala Educacional. Para mostrar os bastidores da criação da HQ, Bira criou um blog (clique aqui para acessar), no qual postará estudos, páginas e também os e-mails que trocou com Vilachã (criador da série Literatura Brasileira em Quadrinhos da Escala Educacional junto com Jô Fevereiro e Duda Albuquerque), Sérgio Alves (atual editor da série Literatura Brasileira em Quadrinhos) e Ronaldo Antonelli.

Fonte:Bigorna

5ª Feira de Quadrinho e Arte esta semana


Acaba de começar e prossegue até domingo, 7 de junho, a 5ª Feira de Quadrinho e Arte. O evento será realizado em três lojas especializadas em quadrinhos da Grande São Paulo: a Nona Art de Mogi das Cruzes (Rua Dr. Correa, 691), a Pop Arts em Diadema (Rua Graciosa, 241) e o Sebo Multiverso, em Osasco (Avenida João Batista, 104), que foi onde tudo começou.Durante a semana, os visitantes terão acesso a mais de 100 mil revistas de todos os gêneros de quadrinhos, incluindo os álbuns Verão Índio (Conrad), Watchmen – Ed. Definitiva (Panini), Hellboy – Vol. 4 (Mythos Editora) e Os Mortos-Vivos (HQM Editora), com descontos de até 60%. Formatinhos e revistas importadas estarão à venda com preços a partir de R$ 1,00.

Cada loja participante ainda terá atividades específicas como palestras, oficinas e lançamentos, além da presença de vários convidados, entre autores e editores. A entrada é franca.Para maiores informações, entre em contato pelo e-mail feiradequadrinhoarte@hotmail.com.

Mauricio de Sousa trará de volta o Pelezinho


Ano passado, noticiamos a intenção de Mauricio de Sousa de voltar a editar as histórias em quadrinhos de Pelezinho, seu personagem criado em homenagem ao Rei do Futebol Pelé (leia aqui).Agora, a assessoria da Mauricio de Sousa Produções divulgou a imagem abaixo, uma homenagem às cidades brasileiras que irão sediar a Copa do Mundo de 2014 - Belo Horizonte, Brasília, Cuiabá, Curitiba, Fortaleza, Manaus, Natal, Porto Alegre, Recife, Rio, Salvador e São Paulo.Ainda não há informação sobre a data em que o personagem voltará aos quadrinhos, mas o cartunista e o jogador de futebol estão interessados em promovê-lo para mascote do mundial de futebol.Pelezinho foi criado em 1976. Suas tiras, publicadas nos jornais, retratavam a infância do astro de futebol Pelé. Em 1977, ganhou a revista de mesmo nome, cujas edições foram publicadas pela Editora Abril. A revista circulou até 1982.

Projeto OI Quadrinhos


O projeto Oi Quadrinhos estreou ano passado, no site da operadora de telefonia móvel, com a HQ online A Corporação. Agora, o projeto retorna, desta vez com 24 histórias exclusivas, produzidas por autores e desenhistas diversos.Com patrocínio da Oi e da Secretaria de Cultura do Estado do Rio de Janeiro, o projeto foi desenvolvido pelos roteiristas e produtores cariocas Alvaro Campos e Fernando Azevedo, da Vilania Comics. A iniciativa conta com a participação de autores nacionais como André Dahmer (Os Malvados), Julio Shimamoto (Samurai, Metal Pesado) e Jean Dias (Highlander e Red Sonja), além de artistas provenientes de outras mídias, como Fernando Caruso (Zorra Total e ZÉ – Zenas Emprovisadas), Bento Ribeiro (Furo MTV) e o cineasta Matheus Souza.

De junho a dezembro, o portal lançará uma nova HQ mensalmente. Além da produção exclusiva, o projeto manterá blogs e fóruns, visando estimular a interação entre usuários e artistas, além de uma seção dedicada a autores independentes, que poderão promover seus trabalhos.Para acompanhar gratuitamente as histórias disponíveis, é só acessar o endereço www.oi.com.br/quadrinhos. Para os clientes Oi Móvel, serão oferecidos trechos inéditos das histórias que poderão ser baixados no próprio Mundo Oi ou adquiridos via download no Portal WAP da companhia, basta enviar uma mensagem de texto com a palavra “Quadrinhos” para o número 880.

segunda-feira, 1 de junho de 2009

Quadrinhos na Vila Cultural Cemitério de Automóveis (PR)


Durante o mês de junho, a Vila Cultural Cemitério de Automóveis (Rua João Pessoa, 103 - entre a Quintino e a JK - Londrina-PR), espaço cultural que conta com o patrocínio da Prefeitura do Município de Londrina, através do Promic, terá em sua programação diversas atividades relacionadas às Histórias em Quadrinhos: palestras e oficinas, uma festa à fantasia e um "Saudrinho" (Sarau & Quadrinho). Confira a seguir a programação completa destas atividades, realizadas em parceria com a AQL - Associação dos Quadrinhistas de Londrina e coordenadas pelo premiado editor e quadrinhista Eloyr Pacheco. Mais informações aqui.

Para ler a notícia na íntegra, clique aqui.