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domingo, 22 de março de 2009

Portadora de Down vira personagem de história em quadrinhos


A campineira Tathiana Heiderich, portadora da síndrome de Down, tornou-se personagem das histórias em quadrinhos de Maurício de Souza, o criador da Turma da Mônica. Ela foi a inspiração para a personagem Tati, que faz parte de uma revistinha especial que foi lançada neste sábado (21), durante o simpósio Síndrome de Down — Cinquentenário da Trissomia, no Memorial da América Latina, zona Oeste da capital paulista, quando é comemorado o Dia Internacional da Síndrome de Donw. O evento é coordenado pelo médico especialista Zan Mustacchi, diretor clínico do Cepec, e contará com 20 profissionais. Serão abordados avanços em relação ao atendimento da pessoa com Síndrome de Down.

A mãe de Tathiana, Patrícia Haiderich, que tem uma ONG que busca diminuir o preconceito com os portadores de Down, conseguiu chamar a atenção de Maurício de Souza para o tema. “As crianças não nascem com preconceito, mas vão adquirindo no decorrer da vida, então se trabalharmos na infância, teremos uma sociedade melhor”, afirma.

Quando Tathiana Piancastelli tinha 6 anos e adorava as histórias da Turma da Mônica.. O primeiro encontro com Maurício de Souza foi quando ela tinha 6 anos e ganhou, em um concurso, uma visita ao estúdio do cartunista. Na época, ele fez um desenho dela, que agora virou personagem e ganhou uma história.

“Não é uma homenagem à Tathiana, mas sim a todas as pessoas com síndrome de Down. A persongem é representante de todas as crianças com a síndrome”, enfatiza Patrícia Piancastelli, mãe de Tathiana. A primeira tiragem do gibi será de 165 mil exemplares, que serão distribuídos em consultórios pediátricos de todo o Brasil. “É uma revista com caráter pedagógico e está bem alinhada com aquilo que queremos: informar as pessoas sobre o que é a síndrome de Down. O desconhecimento gera o preconceito.”

A expectativa agora é a respeito da possibilidade de que Tati passe a fazer parte das aventuras da turma e torne-se uma nova personagem das revistas do Estúdio de Maurício de Sousa. “Ainda não tem nada certo, mas ele demonstrou que tem a intenção. Mas nós sabemos que existe um grande estudo antes de lançar um personagem”, afirma Patrícia.

Assim como Tathiana, a personagem Tati é bastante desinibida e interage com toda a turma com facilidade. Se a Mônica tem o inseparável coelhinho de pelúcia Sansão, Tati ganhou um companheiro muito parecido, o Teobaldo. “Gostei muito do coelhinho. Tanto que fiz minha mãe comprar um desses para mim”, revela Tathiana, segurando o bichinho de pelúcia.

Essa era uma ideia antiga que exigiu muita pesquisa e muito cuidado, pois há muita lenda e preconceito sobre Down. Na história, Tati entra na escola e a professora fala um pouco sobre a síndrome. É um primeiro passo para conscientizar as crianças", diz o desenhista Maurício de Sousa.

Vacinação diferenciada

A partir de segunda-feira (23), crianças e adolescentes com síndrome de Down que moram no Estado de São Paulo terão acesso a um calendário de vacinação diferenciado, com vacinas que não estão disponíveis na rede pública.

A iniciativa das secretarias de Estado da Saúde e dos Direitos das Pessoas com Deficiência é inédita no país e tem como objetivo fortalecer a saúde dessas crianças, que têm o sistema imunológico menos resistente do que as crianças que não possuem a síndrome.

A síndrome de Down é caracterizada por uma trissomia do cromossomo 21 e está associada a algumas dificuldades de habilidade cognitiva e desenvolvimento físico. Cinquenta anos após a descoberta da trissomia, estima-se que no Brasil existam 300 mil pessoas com Down -30 mil em São Paulo.

De acordo com o pediatra e geneticista Zan Mustacchi, chefe do Departamento de Genética do Hospital Estadual Infantil Darcy Vargas, uma das funções do cromossomo 21 é organizar o sistema imunológico. "Com a alteração cromossômica, além de "n" comprometimentos paralelos, as pessoas com Down serão mais suscetíveis a algumas viroses e bactérias, por isso a vacinação diferenciada é muito importante."

O calendário diferenciado inclui sete vacinas especiais, entre elas a vacina contra varicela (catapora), contra o vírus influenza (gripe), a vacina pneumocócica e a meningocócica. Atualmente elas estão disponíveis no Crie (Centro Regulador de Imunizações Especiais) apenas em casos específicos, como pessoas portadoras do vírus HIV, com anemia falciforme ou outras anomalias congênitas.

"A iniciativa é inovadora como política pública, pois a vacina é o que temos de mais consagrado como medicina preventiva. Na Espanha, nos EUA e na Inglaterra já existe o calendário diferenciado e nós agora vamos seguir essa tendência", diz Linamara Rizzo Battistella, secretária estadual dos direitos das pessoas com deficiência.As vacinas serão disponibilizadas nas unidades do Crie. Cidades que não possuem o centro deverão encomendar as vacinas via postos de saúde.

Um exemplo

Tathiana, que tem 24 anos, realmente é um exemplo de como é possível aos portadores de síndrome de Down ter uma vida ativa. Ela tem dois empregos. Há quase 4 anos trabalha em um salão de beleza. Também faz de tudo em uma clínica de fisioterapia: atende o telefone, prepara os pacientes e até faz tratamentos, para isso fez curso de massagem. Ainda tem tempo para os cursos de música e teatro. “Meu sonho é fazer a faculdade de artes dramáticas. Quero ser atriz”, assegura.

A mãe comemora os avanços na luta contra o preconceito às pessoas com síndrome de Down e elogia a postura da filha diante da vida. “Acho muito bonito a perseverança que ela tem. Nós sempre a tratamos igual aos nossos outros filhos e acreditamos no potencial dela. E isso é muito importante para o desenvolvimento dela”, aponta Patrícia.

A Secretaria dos Direitos da Pessoa com Deficiência, que apoia o evento, lança o Programa Complementar de Imunizações para Pessoas com Síndrome de Down, incluindo os brasileiros com a síndrome no calendário especial de vacinação. A Associação Mais 1 também lançará o Guia do Bebê com Síndrome de Down, livro que tem a finalidade de ajudar os pais a lidar com as dúvidas, o medo e a insegurança que surgem quando descobrem que seus filhos são portadores da síndrome. O livro será distribuído gratuitamente em hospitais e maternidades. (AE).

Fonte:
http://eptv.globo.com/noticias/noticias_interna.aspx?251297

http://www.puc-campinas.edu.br/servicos/detalhe.asp?id=42257

http://agenciainclusive.wordpress.com/2009/03/21/ela-e-da-turma/



segunda-feira, 4 de maio de 2009

Gripe suína: HQ em 21 idiomas alerta contra a doença


Enquanto as notícias sobre a gripe suína se alastram mais rápido do que a alardeada pandemia faz vítimas, o departamento de saúde pública de Seattle, nos Estados Unidos, preparou na mesma velocidade uma HQ na qual conta a história da famosa gripe espanhola, que em 1918 matou milhões de pessoas em todo o planeta.

As 12 páginas em preto, branco e tons de azul de No ordinary flu (Uma gripe incomum) também mostram como se precaver contra a nova doença que anda assustando o mundo, além de um glossário com palavras usadas no texto e pertinentes ao assunto.

O problema é que na imprensa norte-americana já existem manifestações contrárias à publicação, que segundo as opiniões estaria promovendo um alarmismo inconsequente.

A versão impressa do gibi está sendo distribuída de forma gratuita apenas no condado de King, do qual Seattle é sede.

Em outras cidades e países, os interessados podem baixar No ordinary flu em formato PDF - com 21 idiomas à escolha, incluindo o português - no site do órgão de saúde pública do condado norte-americano.

Fonte: Universo HQ

domingo, 9 de agosto de 2009

Cartilha em quadrinhos sobre a gripe suína


O desenhista AndreHQ, especializado em quadrinhos institucionais, criou uma cartilha em forma de gibi sobre a gripe suína.

"Essa revista em quadrinhos pretende ser a primeira de uma nova metodologia de trabalho no meu site, em que pretendo oferecer HQs sobre diversos temas relevantes e atuais para venda e impressão on demand, ou seja, que poderá ser entregue ao cliente na quantidade desejada", disse o desenhista ao Universo HQ.

"Essa publicação teve pesquisa de texto feita nos sites oficiais médicos e em cadernos especiais editados sobre o assunto em jornais de São Paulo", completou.

Com oito páginas coloridas, a cartilha tem informações sobre o vírus da gripe, seus sintomas, os grupos de risco e o que deve ser feito para evitar a doença, além de perguntas e respostas a respeito do tema.

"É uma ferramenta de comunicação ideal para escolas, prefeituras, empresas, sindicatos, condomínios, igrejas e quaisquer outros grupos e locais que se possa imaginar", sugere AndreHQ, avisando que as encomendas podem ser feitas diretamente em seu site.

Fonte:Universo HQ

segunda-feira, 21 de setembro de 2009

Cartilha ilustra cuidados sobre o vírus H1N1 (Gripe suína)


Esta disponibilizada para download gratuito uma Cartilha ilustrada sobre o vírus H1N1 (Gripe Suína), desenvolvida pelo quadrinista Rico e o Dr. Fábio de Araújo Sá. A cartilha intitulada “Como se Prevenir do vírus H1N1” foi criada a partir de uma preocupação com aumento de número de casos da gripe, e esta sendo distribuída na cidade de Manhuaçu – MG.

Entraram em parceria para a realização desse projeto a Clínica Médica São Lourenço e o Rico studio.

A cartilha com 12 páginas ilustradas pode baixada gratuitamente clicando aqui.

Fonte: Zine Brasil

terça-feira, 22 de dezembro de 2009

Retrospectiva 2009 em quadrinhos

O site da Editora Abril publicou uma retrospectiva jornalística dos fatos mais marcantes de 2009, no Brasil e no resto do mundo, em diversas áreas de notícias.

Alguns desses acontecimentos foram relembrados na forma de história em quadrinhos.

No esporte, as 11 páginas de Eu voltei! - argumento de Marcos C. Pereira e roteiro e arte de Dalton Soares - contam tudo sobre o retorno do "Imperador" Adriano e de Ronaldo "Fenômeno" ao futebol brasileiro e a condição de novos ídolos das torcidas do Flamengo (que conquistou o campeonato nacional) e do Corinthians, respectivamente.

Retrospectiva 2009Com Eu vejo pessoas mortas, em seis páginas, Bruno Dias (argumento) e Dalton Soares (roteiro e arte) revisitam a morte de Michael Jackson e mostram detalhes da notícia que abalou o mundo das celebridades neste ano.

E Baloon Boy em: Altas aventuras!, com dez páginas roteirizadas e desenhadas por Soares sobre storyboard de Dann Thomas, faz um apanhado de alguns fatos de grande repercussão no mundo, como a posse de Barack Obama na presidência dos Estados Unidos, o golpe de estado em Honduras, a gripe suína e vários outros, tudo "relatado" pelo garoto norte-americano cujos pais o envolveram numa farsa sobre um balão desgovernado nos céus dos EUA.

Fonte: Universo HQ