sábado, 24 de abril de 2021
GANHADOR DO SORTEIO DO LIVRO: EGITO PASSO A PASSO
terça-feira, 20 de abril de 2021
O EGITO TAMBÉM ESTÁ NOS QUADRINHOS
As Histórias em Quadrinhos podem ser inspiradas em personagens e fatos reais, assim como pode ser ambientadas em lugares e tempo distintos. Os autores de quadrinhos não criam mundos imaginários usando apenas a sua imaginação. Eles procuram informações na História, consultam a Geografia, mergulham na Literatura, na Física, na Matemática e em muitas outras ciências para criarem seus mundo fictícios.
Algumas vezes eles usam os quadrinhos para contar a História de uma forma divertida e atrativa, tanto para crianças quanto para adultos. São quadrinhos didáticos utilizados pelos professores para ensinar um pouco mais sobre o conteúdo que temos nos livros e apostilas escolares.
Um tema que já esteve muito presente nas histórias em quadrinhos é o Egito Antigo, com seus faraós e rainhas, suas grandes pirâmides, suas múmias e o famoso rio Nilo. No Brasil, e em muitos outros países como os Estados Unidos, França e até no Japão, tivemos quadrinhos nos quais personagens famosos visitaram o Egito, seja no passado ou no tempo presente.
Sempre misterioso, com seus deuses, suas lendas e uma história com mais de 4000 anos, o Egito atrai a atenção de roteiristas e desenhistas de todo o mundo. Temos alguns personagens de quadrinhos famosos inspirados no Egito antigo como Papyrus e Kéos, cujas HQs são publicados na França e em muitos países europeus.
Outros como Tintim e Asterix, cujas aventuras já foram traduzidas para o português, que viveram suas aventuras no mundo dos faraós. Crianças, jovens, adultos, faraós felás (nome dado aos servos egípcios), bárbaros e romanos, personagens diversos já percorram desertos e desvendaram mistérios de templos e pirâmides nas páginas de revistas em quadrinhos.
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César desafia Cleópatra a construir um palácio para ele em Alexandria em 3 meses, para mostrar que os egípcios não eram apenas escravos. Ela passa essa tarefa para o arquiteto Numerobis, que chama Asterix, Obelix e Panoramix para lhe ajudar.
A Turma da Mônica, por exemplo, já esteve dentro das grandes pirâmides. Personagens da Disney, como Tio Patinhas, Pato Donald e seus sobrinhos embarcaram em aventuras pelo Egito Antigo em busca de tesouros dos faraós.
É sempre bom lembrar que o Egito localiza-se na África e que quando estamos falando de Egito, estamos falando de História da África, uma história sobre a qual ainda estudamos pouco e que esses quadrinhos podem nos ajudar a conhecer mais.
E aí? Gostou da postagem?
Deixe seu comentários (não esqueça de colocar o nome completo) e concorra ao sorteio do livro "Egito Antigo passo a passo".
O livro será sorteado sexta, 23 de abril, às 12:00 e o nome do ganhador ou ganhadora será divulgado em uma postagem especial neste dia.quinta-feira, 15 de abril de 2021
HISTÓRIA EM QUADRINHOS SOBRE A LÍNGUA INDÍGENA DE SINAIS DO POVO TERENA
Além de possibilitar a disseminação e a preservação
da língua terena de sinais, a história tem o propósito de evidenciar a cultura
e a história desse povo. De acordo com a universidade, todo o processo teve
acompanhamento de pesquisadoras que já desenvolviam atividades com os
terena. A comunidade indígena também teve participação ativa no
desenvolvimento e na validação da obra.
As ilustrações da HQ foram feitas por Julia Alessandra
Ponnick, que é acadêmica do curso de Design Gráfico da UFPR. A defesa do TCC
de Ivan de Souza está agendada para o final de março junto com o
lançamento oficial da história.
Sobre a História
Inspirada na história real do povo terena, a narrativa
apresenta a comunidade na época que ela ainda vivia nas Antilhas e era
designada pelo nome Aruák. A pajé Káxe, procurada por uma mulher em trabalho de
parto, ajuda no nascimento do pequeno Ilhakuokovo. A partir daí, a obra ilustra
um pouco da trajetória desses indígenas e da sua instalação no território
brasileiro. Buscando caminhos que levasse aos Andes, em meados do século XVI,
os espanhóis estabeleceram relações com os terena, à época chamados de Guaná,
na região do Chaco paraguaio. A chegada dos brancos acarretou muitas mudanças
nas vidas dos indígenas, que procuraram, durante certo período, locais onde
pudessem exercer seu modo de vida sem a influência da colonização.
HQs sinalizadas
O projeto da UFPR HQs Sinalizadas trabalha com
temas transversais dos artefatos da cultura surda – história, língua, cultura e
saúde. O objetivo é criar, aplicar e analisar histórias em quadrinhos
sinalizadas como uso de sequências didáticas bilíngues para o ensino de surdos.
Além da elaboração de materiais bilíngues capazes de auxiliar na aprendizagem,
a proposta permite aprofundar os estudos linguísticos como prática social.
Todas as HQs produzidas pelo grupo apresentam vídeos sinalizados, desenhos,
ilustrações e escrita do português.
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Texto publicado originalmente por Patrícia Patrocínio no site Mercadizar, no dia 19 de março de 2021.
terça-feira, 13 de abril de 2021
QUEM SÃO OS PROFISSIONAIS QUE PRODUZEM QUADRINHOS?
Quadrinistas autografando quadrinhos durante o Festival de Angoulême, em 2017.
Há aquele ou aquela profissional que responsável
pela coloração (colocar as cores nas imagens); há profissionais responsáveis
por escrever a história, o roteirista; o desenhista, que é sempre o mais lembrado,
que faz as ilustrações; o letrista que escreve os textos que lemos nos quadrinhos,
dentro e fora dos balões; o arte-finalista, que dá os retoques finais da
história em quadrinhos antes da publicação e o responsável por organizar a
publicação da revista, o editor.
Mas você sabia que temos quadrinistas que não
publicam seus quadrinhos por editoras seus sozinhos?
São o que chamamos de QUADRINISTAS INDEPENDENTES.
Esses e essas quadrinistas fundam suas próprias editoras, em casa. Eles e elas
fazem todo esse trabalho, sozinhos e costumam vender seus eventos que reúnem fãs
de quadrinhos, nas redes sociais e em sites na internet.
Assim, se você deseja produzir seus quadrinhos,
pode começar em casa ou mesmo na escola. Pode mais tarde fazer um curso, se
especializar e se tornar um profissional nesta área.
Conheça o trabalho de uma quadrinista independente: Cátia Ana Baldoíno.
quinta-feira, 8 de abril de 2021
OS COLECIONADORES DE QUADRINHOS E SEUS ACERVOS
terça-feira, 6 de abril de 2021
OUSADAS: MULHERES QUE SÓ FAZEM O QUE QUEREM
Fica a dica de leitura.
Gostou da postagem? Deixe aqui seus comentários e sugestões!
quinta-feira, 1 de abril de 2021
QUADRINHOS AFRICANOS MOSTRAM DIVERSIDADE DO CONTINENTE E COMBATEM PRECONCEITOS

Aya de Youpougon está disponível no acervo da Gibiteca Helena Fonseca.
Nesse cenário de reivindicação das narrativas e
reinterpretação dos sentidos na busca de evidenciar a diversidade existente nos
diferentes países africanos, a cena de quadrinhos africanos surge como uma
potência criativa que vem chamando a atenção dos leitores não só do Brasil, mas
de todo o mundo.
“Há na cena
de quadrinhos do continente uma variedade enorme de estilos, traços e
influências distintas abordando as mais diversas temáticas. Temos desde contos
infantis, como Akissi, de Marguerite Abouet e Mathieu Sapin, passando por
narrativas biográficas como o The Initiation, de Mogorosi Motshumi, que
permite vislumbrar a vida cotidiana de um artista em formação durante os anos
do apartheid sul-africano, até deuses renascendo para combater vilões, como
em El3osba, de John Maher, Maged Raafat e Ahmed Raafati.” É o que nos diz
o professor e pesquisador de quadrinhos sul-africanos Júlio Sandes.
Interesse de longa data
Júlio aponta que o interesse tanto do público,
quanto dos pesquisadores brasileiros por HQs africanas não é algo novo e que
vem crescendo há cerca de uma década. “O fortalecimento das discussões sobre o
papel das histórias negras e africanas na indústria do entretenimento
em nível mundial faz com que público se pergunte: ‘onde estão as histórias
africanas contadas por artistas de África’”, comenta.
Um dos fatores atuais que despertaram o interesse
do público brasileiro foi o curso Quadrinhos Africanos, ministrado
gratuitamente pelo pesquisador e editor Márcio Rodrigues em seu canal do Youtube. “O
curso online é uma reedição de um curso presencial que ofereço no Maranhão há
um tempo”, afirma Márcio.
“A ideia surgiu inicialmente como uma parceria com
o Curso de Estudos Africanos e afro-brasileiros da UFMA, e foi construído junto
do Centro Acadêmico Maria Firmina dos Reis, encabeçado por estudantes do
referido curso”, complementa.
A respeito da recepção do curso, Márcio diz que o
público se mostra bastante interessado. “O interesse é tanto que o pessoal me
aguenta falando por quase 4 horas seguidas sobre quadrinhos africanos e só se
lembra de pedir para assinar a lista de presença após 3 horas de falação”,
brinca.
Interesse do público, desinteresse das editoras
Todavia, mesmo que haja interesse pelos quadrinhos
africanos por parte do público leitor e dos pesquisadores, as editoras voltadas
para a publicação de HQs no Brasil parecem não dar tanta importância, ou até
mesmo desconhecem essa produção.
Márcio afirma que costuma acompanhar o catálogo de
editoras que geralmente se identificam como progressistas e percebe a falta de
diversidade nas publicações. “Fico espantado de ver como em alguns catálogos
não há publicação de autoria negra ou feminina, até quadrinhos europeus, como
os alemães, são ignorados. Agora imagina se vão dar atenção para os quadrinhos
africanos?”, afirma.
Entre as poucas publicações de quadrinhos africanos feitas no Brasil, temos Funmilayo Ransome-Kuti e a União das Mulheres de Abeokuta, de Obioma Ofoego e Alaba Onajin, Njinga Mbandi – Rainha de Ndongo e Matamba, de Edouardserbin Joubeaud e Wangari Maathai e o Movimento do Cinturão Verde, de Wangari Maathai e Eric Muthoga. Essas são obras que fazem parte da coleção Mulheres na História da África, publicados pela Casa das Letras.
A Sesi-SP Editora lançou Púrpura, de
Pedro Cirne. A HQ foi inspirada na história da avó do autor, que é
luso-angolana, e traz perspectivas dos países africanos falantes de português,
como Angola, Moçambique, Cabo Verde, São Tomé e Príncipe e Guiné Bissau.
Já a embaixada brasileira em Cabo Verde lançou uma
adaptação do romance O Mulato, que foi ilustrada pela cabo-verdiano Hegui
Mendes. A embaixada também produziu um quadrinho com contos de diferentes
países falantes de português.
Também passou por aqui uma coletânea de autores
falantes de português, o BDLP - Banda Desenhada da Língua Portuguesa,
organizado pelo Estúdio Olindomar. A publicação chegou a ganhar o HQmix,
considerado o Oscar dos quadrinhos no Beasil, e contou com a participação de
autores brasileiros. A BDLP já está no quinto volume, mas só o
primeiro teve uma boa repercussão por aqui.
Atualmente a Skript Editora está realizando a
pré-venda de dois quadrinhos africanos. O primeiro é Ligeiro Amargor: uma
História do Chá, do costa-marfinense Koffi Roger N'Guessan, com roteiro da
dupla Elanni e Djaï.
Já o segundo quadrinho é O Pesadelo de Obi, quadrinho guinéu-equatoriano com roteiro de Chino e Tenso Tenso e ilustração de Ramón Esolo Ebalé. A obra satiriza o atual presidente da Guiné Equatorial Teodoro Obiang Nguema Mbasogo, o que ocasionou na perseguição política dos autores, sendo que Ebelé chegou a ser preso.
As duas HQs contam com a edição de Márcio Rodrigues
e só chegaram no Brasil graças ao curso sobre quadrinhos africanos. “O
convite surgiu após o Sandro Merg, organizador do Butantã Gibicon, ter dito ao
Douglas Freitas, um dos donos da Skript Editora, que ele estava fazendo o meu
curso online. Douglas então entrou em contato comigo e desde então temos
passado 24 horas por dia falando sobre quadrinhos”, comenta.
Mas de todos os quadrinhos africanos publicados no Brasil, Aya de Yopougon, com dois volumes publicados pela L&PM, com roteiro da costa-marfinense Marguerite Abouet e arte do francês Clément Oubrerie, talvez seja a obra mais conhecida e acessível por ter sido selecionada para o Programa Nacional Biblioteca na Escola (PNBE) em 2012.
“Esqueça tudo o que você já ouviu sobre a África”
É assim que se inicia a sinopse de Aya de Yopougon. A HQ acompanha a rotina de três amigas, Aya, Bintou e Adjoua, que vivem dilemas normais de tantos outros jovens: garotos, festas e dúvidas sobre o futuro. Tendo como palco o bairro de Yopougon, na Costa do Marfim, a obra é ambientada nos anos de 1970 e traduz algumas das vivências da própria Marguerite Abouet.
“Acompanhar a história daquelas jovens por Yop City
desafia as noções pré-concebidas que o senso comum constrói sobre o que seria
uma juventude africana”, comenta Júlio Sande. “Aya não é ‘de África’, nem
tampouco ‘de Abidjan’ – cidade onde habita. Ela é de Yopougon. Um bairro que é
o seu mundo”, completa.
Para o professor e pesquisador, esse fato já coloca
em cheque a noção racista de uma africanidade universal, que toma toda
experiência e toda pessoa africana como um exemplar da mesma história, da mesma
realidade.
“Um equívoco que só ocorre por conta da ‘história
única’, para usar a expressão tornada famosa pela escritora nigeriana
Chimamanda Adichie, que o senso comum conhece sobre todo um continente e que
precisa ser implodida para ser complexificada”, diz Júlio.
Novos universos
Sobre a publicação de quadrinhos africanos no
Brasil, tanto Márcio quanto Júlio apontam para a importância não só de atender
uma demanda antiga de leitores e pesquisadores, mas também de apresentar ao
público outros universos simbólicos que são totalmente diversos e diferentes
dos que estamos acostumados a ver, contribuindo para expandir a nossa ideia
sobre quadrinhos e sobre o continente africano.
“Essas publicações certamente contribuem para o
questionamento dos estereótipos generalizantes e frequentemente racistas que o
senso-comum costumeiramente atribui à região e aos seus povos”, finaliza Júlio.
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Texto publicado no Brasil
de Fato, em 21 de março de 2021, de autoria de Edmar Neves é filho de
Oxóssi; mestrando em Teoria e História Literária pelo IEL/Unicamp e pesquisador
de histórias em quadrinhos, literatura, arte e cultura negra/periférica.
terça-feira, 30 de março de 2021
SUGESTÃO DE ATIVIDADE: QUADRINHOS AO CUBO
Aprenda uma nova atividade para usar com seus alunos em sala de aula: quadrinhos ao cubo. Essa atividade ajuda a desenvolver a capacidade narrativa dos alunos e pode ser empregada em todos os anos do ensino regular. Essa atividade pode ser usada desde a alfabetização até o ensino médio e adaptada a todos os conteúdos.
quinta-feira, 25 de março de 2021
GRAMA: UM MANHWA QUE TODO MUNDO DEVERIA LER
Comfort women é um termo utilizado
para designar as mulheres que, durante a Segunda Guerra Mundial, foram forçadas
à escravidão sexual em bordéis criados pelo exército japonês. Esse sistema de
exploração sexual baseado na criação de “estações ou casas de conforto” vitimou
centenas de milhares de mulheres que ainda aguardam a reparação pelos
danos físicos e psicológicos deixados pela experiência.
O sistema de comfort women teve
origem na prática institucionalizada pelo Estado japonês de enviar mulheres
jovens ao estrangeiro como escravas sexuais. País profundamente patriarcal, o
Japão tratava as mulheres como uma mercadoria. Durante a Segunda Guerra
Mundial, o Japão impôs essa realidade às suas colônias, criando o sistema
de comfort women para atender às necessidades de seus soldados.
Foram criadas cerca de 400 “estações de
conforto”, espalhadas pela China, Filipinas, Taiwan, Cingapura, Indonésia,
Birmânia, Tailândia e Vietnã, sempre próximas às bases militares. Estima-se que
cerca de 80 a 200 mil mulheres foram forçadas a prestar serviços sexuais a
soldados japoneses durante a Segunda Guerra Mundial, sendo que apenas 30% delas
sobreviveram. O maior número de mulheres era de origem coreana, cerca de 80%
delas.[1]
Grama nos coloca
dentro das memórias de uma das sobreviventes, a vovó Ok-sun Lee. É,
portanto, é um quadrinho biográfico e, ao mesmo tempo, uma reportagem em
quadrinhos ou jornalismo em quadrinhos que dá voz àquelas mulheres que foram
esquecidas ou silenciadas pela história.
Em respeito às vítimas e suas famílias, Keum Suk
Gendry-Kim teve especial cuidado com as cenas que envolviam violência. Segundo
autora, por ser mulher, consegue se colocar melhor no lugar das sobreviventes e
sensibilizar com sua dor de uma forma que um homem não conseguiria. “Precisamente por ser
mulher, provavelmente estou melhor posicionada, em relação aos artistas
masculinos, para compreendê-las. Prestei atenção especialmente às cenas de
estupro para não mostrá-las diretamente nas imagens.”[2]
Ao contrário da
Alemanha, que, após a Segunda Guerra Mundial, assumiu a responsabilidade pelos
crimes cometidos contra a humanidade, o Japão não apenas negou a existência das
“estações de conforto” como também destruiu provas da sua existência. Além
disso, o sistema não foi encerrado após a guerra. Durante a ocupação
estadunidense, ele continuou funcionando, atendendo agora aos soldados dos
Estados Unidos. Estima-se que, após a guerra, cerca de 70.000 mulheres foram
escravizadas para atender a 350.000 soldados durante a ocupação do Japão.[3]
A busca pelo
reconhecimento dos crimes e por reparação tem sido a luta das sobreviventes e
suas famílias desde a década de 1990, quando surgiram as primeiras
denúncias. A sociedade mobilizou-se, tanto na Coreia quanto em
outros países, nos quais as mulheres também foram vítimas da escravidão sexual
durante e depois da Segunda Guerra, incluindo o próprio Japão. “Grama” e outras
obras que abordam o tema cumprem o papel de reivindicar esse “dever de memória”
e ser o lugar de fala dessas mulheres que, por quase 50 anos, permaneceram
resignadas e silenciadas em seus sofrimentos, mas que agora estão tendo-os
registrados nos anais da história.
A luta das comfort women tornou-se
a luta de todas as mulheres contra a exploração sexual e o machismo, que as
sufocam e oprimem em todo mundo, não apenas no Leste Asiático. “Grama” fala com
essas mulheres a partir da linguagem universal da justiça, da reivindicação de
uma memória, mesmo que dolorosa, dando nome e identidade a mulheres que foram
por décadas silenciadas.
O que você achou desse assunto?
Você gostaria de ter essa HQ na nossa
Gibiteca?
Deixe seu comentário!
Bibliografia consultada:
[1] OKAMOTO,
Julia Yuri. As “mulheres de conforto” da Guerra do Pacífico. Revista
de Iniciação Científica em Relações Internacionais, João Pessoa, v. 1, n.
1, 2013. p. 92-93. Disponível em:
<https://periodicos.ufpb.br/index.php/ricri/article/view/17698/10136>.
Acesso em: 12 out. 2020.
[2] NOGUEIRA,
Natania Aparecida da Silva. Entretien avec l'artiste de bande dessinée. Entrevista
com Keum Suk Gendry-Kim. Mensagem
recebida por: <natania.nogueira2010@gmail.com> em 30 set. 2020.
[3] RAYMOND, Janice. 70 anos
depois, um novo sistema de “mulheres de conforto”. Medium.
Feminismo com classe. Disponível em: < https://cutt.ly/ngk6PKO >. Acesso
em: 28 set. 2020.
terça-feira, 23 de março de 2021
HALLYU, A ONDA COREANA: VOCÊ SABE O QUE É ISSO?
quinta-feira, 18 de março de 2021
QUE TAL APRENDER A FAZER SEUS PRÓPRIOS BLOCOS E CADERNOS?
terça-feira, 16 de março de 2021
SERÁ QUE VOCÊ REALMENTE SABE QUEM SÃO OS VINGADORES?
Os Vingadores
(The Avengers) são um grupo de super-heróis das Histórias em Quadrinhos
(HQs), criado por Stan Lee, Jack Kirby e Dick Ayers, em
1963, e publicados desde aquela época pela editora Marvel Comics, nos Estados Unidos. A Marvel também criou e publica as aventuras de outros super-heróis como o Homem Aranha, o Demolidor e a Miss Marvel.
Nos quadrinhos, tudo começou com Loki, o deus da trapaça tentando usar o Hulk para se vingar de seu irmão, Thor. Mas o Deus do Trovão recebeu ajuda de outros heróis da terra, Homem de Ferro, Homem-Formiga e a Vespa, que juntos conseguiram derrotar Loki e salvar o Hulk. Diferente do que foi mostrado no cinema, vai ser o Homem-Formiga que vai sugerir que o grupo permaneça unido e a Vespa que escolheu o nome do grupo, batizando-o de “Avengers”. Vai ser apenas na quarta aventura do grupo que o Capitão América vai ser recrutado. Sendo assim, ele não um dos membros fundadores do grupo, como muitas pessoas acreditam.
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| Primeira aventura dos Vingadores, em 1963. |
A equipe de
super-heróis mais poderosa da terra passou por muitas fases, nas quais muitos
dos seus membros abandonaram o grupo ou foram substituídos. Alguns Vingadores chegaram a morrer nos
quadrinhos, outros tornaram-se vilões e se voltaram contra seus companheiros.
Os Vingadores lutaram muitas vezes ao lado de outros grupos e outros
super-heróis, como os X-Men e os Guardiões da Galáxia.
A equipe, que existe há mais de cinquenta anos, foi ganhado o gosto do público e hoje podemos encontrar os Vingadores facilmente em jogos, roupas, material escolar, desenhos animados e filmes. No cinema eles fizeram um grande sucesso, popularizando heróis pouco conhecidos como a Viúva Negra e o Gavião Arqueiro e inaugurando uma nova era no cinema, com efeitos especiais fantásticos e batalhas de tirar o fôlego.
| Os Vingadores no cinema. |
domingo, 14 de março de 2021
RETOMANDO AS POSTAGENS NO BLOG
Saudações a nossos leitores e leitoras!
A Gibiteca Helena Fonseca está inativa há vários meses devido à pandemia de Covid-19, por conta da reorganização que tivemos que fazer para poder adaptar nossas aulas à nova realidade. No entanto, ainda estamos aqui e vamos retomar nossas postagens a partir de hoje, trazendo dicas de quadrinhos para leitura, recomendando vídeos e atividades para professores que querem utilizar quadrinhos como ferramenta de ensino.
Quanto à Gibiteca, espaço físico, temos novidades. Nosso espaço está passando por uma reorganização, recebendo mais material e tendo o acervo sendo higienizado (passamos muito tempo fechados, é necessário), para podermos receber os alunos quando retornarem as aulas presenciais. Além disso, a conservação do acervo é necessária e deve ser regular.
Esperamos poder trazer novidades para quem se interessa por quadrinhos e educação e queremos suas sugestões para nosso blog. A Gibiteca Helena Fonseca está caminhando para completar 15 anos de existência em 2022 e queremos manter vivo nosso compromisso com nossos alunos, professores e toda a comunidade escolar, além de você, nosso leitor, que vem nos acompanhando desde o início das nossas atividades.
Dito isso, convidamos todos a compartilhar conosco nosso amor pelos e pela educação.
Direção da E. M. Judith Lintz Guedes Machado
Coordenação da Gibiteca Helena Fonseca
terça-feira, 9 de junho de 2020
DESENHISTA CRIA LIVROS DIGITAIS BASEADOS NA HISTÓRIA DE UBERABA E EM ATLETAS PARALÍMPICOS DA ADEFU
Ilustrados e roteirizados pelo desenhista Lacerda, os livros digitais "A Menina do Violino Azul" e “A Menina do Violino Azul - Parte 2: A esperança Contra o Coronavírus”, estão disponíveis pela internet.
A personagem principal é Nanda, uma menina deficiente que tem como companhias a cadeira de rodas, um tanque de oxigênio e um violino azul.
A garotinha passeia por um alguns locais que são considerados cartões postais da cidade – como a Igreja Santa Rita, Peirópolis e Museu do Zebu – e conhece a Associação dos Deficientes Físicos de Uberaba (Adefu), onde se sente inspirada pelos atletas paralímpicos.
Escritos com foco no público infanto-juvenil, os livros têm uma linguagem didática e, além de valorizarem a história de Uberaba, também abordam a inclusão.
"A abordagem feita pelo autor traz um olhar para a inclusão, que vai além das limitações físicas ou intelectuais. Aborda com maestria também a inclusão das pessoas, no que se refere ao acesso de todos, independente das limitações, aos bens socioculturais da humanidade, como por exemplo o patrimônio histórico e científico", comentou a secretária municipal de Educação, Silvana Elias.
De acordo com o desenhista, os livros "A Menina do Violino Azul" preenchem uma lacuna na produção de Histórias em Quadrinhos na cidade.
“Uberaba pode se tornar um centro produtor de Histórias em Quadrinhos. Temos uma riqueza cultural única, somos conhecidos como a cidade dos Dinossauros, a capital do Zebu, a terra de Chico Xavier, a cidade das igrejas históricas e isso precisa ser divulgado”, ressaltou Lacerda.
Postagem publicada originalmente no G1.
sábado, 6 de junho de 2020
ESCOLAS DOS ENSINOS FUNDAMENTAL E MÉDIO TERÃO EDUCAÇÃO AMBIENTAL EM QUADRINHOS
Foi lançado nesta sexta-feira, 5/6, em comemoração ao Dia Mundial do Meio Ambiente, o e-book Falando de Meio Ambiente em Quadrinhos que reúne 21 histórias criadas e ilustradas por alunos da graduação de Engenharia Ambiental da Universidade Veiga de Almeida (UVA). O material traz conceitos de ecologia e sustentabilidade de forma didática e criativa para ser usado como ferramenta de educação ambiental por professores dos ensinos fundamental e médio.
“Esse conteúdo adicional é um incentivo para interação uma vez que a proposta é que sejam realizados desafios on-line entre os estudantes. Isso é muito positivo nesse cenário de isolamento social ocasionado pelo novo coronavírus”, destaca Viviane.
A professora avalia que a pandemia da covid-19, além de todos os impactos socioeconômicos, também provocou questionamentos sobre a forma como lidamos com o planeta.
“Não existe economia sem os recursos naturais e pessoas. Por isso, é preciso pensar nos próximos passos para nos adaptarmos à nova realidade. E a educação ambiental é uma importante aliada na construção de seres conscientes e engajados”, conclui.
O e-book Falando de Meio Ambiente em Quadrinhos já é resultado do novo modelo pedagógico UVA Maker, implantado no começo deste ano pela instituição de ensino, cujo objetivo é que o aluno se transforme em protagonista do processo de aprendizagem, através de ações atreladas aos Objetivos de Desenvolvimento Sustentável da ONU. O e-book será distribuído para as Coordenadorias Gerais de Educação do Munícipio (CREs) e também estará disponível para o download no site da universidade. Para acessar basta se cadastrar no site.
Postado originalmente no Diário do Rio.Com
domingo, 29 de março de 2020
TURMA DA MÔNICA LIBERA MAIS DE 180 HISTÓRIAS EM QUADRINHOS DE GRAÇA
quinta-feira, 26 de março de 2020
ALBERTO UDERZO: DESPEDINDO DO PAI DE ASTERIX
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| Imagem capturada em: https://www.correio24horas.com.br/noticia/nid/albert-uderzo-criador-de-asterix-e-obelix-morre-aos-92-anos/ |
























