terça-feira, 19 de maio de 2009

Oficina de colorização com Rod Reis na Quanta (SP)


O ilustrador e colorista Rod Reis (Superman; Supergirl; Teen Titans) ministrará uma a Oficina Colorização Digital para Quadrinhos - Especializado em Super-Heróis nos dias 11 e 18 de julho (sábados), das 10h às 17h, na Quanta Academia de Artes ((Rua Dr. José de Queirós Aranha, 246 - Vila Mariana - São Paulo-SP). Para participar é necessária aprovação prévia de portfólio (enviar no máximo 5 trabalhos em baixa resolução para o e-mail quanta@quantaacademia.com), idade a partir de 14 anos e conhecimento mínimo das ferramentas do Photoshop; o investimento é de R$ 320,00. Para as aulas, pede-se que o aluno leve pen drive. Serão abordados os seguintes tópicos: Interpretação do roteiro, Formatação da página, Cor Base, Aplicação de teoria de cor, Cores complementares, Valores, Temperatura, Harmonização, Contraste, Saturação, Narrativa com a cor, Psicologia das cores, Fechamento do arquivo, Efeitos especiais e Estilos de colorização.

11º Concurso Nacional de Contos Josué Guimarães: inscrições abertas

Foram abertas as inscrições do 11º Concurso Nacional de Contos Josué Guimarães, organizado em Passo Fundo (RS) pela Universidade de Passo Fundo juntamente com a Prefeitura de Passo Fundo, o Governo do Estado do Rio Grande do Sul e o Instituto Estadual do Livro, que premiará o vencedor com R$ 5.000,00 e o Troféu Vasco Prado (além de um estágio de 10 dias na Universidad de Santiago de Compostela, na Espanha, com direito a passagem aérea, hospedagem, participação em seminários de literatura e, encontros com professores e críticos literários) e o segundo colocado com R$ 3.000,00 e o Troféu Vasco Prado; também poderá haver menções honrosas para trabalhos que se destacarem. Podem se inscrever contistas com obras publicadas ou não, desde que apresentem contos inéditos; as inscrições vão até o dia 1º de junho e os vencedores serão conhecidos na abertura da 13ª Jornada Nacional de Literatura de Passo Fundo, no dia 24 de agosto de 2009. O regulamento completo está disponível aqui; mais informações pelo telefone (54) 3316-8368 ou pelo e-mail jornada@upf.br.

Exposição Charivari - Desenhos no SESC Ribeirão Preto (SP)


Exposição Charivari - Desenhos ficará aberta ao público até o dia 30 de maio no SESC Ribeirão Preto (Rua Tibiriçá, 50 - Centro - Ribeirão Preto-SP); a entrada é franca. Estão expostas 12 lâminas de papéis variados e cores diversas, com impressão em serigrafia duas cores [preto e branco], publicadas na segunda edição do livro Charivari. As ilustrações são de Andrés Sandoval, Daniel Bueno, Fábio Zimbres, Fernando Vilela, Laura Teixeira, Luana Geiger, Mariana Zanetti, Fernando de Almeida, José Silveira, Madalena Elek, Marcelo Salum e Silvia Amstalden. De terça a sexta, das 13h30 às 21h30; sábados, domingos e feriados das 9h30 às 17h30. Mais informações sobre o grupo Charivari estão disponíveis aqui.

ABERTAS AS INSCRIÇÕES: “OFICINA DE DESENHO PARA CRIANÇAS”


O cartunista e escritor Moacir Torres, criador da Turma do Gabi e muitos outros personagens, estará ministrando durante os meses de Agosto a Dezembro, mais uma Oficina de Desenho no Casarão Cultural Pau Preto. A oficina é dirigida a crianças de 9 a 13 anos (Completos), e são ministradas as terças e quintas feiras na parte da manhã e da tarde.

As inscrições poderão ser feitas de 1 a 30 de Junho na Biblioteca do Casarão.
Para se inscrever, os interessados deverão levar um comprovante de residência e documentos pessoais. Maiores informações: (19) 3875-8383 e 3834-6319
http://www.promemoria.indaiatuba.sp.gov.br/

MOACIR TORRES RECEBE HOMENAGEM EM ITU-SP
No próximo dia 24 (Domingo) a partir das 16h00, estará acontecendo em Itu-SP.
a 1º Expozine. Na ocasião o cartunista e escritor Moacir Torres estará sendo homenageado por ter sido um dos mais importantes fanzineiros do movimento cultural e alternativo brasileiro das décadas de 70,80 e 90. Nessa época Torres fazia parceria com o escritor Cláudio Feldman (ABC-SP) e chegou a publicar dezenas de fanzines, dentre eles: Jornal da Taturana, Tempo Livre e Humor-Já.

A Expozine estará ocorrendo no Ponto de Leitura da Biblioteca comunitária Profº Waldir de Souza Lima que fica Rua Floriano Peixoto no centro de Itu. Participe!
Maiores informações: http://bibliotecacomunitaria.wordpress.com/

Quadrinhos na escola, sim, mas com responsabilidade

Vamos direto ao ponto crucial: todo livro é bom? Não, alguns livros decididamente foram editados muito mais pela vontade de seus autores do que pela qualidade de seu conteúdo. O mesmo se pode dizer dos quadrinhos. Eu sou defensora dos quadrinhos, claro, mas há quadrinhos e quadrinhos. Deve existir um critério mínimo para se escolher o tipo de quadrinho que se leva para uma sala de aula, ou mesmo para dentro de casa.

Na gibiteca temos alguns quadrinhos que são mais "fortes" que outros (com cenas mais violentas, abordagens mais adultas e até mesmo alguns palavrões, embora tenhamos uma política contra quadrinhos eróticos dentro da escola), mas eles estão colocados estrategicamente em prateleiras mais altas e são liberados para alunos mais velhos (temos alunos de até 70 anos na escola). Pra tudo tem que haver critério.

Esta é uma das razões pelas quais pedimos sempre aos nossos professores que leiam antes de levar para seus alunos lerem. O que não se pode aceitar é que um organismo ligado à educação e ao poder público utilize um material inadequado e, ainda mais, distribui-lo nas escolas. Usar quadrinhos na sala de aula tem sido uma noviddade e muitos estão aderindo até mesmo por modismo. Mas nunca, nunca devemos esquecer que deve haver critério. O caso de São Paulo deve servir de exemplo, um infeliz exemplo de ingerência.
Gostaria de deixar bem claro, que não estou criticando o trabalho dos cartunistas. Ele é bom, não resta dúvida , mas destinado a outro público. O quadrinhista escreve uma obra para determinada faixa etária. Se ocasionalmente ela cai nas mais de crianças fora desta faixa é um acidente, se uma Secretaria de Educação compra e distribui aleatoriamente, é incompetência. Talvez fosse o caso de se instalar projetos de leitura dentro das secretarias de educação, pois, como um dos cartunistas afirmou: "Quem escolheu não leu o livro". Ora, se os técnicos da educação não estão lendo, como exisgir que alunos e professores leiam?


SP distribui a escolas livro com palavrões

Com termos impróprios e conotação sexual, obra seria utilizada por estudantes da rede estadual na faixa de nove anos Governo de SP disse que houve falha na escolha do livro para o programa Ler e Escrever e que determinou o recolhimento das obras

FÁBIO TAKAHASHIDA

Secretaria Estadual da Educação de São Paulo distribuiu a escolas um livro com conteúdo sexual e palavrões, para ser usado como material de apoio por alunos da terceira série do ensino fundamental (faixa etária de nove anos).A gestão José Serra (PSDB) afirmou ontem que houve "falha" na escolha, pois o material é "inadequado para alunos desta idade", e que já determinou o recolhimento da obra.O livro ("Dez na Área, Um na Banheira e Ninguém no Gol") é recheado com expressões como "chupa rola", "cu" e "chupava ela todinha".

São 11 histórias em quadrinhos, feitas por diferentes artistas, que abordam temas relacionados a futebol -algumas usam também conotação sexual. A editora Via Lettera afirma que a obra é voltada a adultos e adolescentes.A pasta distribuiu 1.216 exemplares, que seriam usados como material de apoio para a alfabetização dos estudantes, dentro do programa Ler e Escrever (uma das bandeiras do governo na educação).

Nesse programa, os estudantes podem usar o material na biblioteca, na aula ou levar para casa. O livro começou a ser entregue na semana passada.É o segundo caso neste ano de problemas no material enviado às escolas. A Folha revelou em março que alunos da sexta série receberam livro em que o Paraguai aparecia duas vezes no mapa.

"Os erros revelam um descuido do governo na preparação e escolha dos materiais", afirmou a coordenadora do curso de pedagogia da Unicamp, Angela Soligo."Há um constante ataque do governo contra os professores e a formação deles. Mas o governo coloca à disposição dos docentes ferramentas frágeis de trabalho", disse Soligo.

Posição oficial

A reportagem solicitou entrevista com o secretário da Educação, Paulo Renato Souza. A pasta, porém, só divulgou uma nota, que não esclarece como é feita a escolha dos livros.Sobre a responsabilidade pelo erro, disse apenas que abriu uma sindicância.O governo afirma que "este livro é apenas um dos 818 títulos" comprados e que os 1.216 exemplares da obra representam "0,067% do 1,79 milhão de livros colocados à disposição das crianças". Diz ainda que faz um grande esforço para estimular o hábito da leitura.

O gerente de marketing da editora Via Lettera (responsável pelo livro), Roberto Gobatto, afirmou que apenas atendeu ao pedido de compra (no valor de cerca de R$ 35 mil) feito em novembro, na gestão de Maria Helena Guimarães de Castro na pasta da Educação."Não sabíamos para qual faixa etária seria destinada. Se soubéssemos, avisaríamos a secretaria", disse Gobatto.Na história mais criticada por professores que tiveram contato com a obra, o cartunista Caco Galhardo faz uma caricatura de um programa de mesa-redonda de futebol na TV.Enquanto o comentarista faz perguntas sobre sexo, jogadores e treinadores respondem com clichês de programas esportivos, como "o atleta tem de se adaptar a qualquer posição".Quem escolheu não leu o livro, diz cartunista

DA REPORTAGEM LOCAL
O cartunista Caco Galhardo, autor da história mais criticada do livro por professores, disse que a obra não era destinada a alunos. Caco é quadrinista da Folha. (FT)

FOLHA - A sua história era para crianças de nove anos?
CACO GALHARDO - Imagina. É uma HQ [história em quadrinhos] justamente para não ir para escola. Há um movimento de se colocar quadrinhos nas aulas, porque é uma linguagem acessível para a molecada. Fiz uma adaptação do Dom Quixote que foi para várias escolas. Mas os caras têm de ter critério para ver qual quadrinho colocar. Nessa eu tirei sarro de uma mesa-redonda.
FOLHA - Sabe como foi parar nas escolas?
GALHARDO - O cara que escolheu não leu o livro.
Sindicância vai apurar quem escolheu obra

DA REPORTAGEM LOCAL
O governo José Serra (PSDB) admitiu que errou ao distribuir a publicação, mas apontou que a obra é só uma das 818 escolhidas. Abaixo, leia a íntegra da nota divulgada pela Secretaria da Educação.

"A Secretaria de Estado da Educação determinou ainda na semana passada (dia 15) o recolhimento imediato da publicação "Dez na área, um na banheira e ninguém no gol". É importante esclarecer que o livro é apenas um dos 818 títulos, comprados de 80 editoras, para apoiar o programa Ler e Escrever, voltado a reforçar a alfabetização de crianças.Apenas 1.216 exemplares do título foram efetivamente distribuídos às escolas, o que significa 0,067% do 1,79 milhão de livros colocados à disposição das crianças como material de apoio nas salas de aula. O governo faz grande esforço para estimular o hábito da leitura pelas crianças, pois isso favorece muito o aprendizado.

O livro citado seria utilizado por alunos da terceira série, mas sua escolha foi um erro, pois o material é inadequado para alunos dessa idade. A falha foi apontada pelos coordenadores pedagógicos do programa Ler e Escrever tão pronto receberam os primeiros exemplares do livro na semana passada.A Secretaria da Educação instaurou uma sindicância para apurar as responsabilidades pelo processo de seleção dos livros, que tem prazo de 30 dias para ser concluída."

segunda-feira, 18 de maio de 2009

HQ sobre índios une arte e antropologia

Foto tirada por André Toral
Autor de "Os Brasileiros" afirma que prioriza a imaginação, mas se apropria de temas da antropologia
PEDRO CIRNECOLABORAÇÃO PARA A FOLHA
Quem são os brasileiros? Ou melhor: existe uma resposta única para essa pergunta, ou depende da época, do lugar, do contexto? Esses questionamentos estão presentes nas sete histórias em quadrinhos publicadas no livro "Os Brasileiros", de André Toral, 51, lançado neste mês. A busca da identidade não é um tema estranho a Toral, que além de quadrinista também é antropólogo e professor de história da arte -uma parte de sua tese de doutorado virou a HQ "Adeus, Chamigo Brasileiro", lançada em 1999. Mas ele faz questão de frisar: não é um desenhista que ilustra antropologia, mas um criador de histórias em quadrinhos. "Se eu quisesse fazer história, ia para academia.
Aqui, é a imaginação que vale", diz Toral, sobre as histórias que cria. Mas há um momento em que os caminhos do antropólogo e do artista se cruzam: "A antropologia ensina um jeito diferente de ver o mundo, uma espécie de estranhamento da realidade que me leva a encontrar temas para as histórias em quadrinhos". As sete histórias de "Os Brasileiros" têm índios como protagonistas. São HQs que se passam em momentos e lugares diferentes da história brasileira: do Sudeste nacional do século 16 ao Nordeste invadido por holandeses no século 17, passando por uma estrada no Rio Grande do Sul do século 20. "O livro mostra índios em diferentes contextos. Como é ser índio no Brasil de hoje?", pergunta o autor.
"Condição plural"
O antropólogo e quadrinista ("Eu via isso como uma esquizofrenia profissional, hoje sei que essas duas posições se alimentam") explica a escolha do título do livro: "Brasileiros é uma condição plural". "Por isso que o título está no plural, ele remete a um problema: o que significa ser brasileiro? Não é uma condição única: varia com o período histórico." Há uma diferença entre a maneira como o índio é retratado normalmente em livros e quadrinhos (heroico, inocente, vítima) e como Toral os retratou em "Os Brasileiros": "Os índios são tão complicados quanto nós, não dá para simplificar com um traço único, um caráter único: não é possível". "Eu respeito essa complexidade dos índios e não posso julgá-los por suas decisões." "Os índios não podem ser retratados como vítimas das circunstâncias, porque sempre foram protagonistas da história. Eles tomam decisões ativas, não apenas reagem aos acontecimentos", diz o quadrinista.

DOIS ANOS DE GIBITECA


Hoje a Gibiteca completa dois anos de funcionamento e vamos comemorar lançando, ao mesmo tempo, nosso II Concurso de Desenhos e nosso II Concurso de quadrinhos. As inscrições começam oficialmente hoje e vão até o dia 18 de junho. O resultado será divulgado no dia 20 de junho, durante a festa junina da escola.

Podem participar todos os alunos da escola, menos os que fazem trabalho voluntário. O concurso de desenhos será direcionado ao Ensino Fundamental I e o tema é "Meu personagem de quadrinhos preferido". O concurso de quadrinhos será para os alunos do Fundamental II e o tema é "A importância da Leitura".

Os três primeiros colocados em cada concurso irão receber um prêmio super especial, doado por pessoas da nossa comunidade e que estão sempre participando e colaborando com a escola e com a nossa Gibiteca.

Disney, vida e fantasia de luzes e sombras


Quando estreou em fevereiro de 1940, Pinóquio, que acaba de voltar ao mercado em DVD comemorativo, não fez sucesso de público. Alguns atribuíram o fato ao tom "perturbador" ou "desolado" que diferia de Branca Neve e os Sete Anões, lançado no Natal de 1937 e consagrado como uma fantasia sobre a beleza virtuosa, e diferia mais ainda de Mickey Mouse, o personagem boa-praça que havia sido um marco inaugural do desenho animado em 1928. Walt Disney foi mais prático: o público estava interessado em assistir a ...E O Vento Levou, épico de amor em meio à Guerra Civil, um arrasa-quarteirão distribuído poucas semanas antes. Seja como for, Pinóquio trouxe prejuízo.Essa história, contada na biografia Walt Disney - O Triunfo da Imaginação Americana, de Neal Gabler (editora Novo Século, 944 págs., R$ 89,90, tradução de Ana Maria Mandim), catatau que acaba de sair no Brasil, chama atenção porque o filme já era uma adaptação adocicada de um livro infantil clássico, do escritor italiano Carlo Collodi. Disney pegou um personagem menor da história, o grilo, juntou fadas a ela, eliminou cenas consideradas "cruéis" e transformou o boneco de olhos de pinho num menino que aprende a lição do bom comportamento depois de viver enrascadas em má companhia. Mesmo assim, o público da época não viu escape suficiente ali.Quem acha que Disney se tornou a poderosa indústria que se tornou porque criou "um mundo de fantasia", feito apenas de finais felizes para iludir a criançada, precisa, portanto, rever sua opinião. Afinal, ela não explica sozinha por que ele continua a ser admirado pelas gerações seguintes e por adultos, inclusive críticos de arte da seriedade de Robert Hughes e Paul Johnson. Em outras palavras, não explica por que seus filmes ganharam o status de clássicos, palavra que designa perfeitamente seu estilo visual e a permanência de sua força, como se vê também na quantidade de interpretações - especialmente as psicanalíticas - que inspira até hoje.Reduzir Pinóquio (lançado agora pela Buena Vista em edição com dois DVDs) a uma historinha linear de triunfo é bobagem, como quase todos os grandes filmes de Disney. Pois a cena definitiva é aquela em que Pinóquio e Gepeto, seu criador e pai, conseguem? Com os malandros de rua, que o levaram a praticar vícios de muitas espécies, sobretudo o da mentira. Ou seja: se não fosse pelos ensinamentos trazidos no descaminho, assim como pelas advertências do Sancho Pança encarnado pelo Grilo Falante, Pinóquio não teria retornado à harmonia do lar. Se o desfecho é sempre reconfortante, é porque antes o público foi levado ao desconforto - e este também deixa marcas que o clímax não apaga."A vida se compõe de luzes e sombras", Disney disse, "e seríamos desonestos, insinceros e açucarados se tentássemos fingir que não existem sombras." Ele estava se referindo a Bambi, seu filme de 1942, em que quis combinar drama e delicadeza como ainda não havia combinado. Gabler conta que a sequência da morte da mãe de bambi foi desenhada pela equipe de Disney, mas que ele decidiu não incluí-la no filme. Alegou que seria "enfiar uma faca no coração" do público, e que apenas sugerir visualmente o acontecido - o som do tiro ao fundo, as silhuetas que desaparecem, a neve que cai no silêncio - seria melhor. Até hoje a cena comove dez entre dez crianças pequenas justamente porque as desconcerta - tal como em Rastros de Ódio, de John Ford, os adultos se desconcertam com John Wayne saindo da caverna onde viu o desfecho do rapto da sobrinha, sem que nós vejamos a imagem. O filme anterior a Bambi havia sido Dumbo, que não tinha o caráter épico que mais agradava ao cineasta, mas que também traz suas pequenas subversões. Depois da cena em que a mãe embala o elefante passando a tromba por meio da jaula onde foi aprisionada, cena que ainda evoca lágrimas nas crianças do século 21, Dumbo vive uma experiência que vai lhe revelar uma possibilidade de libertação. Qual? Ele e seu amigo ratinho - outra voz de consciência, só que encorajadora e não admoestadora - bebem vários litros de champanhe da tina onde pensavam ter água. Têm alucinações, como elefantes rosas flutuando ao som de jazz e se metamorfoseando em padrões coloridos. Quando acordam, estão em cima de uma árvore. A esperteza do ratinho, como a de Mickey, deduz: Dumbo pode voar com suas orelhas, e o que antes era estigma humilhante vai se tornar aceitação social. Qualquer pessoa de talento que não foi compreendida na juventude, por excentricidade, sabe o que é essa volta por cima. E quem hoje colocaria um porre no ponto-chave do roteiro?Mesmo Branca de Neve, cujo sucesso Gabler associa ao clima da Depressão, para o qual seria antídoto, tem muitas doses sombrias. A inveja sexual da rainha à beleza da adolescente é clara, e os métodos que usa para afastá-la como o envenenamento da maçã - que parece dizer a ela que o sexo é pecado, e não um prazer sem culpa - são, como se diria hoje, radicais, tanto quanto sua morte. E a ajuda que recebe vem de sete anões que, ao contrário do que temiam as crianças da época, e como se fossem contrapontos aos sete pecados nomeados pela religião, são simpáticos e encarnam virtudes como sabedoria e bondade; mesmo o abobado Dunga, motivo de reclamação recente dos "politicamente corretos", representa a doçura, do mesmo modo que Zangado é na realidade um desconfiado que deseja estar errado em sua desconfiança.Por baixo de sua fileira de chavões, de lugares-comuns como "o que importa é a beleza interior" ou "siga seu coração", Disney pôs sutilezas e inovações que o levam além da arte como mera fantasia moralizante. Isso se traduz naquilo que Gabler descreve em mais detalhes: as dúvidas e mudanças feitas durante a produção de cada filme, incluindo diversas brigas com seus desenhistas e roteiristas, em busca de enredos fluentes, personagens com profundidade, mistura calibrada de passagens cômicas, líricas e dramáticas. Era nesta ordem, por sinal, que os trabalhos eram feitos - as passagens dramáticas ficavam para o final porque exigiam mais "sofisticação", segundo Disney.Esse aspecto, a linguagem, não é nada secundário. Há uma combinação de simplicidade e sofisticação no mundo figurativo de Disney. Ao contrário de muitos artistas mesmo do cartum e dos quadrinhos, ele não teve influência direta de algum grande mestre do passado ou de sua época. Era fã de tiras em quadrinhos nos jornais como Gato Félix e de propagandas; e foi assim que começou sua carreira como desenhista. No começo tinha uma certa afetação "art nouveau", alguns floreios, e depois foi assumindo linhas mais limpas. (O mesmo aconteceu com sua assinatura, quando convertida em marca.) Eram traços econômicos, gráficos por natureza, mas as texturas dadas pelas cores e iluminação tornavam tudo mais apurado; Bambi foi um "tour de force" nesse aspecto, com cada turma de desenhistas ocupada com um personagem.Gabler mostra Walt Disney como uma espécie de Cidadão Kane, entre perfeccionista e nostálgico, ao mesmo tempo doce e duro com os funcionários, feliz apenas no trem de brinquedo que tinha no quintal. Era teimoso (diante de observações como a da mulher, "Quem vai querer ver um filme com anões?"), gastava muito em tintas e "storyboard" (rejeitava repetir o fundo das cenas), tocava projetos demais simultaneamente. Mas sempre soube se reinventar, mesmo depois da longa estiagem dos anos 40, quando concorrentes como a Warner Bros. tomaram a vanguarda com filmes mais irônicos ou ambivalentes.Nos anos 50, começando por Cinderela, que incorporou um musical à história, ele voltou a falar com o grande público. Realizou velhos projetos, como Alice no País das Maravilhas e Peter Pan, e ficou mais água-com-açúcar em A Bela Adormecida e A Dama e o Vagabundo, este uma lembrança de sua primeira e eterna admiração por Charlie Chaplin, pela maneira enganosamente simples de encadear gags e reviravoltas mexendo com os impulsos sentimentais e cômicos igualmente. Seu cinema faz parte dessa grande arte comercial anglo-americana, que encantou o mundo por sua vitalidade, por uma jovialidade que, de certa forma, abriu caminho para a contracultura - na qual houve o reconhecimento de que em cada adulto há uma criança e é saudável liberar sua voz de vez em quando. Não à toa John Lennon admirava Lewis Carroll como Disney admirava.Não faz sentido fazer como o hiperconservador Paul Johnson e comparar Disney com Picasso, como fez em Os Grandes Criadores, ele que também tem um livro chamado Para o Inferno com Picasso. Disney não foi um revolucionário das artes visuais. Mas consolidou um novo tipo de arte, o cinema de animação, e com grande qualidade técnica na maneira como "antropomorfiza" animais, dando-lhes uma identidade humana. Porém, há quem veja nisso uma tentativa de controlar a natureza pelo comodismo e infantilização - ou algo equivalente ao Monte Rushmore, em que a natureza é transformada em história, no passado clássico que os EUA não tiveram como o Velho Mundo, com o esculpir dos fundadores republicanos na montanha romântica. Não. É apenas um filme para crianças - e crianças, como se sabe, são atraídas por bichos e sonhos. Disney, segundo Gabler, sempre teve a preocupação de não ser naturalista demais, de acrescentar algo imprevisível nas figuras e nas tramas. É esse meio caminho entre realismo e fantasia que atingiu de modo único. Num século em que os contos de fada foram ridicularizados pela arte moderna e pelos freudianos como instrumentos de alienação, ele ajudou a manter a força da imaginação visual, da cena que perdura na memória pelo desenho e pelo instante em que acontece, atingindo as pulsões pueris.Ele morreu em 1966, aos 65 anos, ciente de que tinha erguido uma obra que continuaria viva, independentemente de parques temáticos e escalas industriais, da conversão de sua arte em commodity. Sua herança de histórias infantis com antropomorfismo e inventividade tem diversos seguidores, em destaque nos excelentes filmes da Pixar (como Monstros S.A., Procurando Nemo, Ratatouille e Wall-E); mas, se perderam parte do tom ingênuo, eles tampouco são capazes dos mesmos momentos dramáticos. Como em tudo, e no próprio Walt Disney não seria diferente, luzes e sombras caminham juntas.

Fonte: Estadão

sexta-feira, 15 de maio de 2009

Feira de Troca de Livros e Gibis no Parque do Ibirapuera

Neste domingo, dia 17 de Maio, é a vez do Parque do Ibirapuera em São Paulo, receber a Feira de Troca de Livros e Gibis, da Secretaria Municipal de Cultura. A participação é gratuita e pode ser feita entre as 10h e 15h. O projeto, que começou em 2007, terá edições em diversos parques da cidade até novembro deste ano.

Coordenada pelo Sistema Municipal de Bibliotecas, o evento já promoveu cerca de 10 mil trocas entre os freqüentadores em 2007 e, no ano seguinte, foram mais de 25 mil, a boa receptividade à iniciativa estimulou a edição em 2009 que promete superar mais uma vez o número de trocas.

Neste ano a programação inclui oito parques localizados nas zonas central, norte, sul e leste, o objetivo do projeto é criar uma oportunidade para que o público renove sua biblioteca pessoal, trocando um título que já tenha sido lido por outro de seu interesse. A única recomendação é que os livros não sejam didáticos e estejam em bom estado, para os gibis não há restrição, são bem-vindos exemplares de qualquer época.

As trocas podem ser realizadas diretamente entre os freqüentadores que podem usar mesas organizadas por assuntos: literatura geral, literatura infanto-juvenil, gibis e troca com a mesa - espaço no qual o leitor pode deixar um título e pegar outro que esteja disponível. Nessa última, o leitor poderá depositar um título e pegar outro que tenha sido deixado.

O intuito é que as mesas funcionem como pontos de encontro para os leitores de determinado gênero.Confira abaixo as datas das próximas feiras e seus respectivos parques

17/05 - Parque do Ibirapuera que fica na av. Pedro Álvares Cabral, s/n Portão 10, na Vila Nova Conceição
07/06 - Parque do Carmo que fica na av. Afonso Sampaio e Souza, 951, em Itaquera
02/08 – Parque do Piqueri que fica na Rua Tuiuti, 515, no Tatuapé13/09 - Parque da Luz que fica na Praça da Luz, s/n°, no Bom Retiro
04/10 - Parque Cidade de Toronto que fica na av. Cardeal Mota, 84, em Pirituba
08/11 - Parque Santo Dias que fica na Estrada de Itapecerica, altura do n° 4.800, no Capão Redondo

Mais informações:
www.bibliotecas.sp.gov.brPq. Ibirapuera MarquiseAv. Pedro Álvares Cabral, s/ nº - Parque Ibirapuera - Sul.Telefone: 3675-8096
Fonte: Impulso HQ

Editora Agir lança adaptação em quadrinhos de O Pagador de Promessas


Um homem vai do interior da Bahia até Salvador, carregando uma cruz, com um objetivo: agradecer a Santa Bárbara pela recuperação do animal que lhe dá sustento.

Ao chegar à cidade grande, Zé-do-Burro fica perdido, mas a obstinação de cumprir a promessa o faz enfrentar os obstáculos. Estrangeiro em seu próprio país, Zé-do-Burro vem de um lugar distante da disputa de poder na qual passa a se ver envolvido.

O livro revela a tragédia de um sujeito que não compreende os códigos e poderes do mundo em que vive e faz uma crítica à opressão do homem.

Com os traços de Eloar Guazzelli, O Pagador de Promessas (formato 28 x 21 cm, 72 páginas, R$ 44,90), obra de Dias Gomes, é o novo título da coleção Grandes Clássicos em Graphic Novel. O álbum é uma publicação da Editora Agir.
Fonte: http://www.universohq.com/quadrinhos/2009/n15052009_03.cfm

Visita dos alunos da educação infantil na Gibiteca

Esta semana os alunos da Professora Marília, da educação Infantil foram na gibiteca. Eles ainda não estão alfabetizados, mas ela os leva sempre que pode para folhearem as revistas infantis e contarem o que entenderam, apenas olhando as imagens. A professora também trabalha as tiras sem falas (balões) e faz leitura de gibis com eles.

Da última vez, cada um escolheu um gibi e levou para casa para ler com os pais. Segundo a professora, eles conhecem muito bem os personagens mais populares, como Mônica, Cebolinha, Cascão e Magali, e sabem até apontar traços característicos de casa um.

Como são quase nossos "sócios" - olhe que ainda nem sabem ler -, foram escolhidos para estrearem a nossa TV, vendo uma animação. Veja as fotos:

quarta-feira, 13 de maio de 2009

Chantal apresenta os seus quadrinhos na Biblioteca Infantil de BH

BRENO PROCÓPIO
Quem não conhece os personagens Edu, Hugo e Cacá que povoam a série de quadrinhos “Juventude”? Todos eles nasceram da imaginação da artista Chantal Herskovic, mineira de João Monlevade radicada em Belo Horizonte, que começou a publicar suas tirinhas aos 13 anos de idade e não parou mais.

Agora o universo lúdico de Chantal invade a Biblioteca Pública Infantil e Juvenil de Belo Horizonte no mês de maio. De 11 a 29, a artista expõe, no hall de entrada da biblioteca, tiras e quadrinhos da série “Juventude”, que trata de maneira bem humorada o cotidiano jovem, sua linguagem, conflitos e paixões. Nas tirinhas de Edu, o leitor se diverte com histórias sobre shows, música, estudos e a cibercultura.

A “Mostra Chantal” oferece ainda ao público ilustrações, trabalhos de design gráfico e cadernos de desenhos da autora.

Quadrinista mineira

O trabalho de Chantal Herskovic foi destaque em diversos encontros e festivais de quadrinhos, entre eles a 3° Bienal Internacional e os Festivais Internacionais de Quadrinhos, realizados em Belo Horizonte. Já teve desenhos publicados na Suíça e nos Estados Unidos e participou de exposições em Barcelona e Madri.

Segundo a artista, suas maiores influências foram e ainda são as histórias de Carl Barks, Hergé (Timtim), Bill Watterson (Calvin e Haroldo) e Will Eisner.

Suas ilustrações também podem ser apreciados em livros. A série “Juventude” já rendeu três volumes, publicados em 1998, 1999 e 2001. Além destes, Chantal também é autora dos livros "Blog da Cacau: ninguém merece!" e "Ai, amigas! Ninguém merece!", primeiro e segundo volume.

Mostra Chantal – Tiras, Quadrinhos e Desenhos
Local: Biblioteca Pública Infantil e Juvenil de Belo Horizonte, rua Carangola, 288, bairro Santo Antônio.
Data: de 11 a 29 de maio, de segunda a sexta, das 9h às 17h30; 16 e 17/5, sábado e domingo, das 9h30 às 12h15.

Kitty Pryde gera donativos para centro de hemofilia


Por Sérgio Codespoti (13/05/09)

Uma exibição no Floating World Comics, realizada em maio, está levantando fundos para o a clínica de hemofilia Oregon Hemophilia Treatment Center.

O tema da exibição é Kitty Pryde, a mutante dos X-Men, capaz de atravessar paredes. A idéia de usar a personagem como tema foi de Douglas E. Sherwood, da Oni Press, que é hemofílico.

Mais de 70 artistas participaram do evento. Os originais estão sendo leiloados no Ebay e o dinheiro arrecadado será doado ao Oregon Hemophilia Treatment Center.

Entre os artistas participantes estão Bryan Lee O'Malley, Farel Dalrymple, Nathan Fox, Vasilis Lolos, Jeffrey Brown, Tom Neely, Brandon Graham, Corey Lewis, Zack Soto, Edward Pun, Joëlle Jones, Zachary Baldus e muitos outros.

As imagens podem ser vistas aqui.

Fonte: Universo HQ

1ª Expozine de Itu

No dia 24 de maio, a partir das 16h, será oficialmente aberta a 1ª Expozine de Itu no Ponto de Leitura - Biblioteca Comunitária Prof. Waldir de Souza Lima (Rua Floriano Peixoto, 238 - Centro - Itu-SP). No sábado, dia 23 de maio, das 9h às 18h, o público frequentador da biblioteca já poderá ver os fanzines expostos. Haverá diversas atividades, todas gratuitas, no dia 24: Oficina com o fanzineiro ituano Paulo Rodrigues; Encontro de fazedores com coordenação do Zine Kausadores Di Revolta (Itu); Exposição de materiais; Palestra com o Prof. Gazy Andraus, Doutor em Ciências da Comunicação, na área de Interfaces da Comunicação, pela ECA-USP (premiado com a melhor tese de 2006 pelo HQMIX 2007); Intercâmbios de fanzineiros;e uma homenagem ao quadrinista e fanzineiro Moacir Torres (Indaiatuba). Os interessados em participar da Expozine devem enviar seus fanzines para: Rua Floriano Peixoto, 238 - Centro - CEP 13300-005 - Itu-SP, aos cuidados de Paulo Rodrigues (após o término do evento, os fanzines farão parte do acervo da fanzinoteca da Biblioteca). Mais informações sobre o evento aqui.

Fonte: http://www.bigorna.net/index.php?secao=noticias&id=1242189322

terça-feira, 12 de maio de 2009

Prêmio Escola Voluntária abre inscrições

O Prêmio Escola Voluntária tornou-se referência e tem por objetivo divulgar e premiar instituições de ensino responsáveis por projetos sociais que incentivem o trabalho voluntário entre os seus alunos. Nesta edição, o Escola Voluntária é destinado a escolas dos estados de São Paulo, Rio de Janeiro, Paraná, Rio Grande do Sul, Minas Gerais e Distrito Federal.

Qualquer escola, pública ou particular, pode se inscrever desde que o projeto indicado tenha sido iniciado no começo do ano letivo de 2008 e seja desenvolvido por alunos da 8ª série do Ensino Fundamental ou do 1º, 2º e 3º ano do Ensino Médio.

As inscrições estão abertas até o dia 30 de junho e podem ser feitas via internet, nos sites www.fundacaoitausocial.org.br, www.escolavoluntaria.com.br e www.radiobandeirantes.com.br, ou então pelo correio. Nesse caso, a escola deverá enviar a ficha de inscrição devidamente preenchida para a Rua Radiantes, 13 - Morumbi, São Paulo (SP) - CEP 05699-900.

Oficina de quadrinhos gratuita


Os editores da revista independente Subversos, Akira Sanoki e Alexandre Manoel, ministrarão uma Oficina Gratuita de Histórias em Quadrinhos na escola Arte São Paulo - Unidade Ana Rosa (Avenida Conselheiro Rodrigues Alves, 297 - São Paulo/SP) entre os dias 22 de maio e 12 de junho. As aulas acontecerão às sextas-feiras, das 14h às 17h.

O objetivo da oficina é proporcionar uma base mais ampla de conhecimentos e técnicas possibilitando o aluno estruturar melhor as suas próprias HQs, focando em quatro elementos essenciais: roteiro, criação de personagens, composição e narrativa.

Os alunos realizarão exercícios práticos criando histórias durante a aula, desenhando seus personagens, fazendo análises de HQs e explorações de diversos estilos.

A oficina é destinada a toda e qualquer pessoa interessada em criar uma História em Quadrinhos. Não é necessário domínio de desenho. A idade mínima é 14 anos.

As inscrições devem ser realizadas pessoalmente na escola. Informações pelo telefone 0XX-11-5571-7177 ou no blog da Subversos.

Fonte: Universo HQ

Joaninha vira herói de histórias em quadrinhos

O piloto Gilmar “Joaninha” Flores vai receber uma homenagem inusitada na próxima sexta (15). Agora, além de ser o principal piloto de Free Style Motocross do país, o mato-grossense virou herói nacional e personagem de história em quadrinhos.

Joaninha foi eleito herói por 43 alunos da escola municipal Belo Ramo, em Sinop (MT). A professora Mauricy Shorr, explica que a idéia surgiu durante a aula de matemática para trabalhar gráficos e tabelas, que usaria heróis como personagens. “Foi logo depois dele ganhar a Copa Brasil. Os alunos viram que o Joaninha tinha caído e levantado sem se machucar e só comentavam sobre isso. Foi quando surgiu a idéia de colocar ele nas tabelas”, explica.

A professora acrescenta que os alunos se empolgaram e que o projeto cresceu. “Depois disso fizemos pesquisa histórica sobre a vida dele, trabalhamos geografia estudando os locais pelos quais ele se apresenta, fizemos um acróstico, e, por fim, os alunos fizeram histórias em quadrinhos tendo o Joaninha como herói”, destaca Mauricy.

Tudo o que foi desenvolvido pelos alunos será apresentado ao piloto nesta sexta-feira. A equipe Joaninha Pro Tork Free Style Show vai retribuir o carinho levando os equipamentos dos shows e Joaninha vai ficar toda a manhã com as crianças. “Ficamos muito felizes que ele aceitou nosso convite. Vai ser um grande estímulo para as crianças”, finaliza a professora Mauricy.

Lançado Prêmio Escola 2009


Você gosta de desenhar e de criar historinhas? Então, fique ligado! Estão abertas as inscrições para a oitava edição do Prêmio Escola 2009, um concurso nacional que vai selecionar histórias em quadrinhos criadas por estudantes do ensino fundamental, médio e da educação de jovens e adultos.

As histórias devem tratar de temas do Projeto Saúde e Prevenção nas Escolas, com destaque para a prevenção do uso de drogas, gravidez precoce e doenças como a Aids.

Apoio das Agências da Organização das Nações Unidas (ONU)
O projeto é uma iniciativa do Ministério da Saúde e do Ministério da Educação, com apoio das Agências das Nações Unidas – Unesco, UNFPA e Unicef. O objetivo é estimular a participação dos alunos e fortalecer as ações de prevenção dentro das escolas.

Ficou interessado em participar? Fale com o seu professor, para que ele preencha a sua ficha de inscrição, que deverá ser colada no verso da história em quadrinhos e enviada para o escritório da Unesco em Brasília até o dia 31 de agosto de 2009. O endereço é SAS Qd. 05 Bl. H lt. 06 Ed. CNPq/IBICT/UNESCO 9º andar CEP: 70.070-914 Brasília – DF.

Se quiser mais informações, clique aqui.

Com informações do Fundo de População da Nações Unidas (UNFPA).

Fonte: http://www.plenarinho.gov.br/noticias/agencia_plenarinho/ver_noticia.html?ui=8138083982235306794&id=onu-lanca-premio-escola

segunda-feira, 11 de maio de 2009

A Balaiada em Quadrinhos

O roteirista Iramir Araújo lança este mês o álbum Balaiada: A Guerra do Maranhão, inspirado na revolta popular ocorrida no séc. XIX. A arte é de Ronilson Freire e Beto Nicácio.

A obra estava programada para sair no final do ano passado, em comemoração aos 170 anos do movimento.

Entretanto, alguns percalços atrasaram a publicação. O projeto conta com o apoio da Secretaria de Cultura do Estado do Maranhão.

A história se divide em duas partes. A primeira é desenha por Ronilson, a segunda por Beto Nicácio.

Nicácio tem outro trabalho em produção, o álbum Proscritos, que deve ser lançado ainda este ano pela editora Bossa Nova.

Para conhecer mais sobre o projeto, visite www.balaiada-guerradomaranhao.blogspot.com.

A Balaiada começou em 1838, na então Província do Maranhão. Na época, a região, tradicionalmente algodoeira, passava por uma crise econômica, devido à concorrência com o algodão produzido nos EUA. Os problemas econômicos eram mais sentidos pelas classes mais baixas da sociedade: vaqueiros, sertanejos e escravos.

Quando seu irmão foi detido, o vaqueiro Raimundo Gomes deu início à revolta, invadindo a cadeia com o apoio de um contingente da Guarda Nacional. Em seguida, juntaram-se a ele o fabricante de balaios Manuel Francisco dos Anjos Ferreira e Cosme Bento, ex-escravo líder de três mil escravos fugidos.

Para combater a revolta, o governo enviou tropas comandadas pelo coronel Luís Alves de Lima e Silva. O Maranhão voltou à paz em 1841, e Lima e Silva foi condecorado Barão de Caxias.

Fonte: http://hqmaniacs.uol.com.br/principal.asp?acao=noticias&cod_noticia=20371

Fortaleza ganha uma nova Biblioteca Municipal


A reinauguração da Biblioteca Municipal Dolor Barreira, aconteceu no dia 30 de abril. A Prefeitura Municipal de Fortaleza, através da Secretaria de Cultura de Fortaleza, reinaugurou no dia 30/04 a Biblioteca Municipal Dolor Barreira.

A Biblioteca Dolor Barreira passou por uma ampla reforma para ampliação de sua estrutura física e construção de novos espaços, como o auditório e a gibiteca. Demanda do Orçamento Participativo (OP) 2006, a gibiteca municipal é lugar de honra que promete levar muitos leitores e leitoras à Bibloteca Dolor Barreira. O espaço se destina a estimular pessoas de todas as idades a ler através do universo das histórias em quadrinhos, além de introduzir de forma lúdica temas ligados à promoção de cidadania, convivência social e educação ambiental. Para começar, os visitantes terão ao seu dispor um acervo de 3.476 gibis de várias editoras.

Serviço
Biblioteca Central Dolor Barreira
Av. da Universidade, 2572 – Benfica. Informações: 3105.1299.

Fonte: http://www.projetocontinuum.com/