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terça-feira, 8 de março de 2016

Revista em quadrinhos de estudantes da Uespi auxilia estudantes da rede pública

O ensino de química para alunos da rede estadual de ensino público tornou-se mais divertido. Isso porque a partir de 2015 o PET- Programa de Educação Tutorial do curso de Química – do campus Poeta Torquato Neto, passou a usar histórias em quadrinhos como meio didático para facilitar a compreensão da disciplina, considerada por muitos como uma das mais difíceis do ensino médio. O projeto, coordenado até então pelo pró-reitor da Prop, Geraldo Eduardo da Luz, já lançou três edições.
O PET foi implantado no curso de química em 2010 e funciona fisicamente no Laboratório de Metodologias de Ensino (Lamec), do CCN Uespi. O programa é responsável pela implantação de novas praticas no ensino como jogos educativos, experimentos, kits experimentais de baixo custo para o ensino de química, análise de livros didáticos de forma a orientar melhor os professores de educação básica na elaboração e planejamento das aulas.
A mais recente das alternativas propostas pelo programa foi a revista “Mundo dos Elementos”, em forma de quadrinhos. Segundo o pró-reitor Geraldo Eduardo, que é docente do curso de Química, os próprios alunos são os responsáveis tanto pelo roteiro quanto pelos desenhos, além de jogos e outras interações também presentes nas edições. A primeira edição abordou a tabela periódica, a segunda teve como foco a utilização de vidrarias de laboratório, e a terceira aborda questões gerais, tais como funções inorgânicas, sais, bases, cálculo estequiométrico e outros assuntos.
“Já colhemos resultados, eles estão inseridos numa dissertação de mestrado de um aluno de pós-graduação em química da UFPI. Ele tem mostrado que as revistas em quadrinhos aumentam a atenção dos alunos e o desejo deles por aprender química. Por ser uma atividade também lúdica, tem uma história e todo o enredo que os envolve, e durante esse processo eles vão aprendendo a química”, relata Geraldo. De acordo com o pró-reitor, além da história a revista também contém cruzadas, questionários, indicações de pesquisas, sites, livros, revistas, para que o aluno conheça mais a respeito do tópico que está sendo abordado dentro da edição.
Para o graduado João Ferreira da Cruz Filho, a experiência foi significativa: “Pra mim foi gratificante porque aprendi a fazer a produção das revistas, a como converter o assunto em química para dentro da metodologia, e a como fazer a interdisciplinaridade da revista com o assunto de química pra apresentar em sala de aula”, relata. Segundo ele o fato de levar o assunto desta forma facilita o aprendizado: “Isso virtualiza o processo, a revista em quadrinhos torna mais elucidativa pra eles os assuntos, que são muito abstratos, e como é uma leitura mais descontraída, o assunto de química fica impregnado como uma interpretação”, finaliza.
Acesse aqui e conheça a revista “Mundo dos Elementos”.
Bolsa de Produtividade
O pró-reitor Geraldo Eduardo da Luz coordena o PET desde 2010, mas terá que se afastar agora em 2016 em virtude da aprovação de uma bolsa de produtividade do CNPq. Segundo o pró-reitor, já está em vigor o edital para que outro professor de Química do curso possa substituí-lo e passar pela experiência como coordenador do projeto.
A bolsa aprovada é uma espécie de reconhecimento do CNPq pela produção acadêmica dos pesquisadores, o foco principal é a produção científica, mas leva-se em consideração também a contribuição administrativa para a ciência. “O pesquisador, ao aprovar a bolsa, torna-se um consultor do CNPq, e institucionalmente isso é importante porque a grande maioria dos comitês de área do CNPq exige que nas propostas de submissão de novos cursos de mestrado ou doutorado existam pelo menos dois bolsistas de produtividade compondo o corpo docente do programa”, pontua.
Ainda de acordo com o pró-reitor, na área da Química são necessários pelo menos dois bolsistas para que o curso possa pleitear um mestrado ou doutorado. “Além disso há faixas específicas de editais no CNPq que só esses bolsistas podem concorrer, o que aumenta a capacidade da universidade de por meio dos seus pesquisadores captar recursos para o desenvolvimento científico e tecnológico”, finaliza.
Publicado originalmente no Portal do Governo do Estado do Piauí

sábado, 21 de abril de 2012

Universitária cria quadrinho japonês para ensinar química e ciências

Um projeto da UFSCar (Universidade Federal de São Carlos) pretende usar histórias em quadrinhos para ensinar química e ciências. O projeto foi desenvolvido por uma aluna de química da instituição e faz parte do programa de extensão da universidade. 

O mangá criado por Adriana Yumi Iwata já tem seis das 12 edições que fecharão a história. Único do mundo que aborda química e têm história e enredos próprios, o quadrinho japonês conta a história de uma garota recém transferida para um colégio da cidade onde os alunos são obrigados a frequentar um clube como parte das atividades extracurriculares.

A personagem principal, Branca, começa a frequentar o laboratório de química e conhece diversos experimentos. Por meio de um grupo de amigos, a história entretém mais os leitores, que aprendem de forma lúdica.

sábado, 26 de novembro de 2011

Professora do DF usa bactérias para desenhar Hello Kitty e Batman

Uma professora de biomedicina do Distrito Federal encontrou uma forma diferente para ajudar os alunos a assimilar as características de vários tipos de bactéria. Em vez de fazer amostras da maneira tradicional, ela molda o cultivo dos micro-organismos que serão estudados no formato de imagens conhecidas, como Hello Kitty, Pateta ou Smurf.
A ideia surgiu há um ano, durante conversa com uma estudante. De acordo com Fabíola Castro, a inovação agradou alunos e colegas. “Eles adoraram. Levei uma que fiz com Hello Kittty. Eles fotografaram, compartilharam nas redes sociais. É uma forma de aprender brincando as cores e o comportamento das bactérias em cada meio de cultivo. [...] Um colega médico usou a imagem em um congresso”, disse.

Saiba mais, clicando aqui!

quinta-feira, 30 de dezembro de 2010

Dicas sobre o uso de quadrinhos na sala de aula


Como faço ocasionalmente, dei uma olhada em novos textos publicados na internet sobre quadrinhos e ensino. Localizei um material interessante que pode ser incluído no planejamento de várias disciplinas em 2011.

Encontrei um texto muito bom sobre quadrinhos e ensino de matemática no blog Matemática Significativa. Vale a pena conferir o texto clicando aqui!

Ainda na área de exatas, um texto apresentado no XV Encontro Nacional do Ensino de Química fala sobre a produção de
Histórias em Quadrinhos. O tema é a produção de perfumes. Para ler e salvar o texto (em pdf) basta clicar aqui!

Na área de história, encontrei o texto de Marjory Cristiane Palmares (pdf), sobre Hqs e o ensino de história (
clique aqui).

Na revista A Margem, do departamento de letras da Universidade Federal de Uberlândia, temos o texto HISTÓRIA EM QUADRINHOS: UMA PROPOSTA DE ENSINO, que pode ser lido clicando aqui! Espero que gostem das dicas! Um bom ano de 2011!


quinta-feira, 30 de setembro de 2010

Quadrinhos e Química na Escola

Recebemos fotos do trabalho feito pela professora Thaiza com quadrinhos e química, no CPMG - Polivalente Modelo Vasco dos Reis, Goiânia. Parece que foi um sucesso e mobilizou toda a escola. Iniciativas como essa mostram que o prazer em educar ainda está presente em muitos professores e que a criatividade e a novidade devem ser parceiras nesse processo.




sexta-feira, 3 de setembro de 2010

Química e Quadrinhos


A professora Thaísa, do blog Quimilokos, está desenvolvendo um trabalho enovador com esino de Quínica e Quadrinhos.

No sábado [11/09] será realizado uma tarde 'Cosplay' no CPMG - Polivalente Modelo Vasco dos Reis, Goiânia, onde ela trabalha, com o objetivo de analisar algumas adaptações dos Quadrinhos para o Cinema e, todos eles, direta ou indiretamente, relacionados ao nosso conteúdo de Radioatividade.

Depois [14/09], haverá uma Exposição dos Quadrinhos de Química, produzidos pelos próprios alunos. Todos os trabalho estarão concorrendo a um prémio ( um dia de cinema, com um filme que tenha sido adaptado de Hqs).

Veja mais detalhes sobre o trabalho que a professora Thaísa está realizando, clicando aqui e visitanto seu Blog.

domingo, 24 de janeiro de 2010

Dicas de textos sobre quadrinhos e ensino de ciências e matemática


Esta semana nós vamos comemorar o dia Nacional dos Quadrinhos. Uma pena que não seja ainda dia letivo, pois seria uma boa proposta separar uma semana para exposições, palestras, oficina sobre quadrinhos. Infelizmente, quem é professor sabe que na primeira semana de aulas é quase impossível fazer qualquer coisa bem organizada, sem reuniões e preparação prévia.

Resolvi, então, durante essa semana colocar no blog várias postagens relacionadas a quadrinhos e ensino. Para começar, quero disponibilizar vários textos referentes ao ensino de quadrinhos, relacionados aos conteúdos de "ciências". São links de textos (a maioria em pdf) disponíveis na Internet.

É comum eu receber e-mails de professores de vários conteúdos pedindo material. os que tem mais dificuldade são professores de química física e matemática. Então, segue minha contribuição. Bom proveito!

O Gênero História em Quadrinhos no Ensino de Química

HISTÓRIAS EM QUADRINHOS E O ENSINO DE FÍSICA: UMA PROPOSTA PARA O ENSINO SOBRE INÉRCIA

AS FASES DA LUA EM HISTÓRIAS EM QUADRINHOS NO ENSINO
FUNDAMENTAL


Uso de história em quadrinhos como ferramenta complementar ao processo de ensino-aprendizagem em Fisiologia Vegetal

HISTÓRIA EM QUADRINHOS: UM RECURSO DIDÁTICO PARA AS AULAS DE FÍSICA

LIGA MATEMÁTICA: PORQUE JUNTOS PODEMOS APRENDER

HQ em Matemática

Cascão em Ora, bolinhas! Uma conexão entre a Geometria e a História em Quadrinhos

QUESTÕES AMBIENTAIS E HISTÓRIAS EM QUADRINHOS: UMA REFLEXÃO CONSTRUÍDA POR ALUNOS DO ENSINO MÉDIO

A Geometria em quadrinhos

Tendências contemporâneas do ensino de Biologia no Brasil

Quadrinhos podem aprimorar ensino de biociências e saúde

HISTÓRIAS EM QUADRINHOS NA APRENDIZAGEM DE MATEMÁTICA

CRIAÇÃO E RESOLUÇÃO DE PROBLEMAS QUE ESTÃO NOS GIBIS

quinta-feira, 23 de outubro de 2008

Elaboração de Histórias de Química em Quadrinhos

Encontrei uma dica super-legal de ensino de química por meio dos quadrinhps. A fonte é o site da Associação Brasileira de Química do Rio Grande do Norte. O título da prosposta é Elaboração de Histórias de Química em Quadrinhos: uma abordagem dinâmica para o ensino médio

Os autores do trabalho são: ARAUJO, K. C. M. (CEFET-MA) ; SÁ, M.C. (CEFET-MA) ; NEVES, M. A. (CEFET-MA) ; CAMPOS, T. C. (CEFET-MA) ; BRITO, N. M. (CEFET-MA) ; AMARANTE JÚNIOR, O. P. (CEFET-MA).

O principal objetivo deste trabalho consiste em elaboração de Histórias em Quadrinhos como instrumento auxiliar no ensino da Química. Com o objetivo específico, tratar Histórias em Quadrinhos enfatizando os períodos pré-história, idade média, idade antiga, idade moderna e idade contemporânea, que a química teve em destaque, descobrimentos e evoluções ao longo destes períodos. Assim, com a criação das Histórias em Quadrinho da história da química apresenta um grande potencial para o ambiente educacional.

INTRODUÇÃO
As Histórias em Quadrinhos vêm apresentando, desde sua criação, um formato artístico popular, divertido e de grande aceitação entre os leitores de todo mundo. Apesar desta não ser a função principal dos Quadrinhos, suas características lúdicas e lingüísticas, aliadas com fatores de natureza cognitiva, podem ser de grande interesse no campo educacional. Desta forma, uma História em Quadrinho, ente outras funções, poderia buscar uma representação de um fenômeno de forma mais humorada, uma explicação mais ampliada do conceito, ser um instrumento de motivação ao aluno-leitor na busca do significado do enredo, ou quem sabe ainda instigar-los a solucionar algumas questões inseridas na narrativa.

TESTONI, (2000-2004) reportam que algumas Histórias em Quadrinhos, especificamente aquelas que apresentam algum conteúdo físico em seu enredo, poderiam, dependendo do momento e da forma como estão inseridas em um contexto pedagógico, apresentarem-se como estratégias para a aprendizagem do tópico abordado, estabelecendo-se uma Categorização dos Quadrinhos.

Segundo SANTOS (2001), o objeto formador da atividade lúdica busca uma performance livre das tensões, fazendo com que o aluno se aproprie de forma mais prazerosa dos conhecimentos, ajudando na construção de novas descobertas. O desafio pode estar inserido na elaboração explícita de uma situação problemática que deve ser resolvida, prever situações infortunísticas em um contexto definido ou em ambas. Com base neste contexto, o objetivo principal é elaborar uma revistinha em quadrinho sobre a história da química, que despertem o interesse do aluno.

MATERIAL E MÉTODOS
Primeiramente fez-se um levantamento bibliográfico da história da química em livros como: A história da química e na internet. Em seguida foram divididas em cinco períodos, sendo criada cinco revistas, com os seguintes títulos:
- A pré-história: onde tudo começa.
- A idade antiga: do misticismo à ciência.
- A idade média: da feitiçaria a alquimia.
- A idade moderna: A química como ciência.
- A idade contemporânea: o vitalismo e a descoberta do átomo.

Os materiais usados na confecção das revistinhas foram: papel, tesoura, computador e impressora.

RESULTADOS E DISCUSSÃO: Durante a fabricação das revistinhas procurou-se fazer de maneira dinâmica, ilustrativa, que desperte o interesse do leitor.

A primeira edição aborda a utilização da química de maneira espontânea como uso pigmentos nas cavernas, a descoberta do fogo que permitiu o desenvolvimento da cozinha relacionando com os primeiros laboratórios químicos. A segunda edição descreve que pouco conhecimento químico foi conseguido, mas alguns elementos foram reconhecidos. A metalurgia começou com o descobrimento do cobre. Outro campo de desenvolvimento que acompanhou o homem desde a Antiguidade até o laboratório moderno é a cerâmica e o vidro. A terceira edição relata que a química, como as outras ciências, durante a idade media tiveram seu desenvolvimento prejudicado em função da perseguição da igreja.

Acredita-se que houve um retrocesso cientifico durante este período. A quarta edição mostra um período em que o caráter mágico foi desaparecendo e a alquimia separou-se da feitiçaria. A química começa a desenvolver-se entre os séculos XVI e XVII. Pelo século XVIII adquire definitivamente as características de uma ciência experimental. A ultima edição expõe que química orgânica desenvolveu-se inicialmente pela curiosidade sobre os produtos presentes nos seres vivos e a síntese dos corantes ou tinturas. Pela metade do século XIX, havia aproximadamente 60 elementos conhecidos. Dmitri e Mendeleev publicaram sua primeira tabela periódica. Em 1896, Becquerel e os Curies descobriram a radioatividade. Em 1919, Rutherford descobriu que os elementos podem ser transmutados. Bohr finalizou a teoria atômica. E até os dias atuais novas descobertas são obtidas no campo da química.


CONCLUSÕES
Este trabalho nos permite perceber que as Histórias em Quadrinhos apresentam um grande potencial para o ambiente educacional, pois estas revistinhas oferecem o desenvolvimento cognitivo da história da química e também o interesse pelo ensino de química, uma vez que aborda este assunto de forma lúdica.

REFERÊNCIAS BIBLIOGRÁFICA:
FARIAS, R. F., Para gostar de ler a história da química. São Paulo: Ed. Átomo, 2003.

SANTOS, S.M.dos,(2001) A Ludicidade como Ciências, São Paulo: Editora Vozes.

TESTONI, L.A., Os Quadrinhos e o Ensino de Física. Monografia apresentada à comissão de graduação do IFUSP para conclusão da Licenciatura em Física, 2000

terça-feira, 29 de janeiro de 2008

Livro ensino ciências por meio de histórias em quadrinhos

Um dica da amiga Valéria Fernandes, sobre um livro que ensina ciências através dos quadrinhos. Em dois meses o livro vendeu mais de 200 mil exemplares, um verdadeiro sucesso edutoral. Vale a pena conferir! A notícia saiu na revista Época.

Ciências em Quadrinhos

Um gibi americano faz sucesso ao ensinar experiências de física e química de forma divertida. Tudo pode ser feito em casa com sucata e objetos recicláveis

Os professores de ciências nos Estados Unidos descobriram uma forma eficiente de aguçar a curiosidade de seus alunos. Antes de escrever uma fórmula de física na lousa ou levar as crianças ao laboratório, eles pedem que os alunos leiam gibi. Não qualquer gibi. A lição de casa é ler Howtoons, uma revista de histórias em quadrinhos que ensina a fazer experiências com materiais simples. A idéia já está embutida no nome, que une a expressão “como fazer” (how to) e parte da palavra “quadrinhos” (cartoon), em inglês. A fórmula fez tanto sucesso que virou livro e em menos de dois meses já vendeu mais de 200 mil exemplares.

As histórias são contadas pelos personagens Celine e Tucker, dois irmãos que descobrem uma maneira divertida de curtir as férias sem apelar para o computador. Eles resolvem juntar objetos fáceis de encontrar em casa e fazem experiências. Em uma delas, usam um saco plástico, gelo e sal para simular as baixas temperaturas de um freezer e ensinam a preparar um sorvete de creme ultragelado (ao lado). Esta é uma das 15 histórias do livro Howtoons: the Possibilities Are Endless (Howtoons: as Possibilidades São Infinitas).

O gibi faz sucesso porque propõe experiências curiosas e fáceis de ser copiadas. Não é exatamente a ciência por trás de cada episódio que encanta o público. É a linguagem simples, a sintonia com os assuntos infanto-juvenis e os desenhos do ilustrador Nick Dragotta. Ele já foi da DC Comics e da Marvel, duas das maiores editoras de histórias em quadrinhos do mundo. “Os quadrinhos mostram que o mundo não precisa ser como é, que as crianças podem modificar e imaginar o futuro que querem criar”, afirma o engenheiro australiano Saul Griffith, que criou o Howtoons em parceria com seu colega americano Joost Paul Bonsen. Na época, os dois estudavam Engenharia no Massachusetts Institute of Technology (MIT) e ajudavam a organizar workshops sobre ciência para alunos de escolas da região.

O manual de experimentos caseiros desperta o interesse das crianças para conceitos da Física e da Química, disciplinas geralmente consideradas chatas, principalmente porque costumam ser tratadas apenas na teoria. “O Howtoons traz a ciência para o dia-a-dia das crianças. O interesse dos alunos pela Física e pela Química muda drasticamente quando se constrói um revólver que atira marshmallows”, diz Bonsen. “Ou quando se cria um submarino com garrafa de refrigerante e uma prancha de surfe feita com madeira e tubo de PVC.”

O Howtoons se tornou uma poderosa ferramenta de apoio ao ensino de ciências em escolas americanas. E pode fazer ainda mais diferença em países em que há deficiências no sistema de ensino. O Brasil ficou entre os seis últimos colocados no Programa Internacional de Avaliação de Alunos (Pisa), um dos indicadores mais respeitados de qualidade do ensino. O exame avaliou o desempenho dos alunos em 57 países. “A escola não é o espaço de experiências que deveria ser”, afirma Bianca Encarnação, editora-executiva da revista Ciência Hoje para Crianças, publicação brasileira com uma proposta parecida com a do Howtoons. “Os professores têm dificuldade de despertar o interesse dos alunos porque o modelo educacional é antigo, repetitivo.”

Ainda não há versão em português para o Howtoons. Mas a meta é que até o fim deste ano ele seja traduzido para 15 idiomas. Se depender dos autores, depois de ler Howtoons as crianças nunca mais vão olhar a sucata com os mesmos olhos.