Mostrando postagens com marcador ensino. Mostrar todas as postagens
Mostrando postagens com marcador ensino. Mostrar todas as postagens

sexta-feira, 29 de abril de 2022

LIVRO SOBRE O USO DOS QUADRINHOS EM SALA DE AULA - E-BOOK GRATUITO

Especialmente para professores que buscam novas ideias sobre como trabalhar com quadrinhos em sala de aula, o pesquisador Gelson Weschenfelder transformou em livro sua pesquisa de pós doutorado. O livro traz dicas de como usar um gênero muito popular dos quadrinhos: a superaventura. Leia o release do livro:

Vamos usar quadrinhos em sala de aula? Os super-heróis invadem a escola

Pode até parecer estranho que no ambiente acadêmico alguém dedique anos de sua vida a pesquisar e produzir textos sobre as histórias em quadrinhos de super-heróis. Poderia ser perda de tempo, se considerássemos que tais histórias se restringem à função de entretenimento do grande público e, principalmente, do público infanto-juvenil. Mas não é bem assim, nem tampouco poderia parecer assim, pelo menos se for levado em conta tudo que já se investiu na difusão dessas histórias, seja na sua forma impressa, clássica, seja na forma das mídias eletrônicas mais recentes. Há, seguramente, algo para além do imediato. Sem falar que há um crescimento de pesquisas no âmbito acadêmico com o tema histórias em quadrinhos. Nesse algo mais, historicamente associado simplisticamente ao imperialismo cultural americano, existe mais profundidade do que acusam as leituras ideologicamente apressadas, embora elas tenham o mérito de desmascarar a farsa da neutralidade ou da inocência dos ensinamentos dos super-heróis. A partir da colaboração da leitura crítica como algo positivo e já muito explorado em trabalhos acadêmicos na área da Educação, optei por voltar o meu olhar para aspectos ainda pouco explorados da história deste tema e seus desdobramentos em outros que vieram aparecendo aos poucos, desde o final da última década do século XX até o início do século XXI.

O livro pode ser acessado gratuitamente, clicando aqui!

segunda-feira, 4 de abril de 2022

HISTÓRIA EM QUADRINHOS DA UFPEL FALA SOBRE PR0DUÇÃO DE VÍDEO POR ESTUDANTES


 O Laboratório Acadêmico de Produção de Vídeo Estudantil da Universidade Federal de Pelotas (LabPVE/UFPel) produziu um HQ – história em quadrinhos – com a finalidade de ajudar professores e alunos da educação básica a realizarem vídeos. Trata-se de um material de distribuição gratuita e inédito. 

A HQ é a primeira do tipo, no Brasil a abordar o tema e incentiva não apenas a alunos como, também, professores a buscarem na produção de vídeos uma forma de produção de conhecimento que pode favorecer o processo de ensino-aprendizagem.

A HQ pode ser baixada gratuitamente, clicando aqui!


terça-feira, 20 de abril de 2021

O EGITO TAMBÉM ESTÁ NOS QUADRINHOS

As Histórias em Quadrinhos podem ser inspiradas em personagens e fatos reais, assim como pode ser ambientadas em lugares e tempo distintos. Os autores de quadrinhos não criam mundos imaginários usando apenas a sua imaginação. Eles procuram informações na História, consultam a Geografia, mergulham na Literatura, na Física, na Matemática e em muitas outras ciências para criarem seus mundo fictícios.

Algumas vezes eles usam os quadrinhos para contar a História de uma forma divertida e atrativa, tanto para crianças quanto para adultos. São quadrinhos didáticos utilizados pelos professores para ensinar  um pouco mais sobre o conteúdo que temos nos livros e apostilas escolares. 

Personagem constante da série Mitos Recriados em Quadrinhos da Editora Nemo, nestes quadrinhos o Professor Lobato nos conta a origem dos primeiros textos escritos. Estes quadrinhos são uma criação do roteirista Wellington Srbek e do desenhista Will.

Um tema que já esteve muito presente nas histórias em quadrinhos é o Egito Antigo, com seus faraós e rainhas, suas grandes pirâmides, suas múmias e o famoso rio Nilo. No Brasil, e em muitos outros países como os Estados Unidos, França e até no Japão, tivemos quadrinhos nos quais personagens famosos visitaram o Egito, seja no passado ou no tempo presente. 

Papyrus é uma série de quadrinhos belga, escrita e ilustrada por Lucien de Gieter. A história se passa no Egito Antigo. Foi publicado pela primeira vez em 1974 na revista Spirou, na forma de episódios. Uma série animada foi criada em 1998, com duas temporadas e exibida na TFOU TV na França e em Quebec na Radio-Canada. 

Sempre misterioso, com seus deuses, suas lendas e uma história com mais de 4000 anos, o Egito atrai a atenção de roteiristas e desenhistas de todo o mundo. Temos alguns personagens de quadrinhos famosos inspirados no Egito antigo como Papyrus e Kéos, cujas HQs são publicados na França e em muitos países europeus. 

Keos é um jovem nascido no milagre e nos tormentos do antigo Egito. Fiel companheiro do Faraó Mieptah, ele recebeu a proteção do deus Osíris na forma de um anel mágico que lhe dá um poder salvador para a humanidade.

Outros como Tintim e Asterix, cujas aventuras já foram traduzidas para o português, que viveram suas aventuras no mundo dos faraós. Crianças, jovens, adultos, faraós felás (nome dado aos servos egípcios), bárbaros e romanos, personagens diversos já percorram desertos e desvendaram mistérios de templos e pirâmides nas páginas de revistas em quadrinhos. 

César desafia Cleópatra a construir um palácio para ele em Alexandria em 3 meses, para mostrar que os egípcios não eram apenas escravos. Ela passa essa tarefa para o arquiteto Numerobis, que chama Asterix, Obelix e Panoramix para lhe ajudar. 

A Turma da Mônica, por exemplo, já esteve dentro das grandes pirâmides. Personagens da Disney, como Tio Patinhas, Pato Donald e seus sobrinhos embarcaram em aventuras pelo Egito Antigo em busca de tesouros dos faraós.

O Terceiro Nilo, é um HQ publicada pela primeira vez em 1999 na Itália. Pato Donald está trabalhando numa biblioteca e é pego de surpresa pelos seus sobrinhos, que estão procurando por um livro. No meio da bagunça, acabam encontrando um manuscrito de Jonathan Livingpato, que diz ter encontrado um Terceiro Nilo ao procurar pela nascente do rio, que chamou de Nilo Dourado por conta do ouro no local. Ao saber disso, o Patinhas se interessa e dá início à uma expedição! 

É sempre bom lembrar que o Egito localiza-se na África e que quando estamos falando de Egito, estamos falando de História da África, uma história sobre a qual ainda estudamos pouco e que esses quadrinhos podem nos ajudar a conhecer mais.

E aí? Gostou da postagem?

Deixe seu comentários (não esqueça de colocar o nome completo) e concorra ao sorteio do livro "Egito Antigo passo a passo".

O livro será sorteado sexta, 23 de abril, às 12:00 e o nome do ganhador ou ganhadora será divulgado em uma postagem especial neste dia.


terça-feira, 30 de março de 2021

SUGESTÃO DE ATIVIDADE: QUADRINHOS AO CUBO


Aprenda uma nova atividade para usar com seus alunos em sala de aula: quadrinhos ao cubo. Essa atividade ajuda a desenvolver a capacidade narrativa dos alunos e pode ser empregada em todos os anos do ensino regular. Essa atividade pode ser usada desde a alfabetização até o ensino médio e adaptada a todos os conteúdos.

Confira como desenvolver essa atividade com a professora Valéria Aparecida Bari, da Universidade Federal do Ceará.

   

domingo, 23 de junho de 2019

UTILIZANDO HISTÓRIAS EM QUADRINHOS, PROFESSORES DA REDE ESTADUAL ESTIMULAM O APRENDIZADO DE UM JEITO DIFERENTE

Imagem capturada em: http://www.mundohq.com.br/perfil-do-leitor-de-hq.html


Imagine aprender matemática, geografia ou um idioma diferente por meio das histórias em quadrinhos, ou dentro do universo nerd, HQ's? Foi o que pensou Clodoaldo Gomes de Oliveira que resolveu ensinar matemática de um jeito diferente. No Colégio Estadual Deputado José Luciano, em Goiânia, ele propôs há dois anos, que os alunos do 1º ano do Ensino Médio que fizessem histórias em quadrinhos sobre o uso da matemática no dia-a-dia. O resultado surpreendeu o docente, que resolveu adotar a metodologia também nas outras turmas.

“É uma atividade interdisciplinar que tem o objetivo de despertar o interesse do aluno, para que ele perceba que a matemática está contida em qualquer lugar, em tudo o que a gente faz e que não é um bicho de sete cabeças”, explica o professor que está há seis anos na rede estadual de Goiás.

Clodoaldo ressalta que o estudante aprende mais quando se envolve em algum trabalho, pois fica mais motivado e criativo. Além de estimular o interesse dos alunos pela disciplina, o professor conta que descobriu muitos artistas em sua sala de aula. “Há alunos com talento incrível para o desenho, mas com dificuldades em matemática. Os estudantes têm muita inteligência, cada um de uma forma diferenciada, e me surpreendem a cada dia com algo que traz inovação para eles”, comemora.

Desenho do estudante Gustavo Rodrigues Aires, que há dois anos produziu um gibi que impressionou e emocionou o professor pela história criada e qualidade dos desenhos. Nos quadrinhos, Gustavo fez de Clodoaldo (seu professor) um super herói.

Um desses estudantes é Gustavo Rodrigues Aires, que hoje está no 3º ano do Ensino Médio, mas que há dois anos produziu um gibi que impressionou e emocionou o professor pela história criada e qualidade dos desenhos. Nos quadrinhos, Gustavo fez de Clodoaldo um super herói. “O desenho dele é tão bem feito. Fiquei muito surpreso com a criatividade. Descobri um ótimo desenhista, um novo talento”, comemora.
Desenrolando o espanhol

O espanhol também passou a ser uma língua mais presente no dia-a-dia dos alunos depois que a professora Lidiane da Silva Pires, do Colégio Estadual da Polícia Militar de Goiás (CEPMG) Ely da Silva Braz, em Luziânia, adotou a história em quadrinhos na sala de aula. A docente, que é psicopedagoga e especialista em ludopedagogia, decidiu usar os gibis na turma do 6º ano do Ensino Fundamental na hora de ensinar a difícil gramática espanhola aos pequenos.

“Os alunos do 6º ano são menores, e o espanhol é uma língua mais difícil para eles, então deve ser trabalhado de modo lúdico, porque assim os estudantes conseguem assimilar e aprender, sem ficar cansativo para eles”, explica a professora.

Durante o exercício feito em sala de aula, os alunos tiveram contato com gibis nacionais e da língua espanhola. Na sequência, foram estimulados a desenhar seus próprios quadrinhos. Quem teve dificuldade com a arte, recortou os já existentes e então todos construíram suas próprias histórias em espanhol.

“Os personagens são os mesmos das histórias em quadrinhos famosas, mas eles criaram suas próprias histórias, com a criatividade deles. Foram seis aulas para concluir os trabalhos e cada um apresentou o seu e leu em espanhol”, conta Lidiane, orgulhosa de seus alunos que, segundo ela, não tem mais dificuldade com o espanhol e já leem textos da língua com facilidade.

A atividade foi apoiada pelo diretor do CEPMG, Ely da Silva Braz, capitão José Wilton Fernandes de Lira. Ele conta que os alunos aprenderam a gostar do espanhol com o uso dos gibis em sala de aula. “Eles desenvolveram o gosto por essa nova língua através de algo que eles já gostam, que é a história em quadrinhos. Essa parte lúdica é um atrativo para o estudante se interessar.”

Estímulo ao diálogo
A Secretaria de Estado da Educação de Goiás (Seduc) apóia e estimula esse recurso didático nas salas de aula. Segundo a superintendente do Ensino Fundamental, Gisele Faria, as histórias em quadrinhos são um tipo de literatura lúdica muito presente na vida de todos, o que ajuda o professor a se aproximar da realidade dos estudantes, e facilita o diálogo e a interação. “A história em quadrinhos fez parte da vida dos nossos pais e avós. É um recurso literário que vem de gerações, rico em linguagem, em recursos linguísticos e imagens. O professor tem mais facilidade em ensinar por meio desses recursos, pois o diálogo com a turma fica mais interativo.”

Gisele ainda acrescenta que esse tipo de metodologia aumenta o interesse do aluno pela disciplina e também estimula a criatividade, além de despertar talentos. “É um meio de se expressar por meio da arte. Hoje em dia os alunos são tão podados de se expressar, e poder fazer isso em sala de aula é fantástico”.

Matéria publicada no DIÁRIO DE GOIÁS.


sexta-feira, 21 de junho de 2019

QUADRINHOS: GÊNERO SE REINVENTA COM MAIOR USO NA EDUCAÇÃO E ABORDANDO TEMAS ADULTOS



Por Bernardo Almeida

Os exemplares tornaram o romance gráfico “Dom Casmurro de Machado de Assis” no livro mais requisitado por professores da rede pública de ensino dentro da vertente literária do Programa Nacional do Livro Didático (PNLD Literário) em 2018, voltado para alunos da 1ª a 3ª séries do Ensino Médio.

A adaptação foi feita em 2011 pela editora Nemo – braço de histórias em quadrinhos da editora Autêntica – com ilustração de José Aguiar e roteiro de Wellington Srbek, que já havia adaptado “Memórias Póstumas de Brás Cubas”, outro romance machadiano, um ano antes. 

Srbek frisa que a adaptação para as salas de aula não tem objetivo ou pretensão de substituir a original, publicada pela primeira vez em 1899. “Trata-se de uma releitura, homenagem que fazemos ao grande autor e à obra original”, diz. “Os quadrinhos têm grande apelo para o público jovem, e o diálogo entre imagens e palavras contribui para que os jovens mergulhem na narrativa, potencializando o despertar do interesse pela leitura e também a formação de novos leitores”, pondera. 

É a mesma compreensão do presidente da Associação Nacional de Livrarias (ANL), Bernardo Gurbanov. “Esse formato constitui uma porta de entrada para o mundo da leitura e da imaginação, um convite ao conhecimento”. 

Para Gurbanov, a “aproximação da literatura em forma simplificada e ilustrada é importante para os jovens que, muitas vezes, praticam um tipo de leitura fragmentada, não aprofundando o suficiente para ler obras mais consistentes, porque além de imaginação, a leitura requer o esforço da concentração”. 

A tática é ainda mais válida ao levar os jovens a buscar o texto original, garante Célia Abicalil Belmiro, pesquisadora do Centro de Alfabetização, Leitura e Escrita da UFMG (Ceale). No entanto, ela destaca que é importante manter a essência da obra, apesar da linguagem mais acessível, que cativa o público. “Não fica bom quando o objetivo é facilitação, sem a preocupação com o pano de fundo e o enquadramento que se dá, porque aí você perde a densidade literária. Tão importante quanto a história em si é o modo como se conta essa história”, analisa.

Leia a reportagem completa no HOJE EM DIA, clicando aqui!

sábado, 23 de março de 2019

PROFESSORA PROMOVE OFICINA DE QUADRINHOS COM O PROJETO ALIMENTAÇÃO SAUDÁVEL

No mês de março de 2019, a Escola Municipal Judith Lintz Guedes Machado, em Leopoldina, (MG), desenvolveu o projeto "Alimentação Saudável". A partir da leitura e interpretação do texto "Sopa de macarrão" de Domingos Pellegrini,os alunos do 8º ano do Ensino Fundamental, sob orientação da professora de língua portuguesa, Luisa Peres,  produziram uma história em quadrinhos a partir de uma oficina realizada em sala de aula e na Gibiteca Helena Fonseca. 

Confira algumas fotos da oficina e o resultado dos trabalhos.












quinta-feira, 28 de fevereiro de 2019

PROFESSORES DA AMAZÔNIA INOVAM E ENSINAM CIÊNCIAS POR MEIO DOS QUADRINHOS


Ao falarmos sobre histórias em quadrinhos, lembramos daquelas fantásticas e divertidas trazidas pelos gibis. Mas já imaginou ser informado e aprender ciência por meio delas? É o que o professor da Universidade Federal do Pará Bruno Spacek Godoy, em parceria com o cientista Luciano Lopes Queiroz, começou a fazer. O primeiro quadrinho de nome “Ciclos” foi publicado este mês e já está disponível, em inglês e português, no site do cientista.

Foi por meio das tirinhas que os autores acharam uma forma de inovar na propagação das informações cientificas que têm sido produzidas diariamente no ambiente acadêmico e não são de conhecimento da comunidade externa. “Produzir os quadrinhos possibilitou uma reflexão do nosso grupo de trabalho,para a simplificação de nossas ideias. Para conseguirmos colocar o conteúdo no formato de quadrinho, é necessário que as informações sejam simples e claras, sem linguajar científico ou técnico. Isso nos ajuda muito, pois permite um momento para entendermos bem o que estamos fazendo”, ressalta Bruno Godoy.


Por se tratar de uma história em quadrinhos, que facilita o aprendizado por meio do desenho, o conteúdo alcança leitores de todas as idades e leva o conhecimento científico até quem não era alcançado anteriormente. “Eu vejo essa expansão com bons olhos, pois, no Brasil, o trabalho de fazer ciência é visto como algo distante da realidade. Podemos mostrar ao grande público que ciência é algo simples, ao mesmo tempo que pode ser divertido aprender e construir conhecimentos”, explica Bruno Godoy.

Quadrinhos
O quadrinho intitulado “Ciclos” está disponível, em português e inglês, no site do cientista Luciano Queiroz. O roteiro das tirinhas de “Ciclos” foi criado por Luciano Lopes Queiroz e a ilustração, por Marco Merlin, que viram na forma que os quadrinhos são compartilhados uma boa alternativa para a divulgação científica. “As pessoas adoram o formato de tirinhas e ainda compartilham, marcam amigos e comentam”, lembra Luciano Queiroz.

E mesmo com pouco tempo da divulgação inicial, a inicitiva já tem repercurtido por todo o país, o que anima a equipe a continuar trabalhando neste tipo de divulgação. “No mesmo dia em que publicamos o quadrinho, vários conhecidos vieram parabenizar e comentar o material. Toda essa visualização nos fortaleceu para continuarmos e elaborarmos mais conteúdo nesse sentido”, comenta o professor da UFPA.

Sobre a pesquisa
O estudo de Bruno Godoy, professor do Instituto Amazônico de Agriculturas Familiares, objetiva entender como ocorrer a colonização de riachos por insetos aquáticos. Ele foi realizado por meio do financiamento da UFPA pelo Programa de Apoio à Publicação Qualificada (PAPQ), que busca fomentar a publicação de artigos científicos de autoria de docentes, técnicos e discentes dos Programas de Pós-Graduação, em revistas estrangeiras.

Para ter acesso ao artigo completo, escrito por Bruno Spacek Godoy, Luciano Lopes Queiroz, Sara Lodi, Jhonathan Diego Nascimento de Jesus e Leandro Gonçalves Oliveira, clique aqui.

Publicado originalmente no Portal Amazônia

quinta-feira, 14 de fevereiro de 2019

UMA HISTÓRIA DAS MULHERES E DA ARTE POR MEIO DOS QUADRINHOS

Capa da HQ de Aline Lemos "Artistas Brasileiras" (2018), pela editora Miguilim.
Lançada em 2018, a HQ "Artistas Brasileiras" de Aline Lemos apresenta ao público geral um seleção de 30 mulheres que se destacaram no campo artístico, de várias regiões do país. Um projeto que busca tirar das sombras mulheres talentosas cuja existência ou foi obscurecida pela história, ou mesmo esquecida ao longo dos anos. 

Já no início da HQ, numa introdução quadrinizada, a autora tem o cuidado de  esclarecer que existem outras mulheres, tão interessantes quanto as que ela selecionou para a HQ, e que objetivo da obra "não é apresentar todas ou as melhores artistas" mas mostrar diversidade de mulheres que produziram arte no nosso país.
Quadrinho sobre Tarsila do Amaral.
A obra coloca as mulheres dentro da história da arte e mostra que, mesmo com todas as dificuldades impostas pela sociedade, elas conseguiram deixar sua marca. Entretanto, suas marcas foram aos poucos desaparecendo e é necessário reavivá-las. Este é  um dos méritos da HQ de Alice Lemos, o de fazer um exercício de memória. 

A jovem autora nos lembra ainda que as mulheres são talentosas e não excepcionais. E qual seria a diferença?

Tirinha onde a autora usa
a artista plástica Zina Aída
para criticar o machismo
presente na sociedade.
Durante muito tempo a História nos apresentou as mulheres que se destacaram (e cuja presença não podia ser ocultada) em alguma área dominada pelo homens como excepcionais. Elas eram casos raros, únicos. O talento dessas mulheres era, portanto, uma anomalia, que não poderia servir de base para se julgar outras mulheres. 

Mas na HQ  "Artistas Brasileiras" a intenção da autora é demonstrar que havia, e há entre nós, mulheres talentosas cuja obra não é resultado apenas de uma excepcionalidade, mas de muito trabalho, dedicação, estudo e talento. 

A HQ não coloca as mulheres como sendo melhores que os homens, mas tão talentosas e capazes quanto eles, com as mesmas capacidades e habilidades criativas. O mesmo talento que se encontra em um homem e que pode ser encontrado, também, em uma mulher. 

Do ponto de vista didático, a narrativa é muito bem construída e a obra pode fornecer a professores de história e artes material para trabalhar História da Arte no Brasil de uma forma leve e divertida. As biografias das autoras curta, chegando ao máximo a 3 páginas e são acompanhadas de tiras irônicas e divertidas. A autora expõe e debocha de preconceitos machistas usando de ironia e  muito humor.

Nestes quadrinhos a autora reúne quatro personagens: Anital Malfatti, Fédora do Rego, Georgina de Albuquerque e Tarsila do Amaral.
Aline Lemos, em muitos momentos, lembra o estilo de narrativa da quadrinista sueca Liv Strömquist, que publicou no Brasil a HQ "A origem do mundo: uma história da vagina ou a vulva vs. o patriarcado" (clique aqui para conferir uma matéria sobre esta obra). 

Um quadrinho recomendado para pessoas de todas as idades e indicado para professores que procuram por um material rico e criativo sobre história da arte. Vale ainda acrescentar que a autora fez uma ampla pesquisa bibliográfica, cujas fontes estão disponíveis no livro.

* Texto postado originalmente no blog História e Ensino Sem Fronteiras.

quinta-feira, 17 de janeiro de 2019

Com história em quadrinhos e humor, professora conecta inglês e biologia


por Michele Maria Nasser Cavalheiro, publicado originalmente em 9 de janeiro de 2019 no PORVIR

O projeto interdisciplinar “Microbiology viral: um estudo narrativo de caso do Inglês por Biologia à Literatura” surgiu da ideia de integrar disciplinas, que à primeira vista não dialogam entre si – biologia, literatura e inglês –, extrapolando o limite físico da sala de aula e mostrando aos estudantes que o aprendizado integrado é produtivo, divertido e traz resultados surpreendentes.

Como professora de inglês, no Colégio Nossa Senhora Medianeira, em Curitiba (PR), procuro mostrar aos estudantes a importância da língua estrangeira não apenas no ambiente escolar, mas no desenvolvimento pessoal e profissional de cada um. Então, pensei que juntar disciplinas que normalmente não dialogavam em um projeto comum era desafiador e despertaria interesse dos adolescentes e os faria concluir que todo o conhecimento está interligado, basta saber observar. Que tal trabalhar o assunto microbiologia em inglês e literatura de forma no mínimo curiosa: produzindo charges em inglês e HQs (história em quadrinhos) sobre microbiologia com criticidade e humor?

O projeto é feito em duas etapas: primeiro a produção de charges em inglês sobre vírus/bactérias/fungos/algas e protozoários e, depois, a produção de uma história em quadrinhos. Autonomia sempre presente desde o início: os estudantes se dividiram em grupos, obrigatoriamente mesclando os dois níveis de inglês do colégio, e escolheram qual a tarefa assumiriam diante do grupo: coordenar a produção, ilustração, tradução/versão, etc.

Cada membro ficou responsável ao mesmo tempo pelo trabalho inteiro e por coordenar partes específicas, cobrando atuação e atuando de forma igual. A integração, a dinâmica, a cooperação entre os grupos funcionou de forma efetiva: os líderes natos conduziram os  trabalhos com competência, houve integração de opiniões e ideias e a produção final surgiu acordo com decisão do grupo, sem imposição individual.

Em uma atividade recente, os estudantes desenvolveram uma história em quadrinhos na qual tiveram que caracterizar personagens de acordo com um estudo de caso que escolherem. A biologia oferece conteúdo e casos para os estudantes escolherem e construírem a narrativa das personagens envolvidas. Podem usar o Inglês? Sim, of course! E as figuras de linguagem e etapas da narrativa têm força em inglês também. E onde entra a biologia? Bem, as personagens da história em quadrinhos desenvolvem a doença escolhida. Ou passam pela doença. Ou somente experimentam sintomas leves. Mas para a doença estar presente, precisamos do ambiente, das condições propícias, dos sintomas… o conhecimento está interligado!

Os estudantes produziram um material riquíssimo. Charges que criticam, de forma humorada e inteligente, situações cotidianas de nossa sociedade no contexto de microbiologia: dengue, poluição dos rios, produção de oxigênio por algas, infecções, combate às doenças, comparando situações políticas (macrocosmo) com movimentos microbiológicos (microcosmo), e por aí.

As charges e as histórias em quadrinhos mais significativas foram apresentadas na forma de banners em formato de Comic Book à comunidade durante o evento “Feira do Livro”, em agosto, no Colégio, e em novembro, durante o evento “Feira do Conhecimento”, além de receberem destaque em matéria específica no site e na página do Facebook. Incentivo para os estudantes que produziram e para os que virão, além de reconhecimento da importância do trabalho em equipe. E o prazer de ser professora e ver o conhecimento acontecendo, efetivamente.

terça-feira, 19 de setembro de 2017

ALUNOS DA EDUCAÇÃO INFANTIL VISITAM A GIBITECA

Semana passada os alunos do primeiro período da professora Adriana Medeiros de Souza Pacheco levou seus alunos para conhecerem e desenvolverem atividades na Gibiteca.

É importante lembrar que o uso dos quadrinhos na educação infantil é importante para o processo de alfabetização. Além de estimular a criatividade, a leitura de imagens ajuda a desenvolver a habilidade de relacionar texto e imagem facilitando o êxito do professor(a) no processo de alfabetização.

Uma alfabetização através de quadrinhos começa na educação infantil e deve perpassar todos os anos do Ensino Fundamental, visto que os quadrinhos, nos anos mais avançados poderão ser usados, também, como importante recurso didático e avaliativo nas mais variadas disciplinas escolares. 

Confira as fotos!





quinta-feira, 3 de agosto de 2017

CARTILHAS TRATAM DO BULLYING NA ESCOLA


O Programa de Acesso à Justiça e Solução de Conflitos (RECAJ UFMG), produziu duas cartilhas orientando ao combate do Bullying, uma delas totalmente em quadrinhos, que estão sendo distribuídas em escolas.

Elas esclarecem o que é bullying e fornecem informações de como a escola, os professores e a família podem ajudar a combatê-lo. Foram oferecidos cursos virtuais e presenciais sobre o tema para professores e especialistas de Minas Gerais.

sábado, 8 de abril de 2017

TRANSFORMANDO TEXTO INFANTIL EM HISTÓRIA EM QUADRINHOS

A professora Marly do Carmo Morais Rodrigues, da E.M. Judith LIntz Guedes Machado, de Leopoldina (MG), está investido no uso da imagem como forma de narrativa. Esta semana ela fez um trabalho lindo com os alunos do 3º ano (que possuem entre 8 e 9 anos de idade). Ela apresentou o texto "A tartaruga e o jacaré" e  propôs aos alunos reescreverem a história na forma de quadrinhos. O resultado foi encantador.

As imagens, feitas por celular, não estão com boa qualidade mas percebe-se a forma eficiente com que os alunos utilizaram elementos dos quadrinhos como os balões e, especialmente, o uso do espaço. Ao reescreverem a historinha eles desenvolveram várias habilidades, combinado imagem  e texto. 

Confira!







segunda-feira, 13 de março de 2017

HOMENAGEANDO AS MULHERES MARAVILHA

"Minha Mulher Maravilha é a mamãe
porque me ama e me protege, abençoa
e reza  por mim" - Sophia
A professora Marly do Carmo Rodrigues, que leciona para o terceiro ano da E. M. Judith Lintz Guedes Machado, Leopoldina (MG) preparou um atividade especial para a Semana da Mulher. Seus alunos escreveram e ilustraram uma pequena produção de texto com o título "Mulher Maravilha", onde cada um elegeu sua "Mulher Maravilha", avós, tias e mães, das mais diversas idades e etnias. Todas elas verdadeiras "Mulheres Maravilha".

Confira alguns dos trabalhinhos!