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quarta-feira, 10 de julho de 2013

O Homem de Aço – Desvendando o lendário mundo do Superman, da Panini

Panini Comics colocou em pré-venda o livro O Homem de Aço – Desvendando o lendário mundo do Superman (formato 23,5 x 28,5 cm, 160 páginas, capa dura, R$ 89,00).
Desde 1938, quando surgiu na revista Action Comics, ele é tido como o maior de todos os super-heróis que já existiram.
Agora, ao celebrar 75 anos de existência, este defensor da humanidade retorna às telas do cinema em uma superprodução dirigida por Zack Snyder e produzida por Christopher Nolan.
O livro traz os segredos de bastidores do longa-metragem, bem como fotos, perfis detalhados, entrevistas e imagens exclusivas de O Homem de Aço.
O Homem de Aço – Desvendando o lendário mundo do Superman deve chegar às livrarias na segunda quinzena deste mês.
PUBLICADO ORIGINALMENTE NO UNIVERSO HQ

sexta-feira, 14 de junho de 2013

Pesquisadora autografa livro sobre cinema e quadrinhos

A pesquisadora e professora Denise Azevedo Duarte Guimarães, da UTP (Universidade Tuiuti do Paraná), participa neste sábado, 15, de tarde de autógrafos de seu mais recente livro: “Histórias em Quadrinhos & Cinema: adaptações de Alan Moore e Frank Miller”. O evento está programado para as 14h, no Paço da Liberdade – Sesc Paraná (localizado na Praça Generoso Marques), em Curitiba.
O livro pode ser adquirido na livraria do Sesc da Liberdade, em Curitiba, ou encomendado diretamente pelo e-mail da autora (denise.guimarães@utp.br). Preço: R$ 45.
Recém-lançado, “Histórias em Quadrinhos & Cinema: adaptações de Alan Moore e Frank Miller” (2013) é o fruto de três anos de trabalho da autora. Com um doutorado em literatura, Denise resolveu, após uma carreira dedicada aos estudos entre literatura e cinema, se debruçar sobre a adaptação de quadrinhos para a Sétima Arte.
E tudo começou com seus filhos. “Tive meu interesse despertado pelas graphic novelscolecionadas por meus dois filhos adultos, um engenheiro e outro arquiteto. Percebi naqueles belos volumes impressos um potencial a ser explorado na área da Comunicação, tanto no âmbito da narrativa quanto da Semiótica e das propostas estéticas e visuais”, explica, em entrevista ao Diário. “Ao começar a prestar maior atenção ao diálogo dessas obras com suas respectivas adaptações para o cinema, eu descobri um vasto e rico território ainda não contemplado pela academia, no Brasil”, diz.
Professora aposentada da UFPR (Universidade Federal do Paraná) e atualmente lecionando no programa de doutorado da UTP, a autora analisou em seu livro as adaptações dos gibis de Frank Miller (“Sin City” e “300”) e de Alan Moore (“Watchmen” e “V de Vingança”) para o cinema em filmes que foram lançados nos últimos anos. É o que ela chama de “filme de quadrinhos”, um gênero ainda pouco estudado em livros.
“Abordar o universo dos gibis é algo desafiador e prazeroso, além de muito relevante na era da chamada convergência das mídias. Cito como exemplo o forte potencial expressivo da linguagem de Alan Moore, que fez com que “Watchmen” fosse a primeira história em quadrinhos a ganhar um prêmio literário: o Hugo”, explica, acrescentando que diálogo do cinema com outras artes é algo de grande relevância para o processo de evolução da Sétima Arte.
Ciclo de filmes
Nos dias 18, 19, 20 e 21 de junho, Denise Guimarães participará da mostra "HQs nas telas”, ciclo de filmes baseados em histórias em quadrinhos organizado pela Secretaria Estadual da Cultura e pelo Museu da Imagem e do Som, no auditório Brasílio Itiberê, das 19h30 às 22h. A autora vai proferir palestra e autografar seu livro.

PUBLICADO NO DIÁRIO DE GUARAPUAVA

terça-feira, 31 de julho de 2012

Sucesso no cinema, "Os Vingadores" deve virar série de TV

Após o sucesso nos cinemas, os estúdios Disney e a Marvel estudam transformar a aventura "Os Vingadores" em um seriado de TV. As informações são do site de notícias "Deadline".

Os detentores dos direitos da saga estão em negociações com a emissora norte-americana ABC, que também pertence ao grupo Disney, para fazer uma série dramática baseada na famosa série em quadrinhos.

O programa, assim como o longa, vai reunir o universo ficcional dos super-heróis da Marvel, ambientado nos filmes "Homem de Ferro" (2008), "O Incrível Hulk" (2008), "Homem de Ferro 2" (2010), "Thor" (2011) e "Capitão América: O Primeiro Vingador" (2011).

O projeto ainda está nas conversas iniciais, explorando novas possibilidades narrativas para os heróis. Uma delas é que o programa seja policial.

Uma nova série protagonizada pelo personagem Hulk também vem sendo desenvolvido para a televisão, sob supervisão de Guillermo Del Toro. O plano é que a série vá ao ar no fim de 2013.

O longa "Os Vingadores", lançado no primeiro semestre, alcançou o terceiro lugar na lista das maiores bilheterias da história, atrás apenas de "Avatar" (2009) e "Titanic" (1996).

PUBLICADO NO BOL NOTÍCIAS

quinta-feira, 15 de março de 2012

Warner quer tirar o mágico Mandrake do papel

O estúdio Warner Bros adquiriu os direitos de adaptação do personagem das histórias em quadrinhos Mandrake. De acordo com o Hollywood Reporter, o objetivo é modernizar o mágico repetindo a fórmula utilizada na franquia "Sherlock Holmes", cujo mais recente filme, "O Jogo de Sombras", rendeu US$ 521 milhões (R$ 945 milhões) em bilheteria (quatro vezes o valor de seu orçamento). 

Criado em 1934 pelo cartunista Lee Falk, Mandrake é um mágico ilusionista que consegue hipnotizar as pessoas instantaneamente. Acompanhado pelo brutamontes africano Lothar, ele enfrentou em suas histórias uma enorme variedade de inimigos, passado por gângster, alienígenas e até seu irmão gêmeo malvado.

Essa não é a primeira vez que um estúdio tenta adaptar o personagem ao cinema. Nos anos 1960 o cineasta italiano Federico Fellini, amigo de Falk, revelou interesse em filmar a história de Mandrake, mas o projeto nunca decolou. Já nos anos 1980 o diretor Michael Almereyda foi contratado pela Embassy Pictures para escrever o roteiro de "Mandrake, o Mágico". Novamente a produção foi abandonada.

Em 2007 foi a vez das produtoras Baldwin Entertainment Group e Hyde Park Entertainment anunciarem a adaptação. O filme, que teria Mimi Leder na direção e Jonathan Rhys Meyers no papel principal, nunca saiu do papel.
PUBLICADO ORIGINALMENTE NO ÚLTIMO SEGUNDO

quarta-feira, 29 de fevereiro de 2012

terça-feira, 10 de julho de 2007

Cinema, hqs e narrativa seqüencial

O texto a seguir foi escrito pelo prof. Arthur Soffiat, que participou do I Seminário sobre quadrinhos, leitura e ensino e que é um grande colaborador do nosso projeto. O texto fala sobre a narrativa através da comparação entre quadrinhos e cinema.

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A legenda no cinema e nos quadrinhos

Num programa de “Os Trapalhões”, Didi (Renato Aragão) tenta entender o que norte-americanos estão falando com ele e olha para os pés do grupo. Outro trapalhão pergunta por que ele tem os olhos fixados nos pés dos estrangeiros. Resposta: “estou tentando ver se tem aquelas letrinhas do cinema pra saber o que eles estão dizendo.” Didi buscava as legendas, como se estivesse diante de um filme não dublado.
Há quem reclame de fundo branco nos filmes, pois eles dificultam a leitura das legendas. A reclamação parte da idéia inconsciente segundo a qual as legendas já vêm com os filmes importados. Sendo assim, os produtores deveriam escolher lugares melhores para colocá-las. Mas legendas são apostas no Brasil. Como os diretores não pensam na exportação dos filmes, despreocupam-se de colocar lugares para elas.

Quando o filme recebe dublagem, as legendas se tornam desnecessárias, conquanto nem sempre as traduções sejam boas. Mas as legendas também não garantem qualidade. Em extras de DVDs que não contam com a opção de dublagem, as legendas dançam para baixo e para cima, dificultando a concentração do espectador. Da minha parte, recorro sempre às formas dubladas para prestar mais atenção na imagem, que, de per si, foge dos nossos olhos com o movimento e com os cortes.

Em se tratando dos quadrinhos, outra arte seqüencial, dificilmente a legenda pode ser dispensada. Existem criadores que se afinam com o cinema mudo e apelam mais para a imagem. Pinduca (no original Henri) é um destes casos. Ele foi criado por Carl Anderson em 1932 e prosseguido por John Liney, quando da morte do pai do personagem, em 1942. Pinduca jamais abre a boca para falar. A imagem é que fala em cenas inusitadas e cômicas. Outro é Reizinho (The Little King), criado por Otto Soglow em 1934. Ele se movimenta muito, mas nunca pronuncia palavras. Ambos eram publicados em uma página semanal ou em tiras.

Em outros personagens de quadrinhos, a legenda aparece como narrativa indireta e na parte inferior dos quadros, como no cinema. Angelo Agostini, considerado um dos primeiros quadrinistas do mundo, legendava suas histórias desta forma. Também Harold Foster vale-se deste recurso em Príncipe Valente (Prince Valiant), que apareceu em 1937. Talvez, a narração indireta visasse proteger o belíssimo traço de manchas provocadas pelos balões e onomatopéias. Foster é um clássico e um quadrinista conservador em sua estética.

No geral, porém, o discurso mais usual nos quadrinhos é direto e fica contido nos balões. Já que desenho não pronuncia palavras, é preciso escrevê-las num local destacado do quadrinho que acabou sendo denominado de balão. Comparado ao cinema, o quadrinho inverte a legenda. No cinema, ela se localiza nos pés. Nos quadrinhos, ela se desloca para a cabeça.

O leitor de quadrinhos tem uma grande vantagem sobre o espectador de filmes. Nos quadrinhos, mesmo a contaminação do balão e da onomatopéia permite apreciar o desenho, já que este não se movimenta. Quem se move são os olhos do leitor. O tempo de leitura deles é escolhido pelo leitor, que pode ser rápido ou lento, inclusive lendo-os por parte em dias seguidos. No cinema, o filme é que corre ante os olhos do espectador, numa duração não estabelecida por ele, mas pela edição. A fita e o DVD permitiram a libertação do espectador em relação ao filme. Os novos recursos tecnológicos possibilitam rodar o filme em câmara lenta, fazê-lo avançar quadro a quadro, acelerar o seu ritmo e até paralisar um fotograma para examiná-lo com detalhe. É possível, inclusive, suspender a apresentação para o momento desejado.