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quinta-feira, 3 de fevereiro de 2011

Primeira Chamada de Trabalhos para as I Jornadas Internacionais de Histórias em Quadrinhos


Quando: 23 a 26 de agosto de 2011

Onde
: Escola de Comunicações e Artes da Universidade de São Paulo (ECA/USP)

Endereço

Av. Prof. Lúcio Martins Rodrigues, 443, Butantã,
Universidade de São Paulo, São Paulo, Brasil, 05508-900.

Proposta
: divulgação de avanços científicos relacionados às histórias em quadrinhos nas diversas áreas do conhecimento, de modo a promover o intercâmbio de novos saberes e experiências.

Público-alvo
: pesquisadores de histórias em quadrinhos, estudantes (doutorandos, mestrandos, graduandos), profissionais da área e interessados em geral.

Formato
: conferências, mesas redondas, apresentação de trabalhos orais.

Formas de participação
: comunicação oral, ouvinte

Inscrição
: no site do evento, a partir de 1º de março

Quanto

• Até 31.03 – Graduandos (R$ 50), pós-graduandos (R$ 100), pesquisadores e interessados (R$ 150)
• Até 31.05 - Graduandos (R$ 75), pós-graduandos (R$ 125), pesquisadores e interessados (R$ 175)
• Até 31.07 - Graduandos (R$ 100), pós-graduandos (R$ 150), pesquisadores e interessados (R$ 200)
• Obs.: comprovante de depósito deverá ser escaneado e enviado ao e-mail jornadasinternacionais@gmail.com

Realização
: Observatório de Histórias em Quadrinhos da ECA/USP

Para mais informações, clique aqui!

terça-feira, 8 de dezembro de 2009

Experiência com quadrinhos na escola

Estava fazendo uma pesquisa na internet sobre outro assunto e me deparei com esse relato de experiência com quadrinhos na escola. Adorei e estou tomando a liberdade de reproduzí-lo no blog, citando a fonte, como sempre.


Por: Cláudia Sanches

Imagine a cena: um aluno da segunda série do Ensino Fundamental sentado em frente ao computador da escola, lendo e escrevendo histórias em quadrinhos. Essa é uma das atividades desenvolvidas nas aulas de Língua Portuguesa do Colégio Éden, no Rio de Janeiro. Nelas, a criança tem a oportunidade de trabalhar produção textual, discurso direto e indireto e, também, conteúdos de outras disciplinas, de maneira lúdica e inovadora.

Essa aula faz parte de um projeto que visa ao ensino da Língua Portuguesa através de gibis, realizado, há mais de 10 anos, com os alunos do C.A., primeira e segunda séries do Ensino Fundamental. Segundo a equipe de professores, o quadrinho é um excelente recurso no processo de aprendizagem da língua, uma vez que retrata muito bem o universo infantil: “Aqui no colégio, o gibi está presente na sala de aula e na biblioteca, representando muito bem a literatura. O objetivo de se trabalhar com uma variedade textual é apresentar a eles os diferentes níveis de linguagem, e o gibi dá essa possibilidade, pois utiliza uma linguagem mais coloquial, comum ao universo oral do aluno. Aliás, aqui, tudo pode ser usado como material de discussão, até bula de remédio e nota de supermercado”, brinca Ângela Sixel, professora do C.A.

Segundo ela, o aluno lida com quadrinhos sem preocupar-se com as letras durante o primeiro semestre, no qual ele constrói as histórias oralmente. “Na Alfabetização, trabalha-se essencialmente com as imagens. Nesse momento, os alunos são estimulados a falar os nomes dos personagens. Logo depois, perguntamos com quais deles mais se identificam, e dessa conversa partimos para a separação de sílabas. Pedimos, então, a eles que separem os nomes de cada personagem. Chamamos a atenção, também, para o tipo de letra e para as rimas. Entre as atividades mais comuns com essa turma está a apresentação das revistas na biblioteca. As crianças manuseiam o material e depois pedimos a elas que recontem a história para os amigos, estimulando, assim, a capacidade de raciocínio e o encadeamento lógico do pensamento”.

Na primeira série, o aluno já trabalha com a pesquisa formalmente. Nessa fase, ele traz tirinhas de jornais e revistas para a sala de aula. Sônia Silveira, professora da primeira série, conta que os quadrinhos ajudam muito nos esclarecimentos sobre os conteúdos como, por exemplo, a separação de sílabas: “em determinada aula de leitura, um dos alunos se deparou com a palavra passarinho separada em sílabas e fui obrigada a falar sobre a matéria antes do tempo. Expliquei a eles que as letras “ss” eram separadas por pura convenção. Mas acabou surgindo um questionamento dessa regra estabelecida, feito pelos próprios estudantes”, exemplifica a professora.

Nessa proposta, também são trabalhados discursos descritivos, produzidos por eles a partir da linguagem visual. “Pedimos que o aluno descreva o que está acontecendo nos desenhos e eles recriam histórias fascinantes”, conta Sônia.

Na primeira série, essa leitura já possibilitou trabalhos muito interessantes sobre a metáfora, uma vez que essa linguagem é muito comum nos quadrinhos. Com uma tirinha do escritor e cartunista Miguel Paiva, trazida por um aluno, a professora solicitou que a turma prestasse atenção na quantidade de metáforas ligadas ao corpo humano. “Eles conseguiram encontrar mais de 200 exemplos dessa figura de linguagem”, conta ela. Alguns deles foram falar pelos cotovelos, cabelo nas ventas, meter o nariz em tudo, cara de pau etc. “Com isso, os alunos compreenderam que o ser humano utiliza seu próprio corpo como referencial para tudo, e, daí, partimos para uma aula de Ciências sobre o Corpo Humano”, explica Sônia, que acha muito importante esse intercâmbio entre as várias disciplinas, previsto nos Parâmetros Curriculares Nacionais.

Na segunda série, período em que as crianças já são capazes de perceber claramente as diferentes maneiras de expressão, elas podem aprimorar muito a escrita a partir do trabalho com revistas. A possibilidade de exercícios é ilimitada. A partir dos balõezinhos, nos quais é usada a linguagem direta, trabalha-se a passagem do discurso direto para o indireto, estimulando os alunos a reescreverem de diversas maneiras.

Recentemente, a segunda série também está utilizando os quadrinhos no computador, através de um programa na Internet, que possui as imagens dos personagens de Maurício de Souza, com os balões em branco (representando o travessão), onde as crianças criam seus discursos. No programa, existe a opção de escolher os cenários, os movimentos dos personagens, as suas expressões faciais, discursos e espaços.

A professora Kátia Sanches acha que, apesar de muito recente, o trabalho tem sido de grande valia, porque os alunos têm a oportunidade de treinar a seqüência do pensamento lógico e de trabalhar a figura do narrador.

Além de ser um recurso na apresentação do conteúdo, as tirinhas promovem discussões sobre os valores da sociedade. Segundo Sônia, essa troca de idéias é comum a todas as turmas, desde o C. A. até a 2.a série. “É impressionante como os quadrinhos nos levam a discussões críticas. Eles trazem a visão da criança, que difere muito do ponto de vista do adulto, e apresentam temáticas que levam à troca de idéias muito enriquecedoras. As crianças falam sobre os seus valores familiares, seus conflitos e dúvidas”, diz ela.

Muitos pais ainda não compreendem o valor desse tipo de texto (histórias em quadrinhos) e alguns, além disso, a consideram uma leitura imprópria para a sala de aula e para a biblioteca – onde, segundo eles, deveria haver somente obras literárias. Porém, as professoras do colégio procuram esclarecer que essa leitura pode desencadear no aluno o prazer de ler e que o gibi é, na verdade, um trampolim para o livro. Elas também ressaltam que não existe um texto melhor do que outros, há, sim, diferentes estilos, como explica Sônia, que fez uma pesquisa sobre o tema:

“Não há texto com maior peso que outros, mas, sim, com diferentes funções. Concluímos que os melhores leitores começam a ler através de revistas em quadrinhos. Todos os grandes leitores, adultos ou crianças, passaram por essa fase. Essa leitura é muito interessante para o alunos, porque nela existe o desenho confirmando a escrita, que, por sua vez, aborda questões peculiares ao universo deles” – conclui.

Colégio Éden
Tel: (0xx21) 553-5443

Fonte: Jornal Educar

domingo, 1 de novembro de 2009

Experiência com quadrinhos e literatura



A professora de língua portuguesa Eva Aparecida da Silva, que trabalha na nossa escola no turno da tarde, está fazendo um trabalho com literatura em quadrinhos para estimular a leitura de clássicos, na turma do 9º ano. Ela pediu que cada aluno escolhesse uma adaptação literária, lesse, fizesse uma apresentação oral e escrevesse um relatório.

Segunda a professora, os resultados foram muito bons e a leitura das adaptações fez com que eles compreendessem melhor a trama da história. Agora, numa segunda fase ela irá introduzir as obras literárias originais para que eles façam a mesma atividade e depois comparar a leitura das adaptações com a obra pura, original.

quinta-feira, 3 de julho de 2008

Trabalhando a História das Histórias em Quadrinhos na sala de aula

Nestes últimos dias de aula aproveitei para fazer um trabalho diferente com meus alunos. Peguei como base a HQ da Turma da Mônica que fala da história das histórias em quadrinhos e trabalhei o assunto com as minhas duas turmas de sexta série. Os alunos se reuniram em grupos de três e fizeram atividades sobre a história dos quadrinhos. Falamos sobre Angelo Agostini, Ziraldo, Stan Lee, Laerte, etc.

O resultado foi muito bom. Eles fizeram, também, cartazes sobre alguns personagens, como o Recruta Zero, a Turma da Mônica, O Menino Maluquinho, Super-Homem, Capitão América e Fantasma. Alguns ficaram muito bons. A atividade serviu para aliviar o stresse de fim de semestre e foi uma forma de mostrar que a história abarca muitas áreas. Também foi bom para que eles conhecessem melhor alguns personagens que fazem parte do acervo da gibiteca e que muitas vezes são deixados de lado.

quarta-feira, 5 de março de 2008

Relato de experiência: alunos da noite têm momento lúdico na Gibiteca

Ontem a tarde eu tive uma grata surpresa: encontrei no meu armário uma pequeno bilhete da professora Mary Ângela Carraro Dibo (foto ao lado, comigo, na festa do folclore, em agosto de 2007), de língua portuguesa, que trabalha no turno da noite, relatando a experiência de levar os alunos da oitava série (agora nono ano) para uma aula de leitura na gibiteca, ocorrida no dia 28 de fevereiro de 2008.

Eu já havia tido conhecimento da vida, pelo nosso livro de registros, mas o pequeno texto relatando tão espontaneamente a ocasião eu não esperava. Não sei se é do conhecimento de todos, mas no turno da noite temos algumas dificuldades de trabalhar na gibiteca pela falta de funcionários para ajudar.

Este ano eu já fiz duas visitas à escola a noite, fora do meu horário de trabalho, a fim de incentivar os professores a tomarem iniciativa de levar seus alunos à gibiteca. Parece que a primeira aula de leitura deste ano pode ser uma entre várias. Segue a transcrição do relato da professora Mary Ângela, que já usa a gibiteca no turno na manhã:

"Natania,

Você precisava estar na gibiteca para ver o alto grau de relaxamento e de integração com a leitura alcançado pela 8ª C. Os alunos pareciam crianças num parque de diversões (tipo Beto Carreiro). A Natalina ajeitou-se na maior almofada. O Átila ficou esticado no tapete, ora lendo, ora admirando as pinturas. Foi emocionante! Os anjos dever ter te inspirado na criação deste espaço tão lúdico e tão inspirador."

quinta-feira, 29 de novembro de 2007

Gibi e Geografia

O ano está chegando ao fim, mas os professores ainda estão trabalhando a todo o vapor. Um exemplo é o trabalho que está sendo feito pelo professor Rogério, de Geografia, na Escola Municipal Judith Lintz Guedes Machado. Ele está produzindo, junto com os alunos, HQs com conteúdo de Geografia. O professor deu aos alunos a opção de desenharem suas HQs ou utilizarem a técnica de colagem.
A colagem é muito legal e não desvaloriza o trabalho, porque o importante neste caso não é a capacidade de desenhar, mas montar a HQ, com seus elementos característicos e conseguindo passar a mensagem pedida pelo professor. O trabalho está muito bonito, tanto que o professor irá premiar as três melhores HQs de seus alunos.

Aliás, parece que a Gibiteca têm influenciado positivamente os nossos professores, que este ano trabalharam muito com HQs em atividades, notadamente os professores das séries iniciais. Acredito que o fato de termos promovido o Seminário, em maio tem sido fundamental para estimular e valorizar este trabalho, mostrando que ele pode ser muito importante no processo de ensino-aprendizagem, e que HQs são coisas sérias, sim. Infelizmente eles ainda estão muito tímidos e não costumam divulgar abertamente o que fazer, mas pela exposição de trabalhos de fim de ano, dá para perceber que os temas ligados direta ou indiretamente às HQs estão em alta.

sexta-feira, 5 de outubro de 2007

Alunos constroem HQs no computador

Esta semana eu pude ter contado com um trabalho lindo, realizado com uso de computadores, envolvendo quadrinhos. A Prof. Gládis Leal dos Santos – Informática Pedagógica, coordenadora de Sala Informatiza da escola, CAIC Professor Mariano Costa – rede municipal de Joinville, SC, está usando o computador para construir histórias em quadrinhos com alunos, em parceria com as professoras Mari Terezinha Cipriano, da 2ª série B, e a professora de Arte, Fabiana Castegnaro, utilizando o aplicativo Paint e a gravação das falas dos personagens pelos alunos-autores.


Nas aulas de Arte o trabalho teve início com a apresentação da animação “Mosca” no site: http://www.olhonovo.com.br/animacao/expressao.htm. A professora explorou com os alunos as expressões faciais do personagem e os traços do desenho. Na sala de aula a professora Mari realizou várias atividades de leitura e produção de texto com os alunos. A partir da leitura de livros diversos e revistas de história em quadrinhos, foram desenvolvidos textos coletivos, em duplas e individuais, atividades de reescrita e produção criativa de pequenos diálogos e histórias. A professora trabalhou a estrutura do texto e a pontuação, dando ênfase ao discurso direto.Uma das atividades foi a criação de uma historinha no caderno.Em duplas, os alunos fizeram, depois, uma história em quadrinhos em folhas sulfite. As folhas foram divididas em quatro partes e os alunos criaram os desenhos e falas dos personagens. Depois, cada dupla fez a apresentação oral da história para a classe.
Já na sala de informatica os alunos iniciaram a construção de sua história em quadrinhos utilizando o Paint. A cada aula, a dupla desenhou um quadrinho da história. Depois, os desenhos foram colados no Word e os alunos iniciaram a escrita das falas dos personagens e narrador.

A última atividade foi a gravação das falas. Depois de montar uma apresentação on line das historinhas http://www.bubbleshare.com/album/88759.50dd1cc097f/overview
Foi realizada a gravação das falas com as duplas separadamente. O trabalho foi publicado no blog da escola http://caicmariano.blogspot.com/ e a turma retornou à Sala Informatizada para assistir a todas as apresentações
Segundo Gládis “Os alunos mostraram-se motivados e envolvidos durante todas as atividades. A animação Pencilmation, disparadora de todo o trabalho, despertou muito o interesse da turma que percebeu as várias expressões facias do personagem, relacionado-as com os sentimentos e sensações que representavam, o que provocou um animado bate-papo depois da apresentação.A participação da professora de Artes potencializou o processo, uma vez que os alunos exploraram as ferramentas do Paint e desenharam as expressões faciais que perceberam nas animações e PowerPoint, antes de iniciarem a construção de sua história em quadrinhos. O resultado final foram historinhas criativas, desenvolvidas e interpretadas pelos alunos.”

A professora Gládis tem uma página pessoal no link http://gladislsantos.googlepages.com/ e a escola possui um blog onde o trabalho realizado pelos professores é constantemente divulgado
http://caicmariano.blogspot.com/

Temos tido contato com outras produções, usando programas de computador ou técnicas convencionais de criação. Aguardem!

quinta-feira, 13 de setembro de 2007

I Concurso de Histórias em Quadrinhos da Gibiteca: reflexões

Quando começamos os trabalhos na Gibiteca tínhamos dois pequenos projetos em mente: fazer uma oficina de quadrinhos com alunos e professore e um concurso. A oficina foi realizada, tivemos um número considerável de participantes e ela foi muito bem recebida. Mas, com relação ao concurso, tivemos alguns problemas.

O primeiro foi a divulgação. Ela não conseguiu sensibilizar uma grande parte dos alunos. Outro problema em relação aos alunos dos primeiros anos do fundamental, que não tiveram tempo suficiente para se prepararem, pois os professores estavam com o cronograma apertado. Prorrogamos o prazo para o final de agosto e conseguimos a da terceira série do turno da tarde. Entre os alunos das séries avançadas do fundamental apenas os da quinta e da oitava séries participaram. No turno noturno, o concurso não chamou a atenção dos alunos. Apesar de tudo isto ainda tivemos 21 hqs inscritas e, em breve, teremos o nome dos ganhadores.

Cabe aqui uma reflexão sobre esta experiência. Ela não foi totalmente perdida, pois tivemos alunos que se empenharam em produzir suas hqs, muitos usando o conhecimento aprendido nas oficinas que realizamos na escola, nos turnos da manhã e tarde. Por outro lado creio que tenha sido um erro impor temas específicos logo no primeiro concurso. Apesar de eu ter providenciado material para uma pesquisa inicial, percebi que os alunos não estavam preparados para um tema que exigisse deles um esforço maior para montar o roteiro e construir uma HQ. Reconheço que a empolgação me fez optar pela História da Cidade, esquecendo que mesmo para professores e historiadores locais este é um assunto difícil. Um tema livre, dividido em categorias como humor, aventura, ficção, talvez fosse mais atraente para os alunos.

No turno noturno, que possui muitos alunos do EJA e pessoas que trabalham durante o dia, deveria ter sido realizado um trabalho de divulgação diferente. A gibiteca deveria ter promovido pequenos eventos para os alunos, como palestras, oficinas mais simples e mesmo painéis para chamar a atenção para a atividade. Há entre os alunos do EJA muitos idosos, alguns com dificuldade de visão, para eles a atividade é um pouco mais penosa do que para os outros. Além disso, a noite temos falta de pessoal para trabalhar com os alunos, ficando a funcionária responsável pela biblioteca sem disponibilidade suficiente para trabalhar com mais freqüencia na Gibiteca. Um planejamento conjunto de atividades talvez fosse a solução para este caso.

Primeiras experiências, primeiros problemas... O importante é aprender e procurar “apertar os parafusos que estão soltos”. Para o ano que vem teremos um novo concurso e poderemos comparar os resultados avaliar o quanto aprendemos com a experiência.

sexta-feira, 31 de agosto de 2007

Aulas mistas de leitura

Já comentamos em uma postagem anterior o trabalho que vem sido realizado pela professora de Língua Portuguesa, Mary Angela Carraro Dibo, com alunos da sexta série. Ela tem regularmente levado alunos à gibiteca para aulas de leitura. Pois bem, a experiência foi tão boa que as aulas mudaram radicalmente. Alunos inquietos e desatentos estão participando mais e cobrando da professora os momentos de leitura na Gibiteca. Hoje a professora resolveu levar para a sala de aula, a pedido dos próprios alunos hqs e livros. Eu fiquei até emocionada com o que vi: uma turma com o passado problemático, com alguns alunos repetentes que nunca tiveram interesse nas aulas, transformada em um grupo de leitores atentos, devorando ávidamente as páginas de livros de de quarinhos. Parabéns à professora e aos alunos também. Eles estão nos mostrado como a leitura pode mudar a rotina da escola e como ela pode transformar também as pessoas. Veja abaixo mais fotos dos nossos alunos!

quinta-feira, 12 de julho de 2007

Histórias em Quadrinhos e Folclore


Esta semana a professora de série inicial Maria de Fátima Alves veio me procurar para mostrar as hqs feitas pelos alunos das aulas de reforço que ela ministra fora da escola (mas com alunos da . M. Judith Lintz Guedes Machado). São meninos e meninas de idades variadas com quem ela resolveu fazer um trabalho motivador: estudar sobre folclore produzindo uma hq.

Os alunos receberam todas as informações sobre o tema, necessárias para compor um roteiro razoavelmente coerente e depois receberam noções básicas de como fazer uma hq. A professora participou de uma das oficinas que tivemos no mês de junho e resolveu exercitar suas recém adquiridas habilidades com estes alunos. Para completar o trabalho ela ainda vai premiar as três melhores hqs, levando em conta o conteúdo e o uso correto de elementos que compõe uma hq (como balões, metáforas visuais, etc). Segundo a professora o trabalho de produção de hqs estimulou estes alunos que, em geral, possuem uma certa dificuldade de aprendizado, estando ela satisfeita com o resultado do seu trabalho. Agora, no segundo semestre letivo, ela pretende fazer a oficina de quadrinhos com seus alunos, na escola.

Ainda falando sobre folclore, a Escola encerrou hoje o 1º semestre letivo com uma maravihosa apresentação do Grupo Folclórico Assum Preto. Este grupo existe na cidade de leopoldina há mais de 23 anos e trabalha com danças típicas, resgatando uma parte da nossa cultura popular sobre a qual os jovens possuem pouco conhecimento. Com apoio do Cefet/Uned Lepoldina, o grupo conta com poucos recursos mas se destaca pela sua perseverança e pelo carinho com que seus participantes se dedicam aos ensaios e apresentações. Os professores receberam uma pequena aula sobre folclore, durante a qual dançarinos exibiam danças típicas de Minas Gerais, do Nordeste e do Sul.
No mês de agosto a E. M Judith Lintz irá promover uma Festa do Folclore, com o objetivo de resgatar esta nossa herança cultural entre alunos, professores e pais. A festa do folclore será um grande evento para o qual os professores estão se preparando desde já e pretende ser um projeto de integração cultural e social.
Aliás, há um comentário que não posso deixar de fazer. Professores de história, geografia e inglês visitaram em grupo a gibiteca na quarta-feira, dia 11 de julho, para selecionar material para ler nas férias. Eles querem preparar para 3º Bimestre atividades variadas usando quadrinhos. É importante ressaltar que a iniciativa partiu deles, após uma das reuniões de encerramento do 1º semestre letivo. Isto significa que a escola está abraçando cada vez mais o projeto.

sábado, 30 de junho de 2007

Experiência de ensino: A turma da Mônica e a matemática

A professora Roseane Peres Rocha está tornando as avaliações de matemática uma gostosa brincadeira para os alunos da 5ª série do Ensino Fundamental da E. M. Jutith Lintz Guedes Machado. Ela está utilizando tirinhas da Turma da Mônica para montar problemas matemáticos e desafiando os alunos a fazerem o mesmo. Esta experiência está sendo colocada em prática há aproximadamente um mês e tem dado ótimos resultados.
Segundo a professora, os alunos prestam muito mais atenção aos problemas quando eles são apresentados nas tirinhas. A professora ainda destaca que é interessante o fato dos alunos se preocuparem com pequenos detalhes quando preenchem os balões: "Eles colocam a fala errado do Cebolinha e sublinham as palavras que estão erradas”. Roseane dá uma dica: ela usa os quadrinhos com balões em branco que ela retira do site http://www.4shared.com/. Ela vai em shearch files e digita quadrinhos. Lá há diversos documentos em word e pdf. É de lá que ela tira o material que usa em suas aulas.

sexta-feira, 22 de junho de 2007

Gibiteca, leitura e aprendizagem: primeiras experiências com o uso de quadrinhos já estão saindo

Já estamos tendo os primeiros resultados positivos com projetos desenvolvidos junto a Gibiteca Escolar. A professora de língua portuguesa, Mary Ângela Carraro Dibo (foto ao lado), mediante aos péssimos resultados com alunos da 6ª série, nas primeiras avaliações do bimestre (muitos erros de ortografia, interpretação, etc) resolveu fazer uma experiência: uma vez por semana estes alunos frequentam a biblioteca e a gibiteca, divididos em dois grupos que se alternam. Lá os alunos fazem uma aula de leitura livre. A experiência já tem três semanas e os resultados estão claramente visíveis. Além dos alunos terem melhorado seu desempenho nas aulas e nas avaliações até a disciplina da turma - que tem dado muitos problemas desde o início do ano - está aos poucos melhorando.

A professora destaca que os alunos preferem as aulas na gibiteca pelo ambiente agradável e despojado, diferente da biblioteca, onde eles ficam sentados em cadeiras e mesas. Na Gibiteca o grupo de alunos se espelha pelas almofadas e pelo tapete, ficando a vontade para fazer a leitura. A professora observa que na biblioteca os alunos folheiam livros e muitas vezes não os lêem. Já na gibiteca a atenção com a leitura é bem maior. Ela assinala que o apelo visual das hqs é um fator importante, pois o desenho prende a atenção e mesmo que o aluno "pule" algumas falas ele consegue entender a história graças à leitura das imagens. O interesse deles pela leitura está levando-os , também, a ter novas perspectivas e arriscar novas experiências de ensino. Na oficina de quadrinhos que foi realizada na quinta (21/06) cerca de metade dos alunos presentes eram desta turma. Meninos e meninas que normalmente não se sentem muito motivados a frequentarem a escola vieram fora do seu turno de aula e fizeram 3 horas de oficina de quadrinhos. Uma grande vitória para o projeto, para a escola e, principalmente, para a professora, que está apostando na leitura para formar estudantes mais interessados e cidadãos mais informados.

A professora nos disse que já trabalhava com quadrinhos em suas aulas, na forma de atividades. Ela mostrou um delas: usando tirinhas do Almanaque do Snoopy (personagem de Charles Schulz) ela propõe exercícios que misturam deste questões gramaticais (identificar locuções verbais, vocativos e onomatopéias) até interpretação.

quarta-feira, 13 de junho de 2007

Relato de Experiência: o machismo nas hqs

Realizei hoje uma experiência com hqs na aula de história da sétima série. Lancei um desafio aos alunos: eles iriam manipular um documento e identificar nele um discurso, o do machismo. O documento em questão eram hqs da Ebal, das décadas de 1960 e 1970. O exercício consistia em ler a revista e destaca passagens ou cenas onde, de alguma forma o machismo estive presente, mesmo - e principalmente - de forma sutil. Os títulos escolhidos para o exercício proposto foram: Os Justiceiros (Antiga Liga da Justiça); Batman, Super Girl, Super Homem e O Judoka.

Os alunos tinha opção de escolher mais de uma hq para analisar. Como se tratava de uma turma pequena, dei meia hora para que eles examinasse as hqs e mais 20 minutos para que pudessem relatar sua pequena "investigação". Os alunos reuniram-se em um círculo comigo (professora) que fui mediadora. A cada aluno que relatava uma passagem ou uma impressão, perguntava-se: porque você acha que é uma passagem machista" A cada fala unia-se o comentário de um colega e, ao término do exercício tema havia se tornado uma conversa informal e descontraída.

Realizei o trabalho em uma turma com 15 alunos, onde apenas um não conseguiu cumprir a tarefa e, aproximadamente 3 alunos que haviam tido dificuldade no início ao final da atividade não apenas compreendiam o significado do machismo embutido no discurso das hqs como complementaram comentários de seus colegas.

O objetivo deste exercício foi preparar os alunos para identificarem o discurso ideológico contido em um texto, mesmo em situações mais simples. Como os alunos da sétima série estão estudando conteúdos como revoluções achei importante que eles comecem a analisar o texto de uma forma mais crítica,visto que os discursos de fundo ideológico tornar-se-ão cada vez mais presentes. Ademais, creio ser necessário o contato com outros documentos, tais como jornais, revistas e, claro, hqs dando a eles uma função não apenas informativa e/ou de lazer, mas de fonte de pesquisa.