Aprenda uma nova atividade para usar com seus alunos em sala de aula: quadrinhos ao cubo. Essa atividade ajuda a desenvolver a capacidade narrativa dos alunos e pode ser empregada em todos os anos do ensino regular. Essa atividade pode ser usada desde a alfabetização até o ensino médio e adaptada a todos os conteúdos.
terça-feira, 30 de março de 2021
SUGESTÃO DE ATIVIDADE: QUADRINHOS AO CUBO
Aprenda uma nova atividade para usar com seus alunos em sala de aula: quadrinhos ao cubo. Essa atividade ajuda a desenvolver a capacidade narrativa dos alunos e pode ser empregada em todos os anos do ensino regular. Essa atividade pode ser usada desde a alfabetização até o ensino médio e adaptada a todos os conteúdos.
quinta-feira, 25 de março de 2021
GRAMA: UM MANHWA QUE TODO MUNDO DEVERIA LER
Comfort women é um termo utilizado
para designar as mulheres que, durante a Segunda Guerra Mundial, foram forçadas
à escravidão sexual em bordéis criados pelo exército japonês. Esse sistema de
exploração sexual baseado na criação de “estações ou casas de conforto” vitimou
centenas de milhares de mulheres que ainda aguardam a reparação pelos
danos físicos e psicológicos deixados pela experiência.
O sistema de comfort women teve
origem na prática institucionalizada pelo Estado japonês de enviar mulheres
jovens ao estrangeiro como escravas sexuais. País profundamente patriarcal, o
Japão tratava as mulheres como uma mercadoria. Durante a Segunda Guerra
Mundial, o Japão impôs essa realidade às suas colônias, criando o sistema
de comfort women para atender às necessidades de seus soldados.
Foram criadas cerca de 400 “estações de
conforto”, espalhadas pela China, Filipinas, Taiwan, Cingapura, Indonésia,
Birmânia, Tailândia e Vietnã, sempre próximas às bases militares. Estima-se que
cerca de 80 a 200 mil mulheres foram forçadas a prestar serviços sexuais a
soldados japoneses durante a Segunda Guerra Mundial, sendo que apenas 30% delas
sobreviveram. O maior número de mulheres era de origem coreana, cerca de 80%
delas.[1]
Grama nos coloca
dentro das memórias de uma das sobreviventes, a vovó Ok-sun Lee. É,
portanto, é um quadrinho biográfico e, ao mesmo tempo, uma reportagem em
quadrinhos ou jornalismo em quadrinhos que dá voz àquelas mulheres que foram
esquecidas ou silenciadas pela história.
Em respeito às vítimas e suas famílias, Keum Suk
Gendry-Kim teve especial cuidado com as cenas que envolviam violência. Segundo
autora, por ser mulher, consegue se colocar melhor no lugar das sobreviventes e
sensibilizar com sua dor de uma forma que um homem não conseguiria. “Precisamente por ser
mulher, provavelmente estou melhor posicionada, em relação aos artistas
masculinos, para compreendê-las. Prestei atenção especialmente às cenas de
estupro para não mostrá-las diretamente nas imagens.”[2]
Ao contrário da
Alemanha, que, após a Segunda Guerra Mundial, assumiu a responsabilidade pelos
crimes cometidos contra a humanidade, o Japão não apenas negou a existência das
“estações de conforto” como também destruiu provas da sua existência. Além
disso, o sistema não foi encerrado após a guerra. Durante a ocupação
estadunidense, ele continuou funcionando, atendendo agora aos soldados dos
Estados Unidos. Estima-se que, após a guerra, cerca de 70.000 mulheres foram
escravizadas para atender a 350.000 soldados durante a ocupação do Japão.[3]
A busca pelo
reconhecimento dos crimes e por reparação tem sido a luta das sobreviventes e
suas famílias desde a década de 1990, quando surgiram as primeiras
denúncias. A sociedade mobilizou-se, tanto na Coreia quanto em
outros países, nos quais as mulheres também foram vítimas da escravidão sexual
durante e depois da Segunda Guerra, incluindo o próprio Japão. “Grama” e outras
obras que abordam o tema cumprem o papel de reivindicar esse “dever de memória”
e ser o lugar de fala dessas mulheres que, por quase 50 anos, permaneceram
resignadas e silenciadas em seus sofrimentos, mas que agora estão tendo-os
registrados nos anais da história.
A luta das comfort women tornou-se
a luta de todas as mulheres contra a exploração sexual e o machismo, que as
sufocam e oprimem em todo mundo, não apenas no Leste Asiático. “Grama” fala com
essas mulheres a partir da linguagem universal da justiça, da reivindicação de
uma memória, mesmo que dolorosa, dando nome e identidade a mulheres que foram
por décadas silenciadas.
O que você achou desse assunto?
Você gostaria de ter essa HQ na nossa
Gibiteca?
Deixe seu comentário!
Bibliografia consultada:
[1] OKAMOTO,
Julia Yuri. As “mulheres de conforto” da Guerra do Pacífico. Revista
de Iniciação Científica em Relações Internacionais, João Pessoa, v. 1, n.
1, 2013. p. 92-93. Disponível em:
<https://periodicos.ufpb.br/index.php/ricri/article/view/17698/10136>.
Acesso em: 12 out. 2020.
[2] NOGUEIRA,
Natania Aparecida da Silva. Entretien avec l'artiste de bande dessinée. Entrevista
com Keum Suk Gendry-Kim. Mensagem
recebida por: <natania.nogueira2010@gmail.com> em 30 set. 2020.
[3] RAYMOND, Janice. 70 anos
depois, um novo sistema de “mulheres de conforto”. Medium.
Feminismo com classe. Disponível em: < https://cutt.ly/ngk6PKO >. Acesso
em: 28 set. 2020.
terça-feira, 23 de março de 2021
HALLYU, A ONDA COREANA: VOCÊ SABE O QUE É ISSO?
quinta-feira, 18 de março de 2021
QUE TAL APRENDER A FAZER SEUS PRÓPRIOS BLOCOS E CADERNOS?
terça-feira, 16 de março de 2021
SERÁ QUE VOCÊ REALMENTE SABE QUEM SÃO OS VINGADORES?
Os Vingadores
(The Avengers) são um grupo de super-heróis das Histórias em Quadrinhos
(HQs), criado por Stan Lee, Jack Kirby e Dick Ayers, em
1963, e publicados desde aquela época pela editora Marvel Comics, nos Estados Unidos. A Marvel também criou e publica as aventuras de outros super-heróis como o Homem Aranha, o Demolidor e a Miss Marvel.
Nos quadrinhos, tudo começou com Loki, o deus da trapaça tentando usar o Hulk para se vingar de seu irmão, Thor. Mas o Deus do Trovão recebeu ajuda de outros heróis da terra, Homem de Ferro, Homem-Formiga e a Vespa, que juntos conseguiram derrotar Loki e salvar o Hulk. Diferente do que foi mostrado no cinema, vai ser o Homem-Formiga que vai sugerir que o grupo permaneça unido e a Vespa que escolheu o nome do grupo, batizando-o de “Avengers”. Vai ser apenas na quarta aventura do grupo que o Capitão América vai ser recrutado. Sendo assim, ele não um dos membros fundadores do grupo, como muitas pessoas acreditam.
![]() |
| Primeira aventura dos Vingadores, em 1963. |
A equipe de
super-heróis mais poderosa da terra passou por muitas fases, nas quais muitos
dos seus membros abandonaram o grupo ou foram substituídos. Alguns Vingadores chegaram a morrer nos
quadrinhos, outros tornaram-se vilões e se voltaram contra seus companheiros.
Os Vingadores lutaram muitas vezes ao lado de outros grupos e outros
super-heróis, como os X-Men e os Guardiões da Galáxia.
A equipe, que existe há mais de cinquenta anos, foi ganhado o gosto do público e hoje podemos encontrar os Vingadores facilmente em jogos, roupas, material escolar, desenhos animados e filmes. No cinema eles fizeram um grande sucesso, popularizando heróis pouco conhecidos como a Viúva Negra e o Gavião Arqueiro e inaugurando uma nova era no cinema, com efeitos especiais fantásticos e batalhas de tirar o fôlego.
| Os Vingadores no cinema. |
domingo, 14 de março de 2021
RETOMANDO AS POSTAGENS NO BLOG
Saudações a nossos leitores e leitoras!
A Gibiteca Helena Fonseca está inativa há vários meses devido à pandemia de Covid-19, por conta da reorganização que tivemos que fazer para poder adaptar nossas aulas à nova realidade. No entanto, ainda estamos aqui e vamos retomar nossas postagens a partir de hoje, trazendo dicas de quadrinhos para leitura, recomendando vídeos e atividades para professores que querem utilizar quadrinhos como ferramenta de ensino.
Quanto à Gibiteca, espaço físico, temos novidades. Nosso espaço está passando por uma reorganização, recebendo mais material e tendo o acervo sendo higienizado (passamos muito tempo fechados, é necessário), para podermos receber os alunos quando retornarem as aulas presenciais. Além disso, a conservação do acervo é necessária e deve ser regular.
Esperamos poder trazer novidades para quem se interessa por quadrinhos e educação e queremos suas sugestões para nosso blog. A Gibiteca Helena Fonseca está caminhando para completar 15 anos de existência em 2022 e queremos manter vivo nosso compromisso com nossos alunos, professores e toda a comunidade escolar, além de você, nosso leitor, que vem nos acompanhando desde o início das nossas atividades.
Dito isso, convidamos todos a compartilhar conosco nosso amor pelos e pela educação.
Direção da E. M. Judith Lintz Guedes Machado
Coordenação da Gibiteca Helena Fonseca
terça-feira, 9 de junho de 2020
DESENHISTA CRIA LIVROS DIGITAIS BASEADOS NA HISTÓRIA DE UBERABA E EM ATLETAS PARALÍMPICOS DA ADEFU
Ilustrados e roteirizados pelo desenhista Lacerda, os livros digitais "A Menina do Violino Azul" e “A Menina do Violino Azul - Parte 2: A esperança Contra o Coronavírus”, estão disponíveis pela internet.
A personagem principal é Nanda, uma menina deficiente que tem como companhias a cadeira de rodas, um tanque de oxigênio e um violino azul.
A garotinha passeia por um alguns locais que são considerados cartões postais da cidade – como a Igreja Santa Rita, Peirópolis e Museu do Zebu – e conhece a Associação dos Deficientes Físicos de Uberaba (Adefu), onde se sente inspirada pelos atletas paralímpicos.
Escritos com foco no público infanto-juvenil, os livros têm uma linguagem didática e, além de valorizarem a história de Uberaba, também abordam a inclusão.
"A abordagem feita pelo autor traz um olhar para a inclusão, que vai além das limitações físicas ou intelectuais. Aborda com maestria também a inclusão das pessoas, no que se refere ao acesso de todos, independente das limitações, aos bens socioculturais da humanidade, como por exemplo o patrimônio histórico e científico", comentou a secretária municipal de Educação, Silvana Elias.
De acordo com o desenhista, os livros "A Menina do Violino Azul" preenchem uma lacuna na produção de Histórias em Quadrinhos na cidade.
“Uberaba pode se tornar um centro produtor de Histórias em Quadrinhos. Temos uma riqueza cultural única, somos conhecidos como a cidade dos Dinossauros, a capital do Zebu, a terra de Chico Xavier, a cidade das igrejas históricas e isso precisa ser divulgado”, ressaltou Lacerda.
Postagem publicada originalmente no G1.
sábado, 6 de junho de 2020
ESCOLAS DOS ENSINOS FUNDAMENTAL E MÉDIO TERÃO EDUCAÇÃO AMBIENTAL EM QUADRINHOS
Foi lançado nesta sexta-feira, 5/6, em comemoração ao Dia Mundial do Meio Ambiente, o e-book Falando de Meio Ambiente em Quadrinhos que reúne 21 histórias criadas e ilustradas por alunos da graduação de Engenharia Ambiental da Universidade Veiga de Almeida (UVA). O material traz conceitos de ecologia e sustentabilidade de forma didática e criativa para ser usado como ferramenta de educação ambiental por professores dos ensinos fundamental e médio.
“Esse conteúdo adicional é um incentivo para interação uma vez que a proposta é que sejam realizados desafios on-line entre os estudantes. Isso é muito positivo nesse cenário de isolamento social ocasionado pelo novo coronavírus”, destaca Viviane.
A professora avalia que a pandemia da covid-19, além de todos os impactos socioeconômicos, também provocou questionamentos sobre a forma como lidamos com o planeta.
“Não existe economia sem os recursos naturais e pessoas. Por isso, é preciso pensar nos próximos passos para nos adaptarmos à nova realidade. E a educação ambiental é uma importante aliada na construção de seres conscientes e engajados”, conclui.
O e-book Falando de Meio Ambiente em Quadrinhos já é resultado do novo modelo pedagógico UVA Maker, implantado no começo deste ano pela instituição de ensino, cujo objetivo é que o aluno se transforme em protagonista do processo de aprendizagem, através de ações atreladas aos Objetivos de Desenvolvimento Sustentável da ONU. O e-book será distribuído para as Coordenadorias Gerais de Educação do Munícipio (CREs) e também estará disponível para o download no site da universidade. Para acessar basta se cadastrar no site.
Postado originalmente no Diário do Rio.Com
domingo, 29 de março de 2020
TURMA DA MÔNICA LIBERA MAIS DE 180 HISTÓRIAS EM QUADRINHOS DE GRAÇA
quinta-feira, 26 de março de 2020
ALBERTO UDERZO: DESPEDINDO DO PAI DE ASTERIX
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| Imagem capturada em: https://www.correio24horas.com.br/noticia/nid/albert-uderzo-criador-de-asterix-e-obelix-morre-aos-92-anos/ |
domingo, 24 de novembro de 2019
CONSTITUIÇÃO VIRA QUADRINHOS EM INICIATIVA PARA APROXIMAR A LEGISLAÇÃO DO PÚBLICO EM GERAL
quarta-feira, 30 de outubro de 2019
SEBRAE LANÇA QUADRINHOS ONLINE PARA ENSINAR EMPREENDEDORISMO A CRIANÇAS
- "Pedro Parque - Loja Teia da Moda", em "Pedro Parque x Despesona, a terrível", conta a história de um jovem empresário que descobre as habilidades para se diferenciar da concorrência.
- "Liana - Farmácia-Maravilha", em "Liana contra o monstro pavoroso", o tema central é o enfrentamento contra o preconceito sofrido por mulheres que se tornam empresárias.
- "Beto Comerine - Restaurante Garras Mantium", em "Beto Comerine em enfrentando o terrível vilão preju", retrata o desafio enfrentado pelo personagem que resolve abrir um negócio.
segunda-feira, 28 de outubro de 2019
DOCUMENTÁRIO SOBRE FANZINE LEVANTA RECURSOS PARA FINALIZAR O TRABALHO
"Uma banda tinha que divulgar seu trabalho, então ela lançava uma fita demo e mandava para produtores de fanzine ouvirem essas demos e produzirem a respeito. Então, quando uma pessoa consumia um fanzine na década de 1990 ela conhecia bandas novas", conta o produtor do documentário.
Adaptado do texto publicado no Cidade ON
sábado, 26 de outubro de 2019
GIBITECA COMEMORA 37 ANOS
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| Fonte: Gibiteca de Curutiba - Facebook |
domingo, 23 de junho de 2019
UTILIZANDO HISTÓRIAS EM QUADRINHOS, PROFESSORES DA REDE ESTADUAL ESTIMULAM O APRENDIZADO DE UM JEITO DIFERENTE
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| Imagem capturada em: http://www.mundohq.com.br/perfil-do-leitor-de-hq.html |
Imagine aprender matemática, geografia ou um idioma diferente por meio das histórias em quadrinhos, ou dentro do universo nerd, HQ's? Foi o que pensou Clodoaldo Gomes de Oliveira que resolveu ensinar matemática de um jeito diferente. No Colégio Estadual Deputado José Luciano, em Goiânia, ele propôs há dois anos, que os alunos do 1º ano do Ensino Médio que fizessem histórias em quadrinhos sobre o uso da matemática no dia-a-dia. O resultado surpreendeu o docente, que resolveu adotar a metodologia também nas outras turmas.
O espanhol também passou a ser uma língua mais presente no dia-a-dia dos alunos depois que a professora Lidiane da Silva Pires, do Colégio Estadual da Polícia Militar de Goiás (CEPMG) Ely da Silva Braz, em Luziânia, adotou a história em quadrinhos na sala de aula. A docente, que é psicopedagoga e especialista em ludopedagogia, decidiu usar os gibis na turma do 6º ano do Ensino Fundamental na hora de ensinar a difícil gramática espanhola aos pequenos.




















