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Obrigado a todos que nos visitam e espero que continuem nos visitando para que possamos completar 200 mil!
Da para fazer diversas comparações com a educação e os quadrinhos brasileiros se de um lado a uma falta total de apoio, de outro está por um fio, às escolas do jeito que estão se parecem mais um barril cheio de pólvora prestes explodir.
Os quadrinhos brasileiros se dependessem de patrocínio ou de boa vontade do governo já tinham se extinguido há muito tempo como os dinossauros, tudo de bom que foi feito por esse país pode ir por ralo da história.
Há também uma miopia dos quadrinistas que só vem seu próprio trabalho não se interessam um conhecer o que é feito em outros estados do Brasil, enfim do jeito que as coisas andam é muito difícil uma grande industria de criação de quadrinhos se auto sustentar.
No Brasil vive-se a lei das selvas, infelizmente quem está em uma situação melhor não enxerga a dificuldade dos outros comparando a educação e os quadrinhos. Se um está mal, o outro está em estado grave, o que eu quero dizer com isso é que, se a educação de um país vai mal as outras mazelas são influencia direta, o potencial de país criativo só se tornará possível quando tiverem condições mínimas para que isso aconteça.
Não podemos esperar que as coisas ou oportunidades caiam do céu, precisamos trabalhar todos os dias incansavelmente para que aquilo que esperamos aconteça de fato. Não podemos esquecer que não temos livros teóricos sobre quadrinhos suficientes nas bibliotecas públicas brasileiras, talvez nem nas universidades não há, então como os pesquisadores ou amantes da arte seqüencial vamos nos aprimorar em conhecimento sobre a nona arte.
Se não a espaço para os desenhistas fazerem seu trabalho, não há livros falando sobre hqs, o material de desenho é caro, e ainda por cima não somos valorizados nem como artistas, como a própria sociedade pode exigir que não vêem nosso trabalho?
Ainda temos o péssimo hábito de subestimar tudo que vem do exterior produzido nos E.U.A, Japão ou Europa. Nessa desorganização brasileira ainda assim alguns quadrinistas conseguem fazer algum trabalho prestigiado, não seria melhor que apoiassem a estrutura para que surjam mais talentos de quadrinhos ou outras áreas?
Não abandonem essa luta quadrinistas brasileiros vamos renovar tudo o que já foi feito pelos quadrinhos, incluse, conto com apoio todos os fanzineiros, pesquisadores de quadrinhos, leitores, etc.
Precisamos que os leitores, críticos e professores de arte estejam todos convocados para renovação do quadrinho nacional.
*Mauro Cesar Bandeira é professor, formado em Artes Plásticas, Habilitação em Licenciatura, do Departamento de Artes Visuais do Instituto de Artes da Universidade de Brasília.
Fonte: http://zinebrasil.wordpress.com/
Charles Monroe Schulz (1922 - 2000) foi um cartunista americano, criador da série Peanuts e dos personagens Charlie Brown e seu cachorro da raça chamado Snoopy, entre outros.
Iniciou a série de desenhos do Snoopy em 2 de outubro de 1950 e os desenhou por mais de 50 anos, até se aposentar em virtude de sua doença, em 14 de dezembro de 1999. Schulz faleceu em 12 de fevereiro de 2000, de ataque cardíaco, com 77 anos.
A biografia retrata o cartunista como um homem extremamente melancólico e que estava sempre correndo atrás de várias mulheres. Schulz seria uma versão crescida, e triste, de Charlie Brown. "Acho que ele quis escrever um livro assim, e usou a nossa família", reclama Amy Schulz Johnson, filha do biografado.
Jean Schulz, segunda esposa do autor, diz que o livro "não é um retrato completo. Sparky [apelido do cartunista] era muito mais. Na maior parte do tempo, ele amava rir".
O filho do primeiro casamento, Monte Schulz, é o principal crítico da biografia. Diz que há diversas inconsistências no relato dos fatos e que a publicação é "um absurdo".
O autor Michaelis comenta que é difícil para uma família ver seu pai de forma diferente do que está acostumada. "Este é o homem que encontrei", relatou o autor, assegurando ao NYT que sua versão da história é a correta.
Leia um artigo especial sobre Schulz, publicado no Omelete, clicando aqui.
Ângela Corrêa
Do Diário do Grande ABC
O cartunista e ilustrador do Diário, Gilmar, lança no sábado o quarto livro de sua carreira, depois de ser contemplado pelo primeiro Proac (Programa de Ação Cultural do Estado de São Paulo) dedicado exclusivamente a publicações de histórias em quadrinhos (essa categoria ficou conhecida como Proac23).
Caroço no Angu (R$ 20, o preço sugerido), uma coletânea de mais de 190 tiras publicadas em diversos veículos de comunicação nos últimos anos, acabou por ser também o primeiro dos dez livros dos quadrinistas que passaram no concurso, cujo edital foi publicado no ano passado.
O lançamento ocorre a partir das 21h30 na livraria HQ Mix (Praça Roosevelt, 142, São Paulo). "Quero aproveitar o agito da cidade em plena Virada Cultural. É importante porque públicos de todas as idades circulam por aquela região. As famílias saem completas", afirma o cartunista.
O conteúdo do livro contempla diversos momentos e temas que o cartunista vivenciou ao longo da carreira. Tudo por meio das tiras, modalidade de ilustração que mais aprecia. "Gosto de desenvolver vários personagens. Prefiro não me prender a histórias longas e ficar livre para criar em diversas situações", explica.
Essa sua característica versátil, acrescida aos diferentes editoriais em que se envolveu, resultou em diversos tipos divertidos e fáceis de serem encontrados no cotidiano: do casal em que o homem é esmagado por uma mulher dominadora, até colegas de escritório, passando por seus preferidos: adolescentes às voltas com sexualidade e várias outras situações novas.
Quando se inscreveu para concorrer ao Proac23, Gilmar teve de mandar uma prévia da publicação que pretendia. Recorreu ao seu arquivo de trabalhos, selecionou as tiras preferidas e correu para aprontar a papelada necessária. "Essa foi a parte mais trabalhosa. Tive de correr atrás de aspectos burocráticos com os quais não estava acostumado", conta.
Uma vez aprovado - o concurso teve pouco mais de 100 inscritos - e com a metade da verba de R$ 25 mil em mãos, Gilmar sentiu na pele a responsabilidade de viabilizar o produto final (de cerca de 1.000 exemplares), coisa que não foi necessário fazer nos três livros anteriores. Cartuns e Humor - Ócios do Ofício (2002), Para Ler quando o Chefe não Estiver Olhando (2004) e Pau pra Toda Obra (2005) todos tiveram editoras que fizeram todo o trabalho burocrático. "Algumas etapas são bastante estressantes. É uma experiência bastante complexa", afirma.
Como contrapartida do Proac, Gilmar e os outros nove contemplados terão de entregar 200 exemplares de seus livros para o acervo da Secretaria de Cultura, além de ministrar uma oficina de história em quadrinhos com no mínimo oito horas/aula de quadrinhos a preços populares (de até R$ 10).
Fonte: Cultura.dgabc
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Guilherme Arêas
Chargistas, cartunistas, caricaturistas e criadores de histórias em quadrinhos podem apresentar suas obras e participar do 1º Salão de Humor de Juiz de Fora, que abre as inscrições no dia 22 de abril. Os artistas poderão concorrer com qualquer técnica e enviar até três obras originais de tema livre no formato mínimo A3 e máximo A4.
As peças serão julgadas por um júri de profissionais indicados pela Funalfa. Os três primeiros colocados na disputa recebem prêmios de R$ 1.500, R$ 1.000 e R$ 800, respectivamente. A organização do concurso não descarta a possibilidade de conceder prêmios a outras obras que se destacarem.
As obras vencedoras serão expostas junto com outras selecionadas pela organização no Centro Cultural Bernardo Mascarenhas (CCBM), entre os dias 29 de maio e 14 de junho. A exposição faz parte das comemorações dos 159 anos de Juiz de Fora.
O superintendente da Funalfa, Toninho Dutra, explica que o projeto tem a previsão de ocorrer anualmente e entrar para o calendário de eventos da cidade. Ele revela que o salão ganha boa receptividade, principalmente entre os universitários dos cursos de Comunicação e Artes. "O objetivo do evento é contemplar de alguma maneira todas as manifestações artísticas e culturais nas suas várias formas.
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Fonte: Zine Brasil
De acordo com a pesquisa realizada por institutos alemães, a aplicação de pequenas quantidades de alguns metais nas teias - que já são mais resistentes que o aço - fez com que elas ficassem mais fortes, como as utilizadas pelo super-herói das histórias em quadrinhos.
Os pesquisadores afirmaram que este processo pode ser útil na elaboração de tecidos artificiais de ossos e tendões.
"Observamos que quando pequenas quantidades de metais e outras impurezas se incorporam às estruturas de proteínas de várias partes do corpo, como mandíbulas e unhas, estas se tornam materiais surpreendentemente rígidos", disse Seung-Mo Lee, que liderou a equipe de pesquisa.
A "Science" informou que Lee e sua equipe utilizaram um processo conhecido como "deposição de camadas atômicas" para simular o que já ocorre na natureza, cobrindo teias de aranha - baseadas em proteínas - com metais como zinco, titânio ou alumínio.
Os metais formaram uma camada que se ajustou à superfície das fibras e houve uma reação com a estrutura da proteína. Segundo a revista, este processo aumentou consideravelmente a quantidade de esforço necessária para romper as teias.
Fonte: http://noticias.terra.com.br/ciencia/interna/0,,OI3721701-EI238,00.html
Do editorial da edição destacamos o seguinte trecho: “Nada de alienígenas de Krypton, vigilantes de Gotham City ou de uma realidade alienígena à nossa! Começa aqui um novo universo! Nos anos 60, eles ainda eram muito influenciados e até copiados de suas matrizes norte-americanas, mas, nos dias atuais, eles gozam de mais personalidade e caracterização próprias. Nossos heróis são brasileiros e não desistem nunca!”. Para baixar a Quadrinhos em Ação #0 clique aqui.
Fonte: http://www.bigorna.net/index.php?secao=noticias&id=1240361535
As dicas são para utilização dos softwares GIMP, InkScape e Scribus, (clique nos nomes para baixar!) Essa iniciativa, faz parte da proposta do projeto Humor em Quadrinhos, de incentivar a produção de histórias em quadrinhos no Brasil.
Para mais informações, basta acessar:
Na educação fundamental e média, os quadrinhos ainda não são incluídos como conteúdo programático nos currículos escolares, e nem mesmo como metodologia didática para ensinar outras disciplinas tais como língua portuguesa, matemática, geografia, etc. Observa-se que nas faixas etárias do ensino fundamental e médio há grande consumo de quadrinhos pelo público estudantil. Os quadrinhos ajudam as crianças e jovens a consolidar seus hábitos de leitura e compreensão de idéias, sem falar do potencial dos quadrinhos em trabalhar conteúdos curriculares por causa da sua grande aceitação.
Se nós podemos observar que as crianças e os jovens têm hábitos bastante arraigados de leitura de histórias em quadrinhos, pode-se dizer que este interesse está sendo pouco aproveitado pela escola. A arte seqüencial ainda não está presente na sala de aula, como uma linguagem que ajude a integrar os conteúdos curriculares com a cultura, a linguagem e o interesse das crianças.
As experiências que se observam aqui e ali são ainda muito tímidas em contraposição com a grande necessidade e com o grande potencial desta linguagem que tem uma audiência cativa entre os mais jovens. Nas escolas, alguns professores de língua Portuguesa utilizam quadrinhos para trabalhar diferentes conteúdos e estratégias didáticas. Quando isto acontece, o interesse pelo texto apoiado por imagens da arte seqüencial é comum entre os estudantes de diferentes faixas etárias e culturas.
Devido a uma série de fatores favoráveis ao uso didático das histórias em quadrinhos na sala de aula, notamos uma grande necessidade de integrar esta linguagem como conteúdo e como método didático nas escolas de nível fundamental.
*Mauro Cesar Bandeira é professor, formado em Artes Plásticas, Habilitação em Licenciatura, do Departamento de Artes Visuais do Instituto de Artes da Universidade de Brasília.
Fonte: http://zinebrasil.wordpress.com/
Apenas 20% dos livros vendidos no Brasil são de autores do País. É o que aponta um artigo do escritor Ataíde Lemos, publicado na semana passada no portal Centro de Mídia Independente.
O que surpreende nos motivos apontados pelo autor para esse número tão constrangedor foi o fato de eles serem praticamente os mesmos que fazem da produção de quadrinhos brasileiros uma piada nos sentidos profissional e mercadológico.
Se na literatura brasileira há os escritores que bancam editorial e financeiramente suas obras e muitos deles não ganham nada além de ver seus livros citados em resenhas críticas (quando muito), nos quadrinhos o amadorismo e o diletantismo são algumas das principais pragas que levam a HQ nacional a um estado de letargia em que vale muito mais um punhado de fãs (ou bajuladores) do que a busca pela melhoria da qualidade dos trabalhos.
Então, vamos eleger os "culpados", levando-se em conta que as palavras a seguir não são bem uma exposição de culpa, apenas uma reflexão sobre a contribuição de quadrinhistas, leitores, editoras e sites especializados para esse problema do mercado nacional de HQs.
Começando pelos quadrinhistas: quem não quer produzir com dedicação, estudo e, principalmente, autocrítica, não tem o direito de reclamar da falta de espaço e apoio, muito menos pode "chorar" pela dificuldade de ganhar dinheiro com isso - se é que há muitos autores preocupados em transformar a coisa em profissão.
O que se vê é muito, muito trabalho ruim, daqueles que nunca encontrarão uma editora disposta a publicar ao menos um exemplar. Bastava ao autor um pouco da autocrítica - ou aceitar os erros que outros apontam, sem responder com o velho chavão "Esse cara é contra os quadrinhos nacionais" -, para apresentar aos leitores (e a uma eventual publicadora) um material minimamente aceitável e vendável.
Hoje, há produções de quadrinhos nacionais como nunca houve em outros tempos. A diferença é que a imensa (e bote imensa nisso) maioria é material independente que quase não chega às bancas e, via de regra, é mal escrito - inclusive no sentido gramatical da expressão -, tem desenhos ruins e é pouco divulgado, com raras exceções.
Mas é no meio disso tudo que aparecem trabalhos excelentes, obras que merecem aplausos e destaque, pois é inegável que o Brasil foi e continua sendo um celeiro de grandes artistas do traço.
Também é aí que entra o leitor, em sua maioria tão preconceituoso que não quer ou não consegue separar o joio do trigo. "É nacional? Então não presta", dizem muitos.
O complexo de vira-lata do brasileiro, já apagado em tantos segmentos, parece cada vez mais forte na área dos quadrinhos. "Qualquer porcaria produzida lá fora ainda é melhor do que as boas produções daqui", escrevem alguns pela internet afora.
Não é verdade.
Às vezes me pergunto: Mike Deodato seria tão conhecido por aqui e considerado "o cara" se não estivesse trabalhando para editoras dos Estados Unidos? O que ele fizesse para o mercado brasileiro seria inferior ao que atualmente faz para lá?
E se Crise Final e similares, duramente criticados, fossem produções brasileiras que mudassem apenas os personagens? Seriam piores do que são, simplesmente por não serem criadas nos Estados Unidos?
Quanto às editoras de quadrinhos, parafraseando o que Ataíde Lemos disse sobre as publicadoras de livros, elas buscam lucro e não são entidades caça-talentos, lançando apenas produtos que tragam a certeza de um bom retorno financeiro.
É preciso conviver com isso. A despeito de como trabalham muitos quadrinhistas nacionais, as editoras são empresas que pensam profissionalmente.
Mas, dentre algumas soluções - nas quais pode ser incluída a simples procura por um bom material; afinal, há apostas em HQs estrangeiras desconhecidas por aqui que acabam se tornando bem-sucedidas comercialmente -, as editoras poderiam manter ou se associar a um estúdio para produzir seu próprio material, como o saudoso Estúdio Disney da Editora Abril.
Nesse aspecto, em vez de receber e na mesma hora refutar um trabalho já pronto, que por algum motivo não agradou, a editora poderia fazer o seu papel de editar, acompanhando todo o processo criativo. No fim, poderia até mesmo pensar em exportar suas produções.
A meu ver, qualquer fracassada tentativa anterior de fazer algo do tipo (como a Abril Comics, no final da década passada) não serve agora como motivo para engavetar novos projetos. É impressionante o que um pouco de coragem pode trazer de positivo a qualquer empreendimento.
Na seara da internet, acho válidos os sites e blogs especializados em quadrinhos brasileiros, em sua maioria dedicados apenas aos lançamentos independentes - a maioria do coletivo 4º Mundo, que vem ganhando espaço e destaque justamente por ser organizado, mesmo que nem todas as publicações com seu selo sejam um primor de qualidade.
Esses sites e blogs são algumas das ferramentas pelas quais muitas HQs ganham uma divulgação mais ampla, algo que sem a grande rede seria praticamente impossível.
Só que, infelizmente, percebo um radicalismo que não leva a nada.
Primeiro, há uma tendência, em alguns desses sites, a levantar incômodas bandeiras xenófobas (contradizentes com a própria insistência de várias HQs, divulgadas ali, em emular super-heróis gringos). Depois, o exagero em enaltecer qualidades muitas vezes inexistentes, apenas por serem quadrinhos nacionais - tapinha nas costas e palavras bonitas são bons; mas, de vez em quando, apontar equívocos é o melhor incentivo para ajudar alguém a crescer em qualquer área da vida.
Considero um tiro no pé essa segmentação. Ora, se já é difícil divulgar essas HQs e diminuir o preconceito contra elas, qual o sentido de afastar os visitantes com assuntos restritos e ataques (explícitos ou não) endereçados a leitores que só curtem quadrinhos norte-americanos?
Garanto que eu mesmo visitaria com mais frequência esses sites se encontrasse neles informações não apenas de materiais brasileiros, mas também sobre lançamentos de HQs europeias, japonesas, norte-americanas... enfim, de quadrinhos, sejam eles de que nacionalidade forem. Bastava que fossem bons
Alguém pode argumentar que tem o direito de montar uma página na internet sobre o estilo de quadrinhos que preferir. Isso é óbvio e, repito, é uma bem-vinda forma de divulgação. Mas, dada a situação atípica da produção nacional, caberia um pouquinho de flexibilidade para atrair mais visitantes que, por exemplo, em busca de informações sobre um mangá recém-lançado, conheceria - e se interessaria - por uma determinada revista em quadrinhos nacional da qual nunca tomara conhecimento.
É claro que omiti ou me esqueci de expor e analisar muitos aspectos sobre o mercado de quadrinhos brasileiros e os elementos que o compõem, mesmo porque nunca foi minha intenção redigir uma tese acerca de um tema que envolve tantos "se", "talvez", "não é bem assim", "você está errado" e "eu estou certo".
Afinal, vale lembrar, faz quase 30 anos que as HQs mais vendidas no Brasil são brasileiras - as revistas da Turma da Mônica. Mas tem espaço para muito mais autores e suas criações no mercado.
Espero apenas que tomem forma debates nos quais pipoquem soluções e iniciativas que tragam ao título deste meu artigo um significado muito além do trocadilho suscitado por ele.
Fonte: http://www.universohq.com/quadrinhos/2009/rec_hqnacional.cfm
Editorial
edição 8- abril de 2009
Nossa revista chega ao seu oitavo número recobrando o modelo mais simples com o qual iniciamos essa empreitada. Daqui partiremos para uma alteração nos critérios de avaliação e em diversos outros padrões que até o momento nortearam a publicação. Visamos, assim, atingir novo patamar de qualidade num trabalho que, parodiando Raul Seixas, é uma "metamorfose", se não ambulante, ao menos constante. Eis nossa estabilidade dinâmica, conceito muito usado em engenharia de produção para designar capacidade de mudanças contínuas de um projeto ao mesmo tempo em que o mesmo se mantém de pé.
A edição 8 conta com novos artigos sobre quadrinhos sob uma ótica histórica, como vimos fazendo desde o primeiro número. Junto a isso, há análises focalizadas na cultura dos tropeiros, um estudo sobre Barbarella, a linda personagem de quadrinhos que se tornou estrela de cinema incorporada na não menos bela Jane Fonda. Aqui também há um estudo sobre cemitérios que longe de ser assustador, é uma abordagem de relevo sobre os paradigmais culturais brasileiros e as influências de culturas estrangeiras. Por fim, temos um trabalho detalhado sobre o absolutismo e outro sobre a criação da Petrobrás.
Esperamos que o material disponibilizado possa responder algumas das dúvidas dos leitores e suscitar-lhes novas e importantes questões.
Saudações cordiais,
Carlos Hollanda
Doutorando pelo PPGAV - Programa de Pós-Graduação em Artes Visuais (EBA-UFRJ)
Mestre em História Comparada (PPGHC-UFRJ)
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“O ato de ouvir uma história nos permite vivenciá-la como se nós mesmas fôssemos a heroína que cede diante das dificuldades ou que as supera no final. Num sentido muito real, ficamos impregnadas de conhecimento só por termos dado ouvido ao conto.”
CLARISSA PINKOLA ESTÉS
Mulheres que correm com os lobos
ler, cantar e contar histórias;
ambiência e vivências narrativas;
referências teóricas e bibliográficas;
expressão corporal e expressão vocal;
montagem de repertório:
contos populares, lendas, mitos, fábulas, crônicas, poemas, cartas, romances ,contos autorais, ensaios, o texto oral e o texto escrito, histórias das histórias.
das 14 às 18 horas
Setor Educativo
Praça XV de Novembro, 48 - Centro
Rio de Janeiro, RJ 20010-010
Telefones: (0__21) 2533-4407 Ramal 250
e-mail: franciscogregorio@pacoimperial.com.br
Vagas limitadas
Inscrições: a partir de abril.