segunda-feira, 11 de maio de 2009

A Balaiada em Quadrinhos

O roteirista Iramir Araújo lança este mês o álbum Balaiada: A Guerra do Maranhão, inspirado na revolta popular ocorrida no séc. XIX. A arte é de Ronilson Freire e Beto Nicácio.

A obra estava programada para sair no final do ano passado, em comemoração aos 170 anos do movimento.

Entretanto, alguns percalços atrasaram a publicação. O projeto conta com o apoio da Secretaria de Cultura do Estado do Maranhão.

A história se divide em duas partes. A primeira é desenha por Ronilson, a segunda por Beto Nicácio.

Nicácio tem outro trabalho em produção, o álbum Proscritos, que deve ser lançado ainda este ano pela editora Bossa Nova.

Para conhecer mais sobre o projeto, visite www.balaiada-guerradomaranhao.blogspot.com.

A Balaiada começou em 1838, na então Província do Maranhão. Na época, a região, tradicionalmente algodoeira, passava por uma crise econômica, devido à concorrência com o algodão produzido nos EUA. Os problemas econômicos eram mais sentidos pelas classes mais baixas da sociedade: vaqueiros, sertanejos e escravos.

Quando seu irmão foi detido, o vaqueiro Raimundo Gomes deu início à revolta, invadindo a cadeia com o apoio de um contingente da Guarda Nacional. Em seguida, juntaram-se a ele o fabricante de balaios Manuel Francisco dos Anjos Ferreira e Cosme Bento, ex-escravo líder de três mil escravos fugidos.

Para combater a revolta, o governo enviou tropas comandadas pelo coronel Luís Alves de Lima e Silva. O Maranhão voltou à paz em 1841, e Lima e Silva foi condecorado Barão de Caxias.

Fonte: http://hqmaniacs.uol.com.br/principal.asp?acao=noticias&cod_noticia=20371

Fortaleza ganha uma nova Biblioteca Municipal


A reinauguração da Biblioteca Municipal Dolor Barreira, aconteceu no dia 30 de abril. A Prefeitura Municipal de Fortaleza, através da Secretaria de Cultura de Fortaleza, reinaugurou no dia 30/04 a Biblioteca Municipal Dolor Barreira.

A Biblioteca Dolor Barreira passou por uma ampla reforma para ampliação de sua estrutura física e construção de novos espaços, como o auditório e a gibiteca. Demanda do Orçamento Participativo (OP) 2006, a gibiteca municipal é lugar de honra que promete levar muitos leitores e leitoras à Bibloteca Dolor Barreira. O espaço se destina a estimular pessoas de todas as idades a ler através do universo das histórias em quadrinhos, além de introduzir de forma lúdica temas ligados à promoção de cidadania, convivência social e educação ambiental. Para começar, os visitantes terão ao seu dispor um acervo de 3.476 gibis de várias editoras.

Serviço
Biblioteca Central Dolor Barreira
Av. da Universidade, 2572 – Benfica. Informações: 3105.1299.

Fonte: http://www.projetocontinuum.com/

domingo, 10 de maio de 2009

Batman faz setenta anos


Mito Setentão

Ao completar sete décadas de existência, Batman se consagra como megassucesso de vendas, embora não haja bat-sinais de grandes comemorações. Batman chega este mês aos 70 anos com fatos e números dignos de respeito e estudo. O famoso personagem das histórias em quadrinhos, propriedade do grupo norte-americano Warner, se consolidou como a mais bem-sucedida e duradoura obra coletiva da indústria cultural, marcada por dezenas de colaboradores e por coleção de sucessos em todas as mídias, particularmente na televisão e no cinema. Se depender dos produtores do homem-morcego e dos aficionados do personagem espalhados pelo mundo, essa trajetória ainda vai longe. “Este é o ano do morcego! Celebrar sete décadas não é pra qualquer um. Temos boas surpresas reservadas para os fãs do herói”, promete Levi Trindade, editor de revista de Batman no Brasil (publicada pela Panini) em recente comunicado.

Apesar desse entusiasmo todo, a festa do septuagenário — que chegou às bancas e ao mundo pela revista Detective comics em maio de 1939 — ainda não decolou. “A meu ver, aqui no Brasil tudo está passando meio despercebido, já que as empresas não se interessam tanto em promover eventos ou exposições como no exterior”, observa Renato Araújo, presidente do Batbase, maior fã-clube brasileiro dedicado ao pe
rsonagem.


Especialistas acreditam que talvez a combinação da crise financeira mundial, que tem os Estados Unidos como epicentro, com a hiperexposição de Batman em 2008, ano em que o filme Cavaleiro das trevas bombou nas telas e arrecadou mais de U$ 1 bilhão apenas nos cinemas americanos, tenha impedido grandes lançamentos e relançamentos especiais de gibis. Trata-se de breve pausa para novos voos, garantem os batmaníacos. Para piorar, o
vingador mascarado está “morto” nas páginas de sua revista mensal nos EUA. A série Descanse em paz (RIP), prevista para chegar ao país em junho, abriu caminho para uma guerra entre candidatos a envergar a capa e o posto dele.

Carisma
Também chamado de Cruzado Embuçado, o super-herói fantasiado tem seu carisma explicado pelo fato de não ser exatamente um “super-he
rói”. O vigilante de Gotham não possui superpoderes, não é imortal e mantém uma fachada social como playboy multimilionário. Sua personalidade introspectiva desperta curiosidade, sobretudo pelas motivações que o levaram a ser uma criatura sombria a serviço da Justiça. Para o rabino norte-americano Cary Friedman, autor de A sabedoria da Bat-Caverna, a força de vontade e a determinação do herói em transformar o sentimento de vingança em algo positivo podem até servir de exemplo para agentes da lei.

Mas não foi só o combate ao crime que preencheu os 70 anos de Batman. Dúvidas existenciais, desafios naturais e surreais o testaram como a nenhum homem. Relacionamentos afetivos com belas mulheres e uma tensa relação com inimigos e amigos também pesaram.

Enquanto os céus de grandes metrópoles e mesmo os da fictícia terra natal de Batman, Gotham City, não exibem bat-sinal de festejos, colecionadores e imprensa especializada contabilizam os feitos do cavaleiro das trevas. Um rápido balanço mostra que seu desempenho é invejável. O mais premiado desenho animado, a mais influente série de tevê, 20 anos de blockbusters no cinema, gibis antológicos, uma avalanche de produtos licenciados e várias adaptações oficiais e paródias na mídia.

O personagem consolidou ao longo desse período
duas dimensões: como mito contemporâneo e como ícone cultural. O criador, Bob Kane, adolescente na época, misturou ideias de personagens distintos para criar Batman. Sem creditar devidamente o coautor, o roteirista também jovem Bill Finger, nunca poderia imaginar que sua criatura ganharia rumo próprio, agregando elementos de geniais artistas. Hoje, Batman pode ser colocado no grupo de arquétipos reconhecidos universalmente, como Papai Noel, Robin Hood e Drácula. (Colaborou Pedro Brandt)



Bat - curiosidades

Influência do personagem envolve situações inusitadas

Cabo eleitoral
Batman conquistou a política. O ex-presidente do Equador Abdala Bucaram, que em 1997 ficou seis meses no cargo e foi afastado por insanidade, pulou de helicóptero fantasiado do homem-morcego durante a campanha. Autointitulado “o louco”, se apresentava com seu principal colaborador, Alfredo Adum, como Batman e Robin. No Peru, o Partido da Juventude se lançou nas eleições de 1992 ao congresso constituinte tendo o cavaleiro das trevas como mascote. Em Recife, Edmar de Oliveira se vestiu de Batman em 1994 para pedir votos como candidato a deputado federal pelo PL.


Morcego tropicalista
Embalados pelo movimento tropicalista e pela poesia concreta, Gilberto Gil e Caetano Veloso compuseram em 1968 a canção Batmacumba. A ideia, explicaram, era combinar ícones culturais de dois planos, o universal e o brasileiro. Em meio a uma curiosa sequência de palavras e sílabas cujo texto evolui para formar um par de asas de morcego, tal qual um poema concreto, ficam evidentes dois vocábulos: Batman (o super-herói branco) e macumba (religião afro-brasileira). A repetida palavra bat (morcego, em inglês) toma o lugar de bate, batida.

Cinto de utilidades
Tornou-se mais que adereço do herói. Presente no imaginário popular, o cinto de utilidades reúne amplo e exclusivo leque de ferramentas para o combate ao crime. Os principais são batarangue (bumerangue estilizado na forma de morcego), controle remoto do batmóvel e batcorda. Sem contar lanternas, medicamentos, máscaras contra gases e até um minicilindro de oxigênio. No livro The Batman handbook, Scott Beatty ensina a arranjar o cinto de utilidades com sistema de autodestruição, kit de enfermagem, telefone celular, algemas e cabos com ganchos.

Santa interjeição!
O Robin da série de tevê (1966-1968) exclamou 347 interjeições do tipo “bat-isso, bat-aquilo” nos 120 episódios das quatro temporadas, incluindo o longa-metragem. A tradução brasileira fez adaptações divertidas, como “santo fumacê!”, “santas algemas perníferas!” e “santos parentes desaparecidos”. Um dos momentos mais aguardados do programa era quando a dupla dinâmica escalava um prédio, uma janela se abria e surgia uma celebridade que fazia um diálogo rápido com os heróis. Jerry Lewis inaugurou a galeria dos “famosos da janela”.

Caso de polícia
Além de Gotham City, o homem-morcego está na lista de procurados pela polícia no Rio de Janeiro. O ex-policial carioca Ricardo Teixeira Cruz, o Batman, é fugitivo desde outubro da penitenciária de Bangu 8. Líder da quadrilha Liga da Justiça, é acusado de estar por trás da série de atentados desencadeada pela guerra entre grupos paramilitares. No YouTube, deixa recados em que se diz injustiçado. Ele fugiu da cadeia pela porta da frente, com direito a filmagem. Outro criminoso carioca recentemente preso é Marcos Santana dos Santos, o Coringa, ex-gerente do tráfico no Complexo do Alemão.

Bat-momentos, galerias de vilões e gibis

Silvio Ribas

BAT-MOMENTOS

1939
Surge em maio, na revista Detective Comics 27, da National Comics (atual DC Comics), um novo super-herói. Um ano depois do aparecimento do Superman, o vingador mascarado Batman nasce sombrio e implacável com os criminosos, sem nenhuma piedade com os criminosos. Edições mais tarde revelam que um trauma de infância motivou a trajetória do cavaleiro das treveas: o assassinato de seus pais por um ladrão comum. A promessa de combater o crime pelo resto da vida foi compartilhada com o parceiro mirim Robin, lançado em 1940.

1966
Sock! Pow! Crash! O Homem-Morcego e suas onomatopeias chegam com ares de superprodução na telinha e vira fenômeno pop mundial. A série televisiva Batman, com Adam West e Burt Ward (Robin) interpretando a dupla dinâmica, traz cores e humor inteligente que conquistaram crianças e adultos. Num episódio, por exemplo, os heróis são esmagados e, na cena seguinte, aparecem como se fossem duas imagens impressas em tamanho real. No chamado ano da Batmania, as vendas de gibis do herói explodem e um sem-número de produtos licenciados chegam às prateleiras, sem falar na popularização de símbolos e expressões usadas até hoje.

ANOS 70
Após as festivas décadas de 50 e 60, quando a maioria das histórias de Batman era totalmente fantasiosa, enfrentando monstros e seres de outro mundo ao lado de Robin, os anos 70 trouxeram o cavaleiro das trevas de volta às... trevas. Liderada por artistas como Neal Adams e Steve Englehart, o movimento para fazer o herói voltar a ser solitário e sombrio foi uma resposta da DC à editora concorrente Marvel Comics, que já vinha humanizando seus heróis há mais de uma década. A amargura com a morte dos pais e o lado detetivesco ganham força.

1989
O ano do cinqüentenário de Batman criou uma segunda batmania no mundo. Puxada pelo filme dirigido por Tim Burton, a onda de marketing não tinha precedentes na história. O cavaleiro das trevas invadiu corações e mentes e impulsionou a venda de dezenas de produtos licenciados. O sucesso do filme levou a mais três continuações até 1997, que foram perdendo o foco e o público com o tempo. O fracasso de Batman e Robin, dirigido por Joel Schumacher, levou a um jejum de oito anos do personagem na telona.

Século 21
Depois dos altos e baixos dos anos 90, Batman consegue reencontrar seu caminho nos quadrinhos, no cinema e nas novas mídias digitais. O sucesso das séries em desenho animado de Bruce Timm iniciada em 1992, por sua vez, continuou rendendo frutos. O ponto alto foi o lançamento de Batman Begins (2005), de Chris Nolan, um estrondoso sucesso cinematográfico, rico em realismo, reforçado pela sua sequência Cavaleiro das Trevas, ano passado, com recordes de bilheteria e aplausos rasgados de público e crítica.

Respeitável galeria de vilões

Falar em Batman é também lembrar sua famosa galeria de bat-vilões. São centenas deles com perfis extremamente variados, uma lista que não para de crescer em número e importância. Em todas as mídias, sobretudo nas histórias em quadrinhos, essas notáveis figuras surgem para combater o Homem-Morcego e seus aliados, além de invadir o imaginário popular. Coringa, Pinguim, Duas Caras, Charada, Mulher-Gato, Senhor Frio, Espantalho, Hera Venenosa, Bane e Chapeleiro Louco são algumas das figurinhas carimbadas que fazem o seu show no grande palco chamado Batman desde 1939.

A característica comum da maioria desses criminosos (e desajustados) é a estampa tresloucada, rica em teatralidade. Para se ter ideia do tamanho do desafio dos justiceiros de Gotham City, o arquivo de rivais do maior super-herói da DC Comics apresenta gângsteres cruéis, assassinos seriais, canibais, cientistas inescrupulosos, terroristas, maníacos incendiários, aberrações humanas, gênios esquizofrênicos, masoquistas degenerados e malucos – muitos malucos. O segredo da longevidade dessa turma do mal está no perfil complexo de personagens que, mesmo ridículos, são requintadamente sórdidos.

A fórmula do arqui-inimigo — palavra que parece ter nascido para os quadrinhos — também foi testada em vários outros super-heróis, sendo o "modelo Batman" sempre o mais copiado. Tudo isso graças a gênios como Jerry Robinson – desenhista que ajudou o criador do Cavaleiro das Trevas, Bob Kane, a presentear os leitores com uma lista de inesquecíveis malfeitores, encabeçada pelo Coringa, o Príncipe Palhaço do Crime. Muitos desses fizeram tanto sucesso a ponto de ganharem seus próprios títulos regulares nos quadrinhos, caso da Mulher-Gato, por exemplo. Outros foram também protagonistas de edições especiais. Eles sabem mesmo roubar a cena e outras coisas.

BAT-GIBIS CLÁSSICOS

BATMAN — O CAVALEIRO DAS TREVAS (1986)
A obra do roteirista e desenhista Frank Miller é considerada "o" marco nas histórias em quadrinhos, a ruptura definitiva com a visão infantilizada dessa arte e a elevação ao seu merecido lugar de destaque. Na história, um Bruce Wayne (Batman) com pé na terceira idade deixa a aposentadoria para pôr ordem num mundo caótico, ao lado de uma Robin menina. Sua luta contra o Superman é antológica. Apesar do grande sucesso, sua continuação decepcionou.

BATMAN — ANO UM (1987)
Essa história escrita por Frank Miller e desenha por David Mazzuchelli conta detalhes da vida de Bruce Wayne depois que seus pais foram mortos por Joe Chill e o tumultuado ano de sua estréia como Batman. O filme Batman Begins foi explicitamente inspirado nesse gibi.

O MESSIAS (1988)
Deacon Blackfire, um ambicioso líder religioso, domina Gotham City com uma série de ações combinadas. Nessa minissérie em quatro partes, escrita por Jim Starlin e que leva o título The cult no original, Batman é preso e drogado. O comissário James Gordon é baleado e corre risco de vida. No caos, a cidade se isola. A arte dessa leitura essencial na bibliografia batmaníaca é de Bernie Wrightson.

A PIADA MORTAL (1988)
A relação neurótica entre Batman e Coringa é apresentada com roteiro (Alan Moore) e arte (Brian Bolland) refinados. As características dos personagens são confrontadas como que para justificar o perfil de cada um. A festejada história em quadrinhos, que recebeu várias reedições mundo afora, narra também memórias sobre os primeiros passos no crime do arqui-inimigo do Morcegão. O epílogo é surpreendente.

O LONGO DIA DAS BRUXAS (1996-1997)
História em quadrinhos clássica que serviu de inspiração para Batman — O cavaleiro das trevas, último filme do herói. Nessa aventura, o Homem-Morcego enfrenta a família mafiosa de Sal Maroni e um assassino serial que se pauta pelo calendário: só mata em feriados. A série ganhou uma bela seqüência: Vitória sombria.

BATMAN — SILÊNCIO (2002-2003)
Uma mistura de drama pessoal com grande orquestração criminosa. É assim que o complexo roteiro de Silêncio (Hush, no original em inglês), assinado por Jeph Loeb, resultou em um dos maiores sucessos de vendas de gibi de todos os tempos. Sob a arte dinâmica de Jim Lee surgem praticamente todos os principais nomes do universo de Batman. A novidade está no implacável e misterioso vilão Hush, que lembra o personagem título de Darkman — Vingança sem rosto (1990), filme dirigido por Sam Raimi.

Ao completar sete décadas de existência, Batman se consagra como megassucesso de vendas

Fonte: http://www2.correiobraziliense.com.br/cbonline/cultura/cadc_mat_81.htm

Cartilha gratuita explica o direito humano à educação

Um histórico sobre os direitos humanos à educação no Brasil, com as leis, as principais violações e os meios institucionais através dos quais este direito pode ser conquistado estão reunidos agora em uma única publicação. É a Cartilha - Direito Humano à Educação, que está disponível gratuitamente na internet ou em papel.

Publicação é fruto da parceria entre a Ação Educativa e da Plataforma Dhesca Brasil e reúne informações sobre o direito e sobre como lutar pela sua implementação. Distribuição é gratuita.

A Ação Educativa acaba de lançar, em parceria com a Plataforma Dhesca Brasil uma cartilha sobre o direito humano à educação. As organizações, após anos de trabalho, sentiram a necessidade de ter um documento comum, de ampla divulgação e fácil acesso, que sistematize seus conhecimentos e aponte caminhos para que os direitos humanos sejam realmente agregados às dimensões físicas e concretas da vida de todos.

“Nossa intenção foi reunir em um documento sintético as informações mais relevantes sobre o conteúdo do direito e as formas de lutar por ele e de fortalecer a luta pela sua implementação”, afirma o advogado Salomão Ximenes, coordenador do programa Ação na Justiça, da Ação Educativa, responsável pela edição da publicação.

A obra faz parte de uma série com seis publicações, organizadas pela Plataforma Dhesca Brasil sobre outros direitos, como alimentação e terra rural, educação, meio ambiente, moradia e terra urbana, saúde e trabalho, em que são apresentadas experiências e saberes proporcionados pelo trabalho das Relatorias Nacionais em Dhesca, iniciado em 2002, e que já esteve em 22 estados brasileiros, com mais de 100 missões realizadas.

A cartilha está disponível para download gratuito neste link e sua versão impressa pode ser adquirida gratuitamente. Para saber como, escreva para geusilene.costa@acaoeducativa.org ou entre em contato com a Ação Educativa no telefone (11) 3151-2333 ramal 103.

Fonte: http://agenciainclusive.wordpress.com/2009/04/30/cartilha-aborda-direito-humano-a-educacao/

Turma da Mônica em mandarim

Reportagem saiu na ISTOÉ Dinheiro. A fonte é: http://www.terra.com.br/istoedinheiro/edicoes/605/turma-da-em-mandarim-monica-prestes-a-completar-50-anos-133557-1.htm

MAURICIO DE SOUSA SE ajeita na cadeira do escritório que divide com Mônica, Magali, Cebolinha, Cascão, Horácio e companhia, e fixa o olhar no teto. Sua imaginação viaja para bem longe dali numa velocidade suficientemente rápida para fazer uma análise de toda a carreira antes de responder à pergunta do repórter, aflito para escutar suas conquistas nas últimas cinco décadas. Aos 73 anos, dos quais 50 anos dedicados às histórias em quadrinhos, ele volta à sala, abre um largo sorriso e, com um ar de criança, responde emendando uma outra pergunta. "Você não quer saber o que vou fazer nos próximos 50 anos?", brinca o gênio que criou a Turma da Mônica e faz parte da vida de milhões de brasileiros. No próximo dia 18 de julho, ele comemora meio século de nascimento do personagem Bidu, que impulsionou sua trajetória, e diz que ainda tem muito a fazer. Ter mais de um bilhão de revistas publicadas em 120 países, 12 longas-metragens da Turma da Mônica lançados ao passar dos anos, cerca de três mil produtos licenciados e a gigantesca engrenagem alimentada por suas criações que anualmente movimentam US$ 2 bilhões e empregam 30 mil pessoas direta e indiretamente é praticamente irrelevante para o desenhista. Ele quer mais, muito mais, e revela o número de projetos em andamento como se fosse uma metralhadora.

"Teremos a TV Mônica no YouTube, vamos inaugurar sete novos Parques da Mônica, sendo quatro na Europa, um em Luanda e mais dois no Brasil, levaremos espetáculos teatrais com a Turma para todo o País, estamos produzindo um filme de animação digital do Horácio e entramos com força no setor educacional", diz.

Este último, na visão de Sousa, é o projeto mais importante de todos. "É o meu grande sonho, levar a Turma da Mônica para as escolas", diz. Um sonho que se tornou realidade na China, por mais incrível que pareça. Em 2007, quando estava em uma feira de quadrinhos em Bologna, Itália, o desenhista foi procurado por representantes do governo chinês, que buscavam personagens para fazer parte da cartilha curricular das escolas de ensino básico. "Eles me disseram que escolheram a Turma da Mônica porque não tinha violência, era alegre e tinha valores como, por exemplo, respeito ao próximo e ao meio ambiente. O ministro chinês disse, inclusive, que os personagens eram chineses porque tinham o olho grande típico dos desenhos orientais", se diverte Sousa.

O projeto começou em novembro do ano passado e, neste ano, ganhará formas mais consistentes. "Vai abranger 180 milhões de crianças", explica o desenhista. Para não "queimarem uma floresta com a impressão de revistas", diz Sousa, todos os quadrinhos serão veiculados pela internet. Ao levar a Turma da Mônica para dentro das salas de aula chinesas, Mauricio de Sousa ganha credenciais para explorar um dos maiores mercados consumidores do mundo. Afinal, as crianças crescerão acompanhando a história de seus personagens. "Já estamos sendo representados pela Alice Tang, que é a maior especialista em licenciamentos na Ásia. Há interessados em fazer livro, desenhos para televisão e outros produtos", diz Sousa. "A China se tornará o nosso maior mercado no mundo e a Turma da Mônica alcançará outro patamar."

No Brasil, a Turma da Mônica tem uma identificação muito forte com as crianças e seus pais. Justamente por isso, os negócios envolvendo os personagens são astronômicos. Mônica e companhia estão em todas - de molho de tomate a fralda, de maçã a chocolate, de brinquedo a produtos de beleza. "Os personagens têm valores de confiança, qualidade e simpatia", diz Eduardo Aron, diretor de cuidados pessoais da Kimberly-Clark, que possui uma extensa linha de produtos da Turma da Mônica. Só em fraldas, o carrochefe da empresa, a companhia possui 21,4% de participação de mercado em vendas. O executivo não abre os números, mas estima-se que sejam vendidos 150 milhões de fraldas da Turma da Mônica por mês. A marca é tão forte que a empresa lançou uma linha de xampu há apenas dois anos e já possui 10% do mercado brasileiro. "Essa é uma marca que se renova constantemente, passa de pai para filho", diz José Roberto Martins, diretor da consultoria GlobalBrands. Não à toa suas revistas dominam 86% do mercado nacional de quadrinhos. "No ano passado, a nossa tiragem superou a casa dos 23 milhões de exemplares", diz José Martins, presidente da Panini, editora italiana que possui os direitos de publicação da Turma da Mônica no Brasil. Esse sucesso foi conquistado com a ajuda da Turma da Mônica Jovem, revista lançada em agosto de 2008.

Para se ter uma ideia do que ela representa para os números da Panini, em sua primeira edição a Turma da Mônica Jovem bateu o recorde como uma das revistas em quadrinhos mais vendidas no século 21. Enquanto a revista Homem- Aranha, edição de número 583, com o presidente dos Estados Unidos, Barack Obama, na capa, teve 350 mil unidades vendidas, a Turma da Mônica Jovem alcançou 405 mil exemplares. Além dos recordes, Obama e Sousa têm outro ponto em comum: "Uso a mesma arma que o Obama usou para ganhar as eleições", diz o desenhista, que dorme uma média de 5 horas por dia e é um workaholic assumido. "Tenho um Blackberry no qual aprovo todas as histórias em quadrinhos e consigo acompanhar os projetos em qualquer país do mundo. Nem lembro como fazia antes disso surgir", diz. Imagine o que dirá, então, nos próximos 50 anos.

Homenagem a Claudio Seto


Qualquer pessoa que tenha alguma ligação com histórias em quadrinhos no Brasil certamente já ouviu falar do artista plástico Claudio Seto. O desenhista, considerado por muitos como o primeiro mangaka (autor/desenhista de mangás) do ocidente e que por muitos anos fez ilustrações para os jornais O Estado do Paraná e Tribuna do Paraná, faleceu em novembro do ano passado, mas sua obra continua viva.

Flores manchadas de sangue, lançado na última quinta-feira, é o último trabalho do autor. O livro é uma compilação de cinco histórias - Flores Manchadas de sangue, O monge maldito, Idealismo frustrado, O sósia e A flor maldita.

De acordo com informações de seu filho, Noriyassu Seto, as histórias foram publicadas originalmente nos anos 60 e 70, mas, para essa versão, recebeu algumas roupagens novas e comentários do próprio autor.

“Algumas dessas histórias são consideradas as primeiras em estilo mangá no Brasil. Elas foram lançadas pela extinta editora Edrel. O processo de escolha de qual material seria usado para esse livro contou com a colaboração do editor da Devir/Jacarandá Antonio Mendes e estou certo que um dos aspectos para selecionar as histórias foi o critério de importância e sentimento, pois meu pai queria que o livro fosse da mais alta qualidade”, comenta.

Ele explica ainda que o livro estava pronto antes do falecimento do autor e que necessitou fazer algumas alterações. “A orelha do livro teve que ser refeita, assim como a quarta capa. O conteúdo não foi alterado”, garante.

Para Noriyassu, o lançamento do livro, bem como outros projetos de Claudio Seto, são uma forma de prestar homenagem à memória dele e de dar continuidade com seus sonhos e projetos.

“Eu, minha mãe e minhas irmãs vamos continuar com o trabalho que ele vinha realizando. Nós temos o jornal Planeta Zen, voltado para a comunidade japonesa, em agosto será lançado o livro Bushido - Colonização japonesa no Paraná, que meu pai fez em parceira com a jornalista Maria Helena Uyeda e tem o documentário Samurai de Curitiba, dirigido pelo Rober Machado, que será de cunho autobiográfico, entre outros projetos”, conta.

O editor do livro, Antonio Mendes, diz que já conhecia o trabalho de Seto e que tinha vontade de poder trabalhar com ele. Em fevereiro de 2008, Mendes veio a Curitiba para se encontrar com Seto.

“Fiquei contente em poder trabalhar com um dos maiores artistas do país. Desse trabalho com o Seto, surgiu esse livro e o Lendas do Japão, lançado em julho do ano passado. Nós ficamos um bom tempo escolhendo o material e chegamos a conclusão que essas cinco histórias são as mais representativas para o seu personagem, o Samurai. Como o Seto tem muito material, esperamos lançar uma compilação dessa por ano”, informa.

Ele diz também que Seto é exemplo de como o Brasil é ingrato com o artista, pois, segundo ele, o material dele é importante demais para ficar sem editar. “Esse trabalho serve também para recuperar toda essa história e mostrar para os jovens que tínhamos um artista de ponta, mestre no estilo gekiga (desenho realista)”, encerra.

Fonte: Paraná On Line

Brasileiro mostra o Brasil em publicações espanholas

Algumas vezes, o leitor de periódicos espanhóis como "El País" e "La Vanguardia" vai encontrar ilustrações nas páginas daqueles jornais assinadas por Marcelo Quintanilha. Freelancer que vive em Barcelona desde o início dos anos 2000, o brasileiro Quintanilha já assinou histórias no Brasil sob o pseudônimo Marcello Gaú. Diz que foi para a Espanha primeiro porque adora a cidade onde vive, e não propriamente em busca de um Eldorado da ilustração. "O mercado espanhol não está muitos passos na frente do mercado brasileiro no que diz respeito a quadrinhos. Aqui, da mesma forma que no Brasil, as principais editoras concentram seus esforços em editar material norte-americano, francês ou japonês", ele pondera.

Considerado pelo letrista Aldir Blanc como "o Rossellini tupiniquim", por causa de seu estilo realista, ele elaborou sofisticadas crônicas visuais em seu novo trabalho, "Sábado dos Meus Amores" (lançamento da Editora Conrad). As histórias são simples, mas possibilitam mergulhos vertiginosos na natureza nacional. "O aspecto principal do meu trabalho é lidar com temas como futebol, desamores, cotidiano de bairros populares que são sempre recorrentes nas minhas histórias e que estão intimamente ligados à vida brasileira. E minha intenção é a comunicação; chegar até pessoas que se identifiquem com esse universo, que o reconheçam como parte de si mesmas", diz o autor.

Há também um grande componente lírico na obra "Sábado dos Meus Amores", para que os leitores não pensem que o título não tem cabimento. O amor de uma moça simples semianalfabeta por um pescador sagaz é especialmente tocante. "Tiago é macumbeiro eu sou evangélica mas eu vou rezar pra Iemanjá trazer o barco dele de volta são e salvo", ela escreve em sua cartilha. O trabalho de Quintanilha está mais impregnado de Brasil do que da maioria dos autores contemporâneos. Foi ele o escolhido, na série de álbuns que mostravam cidades brasileiras, para desenhar Salvador, na Bahia, num projeto especial da editora Casa 21 (o francês Jano desenhou o Rio de Janeiro e o inglês David Lloyd desenhou São Paulo).

Ainda assim, raros trabalhos parecem se inserir com tanta sem-cerimônia no universo visual das HQs europeias - por vezes, lembra muito Miguelanxo Prado, gênio da Galícia. Ele parece dar seguimento a uma tradição que foi brilhantemente iniciada com pioneiros como Ângelo Agostini e depois Jayme Cortez e Flavio Colin. "Como meus mestres, se podemos dizer dessa forma, posso citar artistas como John Buscema, Garcia-Lopez, François Boucq, Crepax, E. P. Jacobs ou Frank Hampson", ele afirma. Ou seja: ele vai de Conan, o Bárbaro, ao erotismo voyeurístico de Valentina. "Flavio Colin, por outro lado, é uma referência não só para mim, mas para todos os que estão ligados aos quadrinhos no Brasil, pela honestidade que sempre teve para consigo mesmo, assim como para com seus leitores. Por seu amor incondicional aos quadrinhos, por seu estilo único, que só poderia ser definido se se pudesse traduzir em papel a madeira entalhada."

Além de trabalhar na série de quadrinhos "Sept Balles Pour Oxford", em parceria com Jorge Zentner e Montecarlo (para a editora belga Editions du Lombard), ele faz ilustrações para revistas brasileiras e foi premiado nas bienais de quadrinhos do Rio de Janeiro e Belo Horizonte. Também colabora com a revista virtual Zé Pereira, que tem várias HQs dele postadas (http://www revistazepereira.com.br/category/hq/).

Quintanilha, que já tem mais de 20 anos de carreira, sempre se batendo para publicar num mercado rarefeito, não avalia com entusiasmo desmesurado o momento brasileiro de quadrinhos. "Esse mercado ainda é incipiente e as iniciativas de muitas editoras em lançar títulos na esteira da visibilidade que os quadrinhos têm hoje não necessariamente colabora para sua consolidação. É difícil dizer o que pode decorrer do momento que vivem os quadrinhos no Brasil, quando os títulos migram cada vez mais para as livrarias e lojas especializadas, mas, sem dúvida, pode ser um passo importante para conquistar novos leitores."(AE)

Fonte: http://www.cruzeirodosul.inf.br/materia.phl?editoria=42&id=183637

quarta-feira, 6 de maio de 2009

Sucesso para as histórias em quadrinhos do Brasil


Para os quadrinhos brasileiros conseguirem um espaço maior na mídia é preciso que criem associações de quadrinistas que vão mostrar seu trabalho artístico, o que ocorre é que não ficamos conhecendo o trabalho de novos quadrinistas. A situação do quadrinista iniciante também é preocupante, os que conseguem ter um port-folio foi devido ao puro auto-didatismo sem ajuda de nenhuma escola ou professor, mesmo que tais desenhistas consigam ir contra maré tem a dificuldade do mercado de trabalho na área de hqs, praticamente não há procura por futuros quadrinistas pelo menos ninguém sabe aonde tem alguma vaga, se existirem devem ser muito poucas.

A falta de procura de quadrinistas ou a quase ausência de atividade de produção de quadrinhos no Brasil, enfraquece o setor de hqs por que nenhuma editora absorve os potencias candidatos para criação de novos títulos. Então veremos que há no Brasil não só a falta de interesse do público brasileiro por hqs produzidos por artistas daqui, há também toda uma complexa estrutura que não favorece em nada o dinamismo do quadrinho nacional. Sendo assim precisamos tomar uma atitude em relação a esse grande problema que envolve desde a preparação do quadrinhista até a criação de uma hq destinada a leitores interessados em conhecerem o trabalho 100% nacional.

Não é puro patriotismo a defesa da produção hqs brasileiras mas uma questão de resolução de problemas típicos e específicos da produção da arte seqüencial criada em nosso território. Poderia haver um incentivo maior na catalogação de tudo o que é produzido de quadrinhos no Brasil e divulgar o maximo, tanto os artistas quanto a sua produção de hqs e também mais palestras nas escolas e universidades e uma distribuição neste locais.

È necessário preparar novos quadrinistas, incentivar os que já estão no ramo há mais tempo para fazerem palestras divulgando o seu próprio trabalho, utilizar o quadrinho brasileiro na sala de aula em todos os níveis de ensino, ou melhor, recriar sempre arte de quadrinhos utilizando em todos os meios de comunicação e ensino. Acredito que o quadrinho brasileiro anda meio enferrujado por falta de uso; ter mais quadrinhos nacionais nas bibliotecas, sou a favor que as editoras distribuíssem de graça nas bibliotecas os gibis que não venderam bem mesmo que tiverem prejuízo estariam divulgando o quadrinho nacional, o que também seria uma forma de mérito de incentivar a leitura de nosso país.

Vamos nos unir pelo sucesso do quadrinho brasileiro, na copa do mundo todos torcem pelo Brasil, por que não podemos fazer o mesmo em relação aos quadrinistas e os hqs brasileiros.

Foto: Charge de Daniel Brandão para o Universo HQ. (Em pé, a partir da esq.: Mônica, Rê Bordosa, Capitão Ninja, Radical Chic, Pererê e Quebra-Queixo. Agachados: Níquel Náusea, Menino Maluquinho, Capitão Rapadura, Senninha e Pirata do Tietê)

*Mauro Cesar Bandeira é professor, formado em Artes Plásticas, Habilitação em Licenciatura, do Departamento de Artes Visuais do Instituto de Artes da Universidade de Brasília.

Fonte: http://zinebrasil.wordpress.com/

Concurso cultural Impulso HQ


Em comemoração ao aniversário de um ano do blog do Impulso HQ, editado pelo Renato Lebeau; o Impulso HQ em parceria com o Estúdio RosaOceano criaram o Concurso Cultural Impulso HQ; com o intuito de promover o uso das histórias em quadrinhos em outras mídias e suportes.

Para participar basta enviar um desenho, que pode ser ilustração, charge, página de quadrinhos e etc., que represente a luta de se produzir histórias em quadrinhos.

O desenho pode ser preto e branco, colorido, grafite, ou seja, a técnica é livre e não precisa estar necessariamente arte finalizada.

Os vencedores ganharão um caderno exclusivo da RosaOceano (foto) que custaria R$ 25,00 com as seguintes características: Formato 15×10,5 cm; Capa tecido e papel com desenho exclusivo ed. limitada de aniversário; Costurado à mão (costura exposta); Papel reciclado e 100fls.

Os desenhos devem ser enviados até o dia 5 de junho para o e-mail renatolebeau@impulsohq.com.br, e os vencedores serão anunciados dia 8 de junho.

O regulamento completo ainda será publicado em breve no Impulso HQ. Para entrar em contato com o Estúdio RosaOceano visite o site e fale através do formulário do site ou pelo e-mail rosaoceano@yahoo.com.br

Mais informações:

http://www.impulsohq.com.br/

Quadrinista Claudio Seto inovou no modo de narrar HQ


Como um samurai saído dos filmes de Akira Kurosawa, Claudio Seto era um respeitável senhor monossilábico. Marcial, comandava seus desenhistas e roteiristas apenas com sorrisos. O problema era decifrar cada um deles.

Leia "A Flor Maldita", mangá de Claudio Seto
Leia a segunda parte da história
Leia a terceira parte da história

"Você tinha que interpretar se o sorriso era de aprovação ou de reprovação", lembra o quadrinista e editor Franco de Rosa, que trabalhou com Seto em Curitiba nos anos 70 e 80. "Ele comandava sem comandar, apenas com gestos sutis."

O estúdio de Seto na editora curitibana Grafipar foi responsável por reunir nomes que seriam importantes para a HQ brasileira, como Mozart Couto e Watson Portela, além de Rosa. Os gibis eram divididos por gêneros: sertão, pampas, eróticos, terror, ficção científica ou policial. Chegaram, segundo o historiador de HQs Gonçalo Júnior, a vender até 5 milhões de exemplares por mês.

Segundo Franco de Rosa, as inovações de Claudio Seto foram muitas. A mais marcante é a narrativa fragmentada (muito usada em "Lobo Solitário" e por Frank Miller): um quadrinho mostra a ponta da espada; outro, o rosto do samurai; um terceiro, a expressão do oponente; e por aí vai, uma página inteira sem texto, apenas desenhos a contar a história.

A quadrinização é inovadora, com quadrinhos verticalizados ou horizontalizados ao extremo. Às vezes, Seto desenhava em cima de fotografias, criando um clima soturno. E as primeiras páginas eram sempre exuberantes, com o título desenhado como se fosse uma montanha, por exemplo. "Foram inovações recebidas com chacotas por muitos colegas", diz Rosa.

Em 1970, os japoneses Kazuo Koike e Goseki Kojima lançaram "Lobo Solitário", sobre um samurai que vagava pelo Japão empurrando um carrinho com seu filho bebê.

Traduzido para o inglês nos anos 80 e lançado nos Estados Unidos com capas de Frank Miller, foi um enorme sucesso. E muita gente hoje acredita que Seto copiava as histórias de Koike e os desenhos de Kojima, tamanha a semelhança.

"Mas isso não é verdade. Seto começou antes, em 1967", diz Júnior. As quitandas do interior de São Paulo, afinal, vendiam diversos produtos importados do Japão, como saquê, peixe seco e... mangás, que serviram de fonte para todos.

E nunca largou o hábito, conforme lembra Franco de Rosa. "Na casa dele, havia um quarto só de gibis, amontoados, aos milhares, no chão. Ele me mostrou e disse: 'Meu sonho era ter uma caixa forte igual à do Tio Patinhas, que nadava nas moedas'. Então mergulhou na montanha de gibis como se fosse uma piscina. E ficou lá nadando, sorrindo para mim."

Fonte: Notícias Bol

terça-feira, 5 de maio de 2009

Hugh Jackman (Wolverine) no Brasil

O que eu posso fazer? Sou fã tanto do ator, quanto do personagem, então me permiti um momento de tietagem, aqui no blog.


Em visita ao Brasil, Hugh Jackman esteve no Centro de Treinamento do Corinthians, no Parque Ecológico, para conhecer a equipe campeã paulista. O ator, protagonista de "X-Men - Origens: Wolverine" se encontrou com Ronaldo, com quem trocou camisas. Ele deu uma camiseta do filme ao jogador e ganhou uma do Timão. De acordo com nota oficial divulgada pelo clube, o ator elogiou o atleta brasileiro. "Hugh demonstrou grande alegria ao acompanhar o aquecimento dos atletas antes da chegada do Fenômeno. Ao encontrar o atacante, fez diversos elogios."

Jackman chegou por volta das 15h15 desta terça-feira (5) ao Corinthians. Ele estava numa comitiva de quatro veículos, e entrou no local –fechado para a imprensa– sem dar entrevistas nem posar para fotos. Além de conversar com Ronaldo, o ator tirou fotos com os outros jogadores do time e assistiu ao treino por cerca de 15 minutos.
Em sua página no Twitter (microblog), o ator afirmou que estava ansioso para conhecer o time. De acordo com a assessoria de imprensa do Corinthians, Jackman adora futebol. E o contato para que fosse se encontrar com o elenco corintiano foi feito pela Fox, distribuidora do filme. O ator desembarcou no Aeroporto de Guarulhos e deixou o local em um carro particular por volta das 9h30 desta terça, depois de falar rapidamente com fãs e acenar para fotos.

Protagonista de “X-Men – Origens: Wolverine”, Jackman está no Brasil para divulgar o longa-metragem. Na quarta-feira ele deve dar uma entrevista coletiva à imprensa, no Rio de Janeiro.

Esta não é a primeira visita de Jackman ao Brasil. Ele esteve aqui em 2001, divulgando o filme “Swordfish – A senha”. Em entrevista ao G1, ele afirmou que tinha ótimas lembranças do país. "Amei o Brasil, me lembra muito a Sydney. Não vejo a hora de voltar." “X-Men – Origens: Wolverine” antecede os acontecimentos de “X-Men – O filme”, revelando o passado violento e romântico de Wolverine, seu complicado relacionamento com Victor Creed e o nefasto programa Arma X.

Veja o vídeo da visita!



http://g1.globo.com/Noticias/Cinema/0,,MUL1109724-7086,00.html

Ziraldo lança em junho livro infantil com personagem Chico Mendes


O livro "A História de Chiquinho", com desenhos assinados por Ziraldo, será lançado em junho no Acre com a presença do cartunista e escritor, informou o governo do Acre nesta terça-feira.

O lançamento ocorre no dia 22 de junho na Biblioteca da Floresta Marina Silva, com a presença de Walquíria Raizer, responsável pelo texto do projeto.

O projeto foi idealizado por Elenira Mendes, filha de Chico Mendes e presidente do Instituto Chico Mendes.
"A História de Chiquinho" será lançado em junho com autora e Ziraldo no Estado do Acre

Segundo o comunicado, não só a história de Chico Mendes poderá ser passada para as crianças e jovens, mas suas ideias e valores de preservação a natureza e sustentabilidade.

Elenira Mendes planeja publicar outros volumes de "A História de Chiquinho".

Fonte: Notícias Bol

Livro infantil aborda homossexualidade e gera polêmica na Austrália


Um novo livro infantil dirigido a crianças de dois anos e que aborda, entre outras questões, o relacionamento entre homossexuais, está causando polêmica na Austrália.

O livro, "Where Did I Really Come from" ("De Onde Eu Realmente Vim"), da autora Narelle Wickham, traz informações detalhadas e ilustrações de relações sexuais, e aborda temas controversos, como a paternidade entre casais de lésbicas e gays.

Uma das ilustrações mostra dois homens segurando um bebê. "Se os pais são abertos com os filhos desde o começo, é bom para o conceito de que os pais são honestos e confiáveis", disse Wickham em entrevista à BBC Brasil. "O livro é para os pais saberem como ensinar os filhos sobre várias formas de se conceber um bebê, inclusive a fecundação in-vitro (FIV)", disse a autora.

Wickham contou à BBC Brasil ter tido a inspiração para escrever o livro depois do nascimento da filha, que foi concebida a partir de inseminação artificial.

Trechos
"Algumas vezes as mulheres querem ter filhos mas não querem ter relação com um homem. Ou algumas vezes mulheres querem ter um bebê sozinhas ou com outra mulher, então o bebê tem duas mamães", diz um dos trechos.

Outra passagem ainda explica que "quando uma mulher quer ter o bebê sozinha ela vai a um médico que consegue para ela espermatozoide, ou pede a um homem especial para fornecê-la seu espermatozoide".
Grupos conservadores, como a Organização Família Austrália, disseram-se revoltados com a ideia. "Essa é uma forma de promover o que não é normal", disse à BBC Brasil John Morrissey, porta-voz da organização, referindo-se a pais gays.

"Se o livro apenas explicasse aos pais a melhor maneira de responder aos filhos quando eles começarem a questionar, tudo bem. Mas promover relacionamentos que não são normais, nós somos contra".

Na Austrália, estudantes começam a ter aulas de educação sexual a partir dos 11 anos.

Fonte: Notícias Bol

Alfabetização em Quadrinhos


O sistema educacional brasileiro precisa criar um sistema de aprendizagem mais moderno e inclusivo. Por isso, a utilização das histórias em quadrinhos pode ser considerada também como meio de educação de adultos que estão sendo alfabetizados.

O uso da imagem associada ao texto pode facilitar e muito o aprendizado por que as pessoas não precisam saber ler para entender o que um desenho quer dizer, e ao mesmo tempo elas começam a querer aprender a ler. A educação no Brasil ainda é um privilégio de poucos, e as nações emergentes como a Coréia do Sul, Israel e o Chile estão investindo muito em educação e já estão tendo retorno, porque esses paises estão em constante desenvolvimento tecnológico.

O Brasil não pode perder essa chance de tornar um país com altas taxas educacionais, e precisará do apoio de todos os recursos didáticos disponíveis, temos que utilizar mais os meios de comunicação e as diversas linguagens, principalmente as histórias em quadrinhos como meio de alfabetizar a população. A linguagem dos quadrinhos como meio de expressão dos alunos no processo educacional ainda é muito pouco utilizado esta poderia ser uma forma de se trabalhar a escrita das crianças que estão aprendendo não só a ler, mas também a escrever.

Os quadrinhos podem ajudar na percepção de idéias com isso melhorando a compreensão, uma idéia posta no papel pode ser desenvolvida não apenas com a escrita, mas também com sequencias de imagens. As histórias em quadrinhos são um meio muito eficiente de propagação de idéias e existe uma quantidade muito grande de estilos que poderiam ser utilizados na alfabetização.

*Mauro Cesar Bandeira é professor, formado em Artes Plásticas, Habilitação em Licenciatura, do Departamento de Artes Visuais do Instituto de Artes da Universidade de Brasília.

Fonte: http://zinebrasil.wordpress.com/

Detran premiará trabalhos sobre segurança no trânsito

Departamento Estadual de Trânsito (Detran-MS) lança, o concurso estadual “Educação e Segurança para o Trânsito”. O objetivo é estimular crianças, jovens e educadores, para refletir sobre o papel educativo, social e político das cidades. Através da produção de pintura, poemas, redações, histórias em quadrinhos, composição de músicas ou paródias e pesquisas, o Detran-MS pretende estimular comportamentos que tornem o trânsito seguro, as cidades mais civilizadas e humanas.

Como no ano passado, o concurso vai premiar alunos da Educação Infantil, Nível Fundamental e Nível Médio pela produção de pintura, poemas, redações, histórias em quadrinhos e composição de músicas e/ou paródias, que estimulem as crianças, jovens e educadores, para refletir sobre o trânsito e o contexto da cidade. A novidade deste ano é a categoria para universitários, que poderão inscrever pesquisas sobre trânsito, segurança pública, urbanização, as calçadas e as políticas de mobilidade e qualidade de vida.

Os trabalhos devem ser encaminhados até o dia 26 de junho para as Agências de Trânsito locais. Os trabalhos serão analisados nas categorias municipais e estadual. Os vencedores receberão prêmios como kits esportivos, bicicletas, pen driver, máquina fotográfica, micro computador e notebooks. O edital do concurso foi publicado no Diário Oficial do Estado de hoje (04), e estará disponível no site www.detran.ms.gov.br no link educação.

Parceria

O concurso será desenvolvido em parceria com o Conselho Estadual de Trânsito (Cetran-MS), a Secretaria de Estado de Educação de Mato Grosso do Sul (SED), o Sindicato dos Estabelecimentos de Ensino de Mato Grosso do Sul (Sinepe), o Fórum de Educação e Segurança para o Trânsito (Foretran), a União dos Dirigentes Municipais de Educação de MS (Undime) e a Secretaria Municipal de Educação de Campo Grande (Semed). (Com informações do Detran-MS).

Fonte: http://www.capitalnews.com.br/ver_not.php?id=71138&ed=Geral&cat=Not%C3%ADcias

segunda-feira, 4 de maio de 2009

Abertas inscrições para o Prêmio Moacy Cirne de Quadrinhos

O edital de abertura do Prêmio Moacy Cirne de Quadrinhos acaba de ser divulgado pelo governo do Estado do Rio Grande do Norte, através da Fundação José Augusto. O concurso selecionará 10 quadrinistas potiguares para integrarem uma coletânea de quadrinhos. As inscrições estão abertas, e se encerram no dia 12 de junho de 2009.

O prêmio tem como objetivo revelar e premiar o talento dos artistas profissionais ou amadores do Rio Grande do Norte, além de impulsionar a produção artística nessa área. Serão concedidos dez prêmios em dinheiro, totalizando 40 mil reais, divididos nas seguintes categorias:

- Infantil:
1º lugar: R$ 4.250,00
2º lugar: R$ 3.250,00
- Histórico:
1º lugar: R$ 6.000,00
2º lugar: R$ 5.000,00
- Aventura, Humor e Ficção:
1º lugar: R$ 6.000,00
2º lugar: R$ 5.000,00
- Jovens Artistas:
1º lugar: R$ 1.500,00
2º lugar: R$ 900,00
- Tema Livre:
1º lugar: R$ 4.550,00
2º lugar: R$ 3.550,00

Para ler o edital na íntegra, visite o site da Fundação José Augusto, clicando aqui.

Fonte: http://hqmaniacs.uol.com.br/principal.asp?acao=noticias&cod_noticia=20317

Gripe suína: HQ em 21 idiomas alerta contra a doença


Enquanto as notícias sobre a gripe suína se alastram mais rápido do que a alardeada pandemia faz vítimas, o departamento de saúde pública de Seattle, nos Estados Unidos, preparou na mesma velocidade uma HQ na qual conta a história da famosa gripe espanhola, que em 1918 matou milhões de pessoas em todo o planeta.

As 12 páginas em preto, branco e tons de azul de No ordinary flu (Uma gripe incomum) também mostram como se precaver contra a nova doença que anda assustando o mundo, além de um glossário com palavras usadas no texto e pertinentes ao assunto.

O problema é que na imprensa norte-americana já existem manifestações contrárias à publicação, que segundo as opiniões estaria promovendo um alarmismo inconsequente.

A versão impressa do gibi está sendo distribuída de forma gratuita apenas no condado de King, do qual Seattle é sede.

Em outras cidades e países, os interessados podem baixar No ordinary flu em formato PDF - com 21 idiomas à escolha, incluindo o português - no site do órgão de saúde pública do condado norte-americano.

Fonte: Universo HQ

domingo, 3 de maio de 2009

Ponto de Leitura de Itu realiza 1ª Exposição de Fanzines da cidade

A 1ª EXPOZINE de Itu, do PONTO DE LEITURA- Biblioteca Comunitária Prof. Waldir de Souza Lima tem como objetivos divulgar os fanzines nacionais de todos os estilos, fortalecer esta mídia independente no interior de São Paulo e ainda mostrar para os meios de comunicação o valor desta mídia, que foi criada nos anos 1930 nos Estados Unidos.

Fanzine é um termo derivado das palavras inglesas fan (fã, em português) e magazine (revista, em português) que, entre outras traduções, significa uma publicação editada por um fã. Trata-se de uma publicação despretensiosa, eventualmente sofisticada no aspecto gráfico, dependendo do poder econômico do respectivo editor. Engloba todo o tipo de temas, com especial incidência em histórias em quadrinhos (HQs) ,ficção científica, literatura, música, feminismo, vegetarianismo, cinema, anarquismo, rock, hip hop, terror, mangás, assuntos gerais, jornalismo alternativo, entre outros. Também se dedica à publicação de estudos sobre algum assunto proposto pelo grupo ou editor. O público interessado nestes fanzines é bastante diversificado.

O primeiro fanzine surgido no Brasil foi o Ficção, criado por Edson Rontani em 1965 em Piracicaba (SP). Criado numa época que o termo que definia produção independente era boletim, o fanzine trazia textos infomativos e uma interessante relação de publicações brasileiras de quadrinhos desde 1905.A produção de fanzines no Brasil nos últimos anos vem crescendo e tem características de reação dos artistas e público ao descaso das editoras de quadrinhos com relação à produção nacional.

Na programação da 1ª EXPOZINE de Itu destacam-se: oficina com o fanzineiro ituano Paulo Rodrigues; encontro de fazedores com coordenação do Zine Kausadores Di Revolta (Itu); exposição de materiais (Imprensa Marginal, jornais, quadrinhos, etc.); palestra com o Prof. Gazy Andraus, Doutor em Ciências da Comunicação, na área de Interfaces da Comunicação, pela ECA-USP (premiado com a melhor tese de 2006 pelo HQ-MIX-2007); intercâmbios de fanzineiros; e uma homenagem ao quadrinhista e fanzineiro Moacir Torres.

A homenagem é para um dos mais importantes fanzineiros e quadrinhistas do interior paulista. Moacir Torres nasceu em Agudos (SP) em 1957 e reside em Indaiatuba (SP) desde 1993. Começou como desenhista na TV Cultura em 1974. Fundou em 1978 em Santo André (SP) com Cláudio Feldman, a Editora Taturana, que publicou dezenas de títulos, além de periódicos como oJornal da Taturana e Tempo Livre. Trabalhou como arte-finalista para a Editora Abril e ilustrou o suplemento “Diário Criança” do jornal “Diário Popular” de São Paulo por cerca de dez anos. Participou de várias coletâneas literárias e de dezenas de salões de humor e HQs. Criou e publicou várias revistas em quadrinhos, atividades e livros infantis. Duas revistas infantis criadas por Torres foram lançadas recentemente na Espanha e em Portugal. Atualmente ministra oficinas de desenho e vem produzindo várias revistas de atividades infantis para editoras, além de passatempos e quadrinhos para vários jornais brasileiros.

O público interessado pode conferir a exposição de Fanzines e publicações independentes no PONTO DE LEITURA, e também participar da oficina: Como criar um Fanzine? às 14 horas no dia 24 de maio, data do evento, e da palestra às 17 horas. As inscrições para a Oficina podem ser feitas no próprio Ponto de Leitura.

Os Fanzines interessados em participar do evento podem enviar exemplares para o endereço: Rua Floriano Peixoto, 238, Centro, Itu/SP, CEP 13300-005, aos cuidados de Paulo Rodrigues.

1ª EXPOZINE DE ITU – 2009 - QUANDO: 24 de Maio de 2009 a partir das 16 horas.ONDE: PONTO DE LEITURA - BIBLIOTECA COMUNITÁRIA PROF. WALDIR DE SOUZA LIMA.ENDEREÇO: Rua Floriano Peixoto, 238, Centro, Itu/SP.

Telefone: (11) 4813.3556 (Paulo)

Maiores informações: http://bibliotecacomunitaria.wordpress.com


sexta-feira, 1 de maio de 2009

Fortaleza ganha uma nova Biblioteca Municipal

A Prefeitura Municipal de Fortaleza, através da Secretaria de Cultura de Fortaleza, reinaugurou dia 30, às 17h, a Biblioteca Municipal Dolor Barreira. O evento faz parte das comemorações dos 283 anos de Fortaleza, comemorado oficialmente no último dia 13, marco do início de diversas atividades culturais ao longo do mês de abril. De portas reabertas para a população, a biblioteca será palco de contação de histórias, com o escritor Almir Mota, assinatura oficial de recebimento do acervo doado pela família do historiador Geraldo Nobre e consolidação da parceria com o projeto Agentes de Leitura, do Governo do Estado. Encerrando a tarde-noite de eventos, show com o Quinteto Agreste, a partir de 19h.

A Biblioteca Dolor Barreira passou por uma ampla reforma para ampliação de sua estrutura física e construção de novos espaços, como o auditório e a gibiteca. Ao todo, o investimento é da ordem de R$ 313.506,77, dos quais R$182.673,00 foram aplicados em renovação do acervo de livros e R$130.833,77 em obras. O novo acervo traz, entre outras, publicações das editoras Cosac e Naif, Barsa Planeta, além de livros sobre todas as linguagens artísticas, como teatro, dança e fotografia, somando um total de 15 mil volumes, além dos cinco mil doados pela família do historiador Geraldo Nobre, falecido em 2005. Duas novas intervenções saltam aos olhos: no muro frontal, um mosaico feito por Eduardo Aparício e equipe dão boas vindas aos visitantes; na parte interna o grafite de Marcelo Monteiro e equipe convidam para entrar e permanecer.

Hoje, a biblioteca está dividida entre os setores acervo geral, setor para consulta, leitura e empréstimo de obras de todas as áreas do conhecimento e entretenimento; referência, setor que reúne enciclopédias, dicionários, coleções, guias, anuários, entre outros; infanto-juvenil, setor dirigido ao universo infanto-juvenil; Ceará, setor formado por obras de autores cearenses e sobre a história do Estado; obras raras, setor constituído por obras que pertenceram ao jurista Dolor Barreira, contemplando títulos ligados à História, Literatura Brasileira e Filosofia; Braille, setor para consulta específica de livros escritos para portadores de necessidades especiais e deficientes visuais; e processamento técnico, setor responsável pela preparação técnica de todos os materiais a fim de que os mesmos possam ser utilizados para consulta e empréstimo. O setor Braille conta com publicações voltadas para vários públicos, como “O caçador de pipas”, “Harry Potter” e títulos de Machado de Assis e Érico Veríssimo, entre outros. Além do setor Braille, a Biblioteca também conta com uma coleção de audiolivros, doados pela Fundação Dorina Nowill, e um telefone para deficientes auditivos.

Demanda do Orçamento Participativo (OP) 2006, a gibiteca municipal é outro lugar de honra que promete levar muitos leitores e leitoras à Bibloteca Dolor Barreira. O espaço se destina a estimular pessoas de todas as idades a ler através do universo das histórias em quadrinhos, além de introduzir de forma lúdica temas ligados à promoção de cidadania, convivência social e educação ambiental. Para começar, os visitantes terão ao seu dispor um acervo de 3.476 gibis de várias editoras.

Entre as novidades previstas para o decorrer deste ano estão a instalação de novos computadores para a implementação de uma biblioteca virtual, o Telecentro, que faz parte de um programa de modernização de bibliotecas do Ministério da Cultura (MINC) e a chegada de obras do acervo da Secretaria de Cultura do Estado. Outro importante instrumento para o enriquecimento do acervo da Biblioteca Dolor Barreira é a Lei de Depósito Legal Municipal (nº 9381/2008). Através da lei, as editoras fortalezenses deverão enviar para a Biblioteca dois exemplares de cada obra publicada, favorecendo a atualização das obras.

Serviço
Biblioteca Central Dolor Barreira - reinauguração no próximo dia 30, de 17h às 20h.
Av. da Universidade, 2572 – Benfica. Informações: 3105.1299.

Fonte: http://www.antonioviana.com.br/2009/site/ver_noticia.php?id=55986