sexta-feira, 19 de outubro de 2012

Oficina de Quadrinhos no Cinema é promovida no Sesc Santos

O mês de novembro começa com histórias em quadrinhos que viraram histórias de cinema. É esse o tema da Oficina Quadrinhos no Cinema, ministrada pelo jornalista André Azenha no Sesc Santos, que abre inscrições no próximo dia 23.

De 6 a 9 de dezembro você confere o início das adaptações das HQs para as telonas, na época das matinês nos EUA, até a evolução dos filmes, que progrediu em 2000 e se estabeleceu. Produções como os primeiros seriados do Superman, Capitão Marvel e Batman serão analisados e discutidos.

A volta dos quadrinhos às telonas ocorre com Batman Begins, quando começam a ser levados a sério e desencadeiam uma série de adaptações. A Marvel cria seu próprio estúdio cinematográfico e começa um projeto diferente: heróis em filmes-solo para depois reuní-los em só, como é o caso de Batman – O Cavaleiro das Trevas e Os Vingadores ultrapassam US$ 1 bilhão de dólares cada um e a indústria se consolida.

Esta é apenas uma pitada do que o aluno conhecerá. A oficina ocorre de terça a sexta, das 19 às 22 horas. O Sesc Santos fica na Rua Conselheiro Ribas, 136, Aparecida, Santos. Inscrições e informações: (13) 3278-9800.

PUBLICADO ORIGINALMEN TE NO JORNAL DA TRIBUNA

Entrevista com Rodolfo Zalla, desenhista argentino

Entrevista com Rodolfo Zalla, desenhista argentino, radicado no Brasil. É impossível se falar em quadrinhos de terror no Brasil sem citar o nome do argentino Rodolfo Zalla. Apesar de formado em arquitetura, sua verdadeira paixão era o desenho gráfico. Ainda na Argentina, com 18 anos junta-se ao estúdio de Carlos Clémen. Começa sua carreira em 1953, colaborando com revistas como Patoruzito, Hora Cero e Frontera.

Em função da crise editorial Argentina, vem ao Brasil em 1963 e trabalhou nas editoras Outubro, GEP, entre outras. Em 1967, com o italiano Eugênio Colonnese, funda o Estúdio D-Arte.

A partir de 1967 também, ilustra inúmeros livros didáticos, ajudando, em 1978, na produção da 'Histoire de la Monde en BD', pela editora francesa Larousse.

Em 1972, trabalha para a editora Abril, fazendo os quadrinhos do Zorro, bem como HQs com as personagens de Hanna-Barbera.

De 1981 a 1993, retoma o estúdio D-Arte, agora como Editora. Lança os títulos Calafrio e Mestres do Terror, clássicos do gênero.



Mestre dos quadrinhos, agora, documentado

Por:

Luís Felipe Soares

Acostumado a criar cartuns e histórias em quadrinhos, Márcio Baraldi deixou o desenho de lado para utilizar o audiovisual como ferramenta para prestar homenagem a um dos nomes que mais influenciaram os rumos de sua carreira. O agora diretor aborda a vida e a obra do desenhista argentino Rodolfo Zalla no documentário  'Ao Mestre Com Carinho'. Além de celebrar o homenageado, a produção independente tem papel de reverência à geração que marcou a história da HQ brasileira entre os anos 1960 e 1970.

Natural de Santo André, Baraldi aprendeu a gostar do universo dos quadrinhos justamente por acompanhar os trabalhos desses profissionais capitaneados por Zalla. "Cresci lendo as histórias dele (Zalla) e de toda essa galera. Era diferente das revistas norte-americanas e distante do que eu via no Brasil. A então produção nacional animou os leitores e, sem saber, me transmitiu a atitude rebelde que tenho hoje. Tudo me entusiasmou de tamanha maneira que hoje vivo dessa arte", explica o cartunista, ressaltando nomes em destaque na época, casos de Jayme Cortez, Primaggio Mantovi e do italiano radicado em Santo André Eugenio Colonnese (1929-2008).

A ideia original do andreense era realizar um documentário sobre todo esse grupo, mas a morte de alguns integrantes o forçaram a optar pelo foco em torno do argentino. O filme custa R$ 15 e está à venda na loja virtual da Comix Book Shop (www.comix.com.br). A dupla estará promovendo o documentário na 19ª edição da feira de quadrinhos Fest Comix, que ocorre entre sexta e domingo no Centro de Eventos São Luís (Rua Luis Coelho, 323), em São Paulo.

RICO CONTEÚDOCom 72 minutos de duração, 'Ao Mestre Com Carinho' é uma grande conversa na qual o entrevistado revisa toda sua jornada. A astuta capacidade de abrasileirar com qualidade os grandes personagens de décadas passadas, caso do Tarzan com a criação do herói local Targo, foi uma das principais características do homenageado. Em sua carreira, o argentino também chamou a atenção dos leitores ao ilustrar revistas voltadas a um universo mais macabro, entre elas a 'Mestres do Terror'. "Sou apenas um cara que gosta de desenhar quadrinhos e que levou uma vida interessante até agora", analisa Zalla no filme. Segundo Baraldi, o grande desafio foi acertar a edição. "Deixei só o filé para o público."

Destaque para a sessão de extras. "Um grande furo são as capas inéditas do Escorpião. Duas delas tiveram de ser destruídas por conta de acordo envolvendo outra editora devido a semelhança do uniforme do herói com o do Fantasma. Graças a Deus, o Zalla guardou uma cópia de cada", comemora o diretor.

Baraldi planeja novos documentários sobre seus desenhistas preferidos. Julio Shimamoto e Colonnese são alguns que estão em sua mira. "O que eu peguei de toda essa geração foi a ideologia, a coragem de brigar pelo quadrinho brasileiro. O pessoal atual está muito colonizado. O sentimento nacionalista está morrendo com esses caras e é o tipo de legado que não podemos esquecer.

PUBLICADO ORIGINALMENTE NO DIÁRIO DO GRANDE ABC

domingo, 14 de outubro de 2012

Concurso "HQ e Homossexualidade" da UFPB premia Projeto de Extensão do ICS\UFAL

O Projeto "Sociologia em Quadrinhos" coordenado pelo professor Amaro Braga do Instituto de Ciências Sociais - ICS da Universidade Federal de Alagoas - UFAL com a participação das alunas Mariana Petróvana e Janaína Araújo, tem mais uma premiação.

Depois do Prêmio Alagoas de Arte Sequencial, promovido pela Imprensa Oficial Graciliano Ramos que premiou a HQ "Preto, que nem carvão!" e do Prêmio Nacional de Quadrinhos atribuído pela Prefeitura de Ponta Grossa - PR, premiando a HQ "Bonita, como eu!", a equipe foi selecionada no concurso "HQ e Homossexualidade" promovido pelo Programa de Pós-graduação em Comunicação Social da Universidade Federal da Paraíba em parceria com a Editora Marca de Fantasia.

Foram 15 trabalhos selecionados numa competição que teve participação internacional com trabalhos da América Latina e Portugal. Os premiados serão publicados, ainda este ano, numa coletânea pela editora paraíbana.

O trabalho selecionado da equipe foi a HQ "Minha Flor, Minha Rosa", que narra de forma divertida, romântica e apaixonada as desaventuras de um casal homoafetivo buscando seu reconhecimento em meio a uma promoção de restaurante que oferece desconto para casais. No decorrer da história alguns dos preconceitos e ações de discriminação relacionados às lésbicas são mostrados na história que ainda atualizam o leitor sobre a legislação sobre o tema.

Para saber mais sobre o concurso e os outros selecionados acesse o site da editora e\ou o volante em anexo:

sexta-feira, 12 de outubro de 2012

ORIGEM DO DIA DA CRIANÇA

O Dia das Crianças é uma data comemorada em diferentes países. De acordo com a história e o significado da comemoração, cada país escolhe uma determinada data e certos tipos de celebração para lembrar de seus menores. Ao mesmo tempo, o Fundo das Nações Unidas para a Infância (UNICEF) convencionou o dia 20 de novembro para se comemorar o dia das crianças.

A escolha desta data se deu porque nesse mesmo dia, no ano de 1959, o UNICEF oficializou a Declaração dos Direitos da Criança. Nesse documento, se estabeleceu uma série de direitos válidos a todas as crianças do mundo como alimentação, amor e educação. No caso brasileiro, a tentativa de se padronizar uma data para as crianças aconteceu algumas décadas antes.


Em 1923, a cidade do Rio de Janeiro, então capital do Brasil, sediou o 3º Congresso Sul-Americano da Criança. No ano seguinte, aproveitando a recente realização do evento, o deputado federal Galdino do Valle Filho elaborou o projeto de lei que estabelecia essa nova data comemorativa. No dia 5 de novembro de 1924, o decreto nº 4867, instituiu 12 de outubro como data oficial para comemoração do Dia das Crianças.


Entretanto, a data não se tornou uma unanimidade imediata. Somente em 1955, a data começou a ser celebrada a partir de uma campanha de marketing elaborada por uma indústria de brinquedos chamada Estrela. Primeiramente, Eber Alfred Goldberg, diretor comercial da empresa, lançou a chamada “Semana do Bebê Robusto”. O sucesso da campanha logo atraiu a atenção de outros empresários ligados à indústria de brinquedos.


Com isso, lançaram uma campanha publicitária promovendo a “Semana da Criança” com o objetivo de alavancar as vendas. Os bons resultados fizeram com que esse mesmo grupo de empresários revitalizassem a comemoração do “12 de outubro” criado pelo deputado Galdino. Dessa forma, o Dia das Crianças passou a incorporar o calendário de datas comemorativas do país.

Por Rainer Sousa
Postado oroginalmente no Brasil Escola

Oficinativa - Fanzinada (1)


Primeira do brasil, gibiteca de curitiba completa 30 anos

Nesta segunda-feira, 15 de outubro, a Gibiteca de Curitiba, espaço da Fundação Cultural, completa 30 anos de fundação. Idealizada no início da década de 1980 pelo arquiteto Key Imaguire, colecionador e crítico de histórias em quadrinhos, ao lado dos também arquitetos Abraão Saade e Domingos Bongestabs, teve como primeiro endereço uma das salas da Galeria Schaffer.

Na época, o presidente da FCC era o publicitário Sérgio Mercer, um apaixonado pela arte dos quadrinhos que viabilizou sua abertura numa atitude pioneira, já que não existia no Brasil nenhum espaço cultural nesses moldes. Em 1988, a Gibiteca foi transferida para o Solar do Barão, onde permanece até hoje.

Segundo Imaguire, a Gibiteca de Curitiba não foi apenas a primeira do Brasil, mas do mundo. Para sustentar sua afirmativa, ele conta que em 1988, quando foi convidado para o júri do Salão Internacional da Caricatura de Montreal, pôde conversar com gente do mundo inteiro, inclusive com o norte-americano Will Eisner (1917/2005) um dos mais importantes criadores de histórias em quadrinhos e uma das maiores influências no desenvolvimento do gênero , para quem perguntou se existia em algum lugar do planeta uma instituição semelhante. Todos me garantiram que não, diz.

Entre as atividades da Gibiteca estão exposições, concursos, encontros com profissionais, palestras, eventos de RPG (Role Playing Game), feiras de gibis, cursos, oficinas e workshops. Essa variedade, de acordo com a coordenadora do espaço, Maristela Garcia, faz com que o público seja bastante eclético. Crianças, jovens e adultos apaixonados pelos quadrinhos fazem do espaço o mais democrático possível, reunindo ilustradores, designers, artistas plásticos, pesquisadores, professores, estudantes e simples amantes dos quadrinhos, comenta. Há frequentadores assíduos que leram coleções completas. Temos um leitor que já leu todos os títulos do Homem Aranha (800 títulos) e agora tem vindo para ler o italiano Tex, uma coleção de 900 títulos, diz.

Além de biblioteca especializada, trata-se de um centro de formação, um ponto de encontro efervescente e dinâmico que chega a reunir cerca de 100 pessoas por dia, de Curitiba, Região Metropolitana e outras localidades.

São oferecidas 100 vagas por semestre, divididas em cinco turmas, sendo uma para o Curso de Mangá (quadrinhos japoneses) e quatro para o Curso de Desenho HQ (duas de nível básico, uma de intermediário e uma de avançado).

Os cursos da Gibiteca de Curitiba, que custam R$40 por mês e têm a duração de quatro meses, já revelaram alguns grandes talentos dos quadrinhos curitibanos. Em um ano e meio (três semestres) é possível sair de lá desenhando e compondo histórias em quadrinhos. Estudantes que estão se preparando para o vestibular de artes também procuram pelos cursos de quadrinhos da Gibiteca de Curitiba para aperfeiçoamento.

Grandes nomes da HQ brasileira, como Laerte, Angeli, Glauco, Luiz Gê, Primaggio, Malavoglia amp; Garfunkel, entre outros, já estiveram na Gibiteca trocando informações com a nova geração de cartunistas. Aos poucos, artistas curitibanos também foram despontando no cenário nacional e hoje têm seus desenhos e histórias estampadas em jornais e revistas de todo o Brasil. Este é o caso de José Aguiar, Romolo DHipóltyto, André Caliman, RHS (Rafael Higino da Silveira) e Simone Hembecker.

Acervo - São 33 mil títulos e diversas coleções de gibis infantis, super-heróis, humor, terror, cartuns, fanzines, mangás e exemplares estrangeiros que fazem do espaço uma fonte valiosa para pesquisas.
A Gibiteca, além de construir seu próprio acervo por meio de compras e doações, que chegam a 60% dos títulos, dispõe de um cesto de trocas, que fica à disposição do público, onde são colocados os títulos repetidos. Dessa forma estamos também colaborando e incrementando coleções particulares, afirma, acrescentando que para a formação da Gibiteca de Quatro Barras foram doados 5 mil títulos, o que representa para eles 80% do acervo.

O espaço dispõe de todos os gêneros de histórias em quadrinhos, disponíveis somente para consulta e leitura no próprio local. De acordo com a coordenadora, a instituição não faz empréstimos nem para tirar cópias nem para levar para casa. Fazíamos empréstimos, mas decidimos mudar a política para melhor preservar o acervo, explica.

Comemoração - Para comemorar os 30 anos, a Gibiteca ganhará logomarca e nova fachada. E ainda receberá diversas homenagens durante a Gibicon nº1 Convenção Internacional de Quadrinhos, realizada pela Fundação Cultural de Curitiba em parceria com a Znort!, que reunirá durante quatro dias artistas nacionais e internacionais em palestras, exposições, oficinas, sessões de autógrafos e avaliação de portfólios. A abertura será no dia 25 de outubro, às 19h, no Solar do Barão.

Curso de Mangá (quadrinhos japoneses)
Horário: 14h às 16h (2ª feira)
Mensalidade: R$40 (duração 4 meses)
Curso de desenho HQ
Horário: 16h às 18h (6ª feira básico), 14h30 às 16h30 (sábado básico), 12h às 14h (sábado intermediário) e 17h às 19h (sábado avançado)
Mensalidade: R$40 (duração 4 meses)

PUBLICADO ORIGINALMENTE NO AGÊNCIA NOTÍCIAS

quinta-feira, 11 de outubro de 2012

Dia Nacional dos Zines

Na década de 1980 os fanzines no Brasil faziam as vezes das publicações lacunosas de HQ de autoria nacional. Foi nessa época que principiei a conhecer as tais publicações paratópicas (segundo Zavan), e já em meados da década oitentista, iniciei minha participação pelo zine Barata, que durou mais de 20 anos publicando quadrinhos, contos e poesias de uma maneira experimental e inovadora, editado por um grupo de universitários de comunicação da cidade de Santos e capitaneado por Flávio Calazans.

Foi meu ingresso nas HQ adultas e nas publicações, afinal! Um marco em minha vida que me levou a caminhos de descobertas e ampliações: na área das experimentações artísticas dos quadrinhos e nas dos fanzines e suas implicações respectivamente (tanto ao que tange o acadêmico como o artístico).

Aprofundando-me nesse métier fui percebendo o que deixou rastro na história do zine e da HQ nacional no Brasil, pois aqui os fanzines se estabeleceram muito pela aproximação das histórias em quadrinhos, ainda que no mundo inteiro essas revistas independentes paratópicas abordem temas diversos, sejam por meio de artigos e/ou artes como HQ, ilustrações, contos, poesias, contestações etc.

Leia mais, clicando aqui!

terça-feira, 9 de outubro de 2012

Jornada de estudos sobre os romances gráficos em Porto Alegre

Nos dias 19 e 20 de novembro, na PUC-RS, acontecerá a Jornada de estudos sobre os romances gráficos - Edição Porto Alegre.

O objetivo da jornada é incitar, de forma interdisciplinar, reflexões sobre o gênero das histórias em quadrinhos.

O evento é um desdobramento das atividades propostas pelo Grupo de Estudos em Literatura Brasileira Contemporânea da UnB, que já promoveu três edições da jornada e conta também com o apoio do Programa de Pós-graduação em Letras da UFRGS.

As inscrições para participação como ouvinte e para submissão de trabalhos estão abertas até o próximo dia 23 de outubro e são gratuitas.

Dentre os participantes, Paulo Ramos, Santiago, Paula Mastroberti, Daniel Galera, Fábio Zimbres, Edgar Vasques, Érico Assis e Rodrigo Dmart.

Para outras informações ou para participar, clique aqui.

PUBLICADO NO UNIVERSO HQ

Slide: Feminismos em quadrinhos

segunda-feira, 8 de outubro de 2012

LIVRO DE MAURICIO DE SOUSA LANÇADO NA ESPANHA



Um bilhão de revistas vendidas, edições em 18 idiomas e publicadas em 75 países são os dados que validam e definem a obra de Mauricio de Sousa, “O maior criador de histórias em quadrinhos do Brasil” - Foi esta a introdução feita na edição especial: “Mauricio de Sousa Un Mundo de Tebeo”, publicada pela Panini Editora Espanha. 

As aventuras dos personagens infantis, Mônica, Cebolinha, Piteco, Penadinho, Ronaldinho Gaúcho e Bidu, incluídas nessa edição antológica, prestam uma homenagem às histórias, aos personagens e, principalmente, a uma das maiores personalidades do mundo dos quadrinhos, o cartunista, animador e empresário Mauricio de Sousa, cuja produção representa 86% do mercado editorial infantil de quadrinhos do Brasil.

Durante sua carreira, o artista recebeu numerosos prêmios e distinções nacionais e internacionais, tanto por seu trabalho criativo quanto por suas contínuas ações sociais e humanitárias em prol das crianças. 

Marco Lupoi, o diretor editorial da Panini Comics, descreve Mauricio de Sousa como “Uma força da natureza, um criador de universos”.

Livro Mauricio de Sousa, Un Mundo de Tebeos
Formato:18x26cm96 páginas

Em protesto advogado protocola petição em quadrinhos nos EUA

Os juízes dos tribunais americanos poderiam alegar que já viram de tudo no trabalho. Menos uma petição — na qualidade de amicus curiae — escrita em formato de história em quadrinhos. O advogado Bob Kohn ficou inconformado com a ordem de uma juíza federal de Manhattan para reduzir o sua apresentação de 93 para cinco páginas. Mas um ditado popular o socorreu: "Uma imagem vale mais que mil palavras". 

Essa foi a explicação que Kohn deu ao blog Media Decoder, do jornal The New York Times. Segundo o blog e o jornal da ABA (American Bar Association), o advogado se meteu em uma briga de gigantes: Amazon versus Apple e cinco outras editoras. A disputa em questão era o preço dos livros eletrônicos (e-books). A Apple e as editoras alegaram que a Amazon estava tentando dominar o mercado, praticando preços abaixo do custo: US$ 9,99, enquanto a Apple e as editoras queriam cobrar de US$ 12,99 a US$ 14,99. 

Mas a briga do advogado não foi exatamente com uma das partes. Foi com o Departamento de Justiça dos EUA, que teria forçado um acordo entre as partes, favorecendo a Amazon. Muitos creditam isso a um fato que não está explícito no processo, mas que irritou muitos americanos: a Amazon tomou, há algum tempo, uma decisão que favoreceu tremendamente o governo americano: tirou do ar o site que arrecadava fundos para a Wikileaks, que publicou milhares de documentos que criaram constrangimentos para os EUA em todo o mundo. 

O Departamento de Justiça deu seu passo na dança e acusou a Apple e as editoras de conspirarem para aumentar os preços dos e-books. A narrativa do Departamento de Justiça, digna de uma novela sobre crimes do colarinho branco, segundo o Media Decoder, descreve encontros furtivos de executivos da Apple e das editoras em salas secretas de um dos restaurantes mais sofisticados de Nova York, para conspirar contra a Amazon. A narrativa descreve detalhes como o de os executivos terem combinado deletar duplamente os e-mails que trocassem entre eles, para não deixar pistas.

A Amazon já teve uma fatia de 90% do mercado de e-books. Hoje tem cerca de 60%. 

A história em quadrinhos cumpre, segundo o autor, que a chama de "novelette gráfica", as regras estabelecidas pelo tribunal. Elas requerem, por exemplo, que as letras tenham corpo 12 ou maior e que as margens tenham pelo menos uma polegada. A petição começa e termina como um documento comum. Apenas o arrazoado — jurídico ou nem tanto — se desenrola no formato de história em quadrinhos. 

Leia toda a reportagem e a petição completa, clicando aqui!

segunda-feira, 1 de outubro de 2012

NOVIDADES NA GIBITECA

Aproveitando que estamos com dinheiro em caixa, estamos tentando trazer mais revistas para a gibiteca, principalmente os lançamentos infantis. A partir de amanhã estarão disponíveis as seguintes revistas para leitura e empréstimo:










domingo, 30 de setembro de 2012

Histórias em quadrinhos são usadas para educação sexual

O grupo de Educação e Saúde  da Escola de Enfermagem e Farmácia da Universidade Federal de Alagoas (UFAL) apresenta neste fim de semana nos municípios de Palmeiras dos Índios e Penedo um projeto que enfoca a educação sexual por meio de histórias em quadrinhos. O projeto teve início em 2011 na cidade de Traipú e é coordenado pela professora Ruth França Cizino da Trindade.

Para a coordenadora, os gibis são considerados como ferramenta pedagógica “Os estudantes já estão familiarizados com os quadrinhos e para transmitir o conteúdo pensado de maneira mais lúdica e acessível tivemos a ideia dos gibis que foi inclusive muito bem aceita”, disse.

Os gibis são compostos por quatro volumes e enfoca os seguintes temas e títulos: “Puberdade: Algo acontece comigo”; “Fecundação: Meu corpo pode gerar uma vida?”; “Iniciação Sexual: Já estou pronto para iniciar minha vida sexual?”; e “Métodos Contraceptivos: Sou jovem e ainda não quero gerar uma vida!”.

Os quadrinhos já estão prontos para publicação e foram encaminhados à Edufal, para avaliação e distribuição. Eles ainda serão disponibilizados on-line para que se obtenha um alcance maior de leitores.

PUBLICADO NO PRIMEIRA EDIÇÃO

Evento de quadrinhos em Cuiabá terá participação de Lourenço Mutarelli

Durante os dias 2 a 4 de outubro, sempre às 19h, acontecerá, em Cuiabá/MT, um evento com o objetivo de promover bate-papos com mesas-redondas sobre o processo criativo das histórias em quadrinhos, nos quais os participantes também falarão de suas experiências pessoais.

Na próxima terça-feira, dia 2, o tema será A arte de fazer quadrinhos e os quadrinhos em Mato Grosso. Participam Gabriel de Mattos e Ricardo Leite (Ric Milk).

Na quarta, dia 3, é a vez de Lourenço Mutarelli e o processo criativo, com a participação do próprio autor.

Finalmente, no dia 4, será discutido Histórias em quadrinhos: história, leitura e educação, com as presenças de Gabriel de Mattos, Rosemar Coenga e Ariagda Moreira.
Nos três dias, a mediação dos debates será da Professora Dra. Yasmin Nadalf.
O evento acontecerá no Sesc Arsenal (Rua 13 de junho, s/nº, Centro Sul).
Quem comparecer poderá aproveitar e ver a exposição Quadrinhos em Revista, que acontecerá no local até o dia 28 de outubro e apresentará o que há de mais significativo na vasta coleção da escritora e doutora em Literaturas da Língua Portuguesa Yasmin Nadalf. A entrada é franca.

PUBLICADO NO UNIVERSO HQ

quinta-feira, 27 de setembro de 2012

VOCÊ JÁ ASSINOU A LEI DO QUADRINHO NACIONAL?

O projeto de Lei de Cota dos Quadrinhos Nacionais (2006), é de autoria do ex-deputado Simplício Mário. 

PROJETO DE LEI N.º 6581/06 Estabelece mecanismos de incentivo para a produção, publicação e distribuição de revistas em quadrinhos nacionais. 

Para ajudar a aprovar a lei basta ir em  http://www.peticaopublica.com.br/?pi=DQB

Saiba mais sobre o assunto, clicando aqui e aqui

Quadrinhos em revista


É a exposição que se encontra no SEC/Arsenal, da Acadêmica Yasmin Jamil Nadaf, associada da nossa Academia Mato-grossense de Letras, onde ocupa a Cadeira 38. 

Ela já nos presenteou com a exposição “Almanaque”, no ano passado, a qual nos encheu de saudade, a começar com a história do Jeca Tatu, de Monteiro Lobato. 

Na atual exposição a saudade, também, nos invade, uma vez que nos encontramos com os heróis da nossa criancice e juventude, sob o foco de estórias aliadas a elementos gráficos. 

Mas, de que estamos falando? Estamos falando de História em Quadrinhos, criadas por talentosos artistas ligados com a realidade do seu tempo e com a sociedade contemporânea. As HQ’s influenciaram na formação, na educação e na estruturação de ideias e do caráter pessoal do seu leitor. 

Representa mais do que a junção da literatura com figuras, interagem diversas áreas de arte, possibilitando formações expressivas que dizem respeito a temas e citações que envolvem a sociedade humana. Seus contos já fazem parte da história secular, assim como seus heróis representam muito das ideias da nossa era. 

Entretanto, a produção em série das histórias em quadrinhos só tornou-se possível no século XIX, com o nome de literatura em estampas ou romances com caricaturas; exerce, sobre as pessoas, poder de atração de desenhos e diálogos, independente de idade. 

A exposição da Acadêmica Yasmin - Quadrinhos em Revista -, destaca o relevante papel que as HQ’s conquistaram no contexto cultural, na sociedade e na História, com a participação de várias gerações brasileiras. 


Saiba mais, clicando aqui!

Notícia em quadrinhos

Quadrinho de ‘Palestina’, publicado originalmente entre 1993 e 1995, é o primeiro trabalho do ilustrador Joe Sacco, considerado o pioneiro do jornalismo em quadrinhos. 

Ótimo texto, publicado na revista Ciência Hoje, sobre jornalismo em quadrinhos, tanto para quem conhece quanto para tem curiosidade de saber o que é.  Vale a pena conferir clicando aqui!

O casamento da Mônica

Saiu até no telejornal, a coisa é mesmo séria! A revista chega nas bancas a partir de hoje. Aqui em Leopoldina, só segunda. Já pedimos para separar 03 exemplares para a nossa Gibiteca. Um só não vai dar conta, com certeza. Veja a chama em vídeo da revista n. 50 da Turma da Mônica Jovem.

Roteirista de John Constantine: Hellblazer vem ao Brasil para evento de quadrinhos


O inglês Jamie Delano virá ao 19º FestComix a convite da
Comix Book Shop e da Gal Editora para o lançamento de seu novo álbum

Conhecido e admirado pelos leitores da linha Vertigo, da DC Comics, o inglês Jamie Delano marcou época como o primeiro roteirista da revista Hellblazer, que trazia as aventuras macabras do bruxo e investigador sobrenatural John Constantine, um dos personagens favoritos dos leitores de quadrinhos adultos e de terror. Agora, os fãs brasileiros do roteirista terão a chance de conhecê-lo pessoalmente.

Delano vem ao Brasil a convite da Comix Book Shop e da Gal Editora para o lançamento de seu álbum em quadrinhos Nação Fora da Lei: Sangue entre Irmãos, que ocorrerá durante o evento FestComix, em 19, 20 e 21 de outubro em São Paulo. Mistura de faroeste moderno, suspense sobrenatatural e sátira social, o álbum conta a história de Story Johnson, um escritor de livros de aventura que volta aos Estados Unidos no início do século vinte e um, décadas após ter sido dado como morto nas selvas do Vietnã. Enquanto cruza o país para encontrar sua família, formada por foras da lei imortais que lutam contra o governo, Story descobre que os Estados Unidos tornaram-se um império decadente, dominado pelas grande empresas, pela televisão e por valores morais equivocados e corrompidos. Lançada originalmente pelo selo Vertigo, da DC Comics, e trazendo desenhos dos croatas Goran Sudzuka e Goran Parlov, a série Nação Fora da Lei é considerada por muitos como a obra-prima de Jamie Delano.

Nascido em Northampton, no leste da Inglaterra, em 1954, Jamie Delano lançou-se no mercado de quadrinhos britânico escrevendo títulos como Night Raven, Doctor Who e Capitão Bretanha. Mas logo se tornou um dos nomes mais importantes da chamada "Invasão Inglesa" ao mercado de quadrinhos norte-americano na década de 1980, ao lado de Alan Moore, Neil Gaiman, Grant Morrison e Peter Milligan. Para as editoras americanas, Delano escreveu histórias de personagens consagrados como John Constantine (foi roteirista regular da revista Hellblazer durante suas primeiras quarenta edições); Batman e Homem-Animal. Mas também criou séries próprias de grande sucesso entre público e crítica, como Visões de 2020, Mundo sem Fim, Hell Eternal: Inferno em Vida e Cruel and Unusual. Um de seus últimos trabalhos para o mercado de quadrinhos, a série sobre piratas, Rawbone, teve capas pintadas pelo brasileiro Felipe Massafera.

Durante os três dias do FestComix, Jamie Delano participará de conversas com a imprensa, de um bate-papo com os leitores e de sessões de autógrafos. Em conversa por e-mail com o editor da Gal, Maurício Muniz, o autor sobre sua vinda ao Brasil:

- Fico agradecido pela simpática recepção ao meu trabalho no Brasil e estou ansioso por visitar São Paulo e conhecer os leitores no FestComix. E os interessados são bem-vindos a me seguir pelo twitter @jamiedelano.

Organizado por Jorge Rodrigues, da Comix Book Shop, o Fest Comix é o maior evento de quadrinhos do Brasil, com venda de milhares de revistas e álbuns a preços promocionais, exposições, convidados nacionais e internacionais, cosplayers, palestras e debates que atraem um grande público anualmente, vindo de todas as partes do Brasil.

Com cinco anos de existência, a Gal Editora tem trazido ao Brasil alguns dos mais importantes títulos de quadrinhos independentes e adultos, como Fracasso de Público, Mundo Fantasma, Lôcas (Love and Rockets) e Três Dedos: Um Escândalo Animado.

Serviço:
Lançamento do álbum Nação Fora da Lei: Sangue entre Irmãos (Gal Editora), com presença do autor, Jamie Delano
Evento: 19º Fest Comix
Data: 19, 20 e 21 de outubro de 2012
Horário: das 10h às 21h (dias 19 e 20) e das 10h às 18h (dia 21)
Local: Centro de Eventos São Luis (Rua Luis Coelho, 323 - Próximo ao Metrô Consolação)