sexta-feira, 13 de março de 2009

DOIS ANOS DO BLOG DA GIBITECA


No dia 03 de março de 2007 eu comecei a postar neste blog> Não sabia muito bem como fazer as coisas, mas fui aprendendo, observando outros colegas professores que fazem parte do grupo Blogs educativos e a coisa foi tomando forma.

Infelizmente, o trabalho e o desgaste com a organização do Seminário de Educação que vai haver aqui em Leopoldina na próxima semana fizeram com que eu esquecesse do aniversário do Blog... Sou uma desnaturada, eu sei! Mas antes tarde do que nunca!
Feliz aniversário de dois aninhos para p blog da Gibiteca!!!

quinta-feira, 12 de março de 2009

Quadrinhos são novo filão do mercado

A linguagem dinâmica das HQs ajuda a estimular no aluno o gosto pela leitura

Desde os tempos do colégio, André Diniz gostava de desenhar. Apostou na sua arte e encarou o desafio de sobreviver de sua paixão: as histórias em quadrinhos. Desde 2000, trabalha profissionalmente e está vivendo o boom do setor. No ano passado, levou a ideia de uma série de história geral em HQs para uma editora e se surpreendeu. A encomenda foi de 12 livros de uma só vez: quatro de história geral, quatro de história do Brasil e quatro de filosofia.

– O mercado acordou para o potencial do quadrinho como linguagem. Ele é o que se quiser, é só um desenho. E está virando um filão de mercado – diz André, 33 anos, roteirista e coordenador da coleção História e Filosofia em HQs, da editora Escala Educacional.

Conforme o desenhista, muitas editoras estão valorizando os desenhistas e produzindo HQs para a educação. Um mercado que não existia até pouco tempo.

– É mais fácil para o aluno se envolver em uma linguagem dinâmica – diz.

Entre os 12 livros, lançados em 2008, a Guerra dos Farrapos mereceu destaque do desenhista como uma HQ “especialmente gostosa de fazer”.

– Que tema fascinante. Digna de um filme épico, daqueles de tirar o fôlego.

Fonte: http://zerohora.clicrbs.com.br/zerohora/jsp/default2.jsp?uf=1&local=1&source=a2433511.xml&template=3898.dwt&edition=11877&section=1043

Este mês usei a HQ do André "Ponha-se na Rua", com meus alunos do nono ano, para trabalhar a vinda da família real para o Brasil. O resultado foi bem positivo e pôde ser notado na hora da avaliação: questões referentes à HQ praticamente não tiveram erros.

Governo escolheu 23 HQs para distribuir nas escolas


O que posso dizer?
Aqui ainda não recebemos nada...

A adaptação de O Alienista, de Machado de Assis, dos irmãos Fábio Moon e Gabriel Bá, é uma das 23 histórias em quadrinhos (HQs) que o Ministério da Educação (MEC) distribuirá neste ano para escolas públicas do país. Criado em 1997, o Programa Nacional Biblioteca da Escola (PNBE) ignorou HQs por 10 anos. Em 2007, 14 obras entraram na lista. Desde então, o número vem aumentando. Foram 16 em 2008 e, em 2009, a participação é de 23 publicações que estão entre os 600 títulos escolhidos para chegar às escolas este mês.

Conforme o diretor de Políticas de Formação, Materiais Didáticos e de Tecnologias para Educação Básica do MEC, Marcelo Soares, as HQs são estratégicas para desenvolver o prazer e o gosto pela leitura. Na avaliação do ministério, texto, imagens, balões, ordem das tiras e onomatopeias das HQs contribuem significativamente para a independência do leitor na interpretação dos textos. Além disso, o universo dos quadrinhos faz parte das experiências cotidianas dos alunos, uma linguagem reconhecida bem antes de a criança passar pelo processo de alfabetização.

Fonte: http://zerohora.clicrbs.com.br/zerohora/jsp/default2.jsp?uf=1&local=1&source=a2433512.xml&template=3898.dwt&edition=11877&section=1043

terça-feira, 10 de março de 2009

Recebemos nova doação de quadrinhos

Recebemos ontem uma nova doação de quadrinhos para a Gibiteca. E não foi uma doação comum. Foram 25 gibis, novos, doados por Nuno Filipe Venâncio, que trabalha para a Panini e para a Editora Devir.

Ele doou um material maravilhoso ao qual dificilmente teríamos acesso, tanto pelo valor quanto pela distribuição (não recebemos nas bancas tudo que circula pelo Brasil e muitos dos álbuns que recebemos só são encontrados em boas livrarias).

Dentre as HQs doadas estão álbuns de luxo da Turma da Mônica (foi só eu colocar na prateleira que já foram emprestados a alunos ontem mesmo), da Luluzinha (doi álbuns), além de lançamentos como o Circo de Lucca e muitos outros.

Não há como descrever a alegria de alunos e professores quando viram a novidade. Eu mesma fiquei eufórica e tenho certeza que as HQs serão (na verdade já estão sendo), disputadíssimas!


Instituto Cervantes de São Paulo homenageia Ziraldo (SP)

O Quadrinho Iberoamericano: Homenagem a Ziraldo, evento organizado pelo Instituto Cervantes de São Paulo, acontecerá na capital paulista entre os dias 23 e 28 de março no Instituto Cervantes, no Grande Auditório do Masp e na HQMIX Livraria.

A Espanha concedeu a Ziraldo, em dezembro de 2008, o Prêmio Iberoamericano de Humor Gráfico Quevedos, pelo compromisso social e grande repercussão internacional de seus trabalhos. Haverá exposição, oficinas, palestra, mesa-redonda e lançamento com sessão de autógrafos; participarão do evento dois convidados internacionais: os cartunistas Javier de Isusi (Espanha) e NIK (Argentina).

Todas as atividades terão entrada franca. Mais informações sobre o evento pelo telefone (11) 3897-9609. Confira a seguir a programação completa.

Dia 23/03, às 19h30

Palestra de abertura: Quadrinhos e redemocratização – a Espanha abre os caminhos, com Eloar Guazzelli Filho
Local: Auditório do Instituto Cervantes (Av. Paulista, 2.439 - Metrô Consolação)

Dias 24 a 28/03, de terça a sexta, das 8h às 21h, e sábados, das 9h às 15h
Exposição O Quixote no Quadrinho Brasileiro, por Caco Gallardo e Bira Dantas
Local: Espaço Cultural do Instituto Cervantes (Av. Paulista, 2.439 - Metrô Consolação)

Dia 24/03, às 20h
Mesa-Redonda O Quadrinho Iberoamericano: Homenagem a Ziraldo, com Javier de Isusi, NIK e Ziraldo - mediação de Gualberto Costa
Local: Grande Auditório do MASP (Av. Paulista, 1.578)

Dia 25/03. das 19h às 21h
Oficina de Quadrinhos com NIK
Local: Auditório do Instituto Cervantes (Av. Paulista, 2.439 - Metrô Consolação)
Inscrições pelo e-mail cultsao2@cervantes.es

Dia 26/03, das 19h às 21h
Oficina de quadrinho com Javier de Isusi
Local: Auditório do Instituto Cervantes (Av. Paulista, 2.439 - Metrô Consolação)
Inscrições pelo e-mail cultsao2@cervantes.es

Dia 27/03, às 19h30
Noite de autógrafos com Javier de Isusi
Local: HQMIX Livraria (Praça Roosevelt, 142, Centro)

Fonte: http://www.bigorna.net/index.php?secao=noticias&id=1236685088

segunda-feira, 9 de março de 2009

Lei Maria da Penha em quadrinhos

No último dia 6 de março, em solenidade realizada na Faculdade de Direito da Universidade de São Paulo, a Academia Paulista de Magistrados lançou a Cartilha Maria da Penha, um material didático em quadrinhos que explica a Lei Maria da Penha, orienta sobre os direitos da mulher e registra as mais significativas conquistas femininas.

Publicada com apoio do Tribunal de Justiça do Estado de São Paulo, da Associação Paulista de Magistrados e da Escola Paulista da Magistratura, a HQ institucional foi escrita pelo juiz Richard Francisco Chequini e será distribuída a crianças e jovens do ensino fundamental de escolas públicas municipais e estaduais, além de ONGs, bibliotecas e outras entidades. Foram impressos 200 mil exemplares.

O objetivo da iniciativa é fazer com que esse público leitor seja multiplicador dessas informações em sua casa.

A lei federal de número 11.340, conhecida como Lei Maria da Penha, entrou em vigor no dia 7 de agosto de 2006 e criou mecanismos para evitar e punir com rigor a violência doméstica e familiar contra as mulheres.

Fonte: http://www.universohq.com/quadrinhos/2009/n09032009_03.cfm

domingo, 8 de março de 2009

Dia Internacional da Mulher

Acordei hoje pensando no que eu postaria no blog para comemorar o Dia Internacional da Mulher. A primeira coisa que fiz foi pesquisar na Internet algo que relacionasse as mulheres com os quadrinhos. Alguma homenagem já feita ou algo do tipo. Encontrei algumas charges e algumas matérias feitas em sites especializados.

As charges faziam crítica à hipocrisia da sociedade em relação aos direitos das mulheres, as ilustrações só mostravam personagens (geralmente heroínas) em poses sensuais ou quase nuas.

As colegas de gênero que me perdoem, mas Dia Internacional da Mulher me empolga tanto quanto dia do Índio, dia dos Pais, dia das Mães, etc... Se precisamos ter um dia para lembrar das pessoas, suas lutas e seu papel social, a coisa realmente não está bem.

Mas vou aproveitar o foco que é dado a esta data para falar um pouco das mulheres dos quadrinhos. Mas não garanto que vá falar o que todas (ou todos) gostariam de ouvir.

Elas estão lá, há mais de um século, em todos os gêneros, para todas as idades. São sempre carinhosas as nossas heroínas, sempre prontas a se sacrificar e entregar a vida pelos homens e pelos filhos. São as eternas namoradas e noivas (como a Minie e a Margarida), que dependem da figura masculina para se completar.

As vezes elas se rebelam, mostram maturidade, assumem comando da situação, para depois preferir retornar a seu papel secundário. Às vezes elas salvam o dia, mas sempre parecem estar motivadas em confirmar as expectativas que as outras pessoas tem em relação a elas.

Se pensam em si e não ouvem os homens, são teimosas e egoístas e elas que se preparem: vão pagar um preço alto por isto.

Se são super poderosas, fortes e invencíveis isto não as impede de fraquejar. Acabam quase sempre sendo salvas pelos protagonistas masculinos nas horas mais críticas. Os quadrinhos parecem ser feitos para os homens e elas estão lá apenas para ornamentar, com seus uniformes colantes, peitos e bundas bem definidos.

Quando são vilãs, são megeras impiedosas que seduzem os mocinhos. Pobrezinhos deles, tão puros...

Mas há mulheres e mulheres e nos quadrinhos a gente pode encontrar aquelas que mostram a cara sem medo e se rebelam contra os grilhões do machismo. De mulheres fortes que enfrentam os preconceitos, invadem e se fixam no mundo masculino sem se importar com os rótulos. Nos quadrinhos temos um pouco de tudo e isto me consola em alguns momentos.

Não somos mais só as mulheres dóceis e amorosas ou simplesmente as maldosas vilãs. Estamos sendo um pouco mais que isto. E como na sociedade real, estamos ganhando nosso espaço, apesar da violência e da resistência.

Não se iludam a violência está aí, presente não apenas nos ações, mas principalmente nas palavras. Palavras que nos rebaixam, que nos isolam, que nos humilham e nos fazem pensar que não somos atores sociais capazes de agir e pensar.

E não estou falando apenas de religiões fundamentalistas que oprimem as mulheres. Esta é uma realidade que infelizmente independe de fronteiras culturais. Está espalhada por aí, em todos os círculos sociais, em todos os países. Mulheres são assediadas, exploradas, humilhadas, violentadas e vendidas como escravas sexuais. Nem todas reagem, pois quando se é tratado como coisa acaba-se acreditando que se é uma coisa, um objeto.

Negar a coisificação das mulheres é fechar os olhos para a realidade, assim como tampar os ouvidos para suas reivindicações é um crime contra a humanidade.

O mundo não está dividido entre mulheres e homens. O mundo é para as mulheres e os homens. Ao invés de lutar para mostrar quem é o mais forte, por que não unir forças para viver melhor?

Então um feliz e reflexivo Dia Internacional da Mulher e que ele dure mais 364 dias.


sábado, 7 de março de 2009

Reforma ortográfica: dica da Raquel Brigatte









Creio que seria legal trabalhar as tirinhas da reforma com os alunos na sala de aula. Ela está aí e não há o que se fazer a respeito disto. Mas todo debate em torno do assunto é válido e necessário, afinal, estaremos todos sendo afetados com as mudanças.

Acho pior para os professores do Fundamental II, que estão recebendo alunos que foram alfabetizados nas regras antigas e que tem pouca maturidade - na minha opinião -, para entender a mudança por si só. E não me refiro apenas aos professores de língua portuguesa. Todos os conteúdos trabalham com a palavra escrita, portanto, é uma questão de interesse geral.

Assim, mais do que dizer que jiboia não tem mais acento, é preciso esclarecer o porquê da mudança e a forma como ela vai afetar o ensino da língua. Simplesmente dizer que "não se escreve mais assim", seria banalizar o tema e alienar o aluno, que pode não está amadurecido, mas é um ator social e, portanto, ser pensante e ativo da sociedade.

Clique em cima da imagem para ampliar. Para saber mais sobre a reforma, clique aqui.

Leilão por HQ que lançou Super-Homem já passa de US$ 277 mil


Matéria indicada pela Prof. Thaiza.

Nova York, 6 mar (EFE) - O leilão por uma cópia rara do primeiro número da revista em quadrinhos "Action Comics", que lançou o Super-Homem como super-herói, já passa de US$ 277 mil, apesar de ainda restar uma semana para seu fim.

Trata-se de um exemplar muito cotado por colecionadores, já que o primeiro número da "Action Comics" foi publicado em 1938 e, desde então, acredita-se que não muito mais de 50 cópias tenham restado.

Embora o leilão organizado no site "Comic Connect" tenha começado na sexta-feira passada com uma oferta mínima US$ 1, acredita-se que o preço final seja muito mais alto. O ganhador poderá pagar pela raridade em seis vezes sem juros.

Por enquanto, 44 ofertas foram apresentadas e a mais alta foi de US$ 277.300, embora só termine em 13 de março o leilão por uma revista que, quando saiu há mais de 70 anos, não custava mais de US$ 0,30.
Na revista, que quando saiu ao mercado era uma antologia, se apresentou pela primeira vez o Super-Homem, um dos maiores ícones da cultura americana.

Por isso, a "Action Comics" é considerada a primeira da história em quadrinhos a ter um super-herói, o que explica a grande atenção despertada entre fãs do gênero.

Em 1992, outra cópia da mesma revista foi vendida por US$ 82.500.

Fonte: http://jovem.uol.com.br/ultnot/efe//ult2724u168.jhtm

quinta-feira, 5 de março de 2009

Exposição de Artes em Homenagem ao dia da Mulher (PE)


Vinte alunos, entre sete e 70 anos, da Oficina de Artes Visuais da Escola Municipal de Artes João Pernambuco, na Várzea, estão participando, a partir desta quinta-feira (05), de uma exposição de desenhos e pinturas em homenagem ao Dia Internacional da Mulher, comemorado no próximo domingo (08). A mostra “Coisas de mulher? – do mito ao micro sem tirar o pé da cozinha” vai estar aberta ao público, na galeria de arte da escola, das 10h às 22h, retornando, no mesmo horário, nos dias 9, 10 e 11 de março.


Utilizando técnicas variadas, como aquarela, gravuras, guache e pastel, os trabalhos foram produzidos a partir do projeto didático vivenciado em sala de aula nas duas últimas semanas, quando as questões de gênero foram amplamente discutidas e expressadas pelos alunos. “São cerca de 30 desenhos e pinturas em papel que retratam a visão dos estudantes sobre a condição da mulher na sociedade atual, o que inclui violência, resistência, solidariedade, amor, entre outros temas”, explica a professora de Artes Visuais da João Pernambuco, Vilma Carla.


De acordo como Vilma, a escolha das obras não levou em consideração apenas a qualidade da produção, mas a adequação e sensibilidade ao enfoque do universo feminino. “O resultado ficou bastante original e vale a pena ser visto”, finalizou a professora, lembrando que atualmente estão matriculados na Oficina de Artes Visuais cerca de 60 estudantes.


A Escola Municipal de Artes João Pernambuco fica na Rua Barão de Muribeca, 116, na Várzea, telefones: 3232.4703 – 3232.4704. Mais informações com o diretor da Escola, Abraão Marreira – 8806.3592.


Fonte: http://zinebrasil.wordpress.com/

terça-feira, 3 de março de 2009

A Nova Fronteira: trabalhando Guerra Fria com personagens dos quadrinhos


Nem sempre é fácil aparecer alguma material em vídeo que possa ser usado nas escolas para trabalhar temas mais atuais da nossa história, como a perseguição a intelectuais e artistas que caracterizou o Marcathismo e a perseguição quase paranoica aos inimigos da "democracia". Era uma época em que ser diferente e ter ideias diferente era perigoso.

É o caso do filme em animação da Liga da Justiça. a Nova Fronteira. A HQ foi
HQ publicada no Brasil em 2006 como uma minissérie em duas edições, escrita e desenha Darwyn Cooke. O víode veio logo depois. A história em si é muito mais do que uma aventura com super heróis. Ela mostra de forma adulta e em algumas passagens, bem profunda, as ansiedades, medos e dilemas de uma época.

Tem uma abordagem política e, para os fãs mais velhos, desperta uma certa nostalgia, remetendo aos grandes clássicos da Era de Prata. O filme fala sobre a intensificação do sentimento anticomunista nos Estados Unidos, resultando até em paranóia, o que leva o governo a ir contra os super-heróis, com a desculpa de que não é possível confiar em homens mascarados, que podem muito bem ser espiões. A geração anterior de heróis sai de cena, mas uma nova começa a surgir bem a tempo de enfrentar uma ameaça grandiosa, conhecida como O Centro. Diversos heróis tentam ligar as pistas que apontam tal ameaça, ao mesmo tempo em que têm que se proteger de seu próprio governo.

Mas outras questões que vão além da política e atingem as diferenças de gênero. Numa das primeiras cenas aparece a Mulher Maravilha comemorando em um cabana o assassinato de soldados coreianos, que haviam invadido uma aldeia, matado os homens e as criança, aprisionado e violentado as mulheres. Ela as liberta e permite que façam justiça com as próprias mãos. Dá para perceber que não é um filme de criança.

Eu sugiro que assistam. Já pode se encontrado em locadoras e pode ser comprado em lojas especializadas ou pela Internet (o preço varia entre 20 e 30 reais). Acho que para professores de história é um bom material de trabalho e que pode render alguns pequenos projetos de aprendizagem. Pretendo usá-lo com meus alunos do nono ano, quando entrarmos no tema. Professores de Geografia também podem utilizar a animação e o quadrinho, para trabalhar geopolítica.

O que foi o Marcathismo?

Entre os anos de 1948 até os finais da década de 50, os Estados Unidos conviveram com um movimento político anticomunista chamada de "Marcathismo" encabeçado pelo senador republicano Joseph McCarthy, que se caracterizou pela perseguição implacável a todos os comunistas e simpatizante com base principalmente na delação.

Muitas pessoas ligadas a indústria cinematográfica e outros intelectuais da época - inclusive artistas e roteiristas ligados aos quadrinhos - passaram a ser perseguidos por essa lei, que os impediam de trabalhar nos Estados Unidos. Alguns dos perseguidos foram Einstein, Chaplin, Brecht, Robert Taylor, Humprey Bogard, entre muitos outros, fazendo com que muitos deixassem o país a procura de trabalho em outro local.


Por fim McCarthy ultrapassa os limites e investe violentamente contra o próprio governo republicano e o exército, convocando generais e submetendo-os a interrogatórios vexatórios. Aproveitando a chance os setores democráticos e liberais, com o apoio da esquerda socialista passam a atacar o "marcathismo" violentamente e até pela imprensa que até então o apoiara. O "marcathismo" é condenado por ampla maioria no senado e assim acaba desaparecendo aquele cenário obscuro e tão trágico na história norte-americana.


domingo, 1 de março de 2009

Texto interessante sobre fanzines (gibis artesanais)

Revistas artesanais sobrevivem

Do inglês, magazine quer dizer revista e fanatic, fã, fanático. A aglutinação destes dois termos resultou numa mania: o fanzine. Com aspecto de ficção científica e histórias em quadrinhos, a espécie de revista de bolso teve origem nos Estados Unidos por volta de 1929, mas o ponto alto se deu na França, durante os movimentos de contracultura, em 1968, quando as pessoas utilizavam o fanzine como ferramenta ampla de comunicação de baixo custo. No Brasil, começou também na década de 60. Hoje, na era da internet, versões em xerox e feitas artesanalmente ainda circulam.

O publicitário Marco Paulo Guimarães Henriques é o editor-chefe do “Páginas Vazias”, que existe desde 2002 e, recentemente, lançou sua versão eletrônica. Distribuída gratuita e trimestralmente em cidades do Triângulo Mineiro e em capitais como São Paulo, Rio de Janeiro, Curitiba, Fortaleza e Natal, “Páginas Vazias” é pensada por publicitários, historiador e arquiteto.

“O vimos como meio de comunicação independente, livre para abordar diversos assuntos. Nós pensamos em algo mais criativo, com melhor acabamento e, ao longo dos anos, o zine foi evoluindo e atingindo um público cada vez maior por não sermos partidários. No início era mais voltado para a música, mas abrimos o leque e hoje falamos de diversos assuntos”, disse Marco Paulo.

Ele conta que o nome foi sugestão de um amigo, defendida por ele, já que os pais não eram a favor das atividades que o filho desenvolvia. “Eu tenho banda, mexo com zine etc. Para eles, isso eram páginas vazias mesmo, perda de tempo. Achei legal e ficou como uma crítica: será que são paginas vazias?”

As edições possuem anúncios, patrocínios e participação de vários colaboradores e o fanzine possui diversos canais de comunicação com os leitores, como myspace, orkut e fotolog.

Segundo o editor chefe, o retorno financeiro não existe. “Fazemos por prazer, é um hobby. Todos da equipe têm seus trabalhos, mas o Páginas Vazias nos proporciona muitos contatos, conhecer pessoas. Já enfrentamos problemas por falta de dinheiro na hora de imprimir e outros detalhes, mas está tomando uma proporção que não imaginávamos. Tenho pretensão de, no futuro, transformá-lo numa revista.”

“Tupanzine” está na 57% edição

O “Tupanzine”, fanzine de Brasília que apareceu em 1994 e ainda ativo, foi criado pelo funcionário publico Ricardo Tubá e é considerado um dos mais antigos. Antes dele, em 1988, Tuba desenvolvia o “The Best of”, uma lista dos melhores e piores (discos, bandas). Seis anos depois, surgiu o “Tupanzine”, muito mais abrangente.

Na sua 57o edição, possui periodicidade variável (média de três números por ano) e é distribuído gratuitamente em Brasília, Porto Alegre e São Paulo. Para o funcionário público, a arte é levada como uma brincadeira cheia de gozação e sátiras de bandas independentes.

No início, havia amigos envolvidos no processo de criação, mas há um bom tempo ele faz o trabalho apenas com colaboradores. “Antes era praticamente no xerox e artesanal, mas agora há uma versão mais sofisticada, com tiragem que chega a 1,2 mil cópias. É impresso em folha A4, mas não chega a ser revista, porque muitas pessoas preferem o estilo de montagem. Não tenho ambição de virar revista, quero continuar neste esquema mais light. `Tupanzine` não envelheceu e continua atingindo grande público, que vai de adolescente até professores”, disse Tubá.

“Zine Grito” aborda temas polêmicos

A primeira edição do “Zine Grito” foi lançada timidamente com apenas 10 cópias em novembro de 2005. Hoje, a criação do especialista em informática Matheus Araújo Aguiar está na 13a edição. Sem uma periodicidade fixa, o fanzine aborda temas sobre meio ambiente, política e desigualdade social. “Eu queria que fosse algo pessoal, onde eu pudesse expressar livremente o que penso, minhas ideias. Daí o nome ‘grito’, pois é o meu desabafo.”

Produzido em uma folha A4 dobrada ao meio, Matheus desenvolve os textos e os desenhos quase sempre a lápis ou a caneta para depois xerocar cerca de 150 cópias e distribuir gratuitamente em shows e entre amigos de faculdade. “Uso colagens, mas faço tudo a mão, raramente digito, prefiro seguir este formato e espero que fique até como exemplo para outras pessoas experimentarem o fanzine. Comecei pela vontade de influenciar as pessoas, de criar um ponto de influência alternativa, que não tivesse qualquer vínculo, e então fui ganhando segurança e tenho projeto de fazer outros zines, crescer nesse universo.”

Saiba mais:

Fanzine é uma revista editada por um fan (fã, em português). Trata-se de uma publicação despretensiosa, eventualmente sofisticada no aspecto gráfico, dependendo do poder econômico do respectivo editor (faneditor). Engloba todo tipo de tema, com especial incidência em histórias em quadrinhos (banda desenhada), ficção científica, poesia, música, feminismo, cinema, jogos de computador e videogame em padrões experimentais.

Dica:

Leia o livro Fanzine, de Edgard Guimarães, publicado pela editora Marca de Fantasia. Ela traz orientações básicas para quem quer investir quadrinhos independentes.

Fonte: http://www.correiodeuberlandia.com.br/texto/2009/02/28/35390/revistas_artesanais_sobrevivem.html

Artigo sobre adaptações de literatura para quadrinhos

Memórias em quadrinhos


Michelle Ferret

Em plena crise no mercado editorial dos quadrinhos, a editora Escala Educacional lança duas obras nesse mar turvo. “Memórias Póstumas de Brás Cubas” e “O Triste Fim de Policarpo Quaresma” foram adaptados, respectivamente, pelas mãos dos desenhistas Sebastião Seabra e Francisco Sebastião Vilachã.

Transformar características peculiares como a falsidade de Marcela, o egoísmo de Quincas e a vaidade de Virgília foram os caminhos para que Seabra percorresse em 40 páginas uma história densa e repleta de detalhes traçados a lápis. Para o desenhista, esse é um dos caminhos mais difíceis de ser percorrido por um quadrinista. “A primeira produção da obra ficou restrita em 40 páginas e tive que cortar alguns personagens. Meu guia foi minha esposa, a roteirista Maria Sônia Barbosa. Ela digitou as páginas em quadrinhos com descrição de temas e legendas e eu segui esse roteiro. Fui cortando as histórias, vestindo as roupas, desenhando um detalhe ou outro e assim o livro foi elaborado”, contou o ilustrador Sebastião Seabra.

Seabra e Vilachã utilizaram basicamente os mesmos materiais para compor as obras. O primeiro processo é o esboço em folha A4 com grafite. “Esboço todos os desenhos com lápis 2b, defino os detalhes com lapiseira 03 e os contornos trabalho com 01 a 08. Para preencher as figuras, utilizo canetinha para retroprojetor. Depois de pronto, escaneio o desenho e coloco num programa para editar a página e faço as letras e os balões lá. Assim ela fica pronta em preto e branco e é colorido diretamente no computador. Depois de pronto, enviamos para as editoras por e-mail”, explicou o ilustrador Seabra.

Enquanto ele contava o processo mágico da elaboração dos quadrinhos, Seabra lembrou que antigamente os ilustradores apenas enviavam os desenhos e as editoras se encarregavam de finalizar. “Hoje em dia o ilustrador faz todo o processo. Inclusive os balões com os textos”, acrescentou.

Para a obra “Memórias Póstumas de Brás Cubas”, Seabra conseguiu criar sete páginas por dia. “Como esse trabalho no Brasil é mal pago, a gente termina ficando com um tempo esgotado por fazer diversas outras coisas. Um trabalho como esse gira em torno de um a dois dias por página”, disse.

“O mercado de quadrinhos acabou no Brasil”

Essa é a frase do ilustrador Sebastião Seabra, que começou a publicar tiras de jornal e em revistas em quadrinhos ainda na década de 70 e participou de todo o processo de retrocesso dos quadrinhos. Ele que criou o personagem “O Vingador Mascarado” pela editora Phenix, hoje participa com tristeza da realidade que os ilustradores brasileiros se encontram. “O mercado de quadrinhos no Brasil acabou. A tecnologia é culpada de muitas coisas, mas no caso específico dos quadrinhos, diversas coisas vieram de bandeja. Há anos esse mercado é dominado por pessoas que não são da área. O mercado de quadrinhos foi muito rico. Na década de 70, eu vi editoras gerarem 100 mil cópias por mês, de uma só revista de heróis. E hoje em dia se vende no máximo 12 mil cópias, é uma venda muito baixa e uma triste realidade”, desabafou Seabra.

Ele acredita que os “editores medíocres” acabaram com o mercado. “Justificar essa falta total de leitores só pode ser com as porcarias que abarrotam as bancas hoje em dia. Esqueceram a qualidade”.

Seabra sobrevive hoje graças a atitude de editoras alternativas. “Existem autores hoje que estão fabricando suas próprias revistas, e é isso que está fazendo os quadrinhos sobreviverem. São pessoas dignas e está indo tudo muito bem. Há quase um ano estou trabalhando só para eles”, comentou.

Seabra, que já conviveu com grandes nomes do mercado de quadrinhos, hoje se diz “envelhecendo junto com o mercado”. “Nos anos 70 eu sabia que o mercado era bom e tinha idéia de que em 40 anos ficaria bom. E hoje percebo que ficou 10 vezes pior do que era. É um retrocesso absurdo”, finalizou.

Bate-Papo

Vilachã “Fui praticamente alfabetizado com os quadrinhos” diz

Para falar um pouco mais sobre o processo de criação em quadrinhos na obra “O Triste Fim de Policarpo Quartesma”, o ilustrador Francisco Sebastião Vilachã conversou com o VIVER.

Como foi o processo de criação da ilustração de “O Triste Fim de Policarpo Quaresma”? Por ser uma obra densa e com alto teor crítico, como você observou isso? Isso está revelado na ilustração?
Vilachã: Eu fui criado num subúrbio do Rio de Janeiro, cenário dos contos e romances do Lima Barreto, que eu procurei retratar numa seqüência de quadrinhos, em que é mostrado esse ambiente onde “além do namoro epidêmico e do espiritismo endêmico... o mais característicos são as casa de cômodos”... e outras mazelas, que vem se perpetuando ao longo do tempo...

Quantas vezes você precisou ler a obra? Teve acesso a outras linguagens senão a literatura?
No “Triste Fim de Policarpo Quaresma”, por ser um romance, contei com a ajuda do roteirista Ronaldo Antonelli...nas minhas adaptações de contos como “A Causa Secreta” e mesmo numa novela como “O Alienista”, eu lia pelo menos, três vezes a obra, e no “Policarpo” eu li apenas uma vez, antes de receber o roteiro pronto, e começar a quadrinização. Tanto no cinema quanto nas novelas de época, venho encontrando boas referencias para o meu trabalho de recriação de cenários e figurinos.

Qual o trabalho mais próximo você já fez em relação a este?
Foi na quadrinização do romance “O Cortiço”, também a partir de um roteiro do Ronaldo.

Ser autor de quadrinhos é como ser co-autor ou autor principal das obras. Como você analisa isso? A força que os quadrinhos tem no Brasil e no mundo?
Toda a minha pretensão ao quadrinizar uma obra é que ela crie uma empatia com o leitor a partir da primeira página e sempre vá para página seguinte, envolvido com os personagens, cenário, enfim... toda a atmosfera... respeitando sempre a linguagem do autor. Claro que existem desenhistas mais personalistas, que se vêem como autor principal e fazem adaptações “mais livres”, em que o autor de fato, fica como uma referencia distante, o que eu também acho válido.

Como muitos da minha geração, eu fui praticamente alfabetizado com os quadrinhos, e ainda bem “moleque”, eu me maravilhava com as adaptações dos clássicos em revistas como “Epopéia” e Edições Maravilhosas”, depois todo um universo de fantasia povoado por dezenas de seres extraordinários. Gibis e mais gibis, fazendo a alegria de leitores de todas as idades pelo mundo afora...

Fonte: Tribuna do Norte

quinta-feira, 26 de fevereiro de 2009

Cursos especiais na escola Impacto Quadrinhos


A Escola Impacto Quadrinhos (Rua Primeiro de Janeiro, 276 - próximo ao Metrô Santa Cruz - São Paulo/SP) apresenta seu calendário de eventos especiais.

São workshops rápidos com profissionais da indústria de quadrinhos. Os melhores alunos já terão acesso e a possibilidade de agenciamento com o Estúdio Impacto.

Confira:

Colorização Digital para Quadrinhos com Frank Martin Jr. (Thunderbolts, What IF, Jungle Girl);

Narrativa visual e Desenho com Jean Diaz (Wonder Woman, 24, the Shield);

Desenho e Anatomia para Super-heróis com Adriano Batista (Red Sonja, Jungle Girl);

Arte final e acabamento de lápis com Wellington Diaz (WonderWoman, Superman, JLU, Man With No Name).

Confira outras informações no site da escola. Inscrições pelo telefone 0XX-11-5072-6161.

Fonte: http://www.universohq.com/quadrinhos/2009/n26022009_09.cfm

quarta-feira, 25 de fevereiro de 2009

Anime ensina crianças a cozinhar


Cookin' Idol Ai! Mai! Main! (クッキンアイドル アイ!マイ!まいん!) é um anime educacional que está para estrear na NHK. Trata-se de uma série com o objetivo de ensinar as crianças - público alvo - a cozinhar. A pequena heroína, Main, ensinará as crianças a preparar pratos durante os episódios. O anime, que parece não ser mangá, estreia no dia 30 de março. Acredito que logo, logo, apareça uma série shoujo deste anime, ou um mangá m revista infantil. É ficar de olho. De qualquer forma, animes e mangás culinários não são novidade no Japão e há para todos os gostos.

Fonte: http://www.shoujo-cafe.blogspot.com/

terça-feira, 24 de fevereiro de 2009

A GIBITECA E O ESTÍMULO À LEITURA

Texto apresentado em Seminário sobre Literatura infantil e Juvenil, no ano de 2008, na UFRJ, Rio de Janeiro. Faz um balanço do trabalho que realizamos com a gibiteca na escola. Você pode ir direto ao link clicando aqui.

Gibiteca Como Estímulo a Leitura_texto_UFRJ

QUADRINHOS E EDUCAÇÃO: ENSINO DE HISTÓRIA COM CRIATIVIDADE

Texto publicado nos anais do XIV Encontro Regional da ANPUH, de 2004, ocorrido em Juiz de Fora, na UFJF. Foi meu primeiro texto acadêmico sobre quadrinhos. Se você não conseguir abrir pode ir direto ao link, clicando aqui .

O Uso Das Histórias Em Quadrinhos.textofinal

Representações femininas nas histórias em quadrinhos: da ficção à realidade

Texto apresentado no Seminário Internacional Fazendo Gênero 8, ocorrido na UFSC, em Florianópolis, no ano de 2008. Se não conseguir abrir, clique aqui.

Natania Aparecida Da Silva Nogueira 24

APRENDENDO HISTÓRIA ATRAVÉS DAS HQS

Texto apresentado durante o Encontro Nacional da ANPUH, realizado em 2005, na UEL/PR, e publicado nos anais eletrônicos. Se tiver problemas em visualizar, clique aqui.

Natania a. Silva Nogueira

GIBITECA: ENSINO, CRIATIVIDADE E INTEGRAÇÃO ESCOLAR

Aprendi a publicar meus arquivos em PDF no blog e vou aproveitar para disponibilizar os textos que publiquei em anais de congressos e que não tem link na internet. Espero que sejam úteis. Infelizmente alguns textos são protegidos e não tem como publicar no blog (pelo menos em pdf). O primeiro é um texto sobre gibiteca que publiquei no EDUCERE, que aconteceu na PUC no ano de 2007. Aceito e agradeço comentários, principalmente dos textos mais antigos. Se tiver dificuldade em visualizar, clique aqui.

CI-020-05