sexta-feira, 18 de janeiro de 2008

Maurício de Sousa apresenta oficialmente o personagem criado para as comemorações do Centenário da Imigração Japonesa no Brasil

Ontem, em uma cerimônia realizada no palácio do Itamaraty, Brasília, o desenhista Maurício de Sousa, o criador da Turma da Mônica, apresentou a mascote das comemorações. Ele ainda não tem nome, pois este será escolhido por uma comissão formada pela Associação para Comemoração do Centenário da Imigração Japonesa no Brasil (ACCIJB). Maurício de Souza disse que se inspirou em seus filhos para criar o personagem. O presidente Luiz Inácio Lula da Silva esteve no lançamento, assim como o ministro das Relações Exteriores, Celso Amorim e o vice-ministro para Negócios Estrangeiros do Japão, Hitoshi Kimura.

terça-feira, 15 de janeiro de 2008

Regulamento do Concurso Cultural 'Ninja' de Mangás no Folhateen 2008

Este Regulamento está disponível na sede da EMPRESA FOLHA DA MANHÃ S.A.(impresso), divulgado na Internet no site à partir do dia 14/01/2008.

PARTICIPAÇÃO:

- Este concurso cultural é realizado pela Empresa FOLHA da Manhã S.A. ("FOLHA"), com sede na Al. Barão de Limeira, 425, Campos Elíseos, São Paulo/SP, CEP 01202-900, inscrita no CNPJ/MF n.º 60.579.703/0001-48, e por Conrad Editora do Brasil Ltda. ("EDITORA CONRAD"), com sede na R. Simão Dias da Fonseca, 93, Aclimação, São Paulo/SP, inscrita no CNPJ/MF sob o n.º 02.588.717/0001-21, no período de 14/01/2008 à 14/04/2008, nos termos deste Regulamento.

- Este concurso tem caráter exclusivamente cultural, não havendo qualquer modalidade de sorteio ou pagamento, nem está vinculado à aquisição ou uso de qualquer bem, direito ou serviço, conforme art. 30 do Decreto n.º 70.951/72.

- Este concurso cultural é aberto a toda pessoa física, residente e domiciliada em território nacional (Brasil). Não poderão participar deste concurso os sócios, prepostos com função de gestão, funcionários, seus parentes até 2º grau e cônjuges, da FOLHA ou da EDITORA CONRAD.

- Para participar do concurso, o(a) interessado(a) deverá criar um Mangá, uma história em quadrinhos no estilo japonês, no formato de 25 cm de base X 25 cm de altura. A história, bem como os elementos que a compõem, devem ser inéditos e de autoria do participante, sendo vedada, por exemplo, mas não se limitando, a inserção, cópia, paródia ou menção à personagem pré-existente.

- O concurso é composto de duas categorias: até 17 anos e a partir de 18 anos de idade. O(a) interessado(a) poderá encaminhar apenas um trabalho dentro da sua categoria.

- Só serão aceitos os trabalhos enviados com os seguintes dados: nome completo do autor do trabalho, endereço, cidade, CEP, telefone, n.º do documento de identidade, CPF e data de nascimento, através de carta (correio) para o endereço da sede da FOLHA, A/C Folhateen, ou pelo email folhateen@uol.com.br. Trabalhos enviados por e-mail devem estar em formato JPG ou PDF e ter tamanho máximo de 3 megabytes, sob pena de desclassificação. A inscrição dos participantes da categoria até 17 (dezessete) anos só será considerada válida se acompanhada dos dados do menor e de seu responsável legal, bem como autorização, expressa e por escrito, para a participação do menos neste concurso.

- As cartas entregues pessoalmente na sede da FOLHA serão carimbadas com a data de recebimento.

- Todos os trabalhos enviados por carta ou por email deverão ser identificados com o assunto "Concurso Cultural Ninja de Mangás Folhateen 2008" e deverão ser recebidos pela FOLHA até o dia 31/03/2008, às 18:00 horas, sendo que a FOLHA não se responsabilizará por eventuais atrasos e extravios nos casos de cartas enviadas pelo Correio ou por terceiros.

- Todos os trabalhos enviados pertencerão à FOLHA, que se reserva o direito de utilizá-las, comercialmente ou não. Os trabalhos não serão devolvidos, sob nenhuma hipótese.

- Os participantes cedem automaticamente à FOLHA os direitos autorais existentes sobre as respostas, a fim de que a FOLHA possa fazer uso dos trabalhos livremente e da forma que lhe convier, sem qualquer ônus, podendo inclusive destruí-las.

- O(a) interessado(a) que não cumprir todas as condições deste Regulamento estará automaticamente desclassificado(a).

CRITÉRIOS:

- A avaliação dos trabalhos será feita por uma comissão julgadora formada por 03 (três) profissionais da FOLHA, que avaliarão a criatividade e a adequação ao tema, sendo sua decisão soberana e irrecorrível.

- A divulgação do resultado será no dia 14/04/2008 no jornal Folha de S.Paulo, no Folhateen e em lista fixada na portaria da FOLHA em ordem classificatória.

PRÊMIOS:

O autor do melhor trabalho, em cada categoria, será premiado com 01 (uma) Câmera Digital Kodak C613, 01 (um) DVD Player Portátil Diplomat 7 Polegadas, 01 (um) Pacote Osamu Tezuka (volumes 1, 2, 3 e 4) - Tezuka Productions e Toshio Ban, 01 (um) Pacote Japonês em Quadrinhos: Curso Básico de Japonês (volumes 1, 2 e 3) - Marc Bernabé, 01 (um) Mangá - Como o Japão Reinventou os Quadrinhos - Paul Gravett, 01 (um) Mangaka: Lições de Akira Toriyama - Akira Toriyama e ainda terão seus trabalhos publicados no Folhateen na edição do dia 14/04/2008.
Os prêmios são individuais e intransferíveis, e não poderão, em hipótese alguma, ser entregues a terceiros desautorizados e/ou trocados por dinheiro ou contraprestação de qualquer espécie, tampouco ser cedidos e/ou transferidos.

Os prêmios serão enviados pelo correio em até 30 (trinta) dias após a divulgação do resultado.

CONSIDERAÇÕES FINAIS:

Os participantes deste concurso declaram que os trabalhos enviados são de autoria própria do participante, e, ao mesmo tempo, cedem e transferem à FOLHA, sem qualquer ônus para esta, em caráter definitivo, irrevogável, plena e totalmente, todos os direitos de reprodução, publicação e os demais incidentes sobre os trabalhos enviados, para qualquer tipo de utilização, inclusive para divulgação do resultado deste concurso.

Os autores dos trabalhos e, quando menor, seu representante legal responsabilizam-se, isolada e exclusivamente, pelo conteúdo dos trabalhos.

Os ganhadores e, quando menor, seu representante legal estarão automaticamente autorizando a FOLHA ao uso de suas imagens, nomes e suas vozes, de forma integralmente gratuita, seja para utilização em fotos, cartazes, internet, filmes e/ou spots, e em qualquer tipo de mídia e peças promocionais para a divulgação da conquista do prêmio.

Ao enviar os trabalhos, os participantes e, quando menor, seu representante legal estarão concordando automática e tacitamente com todas as disposições e itens deste Regulamento, sendo os casos omissos ou as dúvidas solucionadas pela FOLHA através do telefone (11) 3224-4259.

Relações de gênero e mangá

Mais uma reportagem, da Folha on line, que está com um portal só dedicado ao Centenário da Imigração Japonesa. A amiga Valéria Fernandes, do Shoujo Café foi entrevistada e dá até algumas dicas sobre os mangás na escola.

Mulheres podem ganhar o mesmo que homens no mercado de mangás
DAYANNE MIKEVISda Folha Online
Uma das características mais marcantes do mercado japonês de mangá é a segmentação, segundo as pesquisadoras Sônia Maria Bibe Luyten e Christine Akune Sato. Um setor específico, o dos mangás femininos, chamou a atenção da professora de história Valéria Fernandes da Silva, 31.

Segundo Silva, as mulheres, que ainda enfrentam diversos desafios no mercado de trabalho japonês, podem ganhar o mesmo ou até mais no setor dos mangás. No caso dos femininos, geralmente são as desenhistas que se encarregam do formato e até mesmo do enredo.

Luyten afirma que o universo dos mangás é muito variado, há até publicações institucionais e científicas neste formato.

Sato afirma que há duas divisões básicas no mercado de mangás no Japão: gênero e idade. Até os oito anos, basicamente meninos e meninas lêem o mesmo tipo de mangás. Após esta idade, ocorre a primeira grande segmentação, de gênero.

Os desenhos dos mangás para as meninas passam a ser mais delicados, os assuntos são mais românticos e até mesmo "novelizados", segundo Sato. Já o universo retratado nos mangás para meninos é muito parecido com o dos videogames.


A faixa etária seguinte na qual ocorre uma grande mudança é na de 20 a 30 anos, tanto para mulheres quanto para homens. Temas como casamento, família, saúde sexual, começam a surgir nos mangás femininos. Os masculinos focam ainda mais em diversão e também surgem os eróticos, entre eles o hentai.

Após os 35 anos, a faixa de interesses novamente converge, afirma Sato. Temas mais maduros como a criação de filhos, divórcio, desafios da aposentadoria passam a ser centrais nas histórias.
Temática gay

Um dos exemplos interessantes de segmentação no mercado editorial japonês de mangás são os temas Yaoi, uma subdivisão da divisão de gênero, mas dos mangás femininos, segundo Sato. As histórias deste tipo de publicação seguem o mesmo estilo dos demais desenhos femininos e são desenhados por mulheres, apesar de os personagens principais serem homens e manterem relações entre eles, afirmou Sato.

A pesquisadora afirma que as leitoras deste tipo de mangá dizem que gostam de ler sobre a relação amorosa de dois homens porque o casal se trata com igualdade e não há subordinação ao marido.

Na escola

Pesquisadora de relações de gênero e professora de história para o Ensino Médio em Brasília, Silva usa mangás para trabalhar tais questões em sala de aula. "É um mercado de mulheres para mulheres", disse Silva, que é do Rio de Janeiro e não tem nenhuma origem japonesa. Isto foi um desafio para a pesquisadora, que tem de ler seus mangás em inglês, francês e outras línguas. Além disto, muitas vezes ela acompanha os quadrinhos em japonês com o roteiro em outra língua.

Ela se interessou pelos mangás por meio dos animês populares na década de 1990. Os mangás se tornaram tão presentes na vida de Silva, que ela acabou encontrando o marido, Júlio César Rodrigues da Silva, em uma lista de discussão sobre o assunto.
Fonte: Folha

A leitura de Mangás no Brasil: o pioneirismo

Aproveitando o início das comemoração sobre o Centenário da Imigração Japonesa, segue uma reportagem que saiu hoje na Folha on line, sobre os mangás no Brasil, fazendo um breve balanço sobre sua história, a a partir de informações dadas por estudiosos brasileiros. Aprendi muito, vale a leitura.


Brasil foi pioneiro na leitura de mangá no Ocidente

DAYANNE MIKEVIS


No Brasil, os mangás vieram com os imigrantes japoneses que aqui desembarcaram. Logo que surgiram as primeiras importadoras de revistas e jornais japoneses, este tipo de quadrinho se tornou uma forma de acompanhamento do que acontecia no Japão. "Ler mangá foi sempre uma forma de preservar a língua japonesa e também de atualização da mesma. Portanto o Brasil é um país que lê mangá muito antes de qualquer outro país ocidental do mundo. Somente nos anos 90 com o sucesso de alguns mangás e animês nos Estados Unidos é que a grande massa começou a ter conhecimento da cultura pop japonesa", afirma a pesquisadora Sônia Maria Bibe Luyten, autora de "Mangá, o Poder dos Quadrinhos Japoneses" e "Cultura Pop Japonesa: Mangá e Animê".

O contato com o universo dos mangás pela via familiar é o caso da estudiosa Christine Akune Sato, que desde a infância teve em sua casa as revistas, como uma forma dos avós a fazerem se interessar pelo idioma japonês. "Meus avós assinavam revistas que vinham do Japão e com elas, mangás. Nos anos 50, 60, elas eram exaustivamente trocadas entre os parentes", afirma Sato.

De origem italiana e com sobrenome holandês devido ao casamento, Luyten foge à regra. "Em 1972 comecei o primeiro curso universitário de histórias em quadrinhos. Foi na Universidade de São Paulo, na Escola de Comunicações e Arte, no departamento de Jornalismo e Editoração", disse a pesquisadora.

"Nos anos 1970 o Japão teve um grande avanço econômico que veio surgindo desde o final da 2º Guerra Mundial. Com este boom da economia a indústria editorial também cresceu muito e os quadrinhos japoneses --os mangás-- também aceleraram muito em vendas. Este foi o grande motivo do meu interesse pois em nenhum país do ocidente uma revista alcançou vendagens de um milhão de cópias por semana", conta Luyten. Ela resolveu então entrar em contato com editoras japonesas para obter mais informações em um semestre no qual havia muitas alunas nisseis na turma.

Mangás no Brasil

Segundo Luyten, muitos descendentes de japoneses que liam mangá também tomaram gosto pelo desenho e entraram no mercado editorial brasileiro nos anos 60. "É o caso de Julio Shimamoto, Paulo Fukue, entre outros. Portanto tivemos uma geração de nisseis desenhando mangá antes de qualquer outro país no mundo", disse a pesquisadora. Já Sato, concorda, mas afirma que o boom do mangá foi nos anos 80, após a criação da divisão de quadrinhos da editora Abril, no qual uma área passou a esporadicamente publicar mangás, e as exposições na Sociedade de Cultura Japonesa.

A própria Abrademi foi criada naquela década, em 1984. Para Sato, o sucesso só não foi maior porque havia um certo preconceito com a publicação de mangás, pois estes eram considerados muito violentos e sem apelo para o público brasileiro em geral. A pesquisadora, que foi bolsista em 1987 no Japão, conta que também há dificuldades técnicas em decorrência da escrita, que é da direita para a esquerda, de baixo para cima. Isto muda o formato dos balões.

Sato cita, como tentativas de se publicar mangás no Brasil, "Akira", que foi lançado pela editora Globo. A especialista marca a metade da década de 90 como uma outra mudança crucial, com a vinda ao mercado das editoras Conrad e JBC, focadas na publicação de mangás para o público brasileiro.

"Atualmente há muitas publicações em forma de fanzines que estão experimentando a linguagem dos mangás, o que acho algo extraordinário pois a maioria nem é descendente de japoneses", afirmou Luyten.

Dentre os sucessos brasileiros de mangás em bancas, a pesquisadora cita "Holy Avenger", da dupla Marcelo Cassaro e Erica Awano. A publicação teve uma série completa e boa vendagem.

A pesquisadora também lembra a publicação de "Mangá Tropical", coordenada por Alexandre Nagado, que reuniu desenhistas e roteiristas com ou sem descendência japonesa e que tinha como principal característica histórias passadas no Brasil. Além disso, Luyten também citou Fábio Yabu, que desenhou Combo Rangers publicado primeiro na internet e que depois virou revista em quadrinhos, publicadas pelas editoras JBC e Panini. Ao todo, foram 25 revistas.
Desafios

Os principais desafios para este mercado, segundo Luyten, são os desafios que qualquer desenhista brasileiro enfrenta: encontrar editoras que aceitem o trabalho, ter um trabalho bom e com continuidade, enfrentar os ciclos altos e baixos da economia brasileira entre outros motivos.

"Há muita gente que acha o mangá está tirando o pão de cada dia do desenhista brasileiro. Antes a culpa era dos americanos e antes ainda dos europeus. Acredito que o mercado brasileiro tem capacidade de absorver tudo desde que seja bom, de preço acessível, que tenha continuidade. Há lugar para todos quando algo tem qualidade", disse Luyten.


Fonte:Folha
OBS: as imagens não são as do texto original.

segunda-feira, 14 de janeiro de 2008

2º Prêmio Internacional de Mangá

Notícia tirada do Portal Japão.
Por Maurício Kanno Portal Japão / SBPN

"Até 29 de fevereiro de 2008, é possível se inscrever para o 2º Prêmio Internacional de Mangá. A Fundação Japão convidará os vencedores para irem ao Japão por 10 dias, incluindo a Cerimônia de Premiação. Haverá também encontros com outros artistas e visita a editoras.O trabalho deve ter 4 ou mais páginas, e ter sido produzido fora do Japão. Não importa quando o trabalho foi feito, ou se foi publicado ou não. A obra deve ser enviada impressa.O primeiro lugar será concedido ao melhor mangá dentre todos os inscritos, e cerca de três trabalhos de destaque receberão o segundo lugar. A primeira edição do Prêmio começou em maio de 2007, com a intenção de recompensar os artistas de Mangá que têm contribuído para a sua promoção fora do Japão. Em 26 de novembro de 2007, o Comitê Executivo do 2º Prêmio Internacional de Mangá se formou e decidiu formalmente por um segundo evento. A imagem que ilustra esta matéria é do mangá premiado na primeira edição: "Sun Zi's Tactics", de Lee Chi Ching (China, Hong Kong)."

Concurso de Mangá e imigração japonesa

A Associação para Comemoração do Centenário da Imigração Japonesa no Brasil (ACCIJB) definiu, em 10 de janeiro, o desenhista Mauricio de Sousa, criador da Turma da Mônica, para fazer o personagem-mascote do Centenário da Imigração Japonesa no Brasil. O concurso para a escolha da mascote, que recebeu cerca de 200 inscritos, ficou sem vencedor, com a decisão da comissão julgadora de que nenhum dos 25 trabalhos selecionados alcançou os resultados esperados. Maurício irá criar um personagem exclusivo para o centenário que poderá ser posteriormente encaixado dentro da Turma da Mônica.

Maurício de Sousa tem uma ligação forte com a comunidade japonesa que vive no Brasil, pois é casado com uma descendente nissei Alice Takeda, com quem tem três filhos sanseis. Além disso, nos quadrinhos Maurício de Sousa já possui, desde 1963, um personagem descendente de japoneses, nas histórias rurais de Chico Bento: Hiro, cujo nome verdadeiro seria Hiroshi. Ele é nissei e mantém as tradições orientais de seus ascendentes. Em em 1994 foram criados mais dois personagens nipônicos mestiços: Nimbus e Do Contra. Nimbus, popular entre as personagens meninas da turma, é muito interessado nos fenômenos atmosféricos, e foi baseado em Mauro, filho de Maurício de Sousa. Do Contra, que sempre tenta fazer tudo ao contrário, foi baseado em Mauricinho, caçula do autor. A matéria completa sobre a escolha do mascote, de autoria de Maurício Kanno pode ser lida no site do Portal Japão, onde podem se encontradas mais informações sobre as comemorações do Centenário da Imigração Japonesa, é só clicar aqui

Histórias em quadrinhos Japonesas

No Japão, as histórias em quadrinhos (mangás) são consideradas uma forma de arte tão importante quanto qualquer outra. Lá as Hqs são utilizadas inclusive como instrumentos para facilitar a alfabetização das crianças, uma vez que o sistema de escrita japonês é extremamente complexo. As publicações mais populares chegam a vender centenas de milhares de exemplares por semana. Nascidas de uma indústria voltada para o público e os autores nacionais, algumas séries são publicadas durante anos, formando coleções com milhares de páginas.

“O principal responsável pelo estilo japonês de fazer quadrinhos foi Osamu Tezuka, um médico que dedicou sua vida às HQs e animações, sendo considerado o "pai" dos mangás modernos. Inspirado pelos primeiros desenhos animados de Walt Disney e por figuras do teatro japonês, Tezuka criou os olhos gigantescos que são o elemento característico dos quadrinhos japoneses, desenvolvendo um estilo cartunístico que conjuga um traço conciso a uma narrativa bastante dinâmica.O personagem mais famoso criado pelo quadrinista foi Tetsuwan Atomu (Astro Boy), um menino-robô movido a energia atômica, que luta pela paz mundial. O sucesso das HQs de Tezuka possibilitou que seus personagens fossem parar em desenhos animados, tornando-o também um pioneiro dos animes. Osamu Tezuka faleceu aos 60 anos, em 1989, deixando mais de 100 mil páginas de quadrinhos e centenas de horas de animação.” [1] No Japão há um museu, criado em sua homenagem, o Museu Osamu Tezuka.

Os mangás podem abordar os mais diversos temas da atualidade. Recentemente foi lançada uma série de mangá que fala sobre autismo. A série, Hikari to Tomoni (Com a Luz), é centrada em um casal e seu filho autista, como lidar com a questão, como interagir com o mundo. A autora, Keiko Tobe, diz que buscou inspiração no drama de um coleguinha de jardim de infância do filho, que era autista.[2]

A Imigração Japonesa

No começo do século XX, o Brasil precisava de mão-de-obra estrangeira para as lavouras de café, enquanto o Japão, passava por um período de grande crescimento populacional, o que provocou a escassez de empregos. Foi então selado um acordo imigratório entre os governos brasileiro e japonês.

Nos primeiros dez anos da imigração, aproximadamente quinze mil japoneses chegaram ao Brasil. Este número aumentou muito com o início da Primeira Guerra Mundial (1914-1918). De 1918 até 1940, aproximadamente 160 mil japoneses vieram morar em terras brasileiras. A maioria dos imigrantes preferia o estado de São Paulo, porém, algumas famílias espalharam-se para outros cantos do Brasil como, por exemplo, agricultura no norte do Paraná, produção de borracha na Amazônia, plantações de pimenta no Pará, entre outras.

Durante o período da Segunda Guerra Mundial (1939-1945), os japoneses enfrentaram muitos problemas em território brasileiro. O Brasil entrou no conflito ao lado dos aliados, declarando guerra aos países do Eixo (Alemanha, Itália e Japão). Durante os anos da guerra a imigração de japoneses para o Brasil foi proibida e vários atos do governo brasileiro prejudicaram os japoneses e seus descendentes. O presidente Getúlio Vargas proibiu o uso da língua japonesa e as manifestações culturais nipônicas foram consideradas atitudes criminosas.Com o fim da Segunda Guerra Mundial, as leis contrárias à imigração japonesas foram canceladas e o fluxo de imigrantes para o Brasil voltou a crescer. Neste período, além das lavouras, muitos japoneses buscavam as grandes cidades para trabalharem na indústria, no comércio e no setor de serviços. Atualmente, o Brasil é o país com a maior quantidade de japoneses fora do Japão.

Para conhecer um pouco mais da história da imigração japonesa, dê um pulinho no site do Museu da Imigração

O concurso

Em comemoração aos cem anos da imigração japonesa, o Folhateen lançou o Concurso Ninja de Mangás. A idéia é estimular os milhares de leitores a assumirem o lugar de mestres como Masami Kurumada ("Cavaleiros do Zodíaco"), Akira Toriyama ("Dragon Ball") ou Satoshi Tajiri ("Pokémon"). Serão duas categorias, uma até 17 anos e outra a partir de 18. Os prêmios incluem uma câmera digital e um kit com dez mangás da editora Conrad, que é parceira do Folhateen no concurso. Mais detalhes, em breve!

[1] http://maisquadrinhos.blogspot.com/2008/01/mangs-os-quadrinhos-japoneses.html
[2] http://www.shoujo-cafe.blogspot.com/

sexta-feira, 11 de janeiro de 2008

Onde encontrar Bandes Dessinées no Brasil

Uma dica para quem quer conhecer, ler e mesmo pesquisar Bandes Dessinées (Histórias em Quadrinhos) sem ter que importar diretamente da França: visitar a Mediateca da Maison de France, no Rio de Janeiro.

Como parte da rede de mediatecas da França no estrangeiro, o da Mediateca da Maison de France oferece aos leitores brasileiros um amplo e diversificado panorama da edição e da cultura francesas, de acesso público e irrestrito, podendo ser consultado gratuitamente no local ou emprestado mediante inscrição prévia. Originado da fusão, em 1961, das bibliotecas do Serviço Cultural da Embaixada da França e da Aliança Francesa do Rio, esse acervo é regularmente atualizado com verba do Ministério francês das Relações Exteriores, e conta com cerca de 30.000 documentos – entre livros, BD, periódicos, CDs, vídeos e DVDs. Majoritariamente composta de autores franceses e em língua francesa, a coleção passou também a integrar um número crescente de traduções francesas em português. O acervo audiovisual é composto por cerca de 2.500 vídeos, 1.500 CDs e 500 DVDs, além de uma coleção de 700 discos em vinil – herança da discoteca formada a partir de 1956 pela Embaixada da França. A Mediateca possui um catálogo virtual (clique aqui) onde os interessandos podem consultar todos os títulos. A mediateca funciona de segunda a sexta de 09:30 às 19:30, na Av. presidente Antônio Carlos, 58 - 11º andar - CEP: 20020-010 Rio de Janeiro - RJ - Brasil. O telfone para contato é 55 21 3974 6699.

quinta-feira, 10 de janeiro de 2008

2º Concurso Cultural da Turma do Gabi

Moacir Torres, criador da Turma do Gabi, está realizando o 2º Concurso Cultural, onde serão escolhidos desenhos feitos por crianças de todas as partes do Brasil, entre 08 e 13 anos de idade.

O tema é “ECOLOGIA” e o desenho deve ser feito em papel ofício (colado em cartolina) e envieado para o ESTÚDIO EMT: Rua Eliza Ghirotti, 332, Jd. Monte Verde CEP: 13348-872 Indaiatuba/SP, ou entregar na Secretaria do Casarão Cultural Pau Preto - Indaiatuba/SP.

Os trabalhos devem ser enviados até o dia 30 de Abril. No verso do desenho deve constar o nome do autor, endereço completo, idade, nome da escola e série que está cursando.

De todos os trabalhos que forem recebidos, a equipe do “Estúdio EMT” estará selecionando os que farão parte da exposição. Dentre os selecionados, a comissão estará premiando os três melhores.

Cada um dos três vencedores receberão um prêmio surpresa, bem como um “kit cultural” com várias revistas de atividades, quadrinhos e livros infantis do cartunista e escritor Moacir Torres.

Todos os selecionados estarão recebendo um certificado pela participação. Os organizadores divulgarão o nome de todos os selecionados, bem como os três trabalhos premiados no site: www.turmadogabi.com.br.

A exposição dos trabalhos selecionados e premiados acontecerá de 27 de Maio a 30 de Junho no Casarão Cultural Pau Preto – Indaiatuba/SP

segunda-feira, 7 de janeiro de 2008

Livro dá dicas de como ensinar através de tirinhas

Uma novidade para 2008 é o livro Questões ambientais em Tirinhas, de Francisco Caruso e Cristina Silveira, disponível para compara na Livraria da Física, lançado no final do ano de 2007, trata-se de um precioso instrumento de trabalho para professores de ciências eu desejam melhorar a qualidade das aulas e do aprendizado de seus alunos.
Questões ambientais em tirinhas é resultado de um longo e competente trabalho realizado por estes dois autores, que pode ser conferido no site EDUHQ

Segue a sinopse do livro:

Não é tarefa simples fazer humanos compreenderem as relações complexas da vida, suas fragilidades e capacidades de suportar impactos de atividades humanas, cada vez mais intensos e freqüentes, e sua repercussão sobre o futuro. A maioria dos governos de todo o mundo ainda não entendeu isto. Nesta perspectiva, esses quadrinhos concretizam a compreensão clara e acertada daqueles que os produziram sobre os mais variados impactos humanos sobre a natureza, sobre nós mesmos e o que ainda há por vir. A criatividade, o humor e a concepção de cenários em tempos diversos revelam a profundidade com que essas questões foram trabalhadas e reprocessadas neste incrível conjunto de representações.

quarta-feira, 2 de janeiro de 2008

Quadrinhos Não São Mais Uma Piada Na Academia

Minha amiga Valéria Fernandes, que possui um excelente blog sobre quadrinhos (mangás) traduziu uma resportagem muitos interessante sobre o espaço que está sendo conquistado por esta mídia nas universidades estrangeiras. Elame autorizou a postar o texto aqui, mas vale a pena conferir, também, os comentários que ela fez.

Segue o texto! Espero que gostem!


Como estudante de belas artes no início dos anos 1980, Carol Tyler achava que deveria esconder seu interesse pelo desenho de cartuns dos professores: uma arte associada aos quadrinhos e tirinhas não era considerada como assunto de faculdade. Ano passado, como uma cartunista profissional e quadrinista, Tyler lecionou sua primeira disciplina em arte dos quadrinhos na Universidade de Cincinnati. Outros colegas também começaram cursos semelhantes em meio ao aumento recente do respeito dos críticos e do meio acadêmico pelos quadrinhos.

Os cursos começaram em 2005 na Universidade do Alasca Fairbanks, por exemplo, e estão atraindo artistas profissionais e professores de escola pública. As inscrições têm crescido em pelo menos 50% no Center for Cartoon Studies em White River Junction de Vermond – que foi fundado dois anis atrás e ganhou aprovação do estado este ano para seu mestrado em belas artes.“As escolas estão reconhecendo agora o valor comercial e criativo dos quadrinhos,” Tyler diz enquanto observa os alunos cobrir seus desenhos a lápis com tinta. “O interesse por quadrinhos e cartuns não tem mais que ser segredo.”

Não são somente os artistas que estão interessados em quadrinhos dentro do círculo acadêmico. Um curso na Universidade do Estado de Ohio em história dos cartuns nos jornais americanos está sendo oferecido regularmente. Outros cursos da instituição incluem um sobre graphic novels e outro sobre roteiro para quadrinhos.A mídia está lentamente sendo aceita no pela academia – graças em grande parte ao aumento da qualidade das graphic novels, autobiografias, histórias e jornalismo, diz Jared Gardner, professor associado de Inglês e cinema da OSU [Universidade do Estado de Ohio].

Desde o final dos anos de 1990, ele diz, alguns dos melhores trabalhos da literatura americana têm sido produzidos em forma de quadrinhos. “É o caso mais definitivo em que a qualidade e aperfeiçoamento do trabalho superaram a o ambiente cultural impregnado de conservadorismo de muitas academias,” ele diz por e-mail.OSU está entre os lugares mais receptivos da nação para o estudo de quadrinhos, diz Gardner, por conta da Biblioteca de Pesquisa de Cartuns e do Festival de Arte de Cartum que é trienal e ocorrerá de novo em 2010.

“Mas mesmo for a da Estadual de Ohio,” ele diz, “ o ambiente está melhorando a cada ano.”Alguns dos alunos de Tyler esperam adquirir conhecimentos que sejam úteis nas carreiras de propaganda, cinema, vídeo-game, designer ou ilustração. Alguns apenas gostam de quadrinhos; outros querem produzir quadrinhos de graphic novels. “Comecei a desenhar quadrinhos quando tinha mais ou menos 12 anos, mas tinha colocado de lado,” diz Mariana Young, de 25 anos e que planeja se tornar uma quadrinista profissional e produzir uma série com uma personagem para ser publicada trimestralmente.

Os alunos e alunas de Tyler aprendem designer gráfico, composição, letreiramento, layout e como desenhar personagens e expressar emoções. Ela também busca mostrar como organizar os pensamentos para comunicar as idéias de forma concisa e livre. Os enredos incluem o efeito das babás na vida de um estudante e as lembranças de um avô pitoresco.Ben Towle, diretor da National Association of Comic Art Educators, diz que é muito cedo para terinformações em números ou sobre onde as novas disciplinas estão sendo ensinadas. Mas a Associação está recebendo em campo muito mais questionamentos sobre como começar as turmas. “Há muitos cursos desorganizados em oposição aos programas bem estruturados,” ele diz, “mas você não iria nem ver isso uns cinco anos atrás.”A demanda também está crescendo nos cursos já estabelecidos, e algumas escolas já têm listas de espera.

O número de calouros em na graduação em cartum da Escola de artes Visuais de Nova York mais do que dobrou entre 2002 e o último ano. A Escola de Arte e Design de Savannah (Geórgia) ofereceu rte dos quadrinhos em 1992 como uma disciplina eletiva para um punhado de alunos. A instituição agora tem mais de 300 alunos, incluindo graduandos do bacharelado e aspirantes ao mestrado em arte seqüencial, também conhecida como arte dos quadrinhos.

Muito dos créditos vão para a emergência das graphic novels nos idos de 1980 oferecendo histórias complexas e bem estruturadas para audiências mais maduras. Elas são tipicamente mais bem amarradas e longas do que as desleixadas revistas em quadrinho que contas histórias do Super-Homem ou as travessuras de um adolescente do interior como Archie Andrews e seus amigos.O aumento da aclamação das graphic novels por parte da crítica e a maior visibilidade nas grandes livrarias e bibliotecas também ajudaram no crescimento do respeito pela arte dos quadrinhos.

Os educadores também citam a popularidade mundial e a influência dos quadrinhos japoneses conhecidos como mangá – escritos para crianças e adultos – e a transformação de graphic novels tais como Ghost World em filmes de Hollywood.Mais escolas estão também estudando quadrinhos como literatura e escrita criativa nos departamentos de Inglês. E apesar de professores de arte e alunos dizerem que o preconceito acadêmico ainda existe, há mais conferências acadêmicas sobre quadrinhos, e as bibliotecas estão aumentando o seu acervo na área. “Com as graphic novels e mangás, bibliotecas têm assistido a um grande aumento na demanda nos últimos três para cinco anos, e muitas dizem que o mangá é seu maior material em circulação,” diz Ann Kim, editora de projetos especiais e graphic novels do Library Journal. “Há definitivamente mais respeito agora.”

Começando o ano com o pé direito

Amigos, o início de ano foi muito bom para nossa Gibiteca. Já no dia 01 recebemos um das mais generosas doações de HQs: 267 gibis praticamente novos e de excelente qualidade, com diversos gêneros e para todos os gostos. Há álbuns importados e nacionais, fanzines, HQs de super-heróis, do Snoopy, do Regruta Zero, Hagar, dentre muitos outros títulos.


Nosso benfeitor foi o jornalista Fernando Passarelli, de São Paulo. Não sei se agradeci o suficiente, então aí vai: MUITO OBRIGADA E FELIZ ANO NOVO!

sábado, 22 de dezembro de 2007

Mensagem de fim de ano

Caros amigos,

O ano está chegando ao fim e vamos tirar merecidas férias para o Natal e o Ano Novo. Mas em Janeiro o Blog da Gibiteca estará de volta, cheio de novidades. Agradecemos as visitas, as mensagens e as dicas que recebemos este ano e esperamos que no ano de 2008 possamos crescer ainda mais, juntos, aprendendo e dividindo experiências e tentando fazer do ensino no Brasil algo especial, para todos nós, pais, alunos, professores, enfim, todos aqueles que sonham com um país cada vez melhor, mais justo e mais democrático.

Bom, eu não poderia deixar de dar uma dica: no site da Turma da Mônica há uma linda historinha de Natal. Para ler é só clicar aqui


BOM NATAL E FELIZ ANO NOVO!!!

domingo, 16 de dezembro de 2007

Dando uma espiadinha na gibiteca

Gente, hoje eu me arrisquei a colocar um vídeo mostrando a Gibiteca, um mês antes da inauguração. Não tínhamos ainda colocado as HQs em caixas, não tínhamos mesa direito, estávamos sem armário, mas animação não faltava. Minha máquina não é lá uma maravilha, mas acho que dá para ter uma noção. Em breve espero poder postar um vídeo melhor, mostrando como ela está agora, sete meses depois.

HQS nas escolas francesas

Pesquisando na Internet, sobre HQS nas escolas, achei duas coisas muito interessantes. A primeira foi um artigo sobre o assunto, em duas partes, escrito por Jean-Claude Rolland .

No artigo, ele comenta como as HQS (na França chamadas de Bande Dessinées), estão sendo cada vez mais usadas nas escolas secundárias, aparecendo continuamente, desde 2002, mas listas de obras literárias indicadas para leitura. Ele tirou partiu da análise do Banco de Dados de Angoulême. para chegar a este resultado. Esta demanda tem ajudado a reconhecer o trabalho de cartunistas, desenhistas e roteiristas que estão sendo vistos como autores. No artigo Rolland ainda realça o caráter interdisciplinar das HQS, que poder ser usadas em todas as disciplinas, estimulando projetos conjuntos.

Cita como vantagens da criação de HQS por alunos: organizar e pensar melhor a sala de aula. Favorecer trabalho em equipe, ajudar a administrar o tempo, reinvestir nas competências em investigação documental e leitura. Além disso, ainda mostra como se analisar uma página de quadrinhos e fala um pouco sobre alguns gêneros e tipos de personagens. O artigo pode ser lido aqui.

Em segundo lugar, encontrei uma publicação pedagógica Cahiers Pédagogiques (Cadernos Pedagógicos), dedicada à análise das HQS e seu uso escolar. Muito interessante. Uma obra que seria de boa ajuda para quem está interessando em investir neste tipo de material na sala de aula. O sumário da publicação pode ser acessado aqui.

Os textos estão em francês. Para quem não tem fluência neste idioma, aconselho usar o tradutor disponível no blog. Vale a pena conhecer o trabalho que está sendo feito lá fora, até como formar de comparar com aquele que estamos fazendo aqui. O leitor irá perceber que há muitos pontos em comum e, também, muitas idéias que podem ser adaptadas à realidade brasileira.

sexta-feira, 14 de dezembro de 2007

Corrente de leitura

O blog da Gibiteca foi indicado para participar de uma brincadeira, uma corrente de leitura. É muito simples:

- Pegue o livro mais próximo, sem escolher;
- Abrir na página 161;
- Procurar a 5ªfrase completa;
- Postar essa frase em seu blog;
- Não escolher a melhor frase nem o melhor livro;
- Repassar para outros cinco blogs.

Minha contribuição é:
Livro
- A luneta âmbar, de Philip Pullman.

Frase - "Se ela fizer isto de novo, pensou, vou correr e derrubá-la, e ele se virou para sussurar para Balthamos, mas o anjo não estava em nenhum lugar por perto."

Blogs indicados:
http://leituraescola.blogspot.com/
http://www.luainternauta.uniblog.com.br/
http://dacoloniaparaomundo.blogspot.com/
http://umblogespecial.blogspot.com/
http://escolaedificar.blogspot.com/

quinta-feira, 13 de dezembro de 2007

Nova Escola mostra como os quadrinhos podem ajudar no aprendizado

A Revista Nova Escola está com uma reportagem super legal, justamente sobre os quadrinhos e o seu uso no ensino formal. Veja só um trecho:

“Foi-se o tempo em que os gibis eram proibidos na sala de aula e as crianças tinham de escondê-los sob a carteira. Os quadrinhos são uma excelente opção para incentivar a leitura em quem está entrando no mundo das letras. A começar pelos personagens, que, por si só, são atraentes para a garotada. “Eles despertam interesse por serem bem conhecidos”, explica o psicólogo José Moysés Alves, da Universidade Federal do Pará."
Para ler a reportagem completa, clique aqui.

quarta-feira, 12 de dezembro de 2007

Artigo Publicado na Revista Desvendando a História

Pessoal, saiu finalmente a matéria que eu fiz para a revista Desvandando a História. Está em um número especial sobre revoluções que mudaram o mundo. É um texto que eu já comentei aqui e coloquei algumas partes, mas que na revista está completo, sobre HQs e Revolução Francesa, falando sobre a série francesa, Dampierre, do belga Yves Swolfs.

Estou muito feliz! A amiga Valéria Fernandes também publicou um artigo, sobre Maria Antonieta. Quem quiser conferir é só ir nas bancas.

quarta-feira, 5 de dezembro de 2007

Igreja produz HQ contra pedofilia

A pedofilia é um tema que tem alarmado a comunidade religiosa cristã, especialmente a católica, principalmente porque os padres são alguns dos principais vilões. A igreja católica romana de Nova York está tentando, através de um livro para colorir, alertar as crianças para o perigo de abusos sexuais.

A cartilha "Sermos amigos, estarmos a salvo, sermos católicos" foi distribuída em cerca de 700 escolas de Nova York como parte do Programa de Ambiente Seguro, declarou um porta-voz da arquidiocese da cidade. Uma imagem do livro mostra um anjo da guarda voando sobre um coroinha, acompanhado pelo olhar de um padre fundo da sala. Entre outras coisas, o livro aconselha a criança a não ficar sozinha com adultos em lugares fechados e aborda a questão a pedofilia via Internet.


David Clohessy, diretor da Rede dos sobreviventes abusados por padres, elogiou a iniciativa, mas disse que não vai longe o suficiente.

No Japão, a pedofilia aparece principalmente nos mangás hentais. Existem tipos de mangás que chegam a mostrar o ato sexual com garotas identificadas como menores de 18 anos. Uma pesquisa feita em 2006 revela que dos mangás hentais analisados, cerca de 30% continham pedofilia, sendo que o anime ficou com 16% e jogo 12%.

No Brasil este tema já foi abordado nos quadrinhos. O artista Nestablo Ramos Neto, fez uma campanha contra a pedofilia nos quadrinhos. Ele alerta sobre o aumento do número de cenas de pedofilia em produções nacionais e convida desenhistas e criadores de personagens a passarem para frente uma mensagem anti-pedófila. O quadrinista paraibano Emir Ribeiro, criador da heroína Velga, também participou da campanha.

domingo, 2 de dezembro de 2007

Balanço de fim de ano

A gibiteca encerrou esta semana seus trabalhos, pelo menos os trabalhos externos. Agora é hora de fazer um balanço sobre o que produzimos este ano e sobre o impacto que a gibiteca teve sobre nossos alunos e sobre nossos professores. Para isto estamos organizando dois questionários. Um será entregue aos professores, onde eles irão apontar os pontos positivos e negativos e fazer sugestões sobre o funcionamento da gibiteca, além de exporem suas expectativas para 2008.

Para os alunos, iremos elaborar um questionário com base nas estatísticas que serão levantadas a partir dos registros de empréstimos. Também eles serão convidados a opinar sobre o funcionamento da gibiteca para 2008.

De imediato, posso adiantar o interesse de meninos e meninas por alguns títulos. Os Mangás revelaram-se uma grande novidade para eles e foram os mais solicitados nas compras que fizemos este ano. As hqs da Turma da Mônica também fizeram a alegria dos nossos jovens leitores. As especulações, eu encerro aqui. Com base nos registros podemos estabelecer metas para o ano de 2008, tanto no sentido de ampliar nosso acervo, quanto em relação a estratégias para a diversificação de leituras (no sentido de incentivar a leitura de outros gêneros) quanto em relação às oficinas e palestras que pretendemos promover.

Aguardem novos dados e fiquem a vontade para oferecer sugestões