terça-feira, 13 de abril de 2021

QUEM SÃO OS PROFISSIONAIS QUE PRODUZEM QUADRINHOS?

Quadrinistas autografando quadrinhos durante o Festival de Angoulême, em 2017.

Muitas pessoas leem revistas em quadrinhos, mas não conhecem o trabalho das pessoas que produzem essas revistas, que a gente pode chamar de quadrinistas. Na produção de quadrinhos podem haver várias pessoas envolvidas.  Nas grandes editoras e nos estúdios famosos como o de Maurício de Souza, criador da Turma da Mônica muitas pessoas trabalham na produção dos quadrinhos que temos na nossa Gibiteca.

Há aquele ou aquela profissional que responsável pela coloração (colocar as cores nas imagens); há profissionais responsáveis por escrever a história, o roteirista; o desenhista, que é sempre o mais lembrado, que faz as ilustrações; o letrista que escreve os textos que lemos nos quadrinhos, dentro e fora dos balões; o arte-finalista, que dá os retoques finais da história em quadrinhos antes da publicação e o responsável por organizar a publicação da revista, o editor.

Mas você sabia que temos quadrinistas que não publicam seus quadrinhos por editoras seus sozinhos?

São o que chamamos de QUADRINISTAS INDEPENDENTES. Esses e essas quadrinistas fundam suas próprias editoras, em casa. Eles e elas fazem todo esse trabalho, sozinhos e costumam vender seus eventos que reúnem fãs de quadrinhos, nas redes sociais e em sites na internet.

Assim, se você deseja produzir seus quadrinhos, pode começar em casa ou mesmo na escola. Pode mais tarde fazer um curso, se especializar e se tornar um profissional nesta área.

Conheça o trabalho de uma quadrinista independente: Cátia Ana Baldoíno.



 

O que você achou?
Quer saber mais alguma coisa sobre o trabalho dos quadrinistas?
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quinta-feira, 8 de abril de 2021

OS COLECIONADORES DE QUADRINHOS E SEUS ACERVOS

Os amantes dos quadrinhos muitas vezes se tornam colecionadores. Eles começam muitas vezes bem cedo, comprando sua primeira revista, guardando ela com cuidado em uma gaveta. Depois compram mais uma, mais outra... Com o tempo uma gaveta não é mais suficiente e eles começam a colocar em caixas ou estantes. O fã se torna um colecionador e seus HQs, são seu tesouro. 

Pois é, uma revista em quadrinhos em uma gaveta pode se tornar uma coisa muito mais valiosa no futuro. Mesmo sem saber, essas pessoas formam, em casa, suas gibitecas, ou seja, suas coleções de quadrinhos, que podem possuir vários gêneros (superaventura, humor, romance, terror, crime) ou se concentrar em apenas um gênero ou estilo. 

Há colecionadores que investem em estantes com portas de vidro e até mesmo transforma um cômodo inteiro em uma gibiteca. Essas pessoas começaram suas coleções ainda bem jovens, muitas vezes juntando o dinheiro do troco da merenda das escola para, todo mês poder comprar a revista do seu personagem preferido. E há até quem, mais tarde, transforme isso numa profissão, quando adulto.

Os colecionadores de quadrinhos tem alguns hábitos. Um dos mais comuns é guardar suas coleções em saquinhos plásticos, para evitar que elas fiquem empoeiradas e mais bem conservadas. E a conservação do acervo (da coleção) de quadrinhos segue os mesmos procedimentos de uma coleção de livros (biblioteca). 

Para aqueles que amam seus quadrinhos e seus livros, separamos um vídeo no qual uma especialista no assunto fala da importância da conservação das coleções e dá dicas do que pode do que não pode ser feito. O vídeo é recomendado tanto para os colecionadores quando para profissionais que trabalham em gibitecas e/ou bibliotecas.

   

terça-feira, 6 de abril de 2021

OUSADAS: MULHERES QUE SÓ FAZEM O QUE QUEREM


Dica de leitura para quem curte uma boa biografia em quadrinhos e gosta de conhecer a história de mulheres empoderadas. Em "Ousadas: mulheres que só fazem o que querem", a quadrinista francesa Pénélope Bagieu nos traz a biografia de 30 mulheres, em dois livros em quadrinhos, publicados respectivamente em 2019 e 2020 aqui no Brasil. 

São lindas e emocionantes histórias e mulheres reais, de todo mundo e de todas as épocas. De mulheres comuns a mulheres que se tornaram famosas, todas estão ali. Rainhas, princesas, cientistas, donas de casa e refugiadas. Belas histórias de mulheres que nos deixam excelentes exemplos de superação e de luta contra preconceitos e discriminação.

Fica a dica de leitura. 

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quinta-feira, 1 de abril de 2021

QUADRINHOS AFRICANOS MOSTRAM DIVERSIDADE DO CONTINENTE E COMBATEM PRECONCEITOS

Aya de Youpougon está disponível  no acervo da Gibiteca Helena Fonseca.

Por muito tempo persistiu – e ainda persiste – no imaginário coletivo o estereótipo de que a África é um lugar atrasado e assolado pela miséria. Essa forma de pensar e de se representar a África vem sendo colocada em xeque graças ao esforço de diversos intelectuais e artistas africanos que apresentam outras perspectivas sobre o continente, denunciando, assim, o grande perigo que é contar uma história única.

Nesse cenário de reivindicação das narrativas e reinterpretação dos sentidos na busca de evidenciar a diversidade existente nos diferentes países africanos, a cena de quadrinhos africanos surge como uma potência criativa que vem chamando a atenção dos leitores não só do Brasil, mas de todo o mundo.

“Há na cena de quadrinhos do continente uma variedade enorme de estilos, traços e influências distintas abordando as mais diversas temáticas. Temos desde contos infantis, como Akissi, de Marguerite Abouet e Mathieu Sapin, passando por narrativas biográficas como o The Initiation, de Mogorosi Motshumi, que permite vislumbrar a vida cotidiana de um artista em formação durante os anos do apartheid sul-africano, até deuses renascendo para combater vilões, como em El3osba, de John Maher, Maged Raafat e Ahmed Raafati.” É o que nos diz o professor e pesquisador de quadrinhos sul-africanos Júlio Sandes.

Interesse de longa data

Júlio aponta que o interesse tanto do público, quanto dos pesquisadores brasileiros por HQs africanas não é algo novo e que vem crescendo há cerca de uma década. “O fortalecimento das discussões sobre o papel das histórias negras e africanas na indústria do entretenimento em nível mundial faz com que público se pergunte: ‘onde estão as histórias africanas contadas por artistas de África’”, comenta.

Um dos fatores atuais que despertaram o interesse do público brasileiro foi o curso Quadrinhos Africanos, ministrado gratuitamente pelo pesquisador e editor Márcio Rodrigues em seu canal do Youtube. “O curso online é uma reedição de um curso presencial que ofereço no Maranhão há um tempo”, afirma Márcio.

“A ideia surgiu inicialmente como uma parceria com o Curso de Estudos Africanos e afro-brasileiros da UFMA, e foi construído junto do Centro Acadêmico Maria Firmina dos Reis, encabeçado por estudantes do referido curso”, complementa.

A respeito da recepção do curso, Márcio diz que o público se mostra bastante interessado. “O interesse é tanto que o pessoal me aguenta falando por quase 4 horas seguidas sobre quadrinhos africanos e só se lembra de pedir para assinar a lista de presença após 3 horas de falação”, brinca.

Interesse do público, desinteresse das editoras

Todavia, mesmo que haja interesse pelos quadrinhos africanos por parte do público leitor e dos pesquisadores, as editoras voltadas para a publicação de HQs no Brasil parecem não dar tanta importância, ou até mesmo desconhecem essa produção.

Márcio afirma que costuma acompanhar o catálogo de editoras que geralmente se identificam como progressistas e percebe a falta de diversidade nas publicações. “Fico espantado de ver como em alguns catálogos não há publicação de autoria negra ou feminina, até quadrinhos europeus, como os alemães, são ignorados. Agora imagina se vão dar atenção para os quadrinhos africanos?”, afirma.

Entre as poucas publicações de quadrinhos africanos feitas no Brasil, temos Funmilayo Ransome-Kuti e a União das Mulheres de Abeokuta, de Obioma Ofoego e Alaba Onajin, Njinga Mbandi – Rainha de Ndongo e Matamba, de Edouardserbin Joubeaud e Wangari Maathai e o Movimento do Cinturão Verde, de Wangari Maathai e Eric Muthoga. Essas são obras que fazem parte da coleção Mulheres na História da África, publicados pela Casa das Letras.

A Sesi-SP Editora lançou Púrpura, de Pedro Cirne. A HQ foi inspirada na história da avó do autor, que é luso-angolana, e traz perspectivas dos países africanos falantes de português, como Angola, Moçambique, Cabo Verde, São Tomé e Príncipe e Guiné Bissau.

Já a embaixada brasileira em Cabo Verde lançou uma adaptação do romance O Mulato, que foi ilustrada pela cabo-verdiano Hegui Mendes. A embaixada também produziu um quadrinho com contos de diferentes países falantes de português.

Também passou por aqui uma coletânea de autores falantes de português, o BDLP - Banda Desenhada da Língua Portuguesa, organizado pelo Estúdio Olindomar. A publicação chegou a ganhar o HQmix, considerado o Oscar dos quadrinhos no Beasil, e contou com a participação de autores brasileiros. A BDLP já está no quinto volume, mas só o primeiro teve uma boa repercussão por aqui.

Atualmente a Skript Editora está realizando a pré-venda de dois quadrinhos africanos. O primeiro é Ligeiro Amargor: uma História do Chá, do costa-marfinense Koffi Roger N'Guessan, com roteiro da dupla Elanni e Djaï.

Já o segundo quadrinho é O Pesadelo de Obi, quadrinho guinéu-equatoriano com roteiro de Chino e Tenso Tenso e ilustração de Ramón Esolo Ebalé. A obra satiriza o atual presidente da Guiné Equatorial Teodoro Obiang Nguema Mbasogo, o que ocasionou na perseguição política dos autores, sendo que Ebelé chegou a ser preso.

As duas HQs contam com a edição de Márcio Rodrigues e só chegaram no Brasil graças ao curso sobre quadrinhos africanos. “O convite surgiu após o Sandro Merg, organizador do Butantã Gibicon, ter dito ao Douglas Freitas, um dos donos da Skript Editora, que ele estava fazendo o meu curso online. Douglas então entrou em contato comigo e desde então temos passado 24 horas por dia falando sobre quadrinhos”, comenta.

Mas de todos os quadrinhos africanos publicados no Brasil, Aya de Yopougon, com dois volumes publicados pela L&PM, com roteiro da costa-marfinense Marguerite Abouet e arte do francês Clément Oubrerie, talvez seja a obra mais conhecida e acessível por ter sido selecionada para o Programa Nacional Biblioteca na Escola (PNBE) em 2012.

“Esqueça tudo o que você já ouviu sobre a África”

É assim que se inicia a sinopse de Aya de Yopougon. A HQ acompanha a rotina de três amigas, Aya, Bintou e Adjoua, que vivem dilemas normais de tantos outros jovens: garotos, festas e dúvidas sobre o futuro. Tendo como palco o bairro de Yopougon, na Costa do Marfim, a obra é ambientada nos anos de 1970 e traduz algumas das vivências da própria Marguerite Abouet.

“Acompanhar a história daquelas jovens por Yop City desafia as noções pré-concebidas que o senso comum constrói sobre o que seria uma juventude africana”, comenta Júlio Sande. “Aya não é ‘de África’, nem tampouco ‘de Abidjan’ – cidade onde habita. Ela é de Yopougon. Um bairro que é o seu mundo”, completa.

Para o professor e pesquisador, esse fato já coloca em cheque a noção racista de uma africanidade universal, que toma toda experiência e toda pessoa africana como um exemplar da mesma história, da mesma realidade.

“Um equívoco que só ocorre por conta da ‘história única’, para usar a expressão tornada famosa pela escritora nigeriana Chimamanda Adichie, que o senso comum conhece sobre todo um continente e que precisa ser implodida para ser complexificada”, diz Júlio.

Novos universos

Sobre a publicação de quadrinhos africanos no Brasil, tanto Márcio quanto Júlio apontam para a importância não só de atender uma demanda antiga de leitores e pesquisadores, mas também de apresentar ao público outros universos simbólicos que são totalmente diversos e diferentes dos que estamos acostumados a ver, contribuindo para expandir a nossa ideia sobre quadrinhos e sobre o continente africano.

“Essas publicações certamente contribuem para o questionamento dos estereótipos generalizantes e frequentemente racistas que o senso-comum costumeiramente atribui à região e aos seus povos”, finaliza Júlio.

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Texto publicado no Brasil de Fato, em 21 de março de 2021, de autoria de Edmar Neves é filho de Oxóssi; mestrando em Teoria e História Literária pelo IEL/Unicamp e pesquisador de histórias em quadrinhos, literatura, arte e cultura negra/periférica.

 

terça-feira, 30 de março de 2021

SUGESTÃO DE ATIVIDADE: QUADRINHOS AO CUBO


Aprenda uma nova atividade para usar com seus alunos em sala de aula: quadrinhos ao cubo. Essa atividade ajuda a desenvolver a capacidade narrativa dos alunos e pode ser empregada em todos os anos do ensino regular. Essa atividade pode ser usada desde a alfabetização até o ensino médio e adaptada a todos os conteúdos.

Confira como desenvolver essa atividade com a professora Valéria Aparecida Bari, da Universidade Federal do Ceará.

   

quinta-feira, 25 de março de 2021

GRAMA: UM MANHWA QUE TODO MUNDO DEVERIA LER


Grama é um manhwa (história em quadrinhos coreana) produzida pela sul-coreana Keum Suk Gendry-Kim e publicada no Brasil, em 2020, pela Pipoca & Nanquim. Grama é um quadrinho que todos deveriam ler. Ele fala sobre a história dramática das mulheres que foram vitimadas pelo sistema de comfort women (mulheres de conforto), criado pelo Japão durante a Segunda Guerra Mundial. Este episódio é pouco conhecido, mas muito representativo, pois expõe mazelas da sociedade patriarcal que ainda permanecem e que precisam ser combatidas. Fala sobre a escravidão sexual, que vitimou centenas de milhares de mulheres e que ainda está presente nos dias de hoje.

Comfort women é um termo utilizado para designar as mulheres que, durante a Segunda Guerra Mundial, foram forçadas à escravidão sexual em bordéis criados pelo exército japonês. Esse sistema de exploração sexual baseado na criação de “estações ou casas de conforto” vitimou centenas de milhares de mulheres que ainda aguardam a reparação pelos danos físicos e psicológicos deixados pela experiência.

O sistema de comfort women teve origem na prática institucionalizada pelo Estado japonês de enviar mulheres jovens ao estrangeiro como escravas sexuais. País profundamente patriarcal, o Japão tratava as mulheres como uma mercadoria. Durante a Segunda Guerra Mundial, o Japão impôs essa realidade às suas colônias, criando o sistema de comfort women para atender às necessidades de seus soldados. 

Foram criadas cerca de 400 “estações de conforto”, espalhadas pela China, Filipinas, Taiwan, Cingapura, Indonésia, Birmânia, Tailândia e Vietnã, sempre próximas às bases militares. Estima-se que cerca de 80 a 200 mil mulheres foram forçadas a prestar serviços sexuais a soldados japoneses durante a Segunda Guerra Mundial, sendo que apenas 30% delas sobreviveram. O maior número de mulheres era de origem coreana, cerca de 80% delas.[1]

Grama nos coloca dentro das memórias de uma das sobreviventes, a vovó Ok-sun Lee. É, portanto, é um quadrinho biográfico e, ao mesmo tempo, uma reportagem em quadrinhos ou jornalismo em quadrinhos que dá voz àquelas mulheres que foram esquecidas ou silenciadas pela história.

 

Em respeito às vítimas e suas famílias, Keum Suk Gendry-Kim teve especial cuidado com as cenas que envolviam violência. Segundo autora, por ser mulher, consegue se colocar melhor no lugar das sobreviventes e sensibilizar com sua dor de uma forma que um homem não conseguiria. “Precisamente por ser mulher, provavelmente estou melhor posicionada, em relação aos artistas masculinos, para compreendê-las. Prestei atenção especialmente às cenas de estupro para não mostrá-las diretamente nas imagens.”[2]  

Ao contrário da Alemanha, que, após a Segunda Guerra Mundial, assumiu a responsabilidade pelos crimes cometidos contra a humanidade, o Japão não apenas negou a existência das “estações de conforto” como também destruiu provas da sua existência. Além disso, o sistema não foi encerrado após a guerra. Durante a ocupação estadunidense, ele continuou funcionando, atendendo agora aos soldados dos Estados Unidos. Estima-se que, após a guerra, cerca de 70.000 mulheres foram escravizadas para atender a 350.000 soldados durante a ocupação do Japão.[3]

A busca pelo reconhecimento dos crimes e por reparação tem sido a luta das sobreviventes e suas famílias desde a década de 1990, quando surgiram as primeiras denúncias.  A sociedade mobilizou-se, tanto na Coreia quanto em outros países, nos quais as mulheres também foram vítimas da escravidão sexual durante e depois da Segunda Guerra, incluindo o próprio Japão. “Grama” e outras obras que abordam o tema cumprem o papel de reivindicar esse “dever de memória” e ser o lugar de fala dessas mulheres que, por quase 50 anos, permaneceram resignadas e silenciadas em seus sofrimentos, mas que agora estão tendo-os registrados nos anais da história.

A luta das comfort women tornou-se a luta de todas as mulheres contra a exploração sexual e o machismo, que as sufocam e oprimem em todo mundo, não apenas no Leste Asiático. “Grama” fala com essas mulheres a partir da linguagem universal da justiça, da reivindicação de uma memória, mesmo que dolorosa, dando nome e identidade a mulheres que foram por décadas silenciadas.

O que você achou desse assunto?

Você gostaria de ter essa HQ na nossa Gibiteca?

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Bibliografia consultada:

[1] OKAMOTO, Julia Yuri. As “mulheres de conforto” da Guerra do Pacífico. Revista de Iniciação Científica em Relações Internacionais, João Pessoa, v. 1, n. 1, 2013. p. 92-93. Disponível em: <https://periodicos.ufpb.br/index.php/ricri/article/view/17698/10136>. Acesso em: 12 out. 2020.

 [2] NOGUEIRA, Natania Aparecida da Silva. Entretien avec l'artiste de bande dessinée. Entrevista com Keum Suk Gendry-Kim. Mensagem recebida por: <natania.nogueira2010@gmail.com> em 30 set. 2020.

[3] RAYMOND, Janice. 70 anos depois, um novo sistema de “mulheres de conforto”. Medium. Feminismo com classe. Disponível em: < https://cutt.ly/ngk6PKO >. Acesso em: 28 set. 2020.

 

 


terça-feira, 23 de março de 2021

HALLYU, A ONDA COREANA: VOCÊ SABE O QUE É ISSO?

A Onda Coreana ou Hallyu, que pode ser resumido na expansão de múltiplos aspectos da cultura sul-coreana para as mais diversas regiões do mundo. Este fenômeno se baseia na exportação e popularização de produtos culturais sul-coreanos, a partir da década de 1990. Destes produtos culturais podemos destacar os k-dramas, os grupos musicais k-pop (estilo musical criado na Coreia do Sul) e histórias em quadrinhos, que lá recebem o nome de manhwas. 

Grupo de K-Pop, BTS, formado em 2013.

Esta nova mania que está tomando o mundo fica cada vez mais persente no dia a dia dos nossos jovens, fãs de dramas que podem ser encontrados no Youtube, em site organizados por fãs e em no Netflix, por exemplo. Eles também consomem em grandes quantidades músicas de grupos do K-POP como o Black Pink, o BTX, o EXO e o ASTRO. 

Os manhwas também estão presentes como leitura para os jovens, muitas vezes confundidos com os mangás. Na Gibiteca Helena Fonseca temos, por exemplo, alguns desses quadrinhos, como o Tarot Café, um manhwa publicado no Brasil e que fez um grande sucesso. 
Manhwa (quadrinho sul coreano) - Tarot Café.

Querem conhecer um pouco mais dessa Onde Coreana? Separamos para vocês um vídeo onde especialista falam um pouco sobre isso, indicando e analisando filmes, séries e quadrinhos para quem se interessa pelos produtos culturais. do leste asiático.
 
 

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quinta-feira, 18 de março de 2021

QUE TAL APRENDER A FAZER SEUS PRÓPRIOS BLOCOS E CADERNOS?

O professor Amaury Fernandes, da UFRJ, esteve em Leopoldina (MG), em maior de 2019 e ministrou um minicurso sobre encadernação, dando dicas de como fazer blocos. É simples e muito tranquilo de se fazer, nós testamos. 

Nós gravamos e editamos um vídeo dando o passo a passo. Que tal preparar criar seus próprios cadernos e blocos personalizados? O resultado é fantástico! Nós testamos, usando materiais simples! 


Nós testamos e deu certo: usamos papel de presente comum e tecido para fazer as capas.

Inclusive, na falta do material indicado no vídeo você pode improvisar, sem problemas, usando, por exemplo, papel de presente comum, restos de tecido (retalhos), etc. Você pode usar o tema que quiser e fazer seus blocos e cadernos roubarem elogios dos seus colegas. O que vale é usar a sua imaginação e se divertir fazendo seu próprio material escolar.

 

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terça-feira, 16 de março de 2021

SERÁ QUE VOCÊ REALMENTE SABE QUEM SÃO OS VINGADORES?

Os Vingadores  (The Avengers) são um grupo de super-heróis das Histórias em Quadrinhos (HQs), criado por Stan Lee, Jack Kirby e Dick Ayers, em 1963, e publicados desde aquela época pela editora Marvel Comics, nos Estados Unidos. A Marvel também criou e publica as aventuras de outros super-heróis como o Homem Aranha, o Demolidor e a Miss Marvel.

Nos quadrinhos, tudo começou com Loki, o deus da trapaça tentando usar o Hulk para se vingar de seu irmão, Thor. Mas o Deus do Trovão recebeu ajuda de outros heróis da terra, Homem de Ferro, Homem-Formiga e a Vespa, que juntos conseguiram derrotar Loki e salvar o Hulk. Diferente do que foi mostrado no cinema, vai ser o Homem-Formiga que vai sugerir que o grupo permaneça unido e a Vespa que escolheu o nome do grupo, batizando-o de “Avengers”.  Vai ser apenas na quarta aventura do grupo que o Capitão América vai ser recrutado. Sendo assim, ele não um dos membros fundadores do grupo, como muitas pessoas acreditam.

Primeira aventura dos Vingadores, em 1963.

A equipe de super-heróis mais poderosa da terra passou por muitas fases, nas quais muitos dos seus membros abandonaram o grupo ou foram substituídos.  Alguns Vingadores chegaram a morrer nos quadrinhos, outros tornaram-se vilões e se voltaram contra seus companheiros. Os Vingadores lutaram muitas vezes ao lado de outros grupos e outros super-heróis, como os X-Men e os Guardiões da Galáxia.

A equipe, que existe há mais de cinquenta anos, foi ganhado o gosto do público e hoje podemos encontrar os Vingadores facilmente em jogos, roupas, material escolar, desenhos animados e filmes. No cinema eles fizeram um grande sucesso, popularizando heróis pouco conhecidos como a Viúva Negra e o Gavião Arqueiro e inaugurando uma nova era no cinema, com efeitos especiais fantásticos e batalhas de tirar o fôlego.

Os Vingadores no cinema.
No Brasil suas histórias foram publicadas pela Editora Abril, na década de 1980, na revista Heróis da TV, da qual temos vários números na nossa Gibiteca. Posteriormente, os Vingadores passaram a ser publicados no Brasil, pela Editora Panini, em vários títulos. Desses títulos, temos disponíveis na Gibiteca Helena Fonseca vários números de “Vingadores”, os “Novos Vingadores”.

Você é fã dos Vingadores? Se é deixe aqui seu comentário sobre o grupo e aponte seu personagem preferido.

 

domingo, 14 de março de 2021

RETOMANDO AS POSTAGENS NO BLOG


 Saudações a nossos leitores e leitoras!

A Gibiteca Helena Fonseca está inativa há vários meses devido à pandemia de Covid-19, por conta da reorganização que tivemos que fazer para poder adaptar nossas aulas à nova realidade. No entanto, ainda estamos aqui e vamos retomar nossas postagens a  partir de hoje, trazendo dicas de quadrinhos para leitura, recomendando vídeos e atividades para professores que querem utilizar quadrinhos como ferramenta de ensino.

Quanto à Gibiteca, espaço físico, temos novidades. Nosso espaço está passando por uma reorganização, recebendo mais material e tendo o acervo sendo higienizado (passamos muito tempo fechados, é necessário), para podermos receber os alunos quando retornarem as aulas presenciais. Além disso, a conservação do acervo é necessária e deve ser regular.

Esperamos poder trazer novidades para quem se interessa por quadrinhos e educação e queremos suas sugestões para nosso blog. A Gibiteca Helena Fonseca está caminhando para completar 15 anos de existência em 2022 e queremos manter vivo nosso compromisso com nossos alunos, professores e toda a comunidade escolar, além de você, nosso leitor, que vem nos acompanhando desde o início das nossas atividades.

Dito isso, convidamos todos a compartilhar conosco nosso amor pelos e pela educação.

Direção da E. M. Judith Lintz Guedes Machado

Coordenação da Gibiteca Helena Fonseca

terça-feira, 9 de junho de 2020

DESENHISTA CRIA LIVROS DIGITAIS BASEADOS NA HISTÓRIA DE UBERABA E EM ATLETAS PARALÍMPICOS DA ADEFU


Dois e-books baseados em elementos que fazem parte da história de Uberaba e em entrevistas com atletas paralímpicos da cidade foram lançados na última terça-feira (26).


Ilustrados e roteirizados pelo desenhista Lacerda, os livros digitais "A Menina do Violino Azul" e “A Menina do Violino Azul - Parte 2: A esperança Contra o Coronavírus”, estão disponíveis pela internet.


A personagem principal é Nanda, uma menina deficiente que tem como companhias a cadeira de rodas, um tanque de oxigênio e um violino azul.


A garotinha passeia por um alguns locais que são considerados cartões postais da cidade – como a Igreja Santa Rita, Peirópolis e Museu do Zebu – e conhece a Associação dos Deficientes Físicos de Uberaba (Adefu), onde se sente inspirada pelos atletas paralímpicos.


Escritos com foco no público infanto-juvenil, os livros têm uma linguagem didática e, além de valorizarem a história de Uberaba, também abordam a inclusão.


"A abordagem feita pelo autor traz um olhar para a inclusão, que vai além das limitações físicas ou intelectuais. Aborda com maestria também a inclusão das pessoas, no que se refere ao acesso de todos, independente das limitações, aos bens socioculturais da humanidade, como por exemplo o patrimônio histórico e científico", comentou a secretária municipal de Educação, Silvana Elias.


De acordo com o desenhista, os livros "A Menina do Violino Azul" preenchem uma lacuna na produção de Histórias em Quadrinhos na cidade.


“Uberaba pode se tornar um centro produtor de Histórias em Quadrinhos. Temos uma riqueza cultural única, somos conhecidos como a cidade dos Dinossauros, a capital do Zebu, a terra de Chico Xavier, a cidade das igrejas históricas e isso precisa ser divulgado”, ressaltou Lacerda.


Postagem publicada originalmente no G1.

sábado, 6 de junho de 2020

ESCOLAS DOS ENSINOS FUNDAMENTAL E MÉDIO TERÃO EDUCAÇÃO AMBIENTAL EM QUADRINHOS


Por: Felipe Lucena

Foi lançado nesta sexta-feira, 5/6, em comemoração ao Dia Mundial do Meio Ambiente, o e-book Falando de Meio Ambiente em Quadrinhos que reúne 21 histórias criadas e ilustradas por alunos da graduação de Engenharia Ambiental da Universidade Veiga de Almeida (UVA). O material traz conceitos de ecologia e sustentabilidade de forma didática e criativa para ser usado como ferramenta de educação ambiental por professores dos ensinos fundamental e médio.

A organização do conteúdo teve a curadoria da professora da disciplina Ecologia e Sustentabilidade, Viviane Japiassú. Ela reuniu o material, inseriu as informações conceituais e distribuiu as tirinhas em três capítulos: sucessão ecológica e produção primária; indivíduos, população e comunidades; espécies exóticas nativas e endêmicas.
Além de adotar a linguagem dos quadrinhos, que conversa diretamente com o público jovem e adolescentes, no fim de cada capítulo o e-book traz um jogo de palavras-cruzadas e um quiz.

“Esse conteúdo adicional é um incentivo para interação uma vez que a proposta é que sejam realizados desafios on-line entre os estudantes. Isso é muito positivo nesse cenário de isolamento social ocasionado pelo novo coronavírus”, destaca Viviane.

A professora avalia que a pandemia da covid-19, além de todos os impactos socioeconômicos, também provocou questionamentos sobre a forma como lidamos com o planeta.

“Não existe economia sem os recursos naturais e pessoas. Por isso, é preciso pensar nos próximos passos para nos adaptarmos à nova realidade. E a educação ambiental é uma importante aliada na construção de seres conscientes e engajados”, conclui.

O e-book Falando de Meio Ambiente em Quadrinhos já é resultado do novo modelo pedagógico UVA Maker, implantado no começo deste ano pela instituição de ensino, cujo objetivo é que o aluno se transforme em protagonista do processo de aprendizagem, através de ações atreladas aos Objetivos de Desenvolvimento Sustentável da ONU. O e-book será distribuído para as Coordenadorias Gerais de Educação do Munícipio (CREs) e também estará disponível para o download no site da universidade. Para acessar basta se cadastrar no site.

Postado originalmente no Diário do Rio.Com

domingo, 29 de março de 2020

TURMA DA MÔNICA LIBERA MAIS DE 180 HISTÓRIAS EM QUADRINHOS DE GRAÇA


Por  Camila Pellin

Mais uma alternativa para os pais que estão com seus filhos em casa, já sem saber como ocupar o tempo na quarentena.
A novidade é que o aplicativo Banca da Mônica, disponível em iOS e Android liberou, nesta quarta (26), 188 quadrinhos clássicos dos personagens criados por Mauricio de Sousa.
O conteúdo reúne HQs desde a década de 1950 até hoje, com histórias marcantes dos personagens da Turma. O material pode ser acessado até o dia 25 de Abril.
O aplicativo pode ser encaminhado para o seu telefone neste link. Basta digitar 55+celular. 
Notícia originalmente publicada no Diário da Manhã

quinta-feira, 26 de março de 2020

ALBERTO UDERZO: DESPEDINDO DO PAI DE ASTERIX

Imagem capturada em: https://www.correio24horas.com.br/noticia/nid/albert-uderzo-criador-de-asterix-e-obelix-morre-aos-92-anos/
Faleceu no dia 24 de março de 2020, aos 92 anos, o quadrinista Alberto Uderzo que, juntamente com com René Goscinny,  lançou em 1959 as aventuras de Asterix e Obelix. A história em quadrinhos fez um grande sucesso em todo mundo, tendo sido traduzida para 111 idiomas.  As histórias em quadrinhos destes personagens foram adaptadas, posteriormente, para o cinema na forma de animações e filmes. 

O professor e quadrinista Gian Danton gravou um vídeo contando um pouco da história de Alberto Uderzo, uma homenagem póstuma ao autor. Vamos assistir?

domingo, 24 de novembro de 2019

CONSTITUIÇÃO VIRA QUADRINHOS EM INICIATIVA PARA APROXIMAR A LEGISLAÇÃO DO PÚBLICO EM GERAL


As Leis mais importantes de um país, as normas que regem um Estado, estão registradas em sua Constituição, e é importante que o cidadão comum conheça seus direitos. Para atender a essa necessidade, o  Curso Prime, em parceria com o Estúdio AMX-2, lançaram a revista Direito Constitucional em Quadrinhos.
A iniciativa conta com a experiência de LC Braga com projetos de desenvolvimento de mídias para uso na educação a distância, dentre elas a produção de quadrinhos, além do talento do cartunista JJ Marreiro e a expertise da professora Malu Aragão sobre o assunto. A primeira edição aborda as liberdades constitucionais.
A versão impressa está disponível para venda nas sedes do Curso Prime, em Fortaleza/CE, nos seguintes endereços: Rua Maria Tomásia, 22, Aldeota (tel: 85-3208-2222) ou Avenida do Imperador, 1068, Centro (85-3208-2220).
Já a versão digital em PDF pode ser adquirida diretamente no site oficial do curso (clique aqui).
A revista foi pensada para aproximar a legislação do público em geral, ao passo que faz uso de recursos e artifícios facilitadores da aprendizagem para encantar qualquer leitor, e não apenas os concurseiros.
As Leis existem para organizar o convívio social, para harmonizar o trato entre homens e instituições, e este projeto foca na aprendizagem de conteúdos de modo envolvente e lúdico. Usando técnicas de ensino, o texto constitucional deixa de ser frio e sem vida, tornando-se interessante sem modificar uma palavra original da Carta Magna.
Texto de Samir Naliato capturado do Universo HQ

quarta-feira, 30 de outubro de 2019

SEBRAE LANÇA QUADRINHOS ONLINE PARA ENSINAR EMPREENDEDORISMO A CRIANÇAS





Por Claudia Varella, originalmente publicado em 21 de outubro no UOL

Combater o preconceito sofrido por mulheres que se tornam empresárias. Este é o tema central da história em quadrinhos (HQ) "Liana - Farmácia-Maravilha", em "Liana contra o monstro pavoroso".

Esta e outras duas histórias em quadrinhos online —"Pedro Parque - Loja Teia da Moda" e "Beto Comerine - Restaurante Garras Mantium"— foram lançadas pelo Sebrae para dar noções de empreendedorismo ao público infantil. O objetivo é, segundo o Sebrae, "estimular na criança a imaginação e desenvolver a criatividade, de maneira leve e divertida".

As HQs abordam alguns obstáculos enfrentados pelos empreendedores no dia a dia, como dificuldades na gestão financeira da empresa, e as principais qualidades que precisam ser aprimoradas para quem sonha em ter o próprio negócio, como criatividade, responsabilidade e inovação.

Nas histórias, os empreendedores são retratados como super-heróis (os "empreenderóis") que desenvolvem a força e a capacidade de enfrentar seus inimigos. Foram inspiradas em histórias reais, vividas no dia a dia por empreendedores, segundo o Sebrae.

Conheça as três histórias:


segunda-feira, 28 de outubro de 2019

DOCUMENTÁRIO SOBRE FANZINE LEVANTA RECURSOS PARA FINALIZAR O TRABALHO



Visto como um dos grandes artefatos da literatura, o fanzine é uma produção de diversos conteúdos de forma artesanal que ganhou fama e virou moda na década de 1980. Para contar essa trajetória na região, o professor de língua portuguesa, João Francisco Aguiar, juntamente com os coletivos Z de Ribeirão Preto e Trem Cultural de Serrana, produz um documentário que passa pelas memórias dos fanzineiros da Alta Mogiana. 

Para poder finalizar o trabalho e lançá-lo na próxima edição da Feira do Livro de Ribeirão Preto, o professor, que se tornou fanzineiro aos 16 anos em Serrana, realiza uma vaquinha on-line para arcar com os custos de viagens, equipamento e equipe na gravação. O grupo tem artistas de várias cidades da região, como Franca, Sertãozinho, Cravinhos e Araraquara.

Suas primeiras aparições foram em 1930 nos Estados Unidos, quando clubes de ficção escreviam contos e crônicas e trocavam as histórias entre si. No Brasil, só apareceu na década de 1960 muito atrelado a história em quadrinhos na cidade de Piracicaba. Em Ribeirão, o fanzine ganhou sucesso através do pioneiro Arnaldo Junior e depois, na década de 1990, pelo jornalista Angelo Davanço, ambos entrevistados relatando suas histórias. 

Divulgado em shows de bandas de rock independentes e também pelos correios, o material era considerado uma mídia acessível aos iniciantes no mundo da música que queriam divulgar seu trabalho. Bandas como CPM22 e Raimundos iniciaram a divulgação de sua música e carreira através destas publicações.

"Uma banda tinha que divulgar seu trabalho, então ela lançava uma fita demo e mandava para produtores de fanzine ouvirem essas demos e produzirem a respeito. Então, quando uma pessoa consumia um fanzine na década de 1990 ela conhecia bandas novas", conta o produtor do documentário.

Com a chegada da internet, João compara o conteúdo do fanzine como o de um blog que abrange sobre qualquer assunto através de imagens, poemas, textos, entrevistas e recortes. Ele explica que o documentário vem para mostrar que o fanzine e sua produção artesanal continuam vivas até hoje. 

"O documentário tem um objetivo educacional, porque a minha intenção é trabalhar esse documentário nas escolas [...], mostrar para os alunos a origem do fanzine, a importância deles na década de 1990 e como o fanzine existe na atualidade", explica.

Adaptado do texto publicado no Cidade ON


sábado, 26 de outubro de 2019

GIBITECA COMEMORA 37 ANOS

Fonte: Gibiteca de Curutiba - Facebook

A Gibiteca de Curitiba, a primeira do Brasil, comemorou seus 37 anos com uma série de exposições que mostram a criação de histórias em quadrinhos.  

Entre as exposições estão "O Filho Mau" que  conta a história de uma família que expõe seus medos, segredos  e problemas, alternando entre passado e presente. A HQ é de autoria de Carol Sakura e Walkir. "Pipico no Mundo Virtual", de André e Luciano Coelho, são baseados nos primeiros meses de vida da filha de Luciano e seus primeiros contatos com a tecnologia.

Criada em 1982, a Gibiteca de Curitiba possuí um amplo acervo de quadrinhos  infantis, heróis, humor, terror, cartuns, fanzines, mangás e exemplares estrangeiros faz do acervo da Gibiteca uma fonte valiosa para pesquisas.