quinta-feira, 31 de dezembro de 2009

MENSAGEM DE ANO NOVO


O ano de 2009 foi um ano marcado por muitas dificuldades, acredito que para todos. Tivemos que superar muitos obstáculos, mas continuamos caminhando , aprendendo e crescendo. Então, 2009 foi um bom ano, um ano de aprendizado. Desejamos a todos que acompanham o blog e o trabalho da nossa Gibiteca um 2010 de muitas reslizações, com obstáculos, mas com muito aprendizado e crescimento pessoal e profissional.

FELIZ ANO NOVO!

PAPO AMARELO – A ORIGEM

Janeiro de 1995, o desmatamento e a matança desenfreada de jacarés e outros animais assustam as autoridades governamentais; então eles aumentam o contingente policial nessas localidades.

Nessa nova safra de policiais designados a proteger os ribeirinhos e as florestas do Matogrosso e da Amazônia, encontra-se o Capitão Chico, um paraense com vinte e dois anos, competente, formado em lutas marciais, um dos melhores elementos da corporação.

Capitão Chico, numa batida para repreender e capturar alguns caçadores de jacarés que estavam agindo no pantanal vê seu melhor amigo cair sem vida à sua frente. Então ele fica furioso, e num ato impensado, dispara contra os dois bandidos. Depois o policial chamou outros companheiros e levaram os dois bandidos feridos para o hospital mais próximo, onde foram socorridos e depois encaminhados para a prisão. Enquanto seu amigo já sem vida foi encaminhado para sua terra natal, onde recebeu um sepultamento com honras militares.

Depois daquele trágico episódio, o Capitão Chico, um policial florestal muito querido pelos ribeirinhos e moradores de Kakinã vilarejo localizado na divisa com a Amazônia, steriaishecimento. florestas, PAPO AMARELO, o homem jacartas ganharam um importante e poderoso aliado, o capitcomeça a elaborar um plano secreto, não se esquecendo de nenhum detalhe.

Inspira-se em heróis dos gibis de sua infância e confecciona uma roupa toda verde e bem diferente, para impossibilitar o seu reconhecimento junto aos caçadores, madeireiros e garimpeiros ilegais da região.

A partir daquele instante a natureza, os animais das florestas brasileiras ganharam um importante e poderoso aliado, Papo Amarelo, que passa a defendê-los e a protegê-los.

Para enfrentar seus inimigos, nosso herói verde utiliza somente os punhos, os pés e a mente, armas essas que são mais eficazes que qualquer arma de fogo. Assim surge aquele que já é uma lenda viva entre os índios e ribeirinhos da Amazônia e do Matogrosso.

Moacir Torres

Fonte: EMT Cultura

Promovendo arte há mais de cinco anos


A iniciativa do músico Sandro Costa Mendes, da arte educadora Célia Pereira e do compositor Miguel Ângelo Isoldi começou a tomar forma em meados de 2003, quando o seleto grupo de ativistas culturais fundou o Centro de Produção, Promoção e Formação em Arte e Cultura, situado no prédio da Antiga Estação Férrea do balneário Cassino (avenida Rio Grande, 500). Entre os objetivos do trio, estavam despertar a consciência artístico-cultural na comunidade, propor a inclusão cultural, valorizar a conservação do patrimônio cultural, estimular produções locais, promover atividades, exposições, mostras, festivais e oficinas. "Nós queríamos criar um espaço cultural com todo o tipo de manifestações artísticas, sem fins lucrativos, a gente ganha com o fortalecimento da cultura", concluiu Isoldi.

Em dezembro de 2005, o projeto ganhou força através de um convênio com o Ministério da Cultura, tornando-se Ponto de Cultura, desenvolvendo o projeto ArtEstação nos Trilhos da Cultura. Neste momento, o grupo ganhou também uma presença importante. O acadêmico de Artes Visuais Celso Fernando S. B. dos Santos integrou-se ao pessoal e começou também a fazer parte da coordenação do ArtEstação. Ele explicou que o Trilhos da Cultura foi um projeto que desenvolveu ações voltadas à educação patrimonial através de oficinas de vídeo, desenho, fotografia, serigrafia e costura e que esteve em pleno funcionamento até outubro deste ano. "O projeto acabou, mas nós queremos retomá-lo", salientou. O projeto atendia estudantes de várias escolas da região e desenvolvia ações dos segmentos artísticos já citados voltadas à preservação do patrimônio histórico. Para tanto, oficineiros e oficinados, além de trabalhar nas peças específicas para a produção, realizavam também saídas de campo em diferentes locais, como Vila da Quinta, Ilha dos Marinheiros, Barra do Cassino, Sítio arqueológico no Barro Vermelho, entre outros. Ao final dos cursos (semestrais), os participantes eram certificados com diploma.

Além do Trilhos da Cultura, o Ponto de Cultura desenvolveu no Cassino outras atividades, como o Cineclubismo, Ponto de Mídia Livre, Ponto de Leitura, e mantém programações mensais como exposições, palestras, shows, saraus, mostras de vídeo e lançamentos de produções literárias. Apenas neste ano, uma série de premiações e parcerias rendeu à coordenação muitas atividades novas. "Todos os auxílios e os prêmios que nós ganhamos, investimos aqui, e precisamos fazer economias, a gente acaba aprendendo a administrar e acho que está dando resultado", constatou Célia.

Retrospectiva 2009

Próximo do fim do ano, os quatro amigos que coordenam o Ponto de Cultura reuniram-se com a nossa reportagem no Café-conversa localizado no primeiro andar do prédio do ArtEstação. O objetivo foi de relembrar os acontecimentos de 2009.

No começo do ano, o ArtEstação participou da Feira do Livro com o lançamento da exposição Brasilidade com fotografias de Célia Pereira, que mostrou a diversidade brasileira por diferentes cantos do País. Foi também na Feira do Livro que Sandro Mendes lançou o livro "Contos de Contemplação", uma obra que reúne contos do ativista, escritos em um período em que vivia em Porto Alegre, durante seu mestrado em Literatura na UFRGS. Ainda integrado à Feira do Livro, o ArtEstação promoveu a exposição fotográfica "Uçhisar, uma Aldeia na Capadócia", com fotografias do engenheiro Thierry Rios, durante sua viagem à Turquia.
O Dia do Quadrinho Nacional também foi uma data importante para o Ponto de Cultura. Para prestigiar a data (31 de janeiro), foi organizado um evento para reunir os quadrinhistas rio-grandinos em atividades de desenho livre, integração e discussão a respeito das histórias em quadrinhos e os rumos das revistas independentes, além disso, algumas revistas de quadrinhos nacionais foram comercializadas na ocasião.

Em fevereiro, Sandro Mendes e os alunos Tomás Mendes e Wagner Borges de Almeida, da oficina de vídeo, foram para Santa Maria participar de um coletivo da TV Brasil com pontos de cultura da região sul do País. Conforme Mendes, foram gravados nove vídeos em sete dias, Após a gravação, o material foi editado pelos pontos de cultura e enviados para Brasília para ser exibido no segundo semestre do ano pela TV Brasil.

Durante a Festa do Mar, o grupo organizou a exposição "Cinco Anos de Atividades", com os trabalhos realizados desde a fundação do ArtEstação, além de mostra de vídeos e oficinas de costura, vídeo e gravuras. Em abril, foi retomada a última etapa do projeto Nos Trilhos da Cultura, que terminou em outubro. Em maio, além de seguir com as oficinas e a exposição dos cinco anos no Cassino, também foi promovida a abertura do evento "Maio Cultural 2009", realizado por diversas entidades e produtores culturais.

Fonte: Jornal Agora

quarta-feira, 30 de dezembro de 2009

GAG - As melhores tiras humorísticas


Uma das atividades programadas para o I Seminário Paraibano de Quadrinhos, ocorrido nos dias 15 e 16 de setembro de 2009, em João Pessoa, foi o concurso de tiras humorísticas denominado GAG. O objetivo do concurso foi o de estimular a produção de tiras desse gênero e dar-lhes visibilidade, com a edição de um catálogo com as tiras selecionadas, pela editora Marca de Fantasia. A premiação para o primeiro colocado é um exemplar da edição de luxo “Toda Mafalda”, de Quino, num oferecimento da loja especializada em quadrinhos “ Comic House ”, de João Pessoa. O evento, bem como o concurso de tiras, foi realizado pelo Namid (Núcleo de Artes Midiáticas) do Programa de Pós-Graduação em Comunicação da UFPB. As tiras estão expostas no prédio do Mestrado em Comunicação até o dia 30 de setembro deste ano.

Participaram do concurso 34 quadrinhistas com 31 personagens, donde 3 foram criados em parceria de desenhista e roteirista e um desenhista apresentou dois personagens (com um em parceria). Os autores produziram suas tiras em várias cidades e estados do país, com destaque para São Paulo, com 8 trabalhos (5 da capital), 6 do Rio Grande do Sul (3 de Porto Alegre), 3 de Natal e Fortaleza. Paraíba, Alagoas, Bahia, Minas Gerais, Parará e Rio de Janeiro tiveram 1 ou 2 inscritos, mais um argentino, de Córdoba. A diversidade geográfica e o alcance internacional mostram a força e o imediatismo da comunicação via internet, que foi o único meio de divulgação do concurso e num curto período. As inscrições se fizeram por e-mail, com o envio das tiras em arquivos eletrônicos. Esta facilidade favoreceu a que muitos autores enviassem seu trabalho sem custo ou demora, sem a burocracia dos correios e preservando os originais.

Conforme o regulamento, as tiras foram selecionadas por Marcos Nicolau e Henrique Magalhães, com a colaboração dos pesquisadores do Núcleo de Artes Midiáticas do Mestrado em Comunicação da UFPB. Os critérios foram a sacada humorística, a elaboração da personagem e o aspecto gráfico. Dos 31 personagens, 17 foram selecionados para a exposição em pranchas com três tiras cada e para figurar no catálogo a ser editado posteriormente. O trabalho vencedor foi “O inferno são os outros”, de Hector Salas, de Salvador.

Com traço firme e personagens bem definidos, visualmente agradáveis e provocativos, as figuras criadas por Hector Salas trazem com criatividade os elementos característicos das tiras: concisão, ritmo, fluência e humor refinado. Mesmo utilizando um tema recorrente no universo humorístico, como a dualidade do bem e do mal, do céu e do inferno, Hector extrapola os limites do tema e recorre ao humor de costumes, trabalhando com ironia os conflitos do quotidiano e as idiossincrasias dos sujeitos atuais.

A maioria das tiras apresentou muito boa qualidade, o que nos parece surpreendente. Visto que o espaço para as tiras nos jornais se torna cada vez mais rarefeito, a produção dessa expressão particular dos quadrinhos denota a resistência dos autores nacionais e confirma sua tradição no país.

Consideramos que a promoção do concurso de tiras GAG alcançou plenamente seu objetivo, que foi o de estimular a produção e favorecer sua difusão. A publicação do álbum pela Marca de Fantasia fará o registro necessário desse momento criativo e valorizará o gênero, incentivando a continuidade de sua produção.

Henrique Magalhães

Selecionados na primeira edição do GAG:

Autor ( personagem , origem)
Amancio ( Mimi , Natal, RN)
Augusto Bier ( Alemão Blau na Brasilândia , Porto Alegre, RS)
Betir Lopes Júnior ( Os políticos , Manhuaçu , MG)
Daniel Linhares ( Juvenal Fagundes , Santo André, SP)
Denilson Albano ( Minha carreira frustrada , Fortaleza, CE)
Estevão Ribeiro ( Os passarinhos , Niterói, RJ)
Faoza ( Nojob , São Paulo, SP)
Hector Salas ( O inferno são os outros , Salvador, BA)
JJ Marreiro ( Lucy & Sky , Fortaleza, CE)
Leandro Dóro ( Bodocão , Porto Alegre, RS)
Leonardo Santana & Maurício Fig ( O homem nu , Olinda, PE)
Lucas Lima ( Nicolau e seus queridos vizinhos , Araraquara, SP)
Luysiane Costa & Rafael Sanzio ( Lui & Lola , João Pessoa, PB)
Marcelo Schmitz ( Amaro Camarajipe , Recife, PE)
Mário Latino ( O Agente secreto 000125 , São Paulo, SP)
Pedro Leite ( Arthur e Lancelot , Porto Alegre, RS)
Sergio Más ( As 10 diversidades do Brasil que eu conheço , Córdoba, Argentina)

Fonte: Marca da Fantasia

Turma da Mônica: Ano Novo


Uma historinha para a gente se divertir neste fim de ano!
Um feliz Ano Novo para todos!

Fonte:www.monica.com.br

terça-feira, 29 de dezembro de 2009

Novas revistas do Estúdio EMT


O cartunista e escritor Moacir Torres (Autor da Turma do Gabi) e Estúdio EMT criaram e produziram essas três novas publicações infantis de atividades “Belzinha, Clubinho da Criança e Bichinhos da Fazenda”, e estão sendo publicadas pela Editora Minuano. O lançamento dessas novas edições está previsto para o início do ano. As revistas estarão em todas as bancas e livrarias do Brasil e de alguns países da Europa.

Curso de Férias HQEMFOCO - COLORIZAÇÃO DIGITAL


Janeiro de 2010 – Matrículas Abertas

Aproveite as férias para adquirir novos conhecimentos!

O curso de férias de Colorização Digital visa preparar o aluno para a utilização do PHOTOSHOP em ilustrações e histórias em quadrinhos, facilitando o contato com técnicas básicas, até avançadas, para o entendimento do processo de trabalho do colorista.

CONTEÚDO

- Ferramentas do Photoshop para pintura digital

- Utilização de Camadas [layers]

- Scaneamento e tratamento de imagens

- Teoria das Cores

- Aplicação de Luz e Sombra

- Sombra cortada e degradê

- Simulando pintura artística através das ferramentas digitais

- Climatização de cenas

- Texturas, pincéis e efeitos

- Correções e ajustes de cor
- Preparando imagens para impressão

DURAÇÃO

30 horas

[sistema intensivo]

VALOR

03 parcelas de R$ 69,00

ou R$ 165,00 a vista.

ENDEREÇO

ETE José Rocha Mendes

Rua Américo Vespucci, 1241 – Vl Prudente

DATAS / HORÁRIOS:

Turma 01: dias 12, 13, 14, 15, 19, 20, 21 e 22 de janeiro

Tarde: 14:00 as 17:45hs

Turma 02: dias 11, 12, 13, 14, 15, 18, 19, 20, 21 e 22 de janeiro

Noite: 19 as 22hs

MATRÍCULAS

[11] 2855-2172

[11] 2157-3352

[11] 8234-4392


Mais INFORMAÇÕES e IMAGENS:

http://escola-hqemfoco.blogspot.com/2009/12/curso-de-ferias-colorizacao-digital.html

Outros cursos de férias na ETEc José Rocha Mendes:

- Ilustração Digital [coreldraw ou ilustrator]

- Tratamento de Imagens [photoshop]

Turma do Xaxado no Prêmio Angelo Agostini


Em fevereiro de 2010 será realizado o 26º Dia do Quadrinho Nacional, com a entrega do Prêmio Ângelo Agostini e nosso livro 1.000 TIRAS EM QUADRINHOS está concorrendo como lançamento do ano de 2009.

Podem participar todo quadrinhista (profissional ou amador), estudioso, colecionador ou aficionado pelo quadrinho nacional, basta preencher a cédula e enviar.

Preencha a cédula e envie para o endereço: AQC-ESP/ Worney Almeida de Souza Caixa Postal 675 - CEP 01059-970 - São Paulo (SP) ou para os endereços eletrônicos. (se for enviar por e-mail, copie a cédula completa, cole no e-mail e preencha) e envie para votacao@aqc-esp.com.br e angeloagostini@bigorna.net . Não há a necessidade de votar em todos os itens. O prazo é até 05 de janeiro de 2009.

Feita a apuração, os vitoriosos serão homenageados, com direito a uma exposição, troféu e muita badalação. O resultado final e o local da festa serão divulgados no final de janeiro em revistas, em jornais de circulação nacional, no site da AQC-ESP, no site Bigorna.net e no QI.

Outras informações: http://www.bigorna.net/index.php?secao=noticias&id=1258041533

Prêmio IAP de Artes Literárias 2010

O Instituto de Artes do Pará (IAP) inscreve até o dia 12 de janeiro para o Prêmio IAP de Artes Literárias 2010, que inclui o Prêmio IAP de Edições Culturais e a Bolsa de Pesquisa, Experimentação e Criação em Artes Literárias.O edital e o formulário de inscrição estão disponíveis para download no site http://www.secult.pa.gov.br/Editais.asp.

O Prêmio IAP de Edições Culturais contemplará obras nos gêneros Auto Popular, Ensaio e Cordel, este último incluso pela primeira vez na premiação, reforçando uma característica especial do Prêmio IAP: a valorização da cultura e tradições populares.

As categorias Cordel e Auto Popular podem contemplar mais de um autor, que terão suas obras compiladas em um mesmo volume de cada gênero. O IAP publicará três livros, com tiragem de mil exemplares cada, cabendo aos seus autores 500 exemplares, permanecendo 500 exemplares no IAP, para divulgação institucional da obra e doação a bibliotecas públicas.

Criado em 2002, o Prêmio IAP de Literatura foi o primeiro no Estado a garantir a publicação das obras dos autores contemplados. Já foram publicados 28 livros, nos gêneros Conto, Romance, Poesia, Teatro, Literatura Infantil, Dramaturgia, Ensaios, Auto Popular e História em Quadrinhos.

Fonte: Diário do Pará

Oficinas abertas de Cartum e Mangá


Todos os sábados, das 13 às 15h, na Casa de Cultura Mário Quintana em Porto Alegre. O local é no terceiro andar da CCMQ, na grande mesa redonda, próxima à biblioteca Érico Veríssimo.

Essencialmente, é um ponto de encontro que funciona desde 1984( em outras Entidades e desde 1994, na CCMQ - são 25 anos de atividades, agora )e onde as pessoas podem trazer os seus trabalhos e ter uma orientação técnica pelo professor e ilustrador Marcos Pinto.

Sempre uma atividade com ENTRADA FRANCA!

Logo, Se tu estiveres pela cidade de Porto Alegre em um sábado desses, esteja convidado/a!
São todos bem-vindos!


ENTRADA FRANCA

Contato: marcosbnpinto@gmail.com
Celular: ( 51 ) 9736-0781

Marcos Pinto
É professor multilíngue( Inglês, Francês, Espanhol e Italiano ), profissional na área das Artes Gráficas e ilustrador com mais de 29 anos de experiência( desde 1980 )com trabalhos(em ilustração para Literatura, Cartum e História em Quadrinhos )dedicados ao público Infanto-Juvenil - quer publicados no Brasil, e também divulgados no Exterior, assim como trabalha como professor de crianças e jovens na área das Artes Gráficas desde 1984.

CASA de CULTURA MÁRIO QUINTANA
Rua dos Andradas, 736
Porto Alegre/RS
No terceiro andar ( ala OESTE )
Em frente à Biblioteca Érico Veríssimo
Todos os sábados, das 13 às 15h.

A partir de 12/12/2009, às 13:00h

segunda-feira, 28 de dezembro de 2009

Horácio

Por Matheus Moura

Ele é verde, pequeno, arredondado e mal se veem os braços. Muitos o conhecem, mas poucos sabem que ele é vegetariano. Isso pode até mesmo soar estranho, pois ele por natureza deveria ser carnívoro por se tratar de um tiranossauro. O personagem em questão é o Horácio, criado por Maurício de Souza em 1963, para o jornal Diário de São Paulo.

Horácio faz parte dos personagens do Estúdio Maurício de Souza que pertencem à pré-história. Como concepção inicial, Maurício tinha em mente deixar Horácio contracenar com o já conhecido personagem Piteco (um homem das cavernas), publicado no Diário. A ideia não durou muito e logo o dinossauro estreava com tiras próprias na Folhinha de São Paulo, todos os domingos.

O sucesso foi imediato atraindo atenção tanto de crianças quanto de adultos. E isso tinha, e até hoje tem, uma razão de ser: Maurício de Souza manteve a criação das histórias de Horário durante muito tempo atrelada a ele mesmo. Enquanto outros personagens eram, e são, desenvolvidos por equipes criativas tendo apenas o aval do criador, Horácio passava (hoje em menor grau) por todo o processo criativo do próprio Maurício. Isso acabou moldando-o. Essa questão até mesmo fez com que se especulasse de o personagem ser o alter-ego de Maurício.

Mas não é só por ser bonitinho e ter a criação das histórias feitas diretamente pelo mandachuva do estúdio que Horácio se tornou um sucesso. Na verdade o que mais chama atenção nas histórias dele são as temáticas. Praticamente todas tem um “quê” social, humano/sentimental e filosófico.

O vegetarianismo de Horácio toma forma aí. Ele, por ser amável, sempre amigo e livre de preconceitos, precisava ter algo que lhe marcasse como tal. O hábito de comer apenas alface ressalta essa característica, até porque um dinossauro carnívoro não seria um bom amigo/ouvinte. Em contrapartida, o vegetariano, que cuida melhor da própria saúde a se atém a questões de ética e valor à vida é um bom ponto de referência. Dessa forma, Horácio cumpre bem seu papel de crítico, observador e utópico, uma vez que ele vê bondade em situações que até mesmo não são assim tão legais.

Outro ponto que reforça o lado humano de Horário e que o diferencia de outros de sua espécie é a busca pela mãe. Ele, assim como praticamente todos os dinos a sua volta, nasceu de um ovo largado à própria sorte. Enquanto seus contemporâneos não se preocupam com essa questão, Horário vive amargurado, nutrindo um desejo incurável e inalcançável de encontrar sua “querida mãezinha”.

Recentemente foi publicado o Almanaque Piteco & Horácio # 2. Em março de 2009 foi a vez do número um. Cada exemplar vale R$ 3,80. Um valor ínfimo a se pagar por boas histórias de amizade e compaixão. Apesar de não ser em todos os contos que a característica vegetariana de Horácio é explorada, vale a pena conhecê-lo. Atualmente é um dos poucos personagens vegetarianos das histórias em quadrinhos, ainda mais brasileiras.

Fonte: ANDA

Universia indica cursos de verão para quem quer aproveitar as férias

Portal traz opções para estudantes que pretendem utilizar o período para investir em projetos particulares.

São Paulo— Após um ano de estudos, o recesso escolar é um descanso merecido para quem se dedica às atividades acadêmicas. No entanto, durante as férias, muitas universidades disponibilizam cursos para preencher o tempo livre de quem quer se especializar, aprender mais sobre determinado tema ou implementar o currículo. O portal Universia preparou uma lista que reúne os principais cursos oferecidos por instituições em todo o País.

Segundo o conteúdo do portal, os estudantes podem aproveitar o tempo livre para investir em atividades que não conseguem viabilizar durante o período letivo. Entre os cursos listados encontram-se opções que vão desde idiomas em nível básico, até aulas sobre a linguagem das histórias em quadrinhos, contabilidade e fenômenos naturais, entre tantas outras.

Confira mais informações sobre cursos de férias no endereço www.universia.com.br/universitario/materia.jsp?materia=18614. Outros dados sobre o universo acadêmico estão no Canal Universitário, em www.universia.com.br/universitario.

Perfil - O Universia é uma rede de cooperação universitária que reúne 1.126 instituições de ensino superior na América Latina e Península Ibérica, e tem como parceiro financeiro-estratégico o Grupo Santander. A Rede Universia atua em quatro eixos estratégicos: fomento à empregabilidade (emprego), incentivo à formação (formação), desenvolvimento dos meios científico e acadêmico (observatório), e apoio às comunidades e eventos para o relacionamento universitário (redes sociais).

O objetivo da Rede Universia é contribuir com serviços de valor agregado às universidades, apoiando o desenvolvimento de projetos comuns e a geração de novas oportunidades para a comunidade universitária, contribuindo, dessa forma, para o desenvolvimento sustentável dos países onde o Universia está presente.

O principal elemento integrador desta rede é o portal Universia, que desenvolve conteúdo e serviços gratuitos para o meio acadêmico, em línguas portuguesa e espanhola. O Portal está presente em 18 países: Andorra, Argentina, Brasil, Chile, Colômbia, Costa Rica, Cuba, Equador, Espanha, México, Panamá, Paraguai, Peru, Portugal, Porto Rico, República Dominicana, Uruguai e Venezuela, congregando 72% do público universitário, com 12,1 milhões de alunos e professores.

Lançado no Brasil em março de 2002, o portal Universia (www.universia.com.br) conquistou em sete anos, a parceria com 260 universidades, alcançou a marca de 2,4 milhões de usuários cadastrados e uma média mensal de 1,2 milhão de usuários únicos (Fonte: Nielsen//NetRatings).

Os conteúdos e os serviços atendem aos pré-universitários, universitários, pós-universitários, docentes e gestores das instituições de ensino superior. Os serviços oferecidos são: estágios, cursos on-line, salas de aula virtuais, e informações sobre bolsas de estudo, intercâmbio, empreendedorismo, pesquisa científica, carreira, entre outros. | www.universia.com.br

Fonte: Revista Fator

Site lista as 100 melhores histórias em quadrinhos de todos os tempos


O conceituado site norte-americano especializado em quadrinhos Comic Book Resources divulgou neste domingo (27) a lista completa das cem melhores histórias do gênero em todos os tempos. O ranking foi elaborado a partir de votação dos leitores do site.

A lista é encabeçada pela graphic novel "Watchmen", de Alan Moore e Dave Gibbons, originalmente publicada entre 1986 e 1987. A HQ da DC Comics sobre um grupo de super-heróis durante a Guerra Fria ganhou uma adaptação para o cinema neste ano, dirigida por Zack Snyder.

Em segundo lugar, ficou "A saga da Fênix Negra", arco de histórias da revista "X-Men" assinado por Chris Claremont, John Byrne e Terry Austin e publicado durante o ano de 1980 pela Marvel Comics.

Frank Miller aparece com três títulos na lista: "Batman - Ano um", "Batman - O cavaleiro das trevas" e a história "Born again", da revista "Demolidor".

Entre as dez mais votadas, apenas a graphic novel "Maus", de Art Spiegelman, não pertence ao gênero dos quadrinhos de heróis. A história, que narra a experiência do pai do quadrinista como um judeu polonês em um campo de concentração nazista, foi a primeira HQ a vencer o prestigioso Prêmio Pulitzer, em 1992.

Confira abaixo as 10 histórias mais votadas ou clique aqui para ler a lista completa no site do Comic Book Resources.

1. "Watchmen", de Alan Moore e Dave Gibbons

2. "A saga da Fênix Negra", de Chris Claremont, John Byrne e Terry Austin

3. "Born again" (Demolidor), de Frank Miller e David Mazzucchelli

4. "Batman - Ano um", de Frank Miller e David Mazzucchelli

5. "Batman - O cavaleiro das trevas", de Frank Miller e Klaus Janson

6. "All star Superman", de Grant Morrison e Frank Quitely

7. "Crise nas infinitas terras", de Marv Wolfman, George Perez, Dick Giordano e Jerry Ordway

8. "Sandman - Estação das brumas", de Neil Gaiman, Kelley Jones, Mike Dringenberg, Malcolm Jones III, Matt Wagner, Dick Giordano, George Pratt e P. Craig Russell

9."Reino do amanhã", de Mark Waid e Alex Ross

10. "Maus - A história de um sobrevivente", de Art Spiegelman

Fonte: Globo.com

Chris Ware tem um título lançado no Brasil


Ainda que muito material de qualidade continue inédito no Brasil, alguns dos mais representativos títulos e autores das histórias em quadrinhos alternativas americanas têm ganhado edições nacionais. Robert Crumb, Art Spiegelman, Charles Burns, Craig Thompson, Dash Shaw e Guy Delisle (este, canadense) são apenas alguns dos nomes que podem ser encontrados nas seções reservadas aos quadrinhos nas livrarias brasileiras. A eles, soma-se agora Chris Ware, um dos mais cultuados quadrinistas contemporâneos. Ainda que seus trabalhos sejam elogiadíssimos pela crítica - e tenham também público cativo -, somente este ano uma obra de Ware chega por aqui.

Jimmy Corrigan - O menino mais esperto do mundo sai no Brasil uma década depois de publicado nos Estados Unidos. A história em quadrinhos conseguiu uma repercussão que inclui o American Book Award, prêmio até então nunca concedido para uma HQ. O reconhecimento não é à toa. No álbum, Ware apresenta uma arte muito original (ainda que beba de referências visuais facilmente reconhecíveis) e uma narrativa gráfica que o aproxima tanto de quadrinhos clássicos quanto do formato do romance na literatura. O que, na prática, é nada mais nada menos o mesmo que os autores citados anteriormente têm feito.

Ware, no entanto, tem um trabalho distinto, próprio. O que chama a atenção logo à primeira vista são os desenhos: limpos e detalhados, com uma paleta de cores em tons pastéis. A narrativa gráfica é intrincada. Admirador da arquitetura, das artes plásticas, da publicidade e - claro - dos quadrinhos das primeiras décadas do século 20, o autor nascido na cidade de Omaha (estado de Nebraska), hoje morador de Chicago, reprocessa todas essas referências à sua maneira, com um estilo inconfundível.

O texto acompanha a qualidade dos desenhos. O Jimmy do título são três e, de certa forma, um só. A história começa no tempo presente (meados dos anos 1980). Jimmy Corrigan é um solitário homem de 36 anos que viaja para encontrar pela primeira vez o pai que nunca conheceu. Paralelamente, são apresentadas as histórias dos outros Jimmys. Um deles é o protagonista quando criança, o outro, seu avô na infância - que, assim como ele, vive uma relação complicada com um pai negligente, ausente e, na maior parte do tempo, indiferente.

Em todos os casos, Jimmy usa sua imaginação para escapar de uma realidade opressora. Nesses momentos, o trabalho de Ware mostra todo seu potencial, com fluxos de consciência, sonhos e delírios narrados com habilidade cinematográfica. Ao longo da HQ, Jimmy tenta entender a rejeição que o tornou uma pessoa tão retraída, antissocial e infeliz. Inspirada parcialmente em experiências do próprio Ware (que só conheceu o pai já adulto), Jimmy Corrigan - O menino mais esperto do mundo é uma obra especial por apresentar de maneira visualmente deslumbrante dramas dos mais reais, sem apelar para o sentimentalismo, para o melodrama ou a autopiedade.

Gênese criativa
Antes de virar uma referência dos quadrinhos contemporâneos, Chris Ware publicou em uma série de revistas alternativas, entre elas, a RAW, editada por Art Spiegelman. O artista veterano, por sua vez, quando novato também passou por publicações alternativas (muitas delas, a convite do amigo Robert Crumb). Parte dessa produção foi compilada em 1978, em um álbum chamado Breakdowns. Duas décadas depois, esse mesmo título foi relançado com uma história adicional recente, na qual Spiegelman comenta seus primeiros contatos com os quadrinhos. Breakdowns - Retrato do artista quando jovem chega agora ao Brasil.

A edição é supercaprichada, com capa dura, formato gigante (25,4cm x 35,6cm), papel e impressão de primeira qualidade. O conteúdo interessa, principalmente, aos fãs do autor - pois, como o título deixa claro, são os trabalhos de Spiegelman no começo da carreira, ainda moldando seu estilo. Antes de se consagrar com o essencial Maus (umas das mais relevantes graphic novels já publicadas), Spiegelman testou diversas técnicas e referências - das HQs às artes plásticas. É este o mérito de sua fase inicial: a experimentação.

E se nenhuma dessas primeiras histórias chega a ser um clássico, algumas merecem especial atenção. Há no álbum aquela que daria início a Maus (batizada com o mesmo título da graphic novel) e a dolorosa Prisioneiro do planeta Inferno, na qual ele narra o dia em que encontrou a mãe morta e como isso o afetou. O epílogo que fecha o livro ajuda a entender não apenas a trajetória de Spiegelman, mas também parte da história dos quadrinhos underground nos Estados Unidos.

JIMMY CORRIGAN - O MENINO MAIS ESPERTO DO MUNDO
De Chris Ware. 384 páginas. Quadrinhos na Cia. R$ 49.

BREAKDOWNS - RETRATO DO ARTISTA QUANDO JOVEM
De Art Spiegelman. 312 páginas. Quadrinhos na Cia. R$ 79.

Fonte: Correio Brasiliense

terça-feira, 22 de dezembro de 2009

FELIZ NATAL


Desejamos um Feliz Natal para todos os nossos leitores e avisamos que vamos dar uma ligeira pausa no blog para curtir as festas com a família.

1º Festival Municipal de Humor e Quadrinhos de Abreu e Lima (PE)


1º FMHQA acontece nos dias 23 e 21 de Janeiro de 2010 das 10h as 18h na cidade de Abreu e Lima (PE), o evento é coordenado pelo caricaturista e quadrinhista Edson Bezerra.

A primeira edição do evento homenageia o Cartunista Lailson de Holanda que estará aplicando uma palestra no primeiro dia, e no segundo dia a palestra fica por conta de outro grande mestre do humor o cartunista do Jornal Diário de Pernambuco, Jarbas Domingos.

As inscrições estão abertas até o dia 30/12/2009, pelo ARTE BLOG com ficha enviada pelo e-mail e.b10@hotmail.com.

1º Festival Municipal de Humor e Quadrinhos de Abreu e Lima será realizado no Prédio da Escola José Francisco Barros (Av. Duque Caxias – Centro – Abreu e Lima – PE.

PROGRAMAÇÃO

DIA 23/01/2010 (SÁBADO)

09:00h. Abertura do evento para todo público presente e lançamento do livro “DANTON O MISTÍCO” do escritor abreulimense JARDEL FRANÇA. Depois a Banda de rock “GARAGEM LIVRE” Recife – Oficinas de desenho – Desenho retrato – Magic game – vendas /revistas – exposição de trabalhos dos classificados aos prêmios do concurso – sala vip.

10:00h. Abertura oficial com explanação do curador do evento no auditório

da escola JFB, Edson Bezerra e o Secretário de Turismo e cultura de Abreu e Lima, SÉRGIO AROUCHA.

12:00h. Almoço dos participantes, mais continua o evento.

14:30h. “Palestra com homenageado do 1º FMHQA, Lailson de Holanda, cartunista e quadrinhista do Jornal Diário de Pernambuco “origem do humor em Pernambuco e sua biografia” perguntas e respostas”.

16:00h. Continua as Oficinas – Desenho – Magic game – vendas de revistas – exposição dos trabalhos – Grupos de danças de vários bairros de Abreu e Lima.

18:00h. Encerramento do primeiro dia do evento.

DIA 24/01/2010 (DOMINGO)

09:00h. Abertura do evento e o concurso “08 HORAS DE QUADRINHOS”.

10:00h. Abertura oficial com explanação do curador do evento Edson Bezerra e o Historiador, museólogo JORGE PAES BARRETO de Igarassu “auditório

da escola JFB”, apresentações de grupos de danças locais – Oficinas de desenho – Desenho de retrato – Magic game – vendas de revistas exposição de trabalhos dos classificados e entrega dos prêmios do concurso.

12:00h. Almoço dos participantes, mais continua o evento.

14:30h. “Palestra com homenageado do 1º FMHQA, Jarbas, cartunista e quadrinhista do Jornal Diário de Pernambuco “biografia” perguntas e respostas”.

16:00h. Continua as Oficinas – Desenho – Magic game – vendas de revistas – exposição dos trabalhos – Grupos de danças de vários bairros de Abreu e Lima.

18:00h. Encerramento do segundo dia do evento e entrega do prêmio “08 Horas de quadrinhos e o destaque do evento”.

Fonte: Zine Brasil

Retrospectiva 2009 em quadrinhos

O site da Editora Abril publicou uma retrospectiva jornalística dos fatos mais marcantes de 2009, no Brasil e no resto do mundo, em diversas áreas de notícias.

Alguns desses acontecimentos foram relembrados na forma de história em quadrinhos.

No esporte, as 11 páginas de Eu voltei! - argumento de Marcos C. Pereira e roteiro e arte de Dalton Soares - contam tudo sobre o retorno do "Imperador" Adriano e de Ronaldo "Fenômeno" ao futebol brasileiro e a condição de novos ídolos das torcidas do Flamengo (que conquistou o campeonato nacional) e do Corinthians, respectivamente.

Retrospectiva 2009Com Eu vejo pessoas mortas, em seis páginas, Bruno Dias (argumento) e Dalton Soares (roteiro e arte) revisitam a morte de Michael Jackson e mostram detalhes da notícia que abalou o mundo das celebridades neste ano.

E Baloon Boy em: Altas aventuras!, com dez páginas roteirizadas e desenhadas por Soares sobre storyboard de Dann Thomas, faz um apanhado de alguns fatos de grande repercussão no mundo, como a posse de Barack Obama na presidência dos Estados Unidos, o golpe de estado em Honduras, a gripe suína e vários outros, tudo "relatado" pelo garoto norte-americano cujos pais o envolveram numa farsa sobre um balão desgovernado nos céus dos EUA.

Fonte: Universo HQ

domingo, 20 de dezembro de 2009

Documentário sobre História em Quadrinhos e Literatura

Produzido pelo canal radarcultura, o vídeo faz um percurso da história em quadrinhos no país, mostrando seus principais expoentes através de duas entrevistas, uma com Paulo Ramos e a outra com o editor Gualberto Costa. Os dois entrevistados dialogam sobre a relação entre quadrinhos e literatura e comemoram o novo destaque que foi dado ao gênero diante da adaptação de vários livros para o formato em quadrinhos.

História, em quadrinhos


Personagens e temas históricos estão virando assunto de muitos quadrinhos. Agora, entram também nas escolas

Julio Bezerra

D. João, Revolta da Chibata, Santos Dumont, Inconfidência Mineira, Dia do Fico... Não necessariamente nesta ordem. Mas tudo em quadrinhos. Nos últimos anos, as HQs vêm conquistando a literatura, ganhando prêmios e vencendo preconceitos. E estão se aproximando da História: cada vez mais lançamentos adaptam temas históricos para a linguagem dos quadrinhos. Até o MEC já se rendeu.

Antes de se conhecer uma curta lista de algumas dessas adaptações, convém puxar o fôlego: A Revolta da Chibata (Olinto Gadelha e Hemetério), História do Brasil (Jota Silvestre, Celso Kodama, Laudo, Omar Viñole e Edson Rossatto), A Inconfidência Mineira e A Guerra dos Farrapos (coordenados por André Diniz), D. João Carioca, Debret em viagem histórica e quadrinhesca ao Brasil e Santô e os pais da aviação (Spacca), Passos Perdidos, História Desenhada (Amaro Braga, Danielle Jaimes, Roberta Cirne e Diva Mello). Todos esses (e muitos outros), somente de 2006 para cá.

“Essa tendência faz parte de um longo processo de valorização dos quadrinhos: o surgimento das grafic novels, as adaptações de clássicos da literatura, o aproveitamento dos personagens dos quadrinhos em outras mídias, como o cinema etc.”, explica o professor Waldomiro Vergueiro, coordenador do Núcleo de Histórias em Quadrinhos da Escola de Comunicação e Artes da USP. “A História, ou melhor, a nossa História, é rica em fantasia, ficção e terror. Não precisamos inventar tanto para ter boas narrativas”, completa Amaro Braga, professor da Federal de Pernambuco (UFPE) especializado em quadrinhos.

Não é de hoje que se tenta contar a História do Brasil em quadrinhos. Os mais velhos devem se lembrar das edições lançadas pela Editora Brasil-América Ltda. nos anos 1950 e 1960. Publicações da Ebal retratavam episódios da saga brasileira nos traços naturalistas de Ivan Wasth Rodrigues e apresentavam biografias, como as de Rui Barbosa, Oswaldo Cruz e o visconde de Mauá. Acompanhando o espírito ufanista da época, tentavam convencer pais e educadores de que a arte seqüencial se prestava à veiculação de mensagens de alto nível para crianças e jovens.

“O grande problema”, explica Waldomiro, “é que a informação histórica se sobrepunha à linguagem gráfica, resultando em uma leitura nem sempre muito atraente. O que você tinha era a ilustração do discurso histórico. Ou seja: o aproveitamento da linguagem dos quadrinhos era limitado. Hoje em dia, é muito mais completo: a linguagem não se subordina ao objetivo didático, mas dialoga com ele em pé de igualdade. O compromisso primeiro é com o leitor e com a arte seqüencial, o que, aliás, talvez seja a melhor estratégia para a sua valorização”.

Experiente nesse tipo de adaptação, Spacca explica que o segredo, para o ilustrador, é selecionar nos fatos históricos os ganchos dramáticos que permitam ênfases, cortes e ironias. Em Santô (2006), sobre a vida de Santos Dumont, ele decidiu ressaltar o fato de a crise criativa do inventor após o 14-Bis ter coincidido com o sucesso dos irmãos Wright – até hoje os americanos são considerados por seus compatriotas os pais da aviação. “A narrativa histórica fixa um limite de tempo e lugar e conta tudo o que aconteceu dentro desse recorte. O artista deve fazer um arranjo ‘orgânico’ a partir desse material. Os períodos de vitória e derrota, os altos e baixos compõem curvas e tensões como em uma sinfonia. Uma coisa leva à outra, as partes se encaixam, e há uma sensação de completude ou desenlace no final da narrativa artística”, ensina o ilustrador.

Sua obra mais recente, D. João Carioca (2008), produzida em parceria com a historiadora Lilia Schwarcz, vendeu nove mil exemplares e virou série de animação para a TV. Tudo fruto de um longo processo de pesquisa. “Procuro saber tudo a respeito do tema que estudo, não só os temas macro (mudanças políticas, fatores econômicos, idéias dominantes), mas também os que compõem o cotidiano, a tecnologia, o transporte, os hábitos alimentares, etc”. Mas não há um momento em que o artista e o professor entram em conflito sobre a melhor forma de narrar a História? Ele garante que não. “Nossos papéis são complementares. Atribuo essa harmonia a dois motivos: primeiro, Lilia é uma historiadora inclinada a valorizar e utilizar as referências visuais; segundo, concordamos com relação à maneira como a história deveria ser apresentada ao público. Não queríamos mostrar apenas o lado bizarro, grotesco, como fizeram ‘Carlota Joaquina’ e a minissérie ‘O Quinto dos Infernos’, sem deixar muito claro o que era ficção e o que não era. Achamos que faltava uma narrativa acessível ao grande público, mas que também fosse fiel à história, por si só fascinante e pitoresca”.

A proliferação das HQs sobre temas históricos não se conta somente em números de lançamentos, mas também na enorme diversidade de estilos e projetos. A História do Brasil da Editora Europa (2008), por exemplo, mostra a chegada da família real portuguesa ao Brasil, o Dia do Fico e a Independência a partir de uma situação fictícia envolvendo os personagens de um professor e três alunos. Mas o desafio maior parece ser o da equipe pernambucana reunida em torno do Centro de Desenvolvimento e Incentivo Cultural às Histórias em Quadrinhos (CDICHQ). No ano passado, eles começaram a adaptar para o formato teses e monografias acadêmicas. “A academia produz muita informação e conhecimento. Nosso intuito é escoar esta produção até um público que dificilmente teria acesso a ela”, diz Amaro Braga. Já viraram quadrinhos a tese de doutorado de Tânia Kaufman sobre a presença judaica em Pernambuco e monografias de José Antônio Gonsalves de Mello sobre personagens históricos do estado. Os discursos acadêmicos ganharam linguagem atraente, sem perder o rigor histórico. “Os textos em sua estrutura estão lá. Não há uma ‘simplificação gramatical’. Não troco as palavras ‘difíceis’. Não corto as referências às teorias. Apenas assimilo a informação e a transformo em imagem”, explica Braga.

Claro que o ambiente mais promissor para essa mudança na forma de contar a História é a escola. E o Programa Nacional Biblioteca da Escola (PNBE) vem investindo nesse potencial. Criado em 1997, o PNBE seleciona obras de referência em vários gêneros para serem distribuídas nas escolas das redes públicas estaduais e municipais. A cada ano aumenta o número de quadrinhos na lista. Em 2006 foram 14. No ano seguinte, 16. Em 2008 chegaram a 23. Por meio de sua assessoria, o Ministério da Educação justifica o crescimento: “A leitura de obras em quadrinhos demanda um processo bastante complexo (balões, ordem das tiras, onomatopéias, etc.), o que contribui para a independência do leitor na interpretação dos textos lidos. Além disso, o universo dos quadrinhos faz parte das experiências cotidianas dos alunos. É uma linguagem reconhecida bem antes de a criança passar pelo processo de alfabetização”.

A chancela do programa federal serve para alavancar as vendas: Santô, por exemplo, vendeu cerca de seis mil exemplares em livrarias e teve 32 mil adquiridos pelo PNBE. Dá para imaginar a corrida das editoras para aproveitar esse filão. O que merece certa dose de cautela. Por melhores que sejam as obras, não adianta colocar os quadrinhos nas bibliotecas escolares se os professores não sabem como usá-las. “Essa diversidade de HQs assusta os professores. Tem o quadrinho paradidático, que se refere a situações históricas e se mostra o mais fiel possível ao fato. E tem aquele que usa o ambiente para contar uma história não necessariamente fiel. Ambos podem ser utilizados. As obras que não têm um compromisso mais rigoroso com os fatos podem ser objeto de discussão, buscando os anacronismos, os erros, os aspectos ideológicos. Mas os professores têm que saber diferenciar essas obras”, ressalta Waldomiro Vergueiro.

Essa é uma das missões de seu Núcleo na USP. Em 2004, Waldomiro coordenou o livro Como usar as histórias em quadrinhos em sala de aula (Editora Contexto), direcionado a professores do ensino fundamental e médio. Agora, está finalizando um segundo volume, que deve ser lançado entre fevereiro e março. “Estamos discutindo o aproveitamento a partir de gêneros, e não a partir de disciplinas. E cada capítulo tem como norte os títulos selecionados pelo PNBE. Partimos da premissa de que as escolas vão receber esses álbuns, e nosso objetivo é mostrar algumas alternativas aos professores”.

Enquanto os adultos debatem a melhor forma de fazer, crianças e jovens estão na deles: só esperam pelos próximos lançamentos para continuar com a diversão. E o aprendizado.

Fonte: Revista de História

Inauguração da Exposição de Natal na Casa de Leitura

Ontem a noite aconteceu a inauguração da exposição de Natal da Casa de Leitura Lya Müller. Foi encantador. As crianças e os adultos se aglomeraram nos portões que, ao seram abertos, deixaram passar dezenas de pessoas que seguiam um caminho de luzes e eram saudadas por anjos.

A decoração está fantástica, simples e com muito bom gosto. Vários jovens atores estarão representando personagens natalinos, formando um lindo presépio vivo e recebendo os visitantes, até o dia 25 de Dezembro (24 a casa não irá abrir), quando finalmente irá chegar o menino Jesus.

Dois dos nossos alunos que trabalham na Gibiteca foram convidados para fazer parte da produção, atuando no presépio vivo e como soldadinho.

Fiz uma apresentação de slides com algumas fotos da noite (visto que ficaram muito grandes para postar diretamente ou para enviar por e-mail). Nas fotos estão imagens gerais da festa e particulares (da minha família e dos meninos). Espero que gostem e possam visitar a exposição, que vai ficar aberta ao público a partir das 19:30 até dia 25 de Dezembro.


IRB movimenta oficinas infantis culturais no Recife



É chegado o período de férias escolares e, muitas vezes, esta pausa nas atividades dos pequenos, traz preocupação para os pais que, por não estarem em recesso de suas atividades, não sabem como ocupar o tempo dos filhos. O Instituto Ricardo Brennand, na Várzea, movimenta,justamente neste período, em janeiro de 2010, programação cultural diversificada de oficinas de férias para a garotada. A programação inclui oficinas temáticas de 4 dias no turno da manhã e as oficinas do projeto MisturArt, de apenas um dia, que acontecem sempre no horário da tarde.

As atividades do projeto MisturArt, com oficinas de um só dia, serão realizadas de 05 a 29 de janeiro no horário das 15h às 17h e custarão R$ 10,00 cada uma, com todo material incluído. Já as oficinas temáticas de 4 dias serão movimentadas de 12 a 29 de janeiro, das 9h às 12h e terão valores específicos cada uma.

OFICINAS TEMÁTICAS - Os arte educadores, Catarina Luizines, Isabela Moraes e Viviane Brito ministram de 12 a 15 de janeiro a oficina temática “Pequenos no Museu – Brincando de Faz-de-Conta”, para crianças de 3 a 5 anos. No cenário de um castelo, um reino de contos de fada será construído, através de jogos e brincadeiras utilizando o Teatro, as Artes Plásticas, Música e Dança. A oficina disponibiliza 15 vagas e custa R$ 60,00.

Também no período de 12 a 15, das 9h às 12h, a arte educadora Tacianne Martins ministra a oficina “O que vem do Oriente”. A atividade é um convite tentador para crianças de 7 a 12 anos conhecerem a cultura oriental e suas influências no nosso cotidiano, a partir de contos árabes como “As Mil e Umas Noites” e do acervo do IRB’, onde serão trabalhadas a dança, música, culinária, moda e obras. A atividade oferece 12 vagas e custa R$ 60,00.

De 19 a 22 de janeiro, das 09 às 12h, as arte educadoras, Isabela Moraes e Viviane Brito, ministra a oficina de Teatro no Museu “Abram as Cortinas”, para pequenos de 6 a 10 anos. Tendo em vista o vasto e diversificado acervo do IRB, a oficina propõe um diálogo entre o museu e o teatro buscando no acervo novas interpretações, através de exercícios teatrais com mímicas até criações de personagens. A oficina oferece 12 vagas e custa R$ 50,00.

Para vivenciar a música de forma lúdica e criativa, despertando as crianças para o mundo sonoro, musical e poético, o arte/educador Marco Aurélio Jardim ministra, de 26 a 29 de janeiro, a oficina “Brincando com a Música no Castelo”, das 9h às 12h, voltada para crianças de 04 a 07 anos. Esta oficina custa R$ 50,00 e oferece 12 vagas.

“Histórias em Quadrinhos: do Roteiro a Arte final” é a oficina ministrada, também no período de 26 a 29 de janeiro, das 9h às 12h pelo arte/educador George Alexandre. Nessa atividade, crianças de 8 a 13 anos, serão estimulados a conhecer as bases para a construção de história em quadrinhos. Cada participante será autor e ilustrador da própria revistinha. A oficina oferece 12 vagas e custa R$ 50,00.

OFICINAS DO PROJETO MISTURART - Nas oficinas do projeto MisturArt realizadas com programação de um só dia, serão utilizadas técnicas e materiais diversos, oferecendo as crianças a oportunidade de vivenciar experiências estéticas e artísticas, a partir de obras do acervo do IRB. Acontecerão sempre das 15h às 17h e custarão R$ 10,00 cada uma.

A programação inclui oficinas de Gravuras (Dias 5 e 19 de janeiro), com o arte educador George Alexandre; Cordel (dia 6), com Eduardo Germínio; Pintura em tela (Dias 07 e 14), com Patrícia Pereira e Ruth Gabino respectivamente; Origami (Dias 08 e 12), com Leonardo Siqueira; Jogos Dramáticos (Dia 13), com Isabela Moraes; Modelagem em argila (dia 15), com Priscila Fonsenca; Brinquedos Sonoros – Laboratório de Timbres (dia 20), com Tacianne Martins); Reciclagem (dia 21), com Catarina Luizines; Teatro de Sombra (Dia 22), com Carlito Person; Contação de História (Dias 26 e 28), com Catarina Luizines e Isabela Moraes, respectivamente; Modelagem (dias 27 e 29), com Bruno Melo.

Serviço
Oficinas de Férias do Instituto Ricardo Brennand
Onde: Instituto Ricardo Brennand
Engenho São João, s/n, na Várzea (Alameda Antônio Brennand- continuação da Rua Professor Luiz Freire, próximo ao IFPE).

OFICINAS TEMÁTICAS
Quando:
De 12 a 15 de janeiro (Pequenos no Museu – Brincando de Faz-de-Conta) e (O que vem do Oriente)
De 19 a 22 – (Abram as Cortinhas – Teatro no Museu)
De 26 a 29 – (Brincando com a Música no Castelo) e (Histórias em Quadrinhos: do Roteiro a Arte Final).
Horário: o9 às 12h
Informações e inscrições: (81) 2121-0370/2121-0352 ou na Recepção do IRB, na Pinacoteca

Fonte: Leia Moda

quinta-feira, 17 de dezembro de 2009

Diversão e aprendizado nas férias e pela rede


A internet hoje faz parte da rotina de muitas crianças, dividindo espaço com escola, passeios e brincadeiras. O período de férias é uma boa oportunidade para otimizar esse tempo gasto na web, em sites que, além de divertirem, contribuem com o desenvolvimento. No site Bichos da Floresta, por exemplo, a crian­­ça se diverte com jogos e atividades que estimulam habilidades, como coordenação motora, noção de cores, musicalidade e raciocínio. A dica é do professor de informática Fagner Marques, do Colégio Positivo. “Os alunos devem descansar bastante nesse período para chegarem renovados no próximo ano, mas é sempre bom manter o foco no aprendizado em algumas atividades.”

Para localizar outros jogos existentes, a dica é entrar na página do Google e digitar “jogos educativos online”. A ferramenta de busca lista vários sites que os pais podem selecionar. “É importante prestar atenção no conteúdo e procurar o que o jogo traz de bom. Para meus alunos indico sites como da Turma da Mônica, que tem jogos de entretenimento, histórias em quadrinhos. Ao mesmo tempo em que brincam estão aprendendo”, diz a professora de informática educativa Rosiclea Camargo, do Colégio Medianeira.

Segundo ela, há jogos que trazem vantagens e desvantagens. A professora cita como exemplo o Travian, um jogo de estratégia medieval para jogadores na faixa dos 12 anos. “Ele ensina valores importantes, como trabalhar em conjunto e compartilhar, mas tem uma certa fase que envolve roubo de mercadorias, que é negativo. Nesse caso, seria interessante ter alguém junto que aproveite para interferir e ensinar seu significado e o que é o correto.”

Mesmo a brincadeira deve ser acompanhada pelos pais, para evitar que o filho acesse informações não adequadas para a idade dele.

Fonte: Gazeta do Povo

Paim diz que trabalho de Maurício de Sousa faz crianças brasileiras aceitarem as diferenças


Durante as homenagens, nesta terça-feira (15), ao bicentenário de nascimento de Louis Braille, criador do sistema de leitura para cegos, o senador Paulo Paim (PT-AC) elogiou o trabalho do desenhista e quadrinista Maurício de Sousa, presente à comemoração. Conforme Paim, a leitura de seus quadrinhos tem possibilitado às crianças brasileiras aprenderem a lidar com as diferenças.

O senador esclareceu que essa parte de seu pronunciamento havia sido encomendada por seu assessor Luciano Ambrósio Campos, cego e que transita pelo Senado com um cão-guia, que teve como inspiração, segundo Paim, personagem de uma história em quadrinhos de Maurício de Sousa que é cega, usa óculos escuros e tem um cão-guia.

Paulo Paim pediu ao senador Mão Santa (PSC-PI), que presidia os trabalhos para que Luciano integrasse a Mesa da homenagem a Louis Braille, solicitação que foi imediatamente aceita.

O senador disse esperar que a Câmara aprove o Estatuto da Pessoa com Deficiência (PL75/2007 naquela Casa) em 2010. Paim elogiou o senador Flávio Arns (PSDB-PR), que foi relator da matéria no Senado, e que, segundo ele, tornou-se o "arquiteto" da proposta, tendo viajado pelo país em sua defesa.

Paim recordou também o selo Cantando a Diferença entregue a 348 prefeituras que apoiam ações de combate às diferenças, sejam elas de caráter religioso, de orientação sexual ou de preconceito contra negros, índios ou outras minorias.

Igualdade Racial

O senador também defendeu a aprovação do Estatuto da Igualdade Racial na Comissão de Constituição e Justiça (CCJ) na quarta-feira (16). O parlamentar criticou a retirada, durante a tramitação da matéria na Câmara, de dispositivos relativos a cotas, à participação do negro na mídia, aos quilombolas e à mulher negra.

Paulo Paim recebeu apoio do líder do PDT, senador Osmar Dias (PR) e do senador Osvaldo Sobrinho (PTB-MT). Osmar Dias disse concordar não só com a votação, mas com o mérito da matéria e ambos prometeram apoio na votação na CCJ.

Coleção Cidadania e Justiça em Quadrinhos


A editora Salomão divulga a reedição da Coleção Cidadania e Justiça em Quadrinhos é composta pelas revistas O Menino Brasil, Cidadania, Cartilha da Justiça, Adoção e Estatuto da Criança do Adolescente e foram produzidas pelo cartunista Marcos Vaz, criador da turma do Brasilzinho. Trata-se de uma reedição do conteúdo das revistas que a compõem, que passaram por uma adaptação pedagógica e editorial nos últimos anos, enquadrando-se aos padrões exigidos pelo Ministério da Educação.

Os assuntos apresentados nas revistas são complementares, trazendo informações que servem de base para a compreensão dos demais. Assim, o aprendizado se dá passo-a-passo.

O conteúdo das revistas foi desenvolvido para atender aos alunos do ensino fundamental, participantes de projetos de organizações não governamentais e à sociedade em geral, contemplando a interdisciplinaridade e a transversalidade dos temas sugeridos pelo Ministério da Educação.

As revistas que fazem parte da Coleção Cidadania e Justiça em Quadrinhos poderão ser adquiridas no todo ou de forma individualizada. Na aquisição da coleção completa acompanhado de caixa personalizada.

A Editora Salomão também é responsável juntamente com o Estúdio Caranguejo.com pelo lançamento da Revista Menino Caranguejo – Missão Dengue, já divulgada aqui.

Para mais informações sobre as cartilhas acesse o site da editora clicando aqui.

Fonte: Zine Brasil

Cartilha em quadrinhos “Lembretes de Sustentabilidade”


Acaba de ser lançada pela IDORT em formato quadrinhos a cartilha digital “Lembretes de Sustentabilidade”, lançada primeiro em formato impresso a cartilha trata de temas ligados à responsabilidade sócio-ambiental.

No site onde é possível ler a cartilha o visitante tem a opção de participar de um fórum para debater os assuntos tratados na cartilha, e ainda sugerir os temas que serão abordados na próxima edição.

A Cartilha virtual possui 12 páginas ilustradas e pode ser visualizada clicando aqui.

Fonte: Zine Brasil

Revista Favo de Fel – Antologia Internacional de Quadrinhos


Já esta a venda desde outubro a antologia internacional de quadrinhos, chamada Favo de Fel; A revista apresenta trabalhos de vários artistas em vários estilos, como: Piranha (Argentina), Hideyuki Katsumata (Japão), Rati Goldoneros (Angola), TeresaGambuziePestana (Portugal), Mohamed Borouissa (França/Argélia), Lucien (Alemanha), Alaeksander Zograf e Matjaz Bertoncelj (Sérvia) e os brasileiros Tinho, Daniel Paiva, Elvis Almeida, Vitor Batista, Lupin, Lauro Roberto, Colmeia Rude, Ronaldo Selistre, Luiza Stavale, Alex Vieira, Roberto Hollanda, Quinho, Serjo Robert, Alan, Daniel Barbosa e Otto Kohlrausch.

Os pedidos para receber o livro de 160 paginas, devem ser feito pelos e-mails ottoak@ig.com.br ou smartalexster@gmail.com. Aproveite e não deixe de conhecer mais da publicação no blog Favo de Fel, clicando aqui.

Fonte: Zine Brasil

terça-feira, 15 de dezembro de 2009

50 anos de travessuras e brasilidade


Qual brasileiro não conhece, ou pelo menos não viu ou ouviu falar da Mônica, Cebolinha, Cascão ou Magali? Ou do Jotalhão, do Horácio ou do Chico Bento?

Esses e mais de 200 outros personagens são criações de Mauricio de Sousa, um paulista de Santa Isabel que começou sua carreira de quadrinista com a publicação da tira de jornal com o personagem Bidu, em 1959, na Folha da Manhã, em São Paulo.

A famosa menina forte que gosta de bater nos meninos com seu coelhinho azul só foi publicada em 1963, já na Folha de S. Paulo, e isso depois da criação dos personagens Cebolinha, Piteco, Chico Bento, Penadinho, Astronauta e Horácio.

Carro-chefe de suas produções, a Mônica passou a ter uma revista independente só em 1970, editada pela Abril, com 200 mil exemplares. A partir daí, outros personagens também passaram a ter a “sua” revistinha: Cebolinha, Chico Bento, Cascão, Magali, Pelezinho e outras.

Em 1987 os títulos da Turma da Mônica passam a ser editados pela Editora Globo, mas em 2007 a internacional Panini – editora dos super-heróis da Marvel e da DC Comics - passou a ser responsável pela publicação. Outras editoras, como a Melhoramentos, a Girassol, a Ave Maria, a Cia. Editora Nacional e a FTD, também editam as histórias de Mauricio de Sousa, atualmente mais engajado com a responsabilidade e a influência de seus personagens na educação infantil.

A turminha foi se espalhando em parque temático (no Shopping Eldorado em São Paulo), nos games, e foram para as telinhas e telonas, com a produção de animações. Em 1979 foi exibido o especial O Natal da Turma da Mônica – o curta-metragem animado Natal pra todos nós em comemoração à data. Foi a primeira vez na história da televisão brasileira que uma animação (brasileira na criação e produção) foi transmitida em horário nobre. No cinema, As aventuras da Turma da Mônica (1982), A princesa e o robô (1984), As novas aventuras de Turma da Mônica (1986) e Uma aventura no tempo (2007) são os filmes de maior destaque, mas há também muitas outras produções feitas para VHS e DVD.

O sucesso de Mauricio de Sousa pode ser explicado por alguns fatores: o personagem principal ser uma menina – na época da afirmação da emancipação feminina, lembrando que a Mônica “honra” a história do feminino na literatura brasileira, ao lado da Emília e de Capitu –; a diversidade dos personagens – Astronauta, Piteco, Penadinho, Tina, Chico Bento, Jotalhão, Louco –; a predominância do universo infantil – o falar “elado”, o gostar de comer determinado alimento (a melancia da Magali), o não gostar de tomar banho, o ser “do contra”, os bichinhos de estimação, o anjo da guarda, os fantasminhas – e a presença de personagens “animais” como Sansão, Bidu, Floquinho, Jotalhão e Horácio. Tal fato inclusive contribui para alimentar nos mais novos um sentimento de igualdade e respeito entre as pessoas e na relação entre homens e animais.

Apesar de a inspiração gráfica ter sido declaradamente os quadrinhos japoneses do pós-guerra (como Astroboy), o traço particular do desenhista, o enfoque das histórias e as relações infantis não só trazem a marca da época em que foram criadas – o que por si só já conta uma história, como o Astronauta (a chegada do homem à Lua no final da década de 1960), o Rolo e a Tina (meio hippies), e a independência feminina – como também a divulgação de tipos característicos, como o Chico Bento, Ronaldinho, Papa-Capim e o Anjinho. Trabalhando com um imaginário bem brasileiro, os personagens conquistaram três gerações de leitores fiéis e, ao contrário do que alguns estudiosos afirmam, os gibis – no caso, os da Turma da Mônica – ajudaram (e ajudam) na alfabetização dos pequenos e a cultivar o bom hábito da leitura. Isso simplesmente porque o universo infantil é lúdico, imaginativo, fantasioso, emotivo, mas verdadeiro. A forma de penetrar nesse universo é pelo campo da imaginação, imaginar+ação = imagens em ação, ou seja, imagens que falem à realidade infantil (= imaginação), de preferência através de uma identificação. As letras são apenas estranhos códigos que vão sendo decifrados pela curiosidade de entender por completo a mensagem das imagens. É uma sedução silenciosa que constrói leitores e melhores sociedades. E Mauricio sabe como fazer isso.

Como resultado desse trabalho, hoje há mais de um bilhão de revistas publicadas, personagens distribuídos para 126 países (em 50 idiomas), mais de 3.000 itens licenciados – entre brinquedos, produtos de higiene, alimentos, e outros –, a Mônica é embaixadora do Unicef (Fundo das Nações Unidas para a Infância), e podemos dizer que os personagens e as histórias de Mauricio de Sousa, verdadeiramente nacionais, conseguiram o respeito e a admiração mundiais que até então só nossa música e nosso futebol haviam obtido. É a valorização da autoestima e da autoexpressão brasileiras: material midiático criado no Brasil por brasileiros, como brasileiros e para os brasileiros, reflexo e afirmação da nossa identidade cultural que estão ganhando o mundo há mais de duas décadas.

A comprovação do reconhecimento e da abrangência do trabalho de Mauricio de Sousa veio recentemente com a exposição Mauricio 50 anos, no Mube (Museu Brasileiro de Escultura) em São Paulo, e o lançamento do livro MSP 50 - Mauricio de Sousa por 50 Artistas Brasileiros, em que 50 nomes dos quadrinhos nacionais, entre eles Angeli, Erica Awano, Fábio Moon e Gabriel Ba, Ivan Reis, Laerte, Spacca e Ziraldo criaram histórias com os personagens da Turma. Recentemente Mauricio de Sousa também foi convidado pelo do governo chinês para um projeto de pré-alfabetização de 180 milhões de crianças.

Pelo menos no papel, nossas crianças têm referenciais que são e vivem como nós – e não apenas os monstros e super-heróis com superpoderes.

Leia o artigo completo diretamente da fonte, clicando aqui.

Fonte: Portal da Educação Pública