segunda-feira, 4 de agosto de 2008

Equipe do Menino Caranguejo mostra seu trabalho nas escolas


A equipe do Menino Caranguejo visitou a Escola Municipal Maria Amin Ghanen, no dia 26 de junho de 2008 para apresentar o projeto Desenho Animado Ambiental e o Menino Caranguejo - história em guadrinhos. Além de assistir aos desenhos animados, os alunos puderam ver de perto como é feita uma HQ, além de realizar atividades como a criação de tirinhas. A HQ do Menino Caranguejo está na nossa Gibiteca e faz o maior sucesso.

Na semana do meio ambiente (primeira semana de junho), a equipe também realizou atividades na Escola Estadual Placio Olímpio, no parque Caineiras e no Jornal A Notícia (em Joinville/SC), todas voltadas pra a conscientização ambiental. Foram também exibidos desenhos animados, foram feitas oficinas e palestras.

A Equipe do Menino Caranguejo, personagem dos quadrinhos brasileiros lançado no início de 2007, tem feito um grande trabalho educativo em Santa Catarina, tendo já recebido os dois maiores prêmios dos quadrinhos brasileiros: o Angelo Agostini e o HQ Mix. No site do Menino Caranguejo á muita coisa interessante, como por exemplo os detalhes sobre como se produz uma HQ e um brinquedo de papel super fofo que pode fazer o maior sucesso nas salas de aula.

domingo, 3 de agosto de 2008

Como e por que usar gibis em sala de aula

Não é sempre que podemos encontrar uma oportunidade como esta, de ter um mesa redonda falando sobre como ensinar usando quadrinhos. Melhor ainda, com um professor/escritor e um ilustrador. Eu conheço o trabalho de ambos e vale a pena. O Livro do DJ sobre como usar quadrinhos na sala de aula é uma das indicações que eu mais faço, seja em textos que publiquei, seja em comunicações ou palestras. Quem puder, não perca a oportinidade de participar.
MESA REDONDA SOBRE QUADRINHOS: BIRA E DJOTA CARVALHO
Organização Papirus Editora e Saraiva
Tema:
"Como e por que usar gibis em sala de aula."
O Djota é jornalista, professor, faz tiras em Quadrinhos pro jornal Correio Popular (Só Dando Gizada) http://mundohq.fotoblog.uol.com.br e é autor de livros como Escola de Sacis e A educação está no gibi, ambos ilustrados por Bira Dantas, http://www.dedcom.com.br

SARAIVA CAMPINAS
eventoscampinas@livrariasaraiva.com.br
Shopping Iguatemi
Dia 26 de agosto
19h30
http://www.papirus.com.br

Onde encontrar gibitecas

Recebi um e-mail hoje de uma pessoa querendo saber se havia uma gibiteca na sua cidade ou próxima dela. Como resposta eu repassei uma lista que tenho com gibitecas do Brasil. Sei que ela precisa ser atualizada então peço aos leitores que ajudem a completá-la ou alterá-la enviando informações pelo e-mail gibitecacom@gmail.com.


Gibiteca da Biblioteca Pública Infantil Aglaé Fontes de Alencar
Rua Drº Leonardo Leite S/N - Bairro São José
Aracaju/SE
A Gibiteca tem 34 anos e reune no acervo gibis desde a década de 70. É a maior do estado de Sergipe.
Fone: 3179-1965
Horário de funcionamento: segunda a sexta-feira das 8 h as 17 h
Acervo: 2.280 exemplares

Gibiteca Henfil

A Gibiteca Henfil possui para consulta a coleção completa dos Fradins, os livros A volta do Fradim, Diretas já, Isto era, Henfil na China, Fradim de libertação, Como se faz humor político e exemplares do Pasquim. Possui também acervo para pesquisa sobre o Henfil, entre eles, um fanzine de autoria de José Eduardo Cimó, livros teóricos, recortes de jornais e folhetos.

Rua Vergueiro, 1000 - Paraíso
Tel. 3277.3611 R.247
Horário da Gibiteca - de 3ª a 6ª feira - das 10h às 19h
Sábados, das 10 às 18h
Domingos, das 10 às 16h

http://www.centrocultural.sp.gov.br/gibiteca/index.html


Gibiteca UCDB (Universidade Católica Dom Bosco)

Rua Francisco Barbato, 180/220
Vila Jardim Oracilia
Bairro São Francisco
Campo Grande - Mato Grosso do Sul
Cep.: 79118-250

Telefones:
(67) 365-3911
(67) 9996-5748

http://www.ucdb.br/gibiteca/


Biblioteca e Gibiteca SESI

Inaugurada em novembro de 2002, a Gibiteca Sesi oferece mais de dez mil exemplares para os fãs das histórias em quadrinhos. No acervo, o visitante pode encontrar as principais publicações nacionais e internacionais, desde as mais populares, como os heróis da Mavel e da DC Comics, até os números mais raros, como as coleções da Ebel dos anos 50, títulos de Alan Moore, edições italianas de Tex e Dylan Dog, entre outros. Com um objetivo de ser um espaço que promove eventos ligados ao mundo das histórias em quadrinhos, a Gibiteca SESI foi criada com a consultoria do professor Álvaro de Moya, um dos maiores especialistas do mundo no assunto, e tem como público alvo jovens e adultos que se interessam por comics.

Rua Carlos Weber, 835 – Vila Leopoldina

São Paulo

http://www.sesisp.org.br/home/sociocultural/gibiteca.asp


Gibiteca de Curitiba

A primeira Gibiteca do Brasil. Em 1979, um grupo de adolecentes sugeriu ao prefeito Jaime Lerner a criação de uma biblioteca especializada em quadrinhos. A Gibiteca de Curitiba foi inaugurada em 15 de outubro de 1982, numa das lojas da galeria Schaffer, inaugurada um ano antes. Possui um acervo de aproximadamente 45.000 exemplares, divididos nas seções: heróis, infantis, humor, terror, cartuns, séries, eróticos, nacionais, mangá, estrangeiros, livros de RPG e antigos (anterior à 1960).

Horário de funcionamento:
9h às 12h - 14h às 19h.
Nas quartas-feiras até as 22h
aos sábados das 14h às 20h.
Endereço:
Rua Presidente Carlos Cavalcanti, 533 Centro - CEP 80020-280 Rua Carlos Cavalcanti, 533 - Centro - 80020 - 280

Telefone: (41) 3213250

Email: gibitecadecuritiba@yahoo.com.br


Gibiteca de Belo Horizonte

A Gibiteca Municipal de Belo Horizonte funciona de segunda a sexta-feira, das 9 às 17h30min, e fica localizada na Biblioteca Pública Infantil e Juvenil de Belo Horizonte Endereço: Rua Carangola, 228 - bairro de Santo Antônio. – Belo Horizonte - MG

Informações: 0XX-31-3277-8658 ou pelo e-mail bpijbh@pbh.gov.br.


Espaço Cultural 508 Sul - Biblioteca, Gibiteca e Musiteca

Localizada no mezanino da Praça Central, a gibiteca tem acervo de três mil exemplares, contando com coleção de mangás, quadrinhos nacionais e internacionais, revistas de arte nacionais e internacionais, vídeo e desenhos animados, pôsteres e pranchas de ilustração, fanzines de todo o Brasil e livros de arte sobre fotografia e desenho.

http://www.sc.df.gov.br/paginas/508_sul/508_sul_06.htm


Gibiteca do Centro Esportivo Educacional (CEE) Flávio Calabrese Conti

Localizada na Vila Carioca, Centro Sul Paulista, Subprefeitura do Ipiranga, e já possui mais de 500 exemplares entre gibis, livros de literatura infantil, clássicos e coleções como Monteiro Lobato e Machado de Assis. A gibiteca funciona de terça a domingo. Já o centro esportivo fica aberto todos os dias, das 8h às 22h.

Endereço: rua das Municipalidades, nº 1, na Vila Carioca, próximo ao viaduto José Colasuonno e à rua Dom Lucas Obes.

Informações: (XXX) 6163-3666, ramal 267.


A Gibiteca Jô Oliveita

É uma homenagem que a BDB presta ao grande ilustrador e quadrinista pernambucano, residente em Brasília, que além de ser autor da logomarca da Biblioteca, vem colaborando, há muitos anos, com os projetos infanto-juvenis desenvolvidos pela instituição. Jô Oliveira tem historias em quadrinhos publicados na Dinamarca, Itália, Espanha, Argentina, Grécia, Chile e Brasil.

Endereço: EQS 506/507 W3 Sul - CEP 70350-580 - (61) 3443.0852


Gibiteca Bigail

Endereço: Rua Frei Gaspar, 280, Centro, São Vicente.- SP

Horários de funcionamento: 2ª a 6ª feira, das 8h às 17h


Gibiteca Municipal Marcel Rodrigues Paes

Possuí acervo de cerca de 6000 exemplares e conta com espaço de leitura. Oferece obras raras de HQs, como o Tico-Tico, Globo Juvenil, além de uma grande variedade de fanzines. Foi inaugurada em 8 de dezembro de 1993.

Avenida Bartolomeu de Gusmão, s/n. Boqueirão, Posto de Salvamento n. 05

Horário de funcionamento: 3ª a Sábado das 9 às 20 h.; Domingos das 9 às 15 h.

Telefone: (013) 3288-1300

secult@carrier.com.br


Gibiteca da Biblioteca Central da Unicamp

Cerca de dez originais de verdadeiras raridades das Histórias em quadrinhos nacionais estão expostas para os curiosos no assunto. Entre elas, figuram um Homem-Aranha 2099, de 1983; uma Mad de 1974; o primeiro número da edição nacional de Tarzan, de Edgar Rice Bourroughs e desenhos de Harold Fortes; a revista Gibi número um, a primeira de história em quadrinhos do Brasil, responsável pela criação do termo “gibi” para designar o gênero. Além destas, há um exemplar do primeiro número da Mônica e Sua Turma, que data de 1970, ao lado de uma edição da revista da Mônica de 1997; o nº 1 de Os Duendes Strunfs, de 1983, que posteriormente se transformaram em Os Smurfs; a revista nº 1 baseada na série da TV X-Men, de 1988; um exemplar de Drácula em gibi, baseado na novela de Bram Stroker; um gibi de Lampião chamado Mulher Diaba no Rastro de Lampião, de 1994, que não passou do primeiro número; etc.

Endereço: Rua Sérgio Buarque de Holanda, s/nº, Campus de Barão Geraldo

Aberta de segunda a sexta-feira, das 9h às 17h, no 3º andar

Informações: 3788-6464 ou 3788-6465). Entrada franca.


Gibiteca da Biblioteca Municipal Nair Lacerda, em Santo André

Fundada em 1999, no município de Santo André (ABC Paulista), possui um acervo de 11 mil itens — entre livros, gibis, fanzines e outros encartes — e é freqüentada por adultos e crianças. Oferece oficinas de produção de quadrinhos, desenhos e fanzines, direcionadas a todas as idades e divididas em módulos durante todo o ano. A Sala da Gibiteca também recebe exposições, que vão de renomados quadrinhitas até desenhos dos alunos que se destacam nas aulas de HQ's. "

Endereço: Praça IV Centenário, Biblioteca Nair Lacerda – Santo André.

Informações: 4433-0767.

Horário de funcionamento: de segunda a sexta, das 8h às 17h.


Torre Malakoff

Erguida em 1853, a torre tem traços da arquitetura islâmica em sua fachada. Ganhou esse nome por influência das notícias da Guerra da Criméia. Parcialmente destruída por um incêndio em 1993, a torre foi restaurada e reabriu em fevereiro de 2000. Tem quatro pavimentos mais uma cúpula, onde funciona um observatório astronômico, com cinco telescópios. Promove eventos nas áreas de artes plásticas, fotografia e música. Dispõe de biblioteca virtual com doze computadores e gibiteca, com 6 000 volumes.

Endereço: Rua do Observatório, s/nº, em frente da Praça do Arsenal da Marinha, Recife Antigo

Informações:424-8704. 10h/20h (ter. a sex.); 14h/20h (sáb.); 14h/19h (dom.).


Gibiteca e Biblioteca Popular Olaria e Ramos
Endereço: Rua Uranus
Cidade : Rio de Janeiro
Cep: 66035-340


Gibiteca Mauricio de Sousa
Endereço: Rua do Curtume
Bloco F / 3º andar
Cidade : São Paulo
Cep: 05065-001

Gibiteca Fênix - Ciro Luiz H. Oliveira
Endereço: Rua Tucuruvi
Cidade : Peruíbe
Cep: 11750-000

Gibiteca do Espaço Cultural Cabano "Altino Pimenta"

A gibiteca do Espa?o Cultural Cabano "Altino Pimenta" foi criada no dia 28 de abril de 2000 como um projeto da Biblioteca Pública Municipal Avertano Rocha. Conta com um acervo de mais de 1.200 revistas e a principal finalidade do projeto despertar o hábito da leitura em crianças e adolescentes por meio das histórias em quadrinhos.

Endereço: Rua Padre Júlio

Horário de Funcionamento: de segunda a sexta-feira, de 9 h - 12h e de 15 h - 19h.
Cidade : Belém - PA


Gibiteca de Brasília (Espaço Cultural Renato Russo)
Endereço: Av. W3 Sul
Quadra 508
Cidade : Brasília

sábado, 2 de agosto de 2008

Museu mostra esqueletos dos personagens dos desenhos animados


Saiu no site do Universo HQ e eu não pude deixar de colocar uma nota aqui. O Naturhistorisches Museum Basel, Museu de História Natural da Basiléia, está abrigando a mostra Animatus, do artista sul coreano Hyungkoo Lee.

"Animatus é uma exploração dos cartoons da TV. Usando princípios científicos, Lee imaginou como seriam os esqueletos de diversos personagens dos desenhos animados, e os recriou com as mesmas técnicas que um cientista trabalharia para refazer o esqueleto de um Dodô, por exemplo.

Para se chegar à exposição, é necessário passar por diversos andares com esqueletos e versões empalhadas de animais como antílopes, girafas, linces, os mais diversos pássaros e dinossauros, até finalmente chegar à sala da Animatus.

Os esqueletos expostos foram criados com resina, alumínio e arames de aço, entre 2005 e 2006. A mostra já visitou alguns países fora da Coréia do Sul, incluindo os Estados Unidos.

Lee dá nome científico aos esqueletos, sem revelar diretamente suas contrapartes animadas, o que torna a exposição mais divertida para quem já viu alguns desses desenhos na televisão.

Lepus Animatus, Geococcyx Animatus, Canis Latrans Animatus, Anas Animatus, Felis Catus Animatus, são alguns dos animais expostos. Estes esqueletos são baseados nos seguintes personagens: Pato Donald, Huguinho, Zezinho e Luizinho, Papa-Léguas e Coiote, Tom e Jerry e Pernalonga."

Veja mais fotos e o resto da notícia no site do UHQ, clicando aqui!

Estamos de mudança (II)

Pois é, a mudança está indo e acontecendo junto com nosso balanço. Vou ser sincera: dá uma trabalheira. Estamos tentando melhorar a organização e controle sobre o acervo. Para isto estas etiquetando e numerando as HQs de acordo com o gênero, assim, mesmo que ela não tenha uma numeração impressa, ela terá uma identificação numérica fornecida pela gibiteca, independente de sequência ou de data de publicação.
A partir de Setembro, os alunos irão receber uma carteirinha onde poderão controlar a quantidade de HQs que pegam emprestado. A carteirinha será útil para traçarmos um perfil dos nossos leitores e saber a periodicidade dos empréstimos.

Não temos experiência com biblioteca, mas vamos experimentar esta forma e ver se ela permite que a gibiteca funcione melhor. Como na ultima contagem já havíamos ultrapassado as 2600 revistas, este processo será demorado (em dois dias catalogamos apenas 400 revistas), ainda mais com a volta as aulas. Daí a previsão de que a gibiteca só estará aberta para os alunos a partir de Setembro, é mais do que exata.

Ademais, como mudamos de sala ainda temos que passar por alguns reparos. A sala em que estamos será dividida em duas, e toda a rede elétrica será refeita e a sala será pintada. Isto deve demorar algum tempo ainda, mas pela disposição que já fizemos dos móveis, parece que que o ambiente ficará aconchegante. A única coisa ruim é que só poderemos ficar um dois pcs na gibiteca: uma para uso interno e outro para uso dos alunos. Mas se levarmos em consideração que ao lado haverá uma sala de informática novinha, isto não é bem um problema. Os outros 4 pcs que temos ficaram na biblioteca, creio eu, até que tenhamos de volta nosso espaço original ou, quem sabe, uma sala maior?

Para o registro das HQs com a nova numeração estamos contando com a ajuda voluntária de alunos e aluna do 9º ano (repare eles em ação nas fotos). Eles estão indo à escola fora do horário e se depender deles o trabalho irá render. Aliás, nossa diretora está impressionada com a dedicação dos alunos, que não precisavam fazer isto. Estamos inclusive pensando em aceitar a oferta deles que ajudar uma ou duas vezes na semana, em turnos alternados, possibilitando que a gibiteca possa estar disponível a mais alunos, mais vezes.

quinta-feira, 31 de julho de 2008

Estamos de mudança

Por motivos operacionais a Gibiteca está mudando seu espaço - provisoriamente - para uma nova sala, onde iremos dividir o espaço com o laboratório de informática que a escola está ganhando do governo. A mudança será para que a escola possa receber os aparelhos pois, infelizmente, depois de 10 anos de funcionamento ainda não tivemos ampliação do nosso espaço físico.

Assim, não será possível receber visitantes no mês de agosto, mas nosso balanço já começou e estamos não apenas recontado e recadastrando nossos gibis como já começamos a receber doações dos nosso alunos, que querem ver nossa gibiteca cada vez melhor. Teremos um pouco menos de espaço, e um ambiente menos colorido, mas estaremos funcionando normalmente a partir de setembro, com mais revistas e mais novidades!!!

Gibitecas em ambiente hospitalar: quadrinhos e biblioterapia


Há pouco mais de dois meses recebi um e-mail de uma educadora que trabalha com classe escolar – não consigo encontrar onde o arquivei, e isto me impede de citar o nome da pessoa, infelizmente. Esta pessoa me pediu idéias para uma gibiteca em ambiente hospitalar. Eu creio que enviei algum material. Mais recentemente, conversei com algumas pessoas sobre a possibilidade de se fazer uma gibiteca em nosso hospital e a idéia está sendo amadurecida. Para me armar de argumentos, eu fiz uma pequena pesquisa sobre o assunto. Desta pesquisa criei um pequeno projeto, que resumi em pequeno artigo, que segue abaixo.

Gibitecas em pediatrias: uma experiência que pode dar certo

A Resolução nº. 41 do Ministério da Justiça e do Conselho Nacional dos Direitos da Criança e do Adolescente de Outubro de 1995 prevê que toda criança e adolescente hospitalizado tem o direito de desfrutar de alguma forma de recreação, programas de educação para a saúde, acompanhamento de currículo escolar durante a permanência hospitalar.

Tal resolução leva em conta a necessidade das crianças e adolescentes superarem os traumas causados por uma internação temporária e – em casos mais graves – permanente. O hospital é um lugar que causa medo, muitas vezes relacionado com a dor e a morte. A doença acaba excluindo a criança de seu ambiente, imobilizando-a social e intelectualmente.

(...), na hospitalização da criança, ela traz consigo uma fragilidade, um desconforto da dor e a insegurança. Neste momento ela vivencia situações traumáticas e diversas mudanças em sua vida cotidiana. O contexto familiar geralmente passa por um processo de fragilidade e ansiedade também, onde em alguns casos isso é passado para criança agravando seu processo de recuperação e aceitação do tratamento.[1]

O trabalho junto a crianças doentes e hospitalizadas mostra a necessidade de se humanizar o atendimento evitando expor a criança a um atendimento técnico, impessoal e agressivo. A doença é um ataque à criança e seu desenvolvimento emocional também fica comprometido. A oferta de atividades lúdicas no ambiente de internação é fundamental no combate às doenças e contribui para a aceitação positiva do tratamento.

“Segundo Huizinga (1980), o elemento lúdico é algo presente desde a gênese da civilização e desempenha papel importante na criação da cultura e no desenvolvimento humano em sua totalidade. O lúdico é um fenômeno social, anterior à cultura, fruto das relações da sociedade humana, que em sua essência promove divertimento, fascinação, distração, excitação, tensão, alegria, arrebatamento, ação e emoções que perpassam as necessidades imediatas da vida humana.” [2]

O elemento lúdico se faz presente na leitura, nas brincadeiras, em atividades que fazem com que crianças, adolescente e adultos possam se sentir melhores consigo mesmos e mais propensos a aceitar os problemas e obstáculos que a vida lhes impõe. Não é a toa que, quando nos sentimos cansados e desanimados vamos ao cinema, ouvimos uma música, saímos para dançar ou procuramos uma boa leitura. O lúdico pode nos oferecer ferramentas emocionais para sobrepor certos momentos de angustia e de solidão, assim como nos mantém abertos para as infinitas possibilidades de crescimento que a vida pode nos oferecer.

A leitura, em especial, é um elemento lúdico que pode ser facilmente acessível, seja através de bibliotecas ou mesmo gibitecas, que colocam a disposição de pessoas – mesmo de quem não possui recursos financeiros – uma gama de títulos e gêneros capazes de saciar os gostos literários mais exóticos. A leitura é fundamental a todos e em especial à criança. “Através da leitura a criança constrói uma realidade temporária que vira e muda à vontade. Pode facilmente transformar personagens e cenários desempenhando o papel de um fracote” que defende heroicamente o forte, num momento, ou um feliz confeiteiro fazendo tortas para o Rei e a Rainha no instante seguinte.”[3]

No contexto de um clima lúdico a criança é capaz de assimilar e integrar melhor a informação recebida, ou seja, a criança consegue expressar através do brincar aquilo que não consegue expressar em palavras. A fim de oferecer este ambiente lúdico, muitos hospitais tem oferecido às crianças ambientes de descontração como briquedotecas e salas de leitura. Nas salas de leitura as crianças passam por um tratamento alternativo, a biblioterapia.

A biblioterapia é a prescrição de materiais de leitura com função terapêutica. A prática biblioterapêutica pode ser utilizada como um importante instrumento no restabelecimento psíquico de indivíduos com transtornos emocionais. Ela admite a possibilidade de terapia por meio da leitura, contemplando não apenas a leitura de histórias, mas também os comentários adicionais a ela, e propõe práticas de leitura que proporcionem a interpretação do texto.

A leitura terapêutica cumpre duas importantes funções: ser meio de detectar as dificuldades da criança (medos, problemas de comunicação, adaptação, etc) e um meio de preparação para os procedimentos e intervenções sensíveis (injeção, coleta de sangue, etc) e para intervenções mais complexas (transplantes de medula, intervenção cirúrgicas, etc). A pessoa encarregada de organizar as atividades lúdicas pode detectar as necessidades emocionais da criança e reduzir sua ansiedade, assim como contribuir no diagnóstico e no tratamento de possíveis problemas emocionais tanto da criança como de seus pais.

Lendo e contando historias para as crianças, os adultos estarão ampliando seu repertório, seu universo cultural e sua formação como leitor. “(...) é preciso dizer que a literatura pode colaborar para a própria formação médica. Muitas escolas de medicina pelo mundo, inclusive no Brasil, estão incluindo no currículo a disciplina Medicina e Literatura. Através de textos como A Morte de Ivan Illich, do escritor russo Léon Tolstoi (em que o personagem sofre de câncer), A Montanha Mágica, do alemão Thomas Mann (que fala sobre a tuberculose) e O Alienista, do brasileiro Machado de Assis (uma sátira às instituições mentais do século 19), os alunos tomam conhecimento da dimensão humana da doença. E assim, mesmo que muitas vezes indiretamente, a literatura passa a ajudar pacientes de todas as idades.”[4]

No Brasil já há várias iniciativas no sentido de estender a biblioterapia para os hospitais – públicos ou privados. Um dos mais conhecidos é o projeto Biblioteca Viva em Hospitais, que tem apoio do Ministério da Saúde. Trata-se de uma ação cultural que forma mediadores de leitura e leva livros de literatura infantil e juvenil para instituições de atendimento à crianças e jovens. É uma parceria da Fundação Abrinq pelos Direitos da Criança e do Banco Citibank. Em uma ação com o Ministério da Saúde. O programa Biblioteca Viva foi lançado em 2000 pelo Ministério da Saúde e está em atividade em mais de 26 hospitais espalhados por dez estados brasileiros.

Outro exemplo é o Hospital Infantil Albert Sabin Estado que vem buscando estratégias capazes de minimizar a problemática resultantes do tratamento de câncer, bem como tornar a hospitalização mais humana e menos agressiva. Para tanto, foi criado o Projeto Biblioterapia, iniciado em 1997, e fruto da parceria com a Universidade Federal do Ceará (UFC), vem sendo desenvolvido da Unidade Onco Hematológica desse Hospital. Na prática, o projeto tem tido como resultado um crescente interesse da criança pela leitura e o “esquecimento” da dor.

A gibiteca é um espaço lúdico onde os leitores têm acesso a histórias em quadrinhos, dos mais variados gêneros. Ela possibilita um trabalho diversificado através de oficinas, teatro e contação de histórias, criando um ambiente relaxante e ao mesmo tempo excitante para as crianças e mesmo para os adultos envolvidos neste trabalho. A gibiteca se encaixa dentro dos objetivos da biblioterapia e ainda possui um atenuante: é um trabalho pioneiro no Brasil e que pode trazer subsídios e reconhecimento para nosso hospital.

Sugestão para a implantação e uma gibiteca escolar

Sugerimos a criação de uma sala de leitura com uma brinquedoteca. A sala de leitura possuiu a vantagem de ser um ambiente separado da enfermaria ou do quarto em que o paciente está instalado. O paciente, ao ter que se locomover para a sala de leitura será estimulado a abandonar, o leito do hospital e a se integrar com pacientes e funcionários mantendo assim um contato social ativo, mesmo dentro do hospital.

A sala de leitura deve ser alegre, com cores vivas, desenhos e cartazes nas paredes, destacando-se do restante do ambiente hospitalar. As visitas podem ser organizadas e orientadas por um funcionário ou um estagiário de enfermagem que irá desenvolver atividades com as crianças. Dentro destas atividades – de acordo com a faixa etária das crianças- sugerimos:
- oficinas de leitura e desenho
- teatro de fantoches
- contação de histórias
- trabalhos manuais (como produção de brinquedos com sucata).

Para os pacientes que não podem se locomover sugerimos adaptar um carrinho de metal devidamente esterilizado, contendo, gibis, livros infantis e infanto-juvenis, materiais didáticos diversos, como: jogo da memória, dominó, caça-palavras, cruzadinhas, forca, situações-problemas, quebra-cabeça, jogos de construção, enfim, atividades que contemplam as diferentes áreas do conhecimento e diferentes interesses.

Para trabalhar com as crianças na sala de leitura e na enfermaria, sugerimos o treinamento de funcionário(s), que será encarregado de instruir estagiários de enfermagem a desenvolver atividades com as crianças. A este(s) funcionário(s) devem ser oferecidos cursos de contação de historia, trabalhos manuais, além do aprendizado de outras atividades que possam ser oferecidas às crianças da pediatria.

FONTES DE PESQUISA

BATISTA, Cleide Vitor Mussini. O lugar de brincar no Hospital: o faz-de-conta. V Encontro Nacional de Atendimento ao Escolar Hospitalizado. Curitiba (PR), 2007, p. 1483 – 1493.

-------------------------------------- O brincar no hospital: tecendo considerações. V Encontro Nacional de Atendimento ao Escolar Hospitalizado. Curitiba (PR), 2007, p 1469- 1482

BUENO, Silvana; CALDIN, Clarice. A aplicação da biblioterapia em crianças. Bibliotherapy and sick children p. 157-170 . Revista ACB, Brasília, DF, 7.2, 25 08 2005. Disponível em: <http://www.acbsc.org.br/revista/ojs/viewarticle.php?id=70>. Acesso em: 27 06 2008.

CARVALHO. Adnan de, BATISTA, Cleide Vitor Mussini. Briquetoteca Hospitalar: a importância deste espaço para a redução do trauma da hospitalização da criança. V Encontro Nacional de Atendimento ao Escolar Hospitalizado. Curitiba (PR), 2007, p. 1438 – 1445.

DUARTE, Elza. Humanização Voluntária. Disponpivel em: http://www.fontezero.hpg.ig.com.br/humanizacaoelza.htm, capturado em 26/06/2008

HC Criança é o primeiro hospital público do Brasil dotado de Sala de Leitura para a 1ª Infância. Disponível em http://www.hccrianca.org.br/noticias.php?cod_noticia=10&de=0, capturado em 26;06/2008.

Hospital estadual para criança vai ser construído em Feira de Santana. disponível em

http://www.obrasileirinho.com.br/2008/06/hospital-estadual-para-criana-vai-ser.html, acesso em 24/06/2008.

Literatura faz bem para a saúde. Disponível em http://planetasustentavel.abril.com.br/noticia/saude/conteudo_268786.shtml, capturado em 27/06/2008

PAULA, Ercília Maria Angeli Teixeira de, UJIIE, Nájela Tavares. O brincar nas políticas educacionais de atendimento a infância brasileira. V Encontro Nacional de Atendimento ao Escolar Hospitalizado. Curitiba (PR), 2007, p. 830-839

PONTES, Beatriz. Literatura faz bem para a saúde. Disponível em http://planetasustentavel.abril.com.br/noticia/saude/conteudo_268786.shtml, capturado em 25/06/2008

SALMON, Maria Imaculada Monllor, BELEM, Vergília Antonia. Relação entre a aprendizagem, a afetividade e o lúdico no programa de escolarização hospitalar. V Encontro Nacional de Atendimento ao Escolar Hospitalizado. Curitiba (PR), 2007, p.3007-3015.

SOUZA, Márcia Raquel de. A ação pedagógica no ambulatório pediátrico. . V Encontro Nacional de Atendimento ao Escolar Hospitalizado. Curitiba (PR), 2007, p. 4523-4529.


1 - CARVALHO. Adnan de, BATISTA, Cleide Vitor Mussini. Briquetoteca Hospitalar: a importância deste espaço para a redução do trauma da hospitalização da criança. V Encontro Nacional de Atendimento ao Escolar Hospitalizado. Curitiba (PR), 2007, p. 1439.

2 - PAULA, Ercília Maria Angeli Teixeira de, UJIIE, Nájela Tavares. O brincar nas políticas educacionais de atendimento a infância brasileira. V Encontro Nacional de Atendimento ao Escolar Hospitalizado. Curitiba (PR), 2007, p. 835.

3 - BATISTA, Cleide Vitor Mussini. O lugar de brincar no Hospital: o faz-de-conta. V Encontro Nacional de Atendimento ao Escolar Hospitalizado. Curitiba (PR), 2007, p. 1484 – 1493.

4 - Literatura faz bem para a saúde. Disponível em http://planetasustentavel.abril.com.br/noticia/saude/conteudo_268786.shtml, capturado em 27/06/2008

segunda-feira, 28 de julho de 2008

Resumo de doações

De Junho a Julho a Gibiteca Escolar recebeu muitas doações. Ganhamos edições de luxo da Pixel (As Etiópias, e Invisíveis); do quadinhistas Estevão Ribeiro (Contos Tristes, Tristão, Agroecologia e Imblóglio Capixaba); da pesquisadora da FIOCRUZ, Karina Saavedra (Uma viagem Fantástica com Micobac); de Maria Cristina Silveira e Francisco Caruso recebemos uma coleção de tirinhas de física e química, além da Cartilha Maus-Tratos; Wesley L. de Souza (Matemárica Alternativa: história da matemática em quadrinhos) da Editora Escala Educacional recebemos duas coleções de 12 álbuns com adaptações de contos de Machados de Assis, do Aloísio de Azevedo Manoel Antônio de Almeida, Antônio Alcântara Machadoe Lima Barreto em quadrinhos, sendo que uma ficou no acervo da Gibiteca e a outra foi sorteada entre os participantes do II Seminásio sobre quadrinhos, leitura e ensino.

Ainda hoje a Dra. Renata (cardiologista) fez uma nova doação: duas revistas co Condorito, um personagem chileno. Agora nossa Gibiteca tem HQs em 3 idiomas.

Veja abaixo a relação as HQs que recebemos.


Agradecemos imensamente as doações e convidamos os leopoldinenses a contribuírem com novas doações. Durante o mês de agosto, nossa gibiteca irá fechar para balanço. Iremos fazer um levantamento e verificar a quantidade de HQs que temos para podemos usá-las de forma ainda mais intensa. Neste período estaremos abertos apenas para visitação, mas os empréstimos estarão suspensos até o mês de Setembro.

Pessoas da comunidade que quiserem visitar a gibiteca são bem vindos a conhecer o nosso acervo que é o maior da Zona da Mata e possivelmente o maior acervo de revistas em quadrinhos localizado em uma escola pública de ensino regular do Brasil. Marquem uma visita pelo tel (32) 3694 4269

domingo, 27 de julho de 2008

Sobre Gibitecas e doações

Uma das coisas que mais me questionam em relação à gibiteca é a sobre a dificuldade de se formar um acervo. As pessoas tem a idéia errada de que tem que ter dinheiro para comprar HQ's. Ora, gibitecas se fazem a partir de doações. E muitas pessoas doam, com boa vontade. Exemplo disto é que nossa gibiteca recebeu grandes doações - de mais de 200 revistas - de colecionadores de vários Estados, como RJ, SP, RS, PR e de outras cidades de Minas, como Juiz de Fora e Belo Horizonte.

Pessoas de nossa comunidade também fizeram doações, sem que fosse feita uma campanha sistemática na cidade e na nossa comunidade. Nosso acervo está sempre sendo renovado pois todo mês sempre chega alguma coisa - em maior ou menor quantidade. Esta renovação é importante pois atrai mais leitores e dá à gibiteca uma aparência mais dinâmica.

Monte uma gibiteca em sua escola, em sua biblioteca. Peça doações que eram irão chegar. Estou tocando neste assunto pois hoje eu fui alegrada com uma notícia vinda Aracajú (SE). A coordenadora da Gibiteca da Biblioteca Infantil Aglaé Fontes de Alencar, Claudia Stocker, fez uma campanha de doação de gibis nos meses de junho e julho, e recebi 1.280 exemplares. A gibiteca, que funciona em uma sala separada, teve que ser mudada de lugar para poder se adaptar ao novo acervo, que agora é o maior do Estado, com 2.380 (veja as fotos).

A gibiteca está de parabéns! Espero que as doações continuem e que as pessoas também se interessem em conhecer este espaço que está crescendo cada vez mais. Ao mesmo tempo eu convido nossos leitores e procurarem as gibitecas perto de suas casa e também contribuírem com doações.

Uma revista doada faz diferença. Gibis são mais frágeis que livros e tem uma vida útil menor, por isto as gibitecas tem sempre que estar renovando seu acervo. Se você tem filhos, ensine a ele a ser solidário pedindo que ele mesmo faça a doação. Freqüentem também as gibitecas da sua cidade sempre que possível.

Se onde você mora não há uma gibiteca, procure a biblioteca comunitária, lance a idéia e faça uma campanha. Gibi não e literatura mas pode ajudar a formar um futuro leitor, mais criativo, mais crítico.

sábado, 26 de julho de 2008

Unesco usa histórias em quadrinhos na campanha contra doping

Aproveitando o clima dos Jogos Olímpicos de Pequim, a Unesco vai lançar uma série de histórias em quadrinhos para reforçar sua campanha contra o doping no esporte.

Na trama, os personagens principais serão dois detetives que investigarão dois atletas, sendo que um utiliza substâncias dopantes e o outro não. Segundo a entidade, os dois protagonistas são baseados em Sherlock Holmes e Mr. Watson, criados pelo escritor Arthur Conan Doyle.As histórias serão publicadas a partir da próxima segunda em três idiomas, espanhol, francês e inglês. A Unesco disse que pretende divulgar através delas os pontos da Convenção Internacional contra o Doping no Esporte.

A obra é resultado de uma parceria entre a entidade e a editora Edge G3. EFE.

A UNESCO ( United Nations Educational, Scientific and Cultural Organization) é um organismo especializado do sistema da Organização das Nações Unidas (ONU). A Organização das Nações Unidas para a Educação, a Ciência e a Cultura (UNESCO) fundou-se a 16 de novembro de 1945 com o objectivo de contribuir para a paz e segurança no mundo mediante a educação, a ciência, a cultura e as comunicações.

As atividades culturais procuram a salvaguarda do património cultural mediante o estímulo da criação e a criatividade e a preservação das entidades culturais e tradições orais, assim como a promoção dos livros e a leitura.

Em matéria de informação, a UNESCO promove a livre circulação de ideias por meios audiovisuais, fomenta a liberdade de imprensa e a independência, o pluralismo e a diversidade dos meios de informação, através do Programa Internacional para a Promoção da Comunicação. Tem a sua sede em Paris, na França. Seu principal objetivo é reduzir o analfabetismo no mundo.Para isso a UNESCO financia a formação de professores, uma de suas atividades mais antigas, e cria escolas em regiões de refugiados.

Na área de ciência e tecnologia, promoveu pesquisas para orientar a exploração dos recursos naturais. Outros programas importantes são os de proteção dos patrimônios culturais e naturais além do desenvolvimento dos meios de comunicação. A UNESCO criou o World Heritage Centre para coordenar a preservação e a restauração dos patrimônios históricos da humanidade, com atuação em 112 países.

Fontes:

http://g1.globo.com/Noticias/PopArte/0,,MUL701318-7084,00-UNESCO+USA+HISTORIAS+EM+QUADRINHOS+NA+CAMPANHA+CONTRA+DOPING.html

http://pt.wikipedia.org/wiki/UNESCO

sexta-feira, 25 de julho de 2008

Prêmio FNAC novos talentos

Uma oportunidade para jovens talentos: a FNAC está promovendo um concurso de quadrinhos. Os três primeiros classificados receberão prêmios em dinheiro, equipamentos e terão sua obra publicada. Para mais informações, clique aqui!

Oficina de quadrinhos na colônia de férias

Fui convidada a participar de uma oficina de quadrinhos na colônia de férias de Acquademia. Reunimos cerca de 30 crianças entre 8 e 12 anos de idade, fizemos uma breve explanação sobre o que são Histórias em Quadrinhos e quais são seus elementos característicos. Depois, as crianças pegaram HQs para folhear e identificar estes elementos (onomatopéias, tipos de balões, etc). Feito este exercício, elas foram divididas em grupos e cada grupo recebeu uma folha de papel pardo, dividida em sete quadrinhos, onde tiveram cerca de uma hora e meia para criar uma história em quadrinhos sobre a colônia de férias. Os monitores da colônia escolheram a melhor HQ. Os resultados foram divertidíssimos. Veja as fotos da oficina.


quinta-feira, 24 de julho de 2008

Feira do Livro reunirá os maiores leitores de Foz

A Feira Internacional do Livro que começa dia 1º e prossegue até o dia 10 terá um espaço destinado para os grandes leitores de Foz do Iguaçu. Numa mesa redonda, no dia 8, às 15h, quatro pessoas de segmentos distintos: um empresário, um jornalista e dois professores contarão ao público iguaçuense as experiências como leitoras.

Durante o bate-papo relatarão os motivos que o incentivaram a começar a ler, o que mais apreciam na leitura, como também contarão detalhes sobre a história que mais chamou a atenção e, os estilos preferidos. A mesa dos grandes leitores será formada pelos professores de língua portuguesa Emerson Fulgêncio, Amarildo Britzius Redies, Nathalie Husson, proprietária da Livraria Kunda e, pelo jornalista Cláudio Jose Dalla Benetta, gerente da Divisão de Imprensa da Itaipu Binacional.


Segundo Sueli Brandão, presidente do Instituto da Educação e do Livro (IEL), organizadora do evento, essa mesa promete ser muito rica, pois, os amantes da leitura mostram que ler é uma atividade prazerosa. “Ao transmitir a paixão pelo universo da literatura, despertarão no público o gosto pela leitura”, disse.


100 livros ao ano

De acordo com o jornalista Cláudio José Dalla Benetta ele lê em média dois livros por semana, mais de 100 por ano. É da filosofia de que se deve ler de tudo, de bula de remédio a um romance denso.


Ávido pelo mundo dos livros, começou a se interessar pela leitura mesmo antes de aprender a ler. Naquela época, devorava histórias em quadrinhos e ansiava por aprender a ler para entender o que realmente diziam as figuras. Quando aprendeu, aos 7 anos, se matriculou como leitor na Biblioteca Pública do Paraná, "Sucursal da Vila Leão", duas quadras da casa que morava, no bairro do Portão, em Curitiba. Aos 16 anos, já tinha lido tudo o lhe interessava naquela biblioteca, e se associou então a Biblioteca Pública do Paraná, no centro de Curitiba.


Atualmente, ele compra os livros, mas a biblioteca é enxuta. Periodicamente faz doações de seus exemplares.


Estilos
Em mais de 40 anos de leitura, Benetta já leu quase de tudo. Nos dias atuais, prefere histórias ou reportagens, mas na lista há também inúmeros romances. Na infância, primeiro devorou os contos dos Irmãos Grimm e as Mil e Uma Noites, dos quais ainda se lembra bem. “Eu lia livros e histórias em quadrinhos, praticamente intercalava um gibi e um livro. Tive coleções de gibis, assim como tive muitos e muitos livros”, disse.

Conforme o jornalista, quando adolescente, amou Júlio Verne, mas também leu autores franceses e ingleses, sem deixar os brasileiros de lado. Adulto, passou a ler e reler dois romancistas, o brasileiro Machado de Assis – este ano comemora o centenário de sua morte - e o argentino Jorge Luis Borges. “Gosto de autores argentinos, de maneira geral”, frisou.


Benetta relatou que aos 15 anos, houve um autor com quem se identificou muito: Jean Paul Sartre. “Ao ler ‘A Náusea’, quase entrei em desespero. Só fui reler muitos anos depois, quando a experiência me ensinou que é possível ler um livro sem sofrer tanta influência”, relembrou. Hoje, o gerente da Divisão de Imprensa da Itaipu disse ainda gostar de quadrinhos, embora leia muito pouco. “Gosto de alternar uma leitura mais intelectualizada com um Sherlock Holmes, por exemplo. Se for bem escrito, é possível que eu goste de qualquer gênero”, pontuou.


A Feira Internacional do Livro é promovida pelo Instituto da Educação e do Livro (IEL) com o apoio da Fundação Cultural e Itaipu Binacional.


Fonte: http://www.h2foz.com.br/modules/noticias/article.php?storyid=9763

quarta-feira, 23 de julho de 2008

Zahar lança adaptação de conto de Machado de Assis, em quadrinhos

Boa notícia para os quadrinhos nacionais A editora Zahar está entrando no mercado dos quadrinhos nacionais, lançando a adaptação do conto A Cartomante, de Machado de Assis. A Zahar já tem feito algumas incursões no campo dos quadrinhos, publicando quadrinhos franco-belgas, com destaque para a adaptação de Em Busca do Tempo perdido e o lançamento da obra O gato do Rabino, do filosofo Joan Sfar.


A Cartomante é resultado de uma extensa pesquisa feita por Fabio Pessoa e Maurício Dias realizaram extensa pesquisa de época recuperando o ambiente de Machado de Assis ao usarem fotos de época junto a desenhos em aquarela. Além de ser mais um projeto dos quadrinhos nacionais que ganha as prateleiras das livrarias, a adaptação é, também, um tributo a Machado de Assis, cujo centenário da morte comemoramos este ano. O lançamento será hoje, na Livraria Arteplex, no Rio de Janeiro (RJ).


Não é demais deixar de destacar que a obra de Machado de Assis, além do valor literário inegável, é também uma fonte histórica muito rica e que pode e dever ser explorada nas salas de aula.


Leia o release:

A cartomante é a história de um triângulo amoroso. Depois de anos de distância, Vilela reencontra o amigo Camilo e apresenta-lhe sua esposa, Rita. Paixão, traição e adultério fazem parte desta trama, que tem uma cartomante como personagem chave, selando o destino dos três. O conto, publicado originalmente em 1884, traz a marca da fina ironia de Machado de Assis e de seu olhar astuto sobre a sociedade carioca. Esta esta versão em quadrinhos, com desenhos em aquarela do jovem designer Flavio Pessoa, é uma adaptação fiel ao espírito do original. Fotos de Marc Ferrez e Augusto Malta ajudam a recriar o Rio de Janeiro do fim do século XIX e inserem o leitor no mundo de Machado de Assis.


MACHADO DE ASSIS dispensa apresentações e é considerado por muitos o maior escritor brasileiro de todos os tempos. Autor de obras clássicas, como os romances Dom Casmurro e Memórias Póstumas de Brás Cubas, nasceu em 1839 e morreu em setembro de 1908.


FLÁVIO PESSOA é professor de desenho de observação na Faculdade de Arquitetura da UFRJ, ilustrador e designer gráfico.


MAURÍCIO O. DIAS é formado em cinema. Já escreveu roteiros para programas de televisão e filmes de curta e longa metragem.

terça-feira, 22 de julho de 2008

Quadrinhos da História

Pois é, para minha felicidade saiu publicado na revista Desvendando a História mais um texto meu, desta vez sobre uma experiência que tenho realizado com meus alunos do ensino fundamental, montando cartilhas com atividades e ilustrações retiradas apenas de histórias em quadrinhos. O título do texto é "Quadrinhos da História", e veio com uma chamada legal, montado sobre um ilustração do Grito do Povo, uma HQ que fala sobre a Comuna de Paris (que eu adoro). Quem quiser conferir é só ir às bancas procurar a edição nº 19, que saiu esta semana, se não me engano.

Editora Globo lança álbuns educativos da Turma do Sítio do Picapau Amarelo


Já estão à venda quatro livros da Coleção Você Sabia? Sítio do Picapau Amarelo, da Editora Globo. As aventuras abordam temas históricos e datas comemorativas relevantes, com a intenção de relacionar a leitura ao universo escolar.

Os álbuns estrelados pelos personagens de Monteiro Lobato são estes: Você Sabia? Descobrimento e Independência do Brasil, Você Sabia? Abolição da escravatura e proclamação da República no Brasil, Você Sabia? Carnaval e festas juninas e Você Sabia? Festas de fim de ano e páscoa. Todos já haviam sido publicados anteriormente em formato revista.

Os livros são no formato 20,2 x 26,6 cm, têm 96 páginas coloridas e custam R$ 24,00 cada um. Todos foram escritos e desenhados por Miguel Mendes, que apenas no das festas de final de ano e páscoa teve a companhia de André Simas.

Nota: Uma pena que este material tenha saído da banca de jornal, onde estava acessível a todos e com um preço menor e tenha migrado para as livrarias. Quem tiver condições de comprar, é um bom material para se usar nas salas de aula e para se ter em casa, como fonte de pesquisa para jovens estudantes. Eu sugiro as edições sobre carnaval e festa junina e sobre o descobrimento.

Fonte: www.unibersohq.com

domingo, 20 de julho de 2008

Novidades da Editora Nona Arte


Uma dica quentíssima para professores do ensino fundamental e médio é dar uma passada no site da Nona Arte . André Diniz reformulou o site e deixou ele muito mais interessante e cheio de novidades. Além de disponibilizar HQs para download ele está oferecendo prévias de suas novas produções. Adorei quase tudo que vi.

Aliás, André Diniz tem dedicado uma atenção especial às HQs com fins didáticos.


“Estou produzindo HQs ligadas a temas como história, folclore, adaptação de contos clássicos, ecologia, entre outros interessantes às escolas, cada uma ocupando apenas uma página de papel A4. A idéia é disponibilizar gratuitamente um material paradidático de facílima reprodução, quase a custo zero, visando principalmente as escolas e alunos com poucos recursos.”


Imagine, poder conta com este material na escola, praticamente grátis, disponível para ser trabalho com alunos com leitura feita diretamente no computador ou através da impressão de páginas. Imagine estudar escravidão, falar sobre folclore e ecologia, usando quadrinhos como um recurso paradidático. Eu estou indicando este material para os professores do ensino regular, mas ele também pode ser usado no meio acadêmico, em cursos de formação de professores, filosofia, sociologia, história, etc.


Em breve Diniz estará lançando, pela Editora Escala Educacional, HQs sobre a Guerra de Canudos, A Revolução Russa, A Revolução Farroupilha, A Guerra de Canudos, além de obras e Maquiavel e Voltaire.

Vale a pena dar uma espiada!