Além das exposições e palestras, havia muita coisa para ser vista e muitas pessoas com quem conversar. Um dia foi pouco. Seguem algumas imagens e, em breve, um vídeo da nossa aventura.
quarta-feira, 17 de setembro de 2008
Encontro na FIOCRUZ
Além das exposições e palestras, havia muita coisa para ser vista e muitas pessoas com quem conversar. Um dia foi pouco. Seguem algumas imagens e, em breve, um vídeo da nossa aventura.
Texto sobre guerras e quadrinhos
As guerras sempre foram populares no cinema e nos quadrinhos. Embora o gênero permita a reflexão social dos acontecimentos recentes e passados, é mais usado para atuar como forma de entretenimento escapista. Durante a Segunda Guerra, os quadrinhos abraçaram o gênero e até o mesclaram ao nascimento dos super-heróis, com personagens patrióticos como o Capitão América e tantos outros que lutaram contra o nazismo, o fascismo italiano e o imperialismo japonês.
Mas foi na década de 1950 que as revistas deste gênero realmente vingaram. Entre as mais importantes publicações do gênero estão as revistas Aces High, da EC Comics, que publicava histórias focadas nos combates aéreos das duas grandes guerras, e trazia na arte feras como George Evans, Wally Wood, Jack Davis e Bernard Krigstein.
A EC também publicava as revistas Two-Fisted Tales e Frontline Combat, editadas por Harvey Kurtzman. A arte era sempre um destaque à parte e contava com o talento de John Severin, Jack Davis, Wally Wood, George Evans, Will Eld, Alex Toth, Ric Estrada, Joe Kubert e Russ Heath.
A DC Comics, por exemplo, tinha a revista Our Army at War, lançada em 1952 e que foi publicada até 1977, lançando heróis como Ás Inimigo (Enemy Ace) e o Sgt. Rock e sua Companhia Moleza, personagem muito associado a Joe Kubert. Outro título importante da DC, também lançado em 1952, foi G.I Combat, que incorporava alguns personagens da Quality Comics (que havia sido adquirida pela DC), como Blackhawk.
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A Atlas, que mais tarde se tornaria a Marvel, teve uma participação mais discreta no gênero, com títulos como Combat Kelly, de 1951. Foi na década de 1960 que a editora resolveu, à sua maneira, explorar mais o gênero. Stan Lee discutiu com Martin Goodman sobre o sucesso das revistas Marvel. Goodman afirmava que eram os adjetivos como amazing, spectacular, uncanny (Amazing Spider-Man, Uncanny X-Men etc.) e outros usados nos títulos que ajudavam nas vendas.
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ous Bastards (que no fundo não deixa de ser um remake de Os Doze Condenados). Depois de um arrastado processo, iniciado em 2001, está finalmente sendo filmado Inglorious Bastards, com um elenco que inclui Brad Pitt, Mike Myers, Eli Roth e Diane Kruger.O longa-metragem está em produção na França e chegará aos cinemas em 2009. E se isso não bastasse, a Warner e Joel Silver estão planejando a refilmagem dos Doze Condenados, que será dirigida por Guy Ritchie, de Jogos, trapaças e dois canos fumegantes.
O primeiro roteiro, que colocava a história nos tempos atuais, foi muito mal recebido online. Por isso, um novo enredo está sendo desenvolvido por Zak Penn. Outro filme de guerra previsto para 2009, é Valkyrie, de Bryan Singer (de X-Men, X-Men 2 e Superman - O Retorno), sobre a tentativa real de assassinar Hitler, com Tom Cruise no papel principal.
O texto é de Sérgio Codespoti. Eu estou postando apenas alguns trechos do texto, quem se interessar em ler o texto integral e ver todas as imagens (e elas são realmente interessantes), é só clicar aqui.
terça-feira, 16 de setembro de 2008
Ciência e Arte na FIOCRUZ
Trata-se do Ciência, Arte e Cidadania - 5º Simpósio, 1º Forum de ex-alunos e Premiação da 4ª Olimpíada Brasileira de Saúde e Meio Ambiente. Amanhã é a abertura do encontro, que vai até sexta, dia 19 de Setembro. Para ver a programação completa é só clicar aqui.
Aguardem um relato completo até o fim de semana, com direito a fotos e vídeos!
segunda-feira, 15 de setembro de 2008
Estamos entre as 55 escolas classificadas para a segunda fase do Prêmio de Reportagem Jovem Protagonista

O Prêmio de Reportagem Jovem Protagonista tem duas fases. Na primeira serão selecionados projetos de Voluntariado Educativo que estejam em andamento e tenham a participação de alunos. As escolas escolhidas para a segunda fase deverão enviar uma reportagem audiovisual de
Toda a produção, a gravação e a edição deverão ser feitas por quatro alunos. Essa é uma maneira de estimular o uso das tecnologias da informação a favor da educação. Ao se apropriar das novas ferramentas, o estudante tem a oportunidade de enriquecer o próprio conhecimento, transformando dados abstratos em ações concretas. Dos vídeos entregues, cinco serão selecionados como semifinalistas e exibidos na programação da Rede Record, Record News e Instituto Ressoar.
sexta-feira, 12 de setembro de 2008
Curso de roteiro de quadrinhos

Confira o conteúdo das aulas:
Aula 2: Histórias em quadrinhos é coisa de gente grande: como os autores estão descobrindo nos quadrinhos a melhor forma de comunicação; definição dos diferentes tipos de quadrinhos adultos: testemunhais, jornalísticos ou próprios da contra-cultura.
Aula 3: Como fazer um roteiro para quadrinhos: quais as escolhas a serem feitas em um roteiro de quadrinhos, uso das palavras, uso das imagens, enquadramentos, momentos, fluxo. Será pedido aos alunos o esboço de um roteiro.
Aula 4: Aula prática, onde o aluno pegará uma ou duas histórias em quadrinhos e reescreverá o roteiro, sem imagens.
Aula 5: Exercício e debate sobre os roteiros preparados pela turma.
Fonte: http://hqmaniacs.uol.com.br/principal.asp?acao=noticias&cod_noticia=17324
quinta-feira, 11 de setembro de 2008
Uma dica para se trabalhar Guerra Fria com Quadrinhos
Gibis retratam o conflito entre EUA e URS
Júlio Vilela*
Foi durante a Guerra Fria que uma nova onda de super-heróis surgiu nos gibis norte-americanos, especialmente nos da Marvel Comics (hoje a maior editora de quadrinhos do mundo). Você certamente já ouviu falar dessas personagens, pois várias foram adaptadas para o cinema nos últimos anos, com grande sucesso de bilheteria. Dentre essas personagens, podemos destacar o Homem-Aranha, os X-Men, o Hulk e o Quarteto Fantástico.
Aqui, falaremos da relação delas com a Guerra Fria. Afinal, embora sejam fictícias e tenham sido criadas apenas para entretenimento, seus criadores se inspiraram na época que viviam. Começaremos pelo Quarteto Fantástico, o primeiro gibi da Marvel em que o escritor-editor Stan Lee fez parceria com o desenhista Jack Kirby.
O Quarteto Fantástico
O próprio surgimento desse grupo de heróis faz alusão à Guerra Fria: no início da história, pouco antes de os quatro futuros heróis viajarem para o espaço, a narração menciona que os EUA estão numa "corrida espacial" com "uma potência estrangeira". Claro que a tal "potência estrangeira" era a URSS, mas, diferentemente do que tinha acontecido durante a Segunda Guerra Mundial, os autores dos gibis da Guerra Fria preferiam não dar nome aos bois quando se referiam aos "inimigos da América".
No gibi, o Quarteto Fantástico tem origem um pouquinho diferente daquela contada no filme de 2005: quatro amigos - o cientista Reed Richards; sua noiva, Sue Storm; o irmão adolescente dela, Johnny Storm; e o piloto de foguetes Ben Grimm - embarcam num foguete experimental, voam para o espaço e são bombardeados por raios cósmicos. Ao voltarem para a Terra, descobrem que os raios cósmicos os afetaram, dando-lhes superpoderes.
Richards consegue esticar partes de seu corpo e assume o codinome Senhor Fantástico (qualquer semelhança com outro super-herói, o Homem-Borracha, não é mera coincidência); Sue se torna a Garota Invisível (anos depois, mudará o nome para Mulher Invisível, pois em nossos tempos "politicamente corretos" é considerado machismo chamar de "garota" uma mulher adulta); Johnny vira o Tocha Humana; e Ben, o monstruoso Coisa. Os raios cósmicos existem mesmo, mas na vida real eles matam, como seu professor ou professora de ciências poderá lhe explicar.
A corrida espacial não é a única alusão à Guerra Fria que encontramos nos primeiros gibis do Quarteto Fantástico. O principal inimigo do Quarteto era o Doutor Destino, que governava literalmente com mãos de ferro um pequeno país do Leste Europeu, bem na região onde se concentravam os países do bloco socialista.
Na tradução feita no Brasil, o nome dado ao país do Doutor Destino era "Latvéria", o que poderia levar a concluir que se tratava de uma terra imaginária. Mas, no original, o nome era "Latvia" - cuja tradução correta para o português é Letônia, na época uma das repúblicas que compunham a URSS. O próprio visual do vilão, com sua armadura de ferro, pode ser referência à "Cortina de Ferro", a expressão popularizada pelo ex-primeiro-ministro britânico Winston Churchill para se referir aos países da Europa oriental que ficaram sob influência da URSS após a Segunda Guerra Mundial.
O Incrível Hulk
e se testará pela primeira vez a "bomba gama" (projetada pelo próprio Banner) e fica exposto aos raios gama quando a bomba é detonada propositalmente por seu assistente, um espião iugoslavo disfarçado.Banner, em vez de morrer de leucemia ou queimaduras radiativas (que é o que aconteceria na vida real), descobre que os raios gama alteraram a química de seu corpo. Agora, sempre que se enfurece, é humilhado ou entra em pânico, ele se transforma no Hulk, um brutamontes capaz de levantar toneladas. Curiosamente, o Hulk era para ser cinzento, mas falhas de impressão no primeiro número do gibi fizeram que ele aparecesse esverdeado em alguns quadrinhos. Assim, o verde se tornou sua cor definitiva.
Até o fato de Banner ser físico nuclear tinha relação com a Guerra Fria. Desde o Projeto Manhattan (o qual desenvolveu as bombas atômicas que foram lançadas sobre Hiroshima e Nagasaki), os físicos nucleares tinham "importância estratégica" para o governo dos EUA. Vale recordar que, segundo alguns historiadores, as bombas atômicas usadas contra o Japão marcaram não apenas o fim da Segunda Guerra Mundial, mas o começo da Guerra Fria.
Segundo tal interpretação, o ataque a Hiroshima e Nagasaki teria sido a forma que os EUA encontraram de mandar o seguinte recado à URSS: "Cuidado conosco! Nós temos a bomba!" Depois disso, a procura por carreiras científicas, sobretudo em física nuclear, aumentou consideravelmente nas universidades norte-americanas. Bruce Banner, assim como os físicos do Projeto Manhattan, trabalha para os militares; e a "bomba gama" explode no deserto do Novo México, região dos EUA onde foram mesmo realizados os primeiros testes atômicos.
Outro elemento da Guerra Fria presente na saga do Hulk é o espião iugoslavo. Naquela época, histórias de espionagem eram comuns tanto na ficção quanto na realidade. Além disso, a Iugoslávia era um dos países do Leste Europeu onde os comunistas haviam chegado ao poder. (No entanto, os iugoslavos eram um caso à parte: o então governante do país, o marechal Tito, principal líder da resistência contra os invasores alemães durante a Segunda Guerra Mundial, não seguia todos os ditames da União Soviética; por isso, o modelo socialista adotado na Iugoslávia era um pouco diferente daquele que predominava nos outros países do Leste.)
Em suas primeiras aventuras, o Hulk enfrentou vários vilões comunistas, mas havia igualmente críticas aos EUA. Em primeiro lugar, porque o principal inimigo do Hulk era o general Ross, também pai da namorada de Banner. Ou seja, em muitas histórias do Hulk, o inimigo era o próprio Exército norte-americano, sempre perseguindo o gigante verde. E não se deve esquecer que o Hulk era um monstro criado pelo horror atômico. Ao conceberem a história, Stan Lee e Jack Kirby pretenderam transmitir uma lição de moral: Banner é vítima de uma arma que ele mesmo projetou, e o cientista sente remorsos por isso.
quarta-feira, 10 de setembro de 2008
Mostra Literária Taubaté
O Sesc Taubaté realizará, nos dias 13 e 14 de setembro, a Mostra Literária Taubaté: Caminhos da História, Parada Obrigatória. Com a entrada franca, a Mostra integra a promoção do projeto homônimo do SESC e busca reunir escritores de Taubaté e região, assim como divulgar suas obras. Cerca de 51 escritores já estão confirmados. O evento acontece no Circo Maior.
Entre eles a escritora, tradutora e integrante da Academia Paulista de Letras, Ruth Guimarães. A escritora, natural de Cachoeira Paulista, já teve sua prosa comparada ao célebre escritor Guimarães Rosa devido ao seu romance, Água Funda. Obra de 1946 que recebeu avaliações acaloradas dos melhores críticos literários da época como o ensaísta Antonio Cândido e o historiador e escritor Nelson Werneck Sodré.
Também estará presente na Mostra Literária, no dia 13, Joyce Campos Kornbluh, neta de Monteiro Lobato, e a escritora, Márcia Camargos, vencedora do prêmio Jabuti em 1997, que vem à feira na companhia de Joyce para lançar o livro "Juca e Joyce – Memórias da neta de Monteiro Lobato". Escrito a quatro mãos o livro é resultado de uma amizade que surgiu entre as duas escritoras no inicio dos anos 90 em decorrência da biografia "Monteiro Lobato: Furacão na Botocúndia", que deu a Márcia, ao lado de Carmen Lucia de Azevedo e Vladimir Sacchetta, o Prêmio Jabuti (mais tradicional e importante prêmio literário do Brasil) nas categorias Ensaio e Biografia e Livro do Ano/não ficção.
Durante a Mostra Literária também acontecerão intervenções artísticas com artistas plásticos, exposição de histórias em quadrinhos e apresentações de música erudita, teatro e contação de histórias.
Também participam do evento o Instituto de Estudos Valeparaibanos (IEV), as Academias de Letras de Taubaté e Caçapava, a União Brasileira de Trovadores, a Faculdade Teresa D`Ávila (FATEA), a Editora Gráfica Instituto Santa Teresa e as publicações SESCSP.
Confira a programação completa do evento:Dia 13 de setembro:
9h30 - Pintando o SESC – artistas plásticos de todas as idades vão pintar, ao vivo, a arquitetura, instalações, cenas, paisagens e manifestações artísticas. Inscrições no local.
10h - Oficina Quitutes da Tia Nastácia – atividade direcionada a crianças de
10h30 - Apresentação do Grupo Taubatchellos - regente Clodoaldo Leite Jr.
11h – Monteiro Lobato e Cora – apresentação da pesquisa da autora Rita Elisa Seda.
14h - O Presidente Negro - conferência da autora Márcia Camargos sobre a atualidade do livro de Monteiro Lobato.
15h - Juca e Joyce - memórias da neta de Monteiro Lobato. Tarde de autógrafos com a autora Joyce Campos Kornbluh (neta de Monteiro Lobato) e Márcia Camargos.
16h - Literatura e Cultura no Vale do Paraíba - palestra com Olga de Sá - Diretora da Faculdade Teresa D’Ávila e Instituto Santa Teresa de Lorena.
17h - Tributo a Lobato - apresentação artística com o Grupo Scene Belle.
14 de setembro – Domingo - grátis
10h - Contação de Histórias
11h30 - Acenando com Bandeira - show musical e poético em que o cantor e compositor Nando Luz une sua música à poesia de Manuel Bandeira.
14h – Apresentação Musical - Violão e Camerata de Metais.
15h - Mistérios do Vale - sessão de autógrafos com a autora Sonia Gabriel.
15h30 - Lançamentos de obras de autores regionais:
Navegação - Mírian Cris. Durante o lançamento haverá barquinhos de papel para as crianças dobrarem.
Ocre- Fragmentos De Arte - Mirian Cris
Meio Ambiente, o que podemos fazer? - Sílvio Ferreira Leite
Alfazema - Zenilda Lua
A Bolívia de Evo Morales – 2 anos de refundação – Barbosa Filho
16h - Contação de Histórias
Dias 13 e 14 de setembro - Exposição de Histórias em Quadrinhos - super heróis, grandes personalidades, mangás, gibis nacionais e importados.
Acervo: Jorge Hata, colecionador e historiador.
Participantes da Mostra Literária
INSTITUTO DE ESTUDOS VALEPARAIBANOS (IEV)
- Benedito Sérgio Lencioni
- Fabio Ricci
- Francisco Sodero Toledo
- Hugo Di Domenico
- Luiz Eduardo Correa Lima
- Maria Luiza Reis Pereira Baptista
-.Nelson Pesciotta
- Padre Mário Bonatti
- Pedro Paulo Filho
- Ruth Guimarães
- Sônia Maria Gabriel
ACADEMIA TAUBATEANA DE LETRAS
- Conceição Fenille Molinaro
- Luiz Antonio Cardoso da Silva
- Judite de Oliveira
- Yves Rudner Schmidt
- Lygia Therezinha Fumagalli Ambrogi
- Thereza Freire Vieira
ACADEMIA CAÇAPAVENSE DE LETRAS
UNIÃO BRASILEIRA DE TROVADORES – SEÇÃO DE TAUBATÉ
- Angélica Vilella Rebello Santos
- Cacilda Pinto da Silva
AUTORES REGIONAIS
- Cláudio de Morais –Taubaté
- Ditão Virgilio – São Luiz do Paraitinga
- Domingos Sávio Vidal - Piquete
- Itabiracy Lopes dos Santos - Lorena
- Joffre Neto - Taubaté
- Jorge Hata – colecionador - Taubaté
- Lamarque Monteiro - Taubaté
- Ligia Maria Frazão Gati - Tremembé
- Marco Antonio Queiroz Moreira - Tremembé
- Maria Dalila Ferreira de Paula – Tremembé
- Mirian Cris – São José dos Campos
- Regina Célia Marques M. Rovida – São Luiz do Paraitinga
- Rodrigues Nunes Godoy – Piquete
- Rita Elisa Seda – São José dos Campos
- Samuel Messias de Oliveira - Taubaté
- Silvio Ferreira Leite – São José dos Campos
- Ubirajara Vieira Xavier – Tremembé
- Wanderley Gomes de Sardinha – Lorena
- Zenilda Lua – São José dos Campos
FACULDADE TERESA D’ÁVILA (FATEA)
- Adilson Mello
- André Prado
- Eliane Vianna
- Giovanni Guimarães
- Jeane Lucas
- Marlene Sardinha Gurpilhares
- Maria Luzia Dantas
- Nice M. Figueiredo
- Olga de Sá
- Paulo Sergio Senna
- Shirley Cabarite
- Sônia Siqueira
GRAFICA INSTITUTO SANTA TERESA (GRAFIST)
- Coisas Caladas – Olga de Sá
- A Qualidade do Livro Didático no Brasil – Luiz Eduardo Correa Lima
- Tópicos Modernos em Ciências da Informação – Nice M. Figueiredo
- Caderno Semiótica e Religião
- Caminho e Círculo no Pensamento de Martim – Ir. Luzia Dantas
- A Estética da Idade Média –Sônia Siqueira
- Babel – vários autores
- Arte e Cultura no Vale do Paraíba – Olga de Sá
- Ecologia e Design – Paulo Senna
- Contos de Cidadezinha – Ruth Guimarães
- A Estética do Barroco – Sônia Siqueira
- Educação Ambiental – Paulo Senna
- A Teatralidade do Barroco – Sônia Siqueira
LIVROS EDITADOS POR PROFESSORES DA FATEA (DIFERENTES EDITORAS)
- A Escritura de Clarice Lispector (Ir. Olga de Sá)
- Diálogos na fronteira sócio-ambiental (Paulo Senna)
- Monteiro Lobato e a Língua Nacional (Shirley Cabarite)
- Trilhando o Futuro (Luiz Eduardo Correa)
– Lingüística e Gêneros Discursivos (Marlene Sardinha, Jeane Lucas, Eliane Vianna)
– Alcatéia (André Prado) lançamento em breve
– Retalhos (Adilson Mello, Giovanni Guimarães)
– Sá Mariinha das Três Pontes (Adilson Mello)
– Pesquisas
Fontes:
http://www.pindavale.com.br/agoravale/noticias.asp?id=6698&cod=1
http://www.pindavale.com.br/agoravale/noticias.asp?id=6697&cod=1
S.Caetano inscreve para Oficina de Quadrinhos
As aulas, ministradas por Edson Pelicer, têm início no dia 18 e seguem até novembro, sempre às quintas-feiras, das 14h às 17h, na USCS (Universidade Municipal de São Caetano do Sul), localizada na rua Santo Antonio, 50, Centro. O curso apresentará os conceitos e funcionamentos básicos para a produção de histórias em quadrinhos e de um fanzine periódico em preto e branco, no formato 15x21 cm, e número de páginas a definir.
terça-feira, 9 de setembro de 2008
Polêmica HQ de Tintim é relançada
Fonte:http://www1.folha.uol.com.br/fsp/ilustrad/fq0809200822.htm
COLABORAÇÃO PARA A FOLHA

Das 24 aventuras em quadrinhos criadas pelo belga Hergé (1907-83) e estreladas pelo jornalista Tintim, nenhuma provocou tanta polêmica quanto a que retrata sua passagem pelo continente africano. A história, lançada no Brasil há 38 anos como "Tintim na África", está saindo novamente, como "Tintim no Congo", mais fiel ao título original ("Tintin au Congo").
Quando esta HQ foi lançada pela editora Egmont na Inglaterra, em 2005, trazia um aviso dizendo que o livro tinha estereótipos e que alguns leitores podem considerá-lo ofensivo. Em 2007, a Comissão para Igualdade Racial (CRE) pediu às livrarias britânicas que retirassem de suas prateleiras a HQ, devido ao conteúdo racista. A editora norte-americana Little, Brown anunciou, também em 2007, uma caixa com todas as HQs de Tintim, exceto por este álbum, que seria publicado separadamente. Meses depois, recuou e divulgou que a coleção, ainda não completa, sairá integralmente.
Nesta aventura, Tintim viaja à África para escrever reportagens. Chega ao Congo Belga (que depois viria a se chamar Zaire e, atualmente, República Democrática do Congo), então uma colônia da Bélgica (curiosamente, na primeira edição portuguesa, o nome foi alterado e virou "Tim-Tim em Angola", então colônia de Portugal). É nesse ponto que começam as questões que trariam problema aos futuros editores. Tintim aparece como mais forte e inteligente que os africanos, retratados com inocência infantil e subservientes. Em uma cena, após causar um acidente que derruba um trem, ele convence os congoleses a colocar a máquina de volta aos trilhos sem que ele mesmo precise fazer força. Em outra, o jornalista substitui o professor dos jovens africanos e leciona aos congoleses sobre a sua "pátria, a Bélgica".
Quando Tintim volta à Europa, os africanos criam um ídolo de madeira para adorá-lo como se fosse um deus. Há, ainda, cenas de violência contra animais. Em uma passagem, Tintim explode um rinoceronte com uma dinamite. Além disso, derruba mais de dez antílopes a tiro. O leitor brasileiro não verá algumas dessas cenas nesta edição de "Tintim no Congo". A história, lançada originalmente semanalmente a partir de 1930 e reunida em livro em 1931, foi revisada por Hergé em 1946 e relançada com pequenas alterações. Não há mais rinoceronte sendo explodido por dinamite e a aula sobre a pátria Bélgica é substituída por uma de matemática. É esta versão que foi lançada no Brasil.
Mais textos sobre o assunto clicando aqui, aqui e aqui
domingo, 7 de setembro de 2008
Secretaria de Cultura lança edital para quadrinhos
Alguns setores da cultura com maior dificuldade para arrecadar fundos via Lei Rouanet têm R$ 1,28 milhão da Secretaria de Estado da Cultura de São Paulo disponível por meio de editais públicos. Artes visuais, projetos de hip hop, fotografia e quadrinhos --área nunca antes considerada-- são contemplados pela seleção.
São R$ 500 mil para 25 projetos de artes visuais --aumento de 16% em relação ao último edital do governo do Estado para o setor--, R$ 350 mil para 14 projetos de hip hop e R$ 250 mil para dez projetos de histórias
O edital de fotografia, que vai destinar R$ 180 mil a 60 selecionados, deve ser lançado só na semana que vem. Por enquanto, a novidade é o edital de quadrinhos. "É uma aposta numa área que a gente percebe que está em expansão", disse à Folha André Sturm, coordenador da Unidade de Fomento e Difusão de Produção Cultural da Secretaria de Estado da Cultura. No segundo edital destinado ao hip hop, a secretaria optou por deixar menos específico o texto e contemplar quatro áreas: dança, DJ, MC e grafite.
Nas artes visuais, serão financiados pintura, escultura, instalação, performance e outros suportes, sendo que, de acordo com Sturm, "50% do peso da avaliação" será o currículo do artista proponente. No edital de fotografia, serão escolhidas 60 fotos para fazer parte de uma exposição. Depois, 12 das 60 imagens serão publicadas num livro. Os editais podem ser consultados na íntegra no site www.cultura.sp.gov.br.
Fonte: http://www1.folha.uol.com.br/folha/ilustrada/ult90u442086.shtml
sábado, 6 de setembro de 2008
Workshop do Studio Seasons
Debates:
28/10
QUADRINHOS: ARTE?
29/10
MÍDIA DIGITAL E ARTE SEQUENCIAL
30/10
QUADRINHOS E HUMOR POLÍTICO
31/10
PUBLICAÇÃO DE HQ´s NO BRASIL
sexta-feira, 5 de setembro de 2008
Balanço do nosso primeiro mês de campanha de doação!
Neste primeiro mês de campanha recebemos 147 Hqs, a maioria vinda de nossos alunos, que estão participando e interessados em ver nossa gibiteca funcionando cada vez melhor. Compramos 42 revistas com o dinheiro da rifa - entre novas e usadas - e fechamos o nosso balanço totalizando 3.015 Hqs!, das quais 1815 são de super-heróis, terror e aventura; 547 são educativas, 480 são infantis e 173 são Mangás. São 4.3 Hqs por aluno!O destaque foram as Hqs infantis: conseguimos aumentar consideravelmente o número de Hqs da Disney (notadamente Zé carioca e Pato Donald) e da Turma do Sítio do Picapau Amarelo (muito usada pelos nossos professores).
Agradecemos as doações e esperamos poder continuar contando com elas, pois queremos poder manter atualizado e diversificado nosso acervo, para melhor atender à nossa escola. Nosso endereço é:
E. M. Judtih Lintz Guedes Machado
Av.dos Expediocionários, s/n
Jardim Bela Vista - Bairro Bela Vista
Cep: 36700-000 Leopoldina (MG)
Mais notícias sobre o lançamento da Cartilha da Turma da Mônica em MG

A mobilização será feita com ajuda de histórias em quadrinhos do cartunista Maurício de Sousa, com a revista A Turma da Mônica – prevenindo queimaduras. O foco da mobilização são crianças em ambientes domiciliares, já que dos cem atendimentos diários a queimados realizados no Hospital de Pronto-Socorro João XXIII (HPS), 51% acontecem dentro de casa, sendo que 43% das vítimas têm menos de 10 anos de idade. São quatro histórias que pretendem conscientizar as crianças sobre os perigos do contato com água fervente, álcool, óleo de cozinha e outros líquidos inflamáveis.
A Unidade de Tratamento de Queimados Professor Ivo Pitanguy atende diariamente 100 pessoas, sendo que 51 delas sofreram queimaduras em acidentes domésticos. Desse total, 43 deles são crianças de até 10 anos, entre pacientes novos e retornos.
A campanha é desenvolvida pelas secretarias de Estado de Saúde e Educação. Segundo o ilustrador Maurício de Sousa, suas revistas também vão abordar o tema de forma permanente. As histórias da Turma da Mônica são lidas por 10 milhões de pessoas, por mês, e estão presentes em mais de 40 países.
A Turma da Mônica se envolveu num projeto de conscientização sobre os cuidados com a higiene para crianças de países carentes a pedido da Organização Pan-Americana de Saúde. Premiado, o trabalho serviu para reduzir as taxas de desidratação e infecção alimentar e conseqüente queda da mortalidade infantil. O ilustrador espera que a campanha contra as queimaduras atinja metas semelhantes.
“Queremos baixar os gráficos de queimaduras e vamos usar os quadrinhos para alcançar as crianças. Minas é referência nesse tipo de serviço, por isso a mobilização começa aqui, mas, como o problema está ligado a uma questão cultural, acho que a campanha deve ser permanente e atingir o mundo todo. É intenção abordar o tema em revistas para adolescentes, que freqüentam churrascos e podem se queimar”, diz Maurício.
Cozinha é local mais perigoso para criança
Até agosto deste ano, o Hospital de Pronto-Socorro João XXIII (HPS) já registrou 1.759 atendimentos às vítimas de queimaduras. A grande maioria, 947 casos, foram motivados por contato das pessoas com líquidos inflamáveis. Em segundo lugar, o fogo foi o principal vilão dos acidentes, com 329 ocorrências, seguido pelo contato com objetos quentes, com 264. Queimaduras com fogos de artifício também figuram no ranking das principais causas de acidentes, sendo mais freqüentes nas épocas de festa junina e ano novo. Segundo o presidente da Fundação Hospitalar de Minas Gerais (Fhemig), Luiz Márcio Ramos, 80% dos acidentes dentro de casa acontecem na cozinha. “A cozinha é um local perigoso para as crianças. Os pais não devem deixá-las sozinhas dentro dela. Sempre tem um objeto quente ou produto químico que pode comprometer a saúde das pessoas”, disse ele.
Fontes:
http://www.otempo.com.br/otempo/noticias/?IdNoticia=89694
http://www.uai.com.br/UAI/html/sessao_2/2008/09/05/em_noticia_interna,id_sessao=2&id_noticia=78310/em_noticia_interna.shtml
quinta-feira, 4 de setembro de 2008
Mais uma cartilha educativa
Amanhã será o lançamento da cartilha LER/DORT: Doenças e Acidentes de Trabalho, uma iniciativa do Sindicato dos Químicos Unificados (Campinas, Osasco, Vinhedo, com ilustrações de Bira Dantas. A cartilha foi organizada pelos Drs. Mirdney Jensen e Roberto Ruiz, ela possui 24 páginas, impressão 4 cores, papel couché. Esta será a primeira de uma série de cartilhas que usam a linguagem humorística do cartum para abordar temas sérios e importantes para os trabalhadores. O lançamento vai acontecer às 18h00, na sede do sindicato dos Químicos, Av. Barão de Itapura, 2022 Guanabara, Campinas (SP).Dois lançamentos para setembro
Eu me interessei por dois lançamentos que estão acontecendo este mês. A primeira é O Catador de Batatas e o Filho da Costureira. Trata-se de uma HQ baseada em fatos reais. É uma obra bilíngüe, fruto do trabalho de pesquisa do desenhista Bruno D'Angelo e do roteirista Ricardo Giassetti.A outra HQ é criação do cartunista David Heatley e se chama My Brain is Hanging Upside
Down, e se baseia em experiências do autor, sendo uma obra com características autobiográficas. Na HQ ele fala do racismo. Ele defende o diálogo e o entendimento entre negros e brancos como forma de vencer o preconceito e a discriminação. Sua inspiração veio de Malcon X. Ele freqüentou uma escola pública de subúrbio, com alunos de classes sociais e raças bem diversificadas. Enquanto ainda estava no colégio, viu uma criança negra sendo assassinada por um policial branco. Participou de manifestações contra o racismo e viveu, de modo geral, uma infância incomum da maioria das crianças brancas do subúrbio norte-americano. David Heatley é um cartunista, músico e designer norte-americano que começou a publicar quadrinhos regularmente durante a década de noventa.
Para mais detalhes, clique aqui. e aqui.
4ª Feira de Quadrinho e Arte de Osasco (SP)
A partir desta sexta-feira, 5 de setembro, o Sebo e Livraria Multiverso dá início a mais uma edição da sua Feira de Quadrinho e Arte, oferecendo um coquetel na abertura do evento com a presença de autores e aberto ao público. De acordo com o organizador do evento, Anderson Silva, a idéia é a divulgação das Histórias em Quadrinhos como uma linguagem altamente dinâmica, que serve não só para entretenimento, mas também como importante instrumento educacional e cultural. Ele afirma ainda que outro ponto importante da feira é pensar na formação de leitores, propiciando o primeiro contato com os meios de produção dos quadrinhos realizando oficinas ministradas por profissionais do desenho, roteiro e design.Os interessados em participar das oficinas devem fazer inscrição prévia, por telefone ou pelo e-mail sebomultiverso@hotmail.com. A Livraria e Sebo Multiverso fica localizada na Avenida João Batista 104 - próximo à Estação de Trem de Osasco. O telefone é 0XX-11-3682-4989.
Oficinas programadas:
Segunda-feira - 8 de setembro
14h - Desenho Básico - Anatomia - Prof. Douglas - AIO (Associação dos Ilustradores de Osasco)
18h - Desenho Básico - Perspectiva - Prof. Valdeir - AIO
Terça-feira - 9 de setembro
10h - Cartum - Will - AIO
14h - A comunicação visual do personagem do Mangá - Priscila - AIO
18h - Retrato artístico - Marcio Fester - Escola Bradesco
Quarta-feira - 10 de setembro
14h - Caricatura - Douglas
18h - Modelagem em Clay - Renato da Escola Estudio Oficina de Arte
Quinta-feira - 11 de setembro
10h - Desenho Básico - Perspectiva - Valdeir - AIO
14h - Caricatura - Domingos - AIO
18h - Retrato artístico - Marcio Fester - Escola Bradesco
Sexta-feira - 12 de setembro
14h - Como criar e desenvolver personagens em cartum - Priscila - AIO
18h - Character design (criação de personagem) - Roberto - Escola Estudio Oficina de Arte
Sábado - 13 de setembro
10h - Como construir um portfólio - Will - AIO
14h - Oficina de Fanzine - História, produção e laboratório para entrar no mercado, com Will, integrante do Quarto Mundo, criador do Sideralman e editor do Subterrâneo
17h - Tarde de autógrafos com os autores independentes do Quarto Mundo, Laudo Ferreira Jr. (Depois da Meia-Noite), Daniel Esteves (Nanquim Descartável) e Edu Mendes, Cadu Simões, Roberta Bronzatto, Fabio Santos, Kleber de Souza (Garagem Hermética)
Domingo - 14 de setembro
14h - Palestra - Sketchbook como processo criativo - Marcio Fester
16h - Tarde de autógrafos e lançamento do Necronauta #5, com o desenhista Danilo Beyuth
Fonte: http://www.universohq.com/quadrinhos/2008/n04092008_05.cfm
quarta-feira, 3 de setembro de 2008
Turma da Mônica: lançamento de cartilha para prevenção de acidentes (MG)
Nesta quinta-feira, dia 4 de setembro, a partir das 11h, o quadrinhista Mauricio de Sousa participará do lançamento da Cartilha da Turma da Mônica para Prevenção de Acidentes com Queimaduras no Salão Nobre do Palácio da Liberdade de Belo Horizonte-MG. O governador mineiro Aécio Neves presidirá a cerimônia, que ainda contará com a presença do cirurgião plástico Ivo Pitanguy, de Marcus Pestana (Secretário de Estado da Saúde), de Luís Márcio Ramos (Presidente da Rede FHEMIG - Fundação Hospitalar do Estado de Minas Gerais), de Vanessa Guimarães (Secretária de Estado da Educação), e de outros empresários e autoridades locais. A cartilha tem tiragem mensal de 50 mil exemplares e inicialmente será distribuída nas escolas da rede estadual do Ensino Fundamental de Minas Gerais.Fonte: http://www.bigorna.net/index.php?secao=noticias&id=1220442268
terça-feira, 2 de setembro de 2008
Argentina celebra Dia dos Quadrinhos
Por Diego Figueira, responsável pelo Pop Balões (02/09/08)No dia 4 de setembro, celebra-se na Argentina o "Día de la Historieta", ou dia dos quadrinhos. A data comemorativa foi instituída há três anos por iniciativa de uma comissão formada por jornalistas, educadores, artistas, editores, distribuidores e leitores de quadrinhos. O objetivo da comissão é fazer do Día de la Historieta uma tradição no calendário cultural argentino. Os idealizadores esperam que a data sirva para se presentear os amigos com histórias em quadrinhos e promover a sua leitura entre aqueles que normalmente não se interessam pela nona arte.
A escolha da data é uma homenagem ao lançamento da revista Hora Cero Semanal em 1957, em cujas páginas teve início a publicação do personagem El Eternauta, criação de H. G. Oesterheld. Como já aconteceu nas duas edições anteriores, em várias regiões da Argentina eventos comemorativos estão agendados para toda a semana, boa parte com entrada gratuita. As atividades programadas para a capital Buenos Aires incluem:
Exibição do filme Imaginadores (terça-feira, dia 2), que apresenta uma retrospectiva sobre as tiras produzidas na Argentina e seus principais criadores. Após a projeção, ocorre um debate com a diretora Daniela Fiore e outros especialistas. Jornada Día de la Historieta (quinta-feira, dia 4), com debates sobre HQs argentinas, entrega dos prêmios do concurso da revista Magma e homenagem a quadrinhistas por sua trajetória profissional.
A mostra El Fascinante Mundo de la Historieta: ¡36 historietistas argentinos en la Escuela Septiembre!, (quinta-feira, dia 4) uma série didática sobre histórias em quadrinhos. Reestréia de Zona Livre (sexta-feira, dia 5), peça teatral baseada nos quadrinhos de El Eternauta.
A Maratona Hora Nueve (sábado, dia 6), na Escuela Argentina de Historieta, reunirá roteiristas e artistas para criarem histórias em quadrinhos de pelo menos cinco páginas no prazo de nove horas.
No dia 16 de setembro, ainda será realizada 7ª Jornada Universitária de Desenho de Quadrinhos, organizada pelo Museo de la Caricatura Severo Vaccaro em parceria com o Movimiento Cultural Banda Dibujada, no auditório da Universidade de Palermo. Para mais informações, incluindo a programação para outras cidades, basta clicar aqui ou entrar em contato pelo e-mail comision.dia.h@gmail.com.
Fonte: http://www.universohq.com/quadrinhos/2008/n02092008_06.cfm
A história das HQs no Brasil
São episódios de aproximadamente meia hora em que autoridades do gênero, artistas ou estudiosos, analisam a produção brasileira de quadrinhos desde seu surgimento, em fins do século XIX, com a publicação de ´Nhô-Quim ou impressões de uma viagem à corte´ pelo ítalo-brasileiro Angelo Agostini.
Especialistas como Waldomiro Vergueiro, Patati, Moacy Cirne, Álvaro de Moya, Heitor Pitombo e Sidney Gusman conversam com a câmera em bate-papos que destacam a importância da HQ nacional. Como é o caso do gênero terror, tema do segundo episódio. Com a censura imposta aos quadrinhos americanos nos anos 50 devido a criação de um código de ética, a demanda pelo gênero no Brasil alavancou o surgimento de vários novos desenhistas como Flavio Colin, Nico Rosso, Rodolfo Zalla, Júlio Shimamoto e Eugênio Colonnese.
´A censura nos Estados Unidos foi excelente para o Brasil. Graças a ela, surgiram vários autores para cumprir a falta de material americano´, diz João Calvet, idealizador da série de TV e conhecido dos fãs de quadrinhos como organizador da feira Comicmania, que teve 12 edições e acontecia no Castelinho do Flamengo, no Rio.
Comicmania
Um evento que fez tanto sucesso em meados dos anos 90, que acabaria virando programa com o mesmo nome, no canal CNT. O Comicmania da TV era produzido realmente no quarto em que Calvet morava, no Rio, diferentemente do ´15 minutos´ da MTV, com Marcelo Adnet, que reproduz algo despojadamente parecido, só que em estúdio.
Depois de produzir um documentário sobre o cineasta Ivan Cardoso para o Canal Brasil, João Calvet, que tem 38 anos e mora há dez em Nova York, sugeriu a série ´Quadrinhos´. ´Eles gostaram da idéia, mas disseram que a idéia inicial, de dez episódios, teria que ser reduzida à metade´, explica.
´A partir daí, fiz uma lista de pessoas básicas. A cooperação em São Paulo, por exemplo, foi total. Mauricio de Sousa, por exemplo, gostou tanto do projeto que sugeriu fazermos outro documentário sobre o seu estúdio´, conta.
Personalidades
De São Paulo, além do pai da turma da Mônica, que aparece em seu estúdio e em imagem de arquivo ao lado de Pelé , aparecem na série de documentários, como Angeli e Lourenço Mutarelli, que, abandonou os quadrinhos para dedicar-se à literatura e dá um belo depoimento sobre Flávio Colin, um dos melhores desenhistas, dono de um traço único e falecido há seis anos.
´Ele tinha um traço diferente de tudo o que eu conhecia, muito próprio. Era um desenho muito simples, quase infantil. E, ao mesmo tempo, ele era perturbador, tinha algo de medieval naquelas figuras´, frisa.
Do Rio de Janeiro, aparece Renato Lima, da revista de bolso ´Jukebox´, e Ziraldo, que ao lado de Mauricio, são entrevistados no terceiro programa: ´A turma do infantil´. ´Gibis, drogas e rock’n’roll´ é o tema do quarto episódio e ´Capitão Brasil e sua gangue´ é o último, previsto para o dia 23.
Para 2009, Calvet pretende uma segunda fornada do programa, com artistas brasileiros que trabalharam para o mercado americano, como é o caso de Gutemberg Monteiro, o Goott, que ilustrou por décadas o Tom e Jerry e o Gasparzinho.
Télio Navega
Agência O Globo
Fonte: http://diariodonordeste.globo.com/materia.asp?codigo=566328
