quarta-feira, 17 de setembro de 2008

Encontro na FIOCRUZ

Bom é muito pouco para descrever o dia que passamos na FIOCRUZ. Nem a chuva estragou. Eu diria que ela deu um certo charme ao nosso passeio. O encontro Ciência e Arte promete muitas surpresas até a sexta, pena que tivemos que voltar. Mas um dia já deu para fazer muitas novas amizades, firmar parcerias e encontrar gente muito interessante. Nossos alunos, então, nem se fala. Eles ficaram encantados com tudo. Nunca tinham ido ao Rio de Janeiro e até os aviões se preparando para pousar no aeroporto era motivo de festa.

Nosso Pôster estava lá, na Mostra de Quadrinhos, que reuniu trabalhos na área de quadrinhos, educação e ciência. Ao nosso lado estavam os trabalhos feitos pela Karina Saavedra, por Mário Feijó e Marília Cristina Tenório Rebolho, tudo muito lindo, muito instrutivo e mostrando que os quadrinhos estão vindo para ficar, como um instrumento de ensino.

Na abertura tivemos palestras em homenagem ao grande cientista brasileiro Leopoldo de Meis, um dos pioneiros no Brasil na defesa da ciência e arte. Ele trabalha, com a ajuda de artistas, para mostrar a face emocionante da ciência. Dessa parceria inusitada já surgiram peças de teatro, livros (dentre eles, O Método Científico) e um CD-ROM sobre o funcionamento da mitocôndria.Um grande fã dos quadrinhos, ele os considera uma fonte de inspiração. Aos 70 anos, este cientista de renome internacional recebeu várias homenagens, que foram desde uma apresentação lúdica do Palhaço Matraca (o sociólogo Marcus Vinícius Campos) até um vídeo super divertido, contanto sua história e sua vida.

Além das exposições e palestras, havia muita coisa para ser vista e muitas pessoas com quem conversar. Um dia foi pouco. Seguem algumas imagens e, em breve, um vídeo da nossa aventura.


Texto sobre guerras e quadrinhos

O Universo HQ públicou um texto muito legal, chamado As guerras, os quadrinhos e o cinema. Trata-se de um apanhado sobre a trajetória das HQs de guerra nos Estados Unidos e a influência do filme Os Doze Condenados em algumas delas. Vale a pena ler o texto e tirar suas conclusões sobre o assunto.
Aces High
As guerras sempre foram populares no cinema e nos quadrinhos. Embora o gênero permita a reflexão social dos acontecimentos recentes e passados, é mais usado para atuar como forma de entretenimento escapista. Durante a Segunda Guerra, os quadrinhos abraçaram o gênero e até o mesclaram ao nascimento dos super-heróis, com personagens patrióticos como o Capitão América e tantos outros que lutaram contra o nazismo, o fascismo italiano e o imperialismo japonês.

Mas foi na década de 1950 que as revistas deste gênero realmente vingaram. Entre as mais importantes publicações do gênero estão as revistas Aces High, da EC Comics, que publicava histórias focadas nos combates aéreos das duas grandes guerras, e trazia na arte feras como George Evans, Wally Wood, Jack Davis e Bernard Krigstein.

A EC também publicava as revistas Two-Fisted Tales e Frontline Combat, editadas por Harvey Kurtzman. A arte era sempre um destaque à parte e contava com o talento de John Severin, Jack Davis, Wally Wood, George Evans, Will Eld, Alex Toth, Ric Estrada, Joe Kubert e Russ Heath.

A DC Comics, por exemplo, tinha a revista Our Army at War, lançada em 1952 e que foi publicada até 1977, lançando heróis como Ás Inimigo (Enemy Ace) e o Sgt. Rock e sua Companhia Moleza, personagem muito associado a Joe Kubert. Outro título importante da DC, também lançado em 1952, foi G.I Combat, que incorporava alguns personagens da Quality Comics (que havia sido adquirida pela DC), como Blackhawk.
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Muitos dos personagens de guerra da DC ganharam revistas próprias na década de 1960, como Soldado Desconhecido, Sgt. Rock e o Tanque Assombrado. Entre 1965 e 1966, a Warren Publishing publicou, possivelmente, a melhor revista do gênero: Blazing Combat. Apesar de sua curta duração, Blazing Combat era uma revista de primeiríssima linha. As histórias eram de Archie Goodwin e os artistas incluíam muitos veteranos da EC Comics, como John Severin, Wally Wood, George Evans, Russ Heat, Frank Frazetta, Alex Toth e Reed Crandall.

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A Atlas, que mais tarde se tornaria a Marvel, teve uma participação mais discreta no gênero, com títulos como Combat Kelly, de 1951. Foi na década de 1960 que a editora resolveu, à sua maneira, explorar mais o gênero. Stan Lee discutiu com Martin Goodman sobre o sucesso das revistas Marvel. Goodman afirmava que eram os adjetivos como amazing, spectacular, uncanny (Amazing Spider-Man, Uncanny X-Men etc.) e outros usados nos títulos que ajudavam nas vendas.
Mas Lee garantia que era o estilo Marvel e a força de seu trabalho em parceria com Jack Kirby que geravam as vendas altas. Para solucionar a questão, Lee fez uma aposta. Disse que bolaria o título mais rocambolesco e improvável para uma revista e que, apesar do péssimo nome, ela venderia bem devido ao estilo Marvel.

E foi assim que nasceu a revista Sgt. Fury and his Howling Commandos, com Nick Fury liderando o grupo de comandos durante a Segunda Guerra. O primeiro número foi publicado em maio de 1963. Foi um grande sucesso e a revista teve 167 edições publicadas entre 1963 e 1981.
Our Army at War
Em 1965, E.M. Nathanson publicou o romance The Dirty Dozen (Os Doze Condenados), parcialmente baseado em uma unidade de elite pertencente ao 506º Regimento Pára-quedista de Infantaria, conhecida como Os Treze Sujos (The Filthy 13). O nome era uma referência ao fato de esses soldados, durante seu treinamento na Inglaterra, só se banhavam uma vez por semana e nunca lavarem seus uniformes. Dois anos depois, em 1967, a MGM lançou nos cinemas o filme de Robert Aldrich, Os Doze Condenados, baseado no romance de Nathanson. Trata-se de uma aventura de guerra que chocou alguns críticos na época por sua violência (mas que atualmente seria classificado para menores de 12 anos) e até hoje continua sendo uma boa diversão.

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Aproveitando o momento de sucesso de Os Doze Condenados e o interesse por histórias de guerra, a Marvel lançou Captain Savage and his Leatherneck Raiders, em janeiro de 1968. Os personagens chegaram a interagir com Nick Fury e seus comandos, mas o título durou apenas 19 edições e foi cancelado em 1970.
Mesmo assim, a Marvel não perdeu o interesse pelo assunto. Em maio de 1972, introduziu em Sgt. Fury and his Howling Commandos # 98 uma nova série de personagens, os Doze Mortíferos (The Deadly Dozen), que inicialmente seriam liderados por "Dum Dum" Dugan. No mesmo ano, a "Casa das Idéias" lançou Combat Kelly And The Deadly Dozen, incorporando o título da revista de 1951 ao novo conceito.

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Mas com o atual interesse em Hollywood por tudo que se relaciona aos quadrinhos, as editoras estão fazendo o possível para tirar do limbo seus personagens mais antigos. A DC vai trazer de volta o Tanque Assombrado, o Soldado Desconhecido e o Sgt. Rock (cujo projeto de filme está sofrendo percalços, mas ainda deve vingar).
A Marvel também relançou os Howling Comandos, durante a Invasão Secreta, mas como um grupo de super-heróis, ligado a Nick Fury, sem nenhuma relação com as histórias de guerra tradicionais. Também existe o trabalho de Garth Ennis, um aficionado do gênero, que recentemente lançou pela Marvel, War is Hell e tem três minisséries Battlefields em andamento na Dynamite Entertainment.

Enquanto isso, nos cinemas, Quentin Tarantino está trabalhando numa refilmagem de Inglorious Bastards (que no fundo não deixa de ser um remake de Os Doze Condenados). Depois de um arrastado processo, iniciado em 2001, está finalmente sendo filmado Inglorious Bastards, com um elenco que inclui Brad Pitt, Mike Myers, Eli Roth e Diane Kruger.

O longa-metragem está em produção na França e chegará aos cinemas em 2009. E se isso não bastasse, a Warner e Joel Silver estão planejando a refilmagem dos Doze Condenados, que será dirigida por Guy Ritchie, de Jogos, trapaças e dois canos fumegantes.

O primeiro roteiro, que colocava a história nos tempos atuais, foi muito mal recebido online. Por isso, um novo enredo está sendo desenvolvido por Zak Penn. Outro filme de guerra previsto para 2009, é Valkyrie, de Bryan Singer (de X-Men, X-Men 2 e Superman - O Retorno), sobre a tentativa real de assassinar Hitler, com Tom Cruise no papel principal.

O texto é de Sérgio Codespoti. Eu estou postando apenas alguns trechos do texto, quem se interessar em ler o texto integral e ver todas as imagens (e elas são realmente interessantes), é só clicar aqui.

terça-feira, 16 de setembro de 2008

Ciência e Arte na FIOCRUZ

Amanhã estaremos na Fundação Oswaldo Cruz (FIOCRUZ), participando de um encontro e representando a nossa escola com um pôster do projeto da Gibiteca. E quando falo nós. é plural mesmo. Vamos eu, a nossa diretora Ana Maria Petraglia e dois alunos da escola, voluntários na Gibiteca. Pois é, será quase uma excursão. Os meninos estão que não se contendo de tanto entusiasmo.

Trata-se do Ciência, Arte e Cidadania - 5º Simpósio, 1º Forum de ex-alunos e Premiação da 4ª Olimpíada Brasileira de Saúde e Meio Ambiente. Amanhã é a abertura do encontro, que vai até sexta, dia 19 de Setembro. Para ver a programação completa é só clicar aqui.

Aguardem um relato completo até o fim de semana, com direito a fotos e vídeos!

segunda-feira, 15 de setembro de 2008

Estamos entre as 55 escolas classificadas para a segunda fase do Prêmio de Reportagem Jovem Protagonista


Voltado para Escolas Solidárias que receberam o Selo Escola Solidária 2003, 2005 e/ou 2007, conferido pelo Instituto Faça Parte, o Prêmio de Reportagem Jovem Protagonista reconhecerá a melhor reportagem sobre Voluntariado Educativo feita por jovens do ensino médio e das últimas séries do ensino fundamental.

O Prêmio de Reportagem Jovem Protagonista tem duas fases. Na primeira serão selecionados projetos de Voluntariado Educativo que estejam em andamento e tenham a participação de alunos.
As escolas escolhidas para a segunda fase deverão enviar uma reportagem audiovisual de 1 a 3 minutos de duração sobre o projeto inscrito na etapa anterior. Para conferir a lista das 55 escolas selecinadas basta clicar aqui. Nós concorremos com mais de 200 escolas em todo o Brasil, com nosso Projeto da Gibiteca. Estar entre os 55 finalistas é uma grande vitória!

Toda a produção, a gravação e a edição deverão ser feitas por quatro alunos.
Essa é uma maneira de estimular o uso das tecnologias da informação a favor da educação. Ao se apropriar das novas ferramentas, o estudante tem a oportunidade de enriquecer o próprio conhecimento, transformando dados abstratos em ações concretas. Dos vídeos entregues, cinco serão selecionados como semifinalistas e exibidos na programação da Rede Record, Record News e Instituto Ressoar. Além do evento de premiação na cidade de São Paulo, a equipe finalista receberá certificado, DVD do vídeo feito pela escola e making of da visita aos estúdios da TV Record.

sexta-feira, 12 de setembro de 2008

Curso de roteiro de quadrinhos


A jornalista Carol Almeida ministra, a partir de segunda-feira, 15 de setembro, um curso de roteiro de quadrinhos em Recife. Cinco vezes indicada como Melhor Articulista de Quadrinhos no Troféu HQMix, ela assina a coluna Zine no Jornal do Commercio e mantém o blog www.zuper.com.br. As aulas trarão uma introdução sobre as histórias em quadrinhos, um estudo dos gêneros e também será ensinado como estruturar um roteiro. No final do curso, haverá um debate sobre o roteiro criado por cada aluno.

O curso acontece na Conteúdo Criativo (Rua das Pernambucanas, 144, em Graças). São 15 horas/aula, com direito a certificado de conclusão. O investimento custa R$ 220 e estão disponíveis 12 vagas. Para mais informações, entre em contato pelo e-mail oficina@conteudocriativo.com.br ou através dos telefones (xx81) 3076-0380 / 9666-0688 / 9686-0446.

Confira o conteúdo das aulas:

Aula 1: Uma introdução à história das histórias em quadrinhos: os bastidores de quem realmente criou uma poderosa indústria de entretenimento e as pessoas que construíram o formato;
Aula 2: Histórias em quadrinhos é coisa de gente grande: como os autores estão descobrindo nos quadrinhos a melhor forma de comunicação; definição dos diferentes tipos de quadrinhos adultos: testemunhais, jornalísticos ou próprios da contra-cultura.
Aula 3: Como fazer um roteiro para quadrinhos: quais as escolhas a serem feitas em um roteiro de quadrinhos, uso das palavras, uso das imagens, enquadramentos, momentos, fluxo. Será pedido aos alunos o esboço de um roteiro.
Aula 4: Aula prática, onde o aluno pegará uma ou duas histórias em quadrinhos e reescreverá o roteiro, sem imagens.
Aula 5: Exercício e debate sobre os roteiros preparados pela turma.
Fonte: http://hqmaniacs.uol.com.br/principal.asp?acao=noticias&cod_noticia=17324

quinta-feira, 11 de setembro de 2008

Uma dica para se trabalhar Guerra Fria com Quadrinhos

Li este texto e achei que devi citá-lo aqui. Uma ótima dica para trabalhar quadrinhos em aulas de história. Para quem não concordar com os exemplos dados, basta adaptar usando outras HQs de sua preferência como fonte para montar uma aula. É sempre bom ter uma referência e nem sempre é fácil achar uma. O texto foi publicado no UOL Educação no link http://educacao.uol.com.br/historia/ult1690u35.jhtm

Gibis retratam o conflito entre EUA e URS
Júlio Vilela*
Especial para a Página 3 Pedagogia & Comunicação

A Guerra Fria foi uma disputa travada durante quase cinco décadas pelas duas superpotências vencedoras da Segunda Guerra Mundial: os Estados Unidos e a União Soviética. Foi um período marcado por muita espionagem e propaganda política, tanto do lado norte-americano quanto do soviético. Não bastasse tudo isso, armas atômicas seriam usadas caso as duas superpotências partissem para o conflito militar direto.

Foi durante a Guerra Fria que uma nova onda de super-heróis surgiu nos gibis norte-americanos, especialmente nos da Marvel Comics (hoje a maior editora de quadrinhos do mundo). Você certamente já ouviu falar dessas personagens, pois várias foram adaptadas para o cinema nos últimos anos, com grande sucesso de bilheteria. Dentre essas personagens, podemos destacar o Homem-Aranha, os X-Men, o Hulk e o Quarteto Fantástico.

Aqui, falaremos da relação delas com a Guerra Fria. Afinal, embora sejam fictícias e tenham sido criadas apenas para entretenimento, seus criadores se inspiraram na época que viviam. Começaremos pelo Quarteto Fantástico, o primeiro gibi da Marvel em que o escritor-editor Stan Lee fez parceria com o desenhista Jack Kirby.

O Quarteto Fantástico

O primeiro gibi do Quarteto Fantástico foi publicado em novembro de 1961 -ou seja, poucos meses depois de o cosmonauta soviético Yuri Gagarin ter-se tornado o primeiro ser humano a viajar para o espaço, realizando um vôo orbital (12 de abril de 1961), e quase uma década antes de o astronauta norte-americano Neil Armstrong ter s ido o primeiro homem a pisar na Lua (20 de julho de 1969). Assim, o Quarteto Fantástico foi lançado na mesma época em que os EUA e a URSS disputavam a corrida espacial.


O próprio surgimento desse grupo de heróis faz alusão à Guerra Fria: no início da história, pouco antes de os quatro futuros heróis viajarem para o espaço, a narração menciona que os EUA estão numa "corrida espacial" com "uma potência estrangeira". Claro que a tal "potência estrangeira" era a URSS, mas, diferentemente do que tinha acontecido durante a Segunda Guerra Mundial, os autores dos gibis da Guerra Fria preferiam não dar nome aos bois quando se referiam aos "inimigos da América".

No gibi, o Quarteto Fantástico tem origem um pouquinho diferente daquela contada no filme de 2005: quatro amigos - o cientista Reed Richards; sua noiva, Sue Storm; o irmão adolescente dela, Johnny Storm; e o piloto de foguetes Ben Grimm - embarcam num foguete experimental, voam para o espaço e são bombardeados por raios cósmicos. Ao voltarem para a Terra, descobrem que os raios cósmicos os afetaram, dando-lhes superpoderes.

Richards consegue esticar partes de seu corpo e assume o codinome Senhor Fantástico (qualquer semelhança com outro super-herói, o Homem-Borracha, não é mera coincidência); Sue se torna a Garota Invisível (anos depois, mudará o nome para Mulher Invisível, pois em nossos tempos "politicamente corretos" é considerado machismo chamar de "garota" uma mulher adulta); Johnny vira o Tocha Humana; e Ben, o monstruoso Coisa. Os raios cósmicos existem mesmo, mas na vida real eles matam, como seu professor ou professora de ciências poderá lhe explicar.

A corrida espacial não é a única alusão à Guerra Fria que encontramos nos primeiros gibis do Quarteto Fantástico. O principal inimigo do Quarteto era o Doutor Destino, que governava literalmente com mãos de ferro um pequeno país do Leste Europeu, bem na região onde se concentravam os países do bloco socialista.

Na tradução feita no Brasil, o nome dado ao país do Doutor Destino era "Latvéria", o que poderia levar a concluir que se tratava de uma terra imaginária. Mas, no original, o nome era "Latvia" - cuja tradução correta para o português é Letônia, na época uma das repúblicas que compunham a URSS. O próprio visual do vilão, com sua armadura de ferro, pode ser referência à "Cortina de Ferro", a expressão popularizada pelo ex-primeiro-ministro britânico Winston Churchill para se referir aos países da Europa oriental que ficaram sob influência da URSS após a Segunda Guerra Mundial.

O Incrível Hulk

O Incrível Hulk, segunda criação da parceria Stan Lee-Jack Kirby, também refletia o contexto da Guerra Fria. No primeiro número do gibi, lançado em maio de 1962, ficamos sabendo como o cientista Bruce Banner se tornou o Hulk: ele tenta salvar um adolescente que invadiu o local onde se testará pela primeira vez a "bomba gama" (projetada pelo próprio Banner) e fica exposto aos raios gama quando a bomba é detonada propositalmente por seu assistente, um espião iugoslavo disfarçado.

Banner, em vez de morrer de leucemia ou queimaduras radiativas (que é o que aconteceria na vida real), descobre que os raios gama alteraram a química de seu corpo. Agora, sempre que se enfurece, é humilhado ou entra em pânico, ele se transforma no Hulk, um brutamontes capaz de levantar toneladas. Curiosamente, o Hulk era para ser cinzento, mas falhas de impressão no primeiro número do gibi fizeram que ele aparecesse esverdeado em alguns quadrinhos. Assim, o verde se tornou sua cor definitiva.

Até o fato de Banner ser físico nuclear tinha relação com a Guerra Fria. Desde o Projeto Manhattan (o qual desenvolveu as bombas atômicas que foram lançadas sobre Hiroshima e Nagasaki), os físicos nucleares tinham "importância estratégica" para o governo dos EUA. Vale recordar que, segundo alguns historiadores, as bombas atômicas usadas contra o Japão marcaram não apenas o fim da Segunda Guerra Mundial, mas o começo da Guerra Fria.

Segundo tal interpretação, o ataque a Hiroshima e Nagasaki teria sido a forma que os EUA encontraram de mandar o seguinte recado à URSS: "Cuidado conosco! Nós temos a bomba!" Depois disso, a procura por carreiras científicas, sobretudo em física nuclear, aumentou consideravelmente nas universidades norte-americanas. Bruce Banner, assim como os físicos do Projeto Manhattan, trabalha para os militares; e a "bomba gama" explode no deserto do Novo México, região dos EUA onde foram mesmo realizados os primeiros testes atômicos.

Outro elemento da Guerra Fria presente na saga do Hulk é o espião iugoslavo. Naquela época, histórias de espionagem eram comuns tanto na ficção quanto na realidade. Além disso, a Iugoslávia era um dos países do Leste Europeu onde os comunistas haviam chegado ao poder. (No entanto, os iugoslavos eram um caso à parte: o então governante do país, o marechal Tito, principal líder da resistência contra os invasores alemães durante a Segunda Guerra Mundial, não seguia todos os ditames da União Soviética; por isso, o modelo socialista adotado na Iugoslávia era um pouco diferente daquele que predominava nos outros países do Leste.)

Em suas primeiras aventuras, o Hulk enfrentou vários vilões comunistas, mas havia igualmente críticas aos EUA. Em primeiro lugar, porque o principal inimigo do Hulk era o general Ross, também pai da namorada de Banner. Ou seja, em muitas histórias do Hulk, o inimigo era o próprio Exército norte-americano, sempre perseguindo o gigante verde. E não se deve esquecer que o Hulk era um monstro criado pelo horror atômico. Ao conceberem a história, Stan Lee e Jack Kirby pretenderam transmitir uma lição de moral: Banner é vítima de uma arma que ele mesmo projetou, e o cientista sente remorsos por isso.

quarta-feira, 10 de setembro de 2008

Mostra Literária Taubaté

O Sesc Taubaté realizará, nos dias 13 e 14 de setembro, a Mostra Literária Taubaté: Caminhos da História, Parada Obrigatória. Com a entrada franca, a Mostra integra a promoção do projeto homônimo do SESC e busca reunir escritores de Taubaté e região, assim como divulgar suas obras. Cerca de 51 escritores já estão confirmados. O evento acontece no Circo Maior.

Entre eles a escritora, tradutora e integrante da Academia Paulista de Letras, Ruth Guimarães. A escritora, natural de Cachoeira Paulista, já teve sua prosa comparada ao célebre escritor Guimarães Rosa devido ao seu romance, Água Funda. Obra de 1946 que recebeu avaliações acaloradas dos melhores críticos literários da época como o ensaísta Antonio Cândido e o historiador e escritor Nelson Werneck Sodré.

Também estará presente na Mostra Literária, no dia 13, Joyce Campos Kornbluh, neta de Monteiro Lobato, e a escritora, Márcia Camargos, vencedora do prêmio Jabuti em 1997, que vem à feira na companhia de Joyce para lançar o livro "Juca e Joyce – Memórias da neta de Monteiro Lobato". Escrito a quatro mãos o livro é resultado de uma amizade que surgiu entre as duas escritoras no inicio dos anos 90 em decorrência da biografia "Monteiro Lobato: Furacão na Botocúndia", que deu a Márcia, ao lado de Carmen Lucia de Azevedo e Vladimir Sacchetta, o Prêmio Jabuti (mais tradicional e importante prêmio literário do Brasil) nas categorias Ensaio e Biografia e Livro do Ano/não ficção.

Durante a Mostra Literária também acontecerão intervenções artísticas com artistas plásticos, exposição de histórias em quadrinhos e apresentações de música erudita, teatro e contação de histórias.

Também participam do evento o Instituto de Estudos Valeparaibanos (IEV), as Academias de Letras de Taubaté e Caçapava, a União Brasileira de Trovadores, a Faculdade Teresa D`Ávila (FATEA), a Editora Gráfica Instituto Santa Teresa e as publicações SESCSP.

Confira a programação completa do evento:

Dia 13 de setembro:

9h30 - Pintando o SESC – artistas plásticos de todas as idades vão pintar, ao vivo, a arquitetura, instalações, cenas, paisagens e manifestações artísticas. Inscrições no local.

10h - Oficina Quitutes da Tia Nastácia – atividade direcionada a crianças de 7 a 12 anos que, a partir da leitura de trechos dos livros de Monteiro Lobato, farão receitas da personagem Tia Nastácia. Com Sonia Outubo, culinarista.

10h30 - Apresentação do Grupo Taubatchellos - regente Clodoaldo Leite Jr.

11h – Monteiro Lobato e Cora – apresentação da pesquisa da autora Rita Elisa Seda.

14h - O Presidente Negro - conferência da autora Márcia Camargos sobre a atualidade do livro de Monteiro Lobato.

15h - Juca e Joyce - memórias da neta de Monteiro Lobato. Tarde de autógrafos com a autora Joyce Campos Kornbluh (neta de Monteiro Lobato) e Márcia Camargos.

16h - Literatura e Cultura no Vale do Paraíba - palestra com Olga de Sá - Diretora da Faculdade Teresa D’Ávila e Instituto Santa Teresa de Lorena.

17h - Tributo a Lobato - apresentação artística com o Grupo Scene Belle.

14 de setembro – Domingo - grátis

10h - Contação de Histórias

11h30 - Acenando com Bandeira - show musical e poético em que o cantor e compositor Nando Luz une sua música à poesia de Manuel Bandeira.

14h – Apresentação Musical - Violão e Camerata de Metais.

15h - Mistérios do Vale - sessão de autógrafos com a autora Sonia Gabriel.

15h30 - Lançamentos de obras de autores regionais:

Navegação - Mírian Cris. Durante o lançamento haverá barquinhos de papel para as crianças dobrarem.

Ocre- Fragmentos De Arte - Mirian Cris

Meio Ambiente, o que podemos fazer? - Sílvio Ferreira Leite

Alfazema - Zenilda Lua

A Bolívia de Evo Morales – 2 anos de refundação – Barbosa Filho

16h - Contação de Histórias

Dias 13 e 14 de setembro - Exposição de Histórias em Quadrinhos - super heróis, grandes personalidades, mangás, gibis nacionais e importados.

Acervo: Jorge Hata, colecionador e historiador.

Participantes da Mostra Literária

INSTITUTO DE ESTUDOS VALEPARAIBANOS (IEV)

- Benedito Sérgio Lencioni

- Fabio Ricci

- Francisco Sodero Toledo

- Hugo Di Domenico

- Luiz Eduardo Correa Lima

- Maria Luiza Reis Pereira Baptista

-.Nelson Pesciotta

- Padre Mário Bonatti

- Pedro Paulo Filho

- Ruth Guimarães

- Sônia Maria Gabriel

ACADEMIA TAUBATEANA DE LETRAS

- Conceição Fenille Molinaro

- Luiz Antonio Cardoso da Silva

- Judite de Oliveira

- Yves Rudner Schmidt

- Lygia Therezinha Fumagalli Ambrogi

- Thereza Freire Vieira

ACADEMIA CAÇAPAVENSE DE LETRAS

UNIÃO BRASILEIRA DE TROVADORES – SEÇÃO DE TAUBATÉ

- Angélica Vilella Rebello Santos

- Cacilda Pinto da Silva

AUTORES REGIONAIS

- Cláudio de Morais –Taubaté

- Ditão Virgilio – São Luiz do Paraitinga

- Domingos Sávio Vidal - Piquete

- Itabiracy Lopes dos Santos - Lorena

- Joffre Neto - Taubaté

- Jorge Hata – colecionador - Taubaté

- Lamarque Monteiro - Taubaté

- Ligia Maria Frazão Gati - Tremembé

- Marco Antonio Queiroz Moreira - Tremembé

- Maria Dalila Ferreira de Paula – Tremembé

- Mirian Cris – São José dos Campos

- Regina Célia Marques M. Rovida – São Luiz do Paraitinga

- Rodrigues Nunes Godoy – Piquete

- Rita Elisa Seda – São José dos Campos

- Samuel Messias de Oliveira - Taubaté

- Silvio Ferreira Leite – São José dos Campos

- Ubirajara Vieira Xavier – Tremembé

- Wanderley Gomes de Sardinha – Lorena

- Zenilda Lua – São José dos Campos

FACULDADE TERESA D’ÁVILA (FATEA)

- Adilson Mello

- André Prado

- Eliane Vianna

- Giovanni Guimarães

- Jeane Lucas

- Marlene Sardinha Gurpilhares

- Maria Luzia Dantas

- Nice M. Figueiredo

- Olga de Sá

- Paulo Sergio Senna

- Shirley Cabarite

- Sônia Siqueira

GRAFICA INSTITUTO SANTA TERESA (GRAFIST)

- Coisas Caladas – Olga de Sá

- A Qualidade do Livro Didático no Brasil – Luiz Eduardo Correa Lima

- Tópicos Modernos em Ciências da Informação – Nice M. Figueiredo

- Caderno Semiótica e Religião

- Caminho e Círculo no Pensamento de Martim – Ir. Luzia Dantas

- A Estética da Idade Média –Sônia Siqueira

- Babel – vários autores

- Arte e Cultura no Vale do Paraíba – Olga de Sá

- Ecologia e Design – Paulo Senna

- Contos de Cidadezinha – Ruth Guimarães

- A Estética do Barroco – Sônia Siqueira

- Educação Ambiental – Paulo Senna

- A Teatralidade do Barroco – Sônia Siqueira

LIVROS EDITADOS POR PROFESSORES DA FATEA (DIFERENTES EDITORAS)

- A Escritura de Clarice Lispector (Ir. Olga de Sá)

- Diálogos na fronteira sócio-ambiental (Paulo Senna)

- Monteiro Lobato e a Língua Nacional (Shirley Cabarite)

- Trilhando o Futuro (Luiz Eduardo Correa)

– Lingüística e Gêneros Discursivos (Marlene Sardinha, Jeane Lucas, Eliane Vianna)

– Alcatéia (André Prado) lançamento em breve

– Retalhos (Adilson Mello, Giovanni Guimarães)

– Sá Mariinha das Três Pontes (Adilson Mello)

– Pesquisas em Lingüística Aplicada: Múltiplos Enfoques (Eliana Vianna Brito, Marlene Sardinha, entre outros)

Fontes:

http://www.pindavale.com.br/agoravale/noticias.asp?id=6698&cod=1

http://www.pindavale.com.br/agoravale/noticias.asp?id=6697&cod=1

S.Caetano inscreve para Oficina de Quadrinhos

Neste mês de setembro a Diretoria da Cultura da Prefeitura de São Caetano abre vagas para mais um curso que integra o projeto Oficinas Culturais 2008. Os interessados em aprender ou desenvolver novas técnicas na produção de histórias em quadrinhos podem se inscrever para a oficina até o próximo dia 17 de setembro, na sede da Cultura (rua Estrada das Lágrimas, 515, bairro São José) e no Atende Fácil (rua Major Carlo Del Prete, 651, Centro).

As aulas, ministradas por Edson Pelicer, têm início no dia 18 e seguem até novembro, sempre às quintas-feiras, das 14h às 17h, na USCS (Universidade Municipal de São Caetano do Sul), localizada na rua Santo Antonio, 50, Centro. O curso apresentará os conceitos e funcionamentos básicos para a produção de histórias em quadrinhos e de um fanzine periódico em preto e branco, no formato 15x21 cm, e número de páginas a definir.
Fonte: http://www.reporterdiario.com.br/index.php?id=95883

terça-feira, 9 de setembro de 2008

Polêmica HQ de Tintim é relançada

O artigo é uma indicação da amiga Valéria Fernandes. Fala sobre a HQ do Tintim, acusada de racismo. Vale a leitura. Aguardo comentários.
Fonte:http://www1.folha.uol.com.br/fsp/ilustrad/fq0809200822.htm
PEDRO CIRNE
COLABORAÇÃO PARA A FOLHA

Das 24 aventuras em quadrinhos criadas pelo belga Hergé (1907-83) e estreladas pelo jornalista Tintim, nenhuma provocou tanta polêmica quanto a que retrata sua passagem pelo continente africano. A história, lançada no Brasil há 38 anos como "Tintim na África", está saindo novamente, como "Tintim no Congo", mais fiel ao título original ("Tintin au Congo").

Quando esta HQ foi lançada pela editora Egmont na Inglaterra, em 2005, trazia um aviso dizendo que o livro tinha estereótipos e que alguns leitores podem considerá-lo ofensivo. Em 2007, a Comissão para Igualdade Racial (CRE) pediu às livrarias britânicas que retirassem de suas prateleiras a HQ, devido ao conteúdo racista. A editora norte-americana Little, Brown anunciou, também em 2007, uma caixa com todas as HQs de Tintim, exceto por este álbum, que seria publicado separadamente. Meses depois, recuou e divulgou que a coleção, ainda não completa, sairá integralmente.

Nesta aventura, Tintim viaja à África para escrever reportagens. Chega ao Congo Belga (que depois viria a se chamar Zaire e, atualmente, República Democrática do Congo), então uma colônia da Bélgica (curiosamente, na primeira edição portuguesa, o nome foi alterado e virou "Tim-Tim em Angola", então colônia de Portugal). É nesse ponto que começam as questões que trariam problema aos futuros editores. Tintim aparece como mais forte e inteligente que os africanos, retratados com inocência infantil e subservientes. Em uma cena, após causar um acidente que derruba um trem, ele convence os congoleses a colocar a máquina de volta aos trilhos sem que ele mesmo precise fazer força. Em outra, o jornalista substitui o professor dos jovens africanos e leciona aos congoleses sobre a sua "pátria, a Bélgica".

Quando Tintim volta à Europa, os africanos criam um ídolo de madeira para adorá-lo como se fosse um deus. Há, ainda, cenas de violência contra animais. Em uma passagem, Tintim explode um rinoceronte com uma dinamite. Além disso, derruba mais de dez antílopes a tiro. O leitor brasileiro não verá algumas dessas cenas nesta edição de "Tintim no Congo". A história, lançada originalmente semanalmente a partir de 1930 e reunida em livro em 1931, foi revisada por Hergé em 1946 e relançada com pequenas alterações. Não há mais rinoceronte sendo explodido por dinamite e a aula sobre a pátria Bélgica é substituída por uma de matemática. É esta versão que foi lançada no Brasil.

Mais textos sobre o assunto clicando aqui, aqui e aqui

domingo, 7 de setembro de 2008

Secretaria de Cultura lança edital para quadrinhos

Alguns setores da cultura com maior dificuldade para arrecadar fundos via Lei Rouanet têm R$ 1,28 milhão da Secretaria de Estado da Cultura de São Paulo disponível por meio de editais públicos. Artes visuais, projetos de hip hop, fotografia e quadrinhos --área nunca antes considerada-- são contemplados pela seleção.


São R$ 500 mil para 25 projetos de artes visuais --aumento de 16% em relação ao último edital do governo do Estado para o setor--, R$ 350 mil para 14 projetos de hip hop e R$ 250 mil para dez projetos de histórias em quadrinhos. Os prazos para inscrição são: 3/10, para artes plásticas; 15/10, para hip hop e 16/10, para quadrinhos.


O edital de fotografia, que vai destinar R$ 180 mil a 60 selecionados, deve ser lançado só na semana que vem. Por enquanto, a novidade é o edital de quadrinhos. "É uma aposta numa área que a gente percebe que está em expansão", disse à Folha André Sturm, coordenador da Unidade de Fomento e Difusão de Produção Cultural da Secretaria de Estado da Cultura. No segundo edital destinado ao hip hop, a secretaria optou por deixar menos específico o texto e contemplar quatro áreas: dança, DJ, MC e grafite.


Nas artes visuais, serão financiados pintura, escultura, instalação, performance e outros suportes, sendo que, de acordo com Sturm, "50% do peso da avaliação" será o currículo do artista proponente. No edital de fotografia, serão escolhidas 60 fotos para fazer parte de uma exposição. Depois, 12 das 60 imagens serão publicadas num livro. Os editais podem ser consultados na íntegra no site www.cultura.sp.gov.br.


Fonte: http://www1.folha.uol.com.br/folha/ilustrada/ult90u442086.shtml

sábado, 6 de setembro de 2008

Workshop do Studio Seasons

O Studio Seasons informa que estará ministrando um workshop na III Semana de Quadrinhos da UFRJ, com o tema: Mangá - metódos de composição e a produção nacional. O workshop ocorrerá na sexta-feira, dia 31 de Outubro no local do evento: Sesc Madureira, das 18:00 às 22:00hs. Endereço: Rua Ewbanck da Câmara, 90 - telefone: (21) 3350-7744.

O evento será gratuito e aberto ao público interessado. Segue a programação completa.

Debates:
28/10
QUADRINHOS: ARTE?
Muitas vezes a importância dos quadrinhos como manifestação artística não é bem compreendida. Pretendemos aqui discutir o lugar dos quadrinhos no universo da arte, suas relações com a comunicação, com o imaginário coletivo, identidade cultural e com o público.

29/10
MÍDIA DIGITAL E ARTE SEQUENCIAL
Será discutido o uso de diferentes mídias como meio de divulgação para as histórias em quadrinhos, os benefícios e desvantagens para os autores, além das perspectivas do mercado de HQ’s no mundo virtual.

30/10
QUADRINHOS E HUMOR POLÍTICO
O uso do cartum nos quadrinhos, charges e caricaturas é uma forma irreverente de exercer a crítica social. Essa discussão irá pautar a importância do gênero no Brasil, bem como suas diversas vertentes, do ativismo artístico até o humor editorial.

31/10
PUBLICAÇÃO DE HQ´s NO BRASIL
Muitos quadrinistas iniciantes encontram dificuldades para publicar seus trabalhos. O debate irá pautar as possibilidades para a publicação de material autoral, apesar da falta de investimento nesse setor no Brasil.

sexta-feira, 5 de setembro de 2008

Balanço do nosso primeiro mês de campanha de doação!

Neste primeiro mês de campanha recebemos 147 Hqs, a maioria vinda de nossos alunos, que estão participando e interessados em ver nossa gibiteca funcionando cada vez melhor. Compramos 42 revistas com o dinheiro da rifa - entre novas e usadas - e fechamos o nosso balanço totalizando 3.015 Hqs!, das quais 1815 são de super-heróis, terror e aventura; 547 são educativas, 480 são infantis e 173 são Mangás. São 4.3 Hqs por aluno!

O destaque foram as Hqs infantis: conseguimos aumentar consideravelmente o número de Hqs da Disney (notadamente Zé carioca e Pato Donald) e da Turma do Sítio do Picapau Amarelo (muito usada pelos nossos professores).

Agradecemos as doações e esperamos poder continuar contando com elas, pois queremos poder manter atualizado e diversificado nosso acervo, para melhor atender à nossa escola. Nosso endereço é:
E. M. Judtih Lintz Guedes Machado
Av.dos Expediocionários, s/n
Jardim Bela Vista - Bairro Bela Vista
Cep: 36700-000 Leopoldina (MG)

Mais notícias sobre o lançamento da Cartilha da Turma da Mônica em MG


Segundo levantamento feito pela Fundação Hospitalar de Minas Gerais (Fhemig), 51% dos atendimentos são provocados por acidentes domésticos, que poderiam ser evitados, e 43% atingem crianças de até 10 anos. Para mudar os números dessa dolorosa estatística, foi lançada quinta-feira, no Palácio da Liberdade, a Campanha estadual de prevenção a acidentes domésticos provocados por queimaduras.

A mobilização será feita com ajuda de histórias em quadrinhos do cartunista Maurício de Sousa, com a revista A Turma da Mônica – prevenindo queimaduras. O foco da mobilização são crianças em ambientes domiciliares, já que dos cem atendimentos diários a queimados realizados no Hospital de Pronto-Socorro João XXIII (HPS), 51% acontecem dentro de casa, sendo que 43% das vítimas têm menos de 10 anos de idade. São quatro histórias que pretendem conscientizar as crianças sobre os perigos do contato com água fervente, álcool, óleo de cozinha e outros líquidos inflamáveis.

A Unidade de Tratamento de Queimados Professor Ivo Pitanguy atende diariamente 100 pessoas, sendo que 51 delas sofreram queimaduras em acidentes domésticos. Desse total, 43 deles são crianças de até 10 anos, entre pacientes novos e retornos.

O desenhista Maurício de Sousa participou do lançamento da campanha contra os acidentes com queimaduras. Em sua primeira edição especial para a campanha, a revista, que virá com quatro histórias, terá tiragem inicial de 50 mil exemplares. No total serão 1 milhão de revistas, que devem ser entregues, nas próximas semanas, para alunos do ensino fundamental, matriculados nas escolas públicas estaduais e municipais de Belo Horizonte e do interior.

“Espero que os estudantes usem a revista como para casa e conscientizem toda a família, além de elaborar discussões com suas comunidades sobre o tema. Eu também enviarei essas cartilhas a outros governadores para que a campanha possa ser nacional. Essa não é uma ação de governo, mas de toda a sociedade mineira.”

A campanha é desenvolvida pelas secretarias de Estado de Saúde e Educação. Segundo o ilustrador Maurício de Sousa, suas revistas também vão abordar o tema de forma permanente. As histórias da Turma da Mônica são lidas por 10 milhões de pessoas, por mês, e estão presentes em mais de 40 países.

A Turma da Mônica se envolveu num projeto de conscientização sobre os cuidados com a higiene para crianças de países carentes a pedido da Organização Pan-Americana de Saúde. Premiado, o trabalho serviu para reduzir as taxas de desidratação e infecção alimentar e conseqüente queda da mortalidade infantil. O ilustrador espera que a campanha contra as queimaduras atinja metas semelhantes.

“Queremos baixar os gráficos de queimaduras e vamos usar os quadrinhos para alcançar as crianças. Minas é referência nesse tipo de serviço, por isso a mobilização começa aqui, mas, como o problema está ligado a uma questão cultural, acho que a campanha deve ser permanente e atingir o mundo todo. É intenção abordar o tema em revistas para adolescentes, que freqüentam churrascos e podem se queimar”, diz Maurício.

Cozinha é local mais perigoso para criança
Até agosto deste ano, o Hospital de Pronto-Socorro João XXIII (HPS) já registrou 1.759 atendimentos às vítimas de queimaduras. A grande maioria, 947 casos, foram motivados por contato das pessoas com líquidos inflamáveis. Em segundo lugar, o fogo foi o principal vilão dos acidentes, com 329 ocorrências, seguido pelo contato com objetos quentes, com 264. Queimaduras com fogos de artifício também figuram no ranking das principais causas de acidentes, sendo mais freqüentes nas épocas de festa junina e ano novo. Segundo o presidente da Fundação Hospitalar de Minas Gerais (Fhemig), Luiz Márcio Ramos, 80% dos acidentes dentro de casa acontecem na cozinha. “A cozinha é um local perigoso para as crianças. Os pais não devem deixá-las sozinhas dentro dela. Sempre tem um objeto quente ou produto químico que pode comprometer a saúde das pessoas”, disse ele.

Eu tenho um interesse pessoal nesta campanha, pois minha sobrinha de 4 anos sofreu um grave queimadura em 40% do braço esquerdo, porque mexeu em uma panela com óleo quente. Quem vê o sofrimento de uma criança no estado que o braço dela ficou, sabe reconhecer a importância desta campanha.
Fontes:
http://www.otempo.com.br/otempo/noticias/?IdNoticia=89694
http://www.uai.com.br/UAI/html/sessao_2/2008/09/05/em_noticia_interna,id_sessao=2&id_noticia=78310/em_noticia_interna.shtml

quinta-feira, 4 de setembro de 2008

Mais uma cartilha educativa

Amanhã será o lançamento da cartilha LER/DORT: Doenças e Acidentes de Trabalho, uma iniciativa do Sindicato dos Químicos Unificados (Campinas, Osasco, Vinhedo, com ilustrações de Bira Dantas. A cartilha foi organizada pelos Drs. Mirdney Jensen e Roberto Ruiz, ela possui 24 páginas, impressão 4 cores, papel couché. Esta será a primeira de uma série de cartilhas que usam a linguagem humorística do cartum para abordar temas sérios e importantes para os trabalhadores. O lançamento vai acontecer às 18h00, na sede do sindicato dos Químicos, Av. Barão de Itapura, 2022 Guanabara, Campinas (SP).

Dois lançamentos para setembro

Eu me interessei por dois lançamentos que estão acontecendo este mês. A primeira é O Catador de Batatas e o Filho da Costureira. Trata-se de uma HQ baseada em fatos reais. É uma obra bilíngüe, fruto do trabalho de pesquisa do desenhista Bruno D'Angelo e do roteirista Ricardo Giassetti.

Na HQ há dois personagens, em dias histórias que se entrelaçam, a de um imigrante japonês e a de um negro brasileiro neto de escravos. Seus destinos se cruzam em uma fazenda de café no interior paulista, quando a primeira leva de imigrantes vindos do Japão chega ao Brasil em 1908.

Em O Catador de Batatas, o texto dos balões está em japonês, com tradução no rodapé de cada página. Já O Filho da Costureira vem com texto em português e rodapés em japonês.
A outra HQ é criação do cartunista David Heatley e se chama My Brain is Hanging Upside Down, e se baseia em experiências do autor, sendo uma obra com características autobiográficas. Na HQ ele fala do racismo. Ele defende o diálogo e o entendimento entre negros e brancos como forma de vencer o preconceito e a discriminação. Sua inspiração veio de Malcon X.

Ele freqüentou uma escola pública de subúrbio, com alunos de classes sociais e raças bem diversificadas. Enquanto ainda estava no colégio, viu uma criança negra sendo assassinada por um policial branc
o. Participou de manifestações contra o racismo e viveu, de modo geral, uma infância incomum da maioria das crianças brancas do subúrbio norte-americano. David Heatley é um cartunista, músico e designer norte-americano que começou a publicar quadrinhos regularmente durante a década de noventa.

Para mais detalhes, clique aqui. e aqui.

4ª Feira de Quadrinho e Arte de Osasco (SP)

A partir desta sexta-feira, 5 de setembro, o Sebo e Livraria Multiverso dá início a mais uma edição da sua Feira de Quadrinho e Arte, oferecendo um coquetel na abertura do evento com a presença de autores e aberto ao público. De acordo com o organizador do evento, Anderson Silva, a idéia é a divulgação das Histórias em Quadrinhos como uma linguagem altamente dinâmica, que serve não só para entretenimento, mas também como importante instrumento educacional e cultural. Ele afirma ainda que outro ponto importante da feira é pensar na formação de leitores, propiciando o primeiro contato com os meios de produção dos quadrinhos realizando oficinas ministradas por profissionais do desenho, roteiro e design.

Além disso, a loja coloca seu acervo com descontos, oferecendo a oportunidade para adquirir obras dos quadrinhos a preços convidativos.Durante o evento, vários autores do coletivo de quadrinhistas independentes Quarto Mundo estarão presentes autografando suas publicações e conversando com os leitores.A loja conta ainda com uma gama variada de livros sobre cinema, música, fotografia, arte em geral e DVDs.

Os interessados em participar das oficinas devem fazer inscrição prévia, por telefone ou pelo e-mail sebomultiverso@hotmail.com. A Livraria e Sebo Multiverso fica localizada na Avenida João Batista 104 - próximo à Estação de Trem de Osasco. O telefone é 0XX-11-3682-4989.

Oficinas programadas:

Segunda-feira - 8 de setembro
14h - Desenho Básico - Anatomia - Prof. Douglas - AIO (Associação dos Ilustradores de Osasco)
18h - Desenho Básico - Perspectiva - Prof. Valdeir - AIO

Terça-feira - 9 de setembro
10h - Cartum - Will - AIO
14h - A comunicação visual do personagem do Mangá - Priscila - AIO
18h - Retrato artístico - Marcio Fester - Escola Bradesco

Quarta-feira - 10 de setembro
14h - Caricatura - Douglas
18h - Modelagem em Clay - Renato da Escola Estudio Oficina de Arte

Quinta-feira - 11 de setembro
10h - Desenho Básico - Perspectiva - Valdeir - AIO
14h - Caricatura - Domingos - AIO
18h - Retrato artístico - Marcio Fester - Escola Bradesco

Sexta-feira - 12 de setembro
14h - Como criar e desenvolver personagens em cartum - Priscila - AIO
18h - Character design (criação de personagem) - Roberto - Escola Estudio Oficina de Arte

Sábado - 13 de setembro
10h - Como construir um portfólio - Will - AIO
14h - Oficina de Fanzine - História, produção e laboratório para entrar no mercado, com Will, integrante do Quarto Mundo, criador do Sideralman e editor do Subterrâneo
17h - Tarde de autógrafos com os autores independentes do Quarto Mundo, Laudo Ferreira Jr. (Depois da Meia-Noite), Daniel Esteves (Nanquim Descartável) e Edu Mendes, Cadu Simões, Roberta Bronzatto, Fabio Santos, Kleber de Souza (Garagem Hermética)

Domingo - 14 de setembro
14h - Palestra - Sketchbook como processo criativo - Marcio Fester
16h - Tarde de autógrafos e lançamento do Necronauta #5, com o desenhista Danilo Beyuth

Fonte: http://www.universohq.com/quadrinhos/2008/n04092008_05.cfm

quarta-feira, 3 de setembro de 2008

Turma da Mônica: lançamento de cartilha para prevenção de acidentes (MG)

Nesta quinta-feira, dia 4 de setembro, a partir das 11h, o quadrinhista Mauricio de Sousa participará do lançamento da Cartilha da Turma da Mônica para Prevenção de Acidentes com Queimaduras no Salão Nobre do Palácio da Liberdade de Belo Horizonte-MG. O governador mineiro Aécio Neves presidirá a cerimônia, que ainda contará com a presença do cirurgião plástico Ivo Pitanguy, de Marcus Pestana (Secretário de Estado da Saúde), de Luís Márcio Ramos (Presidente da Rede FHEMIG - Fundação Hospitalar do Estado de Minas Gerais), de Vanessa Guimarães (Secretária de Estado da Educação), e de outros empresários e autoridades locais. A cartilha tem tiragem mensal de 50 mil exemplares e inicialmente será distribuída nas escolas da rede estadual do Ensino Fundamental de Minas Gerais.

Fonte: http://www.bigorna.net/index.php?secao=noticias&id=1220442268

terça-feira, 2 de setembro de 2008

Argentina celebra Dia dos Quadrinhos

Por Diego Figueira, responsável pelo Pop Balões (02/09/08)

No dia 4 de setembro, celebra-se na Argentina o "Día de la Historieta", ou dia dos quadrinhos. A data comemorativa foi instituída há três anos por iniciativa de uma comissão formada por jornalistas, educadores, artistas, editores, distribuidores e leitores de quadrinhos. O objetivo da comissão é fazer do Día de la Historieta uma tradição no calendário cultural argentino. Os idealizadores esperam que a data sirva para se presentear os amigos com histórias em quadrinhos e promover a sua leitura entre aqueles que normalmente não se interessam pela nona arte.

A escolha da data é uma homenagem ao lançamento da revista Hora Cero Semanal em 1957, em cujas páginas teve início a publicação do personagem El Eternauta, criação de H. G. Oesterheld. Como já aconteceu nas duas edições anteriores, em várias regiões da Argentina eventos comemorativos estão agendados para toda a semana, boa parte com entrada gratuita. As atividades programadas para a capital Buenos Aires incluem:

Exibição do filme Imaginadores (terça-feira, dia 2), que apresenta uma retrospectiva sobre as tiras produzidas na Argentina e seus principais criadores. Após a projeção, ocorre um debate com a diretora Daniela Fiore e outros especialistas. Jornada Día de la Historieta (quinta-feira, dia 4), com debates sobre HQs argentinas, entrega dos prêmios do concurso da revista Magma e homenagem a quadrinhistas por sua trajetória profissional.

A mostra El Fascinante Mundo de la Historieta: ¡36 historietistas argentinos en la Escuela Septiembre!, (quinta-feira, dia 4) uma série didática sobre histórias em quadrinhos. Reestréia de Zona Livre (sexta-feira, dia 5), peça teatral baseada nos quadrinhos de El Eternauta.

A Maratona Hora Nueve (sábado, dia 6), na Escuela Argentina de Historieta, reunirá roteiristas e artistas para criarem histórias em quadrinhos de pelo menos cinco páginas no prazo de nove horas.

No dia 16 de setembro, ainda será realizada 7ª Jornada Universitária de Desenho de Quadrinhos, organizada pelo Museo de la Caricatura Severo Vaccaro em parceria com o Movimiento Cultural Banda Dibujada, no auditório da Universidade de Palermo. Para mais informações, incluindo a programação para outras cidades, basta clicar aqui ou entrar em contato pelo e-mail comision.dia.h@gmail.com.

Fonte: http://www.universohq.com/quadrinhos/2008/n02092008_06.cfm

A história das HQs no Brasil

Li este texto ontem e achei interessante postar aqui no blog. É sobre um programa que está sendo veiculado no Canal Brasil. O texto é do dia 25 de agosto. Nesta série estão presentes grandes nomes dos quadrinhos no Brasil, como nosso querido Waldomiro Vergueiro (um dos maiores pesquisadores da área). Eu ainda não pude ver, mas os comentários são os melhores possíveis.

Costumam dizer que o Brasil é um país sem História, que não preserva sua memória. Mas, em se tratando de HQs, pode-se dizer que os irmãos Eduardo e João Calvet fazem a sua parte em ´Quadrinhos´, série semanal de cinco documentários que o Canal Brasil começa a exibir amanhã, às 21h

São episódios de aproximadamente meia hora em que autoridades do gênero, artistas ou estudiosos, analisam a produção brasileira de quadrinhos desde seu surgimento, em fins do século XIX, com a publicação de ´Nhô-Quim ou impressões de uma viagem à corte´ pelo ítalo-brasileiro Angelo Agostini.

Especialistas como Waldomiro Vergueiro, Patati, Moacy Cirne, Álvaro de Moya, Heitor Pitombo e Sidney Gusman conversam com a câmera em bate-papos que destacam a importância da HQ nacional. Como é o caso do gênero terror, tema do segundo episódio. Com a censura imposta aos quadrinhos americanos nos anos 50 devido a criação de um código de ética, a demanda pelo gênero no Brasil alavancou o surgimento de vários novos desenhistas como Flavio Colin, Nico Rosso, Rodolfo Zalla, Júlio Shimamoto e Eugênio Colonnese.

´A censura nos Estados Unidos foi excelente para o Brasil. Graças a ela, surgiram vários autores para cumprir a falta de material americano´, diz João Calvet, idealizador da série de TV e conhecido dos fãs de quadrinhos como organizador da feira Comicmania, que teve 12 edições e acontecia no Castelinho do Flamengo, no Rio.

Comicmania

Um evento que fez tanto sucesso em meados dos anos 90, que acabaria virando programa com o mesmo nome, no canal CNT. O Comicmania da TV era produzido realmente no quarto em que Calvet morava, no Rio, diferentemente do ´15 minutos´ da MTV, com Marcelo Adnet, que reproduz algo despojadamente parecido, só que em estúdio.

Depois de produzir um documentário sobre o cineasta Ivan Cardoso para o Canal Brasil, João Calvet, que tem 38 anos e mora há dez em Nova York, sugeriu a série ´Quadrinhos´. ´Eles gostaram da idéia, mas disseram que a idéia inicial, de dez episódios, teria que ser reduzida à metade´, explica.

´A partir daí, fiz uma lista de pessoas básicas. A cooperação em São Paulo, por exemplo, foi total. Mauricio de Sousa, por exemplo, gostou tanto do projeto que sugeriu fazermos outro documentário sobre o seu estúdio´, conta.

Personalidades

De São Paulo, além do pai da turma da Mônica, que aparece em seu estúdio e em imagem de arquivo ao lado de Pelé , aparecem na série de documentários, como Angeli e Lourenço Mutarelli, que, abandonou os quadrinhos para dedicar-se à literatura e dá um belo depoimento sobre Flávio Colin, um dos melhores desenhistas, dono de um traço único e falecido há seis anos.

´Ele tinha um traço diferente de tudo o que eu conhecia, muito próprio. Era um desenho muito simples, quase infantil. E, ao mesmo tempo, ele era perturbador, tinha algo de medieval naquelas figuras´, frisa.

Do Rio de Janeiro, aparece Renato Lima, da revista de bolso ´Jukebox´, e Ziraldo, que ao lado de Mauricio, são entrevistados no terceiro programa: ´A turma do infantil´. ´Gibis, drogas e rock’n’roll´ é o tema do quarto episódio e ´Capitão Brasil e sua gangue´ é o último, previsto para o dia 23.

Para 2009, Calvet pretende uma segunda fornada do programa, com artistas brasileiros que trabalharam para o mercado americano, como é o caso de Gutemberg Monteiro, o Goott, que ilustrou por décadas o Tom e Jerry e o Gasparzinho.

Télio Navega
Agência O Globo
Fonte: http://diariodonordeste.globo.com/materia.asp?codigo=566328