domingo, 30 de janeiro de 2011

MEMÓRIA DO QUADRINHO NACIONAL: ANTÔNIO NÁSSARA


Para comemorar o Dia Nacional do Quadrinho, vamos fazer uma postagem especial trazendo um pouco da memória do nosso quadrinho nacional - e abrindo uma brechinha que pode ser aproveitada por professores que queiram fazer uma ponte entre os quadrinhos e o Carnaval - falando um pouquinho sobre Antônio Nássara.

Antônio Gabriel Nássara, mais conhecido simplesmente como Nássara (Rio de Janeiro, 11 de novembro de 1910 — Rio de Janeiro, 11 de dezembro de 1996) foi um compositor, caricaturista e desenhista brasileiro. Carioca filho de libaneses, começou a compor marchinhas carnavalescas nos anos 30, disputando e vencendo concursos com Lamartine Babo, Noel Rosa (seu vizinho de infância em Vila Isabel) e Ary Barroso.

Seu maior sucesso foi a marcha "Alá-lá-ô", de 1941, em parceria com Haroldo Lobo.

Ficou conhecido por seu estilo de parodiar ou citar composições famosas em suas próprias músicas.

Suas composições mais conhecidas incluem:

  • Alá-lá-ô (com Haroldo Lobo)
  • Formosa (com J. Ruy)
  • Periquitinho verde (com Sá Róris)
  • Florisbela (com Frazão)
  • Mundo de Zinco (com Wilson Batista)
  • Nós Queremos uma Valsa (com Frazão)
  • Retiro da Saudade (com Noel Rosa)
  • Meu Consolo É Você (com Roberto Martins)
  • O Craque do Tamborim (com Luís Reis)
  • Balzaqueana (com Wilson Batista)
  • Alegria de Pobre (com Valdemar de Abreu)
  • Desprezo (com Osvaldinho)

É tido também como o primeiro autor de um jingle comercial do Brasil.

Nássara estréia na imprensa carioca no jornal O Globo, em 1927, com desenho que acompanha a reportagem de Eduardo Bahout sobre a travessia do Atlântico realizada pelo hidroavião Jahú. Em 1928, ingressa no curso de arquitetura da Escola Nacional de Belas Artes - Enba, e divide o tempo entre os estudos e os grupos de samba, choro e marcha que forma com outros estudantes. Ele tem as primeiras aulas formais de desenho particularmente com Modesto Brocos (1852 - 1936), que o aconselha a abandonar o desenho acadêmico e aponta sua vocação para a caricatura.

Em 1929 Nássara publica três caricaturas em O Globo e inicia uma carreira, de êxito, que dura até sua morte. É levado para a revista A Noite pelo caricaturista Fritz (1895 - ca.1969), em 1930, colaborando também nessa década com as publicações Crítica, Carioca eVamos Ler. Nássara trabalha em revistas e jornais brasileiros importantes, destacando-se sua contribuição em Diretrizes e as duas páginas semanais em cores para a revista O Cruzeiro, na década de 1940. Segundo alguns estudiosos, essas páginas de humor semanais constituem a melhor fase de sua atividade artística. Em suas charges e caricaturas desfilam figuras internacionais e nacionais ligadas à 2ª Guerra Mundial (1939-1945), com humor profundamente antifascista, e cenas do cotidiano do carioca.

Assim como outros jovens desenhistas surgidos nos anos 1930, Nássara é influenciado pelo grande caricaturista da época, o carioca J. Carlos (1884 - 1950). Posteriormente conhece o traço geometrizado e a caricatura em meio-tom do paraguaio radicado no Brasil Guevara (1904 - 1964). Aliado às aulas de história da arte na Enba, o contato com a modernidade visual de George Grosz (1893 - 1959), das revistas Vanity Fair eSimplicissimus, e artistas de vanguarda como Pablo Picasso (1881 - 1973) e Henri Matisse (1869 - 1954), ajuda-o a formar seu estilo, cedo descoberto.

Nos anos 1950, Nássara ajuda a fundar, com o jornalista Samuel Wainer (1912 - 1980), o jornal Última Hora, no qual mantém página dupla em cores com crônica do cotidiano do Rio de Janeiro. Em 1974, começa a colaborar para o jornal de humor O Pasquim. Nesse momento, inicia-se a segunda fase de sua carreira, em que é descoberto e admirado por uma geração de caricaturistas mais novos. Permanece ali até 1983, com o mesmo humor afiado e traço econômico e certeiro dos primeiros tempos. Dessa fase destacam-se retratos das novas personalidades da música como Caetano Veloso (1942) e Maria Bethânia (1946), caricaturas das figuras políticas, como Jânio Quadros, Ulisses Guimarães (1916 - 1992), Paulo Maluf (1931) e Delfim Netto (1928) e dos presidentes militares, reunidos na charge clássica Corrente pra Trás, de 1982.

Como compositor, Nássara faz diversas músicas, sobretudo marchinhas de carnaval hoje antológicas, como Formosa, seu primeiro sucesso em 1932 gravada por Francisco Alves (1898 - 1952) e Mário Reis (1907 - 1981), Alá Lá Ô, e o grande hit Balzaquiana (1950), que ganha versão para o francês de Michel Simon. Em 1972, Nássara desenha 12 capas de disco para a série No Tempo dos Bons Tempos, do selo Fontana.

Frequentou o curso de Belas Artes, mas não se formou. Trabalhou nos jornais Carioca, O Globo, Vamos Ler, A Noite, Diretrizes, O Cruzeiro,Mundo Ilustrado, Flan, Última Hora e Pasquim.

Em 1990 foi homenageado com uma exposição de várias caricaturas suas, feitas por jovens caricaturistas, realizada no Museu Nacional de Belas Artes do Rio de Janeiro.


Em 2010 foi comemorado o centenário do seu nascimento. Assista o vídeo comemorativo:



Partes do texto e imagens foram retirados dos seguintes links:

http://pt.wikipedia.org/wiki/Ant%C3%B4nio_N%C3%A1ssara

http://www.itaucultural.org.br/aplicexternas/enciclopedia_ic/index.cfm?fuseaction=artistas_biografia&cd_verbete=3600&cd_item=2&cd_idioma=28555

http://rafocastro.com/blog/sem-categoria/nassara-genio-da-caricatura/


2 comentários:

bloggi disse...

Excelente post, amei Natania! Parabéns. Mil bjs.

Natania Nogueira disse...

Obrigada!!
:-)